Jornal Nacional surpreende com minuto de silêncio na abertura

Heraldo Pereira e Renata Vasconcellos abriram o Jornal Nacional (Globo) desta terça-feira (7) em silêncio. Os dois âncoras ficaram 40 segundos sem falar nada em homenagem ao Dia da Liberdade de Imprensa, comemorado hoje. “Direito fundamental”, declarou Renata. A reportagem é do portal Notícias da TV. Após os segundos de silêncio, os jornalistas explicaram o motivo do “protesto” ao público do telejornal. “Hoje é terça-feira, 7 de junho, Dia Nacional da Liberdade de Imprensa”, anunciou Pereira: “Esse nosso gesto, essa nossa homenagem, é para lembrar a importância desse direito fundamental para a democracia”, completou Renata em seguida. No Twitter, internautas reagiram à cena. “Jornal Nacional começou em silêncio, homenageando a liberdade de imprensa, amei”, comentou a usuária identificada como Bárbara. “Jornal Nacional muito perspicaz com Renata e Heraldo Pereira começando em silêncio, fazendo referência ao Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, que é comemorado hoje”, escreveu a espectadora Anna Beatriz. Outros usuários brincaram com o susto pela ausência de falas dos jornalistas. “Eu comecei a rir achando que tinha dado problema na abertura do Jornal Nacional e, em seguida, fui tapeada lindamente com um silêncio ensurdecedor que já estava combinado”, reagiu a usuária Dani. “Jornal Nacional começando em silêncio. Que ódio, achei que era minha televisão”, comentou a internauta Julia.

TRE anula mudança de domicílio eleitoral e Moro não pode ser candidato em SP

A decisão aponta que volta a valer o último registro de alistamento eleitoral do ex-juiz, que é do Paraná; Moro ainda pode recorrer ao TSE Sergio Moro (União Brasil) levou, nesta terça (7), mais um duro golpe da Justiça. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) formou maioria e anulou a transferência de domicílio eleitoral do ex-juiz do Paraná para São Paulo. Com isso, ele não poderá ser candidato ao Senado Federal, ou qualquer outro cargo nas eleições de 2022 pelo estado paulista. O ex-juiz ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Portanto, volta a valer o último registro de alistamento eleitoral do ex-ministro, que é do Paraná. O tribunal julgou um recurso em que o PT pedia cancelamento da transferência de domicílio eleitoral de Moro para São Paulo. A sigla justificou o pedido porque o ex-juiz não demonstrou ter vínculos com o estado e, tampouco, com a cidade. A ação movida pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) e o diretório municipal da sigla considera que o ex-ministro não possui vínculo profissional em São Paulo e ainda teria apresentado o endereço de um hotel para comprovar residência. Atualmente, para fazer a troca de domicílio, a legislação exige residência de ao menos três meses no novo local. Contudo, há uma jurisprudência do TSE que estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”, o que não é o caso de Moro. Moro não comprovou qualquer vínculo com São Paulo, diz relator O relator do caso, juiz Mauricio Fiorito, destacou que Moro não comprovou que possuía qualquer vínculo com São Paulo quando pediu a transferência. Ele também mencionou que o ex-juiz se filou ao Podemos pelo Paraná em fevereiro de 2022, assumiu o cargo de vice-presidente do órgão provisório do partido no estado e ficou na função somente até 30 de março, “quando só então se filiou ao União Brasil de São Paulo”. “Não cabe à Justiça Eleitoral presumir fatos ou direitos, pois devem ser equidistantes a todos os partidos, candidatos e eleitores. Não se está a afirmar que o recorrido agiu de má-fé ou dolo no sentido de ludibriar a Justiça Eleitoral, mas que não se comprovou nos autos, de fato, que possuía algum vínculo com São Paulo quando solicitou a transferência do domicílio eleitoral”, apontou o relator.

Ordem na casa! 2ª Turma do STF mantém cassação do bolsonarista Fernando Francischini

Reação de ministros põe fim a manobra espúria de Kassio Nunes Marques que anulou perda de mandato determinada pelo TSE. Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram contra e restabeleceram a ordem no Supremo A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques que anulou a cassação do deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini (União Brasil-PR), condenado por espalhar fake news durante a eleição de 2018. Nunes Marques, nomeado por Jair Bolsonaro e totalmente subserviente aos desígnios do presidente, havia tomado uma atitude flagrantemente ilegal e contra os ritos do Judiciário ao determinar a suspensão de uma decisão colegiada do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), além manobrar posteriormente para frustrar a sessão convocada para esta terça (7) pelo ministro Luiz Fux para resolver o caso por meio do plenário virtual, encaminhando a própria decisão para a 2ª Turma. Um dos integrantes da 2ª Turma, André Mendonça, outro bolsonarista fiel, agiu em dobradinha com Nunes Marques e pediu vistas (mais tempo para analisar), mas os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, notando os subterfúgios de má-fé dos magistrados a serviço do Planalto, votaram contra a decisão e formaram maioria por 3 a 2, reestabelecendo a ordem no Supremo e mantendo a cassação de Francischini. Mendonça, que acabou votando ao notar que inevitavelmente seria derrotado, argumentou em sua sustentação, ao seguir Nunes Marques, que a atitude do parlamentar paranaense não teve o “condão” de interferir na eleição passada. Francischini espalhou nas redes, ao vivo, a informação de que era impossível votar em Bolsonaro porque as urnas estariam adulteradas. O voto do ministro Edson Fachin veio como uma espécie de lição de moral contra a postura adotada por Nunes Marques e Mendonça. “A decisão proferida restabelece o mandato parlamentar com todas suas implicações para fins internos da Assembleia Legislativa. Peço toda vênia para entender que a decisão proferida pelo TSE está correta e adequada à ordem jurídica”, começou dizendo. “Às vezes, é necessário repetir o óbvio: não existe direito fundamental em atacar a democracia a pretexto de se exercer qualquer liberdade, especialmente a liberdade de expressão. A lealdade à Constituição e ao regime democrático é devida a todos, sobretudo aos agentes políticos, que só podem agir respeitando-a. Não se deve confundir o livre debate público de ideias e a livre disputa eleitoral com a autorização pra disseminar desinformação, preconceitos e ataques à democracia” concluiu Fachin.

Do “tororó” de Anitta ao choro de Gustavo Lima: entenda a “CPI do Sertanejo”

Anitta, alvo de críticas de Zé Neto, e Gusttavo Lima: “CPI do Sertanejo” movimenta as redes sociais e causa cancelamento de shows – Reprodução/Instagram e Reprodução/Twitter Crítica de Zé Neto à cantora pop deu início a turbilhão nas redes sociais; Ministério Público investiga shows de Lima Um dos temas que dominaram o debate nas redes sociais nos últimos dias no Brasil, a “CPI do Sertanejo” não é, ao menos por enquanto, uma Comissão Parlamentar de Inquérito de fato. Entretanto, as investigações iniciadas por Ministérios Públicos estaduais para apurar possíveis irregularidades em contratações de artistas por parte de administrações abalam o mercado da música no país. E tudo começou com uma crítica a uma tatuagem íntima da cantora Anitta, feita pelo sertanejo Zé Neto, que faz dupla com Cristiano. Era 12 de maio quando a dupla fazia um show em Sorriso (MT). Entre uma música e outra, Zé Neto disparou: “Não dependemos de Lei Rouanet. Nosso cachê quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ pra mostrar se a gente tá bem ou mal. A gente simplesmente vem aqui e canta”. As imagens (e o áudio) viralizaram nas redes sociais, e abriram o debate: de um lado, os apoiadores do sertanejo. Do outro, os que foram defender a cantora. pic.twitter.com/dhfbHbT5Qx — Tracklist (@tracklist) May 14, 2022 Apesar da crítica à Lei Rouanet, um levantamento feito pelo UOL dois dias depois já mostrava que o show da própria dupla de Zé Neto custou R$ 400 mil aos cofres públicos. Com o dinheiro pago para outros shows no mesmo evento, o valor chegou a R$ 1 milhão, segundo o Portal da Transparência. Leia mais: Lei Rouanet: alvo de desinformação numa guerra anticultura Uma semana mais tarde, em show em Dourados (MS) no dia 19 de maio, Zé Neto voltou ao tema. Após parte do público puxar um coro ofendendo Anitta – em repercussão do debate que já estava em alta nas redes sociais, ele interrompeu a plateia e, em tom irônico, insinuou que quem o critica não conhece a realidade do país. “Vamos rezar por essas pessoas e que Deus abra a mente delas e que elas entendam (…) Que venha um dia, que um dia só na vida, calce uma botina amarela, entre num curral cheio de b*sta para separar o gado, tirar um leite, ‘passar peia’ num bezerro. E ver que a vaca não dá leite, você tem que ir lá tirar. O leite que você compra na caixinha não vem bonitinho da caixinha, alguém tirou” Público do Zé Neto gritando “Ei anitta VTNC” e ele falando pra anitta calçar uma bota e ir separar vaca. ???? pic.twitter.com/ec3sXPs6IL — KIKIKI DA FAMA (@kikikidafama) May 20, 2022 Outro nome entrou na polêmica no dia 21: o cantor Gusttavo Lima, quando realizou um show em Brasília. Em um intervalo de sua apresentação, um locutor fez um discurso questionável com críticas ao que entende ser “o comunismo” – que, para ele, é o oposto de “democracia”. A fala do locutor inflamou ainda mais os ânimos polarizados nas redes, em especial entre os bolsonaristas que enxergam o fantasma do comunismo como um legítimo culpado para qualquer mazela, mesmo que não seja verdade. “Na vida é Deus, pátria, família e liberdade. Liberdade para pensar, liberdade para agir, liberdade para vencer, liberdade para conversar, liberdade para estar na internet, liberdade de expressão, liberdade de conquista. E a gente tem que conquistar essa p*rra. Porque o Brasil é nosso”, bradou o locutor. O cantor sertanejo Gusttavo Lima se posicionou contra o comunismo ao realizar um show no último sábado, 21, em Brasília. O músico saiu em defesa de “Deus, pátria e família” e complementou afirmando que “aqui nunca vai ser o comunismo”. pic.twitter.com/RMbDEatqNv — Jogo Político (@jogopolitico) May 23, 2022 Mas em nota enviada dias depois à Folha de S. Paulo, a assessoria de Gusttavo Lima disse que o cantor não influenciou no discurso. “Respeitamos a posição política de todos, independentemente de partido e não vamos mais comentar o assunto”, resumiu a nota. Entretanto, o assunto voltaria a ser comentado, desta vez, pelo próprio cantor. Em live no Instagram na última segunda-feira (30), ele disse que as críticas estão fazendo com que ele esteja perto de “jogar a toalha”, sem deixar claro o que isso quer dizer. Lima, que já criticou o que ele chama de “geração mimimi” quando foi questionado por incentivar aglomerações no auge da pandemia, chorou ao dizer que estava sendo muito criticado. Dono de um avião de R$ 250 milhões e de um barco que comprou por R$ 25 milhões do cantor Roberto Carlos, ele disse ser “um trabalhador normal” e que “não compactua com dinheiro público”. Porém, contraditoriamente, na mesma live, deixou claro que faz shows pagos com dinheiro público. “Se eu custo ‘um’, não é a prefeitura que vai me pagar ‘meio’. Todos nós temos contas para pagar, seja para prefeitura ou para shows privados. Eu sou um cara que faço pouquíssimos shows de prefeitura e, quando a gente às vezes faz algum, a gente é massacrado como se fosse um bandido, como se fosse um ladrão que tivesse roubando dinheiro público”. Zé Neto, que acendeu a faísca com a crítica à tatuagem íntima de Anitta, comentou a live de Lima. Solidário, disse que “quem tem que dar satisfação sou eu”. Disse ainda que está “atravessando uma fase ruim” e que a situação não tem “nada a ver” com Lima. Mesmo que não tenha “nada a ver”, Gusttavo Lima já sentiu os efeitos das respostas às críticas de Zé Neto a Anitta. O Ministério do Público (MP) do Rio de Janeiro abriu investigação sobre um contrato milionário para um show do cantor na cidade de Magé. O MP de Roraima abriu investigação semelhante por contrato para show do cantor na cidade de São Luiz, que tem 8 mil habitantes, por R$ 800 mil. E a prefeitura de Conceição do Mato Dentro (MG) anunciou cancelamento de show do cantor, assim como de apresentação da dupla Bruno e

Desconhecimento – Lei Rouanet: alvo de desinformação numa guerra anticultura

Bolsonaro volta a criticar legislação responsável pela maior parte dos recursos que fomentam a produção cultural “Cultura não é um objeto que se vende. É uma fruição, uma experiência. E essa experiência não uma prioridade na vida de muitos brasileiros, ainda mais pensando entre você ter de escolher entre comprar seu arroz e feijão ou ir a um espetáculo de cinema, de teatro.” Assim a produtora Cynthia Alário, sócia da Brazucah, define a importância da polêmica Lei Rouanet – que foi alvo de duras críticas durante toda da campanha presidencial do eleito Jair Bolsonaro. “A gente fala de um produto que não é valorizado no nosso país (a cultura). Se não tem uma legislação por meio da qual a iniciativa privada tenha incentivo fiscal para esse tipo de ação, a gente teria um déficit cultural maior ainda do que já temos.” Cynthia e a equipe da Brazucah transportam telas de cinema Brasil afora, seja por intermédio do Cine Solar, do Cine Autorama ou o CineB, único que funciona independentemente da legislação federal, graças ao apoio do Sindicato dos Bancários de São Paulo. “A gente trabalha com comunidades com baixo índice de desenvolvimento social e econômico. Nesses locais, se não tiver uma atividade que seja gratuita, essas pessoas não teriam acesso. Alguém precisa pagar a conta desse processo: como faz um projeto de cinema chegar às comunidades?” A Lei Rouanet é o principal mecanismo de fomento à cultura do Brasil. De acordo com o site do Ministério da Cultura – que será extinto no governo Bolsonaro e fundido ao Ministério da Cidadania – a Lei 8.313/91 instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e estabelece normas de como o governo federal deve disponibilizar recursos para a realização de projetos artístico e culturais. Esses projetos podem ser enquadrados no Artigo 18 ou no Artigo 26 da Lei Rouanet. O 18 dá direito ao apoiador de deduzir 100% do valor investido, desde que respeitado o limite de 4% do imposto devido para pessoa jurídica e 6% para pessoa física. O 26 estipula dedução do imposto de renda equivalente a 30% (no caso de patrocínio) ou 40% (no caso de doação), para pessoa jurídica; e 60% (no caso de patrocínio) ou 80% (no caso de doação), para pessoa física. Originalmente, a lei que leva o nome de seu criador, o diplomata Sérgio Paulo Rouanet, continha três mecanismos: o Fundo Nacional da Cultura (FNC), o Incentivo Fiscal e o Fundo de Investimento Cultural e Artístico (Ficart). Esse último fundo nunca foi posto em prática. E, diante da queda de investimentos diretos no setor via FNC, o Incentivo Fiscal – também conhecido por mecenato – tem cada vez maior proporção no Programa, a ponto de alguns acharem que a lei é somente isso. E já não seria pouca coisa. Uma lei que dá lucro Um estudo encomendado pelo Ministério da Cultura à Fundação Getulio Vargas (FGV) demonstra que R$ 49,78 bilhões foram injetados na economia desde o lançamento da Lei Rouanet, em 1991. Foram realizados 53.368 projetos em 27 anos, com patrocínios captados de R$ 31,2 bilhões, e retornos de R$ 18,5 bilhões para a sociedade de forma indireta. O estudo, segundo reportagem na revista Exame, também informa que 3,3 bilhões de ingressos, antes cobrados, foram distribuídos gratuitamente à população. De acordo com o levantamento, nessas quase três décadas de existência da legislação, cada R$ 1 captado e executado via Lei Rouanet, ou seja, R$ 1 de renúncia em imposto, acabou gerando em média R$ 1,59 na economia local. As contas demonstram que o incentivo à cultura fomentou riquezas inclusive financeiras à sociedade. Durante a divulgação da pesquisa, no dia 14 de dezembro, o ministro Sérgio Sá Leitão – que está deixando a cadeira para assumir a mesma pasta no governo de São Paulo – defendeu a lei dizendo que investimentos de R$ 1,6 bilhão em cultura se convertem em um milhão de empregos. Isso, segundo ele, prova que o incentivo à cultura não é menos importante que os do setor automobilístico. Sá Leitão criticou ainda fake news sobre o assunto: “Quem desconhece os mecanismos da lei, acha que ela faz com que o Brasil perca dinheiro e o distribua o gratuitamente como se fosse um programa de televisão. O estudo demonstra que nada disso procede”. O gerente de projetos da FGV, Luis Gustavo Barbosa, explica que o impacto indireto alcançado pela Lei Rouanet vem desde o emprego criado com as atividades culturais, até o alimento utilizado, que leva renda para a agricultura. “Essa lógica, a gente precisa entender. A agenda da cultura, como agenda econômica, é fundamental para o atual momento do Brasil.” Barbosa relata que 68 áreas econômicas diferentes foram beneficiadas indiretamente pela lei de incentivo. E que 63,3% dos projetos foram destinados a pequenos empreendedores, com menos de R$ 100 mil. Desconhecimento ou fake news? “Penso que o presidente Bolsonaro está mal informado sobre os benefícios da Lei Rouanet e por isso é importante as pessoas saírem em defesa da arte, da cultura e do conhecimento. Essa tríade constrói a soberania de um país”, avalia a atriz Débora Duboc, sobre o tuíte divulgado pelo capitão nessa quarta-feira (26), em que ele afirma: “Há claro desperdício rotineiro de recursos que podem ser aplicados em áreas essenciais”. Bolsonaro referia-se à liberação de R$ 7,3 milhões pela área de Responsabilidade Sociocultural de Furnas (subsidiária da Eletrobrás) para entidades do setor. A estatal divulgou nota explicando que o valor mencionado pelo presidente eleito foi anunciado após informação da área financeira, no fim de novembro, sobre o montante previsto para o ano de 2018. E que “optou por usar R$ 6,8 milhões para patrocinar projetos sociais e culturais via Lei Rouanet e aproximadamente R$ 3 milhões para projetos esportivos”, que “prioriza projetos que visam a inclusão social, o acesso gratuito à cultura e o incentivo ao esporte amador” e que “todos os projetos aprovados estão sendo publicados no Diário Oficial”. Ou seja, esse dinheiro só poderia ser destinado pela estatal para esse fim que, pela

Datafolha confirma início de grande movimentação pelo voto útil em Lula

O “cirista moderado”, que “tem críticas ao PT mas não foi intoxicado pelo antipetismo ensandecido”, pode estar se movendo para Lula, diz Miguel do Rosário Após a divulgação do Datafolha, militantes de candidatos que não pontuam bem protestaram contra os números, alegando inconsistências. A reclamação mais comum é que “não fazia sentido” que Lula tivesse herdado os votos de João Dória e Sergio Moro. Entretanto, esse é um protesto ancorado numa interpretação esquemática e equivocada de uma pesquisa eleitoral, oriunda, por sua vez, da cultura de “bolha” das redes sociais. A movimentação dos números não obedece a esse tipo de lógica. O desaparecimento das candidaturas Dória e Moro não tem nada a ver com o aumento de Lula. Não há nada, pelo menos, a indicar que houve essa “migração”, que, de fato, seria incoerente. No entanto, os próprios números autorizam uma interpretação muito mais lógica. Os votos de Dória e Moro provavelmente retornaram a Bolsonaro, compensando em parte a desidratação que o presidente está enfrentando, especialmente entre as classes mais pobres, beneficiárias ou não do Auxílio Brasil. É infinitamente mais lógico, portanto, concluir que Lula cresceu a partir de votos de baixa renda que se soltaram de Bolsonaro. Há um outro importante movimento em curso. A pesquisa também sugere migração de votos ciristas para Lula, buscando uma opção estratégica. Os discurso de Ciro, muito agressivos contra tudo e contra todos, especialmente contra a liderança popular mais querida do país, vem gerando um gigantesco constrangimento no eleitorado de esquerda, incluindo os que votam em Ciro. É muito mais plausível que o cirista moderado, que tem críticas ao PT e a Lula, mas que não foi inteiramente intoxicado pelo antipetismo ensandecido que Ciro vem tentando promover, esteja se movendo na direção de Lula. Temos observado inúmeros exemplos nas redes sociais. Os mais notórios foram Gregório Duvivier e Bruno Torturra, apresentador e editor do programa Greg News, que fizeram campanha para Ciro de 2018, mas que agora optam por um voto crítico – porém não menos entusiasmado e determinado – em Lula. Neste sábado, a vereadora Duda Salabert (PDT), a mais votada da história de Belo Horizonte, postou em suas redes sociais um vídeo em que ela e família aparecem à janela do carro fazendo o L de Lula. Apesar de ter se mantido firme no Datafolha, com seus 8%, a candidatura de Ciro emergiu fragilizada da pesquisa , porque os números legitimam as críticas que muitos vem fazendo ao candidato de estar “fazendo o jogo da direita”, ou pior, fazendo um jogo que interessa unicamente a Jair Bolsonaro. A campanha de Ciro, no entanto, parece ter se fechado num clima negacionista assustador. Quadros próximos de Ciro procuram disseminar as mais bizarras teorias de conspiraçação, como a de que o UOL “fechou aliança” com Lula, ou que o Datafolha é uma pesquisa “falsa”. O próprio Ciro alimenta isso em suas entrevistas. No dia da pesquisa, Ciro participou de uma entrevista na CNN Brasil, na qual declarou que uma pesquisa como Datafolha custaria em torno de “R$ 2 milhões”.  O valor é usado por Ciro como um elemento de suspeita. A troco de que, insinua o candidato, alguém se interessaria em pagar pesquisas tão absurdamente caras? A inflação galopante que assola o país chegou às teorias de conspiração de Ciro, porque até então ele vinha “denunciando” que as pesquisas “pagas por banco” custavam R$ 1 milhão. O custo delas aumenta na proporção inversa com que agradam a Ciro. Quanto mais as pesquisas o incomodam, mais caras ficam. Talvez cheguem a R$ 5 ou R$ 10 milhões até o dia das eleições. Entretanto, isso não era para ser uma brincadeira. O TSE regula severamente o mercado de pesquisas eleitorais no país, aplicando multas pesadíssimas contra empresas que cometem qualquer irregularidade. Hoje os institutos de pesquisa são obrigados a registrar os formulários, custos e nota fiscal no site do TSE, e tudo fica disponível ao público. Essa última pesquisa Datafolha, por exemplo, não custou os R$ 2 milhões “denunciados” por Ciro, mas R$ 473.780,00. E, a propósito, não foi paga por “banco”, e sim pela empresa Folha da Manhã, proprietária do jornal Folha de São Paulo. Realizado entre os dias 25 e 26 de maio de 2022, a pesquisa traz números que nos permitem entender melhor de onde estão vindo os eleitores que, até o momento, dão vitória a Lula no primeiro turno. O número de entrevistados foi de 2.556, abordados em pontos de fluxo. Desse universo, mais da metade, ou 1.339, tem renda familiar abaixo de dois salários. É nesse grupo que o ex-presidente Lula tem uma de suas melhores pontuações, ou 43% dos votos espontâneos (atenção, espontâneos!). Entretanto, se fizéssemos uma lista dos segmentos onde Lula apresenta seu melhor desempenho na votação espontânea, por ordem descrescente, ela seria a seguinte: nordestinos (49%), estudantes (44%), pretos (44%), jovens até 24 anos (43%), eleitores com até o ensino fundamental (43%), com renda até 2 salários (43%), católicos (43%), assalariado sem registro (42%). No caso de Bolsonaro, ele se destaca entre evangélicos (32%) e empresários (49%). De uma base de entrevistados de 2.556, os evangélicos responderam por 682. É um grupo expressivo, correspondente a quase a totalidade de nordestinos. Os empresários, por outro lado, representam um grupo muito pequeno de entrevistados, apenas 83. Desses 83 empresários abordados pelo Datafolha, 20% indicaram voto em Lula, 49% em Bolsonaro e apenas 1% em Ciro. O grupo de estudantes não é tão numericamente relevante, mas é simbólico. Dos 100 estudantes entrevistados pelo Datafolha, 44% disseram votar em Lula, 22% em Bolsonaro, e ninguém em Ciro. O Datafolha entrevisou 353 jovens com idade até 24 anos. É um grupo bem grande –  mais representativo, por exemplo, que empresários (83 entrevistados) ou funcionários públicos (184 entrevistados). Desses jovens, 43% disseram, espontaneamente, que iriam votar em Lula, contra apenas 16% para Bolsonaro e 1% para Ciro Gomes. Esses números reforçam nossa análise da migração de votos ciristas para Lula, porque Ciro chegou a ter uma boa entrada entre a juventude, especialmente universitária.

Anitta faz piada com Zé Neto após escândalo de cachês milionários

A cantora não resistiu e postou em sua conta do Twitter sobre a polêmica que resultou em cancelamento de shows e pedidos da CPI do Sertanejo A cantora Anitta não resistiu e entrou neste sábado (28), na polêmica gerada após Zé Neto, da dupla com Cristiano, fazer críticas à tatuagem que ela fez e também à Lei Rouanet. “E eu achando que tava só fazendo uma tatuagem no tororó”, escreveu a cantora. E eu achando que tava só fazendo uma tatuagem no tororó — Anitta (@Anitta) May 29, 2022 Cancelamento de show O show do cantor Gusttavo Lima, que custaria aos cofres da cidade o valor de R$ 1,2 milhão, foi cancelado pela Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais. Ele iria se apresentar na cidade no dia 20 de junho, durante a 30ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus Do Matozinhos. O cachê de R$ 1,2 milhão foi motivo de polêmica nesta semana após ser revelado que o dinheiro partia de uma verba destinada a saúde e educação, obtida a partir da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM. Zé Neto cancelado Ao fazer críticas à colega Anitta, dizendo em uma apresentação ao vivo que não precisava nem fazer “tatuagem no toba” e nem usar a Lei Rouanet, o cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, abriu uma crise sem precedentes no mercado de shows e acabou virando alvo de críticas de seus colegas de gênero. De acordo com a coluna do Fefito no Splash, sertanejos não têm poupado críticas a Zé Neto em grupos de WhatsApp, pois suas declarações abriram uma “caixa de Pandora”. Desde suas críticas à Lei Rouanet, tem sido revelados vários cachês milionários realizados em cidades pequenas pelo Brasil que foram sido pagos com dinheiro público e muitas vezes sem licitação.

Aliado de Bolsonaro joga a toalha e admite que vitória de Lula é fava contada

Lincoln Portela, do PL, novo vice-presidente da Câmara diz ser difícil vitória de Bolsobaro sobre Lula O deputado Lincoln Portela (PL-MG), novo vice-presidente da Câmara dos Deputados, não tem esperanças de uma reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), embora façam parte do mesmo partido. O parlamentar avalia que o chefe do Executivo pode perder no segundo turno para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). – Vamos para o 2º turno. Na minha avaliação é muito difícil que Bolsonaro, apesar de eu ser governo, ganhe no segundo turno. Mas, no segundo turno, esses antipetistas voltarão para o Bolsonaro – disse o vice-presidente da Casa ao UOL. O parlamentar comparou os apoiadores de Bolsonaro aos de Lula. – Quem é militante de Bolsonaro milita desde que acorda até dormir. Quem milita para Lula, da mesma forma – completou. Lincoln Portela foi eleito para o cargo de vice-presidente da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (25). Ele foi escolhido após a destituição do deputado Marcelo Ramos (PSD-AM) por ter trocado de partido. Lincoln Portela teve o apoio da Bancada Evangélica e foi indicado ao cargo pelo PL após vencer Major Vitor Hugo (PL-GO), que contava com o apoio do governo. Na votação final, ele levou os votos de 232 parlamentares.

Eleições 2022 – Nova pesquisa Datafolha mostra vitória de Lula no 1º turno

Ex-presidente tem 48% de intenções de voto contra 40% de seus adversários somados – No Datafolha, Lula aparece na espontânea com 38%, contra 22% de Bolsonaro – Ricardo Stuckert  Nova pesquisa Datafolha divulgada no início da noite desta quinta-feira (26) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% de intenções de voto, contra 40% dos seus adversários somados, indicando possibilidade de vitória no primeiro turno. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em seguida com 27%. Ciro Gomes (PDT) é o terceiro colocado, com 7%, seguido de André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 2% cada. Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU) têm 1%. Brancos e nulos somam 7% e 4% disseram não saber em quem votar. Os demais candidatos não chegaram a 1%. A pesquisa é a primeira divulgada pelo instituto após a desistência de Sergio Moro e João Doria. O Datafolha destaca a força de Lula entre eleitores de 16 a 24 anos, onde o ex-presidente alcança 58%. Já Bolsonaro aparece com percentual maior no Centro-Oeste, onde chega a 42%. Liderança de Lula na pesquisa espontânea O Datafolha também mostra liderança folgada de Lula na pesquisa espontânea, quando não são citados os nomes dos candidatos. O ex-presidente aparece com 38% contra 22% de Bolsonaro. Os que se dizem indecisos somam 29%. No levantamento anterior, divulgado em 24 de março, o ex-presidente Lula tinha 43% das intenções de voto e Bolsonaro aparecia com 26%. Ainda estavam na disputa o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), com 8%, e João Doria (PSDB), 2%. Ciro Gomes tinha 6%; André Janones, 2%, e Vera Lucia, Simone Tebet e Frederico D’Ávila tinham 1%. Havia 6% que pretendiam votar em branco ou nulo, e 2% não opinaram. A pesquisa Datafolha desta quinta-feira entrevistou, por meio de abordagem pessoal, 2.556 pessoas em 181 municípios, nos dias 25 e 26 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo protocolo BR-05166/2022.

“Guerreiros do BOPE” – Bolsonaro comemorou a chacina que deixou 22 mortos no Rio

Bolsonaro ainda atacou a mídia e especialistas em segurança pública que criticam a ação, a terceira mais letal da história recente. A própria PM emitiu nota dizendo que não considerou “exitosa” a operação. Em publicação em seu perfil no Twitter no fim da noite desta terça-feira (25), Jair Bolsonaro (PL) parabenizou os “guerreiros do BOPE e da PM” pela operação que resultou em uma chacina com pelo menos 22 mortos na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, entre elas uma moradora de 41 anos. “Parabéns aos guerreiros do BOPE e da @PMERJ que neutralizaram pelo menos 20 marginais ligados ao narcotráfico em confronto, após serem atacados a tiros durante operação contra líderes de facção criminosa”, tuitou. Na sequência de tuites, Bolsonaro ainda atacou a mídia e especialistas em segurança pública que criticam a ação da PM, que resultou na terceira mais letal da história recente do Rio de Janeiro – ficando atrás do massacre do Jacarézinho, que teve 28 mortos em 2021, e da chacina da Vila Operária em Duque de Caxias, em 1998, com 23 mortos. A própria PM do Rio divulgou nota no início da noite desta terça-feira (24) dizendo que não considerou “exitosa” a ação. “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que não é possível considerar exitosa uma operação com resultado morte, principalmente envolvendo a perda da vida de uma pessoa inocente – a senhora Gabrielle. No entanto, a operação se fazia necessária tendo em vista as disputas entre grupos criminosos”, diz a nota – leia a íntegra abaixo. Dos 22 mortos, 12 eram suspeitos e Gabrielle Ferreira da Cunha, de 41 anos, moradora da região foi morta por um tiro. “Lamentamos pela vítima inocente, bem como pela inversão de valores de parte da mídia, que isenta o bandido de qualquer responsabilidade, seja pela escravidão da droga, seja por aterrorizar famílias, seja por seus crimes cruéis. Boa noite a todos”, escreveu Bolsonaro após atacar “especialistas” que “omitem essas informações com o intuito de demonizar aqueles que arriscam suas vidas por nós”. Veja a íntegra da nota da PM A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que não é possível considerar exitosa uma operação com resultado morte, principalmente envolvendo a perda da vida de uma pessoa inocente – a senhora Gabrielle. No entanto, a operação se fazia necessária tendo em vista as disputas entre grupos criminosos, envolvendo inclusive a facção atuante na Vila Cruzeiro, em diferentes comunidades na cidade do Rio de Janeiro – como foi visto no Morro dos Macacos na última semana. Neste sentido, também devem ser consideradas as informações de inteligência indicando a possibilidade de migrações criminosas em direção à Rocinha. Cabe ressaltar que a operação foi planejada para realizar prisões, mas o resultado fático no terreno decorre da característica da facção criminosa atuante na região, que opta pela beligerância e confronto armado com uso de armas de guerra, sendo 13 destas apreendidas no decorrer da ação desenvolvida hoje