PL expulsa deputado que participou da campanha de petista , em Fortaleza

Deputado participado de evento com Evandro Leitão (PT), que concorre com André Fernandes (PL), correligionário de Júnior Mano. O Partido Liberal expulsou o deputado federal Júnior Mano (CE) após ele ter participado da campanha de Evandro Leitão (PT) à Prefeitura de Fortaleza. Leitão concorre com André Fernandes (PL), correligionário de Júnior Mano. Segundo a última pesquisa Quaest, Leitão e Fernandes têm 43% das intenções de voto. Júnior Mano participou na quinta-feira (17) de um evento de campanha de Leitão, com a presença do próprio candidato, além do governador Elmano de Freitas e o ministro da Educação, Camilo Santana (ambos do PT). Bolsonaro soube da situação na capital cearense e pediu ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para expulsar o deputado. Júnior Mano foi o segundo deputado federal mais votado em 2022, com 216 mil votos, atrás apenas do próprio André Fernandes, que teve 229 mil votos. O deputado ajudou a organizar o ato de apoio a Leitão, reunindo, segundo o próprio Júnior Mano, 41 prefeitos cearenses para pedir votos ao candidato petista.
Valdemar Costa Neto e Bolsonaro entram em clima de “guerra fria” no PL

Declarações do presidente do PL sobre o governador Tarcísio de Freitas ser o “primeiro da fila”, para disputar o pleito de 2026 irritaram o ex-mandatário Nas últimas 24 horas, a relação entre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e Jair Bolsonaro (PL) passou a ser monitorada de perto, à medida que declarações do dirigente partidário feitas em entrevistas ao jornal O Globo e à Globonews desencadearam uma crise com o ex-capitão. Nas entrevistas, Valdemar afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (republicanos), é o “primeiro da fila” para a disputa pelo Palácio do Planalto, o que não agradou ao ex-presidente. Bolsonaro, por sua vez, destacou que será ele o candidato e insinuou que, caso continue inelegível, “vai jogar a toalha” e “cuidar da sua vida”. Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, interlocutores de Bolsonaro enviaram recados claros que teriam sido feitos diretamente pelo ex-mandatário sobre as entrevistas, classificando-as como “extemporâneas” e “impróprias”. Auxiliares pediram ao ex-presidente que se concentre nas prefeituras conquistadas pelo PL e evite qualquer comentário sobre 2026, visando não agravar ainda mais a situação. Aliados de Valdemar, por outro lado, enfatizaram que ele deixou claro na imprensa que o capitão reformado ainda é sua primeira opção. A comunicação entre os dois líderes políticos está suspensa desde fevereiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nos bastidores, Bolsonaro admitiu, em conversas privadas, que com sua inelegibilidade, Tarcísio é o nome da direita mais bem posicionado para disputar a Presidência da República em 2026 . No entanto, a irritação do ex-mandatário aumentou com o vazamento de suas declarações e o fato de seus aliados estarem ecoando o nome de Tarcísio após o primeiro turno das eleições municipais. O senador Flávio Bolsonaro também se posicionou, afirmando em entrevista ao site “Metrópoles” que o governador de São Paulo é o candidato mais indicado para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima eleição.
Supremo autoriza retorno do X ao Brasil após recuo de Musk

Rede foi bloqueada em território nacional após descumprir determinações da Justiça e manter perfis criminosos no ar O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o desbloqueio da rede social X, antigo Twitter, no Brasil. A decisão foi anunciada nesta terça (8) e ocorre após o proprietário da big-tech recuar da tentativa de descumprimento de determinações da Justiça. Moraes mandou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adote as providências necessárias para que a efetivação da medida. Não há exatamente um prazo para que todos os provedores estejam liberados, mas o acesso ao X deve ser normalizado nas próximas horas. A Anatel deve comunicar as providências ao STF em 24 horas. O ministro afirmou que “o retorno das atividades da X BRASIL INTERNET LTDA. em território nacional foi condicionado, unicamente, ao cumprimento integral da legislação brasileira e da absoluta observância às decisões do Poder Judiciário, em respeito à soberania nacional”. O bloqueio foi determinado no dia 30 de setembro após a empresa fechar seu escritório do Brasil e deixar de ter um representante legal no país, condição obrigatória para qualquer firma funcionar. O bilionário Elon Musk, dono da rede social, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas. No entanto, a representação foi reativada nas últimas semanas, e a advogada Rachel Villa Nova voltou a ser a representante legal da rede. Com a reabertura da representação e o pagamento de multas que somam R$ 28,6 milhões, o X pediu ao ministro para voltar ao Confira a cronologia da suspensão 15/08 – Moraes aumenta de R$ 50 mil para R$ 200 mil a multa diária aplicada contra o X por descumprimento da decisão que determinou o bloqueio de postagens do senador Marcos do Val (PL-ES) e de outros investigados. 17/8 – X fecha seu escritório no Brasil e retira representação legal. No entanto, a rede continua no ar. 28/8 – Moraes dá 24 horas para o bilionário Elon Musk, dono da rede social, indicar representante legal no Brasil. 29/8 – O ministro determina o bloqueio das contas da Starlink, empresa de internet via satélite que também pertence a Musk, para garantir o pagamento das multas contra o X. 30/8 – Alexandre de Moraes determina a suspensão da rede social X no Brasil e dá 24 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cumprir a medida. O ministro também determina a aplicação de multa diária de R$ 50 mil para pessoas físicas e jurídicas que utilizarem uma VPN (Virtual Private Network) para burlar a suspensão. 31/8 – O bloqueio é efetivado por todas as operações de internet. 2/9 – A Starlink recorre da decisão que determinou o bloqueio das contas bancárias da empresa. 13/9 – Moraes determina a transferência de R$ 18,3 milhões que foram bloqueados nas contas da Starlink e da rede social X para a União. A medida serviu para garantir o pagamento das multas. 18/9 – X realiza atualização na hospedagem da rede social e passa a permitir o acesso de usuários à plataforma. O X trocou o endereço eletrônico que foi bloqueado e passou a hospedá-lo nos servidores da Cloudflare, empresa norte-americana especializada na segurança de sites. 19/9 – Moraes multa o X em R$ 10 milhões por permitir o acesso pelo Cloudflare. 19/9 – X informa ao STF que pretende reativar representação legal no Brasil, e Moraes dá 24 horas para a empresa comprovar a medida e entregar documentos. 20/9 – A rede social cumpre o prazo e indica Rachel de Oliveira Villa Nova para atuar como representante legal da empresa no país e entrega parte dos documentos. 21/9 – Moraes pede novos documentos. Para o ministro, a entrega não foi devidamente cumprida e solicita cópia das procurações societárias originais outorgadas pela rede social à advogada e da ficha de breve relato expedida pela Junta Comercial de São Paulo. 26/9 – Os advogados do X apresentam os documentos solicitados e pedem o desbloqueio da plataforma. 27/9 – O ministro nega o desbloqueio e faz novas determinações. Moraes pede que a empresa pague a multa de R$ 10 milhões pelo uso do Cloudflare. Além disso, determina que a advogada Rachel Villa Nova pague multa de R$ 300 mil. 1°/10 – X informa ao Supremo que vai pagar todas multas aplicadas contra a plataforma, que somam R$ 28,6 milhões. 4/10 – A rede social paga a multa e volta a pedir o desbloqueio. 4/10 – Moraes diz que a multa foi depositada na conta errada e pede regularização. O valor foi parar em uma conta da Caixa, mas deveria ter sido enviada para uma conta judicial no Banco do Brasil. 7/10 – A multa de R$ 28,6 milhões é transferida para a conta correta do Banco do Brasil. Moraes pede parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o desbloqueio da plataforma. 8/10 – PGR envia ao Supremo parecer favorável ao desbloqueio. 8/10 – Moraes determina desbloqueio do X e dá prazo de 24 horas para a Anatel cumprir a medida.
Cinthia Chagas que defende submissão das mulheres pediu divórcio

A influencer sofria agressão do deputado estadual bolsonarista, Lucas Bove (PL-SP) Cíntia Chagas, a influenciadora conhecida por sua atuação nas redes sociais em defesa da submissão das mulheres e do conservadorismo, chocou seus seguidores ao anunciar, em agosto, o fim de seu casamento com o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), apenas três meses após o matrimônio. Segundo informações reveladas pelo Portal Leo Dias, o término ocorreu em meio a graves denúncias de violência doméstica. Cíntia, que também registrou um boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva em setembro, descreveu o relacionamento como abusivo, acusando o deputado de ser “possessivo, ciumento e controlador”. De acordo com o depoimento prestado pela influenciadora, a relação com Bove não era apenas emocionalmente desgastante, mas também marcada por agressões físicas e psicológicas. Em um dos episódios mais graves relatados por Cíntia, o deputado teria jogado uma faca contra ela durante uma discussão. O objeto caiu no chão e atingiu sua perna, causando uma lesão. “A violência não foi um caso isolado”, afirmou a influenciadora, que descreveu outros momentos de tensão, incluindo uma situação em que Bove lançou uma garrafa de água contra ela e ameaçou queimar seus pertences. Cíntia detalhou que esses episódios refletem um comportamento recorrente por parte do deputado, cujas atitudes abusivas foram se intensificando com o tempo. Além das agressões físicas, o controle excessivo e os constantes ataques de ciúme minaram o relacionamento, levando ao seu desfecho traumático. “Eu vivia um relacionamento tóxico”, desabafou. No depoimento à polícia, de acordo com Metrópoles, Cíntia ainda contou que a primeira grande briga ocorreu em novembro de 2022, após ela postar um vídeo publicitário em suas redes sociais. Bove, descontrolado, foi até a residência da influenciadora, chamando-a de “puta, piranha e vagabunda” e exigiu que ela apagasse o conteúdo. A partir de então, os momentos de controle e possessividade tornaram-se cada vez mais frequentes.
‘Vou de Boulos só de raiva’- Apoiadores de Marçal inundam redes de Bolsonaro

Diversos comentários críticos foram feitos em postagem sobre o Marco Legal do Saneamento publicada nesta segunda-feira (8) pela conta oficial do ex-presidente no Instagram VICTÓRIA CÓCOLO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sofrido ataques nas redes por seu apoio a Ricardo Nunes (MDB) após o candidato Pablo Marçal (PRTB) não passar ao segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo. Diversos comentários críticos foram feitos em postagem sobre o Marco Legal do Saneamento publicada nesta segunda-feira (8) pela conta oficial do ex-presidente no Instagram. Algumas das respostas dizem: “vou de Boulos só de raiva agora”, “espero que Boulis seja eleito” e ainda “espero que o Boles ganhe”, citando o apelido dado por Marçal ao candidato do PSOL Guilherme Boulos. A publicação mais recente do ex-presidente no Facebook também traz diversos comentários críticos, com usuários se dizendo decepcionados com a falta de empenho do ex-presidente em criticar o que classificaram como censura às redes de Marçal –o candidato do PRTB teve perfis derrubados após divulgar laudo falso sobre Boulos. Oficialmente, Bolsonaro apoiou a candidatura de Nunes, que concorre à reeleição na capital paulista. Apesar disso, ambos se apresentaram pouco juntos ao eleitorado ao longo da campanha. Parte dos eleitores de direita se decepcionou com a decisão de Bolsonaro, acreditando que o melhor seria ter apoiado Marçal. Durante a campanha, o ex-presidente e Nunes viveram momentos de tensão, já que Bolsonaro afirmou mais de uma vez que o emedebista não era “o candidato dos sonhos” e elogiou o autodenominado ex-coach. Em outros momentos, Bolsonaro atacou o empresário. Em uma live realizada junto com o candidato a vice-prefeito na chapa do MDB, Ricardo Mello Araújo, o ex-presidente chamou o influenciador de “idiota” e o criticou por falas sobre uma divisão no campo da direita. “Se alguém acha que vai rachar a direita dessa forma, está errado. Primeiro, quem uniu a direita foi você que está falando? Você, seu idiota, o que você fez pela direita para estar cantando de galo aí? Gente que nunca foi vereador, nas minhas costas teve centenas de milhares de votos. Cresça e apareça, pô”, afirmou. O resultado das eleições em São Paulo foi o mais apertado da capital desde a redemocratização. A diferença de votos entre Nunes, o primeiro colocado, e Pablo Marçal (PRTB), o terceiro, foi de apenas 1,3%, cerca de 80 mil votos. O candidato do PRTB obteve 28,14% dos votos. Nunes e Boulos disputarão o segundo turno. Nunes teve 29,5% dos votos válidos, e o deputado do PSOL, 29,1%. Procurada pela Folha de S.Paulo, a assessoria de imprensa do ex-presidente não quis comentar o conteúdo publicado pelos usuários no Instagram.
Cantor Leonardo, amigo de Bolsonaro, é incluído em lista suja do trabalho escravo

Emival Eterno da Costa – nome do cantor sertanejo Leonardo – é dono de uma área onde seis pessoas, incluindo um adolescente, foram resgatados. Eles viviam em casa abandonada, sem água e banheiro, e dormiam sobre tábuas e galões de agrotóxicos Amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Emival Eterno da Costa, o cantor setanejo Leonardo foi incluído pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na “lista suja” do trabalho escravo nesta segunda-feira (7). O cadastro é atualizado pelo governo para expor pessoas físicas e jurídicas que tenham propriedades investigadas por explorar o trabalho análogo à escravidão. Em novembro de 2023, o Ministério do Trabalho flagrou seis pessoas, entre elas um adolescente de 17 anos, em condições degradantes de trabalho na Fazenda Talismã, de propriedade de Leonardo e que leva o nome de um dos maiores sucessos do cantor. Segunda o site Repórter Brasil, especializado no tema, os trabalhadores foram resgatados em uma casa abandonada, sem água potável, banheiro ou camas. Eles dormiam em um espaço improvisado com tábuas de madeira e galões de agrotóxicos. Ainda segundo o site, que teve acesso ao relatório, o lugar estava infestado de insetos e morcegos e exalava um “odor forte e fétido”. Em julho, Leonardo fez uma festa luxuosa na fazenda, avaliada em mais de R$ 60 milhões, para comemorar seu aniversário de 61 anos. Advogado do cantor, Paulo Vaz disse ao Repórter Brasil que o flagrante de trabalho escravo “tratava-se de uma área arrendada, que todas essas pessoas tiveram as indenizações pagas e que os processos se encontram arquivados”. O local onde os trabalhadores foram resgatados ficava na Fazenda Lakanka, vizinha à Talismã, e também pertencente a Leonardo. A área foi arrendada em 2022 para um plantador de soja.
Apostas online – Gusttavo Lima tem prisão decretada pela Justiça

O artista é investigado no âmbito da Operação Integration, que levou a influencer Deolane à prisão O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou, nesta segunda-feira (23), a prisão do cantor Gusttavo Lima. A decisão ocorre no âmbito da Operação Integration, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de apostas online. A influenciadora Deolane foi presa no âmbito da mesma investigação, que agora determinou a prisão de Gusttavo Lima. O mandado de prisão preventiva contra Gusttavo Lima foi expedido pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife. A decisão ocorre após o Ministério Público devolver o inquérito à Polícia Civil, solicitando a realização de novas diligências e recomendando a substituição das prisões preventivas por outras medidas cautelares. Deflagrada no dia 4 de setembro, a Operação Integration resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e de outras pessoas suspeitas de integrarem um esquema de lavagem de dinheiro. No mesmo dia em que a operação foi deflagrada, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu um avião que pertencia à empresa de Gusttavo Lima, a Balada Eventos. Na ocasião, o cantor Gusttavo Lima usou as redes sociais para afirmar que não tinha mais relação com o avião apreendido. “O bebê não pode pegar uma semana de descanso! Estão dizendo aí que o meu avião foi preso, gente… Eu não tenho nada a ver com isso, me tirem fora dessa. Esse avião foi vendido no ano passado. Honra e honestidade foram as únicas coisas que sempre tive na minha vida, e isso não se negocia”, declarou o sertanejo. Gusttavo Lima tem R$ 20 milhões bloqueados por suspeita de lavagem de dinheiro A empresa Balada Eventos e Produções, do cantor sertanejo bolsonarista Gusttavo Lima, está no centro da investigação envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro em esquema de jogos de apostas online, revelado pela operação “Integration”, a mesma que levou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra à cadeia. Segundo informações divulgadas pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, na noite deste domingo (8), a Balada Eventos teria participado do esquema em associação com empresas do empresário paraibano José André da Rocha Neto, que também está sendo investigado. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões da empresa de Gusttavo Lima, além de imóveis e embarcações em nome da companhia. Um avião pertencente à Balada Eventos também foi apreendido durante a operação. A aeronave, que está em processo de transferência para a JMJ Participações LTDA, uma empresa de Rocha Neto, foi um dos bens identificados no esquema. Rocha Neto, que também é proprietário da empresa de apostas Vai de Bet, tem Gusttavo Lima como garoto-propaganda. O empresário teve sua prisão decretada e, até o momento, é considerado foragido pela Justiça. Além dos bloqueios à Balada Eventos, foram confiscados R$ 35 milhões das contas de Rocha Neto e R$ 160 milhões de suas empresas. Outro lado A defesa de Gusttavo Lima negou qualquer envolvimento do cantor ou de sua empresa no esquema criminoso. Segundo o advogado do bolsonarista, a Balada Eventos apenas vendeu o avião para uma das empresas investigadas e que todas as transações foram legais. “A Balada Eventos e Gusttavo Lima não fazem parte de nenhum esquema de organização criminosa de exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro”, diz nota oficial da empresa. O próprio Gusttavo Lima, após a exibição da reportagem do Fantástico, se manifestou. Através dos stories do Instagram, ele afirmou ser vítima de “injustiça”, dizendo ainda que não permitirá “fake news” associadas ao seu nome.
Morre ex-deputado Genival Tourinho, que lutou contra a ditadura

Ele teve os direitos políticos cassados na época do regime militar após denunciar a “Operação Cristal”, de atos terroristas O velório será realizado na Assembleia Legislativa, amanhã de manhã. O corpo será cremado em seguida, às 14 horas, na Capital. O ex-parlamentar estava internado no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, desde o dia 8 de setembro. A morte foi causada por insuficiência renal e respiratória. Ele deixou a mulher, Elizabeth Myriam Teixeira Carneiro, três filhos e cinco netos. Quem era ele Nascido em Montes Claros (Norte de Minas), Mário Genival Tourinho formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1958. Exerceu mandato como deputado estadual (1967 a 1971, assumindo como suplente). Entre 1975 e 1982, exerceu dois mandatos na Câmara Federal, onde teve a carreira interrompida depois da perda dos direitos políticos, após ser incluído na Lei de Segurança Nacional. Ele também foi presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Operação Cristal Em agosto de 1980, durante um almoço oferecido ao ex-governador do Rio Leonel Brizola, em Belo Horizonte, Genival Tourinho denunciou a chamada “Operação Cristal”, que envolvia uma série de atentados terroristas no país durante o regime militar. O então deputado apontou que, por trás das ações, como o atentado do Riocentro, no Rio de Janeiro, estariam três generais – e que a intenção seria jogar a culpa em integrantes da esquerda. Genival Tourinho foi processado pelos militares, incluído na Lei de Segurança Nacional, e teve os direitos políticos cassados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ficando impedido de se candidatar á reeleição em 1982. Foi aprovada no Congresso Nacional uma emenda que garantia o retorno da sua elegibilidade naquele ano. Porém, o projeto-lei foi vetado pelo então presidente da Republica, general Joao Baptista Figueiredo. Genival Tourinho relata detalhes da sua denúncia sobre a “Operação Cristal” e sobre o processo de cassação dos seus direitos políticos no livro autobiográfico Baioneta falada, baioneta calada. Na obra, narra uma série de fatos dos “anos de chumbo” e também da sua atuação como advogado na defesa de presos e perseguidos pela ditadura. Repercussão O ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) lamentou a perda do advogado e ex-parlamentar, que era seu amigo pessoal e conviveu com o seu pai, o ex-deputado federal Renato Azeredo. “Genival Tourinho foi um politico corajoso e destemido. Advogado de renome, ele nunca esqueceu suas raízes no Norte de Minas. Particularmente, perdi um amigo e um grande conselheiro”, afirmou Eduardo Azeredo. O ex-ministro das Comunicações e ex-prefeito de Belo Horizonte Pimenta da Veiga também lamentou a morte de Tourinho. “Genival Tourinho foi um homem múltiplo. Advogado responsável e respeitado atuou em grandes processos. Na vida pública sua marca foi a combatividade. Nunca se curvou na ditadura, e jamais negou suas ideias. Grande perda para Minas Gerais e muita saudade para os amigos”, considerou Pimenta da Veiga. O ex-governador mineiro e deputado federal Aécio Neves (PSDB) também publicou nota de pesar. “Lamento profundamente o falecimento do deputado Genival Tourinho, parlamentar mineiro que teve um papel importante no combate à ditadura e no restabelecimento da democracia no país. Genival Tourinho foi uma das grandes lideranças da política mineira, amigo do presidente Tancredo Neves, e deixará muitas saudades a Minas e à sua querida Montes Claros. Transmito o meu respeito pessoal e o abraço de toda a minha família aos seus familiares e amigos”. Fonte Estado de Minas
Por que o Brasil não consegue avançar em políticas para pessoas com deficiência?

Capacitismo estrutural e falta de representatividade emperram avanços, aumentando exclusão e desigualdade Historicamente, negamos a sua existência e produzimos violência ao invés de cuidado A Carta de Brasília – Pessoas com Deficiência na Luta por Equidade aponta o capacitismo estrutural como raiz do atraso e denuncia que, apesar dos avanços nas leis, o que está previsto no papel reflete pouco na sociedade. Pessoas com deficiência são grandes vítimas da desigualdade e da violação de direitos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no ano passado, mostram que a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é de 19,5%, enquanto o índice geral do Brasil é de 4%. A participação na força de trabalho também é bastante desigual: 29% ante 66%. Em entrevista ao podcast Repórter SUS, a pesquisadora Laís Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), reafirma o abismo que existe entre o avanço de políticas sociais das últimas décadas e o alcance dessas ações na vida das pessoas com deficiência. “O capacitismo resulta na discriminação das pessoas com deficiência e é uma coisa muito arraigada. Se nos perguntarmos por que outras lutas avançaram e essa não, foi maturidade de luta mesmo. É muito difícil convencer – e o verbo é convencer – de que aquele ser humano tem um direito humano, porque aquele ser humano, ele continua numa categoria de sub-humano, de menos humano.” Segundo ela, o Brasil não estabeleceu um pacto federal para combater e acabar com o capacitismo. A representatividade é insuficiente, inclusive na política. O cenário afeta diretamente as ações do Sistema Único de Saúde (SUS). “A saúde é muito capacitista. Isso porque trabalhadores de saúde são formados sem ter na sua grade esse conhecimento sobre quem são as pessoas com deficiência, como funcionam seus corpos. Sem entender que nós, historicamente, negamos a sua subjetividade. Nesse processo, negamos a sua existência, e produzimos violência em vez de cuidado.” O alerta da Carta de Brasília também aponta o peso que a estrutura da sociedade exerce na exclusão de pessoas com deficiência. “Sistemas econômicos, políticos e sociais predatórios e autoritários estimulam guerras, crimes ambientais, violência urbana e rural, acidentes de trabalho, desnutrição e fome, também seguem gerando deficiências, especialmente na juventude negra, nas comunidades indígenas e entre os grupos mais empobrecidos.” O Repórter SUS é uma parceria entre o Brasil de Fato e a escola Politécnica de saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.
Datena agride Marçal com uma cadeira e é expulso de debate

Apresentador partiu para cima de influenciador após ser chamado de “arregão”, no debate da TV Cultura O candidato a prefeito de São Paulo José Luiz Datena (PSDB) agrediu o também candidato Pablo Marçal (PRTB) durante o debate promovido pela TV Cultura neste domingo (15). Após a agressão, o debate foi suspenso. Datena foi expulso do evento. A agressão ocorreu no quarto bloco do debate. Na ocasião, Datena questionou Marçal sobre suas supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Marçal, então, provocou Datena o chamando de “arregão”. Disse que o apresentador chegou a partir para cima dele no debate da TV Gazeta para lhe dar um tapa, mas não teve coragem de fazê-lo. Neste momento, Datena agrediu Marçal usando uma cadeira. O debate foi imediatamente interrompido pelo mediador, que chamou um intervalo comercial. Datena foi expulso do debate com base no regulamento do debate. Ele disse que perdeu a cabeça. “Foi uma reação humana que eu não pude conter”, disse ele, desculpando-se. Marçal deixou o debate pois alegou que estava se sentindo mal. Segundo sua assessoria, ele foi direto ao hospital. O debate seguiu com outros quatro candidatos. Guilherme Boulos (Psol), Marina Helena (Novo) e Tabata do Amaral (PSB) lamentaram a agressão. Ricardo Nunes (MDB) também lamentou o fato em sua mensagem de despedida.