Em pleno 1º de Maio, Romeu Zema defende permitir o trabalho infantil

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais.

Messias entregou tudo e não ganhou nada – Por Moisés Mendes, em seu blog

Depois de cinco meses de espera, Jorge Messias apresentou aos senadores todas as suas virtudes de jurista conservador e não levou nada. Porque o Senado não queria um moderado, mas afrontar Lula. Messias ofereceu quase tudo que a direita absorvida pelo fascismo pedia. Disse ser contra o aborto. Condenou as decisões monocráticas do STF, criticou, sem referência direta, o inquérito das fake news e defendeu a autocontenção do Supremo. Messias chorou, exaltou qualidades que o Congresso não tem mais, declarou-se um religioso que age orientado por Deus e só faltou dizer: eu também sou um ser terrivelmente evangélico. Teve o apoio de André Mendonça, mobilizou parte do Supremo em favor do seu nome, mas fracassou porque o Senado decidiu que essa era a hora de saltar no pescoço de Lula. E Jorge Messias estava no caminho. Fica a surpresa que parece mas não é paradoxal: o mais conservador dos ministros indicados pelo PT é o que acaba sendo rejeitado. Messias não foi esnobado, por 42 a 34 votos, por não saber nada de Direito, e sabe, ou porque é progressista. Foi derrotado por ter sido escolhido para o STF na hora errada por um governo que a extrema direita testa todos os dias, com o apoio da grande imprensa. Se fossem escolher manchetes que tentam explicar o que aconteceu, os leitores ficariam com essas duas, que parecem dizer o óbvio, mas não dizem a mesma coisa. Esta é a do Globo: “Veto a Messias é resultado de articulação de última hora de Alcolumbre, avaliam aliados”. E esta é a do Estadão: “Planalto avalia que ala do STF liderada por Moraes se juntou a Alcolumbre para derrotar Messias”. A síntese é que o Congresso dominado pelo fascismo, que passa a orientar a postura da velha direita em quase tudo, foi fomentado por Globo, Folha a Estadão. A grande imprensa continua golpista e protagonista. A manchete correta seria mais ou menos assim: “Veto a Messias reflete a chantagem de Alcolumbre, da velha direita, do fascismo e dos jornalões que sabotam Lula”. (A foto é de Geraldo Magela, da Agência Senado)

Marinho rejeita “chororô” de empresas com fim da escala 6×1 e critica Hugo Motta

Ministro do Trabalho rejeita compensações a empresas no debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, rejeitou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de compensações no debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Segundo ele, o governo tem posição definida sobre o tema.“A posição do governo é muito clara. Não cabe compensação nesse tipo de benefício para o conjunto da economia”, afirmou Marinho a jornalistas na sede do MTE, após a apresentação do 5º Relatório de Transparência Salarial.Marinho também criticou a reação de setores empresariais diante da proposta e disse que parlamentares devem rejeitar a proposta de desoneração para compensar as empresas, acrescentando que “historicamente, sempre, as empresas vêm com um chororô muito grande, é além da realidade”.De acordo com o ministro, argumentos de impacto negativo já foram apresentados em outros momentos, mas não se confirmaram. “Em todos momentos, dizem que isso vai desregular, gerar desemprego e quebrar empresas, mas a história, no mundo e no Brasil, diz exatamente o contrário”, declarou.Marinho reconheceu que há efeitos econômicos, mas afirmou que eles são compensados por ganhos de produtividade e organização do trabalho. “Tem impacto financeiro, sim, mas ele é compensado por outro impacto. Uma empresa, por exemplo, que tinha 24 faltas diárias na escala 6×1, sem reduzir para 40 horas semanais, mas na 5×2, zerou as faltas diárias e preencheu as vagas que não conseguia preencher na escala 6×1”, explicou.Ele reforçou que mudanças desse tipo não provocam prejuízos generalizados. “Não gerou quebradeira para as empresas coisa nenhuma”, afirmou. “Vários aspectos positivos se contrapõem” e “os impactos são compensados pela melhoria do mercado, aumento da produtividade e da capacidade”, disse.O ministro também destacou que o governo mantém diálogo com os setores econômicos, mas descartou discutir compensações neste momento. “Evidente, nosso governo é um governo de muita escuta. Se algum nicho de empresa perceber que tem esse tipo de problema, vamos escutar, mas não é agora no bojo da discussão da redução da jornada que se discute compensação, porque precisa pegar a especificidade de cada setor”, disse.A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. O texto seguirá agora para análise de uma comissão especial, ainda a ser instalada, antes de ser encaminhado ao plenário.Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou à Câmara um projeto de lei (PL) sobre o tema em regime de urgência. A proposta também prevê o fim da escala 6×1 e tem prazo até 15 de julho para ser votada pelo Congresso Nacional.Esse é um debate muito importante, não é de agora. A PEC do Reginaldo Lopes está tramitando desde 2019.Marinho também afirmou, durante a coletiva, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia tanto a aprovação da PEC quanto do PL, mas demonstra preferência pela tramitação do projeto de lei.“Por que o governo prefere o PL, sem absolutamente uma rejeição à PEC?”, disse Marinho. “Se a PEC avançar e for aprovada, está tudo certo, mas reconhecidamente as PECs têm um caminho mais longo a ser percorrido”, acrescentou.Ele também rejeitou as críticas de que o PL seria inconstitucional e afirmou que dialoga com o presidente da Câmara, Hugo Motta, mas ponderou: “Visivelmente, ele está tramitando a PEC e fazendo de tudo para segurar o PL”.Marinho disse que Motta havia assumido inicialmente o compromisso de tramitar as duas propostas.

Preferido de Aécio, Ciro faz primeiro teste entre tucanos para a sucessão presidencial

Aécio Neves articula alternativa ao Planalto e ex-governador do Ceará avalia ser alternativa contra polarização entre Lula e Flávio A Executiva Estadual do PSDB de São Paulo realiza neste sábado (25), às 11h, um encontro com seus pré-candidatos a deputado estadual e federal que marcará a primeira agenda pública de Ciro Gomes desde que foi oficialmente estimulado pelo partido a disputar a Presidência da República em 2026. O evento acontecerá no Clube Juventus, na Mooca, em São Paulo, e servirá como ato de mobilização interna da legenda após o encerramento da janela partidária.

“Padre Red Pill”: Em sermão, Frei Gilson defende submissão feminina

E a senadora Soraya Thronicke criticou o bolsonarista, rotulando-o de “falso profeta” O discurso ocorre em meio a um aumento nos casos de feminicídio no país. “Ela sempre quer ter mais. Eu não me contento só em ter qualidades normais de uma mulher, eu quero mais. É isso a ideologia dos mundos atuais. Eu vou até usar a palavra que vocês já escutaram muito: ‘empoderamento’”, diz o bolsonarista.Ele alega que isso é um problema causado pela “guerra dos sexos” e que a Bíblia defende que a mulher tenha “desejo de serviço”. “É claro ver que Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem o ser o chefe. Isso está na Bíblia. O homem é o chefe do lar. O homem foi dado a ele a liderança”, prossegue.O religioso também defende que que a única “missão” da mulher é ser auxiliadora do marido e cita o versículo Gênesis 2:18, que diz: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. “A guerra de masculino com feminino é diabólica. Para curar a solidão do homem, Deus fez você [mulher]. Olha o texto bíblico, gênesis 2:18. O que está escrito aí? ‘Vou dar-lhe uma auxiliar, que ele seja adequada’”, completou.O Brasil teve um recorde histórico de casos de feminicídio em 2025, com um total de 1.568 vítimas. O número representa o assassinato de quatros mulheres por dia em razão de gênero e essa foi a maior taxa registrada desde 2015, quando ocorreu a tipificação do crime.Mesmo assim, Frei Gilson deve ser usado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, para atrair eleitores religiosos nas eleições deste ano. Paralelamente, o parlamentar tem tentado incorporar o combate ao feminicídio como bandeira eleitoral para diminuir a rejeição entre mulheres “Falso profeta”: Soraya Thronicke detona bolsonarista Frei Gilson A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) detonou o bolsonarista Frei Gilson e afirmou que ele é um “falso profeta”. A parlamentar ainda acusa o religioso de misoginia por um sermão em que diz que a mulher deve ser “auxiliar” do marido.“Mais um falso profeta. São freis, padres, pastores, pais de santo, políticos e etc. usando o nome de Deus em vão. Apesar da nossa laicidade, não posso deixar de destacar que eles infringem diuturnamente a própria fé que propagam, norma disposta no 3º mandamento (Êxodo 20:7). Haja fé para sobrevivermos nestes tempos…”, escreveu a senadora no X.Soraya ainda disse que não se sente representada pelo bolsonarista, mesmo sendo religiosa, e cobrou providências da Igreja Católica.“Nasci em berço católico e posso dizer que esse frei não me representa. Ele já passou de todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia e etc. Espero que nossa Igreja Católica tome severas providências”, prosseguiu.

Boneco homossexual- Zema intensifica ataques ao STF

Pré-campanha de Zema mira STF, critica ministros e vê vantagem política em confronto com Gilmar Mendes, que fez a seguinte declaração sobre Zema: “Se começarmos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso?” A pré-campanha presidencial de Romeu Zema (Novo) decidiu intensificar as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aposta que a reação do ministro Gilmar Mendes pode gerar dividendos políticos. A estratégia envolve ampliar ataques à Corte, reforçar o discurso contra ministros e explorar a ofensiva judicial como elemento central da narrativa eleitoral.

Compositores Márcio e Yé Borges abandonam cerimônia durante discurso de Zema

A cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada em Minas Gerais, ficou marcada pela saída dos compositores Márcio Borges e Yé Borges durante o discurso do governador do estado, Romeu Zema (Novo). O episódio ocorreu antes do encerramento do evento, no momento em que o bolsonarista fazia uma fala prolongada diante das autoridades presentes.Márcio Borges foi homenageado com a Grande Medalha da Inconfidência. Já Yé Borges recebeu a honraria em nome do irmão dos dois, Lô Borges, falecido em 2 de novembro de 2025.Durante o evento, Zema fez um discurso extenso, com ataques a decisões do Supremo Tribunal Federal e a outros atores do cenário político nacional. A fala ocorreu na etapa final da solenidade, após a entrega das medalhas aos homenageados.Foi nesse momento que Márcio Borges e Yé Borges deixaram o palco. A saída aconteceu antes da conclusão oficial da cerimônia. Não houve interrupção formal do evento. Além dos irmãos Borges, a cerimônia contou com a presença de outras autoridades. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu o Grande Colar da Inconfidência, considerada a mais alta honraria concedida pelo governo de Minas Gerais.A Medalha da Inconfidência é tradicionalmente entregue em cerimônia pública e reúne representantes dos poderes, além de nomes da cultura e da sociedade civil. O evento segue calendário oficial do estado e ocorre anualmente como parte das celebrações históricas mineiras.

Polícia Federal retira credenciais de agente de imigração dos EUA

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse nesta quarta-feira (22/4) que a decisão foi uma resposta à retirada das credenciais de Marcelo Ivo O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF em Brasília. Segundo ele, a iniciativa é um ato do governo brasileiro em reciprocidade à decisão do governo estadunidense de determinar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também da PF, dos EUA. “Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou Andrei durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews. A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para confirmar a informação e também para pedir detalhes sobre a substituição do delegado Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres. Até a redação desta nota, não havia recebido retorno. Entenda Na última segunda-feira (20), o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos informou que pediu a saída de um “funcionário brasileiro” do país. Embora a postagem não cite nomes, o texto indica que se trata de um delegado da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ramagem foi solto na última quarta-feira (15) após ficar dois dias preso na Flórida. O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Ramagem a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista. Na terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o caso durante viagem à Alemanha, e falou em em reciprocidade.  “Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, disse Lula

Fim da escala 6×1 é aprovado na CCJ, e pauta segue para comissão especial na Câmara

Com a aprovação na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá criar uma comissão para analisar a PEC; texto ainda não irá a plenário A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22/4), o avanço da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 – uma folga a cada seis dias trabalhados.Os deputados ainda não analisaram o conteúdo da PEC. A votação serviu apenas para confirmar que ela não desrespeita as normas da Constituição e pode tramitar.Agora, com o rito cumprido, a PEC irá para a análise em uma comissão especial. A criação dela é tarefa do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), um dos patrocinadores da proposta, e a tendência é que ele indique, ainda nesta quarta-feira, quem serão o presidente da comissão e o relator da PEC.O regimento da Câmara prevê que o grupo faça a análise do conteúdo e vote o relatório da PEC em até 10 sessões. Nessa etapa, os deputados podem propor emendas – que completam a versão original da PEC, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ou até alteram o sentido dela.Depois, a proposta é enviada ao plenário para votação. São necessários os votos de, pelo menos, 308 dos 513 deputados para aprovar a PEC, que ainda precisa de análise do Senado. AcordoInicialmente, a PEC de Reginaldo Lopes prevê a redução da jornada para 36 horas. Entretanto, ele indicou que, durante a tramitação, apresentará uma emenda à própria PEC: a intenção dele é uma redução para 40 horas – que significa, na prática, duas folgas para cada cinco dias trabalhados.A alteração contempla um acordo costurado em dezembro entre ele e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que também propôs a redução, e o Palácio do Planalto. Essa emenda, que demandará as assinaturas de 171 deputados, iguala a PEC ao projeto de lei (PL) enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Os principais pontos de divergência entre oposição e base em relação à PEC, neste momento, são o regime de transição e a possibilidade de compensação para empresários após a redução da jornada. Isto só será tratado na comissão especial.

Inveja branca – Mateus Simões usa expressão racista na cerimônia da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões foi condecorar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, quando disse algo que há anos é tido como notoriamente discriminatório, sem nenhum constrangimento O cenário era a histórica Ouro Preto, palco da tradicional entrega da Medalha da Inconfidência, nesta terça-feira (21), feriado nacional de Tiradentes. No entanto, o que deveria ser um ato de exaltação ao civismo acabou marcado por uma fala carregada de preconceito estrutural. O governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que substituiu Romeu Zema (Novo) após sua renúncia por razões eleitorais, causou indignação ao utilizar uma expressão racista para elogiar seu homólogo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Durante o discurso de entrega do Grande Colar, a mais alta honraria do estado, reservada aos governantes dos estados e os chefes de Poderes, Simões tentou fazer um aceno à representatividade feminina, mas tropeçou no vocabulário discriminatório.“Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a primeira comandante da Polícia Militar mulher”, declarou Simões, sem esboçar qualquer constrangimento ao pronunciar o termo claramente racista. Peso do termoA expressão “inveja branca” é amplamente condenada por especialistas, historiadores e movimentos sociais por reforçar o racismo linguístico. A lógica por trás do termo é a de que o “branco” purifica o sentimento, tornando-o aceitável ou positivo, enquanto o “preto” permanece implicitamente ligado ao que é ruim, pecaminoso ou maléfico. Em um estado como Minas Gerais, cuja história é marcada pela luta e resistência negra, o uso do termo em uma cerimônia oficial foi recebido como um retrocesso e gerou revolta nas redes sociais. Corrida política e aliançasO absurdo verbal ocorreu em um momento em que Simões busca consolidar seu nome para a sucessão de Romeu Zema. A presença de Tarcísio de Freitas e de outras figuras da direita, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e também agraciado com a Grande Medalha, reforça a tentativa de Simões de atrair o Republicanos e o PL para sua futura coligação.Ao tentar “disputar” o pioneirismo na promoção de mulheres em postos de comando, Simões lembrou que Minas já possui a coronel Jordana Filgueiras Daldegan à frente do Corpo de Bombeiros. Contudo, o mérito da pauta foi ofuscado pela escolha infeliz das palavras. Silêncio do governoAté o fechamento desta reportagem, o governo de Minas Gerais e a assessoria pessoal do governador Mateus Simões não se manifesteram em relação aos pedidos de esclarecimento enviados por e-mail e mensagens instantâneas das mais diversas redações de inúmeros veículos de imprensa. O espaço na Fórum permanece aberto para manifestação.A fala de Simões acende um alerta sobre a naturalização de termos discriminatórios no alto escalão da política brasileira, especialmente em eventos que celebram a liberdade e a justiça, pilares do movimento inconfidente.