Advogado acusa amigo de Moro de vender favores

– Investigado na Lava Jato, o advogado Rodrigo Tacla Duran, que tem cidadania espanhola e não foi extraditado ao Brasil, acusa o advogado Carlos Zucolotto Júnior, amigo do juiz Sergio Moro, de vender favores na Operação Lava Jato, como a redução de penas e multas. É o que a aponta a jornalista Mônica Bergamo, em reportagem publicada neste domingo na Folha de S. Paulo. “O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, diz Mônica. Tacla Duran diz ter em seus arquivos correspondências de Zucolotto que comprovariam a intermediação de vantagens. Segundo a reportagem, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois e o dinheiro serviria para ‘cuidar’ das pessoas que o ajudariam na negociação. Em nota, Moro afirmou que Zucolotto, que foi com ele recentemente a um show do Skank, é um profissional sério e negou qualquer tipo de triangulação. “A alegação de Rodrigo Tacla Duran de que o sr. Carlos Zucolotto teria prestado alguma espécie de serviço junto à força-tarefa da Lava Jato ou qualquer serviço relacionado à advocacia criminal é falsa”, disse o magistrado. “O sr. Carlos Zucolotto é pessoa conhecida do juiz titular da 13ª Vara Federal [o próprio Moro] e é um profissional sério e competente”, afirma ainda. O advogado também afirmou que a acusação é absurda. “Não tem o mínimo de verdade nisso. Não existe”, diz Zucolotto. “Eu não conheço ninguém [da força-tarefa]. Nunca me envolvi com a Lava Jato. Sou da área trabalhista. Não tenho contato com procurador nenhum”, diz. Tacla Duran, por sua vez, está escrevendo um livro em que pretende contar sua versão dos fatos. “Carlos Zucolotto então iniciou uma negociação paralela entrando por um caminho que jamais imaginei que seguiria e que não apenas colocou o juiz Sergio Moro na incômoda situação de ficar impedido de julgar e deliberar sobre o meu caso, como também expôs os procuradores da força-tarefa de Curitiba”, escreveu Duran, num dos trechos obtidos por Mônica Bergamo.
FILHO DE ZÉ ALENCAR PODE SER VICE DE LULA

– Líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2018, Luiz Inácio Lula da Silva pode ter como vice em sua chapa o empresário mineiro Josué Gomes da Silva, de 53 anos; presidente da Coteminas, Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar, eleito numa dobradinha com Lula em 2002 e 2006 e que morreu em março de 2011 – – Pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter como vice em sua chapa o empresário mineiro Josué Gomes da Silva, de 53 anos. Presidente da Coteminas, Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar, eleito numa dobradinha com Lula em 2002 e 2006 e que morreu em março de 2011. “O Josué vai ser o vice do Lula em 2018. Estive com os dois recentemente”, afirmou ao Estadão/Broadcast o deputado federal Reginaldo Lopes, ex-presidente do PT mineiro. Segundo o parlamentar, o ex-presidente e o empresário têm conversado sobre o assunto. Josué – que adotou o sobrenome Alencar na eleição de 2014, quando concorreu ao Senado por Minas Gerais – é filiado ao PMDB desde 2013. Para viabilizar uma eventual candidatura a vice de Lula em 2018, ele teria de deixar o partido. O destino seria o PR, antigo PL, sigla à qual seu pai foi filiado quando se candidatou a vice-presidente e na qual se manteve durante todo o governo do petista. No PT, a avaliação é de que Josué como candidato a vice pode ajudar Lula a reconquistar o apoio do empresariado. “O nome do Josué sempre foi lembrado e admirado por nós para ser alguém que nos ajude na nova política que o Brasil precisa. São pessoas como ele que o PT precisa trazer para perto”, disse o senador Jorge Viana (PT-AC), um dos parlamentares mais próximos do ex-presidente. As informações são de reportagem de Igor Gadelha no Estado de S.Paulo.
SUPREMO É CONTRA DOAÇÃO EMPRESARIAL

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeita a volta de doações empresariais para campanhas eleitorais de 2018. A proposta já estava em discussão no Congresso Nacional mesmo antes da polêmica da criação de um fundo público bilionário para bancar os candidatos, mas, dos 11 integrantes da Corte, pelo menos seis são contrários ao financiamento feito por pessoas jurídicas. – As discussões travadas no Congresso Nacional pela volta de doações empresariais para campanhas eleitorais não contam com o apoio da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que são contrários a este sistema de financiamento. Dos 11 ministros do STF, pelo menos seis são contrários ao financiamento empresarial. Em 2015, a Corte considerou o financiamento privado como inconstitucional e manteria o entendimento caso fosse instado a se manifestar sobre o assunto novamente. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem procurado sistematicamente os ministros do STF para consultá-los sobre o assunto. O receio é que caso a medida seja aprovada pelo Congresso já para as eleições do próximo ano, o STF decida por derrubá-la. Os maiores defensores do retorno do financiamento empresarial são os ministros Gilmar Mendes – que defende um maior rigor nos critérios – e Luiz Fux, que defende que as empresas possuam vínculos ideológicos com o candidato. Para que o financiamento empresarial passe a valer já nas eleições de 2018, a regra tem que ser aprovada até o final de setembro pelo Congresso Nacional. Os parlamentares também discutem a criação de um fundo de financiamento eleitoral com recursos públicos. Via Brasil l247
Crime contra a soberania nacional

País não vai ter mais o controle sobre o preço. Venda da estatal vai penalizar ainda mais a classe trabalhadora. Não teremos mais a capacidade de planejar a produção e distribuição de energia por Eduardo Maretti, da RBA – O anúncio da privatização da gigante Eletrobras pelo governo faz parte da lógica que preside o Brasil desde a posse de Michel Temer em 13 de maio de 2016, após o afastamento de Dilma Rousseff. “O Estado está perdendo cada vez mais a capacidade de planejamento e de definição de políticas públicas e objetivos estratégicos. Passa por Petrobras, Eletrobras, BNDES, bancos públicos. Trata-se de um projeto que objetiva tirar a capacidade de planejamento e de estabelecimento de políticas públicas do Estado e do país”, diz o economista Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Imediatamente após o anúncio, a Bovespa disparou e o principal índice (Ibovespa) subiu 2,01%, chegando a 70.011 pontos. “Isso só quer dizer que a empresa vai se valorizar do ponto de vista de suas ações, que estavam desvalorizadas. Só que não quer dizer nada do ponto de vista estratégico, de longo prazo, sobre a soberania nacional, o planejamento do setor”, avalia Mattoso. “O país não vai ter mais o controle sobre o preço, a decisão vai ser privada. É um crime contra a soberania nacional. A empresa pode ser comprada por uma estatal chinesa, uma multinacional europeia. Estão desconstruindo os instrumentos de coordenação de uma área importantíssima e indispensável para o crescimento e sobretudo para a produção e indústria nacional.” Em artigo, a ex-presidente Dilma também utiliza o termo “crime” para se referir à privatização: “será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro”. Para Mattoso, a política segue a já conhecida “lógica de subordinação aos interesses privados, estrangeiros e do mercado financeiro”. De acordo com essa lógica, o setor hidrelétrico brasileiro será controlado por empresas privadas e muito possivelmente estrangeiras. “Não teremos mais a capacidade de planejar a produção e distribuição de energia.” Mattoso menciona outro comentário “apropriado” de Dilma no Twitter, chamando a atenção para os riscos de se privatizar o sistema: além do preço da energia, o risco de apagão. “Vender a Eletrobras é abrir mão da segurança energética. Como ocorreu em 2001, no governo FHC, significa deixar o país sujeito a apagões”, escreveu Dilma. “O resultado é um só: o consumidor vai pagar uma conta de luz estratosférica por uma energia que não terá fornecimento garantido. Já entregaram as termelétricas da Petrobras. Pretendem vender na bacia das almas nossas principais hidrelétricas e linhas de transmissão”, acrescentou. Em entrevista coletiva na manhã de hoje, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, com discurso semelhante ao do presidente da Petrobras, Pedro Parente, prometeu preços melhores ao consumidor de energia elétrica. “Com a eficiência e redução do custo, nossa estimativa é de que no médio prazo tenhamos uma conta de energia mais barata”, previu. Segundo ele, a privatização será concluída até o primeiro semestre de 2018. Eletronuclear e ItaipuNum primeiro momento, o governo não pensa em incluir a Eletronuclear e a Usina de Itaipu no processo de “desestatização” da Eletrobras. No caso da Eletronuclear, responsável pela energia nuclear do país, porque precisaria mexer na Constituição. Quanto à Itaipu, porque é uma empresa binacional e o governo brasileiro precisa negociar com o Paraguai. “Por mais que o Paraguai esteja sob controle do mesmo tipo de política, não é fácil, isso pode levar cinco, 10 anos”, diz Mattoso. A capacidade instalada da Eletrobras é de 47 mil megawatt (MW), com previsão de chegar a 49,49 mil MW com obras de usinas em andamento. A companhia possui 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma usina solar, próprias ou em parcerias, em todo o país. “O governo fica na ótica fiscal e não trata da questão estratégica de coordenação, planejamento e criação de políticas públicas, de constituição de mecanismos para o crescimento. É disso que deveria estar se tratando. A discussão sobre o crescimento não existe”, diz Mattoso. O pior, destaca, é que o próximo governo “vai pegar um país destruído”, com cada vez menos mecanismos de planejamento estratégico por parte do Estado. Leia nota dos presidentes da CUT e da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU) sobre a privatização da Eletrobras: Venda da Eletrobras é mais um golpe contra a soberania nacional O desespero do governo golpista para conseguir reduzir o rombo nas contas públicas é tamanho que Temer não se constrange ao anunciar a privatização da Eletrobras como se fosse uma medida positiva para o país. Vender os ativos brasileiros do setor de energia a preço de banana para o capital estrangeiro não vai tirar as contas do país do vermelho, vai penalizar ainda mais a classe trabalhadora e toda a sociedade que voltará a correr o risco de conviver com apagões, pagará contas de energia mais altas e ainda conviverá com o empobrecimento das regiões onde estão instaladas as empresas do sistema Eletrobras. Temer vai na contramão de países como Alemanha e Estados Unidos que barraram a compra de ativos estratégicos nacionais fundamentais para o desenvolvimento e equilíbrio da economia interna, além de ser um serviço essencial para a sociedade. Para a CUT e CNU, a venda da Eletrobras, a maior empresa estatal de energia da América Latina, é mais uma operação de caixa deste governo corrupto, que não avaliou as consequências estratégicas para toda a população. Vender a Eletrobras significa abrir mão da soberania energética e condenar milhares de brasileiros a privação do acesso à energia. É mais um retrocesso, mais uma medida contrária aos interesses do Brasil e dos brasileiros. A CUT e a CNU, junto a todos os sindicatos filiados, vão organizar a classe trabalhadora para defender as empresas, o Brasil e os brasileiros. Temos de barrar esse crime de lesa-pátria, promovido por um governo sem a legitimidade das urnas, que tem mais
A privatização da Eletrobras é outro crime dos golpistas

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS VAI CAUSAR AUMENTO DE TARIFAS, INSEGURANÇA E APAGÕES Novo retrocesso anunciado pelo governo golpista vai atingir a soberania nacional e impedir a população de ter tarifas reduzidas após amortização de investimentos por Dilma Rousseff A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação. Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo. A sua privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil. Submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes. Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC. O governo tem dois motivos principais para privatizar uma grande empresa como a Eletrobras: a aplicação da pauta neoliberal, rejeitada por quatro vezes nas urnas, e que é compromisso do golpe implantar; e o desespero para fazer caixa e tentar diminuir o impacto de um dos maiores rombos fiscais da nossa história contemporânea, produzido por um governo que prometia resolver o déficit por meio de um surto de confiança que não veio e um passe de mágica que não produziu. Produziu, sim, a compra de votos por meio da distribuição de benesses e emendas. O meu governo anunciou déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários. O governo que assumiu por meio de um golpe parlamentar inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017. Inventou uma folga para mostrar serviço à opinião pública, e nem isto conseguiu fazer. Agora, quer ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vai ficar nisso. Aumentará o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi, para atender às emendas dos parlamentares de que precisa para aprovar sua pauta regressiva. Para isto, precisa dilapidar o estado e a soberania nacional. E forjar uma suposta necessidade de vender a Eletrobras é parte desta pauta. Atribuir uma suposta necessidade de privatização da Eletrobras ao meu governo, por ter promovido uma redução das tarifas de energia, é um embuste dos usurpadores, que a a imprensa golpista difunde por pura má-fé. É a retórica mentirosa do golpismo. As tarifas de energia deveriam mesmo ter sido reduzidas, como foram durante o meu governo,. Não porque nós entendêssemos que isto era bom para o povo – o que já seria um motivo razoável – mas porque se tratava de uma questão que estava e está prevista em todos os contratos que são firmados para a construção de hidroelétricas. Depois da população pagar por 30 anos o investimento realizado para construir as usinas, por meio de suas contas de luz, é uma questão não apenas de contrato, mas de justiça e de honestidade diminuir as tarifas, cobrando só por sua operação e manutenção. Manter as tarifas no mesmo nível em que estavam seria um roubo. Por isso reduzimos e temos orgulho de tê-lo feito. Com a privatização, será ainda um roubo. Vou repetir a explicação, porque a Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles. Quando uma hidrelétrica é construída por uma empresa de energia – pública ou privada – quem paga pela sua construção é o consumidor. A amortização do custo da obra leva geralmente 30 anos e, durante este tempo, quem paga a conta deste gasto vultoso é o usuário da energia elétrica, por meio de suas contas de luz. Quando a hidrelétrica está pronta, o único custo da empresa de energia passa a ser a operação e a manutenção. Daí, é justo que o povo deixe de continuar pagando por uma obra que já foi feita e, depois de 30 anos, devidamente paga. É mais do que justificado, portanto, que as tarifas que custearam a construção sejam reduzidas. Se as empresas de energia – públicas ou privadas – mantiverem as tarifas no mesmo nível, e eventualmente até impuserem aumentos nas contas de luz, estarão tirando com mão de gato um dinheiro que não é delas. É uma forma de estelionato. Não se deve esperar que empresas unicamente privadas, cujo objetivo é principalmente a lucratividade de sua atuação, entendam que uma equação justa deveria impor modicidade tarifária quando os custos altos da construção de uma usina hidrelétrica já não existem mais. Apenas o Estado – um estado democrático e socialmente justo – tem condições de entender esta situação e autoridade para agir em defesa dos interesses dos consumidores. Entregar a Eletrobras e suas usinas já amortizadas para algum grupo privado, talvez estrangeiro, significa fazer o consumidor de energia pagar uma segunda vez pelo que já pagou, além de abrir mão de qualquer conceito estratégico em relação à produção, distribuição e fornecimento de energia com segurança e sem interrupções e apagões. Privatizar a Eletrobras é um erro estratégico. Erro tão grave quanto está sendo a privatização de segmentos da Petrobras. No passado, essas privatizações já foram tentadas pelos mesmos integrantes do PSDB que hoje dividem o poder com os golpistas. Naquela época, isso só não ocorreu porque os seus trabalhadores e o povo brasileiro não permitiram. Mais uma vez devemos lutar para não permitir.”
Infarto fulminante beneficia canalhas e corruptos

– DONO DA OAS ESTAVA PRESTES A DELATAR TUCANOS E JUÍZES – César Mata Pires, que morreu nesta terça-feira, seria um dos delatores da OAS a relatar pagamentos de propina e caixa dois em obras do governo do Estado de São Paulo, como linhas do Metrô e Rodoanel; ele também delataria o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e juízes do STJ Da revista Fórum O maior acionista da OAS, Cesar Mata Pires, morreu nesta terça-feira, 22, em São Paulo. O empresário foi vítima de um infarto fulminante. Ele estava caminhando pelo bairro do Pacaembu, na capital paulista, quando sofreu o infarto. O empresário é um dos fundadores da OAS. César seria um dos delatores da OAS a relatar pagamentos de propina e caixa dois em obras do governo do Estado de São Paulo, como linhas do Metrô e Rodoanel. Entre os muitos citados em sua delação estariam o senador Aécio Neves (PSDB-MG), governadores, deputados, senadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça. A empreiteira, segundo seu próprio site, foi criada em 1976, na Bahia, com atuação no setor de engenharia e infraestrutura. “Hoje, é um conglomerado multinacional brasileiro, de capital privado, que reúne empresas presentes em território nacional e em mais de 20 países.” *Com informações do Estadão Conteúdo
Trocando seis por meia dúzia

– Não se engane: os partidos que estão mudando de nome para te ludibriar em 2018 – Para dar uma impressão de “novos ares” diante da crise política, alguns partidos estão mudando de nome, mas seguem a mesma velha política de sempre. Conhece o MUDE? Nada mais que a repaginação do DEM, antigo PFL. E o sugestivo Avante? Não se engane, é só o velho PTdoB. Por Ivan Longo – da Revista Fórum É possível que, se houverem eleições em 2018, o eleitor se depare com partidos “novos” e tenha a impressão que novos quadros estejam surgindo na política. Não se engane. Ao menos cinco partidos já tem planos de mudar de nome pra, diante da crise política e das denúncias de corrupção crescendo cada vez, conseguir se manter no poder, ludibriando o eleitor. Se você não tem aptidão pelo Democratas (DEM), por exemplo, não caia na roubada. Essa legenda é especialista em mudar de nome. Antigo Arena, partido que reuniu nomes importantes da ditadura militar, se tornou, nos anos 90, o PFL, agremiação do ex-delegado de polícia e chefe do DOPS, Romeu Tuma. Nos anos 2000, virou o atual democratas, partido de, por exemplo, Ronaldo Caiado, Rodrigo Maia e Mendonça Filho. A ideia agora é, em 2018, mudar de nome para MUDE – Movimento da Unidade Democrática. Mais do mesmo. E se em 2018 você ver candidatos concorrendo pelo Podemos, não se iluda: não é uma filial do partido de esquerda espanhol no Brasil. É só o antigo PTN (Partido Trabalhista Nacional), que já acolheu Celso Pitta, que resolveu dar uma “repaginada”. O possível novo partido Avante, pelo nome, pode parecer uma agremiação progressista ou de esquerda. Mas, novamente é uma roubada. É só o possível novo nome do PTdoB (Partido Trabalhista do Brasil), partido nanico que de trabalhista não tem nada. O PSL (Partido Social Liberal), outro nanico, possivelmente sairá em 2018 com o nome de Livres. A legenda, no entanto, só tem de “livre” o livre mercado: trata-se de uma reunião dos mais ferrenhos neoliberais, funcionários dos interesses do mercado. Por fim, o PEN (Partido Ecológico Nacional), que nunca teve relevância alguma na área da ecologia, passará a se chamar Patriotas, apenas para poder acolher o seu mais ilustre recém-filiado, o deputado federal Jair Bolsonaro. 2018 vem aí com a nova velha política.
Lula inicia caravana pelo Nordeste

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta quinta-feira (17) sua caravana pelos estados do Nordeste. Serão cerca de 4 mil quilômetros percorridos, com atividades confirmadas em 25 municípios. O objetivo do projeto “Lula pelo Brasil” é debater um modelo de desenvolvimento para o Brasil, que, segundo o ex-presidente, foi “abandonado” pelo governo de Michel Temer. “A maior aula que tive sobre o Brasil foi viajando o país. Por isso, vou fazer novamente as caravanas. Agora com mais experiência e mais organização para entender as necessidades do povo”, disse Lula, quando anunciou a viagem. Já nesta quinta, Lula embarca para Feira de Santana (BA), onde será recebido com um ato público, às 19 horas, em defesa das políticas para o semiárido e agricultura familiar. Ainda na programação, está prevista participação no lançamento da 3ª Fase do Memorial da Democracia, em Salvador, às 10 horas do sábado (19). Também na capital baiana, o ex-presidente participa de mais um ato de lançamento do livro Comentários a uma Sentença anunciada – O Processo Lula, já lançado em eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Já no dia 26, ele estará no ato de trabalhadores em defesa da indústria petroquímica e naval. Durante o percurso, Lula se encontrará com políticos, empresários e sindicalistas, como o ex-ministro Jaques Wagner (PT) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Lula também seguirá para Recife, João Pessoa, Campina Grande (PB), Currais Novos (RN) e Mossoró (RN). No dia 29, o ex-presidente chega ao Ceará, onde estão previstas atividades em Quixadá e Juazeiro do Norte. Na sequência, ele passará por Granito (PE), Marcolândia (PI), Picos (PI), Teresina e Timon (MA), encerrando as atividade em São Luís, no dia 5 de setembro. O projeto das novas caravanas está sendo organizado pelo PT e pelo Instituto Lula, com participação da Fundação Perseu Abramo. Prêmios e títulos Durante a viagem pelo Nordeste, Lula receberá quatro títulos de Doutor Honoris Causa: na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cruz das Almas, na sexta (18); na Universidade Federal do Sergipe, no dia 21; na Universidade Estadual de Alagoas, no dia 23; por último, na Universidade Federal da Paraíba, no dia 26.
PMDB expulsa Kátia Abreu e protege os corruptos

Por que nunca puniram nenhum filiado condenado e preso por crimes graves como corrupção e formação de quadrilha? Questionou a senadora. A Comissão de Ética e Disciplina do PMDB Nacional decidiu, por unanimidade, expulsar nesta quarta-feira 16 a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). O motivo: ela feriu, na opinião dos nove membros do colegiado, a ética e a disciplina partidária, com críticas à legenda, a Michel Temer e por ter votado contra matérias defendidas pelo governo. A expulsão atendeu a uma representação do diretório regional do Tocantins. Para a acusação, ao discursar contra a aprovação da Reforma Trabalhista e criticar peemedebistas como o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, Temer e Romero Jucá, a parlamentar praticou atos “nocivos, provocativos e desrespeitosos” e promoveu “inequívoca afronta ao partido”. Até mesmo o presidente da República foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República”, atacou.Kátia foi expulsa porque votou contra matérias de interesse do ilegítimo Michel Temer, tais como a reforma trabalhista, e tem combatido os retrocessos provocados pelo golpe.Além da expulsão de Kátia, a executiva do PMDB também quer expulsar o senador Roberto Requião (PMDB-PR).Na tarde de hoje, Requião usou a tribuna para contra-atacar. Ele pediu a expulsão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do presidente da legenda, Romero Jucá (PMDB-RR), investigado por corrupção no STF.Enquanto isso, nas redes sociais, há um forte movimento pedindo para que Requião deixe o PMDB para se filiar no PT.
Sérgio Moro cuspe no prato que comeu

– JUIZECO VÊ BRASIL GOVERNADO POR GÂNGSTERS E DIZ QUE NÃO SERÁ CANDIDATO – Em evento na Joven Pan, o serviçal dos coxinhas comparou o Brasil de hoje à Geórgia de dez anos atrás, que, segundo ele, era governada por gângsters e disse que não será candidato em 2018. No entanto, ele contribuiu para a derrubada da presidente legítima e honesta Dilma Rousseff, ao divulgar grampos ilegais, e para a ascensão de Michel Temer, denunciado por corrupção. Moro defendeu também o financiamento privado de campanha que foi criminalizado pela Lava Jato – O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, comparou nesta terça-feira 15 o Brasil de hoje à Geórgia de dez anos atrás, que, segundo ele, era governada por gângsters, e disse que não será candidato em 2018. “Em 2006, a Geórgia, ex-integrante da União Soviética, era um país governado por gângsters… Ocupava a 79ª posição no ranking da Transparência Internacional. Agora está na posição 44. O Brasil, coincidentemente, está na mesma posição da Geórgia de dez anos atrás. Quem sabe daqui a dez anos mostremos o mesmo avanço da Geórgia”, afirmou, em evento realizado pela Jovem Pan que debate a Justiça brasileira. Sobre aparecer nas pesquisas eleitorais, declarou: “Eu já falei mais de uma vez: eu acho que as profissões políticas são das mais belas. Nós temos eventualmente imagens pejorativas por causa de escândalos de corrupção, mas temos bons políticos, é uma minoria que adere a práticas criminosas. Mas é preciso ter um perfil e eu não me vejo com esse perfil. Então reitero que não sou candidato e não serei candidato”. Vale lembrar que Moro contribuiu para a derrubada da presidente legítima e deposta Dilma Rousseff, ao divulgar grampos ilegais, e para a ascensão de Michel Temer, denunciado por corrupção. Na entrevista, o magistrado defendeu também regras mais duras para o financiamento privado de campanha que foi criminalizado pela Lava Jato e criticou o financiamento público defendido por parlamentares na reforma política. “Há uma tendência de quem está dentro do sistema de querer ficar dentro”, disse. “Com todo respeito ao nosso Parlamento, esta reforma política que está sendo pensada não é uma reforma”, completou.