Globo confessa corrupção nos direitos de transmissão

 SÓCIO DA GLOBO ADMITE TER PAGO PROPINA A TEIXEIRA Em depoimento nesta segunda-feira 4 na Suprema Corte do Brooklyn, nos Estados Unidos, o ex-repórter esportivo e presidente da Traffic Assessoria e Comunicações, J. Hawilla, revelou ter pago propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF  – Sócio da Globo, o ex-repórter esportivo e presidente da Traffic Assessoria e Comunicações, José Hawilla, prestou depoimento no caso Fifa nesta segunda-feira 4 na Suprema Corte do Brooklyn, nos Estados Unidos, chamado pelo governo norte-americano. Com um tubo de oxigênio, J. Hawilla revelou ter pago propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. Ele contou ainda que foi sócio da empresa argentina TyC (Torneos y Competencias), responsável pelo pagamento de propina e que negociava direitos de transmissão e anúncios em campeonatos como a Copa América e a Libertadores da América. Depois de ter sido repórter de campo, Hawilla foi diretor de esportes da Rede Globo em São Paulo. Em 2003, fundou a TV TEM, sigla de Traffic Entertainment and Marketing, que forma uma cadeia de TVs afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. As TVs de Hawilla cobrem quase metade do estado de São Paulo: 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. Entre as cidades cobertas estão, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí. Hawilla comprou também do Grupo Globo, em 2009, o Diário de São Paulo. Ele já era dono da Rede Bom Dia, de jornais em cidades da área coberta pela TV TEM.

Gleisi: Porque Lula cresce nas pesquisas

 A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, explica que o porquê de o ex-presidente Lula crescer nas pesquisas para  Mais do que comentar os resultados da última pesquisa do Instituto DataFolha, divulgada no sábado (2), é importante refletir sobre os motivos do favoritismo incontestável do Presidente Lula nas sondagens para as eleições de 2018. Além de crescer na liderança das consultas eleitorais em todos os cenários, Lula também dispara e consolida ampla vantagem sobre todos os demais pré-candidatos em um eventual segundo turno. Chega a ser compreensível, mas jamais justificável, a surpresa de parcela da sociedade com a popularidade de Lula. As disputas políticas no Brasil nunca se deram em uma arena justa e nem foram um caminho fácil e tranquilo para ser trilhado por Lula e pelo PT. Lula é o alvo de uma campanha sistemática e violenta de ataques à sua imagem, sua pessoa, aos membros de sua família e também ao legado de seu governo na melhoria de vida da população brasileira. A leitura tendenciosa e contaminada pelo ambiente das disputas políticas sempre foi um vetor de desqualificação dos avanços dos governos do PT ou mesmo da invisibilidade nos noticiários da importância e da efetividade dessas políticas de inclusão social na transformação da realidade brasileira. Esta semana, a ex-ministra do Desenvolvimento Social do Governo Dilma, Tereza Campello, lançou um livro “As faces da desigualdade – Um olhar sobre os que ficam para trás”, no qual discorre com precisão científica e aprofundada sobre as causas e efeitos da desigualdade no Brasil, suas dimensões para além dos comparativos patrimonial e de renda monetária e, ainda, sobre o que representaram de fato as políticas inclusivas dos governos de Lula e Dilma e os investimentos na proteção social do nosso povo entre os anos de 2002 e 2015. O Brasil ainda é um dos países mais desiguais do mundo. Há muitos desafios e muitas dívidas sociais ainda pendentes. O golpe que destituiu do poder a Presidenta Dilma e os interesses por trás das medidas tomadas pelo governo que está aí desde então, tem imposto um estado de exceção autoritário e antidemocrático ao País, com graves retrocessos: um estado de desigualdades. O golpe trouxe um desmonte criminoso na reversão dos níveis profundos de desigualdade que estava em curso desde 2003 e que freava um ciclo histórico de exclusão e de injustiça social. As políticas dos governos do PT impactaram na desnaturalização da pobreza e das discrepâncias, provando que a desigualdade social em toda a sua complexidade não é algo dado e irreversível. Ela pode e deve ser mudada com vontade política e com intervenções de um estado forte, presente e responsável. Em pouco mais de uma década, o aumento real do salário mínimo, a formalização do mercado de trabalho, a incorporação dos mais pobres no orçamento federal, a distribuição efetiva da renda, o Bolsa Família e suas condicionalidades, bem como a promoção de uma política social integrada, segundo Tereza Campello, explicam boa parte das transformações do período. Mas ela lembra que as pessoas não são excluídas apenas sob o viés da economia. A exclusão nega-lhes todo o acesso a direitos, bens e serviços produzidos pelo conjunto da sociedade. Nega-lhes oportunidades de vida digna. Para atuar efetivamente na problemática da desigualdade, é preciso enxergar outras questões determinantes, como acesso à água, saneamento básico, energia, à educação, saúde, moradia e a bens de consumo, que incrementam o mercado interno. Em uma comunidade no interior do Paraná, o simples acesso à energia elétrica por meio do Programa Luz Para Todos, por exemplo, representou a inserção de comunidades inteiras na produção de leite, produto que pode a partir daí, somado aos incentivos e créditos para a produção da agricultura familiar e camponesa, ser resfriado, comercializado, transportado e transformado. Isso não é diferente da realidade em pequenas propriedades do semi-árido nordestino com a chegada de cisternas, a proteção de fontes ou mesmo a expansão dos investimentos na infraestrutura das comunidades. “As faces da desigualdade no Brasil” são diversas e complexas. Os governos de Lula e Dilma atacaram e obtiveram resultados importantes e significativos em cada uma dessas frentes. Esse assunto não se esgota aqui. Temos ainda muito o que refletir a respeito e também muito o que fazer para recuperar o que foi perdido e transformar. A pesquisa, objetivamente, aponta para esse caminho. *Artigo inicialmente publicado no Blog do Esmael Gleisi Hoffmann é senadora da República e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

hipócritas comemoram até o pibinho de 0,01%

A galinha pousou  * Por Marcelo Zero A mídia e o governo tentam disfarçar, mas o resultado pífio do terceiro trimestre de 2017 desapontou todo o mundo. O crescimento foi de apenas 0,1% sobre o trimestre anterior, quando a prévia do Banco Central era de 0,58%. Na prática, isso significa economia estagnada. Mais que “pibinho”, é PIB microscópico, um “nanopib”. O “nanopib” do Golpe foi aferido após o IBGE revisar a sua série e dessazonalizá-la. Descobriu-se, com isso, que a “recuperação” econômica, o voo de galinha do início deste ano, impulsionado pelas exportações agrícolas e pela liberação do FGTS, perdeu força. A galinha pousou, como mostra o gráfico a continuação.   Neste ano, ao contrário das previsões panglossianas dos apoiadores do Golpe e da sua ultraortodoxia, o crescimento ficará abaixo de 1%. Zero vírgula alguma coisinha ridícula. Um “nanopib” anual. A mídia e os “especialistas”, no entanto, tentam disfarçar o desastre com contorcionismos lógicos e sofismas que fariam corar Górgias. Falam do crescimento de 1,2%, neste terceiro trimestre, do consumo das famílias, como se isso fosse algo extraordinário. Porém, no acumulado do ano, o consumo das famílias acumula um aumento irrisório de 0,4% sobre o mesmo período de 2016, o qual foi um período terrível, um fundo de poço abissal. Comemora-se, assim, algo menos pior que o desastre total. Comemorar um resultado desses é como comemorar Nagasaki depois de Hiroshima, pois a primeira matou menos que a última. No acumulado do ano, os investimentos, a formação bruta do capital fixo, continua fortemente negativa, mesmo com os esforços desesperados dos golpistas para vender a estrangeiros tudo o que for possível: pré-sal, Petrobras, Eletrobrás, jazidas minerais, terras. Tudo a preços de liquidação da soberania. Ressalte-se que, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a formação bruta de capital fixo caiu 0,5%. Quando se analisa o crescimento por setor, vê-se que apenas a agropecuária apresentou crescimento expressivo, impulsionado, sem dúvida, pelas exportações de commodities agrícolas, que tiveram boa recuperação, e pelas ótimas safras deste ano. A indústria e os serviços, apesar dos soluços recentes na indústria de transformação e no comércio, continuam em situação negativa, no acumulado do ano. Assim, não fosse a performance da agropecuária, teríamos um PIB negativo, em 2017. Agora, imagine o leitor se estes “números extraordinários”, comemorados efusivamente pela mídia que apoia o golpe, tivessem sido obtidos na época de Dilma ou Lula. Haveria, é claro, um oceano ácido de críticas e previsões sombrias sobre o governo “incompetente” e seus “pibinhos”. Essa mesma mídia que hoje aplaude um crescimento de 0,1% foi a mesma que chamou um crescimento de 2,7% de “pibinho”. Essa mesma mídia, que dizia que o “ciclo do crescimento baseado no consumo estava esgotado”, hoje comemora um crescimento do consumo das famílias de 1,2%%, no terceiro trimestre, e de ridículo 0,4%, no acumulado do ano. Essa mídia hipócrita, que desdenhava dos 22 milhões de empregos formais gerados nos governos do PT e do maior processo de distribuição de renda da nossa história, que resgatou dezenas de milhões da miséria e tirou o Brasil do Mapa da Fome, hoje aplaude a pequena queda no desemprego baseada, em praticamente 100%, na geração de ocupações precárias e informais, no trabalho de conta próprias e de empregados sem carteira de trabalho e sem direitos. Aplaudem, desse modo, a precariedade laboral e o fim dos direitos trabalhistas. Comemoram as demissões dos trabalhadores com carteira e sua transformação em motoristas de Uber e vendedores de quentinhas. Observe-se que, ao longo dos governos do PT, a formalização no mercado de trabalho aumentou de apenas 45,7%, em 2003, para 57,7%, em 2014. Contudo, os “especialistas” criticavam o aumento dos “custos do trabalho”. Mas a verdade é que o Golpe e sua política ultraortodoxa não serão capazes de gerar um crescimento sustentável e socialmente inclusivo. Com essa política irracional e de austeridade suicida, o Brasil só terá voos de galinha, com aumento da pobreza e da desigualdade. As privatizações, a venda predatória do patrimônio público e o setor externo não trarão o crescimento sustentado e inclusivo de volta. Ao contrário do que se diz, o principal fator para o desenvolvimento brasileiro nos tempos dos governos do PT, foi o mercado interno de consumo de massa, não o ciclo internacional das commodities. As exportações como um todo representam cerca de 11% do PIB e a das commodities, em particular, apenas 6,8% do PIB. Em contraste, o consumo das famílias representa mais de 60% do PIB. Portanto, o crescimento sustentado passa necessariamente pela distribuição da renda e pela geração de emprego de qualidade, com bons salários e todos os direitos assegurados. Passa também pela ampliação do Estado de Bem Estar, pelos programas sociais e pela Previdência como instrumento de inclusão social. O crescimento sustentável num país continental como o Brasil, que tem a quinta população do mundo, passa, como diz Lula, pelo processo de colocar dinheiro nas mãos dos pobres. Contudo, o governo golpista está fazendo o contrário de tudo isso. Está, na verdade, tirando dinheiro das mãos dos pobres e colocando-o nas mãos dos ricos. É um Robin Wood ao contrário. Promove a volta da informalidade e da precariedade laboral, com a Deforma Trabalhista, e arruína os mecanismos de inclusão social e atenuação da pobreza, com sua infame Reforma da Previdência, que afeta, sim, os mais pobres. Além disso, o governo golpista está destruindo todos os mecanismos estatais de estímulo à economia. A surreal Emenda Constitucional nº 95, que contrai os investimentos públicos por 20 anos, algo que não existe em nenhum país do mundo, impede o Estado de retomar seus imprescindíveis gastos e destrói os orçamentos em Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação. O fim da política de conteúdo local da Petrobras elimina os empregos na cadeia do petróleo. A ofensiva contra o BNDES, nosso grande banco de desenvolvimento, impede os investimentos pesados de longo prazo em infraestrutura. Com essa política irracional e destrutiva, não há como se gerar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável. Não há nenhum país do mundo que tenha

71% rejeitam governo ilegítimo de Michel Temer

 Pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo nesse domingo mostra que Michel Temer continua muito mal avaliado. De acordo com o instituto, 71% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, 23% acham que é regular, 5% pensam que é ótimo ou bom e 1% não sabe. O Datafolha ouviu 2.765 entrevistados entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Segundo a Folha, o nível de confiança da pesquisa, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, 50% dos entrevistados dizem acreditar que o desemprego vai aumentar; 26% deles acha que vai ficar como está; e 21% que vai diminuir. Já o poder de compra vai diminuir para 42% dos entrevistados; vai ficar como está para 34%; e vai aumentar para 19%. Por conta da margem de erro, a rejeição ao presidente se manteve estável, num patamar muito baixo, desde a última sondagem, realizada em setembro. Na ocasião, 73% o consideravam ruim ou péssimo; 20% o consideravam regular; 5% bom ou ótimo; e 2% não souberam opinar. O brasileiro também não anda otimista quanto aos rumos do país, o que mostra que o discursoirrealdo governo, de que a economia está se recuperando, não anda colando na população. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, 50% dos entrevistados dizem acreditar que o desemprego vai aumentar; 26% deles acha que vai ficar como está; e 21% que vai diminuir. Já o poder de compra vai diminuir, segundo 42% dos entrevistados; vai ficar como está para 34%; e vai aumentar para 19%.

A destruição do Brasil e o corno da rua

 Se, como dizia Von Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios, na encarniçada guerra em que se transformou a política, nos dias de hoje, a missão do jornalismo deveria ser a de escrever a história enquanto ela ocorre e acontece, se a mídia não estivesse, na maioria das vezes, a serviço de seus próprios interesses e de projetos de poder mendazes, hipócritas e manipuladores. Por Mauro Santayana, em seu blog Só os ingênuos acreditam em imprensa isenta em uma sociedade capitalista – na qual ela defende o interesse de seus donos e anunciantes – e mais ainda em um país como o Brasil, em que praticamente inexistem meios de comunicação públicos, quanto mais democráticos e de qualidade, como em outros lugares do mundo. A “história oficial” que tenta contar, ou corrobora, enquanto discurso quase único, a mídia brasileira hoje, é a de que vivemos em um país subitamente assaltado, em termos históricos, nos últimos 15 anos, por “quadrilhas” e organizações criminosas, infiltradas em governos populistas e incompetentes que, acossado pela corrupção, tenta, por meio de uma justiça corajosa e impoluta, livrar-se desse flagelo “limpando” a ferro e fogo a Nação, enquanto um governo que, coitado, não é perfeito, mas foi alçado ao poder pelas “circunstâncias”, tenta “modernizar” o Brasil, por meio de reformas tão inadiáveis quanto necessárias, para tirá-lo de uma terrível bancarrota em que o governo anterior o enfiou. Mas a história real que ficará registrada nos livros do futuro – queira ou não quem está a serviço dessa gigantesca mistificação – falará de um Brasil que, no início do Século XXI, chegou a sair da décima-quarta economia do mundo para o sexto posto nos últimos 15 anos – e que ainda ocupa o nono lugar entre as nações mais importantes do mundo. De uma nação que mais que triplicou seu PIB de 504 bilhões em 2002, para quase 2 trilhões de dólares no ano passado – que pagou – sem aumentar a sua dívida pública com relação a 2002 – seus débitos com seus principais credores internacionais – entre eles o FMI – e quadruplicou sua renda per capita em dólares, além de economizar mais de 340 bilhões de dólares em reservas internacionais, nesse período, transformando-se no que ainda é, hoje, em 2017, o quarto maior credor individual externo dos EUA. Um país que cortou, segundo números do IBGE, o número de pobres pela metade, duplicou o número de escolas técnicas federais, construiu quase 2 milhões de casas populares, com qualidade suficiente para atrair até mesmo o interesse de altos funcionários do Estado, como procuradores da República. . Um país que tinha voltado a construir refinarias, navios, grandes usinas hidreléctricas, gigantescas plataformas de petróleo e descoberto, com tecnologia própria, abaixo do fundo do mar, a maior província petrolífera, em termos mundiais, dos últimos 50 anos. Que expandiu o crédito e o consumo, duplicou sua safra agrícola, projetou-se internacionalmente em seu próprio continente e até o continente africano – como fazem outros países de sua dimensão e importância – e forjou uma aliança geopolítica com potências espaciais e atômicas, como Índia, China e Rússia – o BRICS – montando um banco que foi criado com a missão de transformar-se no embrião de uma alternativa ao sistema financeiro internacional. Que estava construindo submersíveis – entre eles o seu primeiro submarino atômico – tanques, navios de patrulha, cargueiros aéreos, caças-bombardeiros, radares, novos mísseis ar-ar, sistemas de mísseis de saturação, uma nova família de rifles de assalto, para suas forças armadas, por meio de forte apoio governamental a grandes empresas de engenharia de capital majoritariamente nacional, integrando esses esforços com outros países, também do próprio continente, para fortalecer a defesa e a soberania regional contra eventuais agressões externas. Um Brasil que, por estar fazendo isso, sofreu, nos últimos quatro anos, um ataque coordenado, ideológico e canalha, de inimigos internos e externos. Primeiro, com a revelação do escândalo de espionagem do país e do governo, e empresas que depois seriam, coincidentemente acusadas de corrupção, como a Petrobras, por parte de governos estrangeiros., Depois, por meio de um golpe iniciado com manifestações financiadas de fora do país, desde a época da Copa do Mundo, e de uma ampla campanha de sabotagem midiática e de operações de contra-informação permanentes, financiadas e coordenadas em muitos casos de fora do país, com o deslocamento para cá de embaixadores que estavam presentes quando do desfecho de golpes semelhantes e recentes em outros países sul-americanos, como o Paraguai, por exemplo. Um golpe que, iniciado no ano de 2013, foi finalmente desfechado, politicamente, em 2016 – baseado em uma tese juridicamente insustentável – para gáudio do que existe de pior na política brasileira e de nossos concorrentes internacionais. Concorrentes que, como vimos, pretendiam e desejam não apenas parar o Brasil no caminho que estava seguindo, de seu fortalecimento econômico, social e geopolítico, mas destruir a economia brasileira, para se apossar, por meio de uma segunda onda de destruição e de desnacionalização de nossas empresas, de nosso mercado interno e de nossos mais importantes ativos públicos e privados a preço de banana, colocando no poder “governos” de ocasião, entreguistas e dóceis às suas determinações e desejos. Para fazer isso, os inimigos do Brasil agiram – e continuam agindo – na frente política e na econômica, sustentados por paradigmas tão falsos quanto mendazes, que muitas vezes podem se apresentar como aparentemente contraditórios aos olhos de certos observadores. O principal deles, é o que reza que a corrupção é o maior problema brasileiro, e que trata-se, ela, de um fenômeno recente em nossa história, ou que alcançou supostamente “gigantescas” proporções, somente a partir de chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder em janeiro de 2003. Na economia, por outro lado, era e é preciso vender o peixe de que o país está quebrado, quando no grupo das 10 principais economias do mundo, em que nos incluímos depois de 2002, pelo menos 7 países – EUA, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá – têm uma dívida pública maior que

Histeria tornou suicida a direita brasileira

Por Fernando Brito – Tijolaço Na Folha, o Painel diz que “quem conhece” do Tribunal Federal da 4ª Região, onde será julgado o recurso de Lula diante da insana sentença de Sérgio Moro no caso do apartamento do Guarujá, “está convencido” de que a decisão será ainda no primeiro semestre de 2018. No Diário Catarinense, da RBS gaúcha, a futrica é mais precisa: “O julgamento do recurso do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre vai ocorrer em fevereiro do próximo ano. A informação circulou durante o Congresso Estadual dos Magistrados, que teve o relator do recurso de Lula, desembargador João Pedro Gebran, como um dos painelistas.” Ai que tudo indica, são “balões de ensaio” lançados pelo próprio Gebran, amigo e colega de mestrado de Sérgio Moro e invariavelmente alinhado às sentenças do juiz da Lava Jato. Três juízes, neste caso, têm uma decisão que vai muito além da sentença “supositória” que prolatou Moro, sobre um apartamento que não é e nunca foi, de fato ou de direito do ex-presidente e sobre o qual, para liga-lo ao dinheiro desviado da Petrobras, tem apenas a palavra de um delator. Três homens apenas vão tomar a si o direito de sentenciar o Brasil a ter – ou não – eleições viciadas por uma exclusão marcadamente ideológica de um candidato. Ninguém, por exemplo, fala em Aécio Neves poder estar inelegível, mesmo com a prova flagrante de um telefonema gravado e uma mala de dinheiro apreendida. Três homens que podem fazer o Brasil cumprir pena de quatro anos, em regime fechado, com a eleição de um protofacista como Jair Bolsonaro à Presidência. Ou será que alguém acha que a eleição será “ideológica” e colocará um freio “natural” em Bolsonaro? Quem, sem Lula, pode encarnar com mais facilidade o “contra tudo e contra todos”? A interdição de Lula criaria o imponderável em um segundo turno onde o “novo” seria o trêfego ex-capitão. Não se vê, sem Lula na disputa, quem possa enfrentá-lo num quadro de insatisfação popular, exceto, talvez, Ciro Gomes, que deve abandonar, por isso,seus arroubos verbais que lhe criam ressentimentos desnecessários entre os “lulistas” e, portanto, dificultam-lhe a condição de eventual “plano B” de uma frente progressista. Como não o fez, até agora, não é maior seu crescimento nas hipóteses pesquisadas sem a presença do ex-presidente.

Até o Ibope confirma: ninguém segura o Lula

LULA CONSOLIDA VANTAGEM E PODE LEVAR ELEIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO  – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou no Datafolha e pode vencer a próxima eleição até no primeiro turno. É o que mostra pesquisa que acaba de ser divulgada pelo instituto do grupo Folha. No principal cenário, Lula tem 34%, o dobro do segundo colocado, que é Jair Bolsonaro, com 17%. Em seguida, aparecem Marina Silva, com 9%, Geraldo Alckmin, com 6%, e Ciro Gomes também com 6%,. O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. “Quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros pontuam de 1% para baixo”, aponta ainda o jornalista Igor Gielow. “Lula ganha em todos os cenários de segundo turno. Ele ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%). O tucano empata tecnicamente com Ciro (35% a 33%) e Marina ganharia de Bolsonaro (46% a 32%)”, diz a reportagem.   Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre a pesquisa: RIO DE JANEIRO (Reuters) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fortaleceu sua liderança e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado em segundo lugar da corrida presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado. Em um cenário da pesquisa que considera os dois nomes concorrendo contra Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa, Michel Temer (PMDB) e Henrique Meirelles (PSD), Lula lidera com 34 por cento dos votos, Jair Bolsonaro fica em segundo com 17 por cento e Marina Silva com 9 por cento. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) ficam empatados na quarta posição, com 6 por cento. Nesse cenário, Joaquim Barbosa tem 5 por cento das intenções de voto, Alvaro Dias (Podemos) tem 3 por cento, Manuela D’Ávila (PCdoB) 1 por cento, Temer 1 por cento, Meirelles 1 por cento, Paulo Rabello de Castro (PSC) 1 por cento, branco/nulo/nenhum 12 por cento e não sabe, 2 por cento. O instituto pesquisou outros cenários em que nem todos os possíveis candidatos aparecem na disputa. O ex-presidente Lula, condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, lidera em todos os cenários nos quais foi incluído, com intenções de voto que variam de 34 por cento a 37 por cento. Lula foi condenado em um julgamento por corrupção, em julho. Se esta condenação for confirmada, ele não poderá competir. Nos cenários em que Lula foi excluído da disputa, a pesquisa apontou na liderança Bolsonaro, com intenções de voto que variam de 21 por cento a 22 por cento. Alckmin aparece nos cenários da pesquisa sempre entre a terceira e a quarta posição. No segundo turno, Lula também lidera todos os cenários nos quais foi incluído. No cenário de segundo turno que considerou Marina e Bolsonaro, Marina vence o possível adversário com 46 por cento das intenções de voto, contra 32 por cento de Bolsonaro. A pesquisa considerou ainda, em alguns cenários, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que o apontaram com um desempenho fraco. Na pesquisa espontânea, em que o pesquisador não apresenta ao entrevistado uma lista de candidatos, Lula lidera com 17 por cento, seguido de Bolsonaro com 11 por cento. Todos os demais nomes pontuam 1 por cento ou menos. Nesta modalidade, de acordo com o Datafolha, 19 por cento afirmaram que não votariam em ninguém e 46 por cento disseram não saber em quem votaria. O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Para os canalhas, velhinho bom é velhinho morto

  Os ‘valentes’ Bolsonaro escondem o voto na Previdência  Um detalhe curioso – ou revelador – do levantamento da Folha sobre a posição dos deputados federais diante da reforma previdenciária que Michel Temer tenta impor é o voto da”família Bolsonaro”, Jair e Eduardo. Ambos se recusaram a responder à pergunta do jornal. O que, claro, dá uma pista de que ou vão votar a favor ou estão, para não desagradar o seu novo amor, “o mercado”, com medo de dizer que votarão contra. Aliás, um como ex-militar e outro como policial federal, ambos ficam no grupo dos que não terão prejuízo e, portanto, prontos à aderir – em relação aos outros – a tese de que “velhinho bom é velhinho morto”. Os “valentões”, na “hora H”, nem sequer ficaram em cima do muro. Preferiram ficar atrás do muro.

Até quando Aécio Neves continuará impune?

 – AÉCIO USAVA CELULARES DE LARANJAS PARA FAZER LIGAÇÕES SIGILOSAS –  Para diminuir o risco de vazamento em conversas sigilosas, o senador Aécio Neves usava celulares em nome de laranjas, diz relatório da Polícia Federal feito com base em material encontrado na casa do tucano em operação de busca e apreensão após o escândalo da JBS  – Um relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) após a análise de objetos e documentos que foram apreendidos no apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), no Rio de Janeiro, em 18 de maio, aponta indícios de que o tucano usava dois celulares com linhas telefônicas supostamente registradas em nome de laranjas para fazer ligações sigilosas. Segundo a perícia da Polícia Federal, “aparelhos celulares simples” foram encontrados pelos agentes na sala de TV e no closet do apartamento de Aécio localizado no bairro de Ipanema. No início do ano, o delator Joesley Batista, da JBS, gravou Aécio pedindo a ele R$ 2 milhões para, supostamente, pagar os honorários do advogado que o defendia nos processos da Lava Jato. “Pelas descrições dos itens 20 e 25 acima, tratam-se de aparelhos telefônicos simples/descartáveis normalmente utilizados para conversas ponto-aponto (análogo a uma rede fechada) com pessoas determinadas/restritas de modo a evitar eventuais vazamentos do número utilizado na ligação, visando a maximização do sigilo das ligações.” Os telefones pré-pagos estavam registrados em nome de duas pessoas diferentes: Laércio de Oliveira, agricultor que trabalha no cultivo de café em fazendas do interior de Minas e Mitil Ilchaer Silva Durao, montador de andaimes com endereço registrado no Espírito Santo. As informações são de reportagem de Fabiano Costa no G1.

FÉ NA LUTA: TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

 – Padres criticam ‘inércia pastoral’ e querem igreja engajada em lutas sociais – Inspiradas na Teologia da Libertação e na orientação do papa Francisco, paróquias da zona leste de São Paulo incentivam participação popular em temas como moradia, educação e mobilidade por Luciano Velleda, da RBA Padres de São Paulo acreditam que o papa Francisco aponta o caminho para a Igreja estar novamente ao lado dos pobresSão Paulo – Inquietos com o comportamento de uma igreja reduzida ao clericalismo e de olhos fechados para a realidade social na Diocese de São Miguel Paulista, zona leste da cidade de São Paulo, seis padres iniciaram, em 2010, um movimento para sacudir os colegas de batina. Nascia assim o coletivo Igreja – Povo de Deus – em Movimento. O objetivo é reavivar o compromisso das paróquias da região, como em Itaquera, São Mateus, Ermelino Matarazzo e Guaianases, com o engajamento nos movimentos por transformação social, inserindo em suas rotinas religiosas a luta por educação, moradia e trabalho. O movimento ganhou mais força a partir de 2013, com a eleição do papa Francisco e sua postura progressista diante do conservadorismo da Igreja Católica. “O coletivo continua sendo a chave para saídas possíveis diante da longa noite que atravessamos. Nesta caminhada, portanto, com lampião aceso, dizemos que outra Igreja é urgente e necessária para construir o compromisso com os mais pobres”, afirma a cartilha de formação Por Uma Igreja em Saída e para o Povo, que será lançada neste sábado (25), às 8h, no Centro Social Marista Itaquera. Os padres Ticão Marchioni, Dimas Carvalho, Devair Poletto, Cyzo Lima, Émerson Andrade e Paulo Bezerra são os homens à frente da Igreja – Povo de Deus – em Movimento (IPDM), que retoma na zona leste de São Paulo a tradição iniciada nos anos de 1980 com a Teologia da Libertação e as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). “Quase submersos em uma crise planetária econômico-socioambiental, cultural e religiosa, o IPDM, no entanto, provoca a inércia pastoral, a indiferença social, o cinismo e a ditadura político-econômica midiática, e o descaso pela casa comum, para enfrentar a crise não como limite, mas como profecia de transformação”, explica outro trecho da cartilha, afirmando que a provocação maior, todavia, deve ser feita na retomada do trabalho de base, nas comunidades, paróquias e coletivos para que priorizem “o estudo e as reflexões sobre as questões candentes da conjuntura da Igreja e da sociedade”. Segundo Eduardo Brasileiro, professor de sociologia e coordenador pastor da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera, a expressão “igreja em saída” quer justamente incentivar a postura de uma igreja que saí das paredes seguras do templo e encara as lutas sociais da atualidade. “É um desafio colocar a igreja em movimento, é uma dificuldade sair desse modelo voltado para dentro e conseguir ir para a rua. Com a eleição do papa Francisco se ganhou mais força para dizer que a igreja deve estar perto dos pobres, lutando contra a desigualdade social”, afirmou. Política e religiãoA cartilha de formação Por Uma Igreja em Saída e para o Povo inclui artigo da urbanista Ermínia Maricato, professora aposentada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), e ex-secretária-executiva do Ministério das Cidades (2003- 2005). Traz ainda um tópico intitulado “Discutindo Tabus”, sobre participação política num contexto de corrupção, e a relação entre espiritualidade e os desafios políticos e econômicos da atualidade. “Um velho e santo bispo, dom Hélder Câmara, já nos dizia: não fazer política é o melhor jeito de ser dominado pela política dos outros. A política é o único caminho para as mudanças do país. Sem a participação da política, as mudanças não acontecem”, diz o padre Ticão Marchioni. “São milhares as formas de se fazer política para melhorar o nosso país. A mais descreditada atualmente é o político de partido, onde você encontra um lamaçal de corrupção, arrogância, desprezo com a miséria brasileira. Repito: eles estão lá porque nós estamos aqui, calados, tímidos e imóveis. É hora de nos unirmos aos movimentos sociais que lutam por mais direitos aos mais pobres.” Para padre Ticão, é necessário ocupar os partidos, analisar quais deles buscam a igualdade social, a taxação dos mais ricos, a distribuição de riquezas, a criação de empregos (com direitos) nas periferias, educação e saúde integrais. “A cartilha tem o objetivo de trabalhar na base, mostrar como os cristãos podem se inserir nas lutas por moradia, educação, mobilidade urbana, entre outras”, diz Eduardo Brasileiro, que espera bom público para o lançamento da publicação, seguido de debate.