Roberta Luchsinger justifica doaçao para Lula

– Minha luta é pelo social, diz herdeira de banco suíço que doou R$ 500 mil ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva A herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse Roberta Luchsinger, que causou polêmica na última sexta-feira ao decidir doar R$ 500 mil ao ex-presidente Lula, depois que o ex-presidente teve todos os seus bens e investimentos bloqueados por decisão do juiz Sergio Moro, comentou o seu gesto. “Minha luta é pelo social!!!”, postou ela em sua página no Facebook na sexta-feira (11), em resposta aos críticos. Ontem (sábado 12), ela divulgou uma nova mensagem sobre o seu gesto. Leia abaixo a íntegra: “Venho por meio dessa mensagem ressaltar a todos vocês que a causa que defendo com meu coração, minha alma e meus recursos, é a causa social – a causa dos menos favorecidos. Meu objetivo é fomentar a educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros, assim como acesso à saúde , à tecnologia e cultura. Ressalto ainda , que meu engajamento na política terá como objetivo maior a erradicação da pobreza e da miséria. Conto com a compreensão e apoio de todos vocês, porque juntos somos mais fortes”.
STF SUSPENDE INQUÉRITO CONTRA TEMER

– O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin suspendeu hoje (10) a tramitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer – Com a decisão, a denúncia ficará suspensa até o fim do ano que vem, quando o presidente deixará o mandato e poderá voltar a ser investigado na primeira instância da Justiça ou novamente no Supremo, se assumir algum cargo com foro privilegiado no governo federal. No caso do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, que também foi denunciado, ele responderá às acusações acusações na primeira instância da Justiça Federal em Brasília. A autorização prévia da Câmara para processar o presidente da República está prevista no Artigo 86 da Constituição: “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”. Denúncia No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente Michel Temer ao Supremo pelo crime de corrupção passiva. A acusação está baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa, com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu, também é uma das provas usadas no processo. O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também foi denunciado pelo procurador pelo mesmo crime. Loures foi preso no dia 3 de junho por determinação do ministro Edson Fachin. Em abril, Loures foi flagrado recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. Durante a investigação, a defesa de Temer questionou a legalidade das gravações e os benefícios concedidos ao empresário Joesley Batista pela PGR na assinatura do acordo de delação premiada. André Richter – Repórter da Agência Brasil
Após comprar deputados, Temer estoura meta fiscal

– Michel Temer deve anunciar nesta quinta-feira 10 a revisão de sua meta fiscal, que passa de um rombo de R$ 139 bilhões para cerca de R$ 159 bilhões – A decisão foi tomada pelo governo após uma reunião entre Temer e a equipe econômica que durou quase cinco horas no Palácio do Planalto. Isso depois de Temer ter torrado nada menos que cerca de R$ 14 bilhões em emendas parlamentares e favores aos deputados federais para se safar de denúncia de corrupção na Câmara. O anúncio da elevação de R$ 20 bilhões no rombo revela o fracasso da política econômica do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que prometeu ajuste fiscal, mas produziu o maior rombo orçamentário da história do País. Segundo a colunista Miriam Leitão, do Globo, o núcleo político defende que a revisão eleve a meta para um rombo ainda maior: até R$ 170 bi.
O fim do mundo chegou para as universidades

– Este é o ponto em que nos encontramos: diversas universidades federais brasileiras estão na iminência de interromper suas atividades, de cancelar seu calendário acadêmico, por conta do estrangulamento financeiro imposto pelo governo Temer. – .Fato, não se trata de uma situação propriamente nova. Mesmo que distem anos, ainda é fácil lembrar dos governos de Fernando Henrique Cardoso, em que a mesmíssima situação se fez presente. Atesto tal realidade enquanto testemunho pessoal. À época, era reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e tinha como um de meus principais desafios administrar um orçamento exíguo.Contudo, espanta que o reencontro com essa situação ocorra de modo tão apático, sem gerar quase nenhuma forma de escândalo. É curioso notar que, não faz tanto tempo, a mera mudança na forma de organização do Enem fora capaz de sacudir a mídia brasileira, produzindo reações indignadas – as quais ocuparam noticiários televisivos e capas de jornais e revistas por dias a fio.Eis, por outro lado, uma realidade quase sonegada atualmente.Estudo conduzido pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aponta para um corte de 30% no valor total liberado às universidades e instituições federais de ensino técnico para custeio, além da restrição de 60% no valor designado para investimentos. Na risca do lápis, nada menos que R$ 2,1 bilhões estão retidos pelo governo Temer. Considere-se ainda que o orçamento previsto para o ensino técnico e superior federal já havia sido reduzido na ordem de 11% entre 2016 e 2017.O estrangulamento de recursos também é uma das marcas da nova política de concessão de bolsas a pesquisadores e estudantes pelo governo Temer. De início, registre-se, antes mesmo do corte de verbas, o corte do número de bolsas oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 2015, eram distribuídas mais de 163 mil bolsas. Atualmente, esse número reduziu-se a menos da metade (80 mil). As bolsas de mestrado e doutorado estão incluídas nessa devastação. Se em 2015 eram oferecidas cerca de 19 mil em cada modalidade, hoje não passam de aproximadamente 8 mil cada.Contudo, a situação se agravou ainda mais esse ano. Mesmo as poucas bolsas sobreviventes correm o risco de não serem pagas. Notícia recente dá conta de que o CNPq esgotou todo o seu orçamento para tal atividade, possuindo recursos para pagar as bolsas apenas até agosto – pagamento que deverá ser feito no início de setembro.Como consequência, diversas universidades podem se ver obrigadas a simplesmente interromper suas atividades de pós-graduação, ferindo de morte várias iniciativas relacionadas ao campo da pesquisa acadêmica. É o caso, por exemplo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nota divulgada pela reitoria da instituição lembra que o programa de iniciação científica, em vigor desde 1951, “nunca sofreu descontinuidade mesmo em momentos mais graves de crise econômica e durante governos de diferentes matizes ideológicas”.A minuta divulgada pela Andifes ainda lembra outras dificuldades que se avizinham para as universidades: necessidade de restrição da força de trabalho contratada, dificuldade para pagamento de elementos básicos para funcionamento (como energia elétrica e água), restrição no orçamento para compra de insumos para atividades de aula e para a manutenção dos cursos, paralisação de obras em andamento, além da quase completa interrupção da política de compra de livros para bibliotecas.O futuro da Educação Superior e pesquisa no país é, portanto, estonteante. Junte-se a isso outras iniciativas nefastas, como a que pretende por fim à política de diálogo e aproximação entre os países do continente posta em prática com a criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), localizada em Foz do Iguaçu (PR), e teremos um cenário de verdadeiro desespero.Mesmo assim, vemos os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia atuando de maneira inerme, sem esboçar qualquer tipo de reação. Trata-se de algo inconcebível.Não há dúvidas de que o governo Temer seja um celeiro de motivos para indignação. Contudo, o que se passa quanto a Educação Superior no país é de gravidade maior. Cabe a nós, portanto, fazer com que tal questão ganhe a dimensão que verdadeiramente merece.
Tucana quer punir quem a chamou de ‘gostosa’

A deputada Shéridan Oliveira foi vítima de um comentário machista durante votação de denúncia contra Michel Temer no plenário. Do Blog de Dimas Roque – A deputada Sheridan, filiada ao PSDB de Roraima, que foi chamada de “gostosa” por um dos deputados durante a votação na Câmara e que salvou o presidente Michel Temer de ser investigado, resolveu tirar essa história a limpo. Ela decidiu entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara pedindo a investigação e quer saber quem foi. Ausente no dia, Sheridan foi avisada pela filha sobre o ocorrido e se sentiu agredida em sua honra. Caso o Conselho de Ética acate a representação da deputada, acontecerá no parlamento um fato inusitado que é a investigação de um parlamentar por emitir a sua opinião no plenário da Câmara e que para a deputada agredida, foi ofensivo.
FOLHA RECONHECE HIPOCRISIA DO GOLPE

Em editorial publicado nesta terça-feira 8, a Folha de S.Paulo reconhece a hipocrisia do golpe que tirou Dilma Rousseff da presidência da República, mas defende a continuidade do programa de reformas colocado em prática por seu sucessor, Michel Temer. “O processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) não se deu sem farta dose de hipocrisia: o Congresso, que depôs uma presidente acusada de má-fé na gestão do Orçamento, nunca havia zelado, até então, pelo manejo criterioso das finanças públicas”, admite a publicação. “Em um arranjo descrito como semiparlamentarista, Michel Temer (PMDB) arregimentou as forças majoritárias do Congresso para um programa ambicioso de reformas, conduzido, reconheça-se, com unidade e eficiência. Isso, claro, até a delação da JBS demolir a credibilidade do chefe de governo”, prossegue. O jornal elogia, em seguida, a “movimentação” do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), “em defesa da política econômica e, em particular, da reforma da Previdência”, e cobra o comprometimento do PSDB e de governadores em prol das reformas.
PSDB DEFENDERÁ PARLAMENTARISMO NA TV

-Depois de perder quatro eleições presidenciais, duas para Lula e duas para Dilma, e conquistar o poder por meio de um golpe parlamentar contra a democracia brasileira, o PSDB defenderá em sua propaganda partidária, que irá ao ar no próximo dia 17, que o Brasil adote o sistema parlamentarista de governo – O motivo da adesão ao parlamentarismo – rejeitado pela população brasileira em dois plebiscitos – é o fato de os tucanos não terem hoje um candidato competitivo para enfrentar o ex-presidente Lula, que lidera todas as pesquisas. De acordo com as principais sondagens, ele enfrentaria o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no segundo turno e a aliança golpista – formada por PSDB e PMDB – não chegaria ao segundo turno. Além disso, o PSDB não possui um nome de consenso. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também foi citado em diversas delações e as pesquisas de intenção de voto não animam o partido a apoiar suas pretensões ao Planalto. O prefeito da capital paulista, João Doria, também enfrenta resistências internas, incluindo a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E Aécio Neves tem um pedido de prisão esperando para ser julgado pelo STF. As informações sobre a adesão tucana ao parlamentarismo são do colunista Lauro Jardim: O indeciso PSDB está preparando o seu programa de TV, que vai ao ar na quinta-feira que vem, dia 17. Prudentemente, vai esconder a cara dos seus líderes. Aécio Neves, então, nem pensar. No programa, narrado por um locutor profissional, o PSDB fará a defesa do parlamentarismo como forma de sair da crise
TEMER E GILMAR TÊM NOVO ENCONTRO SECRETO

– Michel Temer e o ministro Gilmar Mendes, do STF, tiveram mais um encontro fora da agenda oficial da Presidência; o peemedebista recebeu o magistrado na noite deste domingo no palácio do Jaburu – – Após se reunir nessse domingo (6) com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), no Palácio do Planalto, Michel Temer recebeu à noite, no Palácio do Jaburu, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Além de ministro do STF, Gilmar Mendes é também o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Jaburu, além de Gilmar Mendes, esteve o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco (PMDB-RJ). O encontro da noite deste domingo não constava da agenda oficial de Temer. As informações são de reportagem de Andréia Sadi G1.
TEMER JÁ COMEMORA A SAÍDA DE JANOT DA PGR

A sangria foi estancada. Poucos dias depois de se safar da denúncia de corrupção passiva na Câmara dos Deputados, numa operação que custou R$ 13,4 bilhões ao País, entre emendas e outros favores aos parlamentares, Michel Temer já comemora, por antecipação, a saída de Rodrigo Janot da procuradoria-geral da República em setembro – Aparentemente, Michel Temer conseguiu estancar a sangria da Operação Lava Jato. Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, seu mais fiel aliado na mídia, ele já comemora, por antecipação, a saída de Rodrigo Janot da Procuradoria-Geral da República. Segundo Temer, ao denunciá-lo, assim como a outros integrantes de seu governo, como Eliseu Padilha e Moreira Franco, Janot agia como político. “Sabe quando o procurador fez isso, embora esse processo esteja correndo há três anos? Às vésperas da votação do Congresso, o que está a significar que, na verdade, ele passou a ter uma atuação muito mais de natureza política, e quase pessoal, do tipo ‘quero ver qual é o time que ganha’, e não a sua função institucional. Não se trata de disputas pessoais. Nem ele deve ter disputa pessoal com o presidente da República, muito menos eu terei com ele. Jamais lhe daria essa satisfação. Lamento é que ele, a todo momento, anuncie que vai fazer uma nova denúncia, baseada nos mesmos fatos. É um gestual político, institucionalmente condenável”, disse Temer. Janot alega que investiga fatos – e não pessoas – e lembra que as provas do caso JBS, como as malas de dinheiro entregues a Rodrigo Rocha Loures e prepostos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), são irrefutáveis. E Temer não menciona que sua salvação custou R$ 13,4 bilhões ao País, em favores aos deputados. Temer disse ainda que vai seguir com suas reformas, rechaçadas por uma população em que só 4% o apoiam, e prevê que terá o apoio do PSDB. “Mas será que eles votam contra o Brasil? Eu não acredito que eles votem contra o Brasil”, afirmou. Ele também disse não temer as delações de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha. “As pessoas estão cansadas disso. Primeiro, não conheço Lúcio Funaro, segundo, não sei o que ele vai dizer. Portanto, não posso falar sobre hipóteses. Não tenho nenhuma preocupação com isso. Eduardo Cunha, sim, foi líder do PMDB, foi presidente da Câmara. Às vezes me perguntam, como é que você falava com ele? Meu Deus, estou falando com o líder do PMDB, com o presidente da Câmara… E eu não devo falar com ele?”, questionou. Ele afirmou ainda que a chegada de Raquel Dodge à PGR dará “rumo correto” à Lava Jato. “Ninguém nunca pretendeu destruir a Lava Jato. Eu não ouvi o depoimento de nenhum agente público que dissesse vamos paralisar a Lava Jato, ninguém. Muito menos de ministros do Supremo ou membros da Procuradoria ou do governo. Ninguém disse isso.” Romero Jucá, um dos principais aliados de Temer e Aécio no golpe de 2016, confessou que o grande objetivo sempre foi estancar a sangria.
Operação abafa contra corrupção é visível

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso afirmou que existe uma legião de pessoas que gostaria que o Brasil continue a ser o País feio e desonesto que criamos – Um dia depois de a Câmara dos Deputados barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso afirmou que a “operação abafa” contra a corrupção é visível. Para Barroso, existe uma legião de pessoas que gostaria que o Brasil continue a ser “o País feio e desonesto que criamos”. “A operação abafa é uma realidade visível e ostensiva no Brasil de hoje. Há muita resistência às mudanças que precisam ser feitas”, disse o ministro, após participar do 6º Simpósio de Direito Empresarial da Aliança de Advocacia Empresarial (Alae). “Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem ficar honestos nem daqui para frente, continuando com o modus operandi de achaque mesmo depois da ação penal 470 (do mensalão) e de três anos de Operação Lava Jato”. Segundo o ministro, “estas pessoas têm aliados importantes em toda parte, nos altos escalões da República, na imprensa e nos lugares onde a gente menos imagina.” O ministro do STF, no entanto, se mostrou otimista. “A fotografia do momento pode dar a impressão de que o crime compensa. Mas acho que esta é uma impressão enganosa. O Brasil já mudou e nada será como antes”, afirmou. Barroso defende uma aproximação do sistema político com a população e o barateamento dos custos das eleições.