A privatização da Eletrobras é outro crime dos golpistas

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS VAI CAUSAR AUMENTO DE TARIFAS, INSEGURANÇA E APAGÕES  Novo retrocesso anunciado pelo governo golpista vai atingir a soberania nacional e impedir a população de ter tarifas reduzidas após amortização de investimentos por Dilma Rousseff  A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação. Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo. A sua privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil. Submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes. Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC. O governo tem dois motivos principais para privatizar uma grande empresa como a Eletrobras: a aplicação da pauta neoliberal, rejeitada por quatro vezes nas urnas, e que é compromisso do golpe implantar; e o desespero para fazer caixa e tentar diminuir o impacto de um dos maiores rombos fiscais da nossa história contemporânea, produzido por um governo que prometia resolver o déficit por meio de um surto de confiança que não veio e um passe de mágica que não produziu. Produziu, sim, a compra de votos por meio da distribuição de benesses e emendas. O meu governo anunciou déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários. O governo que assumiu por meio de um golpe parlamentar inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017. Inventou uma folga para mostrar serviço à opinião pública, e nem isto conseguiu fazer. Agora, quer ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vai ficar nisso. Aumentará o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi, para atender às emendas dos parlamentares de que precisa para aprovar sua pauta regressiva. Para isto, precisa dilapidar o estado e a soberania nacional. E forjar uma suposta necessidade de vender a Eletrobras é parte desta pauta. Atribuir uma suposta necessidade de privatização da Eletrobras ao meu governo, por ter promovido uma redução das tarifas de energia, é um embuste dos usurpadores, que a a imprensa golpista difunde por pura má-fé. É a retórica mentirosa do golpismo. As tarifas de energia deveriam mesmo ter sido reduzidas, como foram durante o meu governo,. Não porque nós entendêssemos que isto era bom para o povo – o que já seria um motivo razoável – mas porque se tratava de uma questão que estava e está prevista em todos os contratos que são firmados para a construção de hidroelétricas. Depois da população pagar por 30 anos o investimento realizado para construir as usinas, por meio de suas contas de luz, é uma questão não apenas de contrato, mas de justiça e de honestidade diminuir as tarifas, cobrando só por sua operação e manutenção. Manter as tarifas no mesmo nível em que estavam seria um roubo. Por isso reduzimos e temos orgulho de tê-lo feito. Com a privatização, será ainda um roubo. Vou repetir a explicação, porque a Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles. Quando uma hidrelétrica é construída por uma empresa de energia – pública ou privada – quem paga pela sua construção é o consumidor. A amortização do custo da obra leva geralmente 30 anos e, durante este tempo, quem paga a conta deste gasto vultoso é o usuário da energia elétrica, por meio de suas contas de luz. Quando a hidrelétrica está pronta, o único custo da empresa de energia passa a ser a operação e a manutenção. Daí, é justo que o povo deixe de continuar pagando por uma obra que já foi feita e, depois de 30 anos, devidamente paga. É mais do que justificado, portanto, que as tarifas que custearam a construção sejam reduzidas. Se as empresas de energia – públicas ou privadas – mantiverem as tarifas no mesmo nível, e eventualmente até impuserem aumentos nas contas de luz, estarão tirando com mão de gato um dinheiro que não é delas. É uma forma de estelionato. Não se deve esperar que empresas unicamente privadas, cujo objetivo é principalmente a lucratividade de sua atuação, entendam que uma equação justa deveria impor modicidade tarifária quando os custos altos da construção de uma usina hidrelétrica já não existem mais. Apenas o Estado – um estado democrático e socialmente justo – tem condições de entender esta situação e autoridade para agir em defesa dos interesses dos consumidores. Entregar a Eletrobras e suas usinas já amortizadas para algum grupo privado, talvez estrangeiro, significa fazer o consumidor de energia pagar uma segunda vez pelo que já pagou, além de abrir mão de qualquer conceito estratégico em relação à produção, distribuição e fornecimento de energia com segurança e sem interrupções e apagões. Privatizar a Eletrobras é um erro estratégico. Erro tão grave quanto está sendo a privatização de segmentos da Petrobras. No passado, essas privatizações já foram tentadas pelos mesmos integrantes do PSDB que hoje dividem o poder com os golpistas. Naquela época, isso só não ocorreu porque os seus trabalhadores e o povo brasileiro não permitiram. Mais uma vez devemos lutar para não permitir.”

Infarto fulminante beneficia canalhas e corruptos

 – DONO DA OAS ESTAVA PRESTES A DELATAR TUCANOS E JUÍZES –  César Mata Pires, que morreu nesta terça-feira, seria um dos delatores da OAS a relatar pagamentos de propina e caixa dois em obras do governo do Estado de São Paulo, como linhas do Metrô e Rodoanel; ele também delataria o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e juízes do STJ Da revista Fórum O maior acionista da OAS, Cesar Mata Pires, morreu nesta terça-feira, 22, em São Paulo. O empresário foi vítima de um infarto fulminante. Ele estava caminhando pelo bairro do Pacaembu, na capital paulista, quando sofreu o infarto. O empresário é um dos fundadores da OAS. César seria um dos delatores da OAS a relatar pagamentos de propina e caixa dois em obras do governo do Estado de São Paulo, como linhas do Metrô e Rodoanel. Entre os muitos citados em sua delação estariam o senador Aécio Neves (PSDB-MG), governadores, deputados, senadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça. A empreiteira, segundo seu próprio site, foi criada em 1976, na Bahia, com atuação no setor de engenharia e infraestrutura. “Hoje, é um conglomerado multinacional brasileiro, de capital privado, que reúne empresas presentes em território nacional e em mais de 20 países.” *Com informações do Estadão Conteúdo

Trocando seis por meia dúzia

 – Não se engane: os partidos que estão mudando de nome para te ludibriar em 2018 –  Para dar uma impressão de “novos ares” diante da crise política, alguns partidos estão mudando de nome, mas seguem a mesma velha política de sempre. Conhece o MUDE? Nada mais que a repaginação do DEM, antigo PFL. E o sugestivo Avante? Não se engane, é só o velho PTdoB.  Por Ivan Longo – da Revista Fórum É possível que, se houverem eleições em 2018, o eleitor se depare com partidos “novos” e tenha a impressão que novos quadros estejam surgindo na política. Não se engane. Ao menos cinco partidos já tem planos de mudar de nome pra, diante da crise política e das denúncias de corrupção crescendo cada vez, conseguir se manter no poder, ludibriando o eleitor. Se você não tem aptidão pelo Democratas (DEM), por exemplo, não caia na roubada. Essa legenda é especialista em mudar de nome. Antigo Arena, partido que reuniu nomes importantes da ditadura militar, se tornou, nos anos 90, o PFL, agremiação do ex-delegado de polícia e chefe do DOPS, Romeu Tuma. Nos anos 2000, virou o atual democratas, partido de, por exemplo, Ronaldo Caiado, Rodrigo Maia e Mendonça Filho. A ideia agora é, em 2018, mudar de nome para MUDE – Movimento da Unidade Democrática. Mais do mesmo. E se em 2018 você ver candidatos concorrendo pelo Podemos, não se iluda: não é uma filial do partido de esquerda espanhol no Brasil. É só o antigo PTN (Partido Trabalhista Nacional), que já acolheu Celso Pitta, que resolveu dar uma “repaginada”. O possível novo partido Avante, pelo nome, pode parecer uma agremiação progressista ou de esquerda. Mas, novamente é uma roubada. É só o possível novo nome do PTdoB (Partido Trabalhista do Brasil), partido nanico que de trabalhista não tem nada. O PSL (Partido Social Liberal), outro nanico, possivelmente sairá em 2018 com o nome de Livres. A legenda, no entanto, só tem de “livre” o livre mercado: trata-se de uma reunião dos mais ferrenhos neoliberais, funcionários dos interesses do mercado. Por fim, o PEN (Partido Ecológico Nacional), que nunca teve relevância alguma na área da ecologia, passará a se chamar Patriotas, apenas para poder acolher o seu mais ilustre recém-filiado, o deputado federal Jair Bolsonaro. 2018 vem aí com a nova velha política.

Lula inicia caravana pelo Nordeste

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta quinta-feira (17) sua caravana pelos estados do Nordeste. Serão cerca de 4 mil quilômetros percorridos, com atividades confirmadas em 25 municípios. O objetivo do projeto “Lula pelo Brasil” é debater um modelo de desenvolvimento para o Brasil, que, segundo o ex-presidente, foi “abandonado” pelo governo de Michel Temer. “A maior aula que tive sobre o Brasil foi viajando o país. Por isso, vou fazer novamente as caravanas. Agora com mais experiência e mais organização para entender as necessidades do povo”, disse Lula, quando anunciou a viagem. Já nesta quinta, Lula embarca para Feira de Santana (BA), onde será recebido com um ato público, às 19 horas, em defesa das políticas para o semiárido e agricultura familiar. Ainda na programação, está prevista participação no lançamento da 3ª Fase do Memorial da Democracia, em Salvador, às 10 horas do sábado (19). Também na capital baiana, o ex-presidente participa de mais um ato de lançamento do livro Comentários a uma Sentença anunciada – O Processo Lula, já lançado em eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Já no dia 26, ele estará no ato de trabalhadores em defesa da indústria petroquímica e naval. Durante o percurso, Lula se encontrará com políticos, empresários e sindicalistas, como o ex-ministro Jaques Wagner (PT) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Lula também seguirá para Recife, João Pessoa, Campina Grande (PB), Currais Novos (RN) e Mossoró (RN). No dia 29, o ex-presidente chega ao Ceará, onde estão previstas atividades em Quixadá e Juazeiro do Norte. Na sequência, ele passará por Granito (PE), Marcolândia (PI), Picos (PI), Teresina e Timon (MA), encerrando as atividade em São Luís, no dia 5 de setembro. O projeto das novas caravanas está sendo organizado pelo PT e pelo Instituto Lula, com participação da Fundação Perseu Abramo. Prêmios e títulos Durante a viagem pelo Nordeste, Lula receberá quatro títulos de Doutor Honoris Causa: na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cruz das Almas, na sexta (18); na Universidade Federal do Sergipe, no dia 21; na Universidade Estadual de Alagoas, no dia 23; por último, na Universidade Federal da Paraíba, no dia 26.

PMDB expulsa Kátia Abreu e protege os corruptos

 Por que nunca puniram nenhum filiado condenado e preso por crimes graves como corrupção e formação de quadrilha? Questionou a senadora.  A Comissão de Ética e Disciplina do PMDB Nacional decidiu, por unanimidade, expulsar nesta quarta-feira 16 a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). O motivo: ela feriu, na opinião dos nove membros do colegiado, a ética e a disciplina partidária, com críticas à legenda, a Michel Temer e por ter votado contra matérias defendidas pelo governo. A expulsão atendeu a uma representação do diretório regional do Tocantins. Para a acusação, ao discursar contra a aprovação da Reforma Trabalhista e criticar peemedebistas como o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, Temer e Romero Jucá, a parlamentar praticou atos “nocivos, provocativos e desrespeitosos” e promoveu “inequívoca afronta ao partido”. Até mesmo o presidente da República foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República”, atacou.Kátia foi expulsa porque votou contra matérias de interesse do ilegítimo Michel Temer, tais como a reforma trabalhista, e tem combatido os retrocessos provocados pelo golpe.Além da expulsão de Kátia, a executiva do PMDB também quer expulsar o senador Roberto Requião (PMDB-PR).Na tarde de hoje, Requião usou a tribuna para contra-atacar. Ele pediu a expulsão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do presidente da legenda, Romero Jucá (PMDB-RR), investigado por corrupção no STF.Enquanto isso, nas redes sociais, há um forte movimento pedindo para que Requião deixe o PMDB para se filiar no PT.

Sérgio Moro cuspe no prato que comeu

 – JUIZECO VÊ BRASIL GOVERNADO POR GÂNGSTERS E DIZ QUE NÃO SERÁ CANDIDATO –  Em evento na Joven Pan, o serviçal dos coxinhas comparou o Brasil de hoje à Geórgia de dez anos atrás, que, segundo ele, era governada por gângsters e disse que não será candidato em 2018. No entanto, ele contribuiu para a derrubada da presidente legítima e honesta Dilma Rousseff, ao divulgar grampos ilegais, e para a ascensão de Michel Temer, denunciado por corrupção. Moro defendeu também o financiamento privado de campanha que foi criminalizado pela Lava Jato – O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, comparou nesta terça-feira 15 o Brasil de hoje à Geórgia de dez anos atrás, que, segundo ele, era governada por gângsters, e disse que não será candidato em 2018. “Em 2006, a Geórgia, ex-integrante da União Soviética, era um país governado por gângsters… Ocupava a 79ª posição no ranking da Transparência Internacional. Agora está na posição 44. O Brasil, coincidentemente, está na mesma posição da Geórgia de dez anos atrás. Quem sabe daqui a dez anos mostremos o mesmo avanço da Geórgia”, afirmou, em evento realizado pela Jovem Pan que debate a Justiça brasileira. Sobre aparecer nas pesquisas eleitorais, declarou: “Eu já falei mais de uma vez: eu acho que as profissões políticas são das mais belas. Nós temos eventualmente imagens pejorativas por causa de escândalos de corrupção, mas temos bons políticos, é uma minoria que adere a práticas criminosas. Mas é preciso ter um perfil e eu não me vejo com esse perfil. Então reitero que não sou candidato e não serei candidato”. Vale lembrar que Moro contribuiu para a derrubada da presidente legítima e deposta Dilma Rousseff, ao divulgar grampos ilegais, e para a ascensão de Michel Temer, denunciado por corrupção. Na entrevista, o magistrado defendeu também regras mais duras para o financiamento privado de campanha que foi criminalizado pela Lava Jato e criticou o financiamento público defendido por parlamentares na reforma política. “Há uma tendência de quem está dentro do sistema de querer ficar dentro”, disse. “Com todo respeito ao nosso Parlamento, esta reforma política que está sendo pensada não é uma reforma”, completou.

Por que o povo não está nas ruas?

 – Esta é uma pergunta cuja resposta é decisiva para a esquerda e para o futuro do nosso país. Sem ela ficará difícil reconstruir a hegemonia política com a criação de bases sociais amplas e sólidas que permitam conter a onda da direita – * Por Aldo Arantes Que assegurem o avanço na reconquista da democracia e dos direitos do povo, criando condições para as reformas estruturais do estado brasileiro. Os fatos são mais do que evidentes. Apesar das medidas radicais adotadas contra os trabalhadores, o povo e a soberania nacional as manifestações estão longe da necessidade imposta pela gravidade da situação. É bem verdade que existiram manifestações importantes como a greve geral do dia 28 de abril deste ano e as manifestações contra as reformas e o governo Temer. Todavia elas incorporam, sobretudo, os setores mais politizados do movimento social. A própria greve não atingiu, no fundamental, o setor produtivo. Mais recentemente as manifestações arrefeceram. No dia da votação do processo por corrupção passiva contra o ilegítimo Temer o que se viu foram pequenas manifestações. Defronte do Congresso, local de históricas manifestações, não havia ninguém. Tal fenômeno se torna mais difícil de entender à medida em que as pesquisas constatam que Temer conta com 94% de reprovação do povo. Várias são as razões que podem tentar explicar tal situação. Dentre elas estão a perplexidade, a rejeição à política e aos partidos, o desemprego e, principalmente, a indignação contra a corrupção. Pesquisa divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo, de 13 de agosto, revelou que 86% dos eleitores não se sentem representados pelos políticos nos quais votaram. E 94% responderam que os políticos que estão no poder não representam a sociedade. A pesquisa avaliou, também, que 9 entre 10 pesquisados concordam com o fato de que “o Brasil poderia ser um país do primeiro mundo se não fosse a ação da corrupção”. A pesquisa concluiu o que, numa avaliação empírica, se pode constatar: a questão mais importante que maioria do povo indica para explicar a crise que o país enfrenta é a corrupção. Isto foi incutido na sociedade pela grande mídia desde o tal Mensalão. Com isto procuram fugir do debate de conteúdo relacionado às medidas colocadas em pratica pelos governos Lula e Dilma para suscitar o combate a uma falsa moralidade. A propaganda da grande mídia, tomando por base a ação da Lava Jato, atuou no sentido de caracterizar a corrupção atual como “novidade”, responsabilizando o PT e o Ex-presidente Lula. Com tal tática conseguiram sensibilizar amplas camadas da sociedade ao afirmarem que todos partidos e políticos são corruptos e não merecem a confiança do povo. Tudo isto resultou na conquista, pelas forças conservadoras e de direita, da hegemonia política e de ideias no país. Tal resultado foi fruto de um plano elaborado e conduzido a longo prazo, pelo professor Norte-americano Gene Sharp. O plano está contido no livro de sua autoria intitulado Da Ditadura à Democracia onde o autor descreve os passos a serem dados para executar o chamado “golpe brando”. Ele destaca, como primeiro passo, a necessidade de “promover ações para gerar um clima de mal-estar social, utilizando os meios de comunicação”, e descreve o segundo passo ao afirmar “fazer denúncias fundadas ou não para debilitar a base de apoio de governo e criar um descontentamento social crescente”. No Brasil o falso combate à corrupção foi o mote da agitação necessária para o golpe contra a presidenta Dilma. E continua sendo agora com o objetivo de aprofundar as reformas antipopulares e antinacionais e inviabilizar a candidatura do ex-presidente Lula à presidência. Na América Latina o modelo teve características próprias. O agente secreto de Cuba, Raúl Antonio Capote Fernandez, que durante 10 anos foi infiltrado na CIA, em declarações Site Sul 21, afirmou ter a agência constatado que o crescimento da esquerda no continente teve início nas Universidades. Para reverter esta situação elaborou um plano para criar um pensamento em defesa do mercado, nas instituições de ensino superior da região. O resultado, no Brasil, foi o crescimento do pensamento conservador entre boa parcela dos estudantes. Tal estratégia teve como uns seus pilares a criação de institutos para desenvolver ideias em defesa de seus pontos de vista e de combate ao projeto de nação da esquerda e as ideias progressistas. Para isto foi executado um trabalho de formação da consciência conservadora aliado à massificação da luta contra a corrupção para conquistar parcelas expressivas da juventude. O mesmo se deu, com suas particularidades, junto aos demais segmentos sociais. Este resultado foi facilitado pela despolitização da sociedade. Com isto boa parcela dos estudantes e do povo passou a colocar a responsabilidade da crise nos “políticos corruptos”, sobretudo do PT. Esqueceram dos benefícios que as políticas dos governos Lula e Dilma trouxeram para os trabalhadores e o povo. Tal situação está ancorada, também, na campanha de despolitização desencadeada pelo neoliberalismo. A negação da política, dos políticos e dos partidos é fundamental para colocarem em prática a reforma do estado que atenda aos interesses do capital financeiro. O combate à política é o combate à democracia. Visa retirar o povo das ruas e entregar a direção do país aos gestores, representantes do capital financeiro. Isto tudo criou um campo não só para a articulação dos grupos conservadores, mas também dos grupos de direita e extrema direita. No entanto a sociedade enfrenta uma contradição flagrante. Por um lado, há um profundo descontentamento com a atual situação política, as reformas em curso e o agravamento da situação com a crise, o desemprego e os cortes dos recursos das áreas sociais. Por outro há uma ausência de amplas manifestações populares para lutar contra esta situação. Isto pode indicar que está havendo uma dissintonia entre os dirigentes políticos e sociais e as massas. A grande massa do povo perdeu a confiança ou está sem entender as orientações dadas por sua representação. O dirigente deve, em sintonia com as massas, indicar os caminhos a serem perseguidos na luta. Quando, por qualquer razão, esta sintonia é rompida as

Marina Silva queimou caravelas

 – APOIO AO IMPEACHMENT TIROU CHANCES DE MARINA EM 2018, DIZ FUNDADOR DA REDE –    – Um dos fundadores e ex-membro da Rede Sustentabilidade, o cientista político e antropólogo Luiz Eduardo Soares disse que a ex-senadora Marina Silva, principal liderança do partido, “queimou caravelas” e perdeu a chance de disputar a Presidência da República na posição de favorita após apoiar o impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder no ano passado. “Quando ela assumiu essa posição, extremamente irresponsável do ponto de vista da democracia, acho que ela queimou as caravelas relativamente ao campo das esquerdas. Não só do PT, das esquerdas”, avaliou. “Isso circunscreve o seu potencial eleitoral e político”, completou Soares em entrevista à BBC Brasil (leia aqui a íntegra). Ele conta que sua “divergência com a Marina teve a ver com seu apoio ao impeachment”. “Ela tinha sempre se manifestado contrária. O [deputado federal Alessandro] Molon entrou para o partido depois que ela se comprometeu a ser contrária. E uma semana antes da votação, ela se pronunciou a favor do impeachment, sem nos consultar”, relatou. “Ser a favor do impeachment significava entregar o país ao núcleo mais perigoso da política nacional, o PMDB. Quando ela assumiu essa posição, extremamente irresponsável do ponto de vista da democracia, acho que queimou as caravelas relativamente ao campo das esquerdas. Não só do PT, das esquerdas”, avaliou. Para ele, “retirar a Dilma para levar o representante do PMDB para o poder em nome da ética é despudoradamente hipócrita”. “Ela hoje teria todas as condições de ser favorita nas eleições de 2018 se tivesse se mantido contra o impeachment. Poderia unificar o campo das esquerdas com um discurso palatável, capaz de suscitar respeito entre eleitores do centro, e a população evangélica também se reconheceria nela. Ela viria com um potencial eleitoral muito grande”, destacou. “Ela deixou de ser espontânea e genuína. Essa era a sua marca. Passou a estar sempre numa posição ambígua, com poucas definições claras, e a jogar o jogo mais tradicional. Mas sem dúvida é uma candidatura forte potencialmente”, completou Soares. Ele destaca que para 2018, “Lula é um forte candidato, porque para a maioria da população fez o melhor governo que experimentaram. E de fato os resultados foram notáveis, superiores aos governos anteriores em termos de crescimento e de redução de desigualdades. Ele saiu com 85% de aprovação popular. Isso é um patrimônio extraordinário, que está sendo erodido pelas denúncias constantes da mídia”.

PGR não encontrou crime envolvendo Lula

 Por isso, Rodrigo Janot desistiu da complementação da delação da Andrade Gutierrez contra Aécio Neves  A pouco mais de um mês de deixar o cargo, o procurador-geral da República, enviou sinais de que não quer mais saber do assunto. A desistência ocorreu após procuradores questionarem se haveria relatos de crime envolvendo o ex-presidente Lula eteles e receberem um não como resposta. A avaliação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e em Brasília é que, sem Lula e sem teles, a complementação da delação da Andrade Gutierrez traria poucas novidades. A empresa, que nasceu em Belo Horizonte, tem relações com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas os procuradores avaliam que os relatos dela sobre o tucano pouco acrescentariam ao que foi relatado pela Odebrecht e por Joesley Batista. Os procuradores tinham interesse em três casos envolvendo empresas de telecomunicações porque a Andrade Gutierrez é uma das sócias da Oi e controlava a Telemar. As informações são de reportagem de Mario Cesar Carvalho na Folha de S.Paulo.

Seguidores do Pato da Fiesp estão indignados

 Decisão de milionária de ajudar Lula revolta brasileiros que pensam que são ricos  *Por  Joaquim de Carvalho  O dinheiro é dela, mas os coxinhas querem decidir como deve gastar. Vista de longe, a neta do banqueiro suíço Roberta Luchsinger poderia ser confundida com uma batedora de panela, dessas que gravam vídeo para dizer “sou rica, sou rica”, têm horror a pobres e fingem se importar com eles. Roberta foi educada pelas melhores escolas, costuma se deslocar de helicóptero e recebia do avô banqueiro uma mesada de 28 mil francos suíços, o equivalente a 97 mil reais, segundo informa a jornalista Eliane Trindade, em sua coluna na Folha. A família de Roberta foi alvo de texto até de João Doria Júnior, que tem um faro especial para negócios que envolvem milionários — em 2016, em sua coluna na revista Istoé, Doria escreveu sobre uma disputa por herança na família.   Só que Roberta não é como seu pares no Brasil, meritocratas da boca para fora, que não largam a teta do Estado. Não é tampouco bolivariana, socialista ou comunista. É alguém que entendeu a importância das políticas de inclusão social no Brasil.   “Esse ódio exacerbado contra os partidos de esquerda, principalmente contra o PT, chegou ao ponto de cegar parte da sociedade. Virou moda se referir a Lula como ladrão”, afirmou ela à Folha. “Esses que hoje o demonizam se esquecem de que Lula foi bom para os pobres e também para os ricos e deixou a Presidência com 90% de aprovação”. Roberta é filiada ao PCdoB, partido que conheceu quando esteve casada com o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que foi deputado. Mas não segue a cartilha marxista, como de resto o PCdoB e a maior parte dos partidos de esquerda — Marco Aurélio Garcia, que foi um influente conselheiro de Lula, já dizia que ficaria de joelhos agradecendo a Deus se, pelo menos, o Brasil se aproximasse da social-democracia.   O casamento de Roberta terminou de maneira rumorosa, com a declaração dela de que foi traída pelo ex. “Cansei de ser chifrada”, disse à Veja. Roberta, no entanto, soube separar as coisas e hoje continua apoiando o ex-delegado, asilado na Suíça por conta de uma condenação Brasil, por desvio funcional no caso da operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.   Roberta também permaneceu filiada ao PCdoB, partido de Protógenes, e só separou depois da campanha de 2014, para não atrapalhar a campanha à reeleição do então marido. Sua página no Facebook revela um pouco do que pensa. Ela postou uma reportagem sobre o prefeito de São Paulo e escreveu: “Doria e seu sonho de ser o Lula”. Crítica da Lava Jato e ironizou a notícia de que Adriana Ancelmo, depois de presa, se separaria do ex-governador Sérgio Cabral: “Acabou a mamata, acabou o amor… será que algum dia ele existiu?” Chamou o impeachment pelo que é: golpe.   Na rede, não deixa de falar de suas preferências pessoais, como vestido de casamento e música.   Roberta namorou o ex-prefeito de Jaguariúna, depois da separação de Protógenes, se preparou para desfilar em escola de samba e planejou escrever um livro para dar dicas de gastronomia para quem quer emagrecer – ela disse que perdeu mais de 30 quilos mudança de hábitos alimentares. Aos 32 anos, Roberta, no campo pessoal, tem sonhos e planos como toda mulher da sua idade. O que a difere é a sensibilidade social. Depois que anunciou que doaria 500 mil reais a Lula e sugeriu uma vaquinha, foi criticada por gente que acredita pertencer ao mesmo mundo que ela. “Que tal doar para mim também? Perdi quase tudo que meu suor conquistou com as trapalhadas dos socialistas. Aceito $ 100.000,00. Já ajuda”, escreveu um deles na rede social. Os outros vão na mesma linha. São provavelmente da mesma massa que se informa pelo Jornal Nacional e não entenderam nada sobre o que foi governo Lula nem sobre os propósitos de Roberta. Roberta acredita que, com o golpe que derrubou Dilma, o Brasil foi na contramão da história e isso é ruim para os negócios. Para ela, o país precisa reduzir a desigualdade social para crescer e não cortar direitos sociais, que, no curto prazo, beneficiam apenas uma parcela muito pequena da sociedade. “Independentemente de (Lula) ser ou não candidato, este dinheiro vai permitir a Lula sair pelo Brasil espalhando esperança. Não podemos perder a crença na política. Precisamos de união”, disse.   Os críticos de Roberta, seguidores do Pato da Fiesp, se comportam como os brancos pobres da época em que a sociedade ainda era escravocrata. Repetem o que ouvem e acham que são ricos. Não passam de massa de manobra de uns poucos brasileiros. Quem conhece a riqueza sabe que, até para explorar, o Brasil precisa de inclusão social, e não o contrário.   Joaquim de Carvalho é jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. joaquimgilfilho@gmail.com