STF tem obrigação moral de anular o golpe

– O golpe contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira foi comprado por Eduardo cunha – Com a revelação feita pelo delator Lúcio Funaro de que Eduardo Cunha lhe pediu R$ 1 milhão para comprar votos de deputados pró-impeachment, confirma-se agora o que todos já sabiam: o golpe contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira foi comprado – o que rebaixa o Brasil ao nível mais baixo de degradação institucional e moral; com isso, cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, desengavetar o recurso apresentado pelo advogado José Eduardo Cardozo, que defende Dilma e pede que o STF analise o mérito do caso; compra de votos comprova o desvio de finalidade e deveria servir para devolver ao Brasil a democracia roubada. – A democracia brasileira foi roubada por Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, hoje condenado a 15 anos de prisão, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A revelação foi feita pelo delator Lúcio Funaro, que o acusa de pedir R$ 1 milhão, na reta final do impeachment, para comprar mais votos de deputados contra a presidente deposta Dilma Rousseff . Com essa revelação, confirma-se agora o que todos já sabiam: o golpe contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira foi comprado – o que rebaixa o Brasil ao nível mais baixo de degradação institucional e moral. Cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, desengavetar o recurso apresentado pelo advogado José Eduardo Cardozo, que defende Dilma e pede que o STF analise o mérito do caso. Segundo Cardozo, houve evidente desvio de finalidade e Cunha só aceitou a fragilíssima acusação por “pedaladas fiscais”, porque não foi salvo pelo PT no conselho de ética – o que já foi confessado até por Michel Temer, beneficiário do golpe. A compra de votos reforça os argumentos de Cardozo e deveria servir para devolver ao Brasil a democracia roubada. Com a palavra, o ministro de Temer, Alexandre Moraes.
Onde anda os colares da Ana Maria Brega?

– A corrupção triplicou e os preços dos alimentos dispararam depois do golpe, e as panelas emudeceram – A apresentadora Ana Maria Braga, a mesma que protagonizou em 2007 o movimento direitista “Cansei” pelo impeachment de Lula, sempre aparecia no seu programa matinal “Mais você” com colares de produtos da entressafra, como o feijão e o tomate, que estavam com os preços mais caro. Patética, ela ironizava os produtos como “uma joia”, seguindo a linha de ataque da poderosa emissora contra os governos do PT. Na verdade, a mídia rentista aproveitava a alta sazonal dos preços para fazer terrorismo pelo aumento dos juros. Ela já usou colar de feijão, cebola e tomates para protestar contra o preço dos alimentos. “O feijão é o segundo alimento mais consumido no Brasil, perdendo apenas para o café, mas está desaparecendo da mesa dos brasileiros”.Para protestar Ana Maria complementou “Eu ganhei um colar novo, valioso! Depois do tomate e da cebola, agora é a vez do colar de feijão”, disse na época, Ana Maria Braga juntamente com Louro José dando risada.Agora, a representante da elite branca não fala nada do aumento assombrador dos alimentos, nesta (indi)gestão do ladrão Michel Temer. Ela também não dá um pio sobre o aumento assustador do gás de cozinha. E os canalhas dos coxinhas que bateram panelas e foram pra rua cobrando justiça e o fim da corrupção, estão conformados com a roubalheira que assola este País.
Cármen Lúcia decide: Aécio é intocável

– Para proteger tucanos, STF decide que Congresso precisa dar aval para afastar parlamentar – Cármen Lúcia desempatou julgamento que deve ter repercussão sobre destino do tucano Aécio Neves A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (11) que deputados e senadores não podem ser afastados do mandato por meio de medidas cautelares da Corte sem aval do Congresso. A conclusão foi definida com voto decisivo da presidente do STF, Cármen Lúcia. O julgamento foi finalizado em 6 votos a 5.A decisão deverá ser aplicada no caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que recorreu da medida adotada pela Primeira Turma, na última semana de setembro. Por 3 votos a 2, o colegiado determinou o afastamento dele do mandato e seu recolhimento noturno em casa. No entanto, a decisão não é automática, e ainda não foi definido como será decidida na Corte.Apos cerca de 10 horas de julgamento, os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello votaram pela possibilidade de afastamento sem autorização da Câmara dos Deputados ou do Senado. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, votaram pela necessidade de aval do Legislativo.A Corte julgou nesta tarde uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo PP e pelo PSC, que entendem que todas as medidas cautelares diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal (CPP) precisam ser referendadas em 24 horas pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado quando forem direcionadas a parlamentares. Entre as previsões está o afastamento temporária da função pública. A ação foi protocolada no ano passado, após a decisão da Corte que afastou o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato.
Felipe Gabrich: cadê os black blocs?

– Onde andam os caminhoneiros e seus protestos contra as altas do óleo diesel? – De Felipe Gabrich – Via facebook Interessante: teriam sido os movimentos populares de 2016 fomentados pelos partidos políticos?O cidadão brasileiro inteligente e apartidário pensava com seus botões: com o golpe parlamentar/midiático/judicial, pelo menos duas ações marcadas pela violência deixaram de existir no panorama urbano das grandes cidades do país em protesto contra o governo Dilma Rousseff.Coincidência?Onde andarão os “Black-blocs” que depredaram São Paulo e Rio de Janeiro em 2016?Alguém foi preso? Processado? Condenado?Cadê as paralisações de estradas e acessos das cidades grandes pelos caminhoneiros em protesto contra as altas do óleo diesel e pela instituição da tarifa mínima e do salário unificado?“Vai ver que os aumentos do preço do óleo diesel atuais são falsos”, “barbeirou” o filósofo do sertão João Conta Outra, ao ver sua casa depredada por arruaceiros.E concluiu buzinando de raiva: “Essas classes dominantes são capetas mesmo. Vai mentir para o povo assim lá na Sibéria”.
A conta do golpe é no lombo dos pobres

– Do insuspeitíssimo Valor, sobre como os pobres estão pagando a conta da crise e dos “cortes”: – Por Fernando Brito – Tijolaço Antes usado como vitrine em campanhas eleitorais, programas sociais como Luz para Todos, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Minha Casa, Minha Vida estão praticamente desaparecendo em meio à restrição fiscal. Diante do sucessivo aumento das despesas obrigatórias, puxado pela Previdência Social, há cada vez menos espaço no orçamento para essas ações.No caso do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, os pagamentos chegaram à marca de R$ 20,7 bilhões em 2015, recuaram para R$ 7,9 bilhões em 2016 e somam apenas R$ 1,8 bilhão de janeiro a agosto deste ano. O PAA, que permite a compra de produtos da agricultura familiar pelo governo federal, teve desembolsos de R$ 41 milhões neste ano (até junho), uma redução de 91% nos pagamentos contra 2016 todo.Já o Luz Para Todos, que dá acesso à energia elétrica para a população rural, tem recuo de 79% no período (para apenas R$ 44 milhões neste ano). Os números foram compilados pelo Valor a partir de dados do governo e do Congresso. O gráfico é do jornal, ao qual acrescentei os números contidos na matéria sobre o “Minha Casa, Minha Vida”. Claro, a “culpa” é sempre da previdência, este nababesco valor de um salário mínimo pago à imensa maioria.
STF vai “galinhar” para beneficiar Aécio Neves

– Supremo deverá recuar sobre o afastamento de parlamentar, para proteger decisão que beneficia Aécio – Numa tentativa de reduzir a tensão com o Congresso, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir na próxima quarta-feira que não cabe à corte a adoção de eventuais medidas cautelares contra parlamentares, como o afastamento de suas atividades legislativas. A decisão do tribunal, que deverá ser tomada por uma maioria apertada, terá repercussão direta no caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado novamente da Casa na terça-feira da semana passada em julgamento na 1ª Turma do STF. Após a posição da 1ª Turma, o Senado ensaiou entrar em confronto com o Supremo ao votar, em plenário, um requerimento para reverter a medida. Mas os presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e do STF, Cármen Lúcia, entraram em campo na busca de uma solução para o impasse. A articulação em curso foi colocar na pauta do plenário do STF uma ação direta de inconstitucionalidade, movida por três partidos políticos, que discute se é legal ou não o Poder Judiciário afastar parlamentares ou propor outras medidas cautelares contra eles sem o aval de uma das Casas Legislativas. Cármen conseguiu que o relator do caso, Edson Fachin, liberasse esse processo para julgamento e, ato contínuo, a presidente do Supremo incluiu-o na pauta do próximo dia 11. A maior reclamação do Congresso é que não há previsão na Constituição para que parlamentares sejam afastados dos seus mandatos. O texto constitucional só se refere a manifestações da Câmara ou do Senado no caso de prisão em flagrante de deputado ou senador por crime inafiançável. Segundo duas fontes, no momento, haveria cinco votos contabilizados em plenário para que o Congresso tenha a palavra final sobre medidas cautelares: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Por outro lado, a favor da última posição ser do Supremo outros quatro votos tidos como certos, o relator Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. O decano Celso de Mello e Cármen Lúcia são tidos como votos mais incertos, mas a tendência, segundo as fontes, é que eles votem para deixar a última manifestação com o Congresso para esses casos. Uma das fontes avalia que a presidente do STF está empenhada em tentar distensionar o clima beligerante entre as duas instituições. Ainda assim, o Senado tem dado sinais de que, se o plenário do Supremo não rever a decisão da 1ª Turma, poderá descumprir o determinado. A Casa pautou para o dia 17, a votação do afastamento de Aécio. “Se a posição do Supremo for manter, é natural que o Congresso delibere”, avisou Eunício. Em outra frente, o Senado enviou um novo parecer no processo do Supremo que será julgado para defender que é ilegal a adoção pela Justiça de medidas cautelares contra parlamentares. Essa posição difere da que os senadores tinham apresentado no ano passado. Com informação de Miguel do Rosário, do O Cafezinho Supremo não pode continuar abaixando as calças a favor de Aécio. Já está passando da hora da justiça deixar de ter lado. Este corrupto mineirinho utilizou a estrutura do Estado para enriquecer, perseguir adversários políticos e jornalistas, e garantir a impunidade através do aparelhamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com a nomeação de desembargadores amigos, e da Procuradoria de Justiça, com a nomeação de chefes para cargos no governo. É hora de apurar para valer todos os crimes de Aécio e Andrea NevesPor Joaquim de CarvalhoA justiça de Minas virou uma máquina monstruosa, que manteve inocentes na cadeia e impôs terror na vida de quem ousou discordar ou denunciar abusos no projeto de poder de Aécio Neves, conduzido com mãos de ferro pela irmã Andrea Neves.O ex-dono do Diário de Minas, Marco Aurélio Carone, filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, era um homem destroçado, andando de muletas, abatido por um enfarte que teve nos nove meses que passou na prisão, três deles em solitária, sem que houvesse condenação alguma sobre ele.“O crime que eu cometi? Foi divulgar no site Novo Jornal informações que eu recebia sobre corrupção, ligações com o consumo e o tráfico de drogas do então governador, abuso da polícia, tudo que os jornais tradicionais não davam, porque estavam comprados por Andrea Neves”, disse Marco Aurélio Carone, numa entrevista gravada de mais de duas horas.Na solitária, para não enlouquecer, Carone conversava com um rato.Seu editor chefe no Novo Jornal, o premiado jornalista Geraldo Elísio, o Pica-Pau, me recebeu de bermuda e chinelo em seu apartamento modesto de Belo Horizonte e se surpreendeu quando soube que um veículo de São Paulo, o Diário do Centro do Mundo, tinha se interessado por sua história.“A máquina de difamação aqui é muito poderosa. Eu não fui preso, mas os policiais reviraram a minha casa, e como não encontraram nada que me incriminasse levaram o computador onde eu tinha o original de três livros que pretendia publicar, um deles com minhas memórias de repórter”, afirmou ele, que já ganhou Prêmio Esso durante a ditadura, por denunciar tortura na Polícia Militar do Estado.Pica-Pau foi também secretário adjunto da Cultura no governo de Newton Cardoso, do PMDB. Não era um outsider da política mineira, mas também foi esmagado pela máquina de Aécio e Andrea, e o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais na época chegou a sondar a Embaixada do Uruguai no Brasil, para pedir asilo para ele.Geraldo Elísio recusou, com um propósito: continuar publicando informações sobre os crimes nos governos de Aécio e de Antônio Anastasia, seu sucessor. E ele faz isso até hoje, em sua página no Facebook, chamada Estação Liberdade.O advogado Dino Miraglia, profissional de excelente reputação no Estado, perdeu o casamento quando a mulher o mandou embora de casa, depois que a polícia aecista, utilizando até helicóptero, fez uma operação de busca e apreensão em sua casa, onde havia um dos seus escritórios. Tudo com cobertura da imprensa local. O crime de Dino? Defender Nílton Monteiro, o ex-operador de Sérgio Naya e do PSDB que denunciou o
CORRUPÇÃO AUMENTOU NO BRASIL PÓS-GOLPE

– Para 78% dos brasileiros, o nível de corrupção aumentou no País, diz um novo relatório da ONG Transparência Internacional divulgado nesta segunda-feira (9) – Levantamento foi realizado em 20 países da América Latina e do Caribe com mais de 22 mil pessoas e conclui ainda que os governos da região estão falhando em atender às demandas da população no combate à corrupção, apesar dos protestos registrados em alguns países -No Brasil, o período em que os questionamentos foram feitos à população coincidiu com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ficaram assim as avaliações para a pergunta “Na sua opinião, no decorrer do ano anterior, o nível de corrupção no país aumentou, diminuiu ou ficou o mesmo?”: Cresceu muito – 64%Aumentou consideravelmente – 14%Ficou o mesmo – 14%Reduziu consideravelmente – 4%Reduziu muito – 2%Não sei – 2% Somando os índices negativos, 78% afirmaram que o nível de corrupção “aumentou consideravelmente” ou “cresceu muito”, na avaliação da ONG com sede em Berlim, cujo trabalho é voltado ao combate da corrupção. No Brasil, 1.204 pessoas foram entrevistadas no período entre 21 de maio de 2016 e 10 de junho de 2016 –dias após o afastamento de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República no processo de impeachment. “A coincidência do período de entrevistas com o momento de fortes turbulências na política nacional e mobilização popular nas ruas pode, sim, ter influenciado nas respostas dos brasileiros”, diz Bruno Brandão, representante no Brasil da ONG Transparência Internacional. As informações são de reportagem de Gabriela Fujita e Talita Marchao no UOL.
PIG ignora a estrondosa caravana de Lula

– O povo do Nordeste e Lula são invisíveis para a mídia – A frase “o importante não é o que eu publico, mas o que eu não publico”, atribuída a Roberto Marinho “democratizou-se” e é agora o mandamento das editorias de todos os grandes jornais. Via Tijolaço – Luna de Oliveira Sassara, Natasha Bachini e João Feres Júnior, do Manchetômetro – grupo de análise de mídia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, – deram-se ao trabalho de acompanhar a cobertura da grande imprensa sobre os 17 dias da caravana de Lula por todos os estados do Nordeste do Brasil. Ou melhor, deram-se ao trabalho de esquadrinhar os jornais e assistir todas as edições do Jornal Nacional, durante um mês, porque cobertura jornalística não existiu. No universo analisado pelo Manchetômetro, que inclui capas e páginas de opinião dos jornais Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo, além das edições completas do Jornal Nacional, o assunto foi mencionado apenas 11 vezes entre 7 de agosto e 7 de setembro. A seguir, apresentamos a distribuição dos textos por tipo, seguida de uma breve análise de enquadramento de cada um deles. Como se pode ver, o tema não foi abordado nenhuma vez no Jornal Nacional, o noticiário televisivo de maior audiência no país, que pretende cobrir “as notícias mais importantes do Brasil e do mundo”. Foram duas chamadas de capa, ambas, no Estadão: “no dia 18 de agosto, a chamada informava ao leitor que “Caravana de Lula começa com tiros e confusão”; já no dia 26 de agosto, abaixo da manchete, lê-se que “Lula se diz ‘grato’ a aliados denunciados”. O texto que acompanhou a notícia, informava: “Em caravana pelo Nordeste, o ex-presidente Lula se disse grato a Renan Calheiros – que votou pelo impeachment de Dilma Rousseff – e a José Sarney. Ambos presidiram o Senado. ‘O Renan pode ter todos os defeitos, agora o Renan me ajudou a governar esse país’, disse Lula.” Não há dúvidas sobre o caráter negativo de ambas as notícias: na primeira, relata-se o evento de forma pejorativa, associando-o à violência, e na segunda indica-se que Lula teve um comportamento moralmente condenável durante a caravana”. O assunto apareceu mais em colunas de opinião e em editoriais: quatro colunas na Folha, uma no Globo e quatro editoriais no Estadão trataram do tema. Comecemos pela . No artigo “Digo, Lula”, publicado em 16 de agosto, Ruy Castro compara o ex-presidente a Haruo Nakajima, ator que interpretou Godzilla, e que continuou usando sua fantasia em eventos até o fim de sua vida. Segundo Castro, Lula também arrasta sua fantasia por “comícios para plateias de militantes profissionais”, mas esta estaria cada vez mais difícil de carregar. No jornal O Globo, a única menção à Caravana se deu no artigo “O retrato de um desencanto”, assinado pelo cineasta Cacá Diegues no dia 27 de agosto. Nele, o colunista comenta seu desencanto com Lula (…)No Estadão, os quatro editoriais que citaram a Caravana o fizeram de maneira deletéria, ofendendo Lula. No primeiro deles, intitulado “Caravana da mentira”, de 27 de agosto, o jornal paulista afirma que “o ex-sindicalista aproveita sua caravana pelo Nordeste para distorcer os fatos e difundir velhas asneiras”. Os textos menores e internos (e/ou nos portais dos jornais) foram igualmente raros: dois em O Globo, cinco no Estadão e 21 na Folha, discretamente colocados e muitos deles de viés negativo. Aliás, este Tijolaço o tinha registado, em 3 de setembro, no post “Quer ler sobre Lula no Nordeste? Compre jornal europeu“: Nas raras reportagens que fez, (sexta e ontem), os textos sequer uma vez trazem a palavra povo, que na reportagem do The Guardian surge nove vezes a expressão people, povo ou pessoas. No Jornal Nacional, não sei se é necessário dizer, simplesmente não houve notícia alguma, nem mesmo contrária. Se não fossem os blog e as redes sociais, as milhares e milhares de pessoas que foram, tantas vezes debaixo de sol a pino, encontrar em Lula e sua caravana a esperança que têm e suas elites odeiam seriam totalmente invisíveis. É realmente impressionante o “profissionalismo”, a “isenção” e a “imparcialidade” da mídia brasileira. O candidato favorito às eleições presidenciais de 2018, com mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado e que triunfa em todas as simulações de segundo turno simplesmente não existe, quando não se trata de dar a Sérgio Moro e seus rapazes de Curitiba espaço para exercerem sua fúria condenatória. A censura na nova ditadura brasileira, a midiático-judicial, vai se construindo tanto pelos seus gritos quanto pelos seus silêncios. Não são jornalistas. São boiadeiros que tangem seu povo, como gado, para o abatedouro.
A fúria condenatória da tal Força Tarefa continua

– A aventura do MP no caso dos “recibos têm de ser falsos” – Via Tijolaço A distorção do papel do Ministério Público e, muito especialmente, da fúria condenatória com que trabalha a tal “Força Tarefa” de Curitiba fica expressa, em toda a sua monstruosidade, neste pedido de perícia feito em relação aos recibos apresentados pela defesa de Lula no inacreditável caso do aluguel de um apartamento de São Bernardo do Campo. Só isto bastaria para tornar ridículo que “o chefe da propinocracia” apontado pelo powerpoint de Deltan Dallagnol como “o maior escândalo de corrupção da história do Brasil tivesse recebido como “recompensa” de contratos bilionários um aluguelzinho “meia-boca”. Mas veja-se os termos com que os procuradores se expressam: antes mesmo de qual quer perícia, dizem que os recibos são falsos, “confeccionados para dar falso amparo à locação simulada do apartamento” e que são uma dissimulação. “Sem margem à dúvida que os recibos juntados pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva são ideologicamente falsos, visto que é simulada a relação locatícia representada pelo engendrado contrato de locação” É, portanto, falso “sem margem à dúvida”, e é assim também que a mídia os trata. A Perícia é mera formalidade, pois o resultado está pronto, “sem margem à dúvida”. Qualquer pessoa de mínimo bom-senso sabe que a defesa de Lula não ia apresentar recibos especialmente criados depois que Moro os pediu ao ex-presidente e que sabia que eles seriam periciados. Do ponto de vista jurídico, não há a menor importância em quantas vezes foram assinados ou quando o foram, desde que isso não tenha sido feito para produzir a “prova de inocência” pela qual o novíssimo Direito pós-Moro substituiu a “prova de culpa”, que vigorava desde que o mundo é mundo. Ou, pelo menos, desde a inquisição medieval. Ainda mais porque pagador e recebedor declararam, todo o tempo, os pagamentos em suas declarações de imposto de renda, o que, aliás, deveria bastar para estabelecer a ligação locatícia. E bastaria, em qualquer tribunal civilizado. Mas agora, nem a perícia escapa. Vai ter de concluir que são falsos, senão pela assinatura, pelo papel, pela tinta, pelo erro de datas, ou porque fulano estava viajando naquele dia e, claro, ninguém nunca assinou papel algum com data atrasada, não é? Ou, quem sabe, se não tiver nada disso, o que terá de ser arranjado para o perito confirmar o que o MPK, Moro e a mídia já decretaram: são falsos, têm de ser falsos. Depois da troca da culpa pela inocência, agora não é o falso que tem de ser provado, é o verdadeiro.
TEMER COMPRA IMÓVEIS DE LUXO. E DAÍ?

– Enquanto a imprensa brasileira cuida de colaborar com a contrariedade histérica do MP com os recibos de aluguel do apartamento vizinho ao de Lula em São Bernardo do Campo, fica por conta do El País revelar que, “um dia após propina delatada por JBS, Temer comprou dois terrenos em área de luxo”, compara o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço – Por Fernando Brito, do Tijolaço Enquanto a imprensa brasileira cuida de colaborar com a contrariedade histérica do MP com os recibos de aluguel do apartamento vizinho ao de Lula em São Bernardo do Campo, fica por conta do El País revelar que Um dia após propina delatada por JBS, Temer comprou dois terrenos em área de luxo. Leia o mais importante da reportagem de Daniel Haidar: Um dia depois que a JBS diz ter entregue um volume de dinheiro destinado ao presidente Michel Temer, o então vice-presidente concluiu a compra de dois terrenos que somam 4.700 metros quadrados em um condomínio de luxo em Itu, no interior de São Paulo. A área fica no condomínio Terras de São José II, que possui 20 quadras de tênis, dois campos de futebol, academia de golfe, centro hípico e heliponto.Seria só uma compra típica de um milionário, mas o momento da aquisição chama a atenção pela coincidência de datas. Temer foi, de acordo com depoimentos de delatores à Operação Lava Jato, o destinatário de cerca de 2 milhões de reais em pagamentos de propina da Odebrecht e da JBS entre o fim de agosto e o começo de setembro de 2014. No dia 2 de setembro de 2014, a JBS diz ter entregue 1 milhão de reais em espécie ao coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente e considerado o mais antigo operador de propinas de Temer pela Lava Jato. De acordo com depoimentos e documentos dos delatores do frigorífico, esse pagamento era destinado a Temer e fazia parte de um acerto de R$ 15 milhões para o presidente. O caminho da suposta propina ainda é investigado.Um dia depois da entrega de dinheiro relatada pela JBS, em 3 de setembro daquele ano, a Tabapuã Investimentos e Participações, uma empresa criada e controlada por Temer, concluiu em cartório a aquisição, por R$ 334 mil, do lote 11, da quadra 24, do condomínio Terras de São José II. Só essa propriedade imobiliária ocupa 2.604 metros quadrados. Temer também usou a Tabapuã para concluir a compra do lote 12, da quadra 24, do mesmo condomínio, com área equivalente a 2.092 metros quadrados, por R$ 380 mil. Ao contrário da prática comum em escrituras do gênero, não foram discriminados nos registros como foram feitos os pagamentos pelos imóveis. A matéria é ilustrada com cópias das escrituras. Ao contrário dos pedalinhos dos netos de Marisa Letícia, não está nas manchetes de nenhum dos sites dos jornalões.