Denúncia contra Temer esfrega na cara o golpe dos corruptos

Houve um golpe em 2016 e só resta admitir o ‘engano’ a quem foi às ruas para depor uma presidenta eleita com o pretexto de lutar pelo combate à corrupção. A denúncia apresentada contra Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Rocha Loures e Ricardo Saud, reforça que levar o impeachment a cabo era, como já confessado, a solução mais fácil para barrar a Operação Lava Jato e manter o saque aos cofres públicos. Segundo o procurador geral da república, Rodrigo Janot, os denunciados formaram um núcleo político para obstruir a justiça e praticar crimes contra empresas e órgãos públicos. O montante de propinas com o esquema que montaram supera R$ 587,1 milhões, arrecadados via Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. A denúncia rompe o acordo de delação premiada obtido pelos executivos da J&F que previa imunidade pelos crimes que confessaram. Ao contrário do que disse ao conspirar pela queda de Dilma Rousseff, de que era um vice decorativo, Janot revelou que Temer é na verdade o chefe da organização criminosa e que “ao entrar na base do governo Lula, mapeou, de pronto, as oportunidades na Petrobras.” A segunda denúncia contra Temer confirma que o país está sob o comando de um governo que ao invés de negociações políticas, se sustenta com “negociatas ilícitas” para comprar apoio parlamentar com dinheiro público. Os deputados terão o desplante de não autorizar a investigação da nova denúncia no Supremo Tribunal federal? Ao barrar a primeira, muitos deputados alegaram que outro processo de impeachment poderia parar o Brasil. Não vai dar pra usar essa desculpa. É parar ou autorizar por mais um ano que o país siga sob o comando de um chefe de quadrilha. Michel Temer virou uma espécie de rola-bosta falsificado que não dá conta de arrastar os excrementos que acumulou com seus aliados ao golpe. Por LUCIANA OLIVEIRA – Jornalista de Porto Velho, Rondônia, e membro da Comissão Nacional de Blogueiros
PEDIDO DE PRISÃO DE AÉCIO VAI A JULGAMENTO

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio, o relator do caso) vai finalmente julgar o pedido de prisão contra Aécio Neves (PSDB-MG) na terça-feira (20); pedida pela Procuradoria-Geral da República, a prisão de Aécio estava na gaveta do ministro Marco Aurélio Mello há mais de um mês; para o ministro Edson Fachin, se continuar solto, Aécio poderá obstruir as investigações sobre a delação da JBS – Um novo pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) será julgado no STF: o ministro Marco Aurélio pautou para terça-feira (19) o recurso da Procuradoria-Geral República na Primeira Turma do Supremo (Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio, o relator), informa o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Este é o terceiro pedido da PGR sobre o assunto. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se continuar solto, Aécio pode obstruir as investigações sobre a delação da JBS. Aécio teve o recurso concedido nas outras duas vezes e o resultado deve se repetir na terça-feira. Se vitorioso, o senador mineiro deverá “colocar a cabeça fora da toca” a partir da quarta-feira (20). Confira a matéria anterior do 247 sobre o assunto: Pedido de prisão de Aécio está há um mês na gaveta de Marco AurélioDescansa há exatos 32 dias no escaninho do ministro Marco Aurélio Mello, no Supremo Tribunal Federal, o pedido de prisão contra o senador Aécio Neves, presidente afastado do PSDB. Pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi feito no dia 31 de julho, o terceiro pedido de prisão após a homologação das delações da JBS. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. Ao negar pedido de Janot, Marco Aurélio disse que Aécio tem uma carreira política elogiável (leia mais). Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato. A questão deverá ser analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.
PGR apresentou uma nova denúncia contra Temer

-JANOT DENUNCIA TEMER POR OBSTRUÇÃO E COMANDO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa. De acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões, arrecadados de empresas e órgãos públicos, entre os quais ais Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. Além de Temer, também foram denunciados seus principais auxiliares: Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o diretor de relações institucionais da holding, Ricardo Saud, também foram denunciados. Janot entendeu que houve descumprimento dos termos do acordo de delação premiada. Na última sexta, ao expedir mandado de prisão de Joesley, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu os efeitos do acordo. Agora, o procurador-geral decidiu pedir a rescisão do compromisso. Leia também reportagem da Agência Brasil sobre a segunda denúncia contra Michel Temer: Janot denuncia Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Nesta segunda denúncia, Janot acusa o presidente dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. De acordo com o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Na acusação sobre obstrução de Justiça, Janot sustenta que Temer atuou para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados do mesmo crime. Imunidade Joesley e Saud foram incluídos na acusação de obstrução porque perderam hoje (14) a imunidade penal após o procurador concluir que os acusados omitiram informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada. Durante a investigação, a defesa de Temer questionou os benefícios concedidos a Joesley Batista pela PGR no acordo de delação. Tramitação Com a chegada da denúncia ao STF, a Câmara dos Deputados precisará fazer outra votação para decidir sobre a autorização prévia para o prosseguimento do processo na Suprema Corte. O Supremo não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados. A autorização prévia para processar o presidente da República está prevista na Constituição. A regra está no Artigo 86: “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”. O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente pelo suposto crime de corrupção não foi autorizada pela Câmara. A acusação estava baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista também foi uma das provas usadas no processo.
O Brasil trocou uma mulher honesta por um ladrão

Quem vê de fora não conseguirá jamais entender o Brasil. Que país é esse em que a população sai às ruas e se veste com as cores nacionais para protestar contra a corrupção e, ao longo desse processo, depõe uma presidente honesta e a substitui por um chefe de quadrilha, segundo a Polícia Federal? Pois foi isso o que aconteceu no Brasil. De acordo com o organograma apresentado hoje pelos policiais federais, Temer é o chefe de uma máfia montada para assaltar o País. Entre seus amigos, há vários presos. Um deles, Geddel Vieira Lima, apanhado num bunker onde se fez a maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil: R$ 51 milhões. Outro, Eduardo Cunha, flagrado com várias contas no exterior. No powerpoint da PF, aparecem ainda o presidiário Henrique Eduardo Alves e outros, como Moreira Franco e Eliseu Padilha, que se mantêm protegidos graças ao foro privilegiado. Usurpadores do poder, os amigos de Temer, ao que tudo indica, continuaram assaltando o Estado. Nesta terça-feira, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma investigação contra Temer e Rodrigo Rocha Loures, seu homem da mala, por propinas pagas no Porto de Santos (SP) pela empresa Rodrimar. Contra a presidente legítima Dilma Rousseff, no entanto, não há a acusação de que ela tenha desviado um clips do Palácio do Planalto. Ter Temer e sua quadrilha (segundo a PF) no poder é uma situação vexatória para o Brasil e a única saída digna seria a anulação do golpe e um pedido coletivo de desculpas a Dilma. Mas isso, evidentemente, não acontecerá graças ao povo brasileiro, que protestou contra a corrupção para instalar uma máfia no poder. Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a nova investigação contra Temer: André Richter – Repórter da Agência BrasilO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu hoje (12) abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de mais dois empresários, por suspeitas de crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O pedido de abertura de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar suspeitas de recebimento de vantagens indevidas dos envolvidos pelo suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017). O pedido de abertura do inquérito chegou ao Supremo em junho e foi remetido ao ministro Edson Fachin. Ao receber o processo, o ministro entendeu que o caso deveria ser redistribuído a outro integrante da Corte por não ter conexão com o inquérito que envolve Temer a partir das delações da JBS. Nesta semana, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou uma nova distribuição e Barroso foi escolhido o novo relator. Para Janot, a edição do decreto “contemplou, ao menos em parte, as demandas” de Rocha Loures em favor da Rodrimar. Com a decisão do ministro Barroso, também serão investigados os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa. TEMER TAMBÉM LEVOU PROPINA EM ANGRA 3 – Na delação premiada que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, o corretor financeiro Lúcio Funaro afirmou que Michel Temer “sempre soube” e “se beneficiou” de pagamentos de propina em contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Segundo a jornalista Lydia Medeiros, Funaro elencou quatro pessoas como operadores de Temer: José Yunes, seu ex- assessor, Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, Marcelo Azeredo e o coronel João Batista Lima Filho. Yunes seria o principal intermediário e usava a empresa de Lima, a Argeplan, para lavar os ganhos indevidos com o contrato de Angra 3.
PF: TEMER DECIDIA NO QUADRILHÃO DO PMDB

– Presidente ladrão e ilegítimo também recebeu R$ 31,5 milhões de vantagens – Em relatório encaminhado na segunda-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal afirmou que Michel Temer recebeu R$ 31,5 milhões de vantagens por participar do chamado “quadrilhão do PMDB”, organização criminosa formada por políticos, que atuou na Petrobrás e na administração federal. O relatório da investigação, que teve início em 2015, era aguardado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Segundo a PF, além de Michel Temer, também integram a organização criminosa dentro do PMDB: os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves; o ex-ministro Geddel Vieira Lima; e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. De acordo com a PF, Temer possuía poder de decisão do PMDB da Câmara para indicar pessoas para cargos estratégicos e também para fazer a articulação com empresários beneficiados nos esquemas e receber valores de doações eleitorais. A investigação mostrou, no entendimento da PF, que na organização hierárquica do PMDB da Câmara Temer seria uma figura semelhante a Eduardo Cunha. Para os investigadores, enquanto Cunha desenvolvia a parte obscura das negociações, Temer tinha como função oficializar os atos praticados pelo ex-deputado atualmente preso em Curitiba. Ao quantificar a vantagem indevida que Temer teria recebido, a PF elenca R$ 31,5 milhões, sendo R$500 mil por meio de Rodrigo Rocha Loures, R$ 10 milhões da Odebrecht, R$ 20 milhões do contrato PAC SMS da diretoria de Internacional da Petrobras e R$ 1 milhão entregue ao coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal do peemedebista. As informações são do blog do jornalista Fausto Macêdo. TIJOLAÇO: NO QUADRILHÃO DE TEMER, TRÊS ESTÃO PRESOS E TRÊS VENDEM O BRASIL“Dos seis integrantes do quadrilhão, três estão presos: Cunha, Alves e Geddel. Os outros três estão no Palácio do Planalto, comandando a República, vendendo o Brasil e arrancando os seus direitos”, diz o jornalista Fernando Brito, referindo-se a Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco Por Fernando Brito, editor do Tijolaço O combalido Rodrigo Janot recebeu o reforço da tropa de choque da Polícia Federal, com o relatório que apontou o que todo mundo já sabe: que ele é o chefe do “quadrilhão” do PMDB na Câmara, composta por Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Henrique Eduardo Alves e Geddel “51 milhões” Vieira Lima. “Ao lado de Eduardo Cunha, os elementos analisados nos autos demonstram que o presidente Michel Temer possui poder de decisão nas ações do grupo do “PMDB da Câmara”, tanto para indicações em cargos estratégicos quando na articulação com empresários beneficiados nos esquemas, para recebimento de valores, sob justificativa de doações eleitorais”, diz a PF, segundo a Folha. O relatório policial diz que “Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento”. Ele, afirma o texto, “utiliza de Moreira Franco e Eliseu Padilha e mesmo de Geddel Vieira [Lima como longa manus, e seus prepostos, a exemplo da captação de recursos da Odebrecht e OAS (concessão dos aeroportos). De forma consistente, foi apontado como uma das figuras centrais beneficiadas em pagamentos pelo Grupo JBS, inclusive com possível recebimento”. Dos seis integrantes do quadrilhão, três estão presos: Cunha, Alves e Geddel. Os outros três estão no Palácio do Planalto, comandando a República, vendendo o Brasil e arrancando os seus direitos.
Coxinhas espalham mais um boato contra Lula

– FAKE NEWS ESPALHA ÁUDIO FALSO QUE ENVOLVERIA LULA E PALOCCI – Nova tentativa de desmoralizar Lula foi desmascarada até por matérias do G1 e da Veja. Para o Instituto Lula, trata-se de campanha de desinformação Da Rede Brasil Atual Desde sexta-feira (8), circula pela internet uma mensagem contendo um áudio que simula uma conversa entre Lula e o ex-presidente nacional do PT, Rui Falcão. O tema do falso diálogo é o depoimento dado por Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na quarta-feira (6). A conversa, porém, nunca existiu e é mais uma das mentiras que têm sido divulgadas com o objetivo de colocar a opinião pública contra o ex-presidente, seu partido e, por tabela, as forças progressistas do país, estimulando o ódio e a intolerância. A farsa foi desmascarada até por veículos da mídia tradicional, como G1 e Veja, que publicaram textos para desacreditar seu conteúdo. A mensagem divulga de forma enganosa que trata-se de um grampo. Apesar do esforço do imitador, a voz no áudio claramente não é a do ex-presidente Lula. Além disso, a voz de Rui Falcão não aparece em nenhum momento da faixa. Fosse uma interceptação telefônica das autoridades, a voz do interlocutor também poderia ser ouvida. No áudio, de cerca de três minutos, o homem que tenta se passar por Lula se mostra nervoso, enquanto ao fundo se ouve um noticiário que aborda o depoimento de Palocci. Em meio a muitos palavrões, ele se queixa da fala do ex-ministro ao “justiceiro” Sérgio Moro e chega a dizer que “ninguém teve coragem de acabar com esse cara”. Além da voz deixar claro que se trata de uma imitação, há um erro logo no início da mensagem, que diz que a conversa “interceptada” teria se dado “no momento da notícia da delação do Palocci”. Ocorre que o ex-ministro de Dilma e Lula ainda não assinou um acordo de delação premiada, embora saiba-se que ele negocia um. Outra informação inverídica na mensagem: a voz diz que Palocci está preso “há mais de um ano”. Na verdade, ele foi detido em 26 de setembro de 2016. O período de detenção ainda não completou 12 meses. A tentativa de desmoralizar Lula foi desmascarada em matéria publicada pelo G1.”Um áudio acompanhado de uma mensagem que diz que o ex-presidente Lula foi grampeado falando ao telefone com o ex-presidente do PT sobre o depoimento dado por Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro tem bombado nas redes, principalmente no WhatsApp. Mas a voz não é de Lula. A mensagem tem logo em seu enunciado um equívoco”, escreveu o portal. Para o Instituto Lula, o áudio forjado é, na verdade, “mais um elemento que integra a campanha de desinformação levada adiante pelos adversários da esquerda e dos governos do PT.”
Boataria é prática comum nas redes sociais

– Divulgação de notícias falsas nas redes sociais pode ter consequências graves. Entenda como identificar boatos, quem são os principais fomentadores e os riscos do compartilhamento indiscriminado – SÃO PAULO – VOCÊ SOUBE POR MEIO DO WHATSAPP OU DO FACEBOOK QUE FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA, O LULINHA, FILHO DO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, É DONO DA FRIBOI? OU QUE UMA MARCA CHIQUE DE CHOCOLATES ESTAVA DISTRIBUINDO OVOS DE PÁSCOA DE GRAÇA? OU AINDA QUE CRIANÇAS ESTÃO SENDO SEQUESTRADAS PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS EM UMA DETERMINADA CIDADE? SE A RESPOSTA FOR SIM, VOCÊ PROVAVELMENTE FOI PEGO EM DOS MUITOS BOATOS QUE PERCORREM AS REDES SOCIAIS TODOS OS DIAS. APESAR DE INOFENSIVOS EM ALGUNS CASOS, HÁ RELATOS DE PESSOAS AGREDIDAS E ATÉ ASSASSINADAS POR CONTA DE INFORMAÇÕES FALSAS, O QUE INDICA QUE COMBATER SUA REPERCUSSÃO É UMA NECESSIDADE. ATÉ MESMO A ÚLTIMA ELEIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS TEVE MUITA DISCUSSÃO EM TORNO DA INFLUÊNCIA DESSAS MENTIRAS NO PLEITO DE 2016, QUE TERMINOU COM A ELEIÇÃO DO BILIONÁRIO DONALD TRUMP.O principal problema nesse caso é que muitas vezes as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa. Estão passando adiante uma informação que vai ajudar ou proteger alguém. Ou gerar uma recompensa. Mas é justamente essa a intenção de quem constrói o boato. Ele é feito para parecer algo revoltante ou extremamente convidativo, de forma que o leitor compartilhe logo, sem reflexão, sem pensar se aquela informação faz mesmo sentido. O professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rafael Sampaio, especialista em comunicação política na internet, ressalta que a boataria e a fofoca sempre foram comuns entre a população em geral, mas foram turbinadas com as redes sociais. “As pessoas tendem a compartilhar links que dizem o que elas pensam ou o que gostariam de ver nos noticiários, sem checar, sem pelo menos jogar no Google para ver se acham mais de uma fonte, por exemplo. Tem uma questão patológica, acelerada pela internet: as pessoas não checam as supostas informações que recebem”, disse. Estudo realizado pela agência Advice Comunicação Corporativa, por meio do aplicativo BonusQuest, em novembro do ano passado, indicou que 78% dos brasileiros se informam pelas redes sociais. Destes, 42% admitem já ter compartilhado notícias falsas e só 39% checam com frequência as notícias antes de difundi-las. REPRODUÇÃO Para o jornalista Edgard Matsuki, criador do Boatos.org, site que desmente informações falsas nas redes sociais, existem alguns motivos que levam uma pessoa a compartilhar um boato. “O primeiro é que, normalmente, as pessoas não sabem que a informação é falsa. Com raras exceções, acham que o boato é uma informação real e útil. Além disso, o boato é compartilhado porque ajuda a endossar um posicionamento que a pessoa tem”, afirma. A questão mais séria em relação às falsas notícias é que elas podem afetar seriamente a vida das pessoas. “Em um nível mais elementar, o boato pode ajudar a reforçar um pensamento errôneo. Afinal, mesmo que seja uma tese real, ela não pode se basear em uma mentira. Em um nível mais elevado, pode destruir uma reputação e prejudicar alguém. E, pior ainda, pode acarretar em uma tragédia como no caso de pessoas acusadas de crime que não cometeram ou de tratamentos de saúde que não funcionam”, diz Matsuki. No início deste mês, o casal de fotógrafos Luiz Áureo de Paula e Pamela Martins foi espancado em Araruama, no Rio de Janeiro, após um boato de que eles estariam sequestrando crianças viralizar no Whatsapp. O texto incluía fotos dos dois e do veículo deles, inclusive com a placa de identificação do carro. Em maio de 2014, Fabiane Maria de Jesus foi morta em um linchamento no Guarujá, litoral paulista. Ela também vítima de um boato, que dizia que ela sequestrava crianças e fazia rituais de magia negra. No caso de produtos, a fosfoetanolamina, chamada de pílula do câncer, pode ser um dos grandes engodos alimentados por boatos nas redes sociais. Sem nenhuma comprovação de eficácia na cura do câncer, seu uso passou a ser propagado quase como milagroso e dezenas de histórias de pessoas curadas circularam nas redes sociais. Um dos boatos dizia que “brasileiro descobre a cura do câncer e é preso após dar de graça medicamentos a portadores da doença”. O caso ganhou repercussão nacional, com aprovação, no Congresso Nacional, de uma “lei pela vida” que autorizava a comercialização da substância, sem qualquer estudo que comprovasse a eficácia. No final de março deste ano, o Instituto do Câncer decidiu suspender os testes com a substância porque nenhum resultado satisfatório foi obtido após uso em 72 pessoas com dez tipos diferentes de câncer. Sacando o boato Mas como evitar cair em um boato? Essa é a principal questão em um momento que a avalanche de informações dos mais variados tipos está acessível, a todo momento, em qualquer plataforma. Em um ponto os especialistas no tema são unânimes: não se deve compartilhar uma informação imediatamente, por mais importante ou revoltante que ela pareça. Uma dica de Edgard Matsuki é nunca difundir uma informação sem esperar, pelo menos, um minuto. “Esses 60 segundos vão ajudá-lo a refletir melhor sobre o assunto”, ressalta. Nesse tempo que está pensando sobre, que tal ler a tal notícia? “Infelizmente, um dos piores hábitos que temos na internet é o ‘compartilhar sem ler’ ou o ‘comentar sem ler’. Isso acontece demais. Não entender o contexto do conteúdo ou mesmo os absurdos que estão escondidos por trás de um link e repassar para outras pessoas é um dos maiores combustíveis para boatos na internet”, ressalta a Boatos.org, em uma página destinada à orientação sobre como não cair em mentiras nas redes sociais. RBA Boatos envolvendo a família de Lula sempre ganham tom de grave denúncia Nessa leitura cabem alguns destaques. O uso de expressões como “a imprensa está censurada”, “compartilhem antes que apaguem”, “partido tal quer impedir a divulgação”, “alerta”, “repasse a todos”, “meu amigo policial, médico, piloto, confirmou tudo”, são um indício forte de que a história a seguir pode ser falsa. O mesmo vale para aqueles áudios de Whatsapp em que
A ilusão da direita política – destruir Lula e o PT é parar a história

EUGÊNIO ARAGÃO – Ex-ministro da Justiça Vivemos tempos difíceis de obscurantismo na política. Há pouco mais de ano experimentamos um golpeprotagonizado por trombadinhas travestidos de parlamentares, muitos, como agora vai se comprovando aos poucos, regiamente pagos para tanto.Derrubaram uma presidenta séria e honesta, eleita com 54 milhões de votos. Suas lideranças se encontram hoje presas ou prestes a ingressar no rol dos culpados por corrupção.Entrementes o governo golpista, composto de maioria branca, masculina e sexagenária, derrogou direitos, passou a tratar com indiferença o discurso de ódio, reprimiu manifestações e destruiu políticas públicas em todos os setores.O país está com sua economia no chão, com taxas recordes de desemprego e com perda de liderança internacional. A política externa se resume a hostilizar governos vizinhos de esquerda e a chaleirar Tio Sam. Os ativos do país estão sendo dilapidados sem qualquer retorno para a sociedade. Povos indígenas e quilombolas são desrespeitados nos direitos mais comezinhos, como, de resto, toda a população de baixa renda, que sofre o impacto de um enorme retrocesso nos investimentos sociais.Vivemos também um caos institucional. Com o escândalo produzido pelo Procurador-Geral da República na quinzena que se encerra, vem à tona o que já há muito se adverte: o desvio ético de agentes estratégicos do Estado, mais preocupados em bater clara, fazer marola, para chamar a atenção da sociedade para si e se alavancar para valorização corporativa.Induzem-se delatores premiados prospectivos a gravarem interlocutores de alto calibre político e a estimularem-nos a revelar versões comprometedoras de tratativas nada republicanas com empresários.Depois, entregam-se as gravações à curiosidade pública, antes mesmo que possam ser avaliadas pelo judiciário no tocante a sua aptidão probatória. Ferem-se os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal.Destroem-se reputações e interfere-se gravemente no processo político, indispondo a sociedade com o parlamento e o governo da vez. Não é preciso ser constitucionalista para saber que esse tipo de procedimento é incompatível com o Estado democrático de direito.Entrementes juízes se dão o direito de posar de heróis nacionais, festejando o modo como atuam em seus processos criminais e de improbidade administrativa. Dão entrevistas, palestras pagas mundo afora, se empenham para a produção de longa-metragem sobre suas façanhas jurisdicionais.Outros magistrados, mais cínicos, dão decisões claramente seletivas, pela cara do freguês, sem se portarem com a evidente contradição entre seus votos e com o estrago a sua própria reputação. Há, ainda, os que se gabam de sua posição política em perfis de Facebook. O dano que esse modo de proceder está a causar à credibilidade do judiciário é incalculável e se refletirá por gerações na insegurança jurídica no país.A falta de um projeto nacional de direita e seu desespero de vê-lo mais competentemente desenhado e implementado por governos populares levou atores políticos inescrupulosos, a elite brasileira e as carreiras privilegiadas do serviço público, com forte apoio da mídia comercial, a mobilizarem falsa agenda moralista de combate à corrupção, com alvos bem identificados à esquerda do espectro político e em que tudo vale.É uma guerra sem regras de engajamento, sem respeito mínimo a standards humanitários. O objetivo é claramente fulminar os governos populares e seu projeto nacional, para todo o sempre, ainda que não tenham nada para colocar em seu lugar.Numa democracia consolidada, o convívio entre projetos distintos de país é um fato amplamente aceito. O governo da vez implementa o seu e, na virada eleitoral, a oposição feita governo, o muda, para adequar melhor a seus objetivos políticos.Há adversidade com respeito, porque o revezamento no poder é a rotina saudável das democracias representativas. No Brasil estamos longe disso. Há verdadeira aversão mortal pelo projeto da esquerda, que a direita sempre tentou solapar. Há várias razões para isso.Existe, antes de mais nada, algo de atávico, ancestral, no desprezo conservador pelo verdadeiro bem comum. A elite brasileira não se vê como uma parte de um todo, mas como segmento social diferenciado, incomodado com a péssima vizinhança dos pobres, tidos como feios, porcos, violentos e preguiçosos. Se pudesse, essa elite lançaria mão de uma política de extermínio dessa “ralé” abusada, que quer disputar espaço com ela. Bem que tentou, na segunda metade do século XIX, quando se pôs a “embranquecer” a população do país com uma política de imigração de europeus. Mas os tempos eram outros.Em segundo lugar, há os ganhadores do modelo espoliatório do Estado brasileiro. Rentistas, especuladores, atores políticos que vivem da extorsão de facilidades e o capital financeiro de um modo geral têm acumulado ativos num vulto nunca antes visto na história do Brasil. Trata-se de um capital ocioso, à falta de tecnologia e disposição de risco dos empreendedores.É esse enxame de dinheiro que pede ser investido para se multiplicar que tem sido responsável por más práticas na política. Os atalhos de agentes econômicos, sempre buscando o caminho mais curto para o enriquecimento pessoal, são o mais grave sintoma do ócio do capital. A mudança para uma cultura do investimento produtivo e transformador é trabalhosa e mexe com os interesses daqueles que se fizeram no ócio.Por isso, uma vez voltados ao poder, tratam de destruir toda a infraestrutura que fora alocada para a transformação econômica. São essencialmente antinacionais esses ganhadores do modelo espoliatório. Acabam-se os projetos sociais e ambientais, os avanços na educação e na pesquisa, a implementação de uma matriz energética soberana e a política externa altiva, na busca de oportunidade de negócios competitivos.A destruição do PT e a de Lula, em especial, é a cerejinha no bolo da direita política. É o passo final para garantir a ociosidade permanente do capital e a reprodução perpétua do regime de rentismo e de apropriação de ativos pelos poderosos.Para levar adiante seu plano – já que golpes militares com intimidação, tortura e desaparecimentos forçados teriam um custo de imagem muito grande – instrumentalizam as instituições do Estado constitucional em seu favor. A instrumentalização se faz pela captura das corporações, dando-lhes o brio que tanto almejam. Comportam-se feito burro a seguir uma cenoura estendida a sua frente com uma vara de pescar. Quem a estende é a mídia, eternamente
As travessuras sexuais picantes do homem da carne

“Tô a fim de comer duas veinhas”No áudio que está no STF, o empresário revela intimidades de seu casamento e preferências sexuais Em um dos trechos da conversa de quatro horas mantida entre Joesley Batista e Ricardo Saud, o dono da JBS faz inconfidências sobre seu casamento com a apresentadora do SBT Ticiana Villas Boas.“Desde o início, ela (Ticiana) era acostumada a andar com um bananão. Rapaz, ela sofreu, até ela ver que da minha vida ela não ia saber de nada. Ela bateu, bateu, uma hora ela sublimou, desistiu”, conta Joesley para Saud.Durante o papo, é possível ouvir que toca uma música, Joesley pede a alguém que aumente o volume, enquanto balança um copo cheio de gelo: “É Ivete, pode aumentar mesmo”. O empresário segue contando a Saud como blinda a mulher de seus segredos. “Ela tinha na cabeça que marido e mulher eram uma coisa só. Hoje ela nem pergunta”, diz.Joesley sentia-se tão à vontade que chegou a expor para Saud uma preferência sexual recente. “Rapaz, eu vou comer duas véias (sic), eu ando invocado de comer véia. Acho que vou comer duas veinhas (sic). Acho que é fase. Velhinha meio de cinquenta. Eu tenho que comer umas de cinquentinha. Casadinha, tal, só pra ver chupando a pica.”Empolgado com o rumo da prosa, Saud também abre o jogo sobre suas intimidades. E, num dos trechos mais picantes da conversa, ele diz: “Você vai ouvir o que o Ciro (supostamente Ciro Nogueira, presidente do PP) disse pra mim. A mulher que mais chupa no mundo. Ele perguntou pra mim se eu gozava chupando. ‘Ricardinho, você consegue gozar com a mulher chupando?’. Falei não. Ela ‘a (…) que é a paixão da sua vida, ela tem ódio de mim. Aquela da playboy, ela faz gozar chupando. Tem a técnica completa’”.
Palocci e a miséria humana

POR FERNANDO BRITO · 07/09/2017 Comento, com mais calma, o episódio do depoimento de Antonio Palocci a Sérgio Moro, pois trabalhei precariamente entre a tarde de ontem e agora, em função de uma participação num debate sobre jornalismo econômico no Congresso do Conselho de Economistas do Brasil, em Belo Horizonte,ao lado de Luís Nassif ( GGN), Ricardo Conceição (editor da revista Conjuntura Econômica, da FGV) e João Borges ( da Globonews) que, brevemente, publicarei aqui.Tenho um “defeito” antigo de observar, além do “o que se diz” o “como se diz”, é é justamente aí que a “bomba” de Palocci perde a força.Embora lhe tenha dado as manchetes, até a imprensa conservadora manteve um “pé atrás” com as supostas revelações do ex-ministro.As frases de efeito – como a do “pacto de sangue” – e os ronronados para Sérgio Moro, a quem oferecia mais do que lhe era pedido nas perguntas deixavam claro que ali estava um gato, disposto a arquear o dorso ao novo dono e a cravar as garras no velho amigo.Em nada lembrou o comportamento constrangido que teve na história do caseiro Francenildo ou na sua demissão do governo Dilma, quando não foi capaz de justificar suas rendas pessoais, alegando “cláusulas de confidencialidade” nos negócios que teve com empresas.Ali, era um Palocci contido, constrangido, escorregando em evasivas, nem um pouco com o este, assertivo, afirmativo e… sem provas.Como disse antes, o Palocci sabujo foi inconvincente até para a direita e pode ter fracassado no seu evidente objetivo de, somado às iniciativas do igualmente desmoralizado Janot, levar um Lula alquebrado para seu segundo confronto com Sérgio Moro, daqui a três dias, em seu depoimento.É aposta errônea, pois não o levaram ao desespero e , ainda que o consigam, a história mostra que o sacrifício pode acabar sendo vitória.Creio que seguem o mesmo padrão de erro e nele se aprofundam.Andam à procura de um Judas, sem saber que também com um Judas se faz um Cristo.