Moraes retira sigilo sobre relatório da Polícia Federal e envia inquérito do golpe à PGR

Procuradoria decidirá se apresenta ou não a denúncia contra os indiciados ao Poder Judiciário O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, derrubou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) acerca da tentativa de golpe de Estado no fim do governo de Jair Bolsonaro (PL). Na mesma ação, o ministro enviou o inquérito sobre o assunto à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai avaliar o material e decidir se apresenta ou não a denúncia contra os indiciados ao Poder Judiciário. Se a promotoria decidir pela denúncia, o processo será encaminhado para julgamento no STF. Além de Bolsonaro, a PF indiciou o general da reserva do Exército Walter Braga Netto, que chefiava a Casa Civil na época da tentativa do golpe; o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e Valdemar Costa Neto, presidente do PL; e mais 32 nomes. Veja a lista completa. De acordo com a PF, a tentativa de golpe teria sido tramada em 2022, para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República após sua vitória contra Bolsonaro nas urnas em novembro daquele ano. Entre as ações do grupo, a polícia identificou um plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, cujo objetivo seria a execução dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), respectivamente, em 15 de dezembro de 2022. Além de ambos, a prisão e a execução do ministro Alexandre de Moraes vinham sendo planejados, caso o golpe fosse exitoso. O plano dos investigados “detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um ‘Gabinete Institucional de Gestão de Crise’, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações”
Supremo Tribunal Federal afasta juízes acusados de vender sentenças

Ordens foram dadas em operação deflagrada nesta terça (26) para investigar juízes, advogados, lobistas, empresários assessores de magistrados A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Sisamnes para cumprir mandados em investigação sobre suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Os alvos são juízes, advogados, lobistas, empresários, assessores e chefes de gabinete de magistrados. Policiais federais estiveram nas casas dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, em Cuiabá, a capital de Mato Grosso. Eles estão entre os investigados e foram afastados dos cargos. Agentes foram às ruas nas primeiras horas do dia para cumprir um mandado de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal. As ordens foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de ordenar prisão e de buscas, o STF mandou afastar juízes e servidores públicos. Também autorizou sequestro, arresto e indisponibilidade de bens e valores dos investigados. Os investigados pediam dinheiro para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses, segundo a PF. Também são investigadas negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais, ainda de acordo com a PF. O grupo deverá responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. O nome da operação faz referência a um episódio da mitologia persa, durante o reinado de Cambises II da Pérsia, que narra a história do juiz Sisamnes. Ele teria aceitado um suborno para proferir uma sentença injusta.
TRAMA GOLPISTA – Bolsonaro entra em pânico e chora com medo de ser preso

O ex-presidente não se conteve e foi às lágrimas durante encontro com admiradores O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou uma série de vídeos nos últimos dias em que mostra uma imagem de alguém que pouco se importa por ter sido indiciado, ao lado de 36 pessoas, pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. No entanto, Bolsonaro desabou ao escutar o seu ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, tocar acordeão e cantar uma música em sua homenagem. Com medo de ser preso, o ex-presidente desaba e vai às lágrimas. Em lágrimas, Bolsonaro declara: “Passa um filme na cabeça da gente… o que foram as eleições, o milagre da vida, montar o ministério, contar com amigos e deixar um legado que é reconhecido em qualquer lugar do nosso Brasil… até fora do Brasil também.” Confira o momento no vídeo abaixo: – Retornando a Brasília.– Obrigado meu Nordeste.– 25/novembro.– Gilson Machado.– Jair Bolsonaro. pic.twitter.com/W9XRoTRVE2 — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 25, 2024 Bolsonaro faz ataque inacreditável contra Moraes Na última quinta-feira (21), o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Caso seja condenado nos três crimes, Bolsonaro pode ficar inelegível até 2060. Dessa maneira, desde que foi indiciado, Jair Bolsonaro, seus filhos e aqueles que faziam parte de seu petit comité durante o seu governo colocaram em curso a estratégia de transformar a investigação da Polícia Federal em um mero capricho político do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O objetivo é óbvio: construir o discurso de que Alexandre de Moraes usa a estrutura do STF para perseguir o ex-presidente, como se ele não tivesse cometido crime nenhum… algo que não se sustenta, visto que o ex-mandatário está inelegível até 2023 por ter usado a estrutura governamental para desqualificar o processo eleitoral de 2022. Com esse quadro, Jair Bolsonaro voltou a atacar com virulência o ministro Alexandre de Moraes e, neste domingo (24), usou as redes sociais para fazer um ataque inacreditável, mas que também beira o ridículo, contra o magistrado da Suprema Corte. Na lente política de Bolsonaro, Alexandre de Moraes trava uma “guerra” contra ele e seus filhos, e é isso o que ele dá a entender com uma publicação em seu perfil no X, que reproduzimos abaixo. Agora, o alvo de Moraes é o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o filho “02” do ex-presidente. pic.twitter.com/3WYEQMg14p — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 24, 2024 Em um vídeo que circula pelos canais bolsonaristas, Bolsonaro aparece fora de si e afirma que a PF é “a polícia criativa” do ministro. 🚨URGENTE – Bolsonaro diz que não acredita nessa historinha de golpe e que Moraes fica inventando narrativa! “Iam sequestrar Lula, Moraes e Alckmin para depois envenenar. Olha, vai plantar batata para onde você bem entender, pelo amor de Deus” pic.twitter.com/T9NaBBvoBE — SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) November 24, 2024 Bolsonaro rompe silêncio e fala sobre plano para matar Moraes Vídeo que circula pelos canais bolsonaristas nas redes sociais mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro em um salão de cabeleireiro conversando com uma pessoa que não aparece, apenas filma o momento e faz algumas perguntas para o líder da extrema direita brasileira sobre a prisão dos militares envolvidos no plano para matar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em tom de deboche, Bolsonaro responde que tudo o que veio à tona com o relatório da Polícia Federal “é uma história absurda”. “É uma história absurda essa coisa de golpe… vai dar golpe com general da reserva e quatro oficiais superiores, pelo amor de Deus! Quem estava coordenando isso? Cadê a tropa? Cadê as Forças Armadas? Pelo amor de Deus, não fique colocando chifre em cabeça de cavalo”, inicia Jair Bolsonaro. Em seguida, o ex-presidente defende os militares que foram presos. “Esses que estão sendo presos injustamente agora de forma preventiva. Não encontra um só respaldo na lei que faz a preventiva pra prender esses quatro oficiais”, disse. Por fim, Bolsonaro afirma que a tentativa de sequestro de Alexandre de Moraes é uma invenção da Polícia Federal e tira sarro do fato de um dos agentes não ter encontrado um táxi e abortado a missão. “Golpe agora não se dá mais com tanque, se dá com táxi e parece que o sequestro não saiu porque não tinha táxi na hora, pelo amor de Deus. É uma piada essa PF criativa do Alexandre de Moraes”, conclui Bolsonaro. Confira a declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro no vídeo abaixo: Finalmente Bolsonaro fala do Golpe do Golpe‼️🤦🤣 pic.twitter.com/qZvI8gZvOd — @Didi News (@DIDIREDPILL) November 23, 2024 Flávio Bolsonaro publica texto bizarro sobre o pai e passa vergonha O desespero tomou conta da família Bolsonaro, e a prova disso é o texto patético que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (24) sobre o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi indiciado pela Polícia Federal (PF), juntamente com mais 36 pessoas, por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. No texto, em que Flávio Bolsonaro copia a estrutura discursiva utilizada por Donald Trump na disputa presidencial deste ano nos EUA, na qual venceu a democrata Kamala Harris, o senador vitimiza o seu pai e o coloca como um grande perseguido do sistema, que teria feito muitas coisas pelo Brasil, enquanto o presidente Lula seria a sua antítese, ou seja, aquele que nada fez e faz pelo povo brasileiro. “Você não precisa gostar do Bolsonaro ou concordar com tudo o que ele diz. Ele não é perfeito, e ninguém vai transformar o país da noite para o dia. Mas pare por um momento e reflita: quem está do outro lado? O que esse lado já fez pelo Brasil? Quem são os aliados que o cercam?”, inicia Flávio Bolsonaro. Em seguida, Flávio
Kátia Abreu pede para brasileiros não comprarem mais carne no Carrefour

Ex-ministra da Agricultura pede por boicote após rede francesa sancionar carnes do Mercosul A ex-senadora e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu (Progressistas-TO) pediu pelo boicote à rede de supermercados Carrefour no Brasil. O Carrefour, gigante do varejo, anunciou que deixará de comprar carnes do Mercosul, decisão comunicada pelo presidente Alexandre Bompard a um sindicato de agricultores franceses, que demandam mais protecionismo em meio à debates políticos e econômicos internos francees. A França importa cerca de 99 mil toneladas anuais de carne do Mercosul, responsável por 80% da carne importada pela UE e é o principal entrave para o acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a comunidade europeia. A decisão da rede serve para agradar o mercado interno francês. Kátia Abreu, representante do setor agrícola de grande importância no contexto politico nacional, defendeu um boicote à rede francesa de supermercados. “Carrefour deixará de comprar carne do Brasil para atender a birrinha dos incompetentes produtores francês contra o acordo da Europa e Mercosul. Proponho que as famílias do Brasil boicotem compras no Carrefour mostrando união do nosso país”, afirmou Kátia O que diz o Carrefour Em nota enviada à Fórum, a empresa francesa afirmou “a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, completa. “Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças”, continua a empresa
Bolsonaro e os 40 golpistas: PF finaliza lista de indiciados

Heleno e Braga Netto podem ser presos – Relatório do inquérito sobre golpe, com lista que já tem mais de 40 membros da organização criminosa, será entregue a Moraes e a Paulo Gonet. Forças Armadas estão de sobreaviso e operação relâmpago da PF não é descartada Após a prisão da facção que planejou o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin (PSB) e Alexandre de Moraes, a Polícia Federal (PF) finaliza na manhã desta quinta-feira (21) a lista, que já conta com mais de 40 nomes, dos membros da Organização Criminosa de Jair Bolsonaro (PL) que serão indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e Golpe de Estado. A lista constará em um longo relatório que será entregue pelos investigadores ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet. A Fórum apurou que, diante dos fatos divulgados com o levantamento do sigilo sobre o pedido feito ao STF para a prisão da facção homicida da OrCrim de Bolsonaro, os investigadores cogitam pedir as prisões preventivas dos generais Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e de Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa do ex-presidente em 2022. Para que isso ocorra, uma operação relâmpago pode ser desencadeada nas próximas horas. Heleno, que seria o chefe da transição, e Braga Netto, que atuaria como coordenador do “gabinete de crise” até a instauração da Ditadura bolsonarista, são considerados peças-chaves na arquitetura do golpe. O receio é que, com as provas contundentes, os dois militares tentem fugir do país – ou, ainda, influenciar de alguma forma a atual cúpula das Forças Armadas. Segundo fontes ouvidas pela Fórum, os investigadores estariam em contato com o comando das Forças Armadas já que a lista de indiciados vai incluir militares de alta patente. Entre os nomes certos que serão indiciados estão o general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, ex-comandante do Exército e ex-ministro da Defesa, e o almirante Almir Garnier, que comandou a Marinha e teria colocado as tropas à disposição do golpe. Os investigadores da PF também cortarão na própria carne. Agentes da corporação, especialmente os que atuaram sob o comando de Alexandre Ramagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), estão na lista de indiciados. O rol ainda inclui Anderson Torres, ex-ministro da Defesa, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Confira a relação completa dos indiciados: Ailton Gonçalves Moraes Barros Alexandre Castilho Bitencourt Da Silva Alexandre Rodrigues Ramagem Almir Garnier Santos Amauri Feres Saad Anderson Gustavo Torres Anderson Lima De Moura Angelo Martins Denicoli Augusto Heleno Ribeiro Pereira Bernardo Romao Correa Netto Carlos Cesar Moretzsohn Rocha Carlos Giovani Delevati Pasini Cleverson Ney Magalhães Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira Fabrício Moreira De Bastos Filipe Garcia Martins Fernando Cerimedo Giancarlo Gomes Rodrigues Guilherme Marques De Almeida Hélio Ferreira Lima Jair Messias Bolsonaro José Eduardo De Oliveira E Silva Laercio Vergilio Marcelo Bormevet Marcelo Costa Câmara Mario Fernandes Mauro Cesar Barbosa Cid Nilton Diniz Rodrigues Paulo Renato De Oliveira Figueiredo Filho Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira Rafael Martins De Oliveira Ronald Ferreira De Araujo Junior Sergio Ricardo Cavaliere De Medeiros Tércio Arnaud Tomaz Valdemar Costa Neto Walter Souza Braga Netto Wladimir Matos Soares A previsão é que o documento seja entregue até o final da tarde desta quinta-feira ou, no máximo, na manhã desta sexta-feira (22)
Em encontro histórico, Lula celebra 37 compromissos firmados com a China

Documentos foram assinados nesta quarta-feira (20) por autoridades dos dois países, durante visita do presidente da China, Xi Jinping, fortalecendo laços estratégicos por indústria, pequenas empresas e desenvolvimento sustentável Na histórica visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, realizada em 20 de novembro de 2024, os dois países reafirmaram o compromisso com uma parceria estratégica abrangente e anunciaram uma série de iniciativas para aprofundar a cooperação em diversas áreas. A agenda robusta incluiu 37 atos e memorandos de entendimento que visam promover o desenvolvimento conjunto em agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, ciência, tecnologia, cultura e sustentabilidade. Lula celebrou o protagonismo da China como o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2023, o comércio bilateral alcançou um recorde de US$ 157 bilhões, com o superávit brasileiro representando mais da metade do saldo comercial global do país. A relação se traduz em benefícios concretos, como a geração de empregos e renda em áreas como infraestrutura, energia e agronegócio. O presidente ressaltou também o papel de empresas chinesas em projetos estratégicos no Brasil, como a construção de usinas hidrelétricas e ferrovias, enquanto empresas brasileiras, como WEG, Suzano e Randon, expandem suas operações na China. Outro destaque foi o anúncio de um investimento de US$ 80 milhões pela BRF em uma fábrica de processamento de carnes na província de Henan, refletindo o fortalecimento do intercâmbio econômico. Declaração do presidente da China O presidente da China, por sua vez, afirmou que a relação entre os dois países vive o seu melhor momento na história.”Mantive uma reunião cordial, amistosa e frutífera com o presidente Lula. Fizemos uma retrospectiva do relacionamento da China com o Brasil ao longo dos últimos 50 anos. Coincidimos que este relacionamento está no melhor momento da história. Possui uma projeção global estratégica e de longo prazo cada vez mais destacada. E estabeleceu um exemplo para avançarem juntos com solidariedade e cooperação, entre os grandes países em desenvolvimento”, afirmou Xi Jinping em declaração à imprensa. Xi Jinping também destacou como exemplo o fato de Brasil e China serem os dois maiores países em desenvolvimento de duas regiões e ocuparem um lugar de protagonismo das aspirações dos países do chamado Sul Global – termo geopolítico que designa nações pobres ou em situações socioeconômicas similares, especialmente da América Latina, África e Ásia. “China e Brasil devem assumir proativamente a grande responsabilidade histórica de salvaguardar os interesses comuns dos países do Sul Global e de promover uma ordem internacional mais justa e equitativa”, disse o presidente chinês. Ele ainda defendeu aumentar a representação dos países em desenvolvimento na governança global. “É também nosso consenso que China e Brasil continuem estreitando a colaboração em fóruns multilaterais como Nações Unidas, G20 e Brics, enfrentando a fome e a pobreza”, acrescentou. Para o presidente da China, o mundo está longe de ser tranquilo, “com várias regiões sofrendo guerras, conflitos, turbulência e insegurança”. “A humanidade é uma comunidade de segurança indivisível. Só quando abraçarmos a visão de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável, é que criaremos um caminho de segurança universal. Com relação à crise na Ucrânia, enfatizei diversas vezes que não existe solução simples para um assunto complexo. China e Brasil emitiram entendimentos comuns sobre uma resolução política para a crise na Ucrânia e criaram grupo de amigos da paz, sobre a crise na Ucrânia. Devemos reunir mais vozes que advogam a paz e procuram viabilizar uma solução política da crise na Ucrânia”, disse. Sobre a guerra na Faixa de Gaza, invadida por Israel, o presidente chinês afirmou que a situação humanitária segue se deteriorando e cobrou maior empenho da comunidade internacional em uma ação imediata de cessar-fogo e assistência humanitária, bem como uma solução duradoura que, segundo ele, precisa assegura a existência de dois Estados. Cooperação tecnológica e inovação Lula lembrou, em sua declaração, os 40 anos do Projeto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, um marco na parceria tecnológica entre os países. A visita de Xi Jinping reforçou a ambição de ampliar a cooperação em áreas como inteligência artificial, transição energética, economia digital e aeroespacial. Entre os compromissos firmados, destacou-se o plano para integrar estratégias brasileiras, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano de Transformação Ecológica, à Iniciativa Cinturão e Rota chinesa. Duas forças-tarefa foram anunciadas para apresentar projetos prioritários em até dois meses, focando no desenvolvimento produtivo e sustentável. Parceria pela paz e sustentabilidade global No plano global, Lula e Xi reafirmaram a convergência de visões na busca por uma governança internacional mais democrática e sustentável. Ambos defenderam a reforma da ONU, a promoção da paz em contextos de conflito, como a guerra na Ucrânia, e o enfrentamento da fome e das mudanças climáticas. A China foi uma parceira central na criação da Aliança Global contra a Fome, lançada pelo Brasil no G20, e demonstrou interesse pelo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, uma iniciativa brasileira voltada à preservação ambiental. Ações culturais e eventos futuros Como parte dos acordos firmados, Lula anunciou o Ano Cultural Brasil-China para 2026, buscando estreitar os laços entre as sociedades. Xi Jinping também foi convidado a retornar ao Brasil em 2025 para a Cúpula do BRICS e a COP-30, reafirmando o papel central da parceria sino-brasileira na agenda global. “Estou confiante de que a parceria que o presidente Xi e eu firmamos hoje excederá todas as expectativas e pavimentará o caminho para uma nova etapa do relacionamento bilateral”, concluiu Lula, destacando o pioneirismo e a ambição dessa aliança estratégica. Declaração conjunta e visão de futuro compartilhado Os dois países assinaram a Declaração Conjunta sobre a Formação da Comunidade de Futuro Compartilhado China-Brasil por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável. O documento reafirma o compromisso com o multilateralismo, o fortalecimento da ordem internacional baseada no direito internacional e ações conjuntas para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas e a desigualdade. Integração econômica e sustentabilidade Um dos acordos centrais foi o Plano de Cooperação que conecta iniciativas brasileiras, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano de Transformação
PF prende militares kids pretos e policial federal que planejavam assassinar Lula

Além de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes também eram alvos da organização criminosa que planejava um golpe de Estado A Polícia Federal (PF) prendeu, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (19), quatro militares do Exército Brasileiro e um policial federal que planejavam um golpe de Estado no Brasil. A organização criminosa tinha planos, ainda, para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As prisões foram realizadas na operação “Contragolpe”, deflagrada pela PF após autorização de Moraes, no âmbito do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no país entre o final de 2022 e início de 2023. Os militares presos por planejarem o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, da ativa e da reserva, compõem as Forças Especiais do Exército Brasileiro, especializadas em operações de alto risco e sigilo – esses militares são conhecidos como “kids pretos”. “As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em Forças Especiais (FE). Entre essas ações, foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos. Ainda estavam nos planos a prisão e execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que vinha sendo monitorado continuamente, caso o Golpe de Estado fosse consumado”, detalha a PF. Segundo os investigadores, a organização criminosa mantinha um planejamento com o detalhamento de recursos que seriam necessários para a consumação do golpe de Estado e dos assassinados, e previa ainda a instalação de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise” que seria composto pelos próprios golpistas após as ações criminosas. Um dos presos pela PF nesta terça foi assessor de Jair Bolsonaro até 2022 e, atualmente, integra a equipe do deputado federal e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Confira a nota da PF sobre a operação e as prisões “A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19/11) a Operação Contragolpe, para desarticular organização criminosa responsável por ter planejado um golpe de Estado para impedir a posse do governo legitimamente eleito nas Eleições de 2022 e restringir o livre exercício do Poder Judiciário. As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em Forças Especiais (FE). Entre essas ações, foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos. Ainda estavam nos planos a prisão e execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que vinha sendo monitorado continuamente, caso o Golpe de Estado fosse consumado. O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise”, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações. Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, e a suspensão do exercício de funções públicas. O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que estão sendo efetivados no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. Os fatos investigados nesta fase da investigação configuram, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado e organização criminosa”. Quem são os ‘kids pretos’ Os chamados “kid pretos”, segundo a PF, estiveram em reuniões que tinham o intuito de delinear estratégias para a ofensiva golpista, segundo a PF. Nos ataques de 8 de janeiro de 2023, chamou a atenção de investigadores a presença de manifestantes com balaclavas e desenvoltura na linha de frente da invasão. Um grupo organizou uma ofensiva para furar o bloqueio da Polícia Militar, orientou manifestantes a entrar no Congresso pelo teto, transformando gradis em escadas, e os instruiu a acionar mangueiras para diminuir os efeitos das bombas. Destroços de uma granada de gás lacrimogêneo usada em treinamentos militares foram encontrados, segundo a CPI dos Atos Golpistas. O apelido “kids pretos” , segundo o Exército, é um nome informal atribuído aos militares de operações especiais, por usarem um gorro preto. Nos livros de história militar, o termo faz referência ao codinome utilizado para definir o comandante da unidade que combateu guerrilheiros do Araguaia. Para integrar as forças especiais, o interessado precisa ser sargento ou oficial e fazer cursos de paraquedista, por seis semanas, e de “ações de comandos”, que dura quatro meses e é a etapa mais dura. Um exercício comum é ficar em ambientes fechados com gás lacrimogêneo sem máscara. Restrições de sono e de alimentação também integram a rotina, além de testes físicos. Há ainda uma terceira fase com foco estratégico. Um exemplo de ação desta etapa, que leva cinco meses, é a infiltração em outro estado por meio de salto de paraquedas para, em simulações, cumprir determinada missão, como o resgate de um refém. Os “kids pretos” também já atuaram em operações de grande porte, como a missão no Haiti, e eventos como a Copa do Mundo — neste último caso, dedicados a evitar ataques terroristas. O efetivo é reduzido: a maior parte fica no 1º Batalhão de Forças Especiais, em Goiânia. O Exército não informa a quantidade exata, mas estimativas apontam para 400 militares. Há, ainda, a 3ª
‘Maior legado’: no G20, Lula lança aliança global para erradicar a fome e a pobreza

A ideia é que os países possam se articular em torno de recomendações internacionais, políticas públicas e fontes de financiamento para erradicar as injustiças sociais O presidente Lula (PT) lançou oficialmente, nesta segunda-feira 18, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. O anúncio foi feito durante a recepção aos líderes mundiais que participam da cúpula do G20, no Rio de Janeiro. A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Lula esclareceu que a ideia é que os países possam se articular em torno de recomendações internacionais, políticas públicas eficazes e fontes de financiamento para erradicar as injustiças sociais da fome e pobreza. A iniciativa já reúne 82 países, sendo 19 membros do G20. A Argentina foi o último país do grupo a formalizar a sua adesão, nesta segunda-feira, segundo informações da agência AFP Além dos países, aderiram a União Europeia e a União Africana, ambas integrantes do bloco, além de 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras e 31 entidades filantrópicas e não governamentais “Este será o nosso maior legado”, destacou Lula, que constatou um cenário de piora das desigualdades desde a reunião de líderes do G20 realizada em 2008, em Washington, nos Estados Unidos. “Não se trata apenas de fazer justiça. Essa é uma condição imprescindível para construir sociedades mais prósperas e um mundo de paz.” “Vivemos o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra, recorde de deslocamentos forçados, fenômenos climáticos extremos, desigualdades crescentes e uma pandemia que tirou mais de 15 milhões de vidas. O símbolo dessa tragédia é a fome e a pobreza”, disse Lula, citando um dado da FAO: em 2024, 733 milhões de pessoas seguem subnutridas. “Em um mundo que produz quase 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano, isso é inadmissível. Em um mundo cujos gastos militares chegam a 2,4 trilhões de dólares, isso é inaceitável. A fome e a pobreza não são resultado da escassez ou de fenômenos naturais”, completou O presidente frisou ainda que a aliança nasce no G20 mas que seu destino é global. “Compete aos que estão aqui em volta desta mesa a inadiável tarefa de acabar com essa chaga que envergonha a humanidade”, finalizou. Leia o discurso na íntegra: Caros Chefes de Estado e de Governo, Dirigentes de Organizações Internacionais, Demais Chefes de Delegação, Minhas amigas e meus amigos, Primeiro, eu quero agradecer a generosidade da presença de vocês transformando o Rio de Janeiro na capital do mundo neste nestes dias 18 de novembro e dia 19 de novembro. É muito importante o que vamos discutir aqui e eu tenho certeza que, se nós assumirmos a responsabilidade sobre esses assuntos da fome e da pobreza, nós poderemos ter sucesso em pouco tempo. Por isso, eu quero dizer a todos vocês: sejam bem-vindos ao Rio de Janeiro, aproveitem esta cidade que é conhecida como a Cidade Maravilhosa. Esta cidade é a síntese dos contrastes que caracterizam o Brasil, a América Latina e o mundo. De um lado, a beleza exuberante da natureza sob os braços abertos do Cristo Redentor. Um povo diverso, vibrante, criativo e acolhedor. De outro, injustiças sociais profundas. O retrato vivo de desigualdades históricas persistentes. Estive na primeira reunião de líderes do G20, convocada em Washington no contexto da crise financeira de 2008. Dezesseis anos depois, constato com tristeza que o mundo está pior. Temos o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e a maior quantidade de deslocamentos forçados já registrada. Os fenômenos climáticos extremos mostram seus efeitos devastadores em todos os cantos do planeta. As desigualdades sociais, raciais e de gênero se aprofundam, na esteira de uma pandemia que ceifou mais de 15 milhões de vidas. Segundo a FAO, em 2024, convivemos com um contingente de 733 milhões de pessoas ainda subnutridas. É como se as populações do Brasil, México, Alemanha, Reino Unido, África do Sul e Canadá, somadas, estivessem passando fome. São mulheres, homens e crianças, cujo direito à vida e à educação, ao desenvolvimento e à alimentação são diariamente violados. Em um mundo que produz quase 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano, isso é inadmissível. Em um mundo cujos gastos militares chegam a 2,4 trilhões de dólares, isso é inaceitável. A fome e a pobreza não são resultado da escassez ou de fenômenos naturais. A fome, como dizia o cientista e geógrafo brasileiro Josué de Castro, “a fome é a expressão biológica dos males sociais”. É produto de decisões políticas, que perpetuam a exclusão de grande parte da humanidade. O G20 representa 85% dos 110 trilhões de dólares do PIB mundial. Também responde por 75% dos 32 trilhões de dólares do comércio de bens e serviços e dois terços dos 8 bilhões de habitantes do planeta. Compete aos que estão aqui em volta desta mesa a inadiável tarefa de acabar com essa chaga que envergonha a humanidade. Por isso, colocamos como objetivo central da presidência brasileira no G20 o lançamento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Este será o nosso maior legado. Não se trata apenas de fazer justiça. Essa é uma condição imprescindível para construir sociedades mais prósperas e um mundo de paz. Não por acaso, esses são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 e 2 da Agenda 2030. Com a Aliança, vamos articular recomendações internacionais, políticas públicas eficazes e fontes de financiamento. O Brasil sabe que é possível. Com a participação ativa da sociedade civil, concebemos e implementamos programas de inclusão social, de fomento da agricultura familiar e da segurança alimentar e nutricional, como o nosso Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Conseguimos sair do Mapa da Fome da FAO em 2014, para o qual voltamos em 2022, em um contexto de desarticulação do Estado de bem-estar social. Foi com tristeza que, ao voltar ao governo, encontrei um país com 33 milhões de pessoas famintas. Em um ano e onze meses, o retorno desses programas já
Presidente Lula promete zerar fome no Brasil até fim do mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu neste sábado (16) que, até o fim do mandato, nenhum brasileiro vai passar fome no país. A declaração foi feita no último dia do Festival Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, na região central do Rio de Janeiro. “Quero dizer para os milhões de habitantes que passam fome no mundo, para as crianças que não sabem se vai ter alimento. Quero dizer que hoje não tem, mas amanhã vai ter. É preciso coragem para mudar essa história perversa”, disse o presidente. “O que falta não é produção de alimentos. O mundo tem tecnologia e genética para produzir alimentos suficientes. Falta responsabilidade para colocar o pobre no orçamento público e garantir comida. Tiramos 24 milhões de pessoas da fome até agora. E em 2026, não teremos nenhum brasileiro passando fome”. O evento encerrou a programação do G20 Social, que reuniu durante três dias representantes do governo federal, movimentos sociais e instituições não governamentais. Na segunda (18) e terça-feira (19), acontece a Cúpula do G20, com os líderes dos principais países do mundo. A discussão de iniciativas contra a fome e a pobreza são bandeiras da presidência brasileira do G20. “Quando colocamos fome para discutir no G20, era para transformar em questão política. Ela é tratada como uma questão social, apenas um número estatístico para período de eleição e depois é esquecida. Quem tem fome é tratado como invisível no país”, disse o presidente. “Fome não é questão da natureza. Não é questão alheia ao ser humano. Ela é tratada como se não existisse. Mas é responsabilidade de todos nós governantes do planeta”. O encerramento do festival teve a participação dos artistas Ney Matogrosso, Maria Gadú, Alceu Valença, Fafá de Belém, Jaloo Kleber Lucas, Jovem Dionísio, Tássia Reis, Jota.Pê e Lukinhas.
Extremista de direita – Quem é o homem por trás das explosões em Brasília?

As explosões que abalaram Brasília na noite desta quarta-feira (13) deixaram o país em estado de alerta. Um homem se explodiu nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), e um carro carregado de fogos de artifício detonou no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados. Mas quem é o responsável por esses atos que desafiam a segurança nacional? O principal suspeito é Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como Tiü França. Chaveiro de profissão e ex-candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo Partido Liberal (PL) em 2020, Francisco deixou sua cidade natal após desentendimentos familiares, segundo relatos de seu filho adotivo, Guilherme Antônio. Nas redes sociais, Francisco vinha manifestando posições extremistas e insatisfações políticas. Em publicações recentes, ele fez ameaças explícitas, mencionando “comunistas de merda” e indicando planos de ataques com explosivos contra figuras públicas e instituições. Em uma de suas postagens, ele declarou: “Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda. Testemunhas relataram que, antes de se explodir, o homem tentou lançar um artefato explosivo contra a estátua da Justiça em frente ao STF. Laiana Costa, funcionária do Tribunal de Contas da União (TCU), contou que viu o momento em que o indivíduo acionou a bomba: “Quando olhei para trás, o homem jogou algo perto da estátua da Justiça e logo caiu”. A situação gerou pânico e levou ao isolamento da Praça dos Três Poderes. Sessões no Congresso Nacional foram suspensas, e autoridades intensificaram a segurança na região. Um drone também caiu nas proximidades da Câmara dos Deputados, aumentando as suspeitas de possíveis ataques coordenados. O episódio levanta questões sobre a segurança nas instituições democráticas e a radicalização política no país. As autoridades investigam se Francisco agiu sozinho ou se há outros envolvidos. Enquanto isso, a nação acompanha apreensiva os desdobramentos desse atentado que fere não apenas a integridade física dos locais atingidos, mas também a estabilidade democrática. É momento de reflexão sobre os caminhos que estamos trilhando e de reafirmar o compromisso com o diálogo e a paz. A intolerância e a violência não podem encontrar espaço em nossa sociedade.