SERGIO MORO E O CRISTAL PARTIDO

 – Teriam sido as imprudentes fotos dos encontros festivos de Moro com Aécio e Temer finalmente fazendo efeito? Seriam os embates entre Moro e Lula anunciados e transmitidos como se fossem lutas entre pesos pesados e nos quais Moro não teria se mostrado à altura de seu oponente? Seria simplesmente o cansaço para com uma figura midiática exposta ao extremo?, questiona Sergio Saraiva, no jornal GGN Por Sergio Saraiva, no jornal GGN A pesquisa do Instituto Ipsos divulgada pelo Estadão em 24 de setembro de 2017 não traz boas notícias para o juiz Sergio Moro. Seus índices de desaprovação pela população nunca estiveram tão altos – 45%. Ainda que quando comparado com os índices de outras personalidades pesquisadas, o índice de Moro pode não parecer tão ruim. Por exemplo, o malvado preferido de Moro – o ex-presidente Lula – tem um índice de rejeição, que mesmo em queda, é de 59%. E Michel Temer é rejeitado por 94%. Mais do que o dobro do índice de Moro. Há que se descontar, claro, que até aqui comparamos Moro com políticos tradicionais e a classe política está em baixa como nunca junto à população brasileira. Mas mesmo quando comparamos os índices de rejeição de Moro com um seu igual – o ex-ministro Joaquim Barbosa – o “o anjo vingador” do Mensalão – Moro não se sai mal. Está em um empate técnico com Barbosa. Este com 41% de rejeição e Moro com 45%.

Dilma: Globo se acha polícia, promotora e juíza

 O povo não se esquece da raiz do fascismo nas hostes dos falsos moralistas  O Conversa Afiada reproduz nota da Presidenta Dilma Rousseff: A propósito do editorial “Papel de Dilma ganha espaço na corrupção”, publicado pelo jornal “O Globo” neste sábado, 23 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff responde: 1. O Grupo Globo vem se investindo de forma ilegítima – e por razões inconfessáveis – em poder judiciário. Tenta de qualquer jeito manchar a honra da presidenta eleita Dilma Rousseff. Para isso, vem assumindo um papel pretensioso para o qual não tem investidura nem legal nem ética. 2. A empresa demonstra absoluto descompromisso com a ética jornalística exigida para o desempenho da nobre função de informar. Tanto que volta ao Jornalismo de Guerra, promovendo os assassinatos de reputação como quem distribui brindes em bancas de revistas. 3. Pródigo em se posicionar de maneira contrária aos governos do PT, o Grupo Globo tem um longo histórico de adesões aos golpes contra a democracia brasileira. E, como no passado, se arvora a assumir o papel de polícia, promotor e juiz. Condena sem provas, acusa sem ouvir o outro lado, promove um linchamento sistemático e odioso, manchando reputações em nome de um padrão moral que não possui e de compromissos com o país que jamais teve. 4. Depois de demonizar a presidenta eleita Dilma Rousseff, lançando mão de toda sorte de ataques antes, durante e depois de sua reeleição, assumindo inclusive um papel decisivo na construção do seu impeachment, o Grupo Globo se esmera agora em distorcer a realidade. 5. Dizer que a presidenta beneficiou o grupo de Eduardo Cunha e o “quadrilhão do PMDB” em esquemas de corrupção na Caixa Econômica é mentir mais uma vez para o público. A empresa rasga os fatos e encobre o seu próprio papel no impeachment e ainda no acordo que permitiu a ascensão do peemedebista – agora preso – à Presidência da Câmara dos Deputados, talvez em troca de um bloqueio à lei de regulação econômica da mídia. 6. Sobre o método de lançar acusações sem provas, promovendo julgamentos antecipados, basta apontar que o Grupo Globo chegou a editar fotos na capa do jornal, recentemente, induzindo o leitor a falsas conclusões. E, ainda, condenou Dilma mesmo ela já tendo sido absolvida, como no caso de Pasadena. 7. Vale lembrar que a condenação por tribunais midiáticos resulta muitas vezes na absolvição pela Justiça e pela História. Já o papel anti-democrático de empresas jornalísticas como a Globo é sempre lembrado pelo povo, que não esquece a raiz do fascismo nas hostes dos falsos moralistas de plantão. Depois, não adianta pedir perdão. ASSESSORIA DE IMPRENSA DILMA ROUSSEFF

Temer chicoteia empregados dos Correios

  – Governo autoriza demissões de concursados dos Correios, e nenhuma bandeira do PMDB foi queimada –   Após a aprovação da lei, criada por Temer e que autoriza a terceirização indiscriminada de todas as atividades de uma empresa, os Correios saem na frente e começam seu programa de demissão involuntária. O PDI dos Correios prevê a dispensa de um grande número de seus funcionários concursados que estão sob o regime da CLT.O PDI – Programa de Dispensa Involuntária, no qual 5,5 mil funcionários deixaram a empresa, não foi suficiente para parar a sangria. Na Dispensa Motivada, ainda não há um número, mas a direção já faz levantamento de quais setores serão atingidos.Os funcionários já foram avisados da suspensão das férias. O clima na estatal é de tensão e as greves começaram a pipocar, e atinge 20 estados e o Distrito Federal. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), foram mais de 50 dias de negociação, sem sucesso.Servidores dos Correios de Montes Claros aderem à greve nacional e fazem protesto Segundo o sindicato, cerca de 40% dos trabalhadores aderiram ao movimento; entre os motivos da paralisação, estão o fechamento de agências de todo o país e corte de investimentos. Em Montes Claros, cerca de 40% dos servidores dos Correios aderiram à greve nacional nessa quarta-feira (20). O horário de atendimento nas agências não foi alterado, mas houve a redução na escala de trabalhadores, segundo o sindicato. Com faixas e carro de som, os servidores protestaram em frente aos Correios no Centro da cidade na manhã desta quinta-feira (21).“O objetivo foi esclarecer o que está acontecendo para a população e convocar os trabalhadores que ainda não aderiram ao movimento”, explicou Haino Souza Dutra, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais.Segundo ele, a greve é por tempo indeterminado. Entre os motivos da paralisação, estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas. Com informação do G1

Lula lança projeto Brasil que O Povo Quer

 – Programa é pioneiro em participação popular  e debatem fome e miséria no Brasil –  “Fazer um chamamento à sociedade para que ela diga o Brasil que ela quer é a primeira demonstração de que o PT evoluiu e a esquerda evoluiu para compreender que o país não é nosso. Nós que somos do país”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (21), durante o lançamento da plataforma Brasil que o Povo Quer. O evento de lançamento oficial da plataforma foi realizado nesta manhã com um debate sobre Fome e Miséria no Brasil. Também participaram do ato a presidenta do PT Gleisi Hoffmann (PT-PR), a ex-ministra Tereza Campello e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), a deputada Benedita da Silva, o deputado Carlos Zarttini (PT-SP) os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE), além de representantes de movimentos sociais. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou em coletiva para a imprensa que “essa consulta que nós vamos fazer através da plataforma, de um programa para o Brasil, não visa apenas 2018, não é só um programa de governo, mas é a construção de um projeto para o Brasil, uma visão de futuro para o Brasil, e vai nos dar também ideias em 2018”. Lula ainda defendeu que “quem tem que sair com um programa não somos nós, uma pequena parte que acha que é vanguarda, mas abrir as portas para que a sociedade possa dizer que Brasil ela deseja, o que é prioritário. Para que a gente possa dizer em alto e bom som o que estamos fazendo o que o povo brasileiro deseja fazer”. “Essa nova metodologia do PT fazer programa de governo desafiando a sociedade a participar, acho que é uma inovação extraordinária. Acho que vamos colher muita coisa boa. Não vamos ter medo do que o povo vai falar”, acrescentou o ex-presidente. Márcio Pochmann apresentou a plataforma, que faz parte de um projeto mais amplo, incluindo também debates presenciais transmitidos ao vivo com lideranças políticas e especialistas, além de um relatório final que será entregue ao Diretório Nacional do PT. “Esse é um projeto para escutar a maior riqueza desse país, que é a diversidade. Diversidade de gênero, diversidade de religiões, diversidade de cultura, diversidades regionais”, afirmou Pochmann destacando o papel da plataforma para “viabilizar a participação popular”. “Dentro do espirito de escutar essas diversidades desse país, que está em uma das piores recessões que já viveu, temos condições de construir uma nova proposta. Abrindo o partindo para a sociedade, porque assim entendemos que temos condições de sair das condições dramáticas nas quais nos encontramos, explicou Pochmann. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann demonstrou ao vivo como se utiliza a plataforma, na qual é possível fazer contribuições sobre o tema em debate e avaliar as contribuições alheias com os termos “concordo”, “discordo” ou pular. A ex-ministra Tereza Campello apresentou o Mapa da Fome da ONU, destacando que o país saiu deste mapa com os governos de Lula e Dilma Rousseff e agora retorna com o golpista Michel Temer. “Conseguimos em 11 anos reduzir em 82% a população que passava fome”, destacou ela. Campello ainda explicou como o conjunto de políticas dos governos petistas contribuiu para as transformações do país. “Muita gente acha que foi só o Bolsa Família, mas não foi só isso. Porque conseguimos fazer isso? Primero, colocamos a questão da fome como prioridade”. “Como diz o Lula, colocamos o pobre no orçamento. Alertamos para questão da fome, criamos o ministério com fome no nome, era o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Construímos um conjunto de políticas que valorizou o trabalhador: valorização do salário mínimo, merenda escolar, bolsa família, fortalecimento da produção de alimentos”, explicou a ex-ministra. Ela também destacou que o governo Temer tem tanto descaso com a população mais carente que até retirou “fome” do Ministério. “Se fosse só isso: aumento do desemprego, acabou programa de cisternas, um conjunto de ações que coloca o Brasil com ameaça de voltar ao mapa da fome”. “Tem que discutir desigualdade. Estão tentando desqualificar o que fizemos dizendo que nosso governo não diminuiu desigualdade. Desigualdade é falta de acesso a água, falta de acesso a saneamento. Geladeira não é só consumo, é segurança alimentar”. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, afirmou que “esse é um canal de diálogo com o povo. Esse é nosso diferencial, de ouvir o que o povo precisa para a gente seguir”. “Estou muito incomodada com esse pessoal que fala que o Brasil não dá certo. Nós precisamos dizer para a população que vivemos em um país que deu certo, um país que pensa no povo. Essa iniciativa é importante para que a gente ouça o que o povo quer, mas principalmente para que a gente faça o povo refletir que é possível viver em um país que dá certo”. O vereador Eduardo Suplicy relembrou que “todos os candidatos a presidente em 2014, até Aécio, disseram que iam continuar e até aumentar o Bolsa Família. Até nosso candidato a vice-presidente dizia abraçar essa causa e agora está retrocedendo. O Banco Mundial, o Ipea, todos enaltecem o Bolsa Família e pessoas de todo o mundo vem ao Brasil estudar e aplicar programas semelhantes em seus países”. Benedita da Silva destacou que a fome já foi erradicada no país e agora pode retornar. “Lembro quando visitamos o Betinho e ele falou que quem tem fome tem pressa. Falo com emoção porque, talvez muitos não saibam o que é fome, mas ela não deixa você pensar, ela faz com que você se submeta, que perca a esperança. A fome tira seus sonhos, por menor que eles sejam. Quando lula se comprometeu a combater a fome, sabia que se ele não fizesse mais nada, e ele fez muito mais, nós já estaríamos contemplados como negros, pobres”. Da Redação da Agência PT de Notícias

Psicologia recorre contra liminar da cura gay

 – O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu entrar na Justiça com agravo de instrumento contra a liminar do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, que autorizou o atendimento e a pesquisa sobre “reversão sexual”. – A proposta do juiz causou grande reação pelo país contra o que seria uma espécie de autorização para a chamada “cura gay”. O Conselho apresentou o recurso na tarde de quinta-feira em defesa da resolução 01/99, que veda o tratamento. De acordo com o CFP, que ainda não divulgou a íntegra do recurso, a liminar abre “perigosa possibilidade de uso de terapias de (re)orientação sexual” e corrobora com “uma violação dos direitos humanos”, sem “qualquer embasamento científico”. A Justiça Federal do Distrito Federal tomou uma decisão, em caráter liminar, que deixa psicólogos livres para oferecer tratamentos contra a homossexualidade. A medida, que acolheu parcialmente o pedido de uma ação popular, impede que o Conselho proíba os psicólogos do país de prestar atendimento referente à orientação sexual.

Palácio do Planalto está infestado de baratas

 – Além de políticos e empresários, passaram a circular outros visitantes indesejáveis na entrada do Palácio do Planalto –  Na semana passada, baratas foram vistas saindo de suportes de energia elétrica próximos à galeria de retratos dos presidentes brasileiros, no andar térreo. No último dia 13, meia dúzia delas disparou da estrutura no chão quando uma servidora da limpeza espirrou inseticida. A debandada das baratas pegou de surpresa quem estava por perto, assustou uma funcionária pública e fez com que um dos insetos subisse no repórter da Folha. A explicação para o infortúnio foi dada pela secretaria de administração do Planalto. Na terça-feira (19), foi realizado um reforço na dedetização no andar térreo. “Nas áreas em que eventualmente ocorram o surgimento de insetos, a empresa responsável efetua a reaplicação do inseticida”, disse. Segundo a secretaria, o reforço no andar térreo já estava programado anteriormente. As dedetizações no Planalto são realizadas trimestralmente de forma geral, com reforços “quando necessário”. As informações são de reportagem de Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo.

2018 sem candidatura Lula é ilegitimidade pré-urna

 O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, repercute a pesquisa do Instituto Paraná que mostra que 62,8% dos brasileiros não querem veem ninguém capaz de substituir Lula no pleito presidencial de 2018. “Esta é a regra básica: não se decide – sejam juízes, sejam partidos – pelo povo. Quem a descumpre, cria um governo perigoso, porque ilegítimo. Porque, das duas uma: ou vai ser imprudente, correndo atrás de legitimar-se rápido e a todo custo, ou vai viver acuado pela própria ilegitimidade, o que nem precisa ser demonstrado, basta olhar para o que temos, é rota certa para o desastre”, afirma Brito Segue a matéria do Tijolaço 2018 sem candidatura Lula é “ilegitimidade” pré-urna Na BBC, a senadora Gleisi Hoffman levanta a questão. Pressionado pela constatação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente poderá ser candidato a presidente, o PT trabalha com um plano C para as eleições de 2018: o boicote. Nesse caso, além de não disputar a Presidência, um dos maiores partidos brasileiros também não lançaria candidatos ao Senado ou à Câmara dos Deputados e se dedicaria a uma corrida internacional para propalar o que considera mais uma rachadura na democracia do país. “O que estamos denunciando é que o impedimento de Lula seria uma fraude nas eleições. (O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato. É um processo que não tem base jurídica”, afirmou à BBC Brasil a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann. E não fala a partir do nada. O Instituto Paraná Pesquisas, insuspeito de “lulismos”, diz, segundo o site Poder360, que 62,8% dos brasileiros ouvidos em pesquisa dizem que não concordam com que Lula seja “substituído” por alguém como candidato em 2018. Claro que há aí alguns adversários do ex-presidente, em busca do prazer supremo de derrotá-lo eleitoralmente. Ainda assim, seja por amor ou ódio é sinal claro de que há uma ampla maioria que que não quer um processo eleitoral com sua substituição. Dificilmente a ideia de boicote prosperará, é claro. Nem na ditadura, com seu “Cacareco” – um rinoceronte do Zoológico do Rio que se tornou símbolo do voto nulo – ela empolgou maiorias. O povo preferiu votar no “possível” e, assim, até uma figura inexpressiva como Francisco Negrão de Lima, cuja marca na história foi seu chapéu gelot, acabou por vencer as eleições para o Governo da Guanabara, então a de maior repercussão nacional. Esta é a regra básica: não se decide – sejam juízes, sejam partidos – pelo povo. Quem a descumpre, cria um governo perigoso, porque ilegítimo. Porque, das duas uma: ou vai ser imprudente, correndo atrás de legitimar-se rápido e a todo custo, ou vai viver acuado pela própria ilegitimidade, o que nem precisa ser demonstrado, basta olhar para o que temos, é rota certa para o desastre.

Dodge de 1961 vai carregar Temer e estancar a sangria

 – Nomeada com a bênção de Gilmar Mendes, o principal aliado de Temer dentro do STF, secundado por Alexandre de Moraes, Dodge é a principal moeda de troca que o governo ofereceu aos seus aliados – * Por Alex Solnik – Via 247 Pelo que se pode deduzir do episódio em que foi nomeada – seu encontro secreto com o presidente no Jaburu nunca foi explicado de forma convincente – uma coisa é certa: em vez de usar as flechas do bambuzal, como seu antecessor, Raquel Dodge, a nova chefe da PGR e do MPF vai atuar para estancar a sangria que Janot provocou no governo Temer – não que faltassem motivos para tal; Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima não estão presos por excesso de virtude. Nomeada com a bênção de Gilmar Mendes, o principal aliado de Temer dentro do STF, secundado por Alexandre de Moraes, Dodge é a principal moeda de troca que o governo ofereceu aos seus aliados.Ela representa a promessa de que o tempo em que os peemedebistas de Temer, seja no Senado, na Câmara ou no governo eram denunciados a torto e a direito chegou ao fim.Isso é muito melhor do que qualquer outra contrapartida que Temer poderia oferecer aos investigados e/ou denunciados para votarem nele a segunda denúncia de Janot, que a essa altura é natimorta.Só não digo que Dodge vai matar no peito – expressão célebre atribuída ao ministro do STF Luiz Fux – por razões óbvias, mas suspeito que, se os homens de Temer já tinham um foro privilegiado, agora passam a ter dois.Finalmente Jucá foi atendido. * Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão” e “O domador de sonhos” Raquel Elias Ferreira Dodge, nasceu na cidade Morrinhos, no estado de Goiás em 26 de julho de 1961. É bacharel em direito pela Universidade de Brasília e mestre em direito pela Universidade de Harvard. Membro do Ministério Público Federal.

SAMUEL ROSA CRITICA CORRUPÇÃO DE TEMER

– O vocalista e guitarrista do grupo Skank foi garoto propaganda de Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014 –  Há três anos, Samuel Rosa veio a público para promover Aécio Neves, o príncipe da corrupção. O cantor Samuel Rosa, do Skank, criticou no Rock in Rio a corrupção no governo de Michel Temer, que existe graças ao senador tucano; aparentemente zangado, Rosa puxou o ‘Fora, Temer’; “O nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo, onde devia, neste leva e trás de malas, de milhões, dinheiro que devia estar indo para mais leitos dos hospitais, para a educação, para a nossa criançada que está no crime, para formar cidadãos, para as estradas”. A demagogia barata do aecista Samuel Rosa ao discursar contra a corrupção no Rock in Rio. Por Joaquim de Carvalho – DCM Samuel Rosa é um saltimbanco, mas quer ser sacerdoteNo Rock in Rio que já pode ser chamado de edição “Fora, Temer”, o roqueiro Samuel Rosa resolveu faturar. Num discurso com palavras que poderiam sair da boca de Deltan Dallagnol, ele disse: “O nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo, onde devia, neste leva e trás de malas, de milhões, dinheiro que devia estar indo para mais leitos dos hospitais, para a educação, para a nossa criançada que está no crime, para formar cidadãos, para as estradas”, disse. Há três anos, Samuel Rosa veio a público para promover Aécio Neves, o príncipe da corrupção: “Esse aval fantástico de todas essas pessoas que estão aqui hoje é prova da importância do Aécio, da sua determinação, da sua vontade de fazer as coisas, do seu perfil político, e pode ter certeza, Aécio, que, onde você estiver, mesmo nos abandonando temporariamente, deixando o Estado de Minas Gerais, eu sei que você tem Minas como prioridade, guarda o Estado no seu coração, o seu Estado, o Estado da sua família, também o nosso. Mas saiba que nós também te guardamos no coração, e vamos te seguindo aí, vamos juntos, porque, assim como o Brasil, Minas também quer andar para a frente”. Há um grupo de artistas que costumam ser pagos para declarar apoio a candidatos, direta ou indiretamente, mas não parece ser este o caso de Samuel Rosa. Ele sempre fechou com Aécio Neves. Ignorância? Ingenuidade? Laços afetivos? Identificação pessoal? Difícil dizer. No Rock in Rio de 2013, ele já havia feito um discurso no palco contra a corrupção. Só que, na época, seu alvo foi exclusivamente os petistas, por conta do mensalão. Ele foi cobrado nas redes sociais pela seletividade da crítica. Tinha apoiado Aécio em 2010 e foi lembrado de que o mensalão mineiro precedeu o de Brasília. Em 2014, mergulhou de cabeça na campanha de Aécio. Agora, no Rock in Rio de 2017, falou de crise moral e ética. E fez um “apelo”para os políticos: para não tornar difícil ao povo a tarefa de enxergar neles “um pouco de integridade”. Teria sido mais honesto dizer: “olha, pessoal, foi mau. Eu pedi a vocês para votar no Aécio, dizer que ele era um grande cara e vimos que não passa de um corrupto vulgar. Desculpa aí.” Em vez disso, preferiu falar dos políticos de forma genética: “Vocês são piores do que ladrão (sic). Vocês matam gente. Essa é a verdade.” Uma frase atribuída a um pensador italiano Giuseppe Mazzini, pilar da unificação do país, define o artista como uma das duas coisas: “Ou ele é um alto sacerdote, ou então um saltimbanco mais ou menos esperto. Definitivamente, o líder do Skank tem falhado na tentativa de se apresentar como alto sacerdote.

STF continua refém dos corruptos e canalhas

 – AÉCIO ADIA JULGAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERL. O MOTIVO: VIAGEM DO SEU ADVOGADO A PORTUGAL – Responsável pelo golpe que destruiu a economia e a imagem do Brasil, colocando no poder Michel Temer, denunciado como chefe de quadrilha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) mostrou nesta sexta-feira que ainda manda muito no País, embora seja rejeitado por mais de 90% dos brasileiros; em razão da viagem de férias de seu advogado a Portugal, ele pediu ao Supremo Tribunal Federal que seu pedido de prisão, engavetado há mais um mês, fosse novamente adiado; o procurador Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio em razão das malas de R$ 2 milhões da JBS entregues a seu primo   – Engavetado há mais de um mês no Supremo Tribunal Federal, o julgamento do pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB) foi adiado novamente. Ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, Aécio alegou que os dois advogados que o defendem não poderão participar da sessão da Corte, que já estava marcada para a próxima terça-feira, 19. Alberto Zacharias Toron diz, no texto, que estará em Portugal a partir de amanhã (16/9), e lá ficará até 24 de setembro. Argumenta que a viagem já estava marcada “há tempos”. O outro defensor de Aécio, José Eduardo Alkmin, alega que estará defendendo outro cliente, no âmbito do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em uma sessão marcada anteriormente à do STF. O ministro Marco Aurélio Mello decidiu adiar a análise para 26 de setembro. O pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi feito no dia 31 de julho, o terceiro pedido de prisão após a homologação das delações da JBS. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.