PF: TEMER DECIDIA NO QUADRILHÃO DO PMDB

– Presidente ladrão e ilegítimo também recebeu R$ 31,5 milhões de vantagens –  Em relatório encaminhado na segunda-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal afirmou que Michel Temer recebeu R$ 31,5 milhões de vantagens por participar do chamado “quadrilhão do PMDB”, organização criminosa formada por políticos, que atuou na Petrobrás e na administração federal.  O relatório da investigação, que teve início em 2015, era aguardado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Segundo a PF, além de Michel Temer, também integram a organização criminosa dentro do PMDB: os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves; o ex-ministro Geddel Vieira Lima; e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. De acordo com a PF, Temer possuía poder de decisão do PMDB da Câmara para indicar pessoas para cargos estratégicos e também para fazer a articulação com empresários beneficiados nos esquemas e receber valores de doações eleitorais. A investigação mostrou, no entendimento da PF, que na organização hierárquica do PMDB da Câmara Temer seria uma figura semelhante a Eduardo Cunha. Para os investigadores, enquanto Cunha desenvolvia a parte obscura das negociações, Temer tinha como função oficializar os atos praticados pelo ex-deputado atualmente preso em Curitiba. Ao quantificar a vantagem indevida que Temer teria recebido, a PF elenca R$ 31,5 milhões, sendo R$500 mil por meio de Rodrigo Rocha Loures, R$ 10 milhões da Odebrecht, R$ 20 milhões do contrato PAC SMS da diretoria de Internacional da Petrobras e R$ 1 milhão entregue ao coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal do peemedebista. As informações são do blog do jornalista Fausto Macêdo.   TIJOLAÇO: NO QUADRILHÃO DE TEMER, TRÊS ESTÃO PRESOS E TRÊS VENDEM O BRASIL“Dos seis integrantes do quadrilhão, três estão presos: Cunha, Alves e Geddel. Os outros três estão no Palácio do Planalto, comandando a República, vendendo o Brasil e arrancando os seus direitos”, diz o jornalista Fernando Brito, referindo-se a Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco Por Fernando Brito, editor do Tijolaço O combalido Rodrigo Janot recebeu o reforço da tropa de choque da Polícia Federal, com o relatório que apontou o que todo mundo já sabe: que ele é o chefe do “quadrilhão” do PMDB na Câmara, composta por Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Henrique Eduardo Alves e Geddel “51 milhões” Vieira Lima. “Ao lado de Eduardo Cunha, os elementos analisados nos autos demonstram que o presidente Michel Temer possui poder de decisão nas ações do grupo do “PMDB da Câmara”, tanto para indicações em cargos estratégicos quando na articulação com empresários beneficiados nos esquemas, para recebimento de valores, sob justificativa de doações eleitorais”, diz a PF, segundo a Folha. O relatório policial diz que “Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento”. Ele, afirma o texto, “utiliza de Moreira Franco e Eliseu Padilha e mesmo de Geddel Vieira [Lima como longa manus, e seus prepostos, a exemplo da captação de recursos da Odebrecht e OAS (concessão dos aeroportos). De forma consistente, foi apontado como uma das figuras centrais beneficiadas em pagamentos pelo Grupo JBS, inclusive com possível recebimento”. Dos seis integrantes do quadrilhão, três estão presos: Cunha, Alves e Geddel. Os outros três estão no Palácio do Planalto, comandando a República, vendendo o Brasil e arrancando os seus direitos.

Coxinhas espalham mais um boato contra Lula

– FAKE NEWS ESPALHA ÁUDIO FALSO QUE ENVOLVERIA LULA E PALOCCI –  Nova tentativa de desmoralizar Lula foi desmascarada até por matérias do G1 e da Veja. Para o Instituto Lula, trata-se de campanha de desinformação Da Rede Brasil Atual Desde sexta-feira (8), circula pela internet uma mensagem contendo um áudio que simula uma conversa entre Lula e o ex-presidente nacional do PT, Rui Falcão. O tema do falso diálogo é o depoimento dado por Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na quarta-feira (6). A conversa, porém, nunca existiu e é mais uma das mentiras que têm sido divulgadas com o objetivo de colocar a opinião pública contra o ex-presidente, seu partido e, por tabela, as forças progressistas do país, estimulando o ódio e a intolerância. A farsa foi desmascarada até por veículos da mídia tradicional, como G1 e Veja, que publicaram textos para desacreditar seu conteúdo. A mensagem divulga de forma enganosa que trata-se de um grampo. Apesar do esforço do imitador, a voz no áudio claramente não é a do ex-presidente Lula. Além disso, a voz de Rui Falcão não aparece em nenhum momento da faixa. Fosse uma interceptação telefônica das autoridades, a voz do interlocutor também poderia ser ouvida. No áudio, de cerca de três minutos, o homem que tenta se passar por Lula se mostra nervoso, enquanto ao fundo se ouve um noticiário que aborda o depoimento de Palocci. Em meio a muitos palavrões, ele se queixa da fala do ex-ministro ao “justiceiro” Sérgio Moro e chega a dizer que “ninguém teve coragem de acabar com esse cara”. Além da voz deixar claro que se trata de uma imitação, há um erro logo no início da mensagem, que diz que a conversa “interceptada” teria se dado “no momento da notícia da delação do Palocci”. Ocorre que o ex-ministro de Dilma e Lula ainda não assinou um acordo de delação premiada, embora saiba-se que ele negocia um. Outra informação inverídica na mensagem: a voz diz que Palocci está preso “há mais de um ano”. Na verdade, ele foi detido em 26 de setembro de 2016. O período de detenção ainda não completou 12 meses. A tentativa de desmoralizar Lula foi desmascarada em matéria publicada pelo G1.”Um áudio acompanhado de uma mensagem que diz que o ex-presidente Lula foi grampeado falando ao telefone com o ex-presidente do PT sobre o depoimento dado por Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro tem bombado nas redes, principalmente no WhatsApp. Mas a voz não é de Lula. A mensagem tem logo em seu enunciado um equívoco”, escreveu o portal. Para o Instituto Lula, o áudio forjado é, na verdade, “mais um elemento que integra a campanha de desinformação levada adiante pelos adversários da esquerda e dos governos do PT.”

Boataria é prática comum nas redes sociais

 – Divulgação de notícias falsas nas redes sociais pode ter consequências graves. Entenda como identificar boatos, quem são os principais fomentadores e os riscos do compartilhamento indiscriminado –  SÃO PAULO – VOCÊ SOUBE POR MEIO DO WHATSAPP OU DO FACEBOOK QUE FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA, O LULINHA, FILHO DO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, É DONO DA FRIBOI? OU QUE UMA MARCA CHIQUE DE CHOCOLATES ESTAVA DISTRIBUINDO OVOS DE PÁSCOA DE GRAÇA? OU AINDA QUE CRIANÇAS ESTÃO SENDO SEQUESTRADAS PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS EM UMA DETERMINADA CIDADE? SE A RESPOSTA FOR SIM, VOCÊ PROVAVELMENTE FOI PEGO EM DOS MUITOS BOATOS QUE PERCORREM AS REDES SOCIAIS TODOS OS DIAS. APESAR DE INOFENSIVOS EM ALGUNS CASOS, HÁ RELATOS DE PESSOAS AGREDIDAS E ATÉ ASSASSINADAS POR CONTA DE INFORMAÇÕES FALSAS, O QUE INDICA QUE COMBATER SUA REPERCUSSÃO É UMA NECESSIDADE. ATÉ MESMO A ÚLTIMA ELEIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS TEVE MUITA DISCUSSÃO EM TORNO DA INFLUÊNCIA DESSAS MENTIRAS NO PLEITO DE 2016, QUE TERMINOU COM A ELEIÇÃO DO BILIONÁRIO DONALD TRUMP.O principal problema nesse caso é que muitas vezes as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa. Estão passando adiante uma informação que vai ajudar ou proteger alguém. Ou gerar uma recompensa. Mas é justamente essa a intenção de quem constrói o boato. Ele é feito para parecer algo revoltante ou extremamente convidativo, de forma que o leitor compartilhe logo, sem reflexão, sem pensar se aquela informação faz mesmo sentido. O professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rafael Sampaio, especialista em comunicação política na internet, ressalta que a boataria e a fofoca sempre foram comuns entre a população em geral, mas foram turbinadas com as redes sociais. “As pessoas tendem a compartilhar links que dizem o que elas pensam ou o que gostariam de ver nos noticiários, sem checar, sem pelo menos jogar no Google para ver se acham mais de uma fonte, por exemplo. Tem uma questão patológica, acelerada pela internet: as pessoas não checam as supostas informações que recebem”, disse. Estudo realizado pela agência Advice Comunicação Corporativa, por meio do aplicativo BonusQuest, em novembro do ano passado, indicou que 78% dos brasileiros se informam pelas redes sociais. Destes, 42% admitem já ter compartilhado notícias falsas e só 39% checam com frequência as notícias antes de difundi-las. REPRODUÇÃO Para o jornalista Edgard Matsuki, criador do Boatos.org, site que desmente informações falsas nas redes sociais, existem alguns motivos que levam uma pessoa a compartilhar um boato. “O primeiro é que, normalmente,  as pessoas não sabem que a informação é falsa. Com raras exceções,  acham que o boato é uma informação real e útil. Além disso, o boato é compartilhado porque ajuda a endossar um posicionamento que a pessoa tem”, afirma. A questão mais séria em relação às falsas notícias é que elas podem afetar seriamente a vida das pessoas. “Em um nível mais elementar, o boato pode ajudar a reforçar um pensamento errôneo. Afinal, mesmo que seja uma tese real, ela não pode se basear em uma mentira.  Em um nível mais elevado, pode destruir uma reputação e prejudicar alguém. E, pior ainda, pode acarretar em uma tragédia como no caso de pessoas acusadas de crime que não cometeram ou de tratamentos de saúde que não funcionam”, diz Matsuki. No início deste mês, o casal de fotógrafos Luiz Áureo de Paula e Pamela Martins foi espancado em Araruama, no Rio de Janeiro, após um boato de que eles estariam sequestrando crianças viralizar no Whatsapp. O texto incluía fotos dos dois e do veículo deles, inclusive com a placa de identificação do carro. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus foi morta em um linchamento no Guarujá, litoral paulista. Ela também vítima de um boato, que dizia que ela sequestrava crianças e fazia rituais de magia negra. No caso de produtos, a fosfoetanolamina, chamada de pílula do câncer, pode ser um dos grandes engodos alimentados por boatos nas redes sociais. Sem nenhuma comprovação de eficácia na cura do câncer, seu uso passou a ser propagado quase como milagroso e dezenas de histórias de pessoas curadas circularam nas redes sociais. Um dos boatos dizia que “brasileiro descobre a cura do câncer e é preso após dar de graça medicamentos a portadores da doença”. O caso ganhou repercussão nacional, com aprovação, no Congresso Nacional, de uma “lei pela vida” que autorizava a comercialização da substância, sem qualquer estudo que comprovasse a eficácia. No final de março deste ano, o Instituto do Câncer decidiu suspender os testes com a substância porque nenhum resultado satisfatório foi obtido após uso em 72 pessoas com dez tipos diferentes de câncer. Sacando o boato Mas como evitar cair em um boato? Essa é a principal questão em um momento que a avalanche de informações dos mais variados tipos está acessível, a todo momento, em qualquer plataforma. Em um ponto os especialistas no tema são unânimes: não se deve compartilhar uma informação imediatamente, por mais importante ou revoltante que ela pareça. Uma dica de Edgard Matsuki é nunca difundir uma informação sem esperar, pelo menos, um minuto. “Esses 60 segundos vão ajudá-lo a refletir melhor sobre o assunto”, ressalta. Nesse tempo que está pensando sobre, que tal ler a tal notícia? “Infelizmente, um dos piores hábitos que temos na internet é o ‘compartilhar sem ler’ ou o ‘comentar sem ler’. Isso acontece demais. Não entender o contexto do conteúdo ou mesmo os absurdos que estão escondidos por trás de um link e repassar para outras pessoas é um dos maiores combustíveis para boatos na internet”, ressalta a Boatos.org, em uma página destinada à orientação sobre como não cair em mentiras nas redes sociais. RBA Boatos envolvendo a família de Lula sempre ganham tom de grave denúncia Nessa leitura cabem alguns destaques. O uso de expressões como “a imprensa está censurada”, “compartilhem antes que apaguem”, “partido tal quer impedir a divulgação”, “alerta”, “repasse a todos”, “meu amigo policial, médico, piloto, confirmou tudo”, são um indício forte de que a história a seguir pode ser falsa. O mesmo vale para aqueles áudios de Whatsapp em que

A ilusão da direita política – destruir Lula e o PT é parar a história

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EUGÊNIO ARAGÃO – Ex-ministro da Justiça Vivemos tempos difíceis de obscurantismo na política. Há pouco mais de ano experimentamos um golpeprotagonizado por trombadinhas travestidos de parlamentares, muitos, como agora vai se comprovando aos poucos, regiamente pagos para tanto.Derrubaram uma presidenta séria e honesta, eleita com 54 milhões de votos. Suas lideranças se encontram hoje presas ou prestes a ingressar no rol dos culpados por corrupção.Entrementes o governo golpista, composto de maioria branca, masculina e sexagenária, derrogou direitos, passou a tratar com indiferença o discurso de ódio, reprimiu manifestações e destruiu políticas públicas em todos os setores.O país está com sua economia no chão, com taxas recordes de desemprego e com perda de liderança internacional. A política externa se resume a hostilizar governos vizinhos de esquerda e a chaleirar Tio Sam. Os ativos do país estão sendo dilapidados sem qualquer retorno para a sociedade. Povos indígenas e quilombolas são desrespeitados nos direitos mais comezinhos, como, de resto, toda a população de baixa renda, que sofre o impacto de um enorme retrocesso nos investimentos sociais.Vivemos também um caos institucional. Com o escândalo produzido pelo Procurador-Geral da República na quinzena que se encerra, vem à tona o que já há muito se adverte: o desvio ético de agentes estratégicos do Estado, mais preocupados em bater clara, fazer marola, para chamar a atenção da sociedade para si e se alavancar para valorização corporativa.Induzem-se delatores premiados prospectivos a gravarem interlocutores de alto calibre político e a estimularem-nos a revelar versões comprometedoras de tratativas nada republicanas com empresários.Depois, entregam-se as gravações à curiosidade pública, antes mesmo que possam ser avaliadas pelo judiciário no tocante a sua aptidão probatória. Ferem-se os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal.Destroem-se reputações e interfere-se gravemente no processo político, indispondo a sociedade com o parlamento e o governo da vez. Não é preciso ser constitucionalista para saber que esse tipo de procedimento é incompatível com o Estado democrático de direito.Entrementes juízes se dão o direito de posar de heróis nacionais, festejando o modo como atuam em seus processos criminais e de improbidade administrativa. Dão entrevistas, palestras pagas mundo afora, se empenham para a produção de longa-metragem sobre suas façanhas jurisdicionais.Outros magistrados, mais cínicos, dão decisões claramente seletivas, pela cara do freguês, sem se portarem com a evidente contradição entre seus votos e com o estrago a sua própria reputação. Há, ainda, os que se gabam de sua posição política em perfis de Facebook. O dano que esse modo de proceder está a causar à credibilidade do judiciário é incalculável e se refletirá por gerações na insegurança jurídica no país.A falta de um projeto nacional de direita e seu desespero de vê-lo mais competentemente desenhado e implementado por governos populares levou atores políticos inescrupulosos, a elite brasileira e as carreiras privilegiadas do serviço público, com forte apoio da mídia comercial, a mobilizarem falsa agenda moralista de combate à corrupção, com alvos bem identificados à esquerda do espectro político e em que tudo vale.É uma guerra sem regras de engajamento, sem respeito mínimo a standards humanitários. O objetivo é claramente fulminar os governos populares e seu projeto nacional, para todo o sempre, ainda que não tenham nada para colocar em seu lugar.Numa democracia consolidada, o convívio entre projetos distintos de país é um fato amplamente aceito. O governo da vez implementa o seu e, na virada eleitoral, a oposição feita governo, o muda, para adequar melhor a seus objetivos políticos.Há adversidade com respeito, porque o revezamento no poder é a rotina saudável das democracias representativas. No Brasil estamos longe disso. Há verdadeira aversão mortal pelo projeto da esquerda, que a direita sempre tentou solapar. Há várias razões para isso.Existe, antes de mais nada, algo de atávico, ancestral, no desprezo conservador pelo verdadeiro bem comum. A elite brasileira não se vê como uma parte de um todo, mas como segmento social diferenciado, incomodado com a péssima vizinhança dos pobres, tidos como feios, porcos, violentos e preguiçosos. Se pudesse, essa elite lançaria mão de uma política de extermínio dessa “ralé” abusada, que quer disputar espaço com ela. Bem que tentou, na segunda metade do século XIX, quando se pôs a “embranquecer” a população do país com uma política de imigração de europeus. Mas os tempos eram outros.Em segundo lugar, há os ganhadores do modelo espoliatório do Estado brasileiro. Rentistas, especuladores, atores políticos que vivem da extorsão de facilidades e o capital financeiro de um modo geral têm acumulado ativos num vulto nunca antes visto na história do Brasil. Trata-se de um capital ocioso, à falta de tecnologia e disposição de risco dos empreendedores.É esse enxame de dinheiro que pede ser investido para se multiplicar que tem sido responsável por más práticas na política. Os atalhos de agentes econômicos, sempre buscando o caminho mais curto para o enriquecimento pessoal, são o mais grave sintoma do ócio do capital. A mudança para uma cultura do investimento produtivo e transformador é trabalhosa e mexe com os interesses daqueles que se fizeram no ócio.Por isso, uma vez voltados ao poder, tratam de destruir toda a infraestrutura que fora alocada para a transformação econômica. São essencialmente antinacionais esses ganhadores do modelo espoliatório. Acabam-se os projetos sociais e ambientais, os avanços na educação e na pesquisa, a implementação de uma matriz energética soberana e a política externa altiva, na busca de oportunidade de negócios competitivos.A destruição do PT e a de Lula, em especial, é a cerejinha no bolo da direita política. É o passo final para garantir a ociosidade permanente do capital e a reprodução perpétua do regime de rentismo e de apropriação de ativos pelos poderosos.Para levar adiante seu plano – já que golpes militares com intimidação, tortura e desaparecimentos forçados teriam um custo de imagem muito grande – instrumentalizam as instituições do Estado constitucional em seu favor. A instrumentalização se faz pela captura das corporações, dando-lhes o brio que tanto almejam. Comportam-se feito burro a seguir uma cenoura estendida a sua frente com uma vara de pescar. Quem a estende é a mídia, eternamente

As travessuras sexuais picantes do homem da carne

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“Tô a fim de comer duas veinhas”No áudio que está no STF, o empresário revela intimidades de seu casamento e preferências sexuais Em um dos trechos da conversa de quatro horas mantida entre Joesley Batista e Ricardo Saud, o dono da JBS faz inconfidências sobre seu casamento com a apresentadora do SBT Ticiana Villas Boas.“Desde o início, ela (Ticiana) era acostumada a andar com um bananão. Rapaz, ela sofreu, até ela ver que da minha vida ela não ia saber de nada. Ela bateu, bateu, uma hora ela sublimou, desistiu”, conta Joesley para Saud.Durante o papo, é possível ouvir que toca uma música, Joesley pede a alguém que aumente o volume, enquanto balança um copo cheio de gelo: “É Ivete, pode aumentar mesmo”. O empresário segue contando a Saud como blinda a mulher de seus segredos. “Ela tinha na cabeça que marido e mulher eram uma coisa só. Hoje ela nem pergunta”, diz.Joesley sentia-se tão à vontade que chegou a expor para Saud uma preferência sexual recente. “Rapaz, eu vou comer duas véias (sic), eu ando invocado de comer véia. Acho que vou comer duas veinhas (sic). Acho que é fase. Velhinha meio de cinquenta. Eu tenho que comer umas de cinquentinha. Casadinha, tal, só pra ver chupando a pica.”Empolgado com o rumo da prosa, Saud também abre o jogo sobre suas intimidades. E, num dos trechos mais picantes da conversa, ele diz: “Você vai ouvir o que o Ciro (supostamente Ciro Nogueira, presidente do PP) disse pra mim. A mulher que mais chupa no mundo. Ele perguntou pra mim se eu gozava chupando. ‘Ricardinho, você consegue gozar com a mulher chupando?’. Falei não. Ela ‘a (…) que é a paixão da sua vida, ela tem ódio de mim. Aquela da playboy, ela faz gozar chupando. Tem a técnica completa’”.

Palocci e a miséria humana

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POR FERNANDO BRITO · 07/09/2017 Comento, com mais calma, o episódio do depoimento de Antonio Palocci a Sérgio Moro, pois trabalhei precariamente entre a tarde de ontem e agora, em função de uma participação num debate sobre jornalismo econômico no Congresso do Conselho de Economistas do Brasil, em Belo Horizonte,ao lado de Luís Nassif ( GGN), Ricardo Conceição (editor da revista Conjuntura Econômica, da FGV) e João Borges ( da Globonews) que, brevemente, publicarei aqui.Tenho um “defeito” antigo de observar, além do “o que se diz” o “como se diz”, é é justamente aí que a “bomba” de Palocci perde a força.Embora lhe tenha dado as manchetes, até a imprensa conservadora manteve um “pé atrás” com as supostas revelações do ex-ministro.As frases de efeito – como a do “pacto de sangue” – e os ronronados para Sérgio Moro, a quem oferecia mais do que lhe era pedido nas perguntas deixavam claro que ali estava um gato, disposto a arquear o dorso ao novo dono e a cravar as garras no velho amigo.Em nada lembrou o comportamento constrangido que teve na história do caseiro Francenildo ou na sua demissão do governo Dilma, quando não foi capaz de justificar suas rendas pessoais, alegando “cláusulas de confidencialidade” nos negócios que teve com empresas.Ali, era um Palocci contido, constrangido, escorregando em evasivas, nem um pouco com o este, assertivo, afirmativo e… sem provas.Como disse antes, o Palocci sabujo foi inconvincente até para a direita e pode ter fracassado no seu evidente objetivo de, somado às iniciativas do igualmente desmoralizado Janot, levar um Lula alquebrado para seu segundo confronto com Sérgio Moro, daqui a três dias, em seu depoimento.É aposta errônea, pois não o levaram ao desespero e , ainda que o consigam, a história mostra que o sacrifício pode acabar sendo vitória.Creio que seguem o mesmo padrão de erro e nele se aprofundam.Andam à procura de um Judas, sem saber que também com um Judas se faz um Cristo.

PAVOR NO GRUPO DE TEMER: GEDDEL DEVE VIRAR DELATOR

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“A festa no Planalto com a capotagem de Joesley Batista e Rodrigo Janot durou pouco. Com a prisão de Geddel Vieira Lima, Michel Temer e seus parceiros do grupo “PMDB da Câmara” estão apavorados com a hipótese, bastante provável,  de que ele venha a se tornar delator premiado”, diz a colunista do 247 Tereza Cruvinel; “Temer e Geddel são unha e carne. Sua carta de demissão foi dirigida ao ‘fraterno amigo’ que ajudou a colocar no cargo com o golpe de 2016.  Seus apadrinhados continuam no governo e no Palácio. Ele tem muito a contar sobre tudo o que fizeram juntos neste anos todos.  Com a delação de Lucio Funaro homologada, ele terá que oferecer mais revelações, além das que já foram feitas pelo operador do PMDB, para conseguir a delação. Tremei, palacianos. Geddel vem aí”, diz Tereza

NOVO APELIDO PARA AÉCIO: BANDIDÃO

 – Em uma das gravações entregues à Procuradoria-Geral da República, os delatores da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud discutem quais autoridades deveriam ser gravadas por eles para compor o acervo do acordo de delação premiada que negociavam com o Ministério Público Federal. Além de acertarem gravações com Michel Temer e com o ex-ministro da Justiça Eduardo Cardozo, Joesley e Saud afirmam ter informações que comprometem o senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos articuladores principais do golpe parlamentar de 2016. “Vamos pegar o Aécio também. Ele vai ficar chateado”, diz Saud. Embora Joesley considere Aécio um político de importância menor diante de alvos como Michel Temer, o empresário dono da JBS se justifica: “Ele ficou pequenininho… (risos). Não, nós vamos, só porque ele é bandidão mesmo. Você sabe que esse aqui, os outros vai ficar pequenininho, pequenas causas, não vai precisar”. Aécio Neves tem contra si pedido de prisão feito pelo procurador geral da República Rodrigo Janot, o terceiro, que está há mais de um mês nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, para ser julgado. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.

JOESLEY CITA MINISTROS E IMPLODE STF

 – O áudio de quatro horas entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República, e que segundo Rodrigo Janot, chefe da PGR, contém fatos gravíssimos envolvendo um procurador da República e o Supremo Tribunal Federal, deixariam em situação constrangedora quatro ministros da Corte. Gilmar Mendes deve ser um dos envolidos A informação é de uma fonte cuja identidade não foi reveleada e que teve “acesso ao áudio”, segundo reportagem do site da revista Veja. A conversa de quatro horas entre Joesley Batista e Ricardo Saud “traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, diz a reportagem. Os ministros são citados em situações que denotam “diferentes níveis de gravidade”, ainda de acordo com a fonte. Algumas seriam consideradas banais, mas “ruins” para a imagem dos ministros. Uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece “mais comprometedor”. Janot submeteu o áudio ao Supremo, que decidirá se ele deverá ou não se tornar público. A decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. A expectativa é que a decisão saia nesta terça-feira 5. JOESLEY CITA QUATRO MINISTROS E IMPLODE STF Reportagem da revista Veja citando fontes que tiveram “acesso ao áudio” da JBS, que segundo Rodrigo Janot contém fatos ” gravíssimos”, “traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”; os magistrados são citados pelos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, numa conversa de quatro horas, em situações que denotam “diferentes níveis de gravidade”, de acordo com a fonte; algumas seriam consideradas banais, mas “ruins” para a imagem dos ministros; uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece “mais comprometedor” 4 DE SETEMBRO DE 2017 ÀS 22:02 // 247 NO TELEGRAM  // 247 NO YOUTUBE  247 – O áudio de quatro horas entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República, e que segundo Rodrigo Janot, chefe da PGR, contém fatos “gravíssimos” envolvendo um procurador da República e o Supremo Tribunal Federal, deixariam em situação constrangedora quatro ministros da Corte. A informação é de uma fonte cuja identidade não foi reveleada e que teve “acesso ao áudio”, segundo reportagem do site da revista Veja. A conversa de quatro horas entre Joesley Batista e Ricardo Saud “traz menções comprometedoras a quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, diz a reportagem. Os ministros são citados em situações que denotam “diferentes níveis de gravidade”, ainda de acordo com a fonte. Algumas seriam consideradas banais, mas “ruins” para a imagem dos ministros. Uma delas se destaca por enredar um dos onze ministros da corte em um episódio que parece “mais comprometedor”. Janot submeteu o áudio ao Supremo, que decidirá se ele deverá ou não se tornar público. A decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. A expectativa é que a decisão saia nesta terça-feira 4. Confira aqui a íntegra do despacho de Janot ao STF.

O LULA É UM HERÓI DA ESQUERDA

 Enquanto a viagem do ex-presidente pelos 9 estados do Nordeste ganha pouco destaque na imprensa nacional, o jornal britânico The Guardian chama o petista de herói da esquerda e afirma que ele vem sendo adulado pelo povo nordestino.   A caravana do ex-presidente Lula pelos 9 estados do Nordeste não tem tido destaque na imprensa brasileira, salvo uma ou outra declaração do petista. Mas na mídia internacional, a viagem ganha destaque. O jornal britânico The Observer, que sai aos domingos e é vinculado ao The Guardian, publicou uma reportagem em que chama Lula de “herói da esquerda” e diz que ele vem sendo “adulado” por onde passa. “O mandato do líder esquerdista de barba e voz grave terminou sete anos atrás, mas ele continua sendo o presidente brasileiro mais popular em décadas, se não na história do país”, descreve o correspondente Dom Phillips. A reportagem traz diversas declarações do povo que compareceu aos atos nos diversos municípios pelos quais Lula passou até o momento. “A caravana é a confirmação de que vale a pena ser sincero com as pessoas, que vale a pena fazer o que as pessoas querem e que vale a pena governar para os mais pobres”, disse Lula ao jornalista. Veja, abaixo, a matéria publicada pelo jornal inglês. Herói da esquerda brasileira curte a adoração para reviver seu destino político Dom Phillips, do The Observer Vestindo suas melhores camisetas vermelhas, carregando bandeiras e faixas, e em um estado de empolgação barulhenta, milhares de pessoas nesta cidade agrária pobre e empoeirada se aglomeravam na praça principal para ver Lula. Quando ele andava no palco, eles gritavam e esticavam suas mãos. O mandato do líder barbudo de esquerda de voz rouca acabou sete anos atrás, ainda assim ele continua sendo o presidente mais popular em décadas, senão o mais popular de toda história do país. “Você conhece um fenômeno maior que Luiz Inácio Lula da Silva?” pergunta Flávio Balreira, 65, usando o nome completo, coisa incomum no Brasil. O ex-metalúrgico, líder sindical e presidente por dois mandatos que uma vez foi descrito por Barack Obama como “o político mais popular da Terra” tem cruzado o nordeste brasileiro, região semi-árida e empobrecida, para falar a multidões de adoradores como esta em Ouricuri, no estado de Pernambuco. Lula e sua equipe viajam em um comboio de ônibus, que ele chama de “caravana”. “Eu quero agradecer ao presidente Lula”, disse Francilene da Silva, 44, uma empregada doméstica que se beneficiou de um programa de moradia criado durante os oito anos de governo Lula. “Tem muita gente que entra no governo e não faz nada. Ele fez alguma coisa,” disse Fabiana de Lima, 36, pequena proprietária, explicando que um programa de transferência de renda que ajudou 36 milhões de pessoas a escapar da pobreza extrema ainda “segura” a cidade. “Ele ajudou os pobres”. Lula nasceu na pobreza de pés no chão a pouco mais de 500 quilômetros dali e seu governo transformou a vida de muitos por ali. Mas esta não é apenas uma viagem de pré-campanha antes das eleições presidenciais do ano que vem, quando Lula espera se candidatar a um terceiro mandato. É também uma briga por seu futuro, sua vida política e seu legado. “A caravana é a confirmação de que vale a pena ser honesto com as pessoas”, ele disse em entrevista ao jornal inglês Observer, “que vale a pena fazer o que as pessoas querem e que vale a pena governar para os mais pobres”. Em julho ele foi sentenciado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro – e ele ainda terá de encarar mais quatro julgamentos, todos relacionados ao que os procuradores afirmam ter sido seu papel no comando de uma “organização criminosa” envolvendo a Petrobras, petrolífera controlada pelo Estado, e a contratação de empresas que tiveram grande crescimento durante seus mandatos. Se uma corte superior confirmar a decisão, ele não poderá se candidatar, mesmo se a condenação não implicar em prisão. Uma investigação de três anos, chamada Operação Lava Jato, sobre bilhões de dólares de corrupção e propinas levou à prisão políticos do PT de Lula e de seus antigos aliados no Congresso, intermediários e executivos poderosos. Lula disse que não há evidência contra ele e argumenta que ele está sendo objeto de uma guerra legal com motivações políticas – “lawfare” – para impedi-lo de concorrer. Na sexta-feira, promotores pediram sua absolvição em um dos casos. A caravana foi sua resposta, de acordo com Marcus Melo, um professor de ciência política na Universidade Federal de Pernambuco. “Ele está aquecendo os músculos”, disse Melo. “Mostrando força e popularidade, ele aumenta a credibilidade de uma narrativa de politização”. Em Ouricuri, os oradores disseram que antes de o Partido dos Trabalhadores chegar ao poder, em 2002, pessoas famintas em desespero saqueavam lojas quando as chuvas não vinham. Sob Lula, 1,2 milhão de famílias receberam sistemas de armazenamento de água e não houve saques durante a seca atual, que já dura sete anos. “Eu quero que eles provem uma coisa contra mim”, disse Lula à multidão, que cantava seu nome. “Eu quero tomar conta dos mais pobres”. Ele já está liderando pesquisas antecipadas para a eleição do próximo ano e seu apoio cresceu mais ainda desde a condenação, enquanto internacionalmente um coro de vozes influentes argumenta que ele está sendo injustamente perseguido. Entre essas vozes está a do advogado de direitos humanos Geoffrey Robertson, que levou o caso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Diferentemente de alguns presos durante a operação Lava Jato, incluindo Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, que mantinha milhões de dólares em offshores, as somas envolvendo o caso de Lula são relativamente modestas, embora seu partido seja acusado de ter recebido vultosas quantias. Sua condenação veio pela acusação de que Lula teria se beneficiado de cerca de R$ 2,5 milhões de reais em propinas relacionadas a uma empreiteira, pagos na forma de um apartamento duplex a beira mar, reformado a pedido de Lula. O ex-presidente disse que jamais foi dono