Psicologia recorre contra liminar da cura gay

 – O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu entrar na Justiça com agravo de instrumento contra a liminar do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, que autorizou o atendimento e a pesquisa sobre “reversão sexual”. – A proposta do juiz causou grande reação pelo país contra o que seria uma espécie de autorização para a chamada “cura gay”. O Conselho apresentou o recurso na tarde de quinta-feira em defesa da resolução 01/99, que veda o tratamento. De acordo com o CFP, que ainda não divulgou a íntegra do recurso, a liminar abre “perigosa possibilidade de uso de terapias de (re)orientação sexual” e corrobora com “uma violação dos direitos humanos”, sem “qualquer embasamento científico”. A Justiça Federal do Distrito Federal tomou uma decisão, em caráter liminar, que deixa psicólogos livres para oferecer tratamentos contra a homossexualidade. A medida, que acolheu parcialmente o pedido de uma ação popular, impede que o Conselho proíba os psicólogos do país de prestar atendimento referente à orientação sexual.

Palácio do Planalto está infestado de baratas

 – Além de políticos e empresários, passaram a circular outros visitantes indesejáveis na entrada do Palácio do Planalto –  Na semana passada, baratas foram vistas saindo de suportes de energia elétrica próximos à galeria de retratos dos presidentes brasileiros, no andar térreo. No último dia 13, meia dúzia delas disparou da estrutura no chão quando uma servidora da limpeza espirrou inseticida. A debandada das baratas pegou de surpresa quem estava por perto, assustou uma funcionária pública e fez com que um dos insetos subisse no repórter da Folha. A explicação para o infortúnio foi dada pela secretaria de administração do Planalto. Na terça-feira (19), foi realizado um reforço na dedetização no andar térreo. “Nas áreas em que eventualmente ocorram o surgimento de insetos, a empresa responsável efetua a reaplicação do inseticida”, disse. Segundo a secretaria, o reforço no andar térreo já estava programado anteriormente. As dedetizações no Planalto são realizadas trimestralmente de forma geral, com reforços “quando necessário”. As informações são de reportagem de Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo.

2018 sem candidatura Lula é ilegitimidade pré-urna

 O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, repercute a pesquisa do Instituto Paraná que mostra que 62,8% dos brasileiros não querem veem ninguém capaz de substituir Lula no pleito presidencial de 2018. “Esta é a regra básica: não se decide – sejam juízes, sejam partidos – pelo povo. Quem a descumpre, cria um governo perigoso, porque ilegítimo. Porque, das duas uma: ou vai ser imprudente, correndo atrás de legitimar-se rápido e a todo custo, ou vai viver acuado pela própria ilegitimidade, o que nem precisa ser demonstrado, basta olhar para o que temos, é rota certa para o desastre”, afirma Brito Segue a matéria do Tijolaço 2018 sem candidatura Lula é “ilegitimidade” pré-urna Na BBC, a senadora Gleisi Hoffman levanta a questão. Pressionado pela constatação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente poderá ser candidato a presidente, o PT trabalha com um plano C para as eleições de 2018: o boicote. Nesse caso, além de não disputar a Presidência, um dos maiores partidos brasileiros também não lançaria candidatos ao Senado ou à Câmara dos Deputados e se dedicaria a uma corrida internacional para propalar o que considera mais uma rachadura na democracia do país. “O que estamos denunciando é que o impedimento de Lula seria uma fraude nas eleições. (O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato. É um processo que não tem base jurídica”, afirmou à BBC Brasil a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann. E não fala a partir do nada. O Instituto Paraná Pesquisas, insuspeito de “lulismos”, diz, segundo o site Poder360, que 62,8% dos brasileiros ouvidos em pesquisa dizem que não concordam com que Lula seja “substituído” por alguém como candidato em 2018. Claro que há aí alguns adversários do ex-presidente, em busca do prazer supremo de derrotá-lo eleitoralmente. Ainda assim, seja por amor ou ódio é sinal claro de que há uma ampla maioria que que não quer um processo eleitoral com sua substituição. Dificilmente a ideia de boicote prosperará, é claro. Nem na ditadura, com seu “Cacareco” – um rinoceronte do Zoológico do Rio que se tornou símbolo do voto nulo – ela empolgou maiorias. O povo preferiu votar no “possível” e, assim, até uma figura inexpressiva como Francisco Negrão de Lima, cuja marca na história foi seu chapéu gelot, acabou por vencer as eleições para o Governo da Guanabara, então a de maior repercussão nacional. Esta é a regra básica: não se decide – sejam juízes, sejam partidos – pelo povo. Quem a descumpre, cria um governo perigoso, porque ilegítimo. Porque, das duas uma: ou vai ser imprudente, correndo atrás de legitimar-se rápido e a todo custo, ou vai viver acuado pela própria ilegitimidade, o que nem precisa ser demonstrado, basta olhar para o que temos, é rota certa para o desastre.

Dodge de 1961 vai carregar Temer e estancar a sangria

 – Nomeada com a bênção de Gilmar Mendes, o principal aliado de Temer dentro do STF, secundado por Alexandre de Moraes, Dodge é a principal moeda de troca que o governo ofereceu aos seus aliados – * Por Alex Solnik – Via 247 Pelo que se pode deduzir do episódio em que foi nomeada – seu encontro secreto com o presidente no Jaburu nunca foi explicado de forma convincente – uma coisa é certa: em vez de usar as flechas do bambuzal, como seu antecessor, Raquel Dodge, a nova chefe da PGR e do MPF vai atuar para estancar a sangria que Janot provocou no governo Temer – não que faltassem motivos para tal; Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima não estão presos por excesso de virtude. Nomeada com a bênção de Gilmar Mendes, o principal aliado de Temer dentro do STF, secundado por Alexandre de Moraes, Dodge é a principal moeda de troca que o governo ofereceu aos seus aliados.Ela representa a promessa de que o tempo em que os peemedebistas de Temer, seja no Senado, na Câmara ou no governo eram denunciados a torto e a direito chegou ao fim.Isso é muito melhor do que qualquer outra contrapartida que Temer poderia oferecer aos investigados e/ou denunciados para votarem nele a segunda denúncia de Janot, que a essa altura é natimorta.Só não digo que Dodge vai matar no peito – expressão célebre atribuída ao ministro do STF Luiz Fux – por razões óbvias, mas suspeito que, se os homens de Temer já tinham um foro privilegiado, agora passam a ter dois.Finalmente Jucá foi atendido. * Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão” e “O domador de sonhos” Raquel Elias Ferreira Dodge, nasceu na cidade Morrinhos, no estado de Goiás em 26 de julho de 1961. É bacharel em direito pela Universidade de Brasília e mestre em direito pela Universidade de Harvard. Membro do Ministério Público Federal.

SAMUEL ROSA CRITICA CORRUPÇÃO DE TEMER

– O vocalista e guitarrista do grupo Skank foi garoto propaganda de Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014 –  Há três anos, Samuel Rosa veio a público para promover Aécio Neves, o príncipe da corrupção. O cantor Samuel Rosa, do Skank, criticou no Rock in Rio a corrupção no governo de Michel Temer, que existe graças ao senador tucano; aparentemente zangado, Rosa puxou o ‘Fora, Temer’; “O nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo, onde devia, neste leva e trás de malas, de milhões, dinheiro que devia estar indo para mais leitos dos hospitais, para a educação, para a nossa criançada que está no crime, para formar cidadãos, para as estradas”. A demagogia barata do aecista Samuel Rosa ao discursar contra a corrupção no Rock in Rio. Por Joaquim de Carvalho – DCM Samuel Rosa é um saltimbanco, mas quer ser sacerdoteNo Rock in Rio que já pode ser chamado de edição “Fora, Temer”, o roqueiro Samuel Rosa resolveu faturar. Num discurso com palavras que poderiam sair da boca de Deltan Dallagnol, ele disse: “O nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo, onde devia, neste leva e trás de malas, de milhões, dinheiro que devia estar indo para mais leitos dos hospitais, para a educação, para a nossa criançada que está no crime, para formar cidadãos, para as estradas”, disse. Há três anos, Samuel Rosa veio a público para promover Aécio Neves, o príncipe da corrupção: “Esse aval fantástico de todas essas pessoas que estão aqui hoje é prova da importância do Aécio, da sua determinação, da sua vontade de fazer as coisas, do seu perfil político, e pode ter certeza, Aécio, que, onde você estiver, mesmo nos abandonando temporariamente, deixando o Estado de Minas Gerais, eu sei que você tem Minas como prioridade, guarda o Estado no seu coração, o seu Estado, o Estado da sua família, também o nosso. Mas saiba que nós também te guardamos no coração, e vamos te seguindo aí, vamos juntos, porque, assim como o Brasil, Minas também quer andar para a frente”. Há um grupo de artistas que costumam ser pagos para declarar apoio a candidatos, direta ou indiretamente, mas não parece ser este o caso de Samuel Rosa. Ele sempre fechou com Aécio Neves. Ignorância? Ingenuidade? Laços afetivos? Identificação pessoal? Difícil dizer. No Rock in Rio de 2013, ele já havia feito um discurso no palco contra a corrupção. Só que, na época, seu alvo foi exclusivamente os petistas, por conta do mensalão. Ele foi cobrado nas redes sociais pela seletividade da crítica. Tinha apoiado Aécio em 2010 e foi lembrado de que o mensalão mineiro precedeu o de Brasília. Em 2014, mergulhou de cabeça na campanha de Aécio. Agora, no Rock in Rio de 2017, falou de crise moral e ética. E fez um “apelo”para os políticos: para não tornar difícil ao povo a tarefa de enxergar neles “um pouco de integridade”. Teria sido mais honesto dizer: “olha, pessoal, foi mau. Eu pedi a vocês para votar no Aécio, dizer que ele era um grande cara e vimos que não passa de um corrupto vulgar. Desculpa aí.” Em vez disso, preferiu falar dos políticos de forma genética: “Vocês são piores do que ladrão (sic). Vocês matam gente. Essa é a verdade.” Uma frase atribuída a um pensador italiano Giuseppe Mazzini, pilar da unificação do país, define o artista como uma das duas coisas: “Ou ele é um alto sacerdote, ou então um saltimbanco mais ou menos esperto. Definitivamente, o líder do Skank tem falhado na tentativa de se apresentar como alto sacerdote.

STF continua refém dos corruptos e canalhas

 – AÉCIO ADIA JULGAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERL. O MOTIVO: VIAGEM DO SEU ADVOGADO A PORTUGAL – Responsável pelo golpe que destruiu a economia e a imagem do Brasil, colocando no poder Michel Temer, denunciado como chefe de quadrilha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) mostrou nesta sexta-feira que ainda manda muito no País, embora seja rejeitado por mais de 90% dos brasileiros; em razão da viagem de férias de seu advogado a Portugal, ele pediu ao Supremo Tribunal Federal que seu pedido de prisão, engavetado há mais um mês, fosse novamente adiado; o procurador Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio em razão das malas de R$ 2 milhões da JBS entregues a seu primo   – Engavetado há mais de um mês no Supremo Tribunal Federal, o julgamento do pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB) foi adiado novamente. Ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, Aécio alegou que os dois advogados que o defendem não poderão participar da sessão da Corte, que já estava marcada para a próxima terça-feira, 19. Alberto Zacharias Toron diz, no texto, que estará em Portugal a partir de amanhã (16/9), e lá ficará até 24 de setembro. Argumenta que a viagem já estava marcada “há tempos”. O outro defensor de Aécio, José Eduardo Alkmin, alega que estará defendendo outro cliente, no âmbito do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em uma sessão marcada anteriormente à do STF. O ministro Marco Aurélio Mello decidiu adiar a análise para 26 de setembro. O pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi feito no dia 31 de julho, o terceiro pedido de prisão após a homologação das delações da JBS. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.

Denúncia contra Temer esfrega na cara o golpe dos corruptos

 Houve um golpe em 2016 e só resta admitir o ‘engano’ a quem foi às ruas para depor uma presidenta eleita com o pretexto de lutar pelo combate à corrupção.    A denúncia apresentada contra Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Rocha Loures e Ricardo Saud, reforça que levar o impeachment a cabo era, como já confessado, a solução mais fácil para barrar a Operação Lava Jato e manter o saque aos cofres públicos. Segundo o procurador geral da república, Rodrigo Janot, os denunciados formaram um núcleo político para obstruir a justiça e praticar crimes contra empresas e órgãos públicos. O montante de propinas com o esquema que montaram supera R$ 587,1 milhões, arrecadados via Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. A denúncia rompe o acordo de delação premiada obtido pelos executivos da J&F que previa imunidade pelos crimes que confessaram. Ao contrário do que disse ao conspirar pela queda de Dilma Rousseff, de que era um vice decorativo, Janot revelou que Temer é na verdade o chefe da organização criminosa e que “ao entrar na base do governo Lula, mapeou, de pronto, as oportunidades na Petrobras.” A segunda denúncia contra Temer confirma que o país está sob o comando de um governo que ao invés de negociações políticas, se sustenta com “negociatas ilícitas” para comprar apoio parlamentar com dinheiro público. Os deputados terão o desplante de não autorizar a investigação da nova denúncia no Supremo Tribunal federal? Ao barrar a primeira, muitos deputados alegaram que outro processo de impeachment poderia parar o Brasil. Não vai dar pra usar essa desculpa. É parar ou autorizar por mais um ano que o país siga sob o comando de um chefe de quadrilha. Michel Temer virou uma espécie de rola-bosta falsificado que não dá conta de arrastar os excrementos que acumulou com seus aliados ao golpe. Por LUCIANA OLIVEIRA – Jornalista de Porto Velho, Rondônia, e membro da Comissão Nacional de Blogueiros

PEDIDO DE PRISÃO DE AÉCIO VAI A JULGAMENTO

 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio, o relator do caso) vai finalmente julgar o pedido de prisão contra Aécio Neves (PSDB-MG) na terça-feira (20); pedida pela Procuradoria-Geral da República, a prisão de Aécio estava na gaveta do ministro Marco Aurélio Mello há mais de um mês; para o ministro Edson Fachin, se continuar solto, Aécio poderá obstruir as investigações sobre a delação da JBS  – Um novo pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) será julgado no STF: o ministro Marco Aurélio pautou para terça-feira (19) o recurso da Procuradoria-Geral República na Primeira Turma do Supremo (Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio, o relator), informa o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Este é o terceiro pedido da PGR sobre o assunto. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se continuar solto, Aécio pode obstruir as investigações sobre a delação da JBS. Aécio teve o recurso concedido nas outras duas vezes e o resultado deve se repetir na terça-feira. Se vitorioso, o senador mineiro deverá “colocar a cabeça fora da toca” a partir da quarta-feira (20). Confira a matéria anterior do 247 sobre o assunto: Pedido de prisão de Aécio está há um mês na gaveta de Marco AurélioDescansa há exatos 32 dias no escaninho do ministro Marco Aurélio Mello, no Supremo Tribunal Federal, o pedido de prisão contra o senador Aécio Neves, presidente afastado do PSDB. Pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi feito no dia 31 de julho, o terceiro pedido de prisão após a homologação das delações da JBS. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. Ao negar pedido de Janot, Marco Aurélio disse que Aécio tem uma carreira política elogiável (leia mais). Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato. A questão deverá ser analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.

PGR apresentou uma nova denúncia contra Temer

 -JANOT DENUNCIA TEMER POR OBSTRUÇÃO E COMANDO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA –  O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa. De acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões, arrecadados de empresas e órgãos públicos, entre os quais ais Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. Além de Temer, também foram denunciados seus principais auxiliares: Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o diretor de relações institucionais da holding, Ricardo Saud, também foram denunciados. Janot entendeu que houve descumprimento dos termos do acordo de delação premiada. Na última sexta, ao expedir mandado de prisão de Joesley, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu os efeitos do acordo. Agora, o procurador-geral decidiu pedir a rescisão do compromisso. Leia também reportagem da Agência Brasil sobre a segunda denúncia contra Michel Temer: Janot denuncia Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Nesta segunda denúncia, Janot acusa o presidente dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. De acordo com o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Na acusação sobre obstrução de Justiça, Janot sustenta que Temer atuou para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados do mesmo crime. Imunidade Joesley e Saud foram incluídos na acusação de obstrução porque perderam hoje (14) a imunidade penal após o procurador concluir que os acusados omitiram informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada. Durante a investigação, a defesa de Temer questionou os benefícios concedidos a Joesley Batista pela PGR no acordo de delação. Tramitação Com a chegada da denúncia ao STF, a Câmara dos Deputados precisará fazer outra votação para decidir sobre a autorização prévia para o prosseguimento do processo na Suprema Corte. O Supremo não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados. A autorização prévia para processar o presidente da República está prevista na Constituição. A regra está no Artigo 86: “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”. O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente pelo suposto crime de corrupção não foi autorizada pela Câmara. A acusação estava baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista também foi uma das provas usadas no processo.

O Brasil trocou uma mulher honesta por um ladrão

 Quem vê de fora não conseguirá jamais entender o Brasil. Que país é esse em que a população sai às ruas e se veste com as cores nacionais para protestar contra a corrupção e, ao longo desse processo, depõe uma presidente honesta e a substitui por um chefe de quadrilha, segundo a Polícia Federal? Pois foi isso o que aconteceu no Brasil. De acordo com o organograma apresentado hoje pelos policiais federais, Temer é o chefe de uma máfia montada para assaltar o País. Entre seus amigos, há vários presos. Um deles, Geddel Vieira Lima, apanhado num bunker onde se fez a maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil: R$ 51 milhões. Outro, Eduardo Cunha, flagrado com várias contas no exterior. No powerpoint da PF, aparecem ainda o presidiário Henrique Eduardo Alves e outros, como Moreira Franco e Eliseu Padilha, que se mantêm protegidos graças ao foro privilegiado. Usurpadores do poder, os amigos de Temer, ao que tudo indica, continuaram assaltando o Estado. Nesta terça-feira, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma investigação contra Temer e Rodrigo Rocha Loures, seu homem da mala, por propinas pagas no Porto de Santos (SP) pela empresa Rodrimar. Contra a presidente legítima Dilma Rousseff, no entanto, não há a acusação de que ela tenha desviado um clips do Palácio do Planalto. Ter Temer e sua quadrilha (segundo a PF) no poder é uma situação vexatória para o Brasil e a única saída digna seria a anulação do golpe e um pedido coletivo de desculpas a Dilma. Mas isso, evidentemente, não acontecerá graças ao povo brasileiro, que protestou contra a corrupção para instalar uma máfia no poder. Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a nova investigação contra Temer: André Richter – Repórter da Agência BrasilO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu hoje (12) abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de mais dois empresários, por suspeitas de crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O pedido de abertura de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar suspeitas de recebimento de vantagens indevidas dos envolvidos pelo suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017). O pedido de abertura do inquérito chegou ao Supremo em junho e foi remetido ao ministro Edson Fachin. Ao receber o processo, o ministro entendeu que o caso deveria ser redistribuído a outro integrante da Corte por não ter conexão com o inquérito que envolve Temer a partir das delações da JBS. Nesta semana, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou uma nova distribuição e Barroso foi escolhido o novo relator. Para Janot, a edição do decreto “contemplou, ao menos em parte, as demandas” de Rocha Loures em favor da Rodrimar. Com a decisão do ministro Barroso, também serão investigados os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa. TEMER TAMBÉM LEVOU PROPINA EM ANGRA 3 – Na delação premiada que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, o corretor financeiro Lúcio Funaro afirmou que Michel Temer “sempre soube” e “se beneficiou” de pagamentos de propina em contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Segundo a jornalista Lydia Medeiros, Funaro elencou quatro pessoas como operadores de Temer: José Yunes, seu ex- assessor, Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, Marcelo Azeredo e o coronel João Batista Lima Filho. Yunes seria o principal intermediário e usava a empresa de Lima, a Argeplan, para lavar os ganhos indevidos com o contrato de Angra 3.