Silêncio da Ambev, Itaú e Telefônica

– PATROCINADORAS SE CALAM SOBRE CORRUPÇÃO DA GLOBO – Embora seus códigos de ética proíbam apoio a entidades envolvidas em corrupção, empresas como Ambev, Itaú e Telefônica, patrocinadoras da CBF e do futebol na Globo, decidiram se calar sobre o escândalo das propinas no futebol – O envolvimento da Globo no pagamento de propina de R$ 50 milhões a dirigentes de futebol por direitos de transmissão de jogos como a Copa do Mundo, Libertadores e Sulamericana aparentemente não está incomodando os seus patrocinadores. Embora seus códigos de ética proíbam patrocínio financeiro a entidades envolvidas em corrupção, grandes empresas como Ambev, Itaú e Telefônica, patrocinadoras da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do futebol na Globo, decidiram se calar sobre o escândalo das propinas no futebol. As três empresas foram contatadas pela reportagem do 247 para se posicionar acerca do cumprimento de seus códigos de ética e da suspensão dos patrocínios. Por meio de suas assessorias de imprensa, a Ambev e a Telefônica – por meio da assessoria de imprensa da Vivo – disseram que não iriam se manifestar sobre o assunto. Já o Itaú não respondeu ao contato. Para anunciar nas transmissões de futebol deste ano, Itaú, Vivo, Brahma e outras marcas pagaram cotas de R$ 283 milhões por publicidade em pelo menos 95 partidas que envolverão o Brasileirão, a Copa Brasil, a Taça Libertadores da América e da Copa Sul-Americana, os campeonatos estaduais, os amistosos da seleção brasileira e as eliminatórias da Copa do Mundo. Os pacotes comerciais lançados pela Globo para o futebol em 2018 podem lhe render receitas de R$ 2,460 bilhões. Para o próximo ano, a Globo lançou dois pacotes de publicidade. O pacote de Futebol 2018 – que engloba o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa Libertadores da América, Campeonatos Estaduais, Copa-Sulamericana e Amistosos da Seleção Brasileira – contém seis cotas de patrocínio, com valor de tabela de R$ 230 milhões cada. Têm prioridade os atuais patrocinadores do futebol da Globo: Banco Itaú, Ambev (Brahma), Chevrolet, Johnson & Johnson, Ricardo Eletro e Vivo. Já para a Copa da Rússia, o plano comercial da Globo também contempla seis cotas de patrocínio, com valor de tabela de R$ 180 milhões cada. Delator entrega caminho da propina Em depoimento à Justiça dos Estados Unidos, o delator argentino Alejandro Burzaco detalhou como foi o procedimento utilizando pela Globo para o pagamento de propina para garantir os direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030. A ata do depoimento de Burzaco em seu segundo dia de depoimento, ocorrido nesta quarta-feira 15, foi obtida pela reportagem do 247 e mostra com clareza como dinheiro saiu do caixa da Globo e parou nas contas de Grondona. “Os direitos foram transmitidos à Teleglobo no Brasil. Para isso, a T&T Netherlands recolheria da Teleglobo e usaria parte dos fundos da T&T Netherlands para pagar subornos”, disse Burzaco. Ele afirma ainda que os direitos de transmissão foram negociados abaixo do valor real de mercado, justamente para que houvesse espaço para propinas. Em seu depoimento, em que a Globo é citada 14 vezes, ele também detalha propinas pagas a José Maria Marin e Marco Polo del Nero, o ex e o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Só na Copa América de 2015, o equivalente a R$ 10 milhões teria sido pago à dupla e a Ricardo Teixeira, que os antecedeu no cargo. Marin é citado 32 vezes no documento desta quinta-feira 16 – Del Nero aparece em 41 citações.
Folha entra no escândalo Globo-Fifa. Vai só cumprir tabela?

– Espera-se que seja, ao menos na imprensa – já que o valoroso Ministério Público, até agora, não demonstrou interesse pelo assunto -, o início de uma processo de apuração dos fatos que – sabidos por todos – não são publicados por ninguém. Por Fernando Brito – Tijolaço Uma semana depois do escândalo estourar nos Estados Unidos, o caso das propinas pagas pela Globo pela exclusividade de direitos de transmissão de torneios de futebol internacionais ganhou hoje seu primeiro desdobramento – tímido – com a matéria que Sérgio Rangel publica na editoria de Esportes da Folha, com um resumo do perfil e das ações de Marcelo Campos Pinto, durante duas décadas o dirigente da emissora responsável pelos negócios esportivos. Como executivo, se transformou no principal pagador do esporte brasileiro e passou a ser reverenciado por cartolas e homens de negócios. Espera-se que seja, ao menos na imprensa – já que o valoroso Ministério Público, até agora, não demonstrou interesse pelo assunto -, o início de uma processo de apuração dos fatos que – sabidos por todos – não são publicados por ninguém. Duvidoso, porém, que isso aconteça. A Folha, nos assuntos envolvendo denúncias de ilegalidades na Globo, costuma “cumprir tabela”, como se diz no futebol: publica uma vez e o assunto desaparece quase que por completo, como aconteceu no famoso caso do processo por sonegação que “desapareceu” da Receita Federal. A falta de apetite pela verdade, nestes casos, contrasta com a voracidade com que se entregam aos escândalos na esfera política, como evidência do moralismo seletivo que aplicam. E não se diga que são negócios meramente privados, porque a Globo é uma concessão pública, tanto quanto as linhas de ônibus do senhor Jacob Barata Filho. O temor reverencial à Globo, porém, vai do Oiapoque ao Chui, com exceções que se conta nos dedos. A Globo arroga-se o direito de dizer que basta a sua “ampla investigação interna” não ter apurado nada e diz estar “à disposição das autoridades americanas”. A primeira parte de suas afirmações é risível, porque um diretor nunca movimentaria R$ 50 milhões (em apenas um dos negócios) em propinas para obter vantagens para a emissora sem o aval de seus donos. A segunda parte da defesa da Globo, porém, é verdadeira. É das “autoridades americanas” que se coloca à disposição. Das brasileiras, não é preciso, são elas que estão à disposição da Globo.
A face mais triste do golpe: a fome voltou a assombrar

O Brasil da miséria voltou: Criança de 8 anos desmaia de fome em escola pública do DF A escola recebe inúmeras crianças carentes que moram longe e muitas vezes chegam para a aula sem comer nada. “Chorei ao notar que era de fome”, disse professora Fazia tempo que Brasil não convivia com notícias tão cruéis relacionadas a fome. Na última segunda-feira (13) – a informação veio à tona na sexta (17) – uma criança de 8 anos desmaiou de fome em uma escola pública do Distrito Federal. A unidade de ensino recebem inúmeras crianças carentes que moram longe – muitas chegam a aula sem ter comido nada. O menino que desmaiou, no caso, mora em um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida no Paranoá Parque. Ele chegou a escola, de acordo com a professora Ana Carolina Costa, tremendo e chorando “Ele estava com a mão no peito, coração disparado, passando mal. Chegue a levá-lo para a direção. Por lá, ele desmaiou duas vezes e não reagia”, contou. O Samu foi chamado e a criança socorrida. Segundo relatos dos irmãos da criança, que são alunos da mesma escola, eles não comeram nada no domingo e, na segunda-feira, dia do desmaio, a única coisa que comeram foi um mingau de fubá. A escola, após o episódio, doou uma sexta básica para a família do garoto. O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), por sua vez, já pediu à Secretaria de Educação a construção de uma escola na região do Paranoá Parque. “Se não é possível construir agora, a escola tinha de, no mínimo, oferecer uma refeição na entrada: arroz, feijão e frango, e um lanche à tarde”, disse Samuel Fernandes, diretor da entidade. *Da Revista Forum com A Tribuna
Efeito Aécio Neves libera corruptos da prisão

Em meio a protestos, Assembleia Legislativa do Rio livra Picciani e seus colegas da prisãoPicciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, foram presos após terem sido denunciados na Operação Cadeia Velha. PM isola prédio da Assembleia em meio a manifestação contra a liberdade dos deputados (May Donaria / Comunicação Marcelo Freixo) Em sessão extraordinária na sexta-feira (17), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) votou pela soltura do ex-presidente da Casa, Jorge Picciani, do líder do governo, Edson Albertassi; e de Paulo Melo, também ex-presidente da Alerj. Foram 39 votos a favor da soltura, 19 pela manutenção da prisão e uma abstenção. Da Revista Forum Picciani, Paulo Melo e Albertassi foram presos na quinta-feira (16), por determinação unânime do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), após terem sido denunciados na Operação Cadeia Velha, que investiga a corrupção entre parlamentares e empresas de ônibus, com recebimento de propinas. O esquema consistiria na organização de uma “caixinha” da Fetranspor, que seria, na verdade, propina para favorecer as empresas de ônibus do Estado. Eles são todos do PMDB. “Quantas vezes a oposição aqui denunciou isso? Falou dos contratos? As praças de Madri nos ensinaram que quem não nos deixa sonhar, não precisamos deixar dormir. A denúncia é muito grave. Não estamos falando de algo irrelevante para o Rio de Janeiro. Não é algo irrelevante para os aposentados que estão sem receber, para a crise da Segurança Pública, para a crise da educação e da saúde”, disse o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) em sua fala pela manutenção da prisão. Do lado de fora da sessão, manifestantes que protestavam contra a liberdade dos peemedebista foram reprimidos com bombas de gás e balas de borracha disparados pela Polícia Militar. Com a decisão da Alerj, os deputados responderão ao processo em liberdade. Confira, abaixo, como votou cada parlamentar. VOTOS PELA MANUTENÇÃO DA PRISÃO Benedito AlvesCarlos MacedoMincOsorioDr JulianelliEliomar CoelhoEnfermeira RejaneBolsonaroFlavio SerafiniGilberto PalmaresLuiz PauloMarcelo FreixoMarcio PachecoMartha RochaSamuel MalafaiaWaldeck CarneiroWanderson NogueiraZeidan VOTOS PELA SOLTURA Andre CorreaAndré CecilianoAndré LazaroniÁtila NunesChiquinho da MangueiraChristino ÁureoCidinha CamposCoronel JairoDaniele GuerreiroDicaDionisio LinsFabio SilvaFatinhaFigueiredoFilipe SoaresGeraldo PudimGustavo TutucaIranildo CamposJair BittencourtJanio MendesJoão PeixotoLuiz MartinsMarcelo SimãoMarcia JeovaniMarcio CanellaMarcos AbrahãoMarcos MullerMarcus ViniciusMilton RangelNivaldo MulimPaulo RamosPedro AugustoRenato CozzolinoRosenverg ReisSilas BentoThiago PampolhaTio CarlosZaqueu TeixeiraZito
MP pede bloqueio de bens de Lula “por convicção”

A defesa do ex-presidente Lula divulgou, há pouco, nota em que diz que o pedido de bloqueio de R$ 24 milhões de bens (quais?) de Lula e do filho”não indica provas” e que parte de “certezas delirantes sobre a “influência” de Lula na compra de caças” da empresa sueca SAAB para a Força Aérea Brasileira, já no Governo Dilma”. Os advogados de Lula lembraram que todos os depoimentos dados no processo – inclusive o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-presidenta Dilma Rousseff e do ex-comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito – afirmaram que as decisões sobre o equipamento são técnicas, tomadas num processo de análise que leva anos, exclusivamente por especialistas da FAB. Leia a nota da defesa de Lula, que vai se manifestar ao juiz contestanto o pedido do MPF: “Não tem qualquer base jurídica e materialidade o pedido de bloqueio de bens formulado pelo Ministério Público Federal contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Luis Claudio Lula da Silva nos autos do Processo nº 0076573-40.2016.4.01.3400, em trâmite perante a 10ª. Vara Federal de Brasília. O pedido foi apresentado em 27/09/2017, quando já tinham sido ouvidas as testemunhas selecionadas pela acusação (22/06) e parte das testemunhas selecionadas pela defesa (18/07, 1º/08, 10/08; 17/08 e 23/08). Como não poderia deixar de ser, nenhum dos depoimentos coletados ao longo das audiências confirmou as descabidas hipóteses acusatórias descritas na denúncia e por isso sequer foram referidos no requerimento. Não há no pedido apresentado pelo MPF indicação de provas a respeito das afirmações ali contidas, que partem de certezas delirantes sobre a “influência” de Lula na compra de caças pelo País e na ausência de veto em relação a um dos artigos de uma medida provisória (MP 627/2013). As testemunhas ouvidas, como os ex-Presidentes Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff, os ex-Ministros da Defesa Nelson Jobim e Celso Amorim, o Brigadeiro Juniti Saito, dentre outras, esclareceram (i) que a compra dos caças suecos pelo Brasil em dezembro de 2013 seguiu orientação contida em parecer técnico das Forças Armadas e que (ii) o artigo 100 da Medida Provisória 627/2013 prorrogou incentivos fiscais instituídos durante o governo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, objetivando o desenvolvimento das regiões norte, nordeste e centro-oeste. As provas existentes nos autos, portanto, mostram com absoluta segurança que o ex-Presidente Lula e Luis Claudio não tiveram qualquer participação da compra dos caças suecos, tampouco na sanção presidencial do artigo 100 da Medida Provisória 627/2013. Mostram, ainda, que Luis Claudio prestou os serviços de marketing esportivo contratados pela empresa Marcondes e Mautoni e tinha expertise na área, adquirida em trabalhos realizados em algumas das maiores equipes de futebol do País e, ainda, na organização e implementação de um campeonato nacional de futebol americano. Lula jamais recebeu valores da Marcondes e Mautoni ou de terceiros por ela representados. Essa ação penal integra o rol de ações propostas contra Lula e seus familiares sem qualquer materialidade, com o objetivo de perseguição política. ViaFernando Brito – Tijolaço
Todos mentem no reino do tucanato

– O Valor publica que o Diário Oficial da União traz a destituição, por Michel Temer, do deputado tucano Major Rocha. – Rocha, há dias, disse que o senador Tasso Jereissati tinha sido afastado do comando do PSDB por “uma armação arquitetada pelo Palácio do Planalto“. Por Fernando Brito – Tijolaço Mas não serão muitos os gestos abertos e claros nesta disputa que extrapola a luta pelo comando do PSDB e a definição de seu candidato presidencial e vai até a definição de outras partes do cenário sucessório. Fernando Henrique, que aparece como “grande amigo” de Geraldo Alckmin trabalha para virar “macaca de auditório” de Luciano Huck. Alckmin pode ser a desculpa do “bem que eu tentei, mas não deu”, quando ele seguir empacado nas pesquisas. Dória continua querendo a vaga. Alckmin, que não é bobo, confia tanto nos dois quanto numa nota de três reais. Quer um “rompimento soft”, na base do “somos apenas bons amigos” com o governo Temer. É a mesma e falsa configuração que deseja Aécio, então por que brigar? Mas não tem jeito, porque o PSDB virou, como diria o velho Brizola, um serpentário.
Nova pesquisa foi divulgada: adivinhe o resultado?

– Lula já vence a eleição no primeiro turno. Com folga – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria em todos os cenários se as eleições presidenciais fossem hoje. De acordo com pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada a pedido da CUT, Lula teria 53% dos votos se disputasse um segundo turno com Jair Bolsonaro (PEN) ou com o prefeito paulistano, João Doria (PSDB). E teria 52% no confronto com Marina Silva (Rede) ou com Geraldo Alckmin (PSDB). Nesses cenários simulados pela pesquisa, Bolsonaro aparece com 17% dos votos, enquanto Alckmin, Doria e Marina alcançariam 15% do total de votos. Na sondagem de intenção de voto manifestada espontaneamente pelo entrevistado, Lula cresceu mesmo depois que o juiz Sérgio Moro pediu a condenação do ex-presidente no caso do tríplex de Guarujá. Em junho, antes da sentença, 40% dos entrevistados disseram que votariam no ex-presidente. No fim de julho, o percentual aumentou para 42%. Nesta quinta-feira, numa manobra vista pelos advogados de Lula como mais uma demonstração de prática de lawfare (perseguição judicial com objetivos políticos), o juiz Moro determinou o “confisco” do apartamento. O imóvel pertence à OAS e está retido pela Caixa Federal em razão de dívidas judiciais da empreiteira. “Eu quero que eles saibam que nós vamos voltar”, afirmou Lula nesta quinta (3) em encontro com movimentos de moradia em São Paulo. “Quando eu digo ‘nós’, não é o Lula”, acrescentou, “é o povo trabalhador deste país.” Para o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, vários componentes da pesquisa podem explicar por que a decisão de Moro não afetou as intenções de voto positivas no ex-presidente. “Um deles, muito importante, é que, para 42% dos entrevistados, Moro não provou a culpa de Lula no caso do tríplex do Guarujá. Para 32%, Moro provou e, outros, 27% não souberam ou não quiseram responder.” No cenário em que os entrevistados não recebem cartela com nomes e citam espontaneamente em quem pretendem votar para presidente da República em 2018, o segundo colocado é Bolsonaro, com 8% das intenções de voto. Marina vem em terceiro, com 2%; com 1% dos votos aparecem Moro (sem partido), Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (sem partido) e os tucanos Doria, Fernando Henrique Cardoso e Alckmin. O senador mineiro e presidente afastado do PSDB, Aécio Neves, zerou novamente, como na pesquisa de junho. Aécio, um dos principais articuladores do impeachment de Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade, é alvo de denúncias de corrupção feitas pela Procuradoria-Geral da República, que chegou a determinar seu afastamento do mandato no Senado. Na pesquisa estimulada, Alckmin atinge 6% e Lula, 47%. Bolsonaro tem 13%, Marina, 7%, e Ciro, 3%. Quando o nome tucano na disputa é o de Doria, Lula tem 48% das intenções de voto, Bolsonaro, 13%, Marina, 8% e o prefeito de São Paulo empata com Ciro Gomes, com 4%. “O pessimismo dos brasileiros com o momento econômico e político atual e o descrédito no governo Temer, aliados as lembranças de um passado recente de que a vida era melhor nos governos do PT, ajudam a explicar por que as intenções de voto no presidente Lula são as que mais crescem em todos os cenários da pesquisa”, analisa Coimbra. Segundo Coimbra, outros dados da pesquisa CUT-Vox, ajudam a entender essa tese. Um deles é o aumento de 49% para 55%, entre junho e julho, do percentual de entrevistados que apontam Lula como o melhor presidente que o Brasil já teve – o outro nome lembrado é o de Fernando Henrique Cardoso, com 15%. Além disso, 58% dos brasileiros consideram Lula um bom administrador, 65% dizem que ele é trabalhador e 61% afirmam que a vida melhorou nos 12 anos de governos do PT. O presidente da CUT, Vagner Freitas, ressalta que o pessimismo dos brasileiros com o governo Temer vem aumentando mês a mês por causa do desemprego recorde – mais de 13,5 milhões de trabalhadores estão desempregados – e das medidas de ataques a direitos e a programas sociais. Segundo a pesquisa, com Temer, a vida piorou para 61% dos entrevistados – em junho o percentual era de 52%. Aumentou também o pessimismo e a descrença na capacidade de Temer de controlar a inflação – em junho, 62% achavam que a inflação vai aumentar. Em julho, esse percentual pulou para 75%. Cresceu também o percentual dos que acham que vai aumentar o desemprego no Brasil – de 68% para 72%. “O povo quer votar em quem tem compromisso com a classe trabalhadora tanto para voltar a ter uma vida melhor, quanto para reverter as medidas que Temer tomou para acabar com a CLT e a aposentadoria, entre tantas outras desgraças desta gestão golpista”, afirma Vagner. A pesquisa CUT/Vox Populi, realizada de 29 a 31 de julho, entrevistou 1.999 pessoas com mais de 16 anos, em 118 municípios, em áreas urbanas e rurais de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
Conseguiram trazer de volta a República das Bananas

– ZÉ DE ABREU: BRASILEIRO FOI ÀS RUAS PARA LEVAR SEU PAÍS ÀS TREVAS – Brasileiro é o único povo do mundo que vai pra rua, veste camisa e usa bandeira, para levar seu país às trevas. Econômica, moral e educacionalmente. Conseguiram trazer de volta a República das Bananas. E dormem em berço esplêndido aguardando a pobreza chegar. – O ator José de Abreu lembrou no Twitter das manifestações pró-impeachment, que apoiavam a queda de Dilma Rousseff, e constatou que esses brasileiros “conseguiram trazer de volta a República das Bananas”. “Brasileiro é o único povo do mundo que vai pra rua, veste camisa e usa bandeira, para levar seu país às trevas. Econômica, moral e educacionalmente”, postou. “Conseguiram trazer de volta a República das Bananas. E dormem em berço esplêndido aguardando a pobreza chegar…”, acrescentou.
Se tirar Lula da eleição, a Justiça será julgada

– Não se sabe se, sendo candidato em 2018, Lula seria eleito pela população. – Por Mauro Santayana Assim como não se sabe se, assumindo mais uma vez a Presidência da República, ele teria forças para resisitir a um novo golpe – inspirado de fora – semelhante ao que derrubou Dilma Roussef. As intenções de voto que o colocam em primeiro lugar na preferência do eleitorado, da ordem de 35%, correspondem ao percentual histórico de votos da esquerda no Brasil, e anormal seria, considerando-se as circunstâncias políticas e o descarado lawfare movido contra ele pelo Ministério Público e a Operação Lava Jato, que o ex-presidente tivesse menos que um terco da preferência da população. Considerando-se isso – que a esquerda está onde sempre esteve, do ponto de vista eleitoral, e que estrategicamente está sendo sustentada pela lei da inércia, que também funciona no universo político – o ex-presidente da República, para voltar ao Palácio do Planalto, precisaria enfrentar inúmeros desafios. O primeiro deles o de romper a inação da esquerda, que parece determinada a existir apenas dentro de seus guetos e a deixar a iniciativa estratégica nas mãos dos adversários. O segundo e mais importante, o de convocar a militância e seus simpatizanttes para a imprescindível quebra do discurso único, mentiroso e hipócrita que foi montado pela direita e a extrema direita nos últimos 3 anos, que vai não apenas da seletividade e exagero do Ministério Público e da República de Curitiba na campanha que movem contra Lula, a outros falsos paradigmas que não se sustentam moralmente, nem na realidade, como o do anticomunismo tosco, anacrônico, absurdo, abjeto e entreguista, viralatista, que tomou conta de parte da opinião pública, e outras calúnias e meias-verdades como a que dá conta de que o PT teria quebrado o país nos últimos anos quando ele deixou – sem aumentar a dívida pública-PIB com relação a 2002 – 340 bilhões de dólares – ou mais de um trilhão de reais – em reservas internacionais, nos cofres do Banco Central e quase 400 bilhões de reais no caixa do BNDES, sem falar na quadruplicação do Produto Interno Bruto e da Renda per Capita, ou na consolidação do Brasil entre as 10 maiores economias do mundo, por exemplo, nos anos em que esteve no poder. No plano jurídico,a justiça alega – entre outras inúmeras tentativas lafontanianas de o lobo comer o cordeiro – que Lula ia comprar um apartamento em condições privilegiadas e que depois, para não ser apanhado – teria desistido no meio do caminho. O seu principal concorrente nas eleições presidenciais do ano que vem recebeu 200.000 reais para sua campanha, recursos que teriam saído da JBS – mas também teria desisitido no meio do caminho e mandado “estornar” a quantia, e depois trocá-la por outro depósito do mesmo valor, dessa vez supostamente oriundo do fundo partidário da agremiação a que estava filiado à época. Isso quer dizer, seguindo o raciocínio – com o qual não concordamos – esdrúxulo e retorcido do Juiz Moro e do Ministério Público – que tanto um como o outro iam cometer, como no filme “Minority Report” – um “crime futuro”, mas desisitiram, mudando de rumo, para não ser apanhados com a boca na botija. Com a diferença de que um deles, Lula, foi condenado a quase 10 anos de prisão – que o MP quer converter agora em mais de 20 – e o seu principal concorrente sequer foi investigado por ter recebido, e depois “estornado”, por meio de seu partido, dinheiro originado de uma empresa que financiou campanhas políticas e candidatos de todas as tendências e que depois se transformou em símbolo e sinônimo de corrupção aos olhos da opinião pública, no contexto da geléia geral macartista da hipócrita e desestabilizadora caça às bruxas instaurada no Brasil nos últimos 3 anos. Dito isso, quem de direito pode colocar ordem na casa e diminuir o grau de interferência da justiça sobre o processo político, que foi fundamental, também do ponto de vista doutrinário, para o êxito do golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016, e permitir um mínimo de condições para que se façam eleições presidenciais limpas, com a presença de todos os candidatos que disputam o cargo, garantindo que o mais votado, qualquer que seja ele, chegue ao Palácio do Planalto. Ou pode permitir , em uma decisão já praticamente antecipada aos quatro ventos, que se condene Lula em segunda instância por esse e por outros supostos “crimes” absolutamente surreais – como se um sujeito que ocupou por oito anos o cargo de Presidente da República fosse se vender por um apartamento que não recebeu ou em troca de um imóvel emprestado, durante alguns anos, principalmente quando se quer relacionar essas tremendas “propinas” a vantagens supostamente obtidas em negócios com a Petrobras, cujo faturamento passa de 300 bilhões de reais por ano – o que equivaleria a uma intervenção direta da justiça no processo político-eleitoral brasileiro, e no próprio resultado do pleito de 2018. Ao fazer, ou permitir que isso ocorra, o Judiciário – considerando-se o que indicam as pesquisas de opinião – a reboque de uma parcela do Ministério Público parcial, partidária e irresponsável – não apenas entregará o país ao fascismo em 2019, aceitando alterar conscientemente o curso da História, impedindo a sagrada, livre, democrática, manifestação da soberania popular por meio do voto, como será, por isso, implacavelmente julgado, e, com certeza, condenado pela própria História no futuro.
Nota de pesar: morreu hoje aos 74, a CLT

– O Brasil chora a perda da idosa protetora dos trabalhadores e jamais esquecerá os seus assassinos. – Morreu nas primeiras horas deste sábado (11) aos 74 anos de conquistas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela nasceu no dia 1 de maio de 1943, pelas mãos do presidente Getúlio Vargas. Sua trágica morte aconteceu depois que um golpista e 296 canalhas, sem dó nem piedade, estrangularam a idosa protetora dos direitos dos trabalhadores. A partir de agora a Lei permite a terceirização de trabalhadores em todos os níveis das empresas, inclusive na sua atividade fim. Permite que os sindicatos pelegos façam acordos que agrade o patronato, inclusive reduzindo salário e aumentando a jornada de trabalho, com apenas meia hora para almoço, etc. As férias podem ser divididas em até 3 períodos e a homologação da rescisão não precisa mais ser feita no sindicato ou por autoridade do Ministério do Trabalho. Agora, ela pode ser feita na empresa, com os advogados da empresa e do funcionário. A rescisão por “comum acordo”, que o trabalhador é obrigado a concordar, ele só terá direito a receber metade do aviso prévio e da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. E só poderá sacar até 80% do FGTS, mas não receberá o seguro-desemprego.Os benefícios como auxílios, prêmios e abonos deixam de fazer parte da remuneração. Na prática, eles vão deixar de ser contabilizados na cobrança de encargos trabalhistas e previdenciários. As gestantes ou lactantes podem trabalhar em atividade ou local insalubre. Elas só serão afastadas das atividades consideradas insalubres em grau máximo.O trabalhador fica proibido de recorrer à justiça gratuita. Agora, este direito é somente para quem recebe menos do que 40% do teto do INSS e que comprovar que não possui recursos. Conheça os deputados de Minas Gerais que ajudaram Michel Temer assassinar a CLT Como não podemos contar com a justiça brasileira, temos que fazer justiça com as próprias mãos. Na próxima eleição, vamos vingar a morte da CLT e dizer não todos os golpistas assassinos da Consolidação das Leis do Trabalho.