TCU condena Dallagnol e Janot por farra das diárias na Lava Jato

Deltan Dallagnol está inelegível e, assim como Janot, precisará ressarcir os cofres públicos em R$ 2,8 milhões A Segunda Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) condenou nesta terça-feira (9) o ex-procurador Deltan Dallagnol, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e o procurador João Vicente Romão a ressarcirem os cofres públicos naquilo que ficou conhecido como “a farra das diárias e passagens” gastas no âmbito da extinta Operação Lava Jato. Dallagnol, Janot e Romão foram condenados de forma unânime, pois, o relatório do ministro Bruno Dantas foi aprovado por 4 votos a 0. Com isso, eles terão de devolver R$ 2,8 milhões aos cofres públicos. Janot e Dallagnol declararam que vão recorrer da decisão. O Tribunal de Conta da União (TCU) investiga desde 2020 o caso que ficou conhecido como “farra das diárias”, pois, se averigua gastos no âmbito da força-tarefa da Lava Jato com passagens aéreas e diárias. Caso a condenação seja confirmada, Janot e Dallagnol, que pretendem disputar cargos eletivos na eleição deste ano, podem ficar inelegíveis. O ministro Bruno Dantas, em 2021, acatou representação do subprocurador Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, e determinou um pente-fino nos gastos da Lava Jato com viagens e diárias e concluiu que houve prejuízo ao erário e violação ao princípio de impessoalidade, com a adoção de um modelo “benéfico e rentável” aos integrantes da Lava Jato. Os magistrados entenderam que o modelo adotado pela força-tarefa da Lava Jato, no qual procuradores permaneciam em Curitiba para trabalhar, mas não eram removidos formalmente para a cidade, gerou prejuízos, pois, por não residirem oficialmente na capital paranaense, eles recebiam diárias como se morassem em outro lugar. Foram investigados pelo TCU: Antônio Carlos Welter, que recebeu R$ 506 mil em diárias e R$ 186 mil em passagens; Carlos Fernando do Santos Lima, que recebeu R$ 361 mil em diárias e R$ 88 mil em passagens; Diogo Castor de Matos, com R$ 387 mil em diárias; Januário Paludo, com R$ 391 mil em diárias e R$ 87 mil em passagens, e Orlando Martello Junior, que recebeu R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens. Os procuradores alegam que receberam os recursos de boa-fé e que não são responsáveis pelo modelo de pagamentos e defenderam a legalidade do dinheiro que receberam. Com isso, Janot, que comandava o Ministério Público Federal, e Deltan Dallagnol, que coordenava a força-tarefa, pode ser condenados a devolver o dinheiro solidariamente
Fachin expulsa militar de Comissão do TSE por divulgar fake news pró-Bolsonaro

Coronel Ricardo Sant’Anna, chefe Divisão de Sistemas de Segurança e Cibernética da Informação do Exército, fazia parte da Comissão de Fiscalização das eleições na corte. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, comunicou ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, a expulsão do coronel Ricardo Sant’Anna, chefe Divisão de Sistemas de Segurança e Cibernética da Informação do Exército Brasileiro, da Comissão de Fiscalização da corte. No ofício, o TSE informa que o militar está sendo expulso por divulgar fake news ecoando o discurso de Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas nas redes sociais. Conquanto partidos e agentes políticos tenham o direito de atuar como fiscais, a posição de avaliador da conformidade de sistemas e equipamentos não deve ser ocupada por aqueles que negam prima facie o sistema eleitoral brasileiro e circulam desinformação a seu respeito. Tais condutas, para além de sofrer reprimendas precedentes jurisprudenciais”, diz Fachin no ofício. No texto, o presidente do TSE faz referência à reportagem do site Metrópoles que revela publicações do militar em apoio a Bolsonaro e divulgando as teorias conspiratórias do presidente sobre o sistema de votação. “À vista dos fatos narrados, serve o presente ofício para comunicar a vossa excelência o descredenciamento do coronel Ricardo Sant’Anna dos trabalhos de fiscalização, a partir desta data, rogando-se a esse ministério, caso entenda necessária nova designação, que substitua o aludido militar por técnico habilitado para as funções”, diz o ofício.
Michelle e a “cozinha do diabo” – Por Fernando Brito

O fanatismo religioso na política chegou mesmo ao grau de insanidade. Não bastasse Jair Bolsonaro transformar – com o beneplácito de pastores muito interessados na proximidade com o César – os cultos religiosos em seus comícios eleitorais, agora a sua mulher, Michelle, virou “pregadora” palaciana. Falou quatro vezes mais tempo que ele, num culto em BH, hoje. E disse que o Palácio do Planalto foi, por muito tempo, “consagrado a demônios, cozinha consagrada a demônios, Planalto consagrado a demônios”. E que, agora, graças a ela e ao marido, é “consagrado ao Senhor Jesus”. Não se faça o jogo dos fariseus, que procuram colocar a religião e a fé a serviço de interesses eleitorais, dando importância demais ao fato de Bolsonaro estar se escondendo por detrás do discurso da mulher. Michelle é apenas uma pessoa transtornada, que, seduzida pela corte de aduladores de seu marido por ter sido colocada na condição de “salvadora” de sua candidatura, tomou-se da soberba e esqueceu que ela “precede à ruína, e o orgulho, à queda.” (Provérbios 16, 18) A ninguém de boa-fé se pode esperar concordância com o que ela diz, porque seria concordar que o país está numa guerra religiosa (nas suas palavras , “uma guerra do bem contra o mal”). Muito menos que Jair Bolsonaro é “o rei que governa essa nação”, ainda que sua família, de fato, se assemelhe a uma corte imperial. Ela não é louca (“”Podem me chamar de fanática, podem me chamar de louca. Eu vou continuar louvando nosso Deus. Vou continuar orando”). É parte de um plano perverso de divisão do país em “crentes e não crentes” e, portanto, do caráter laico do Estado que é fundamento da democracia. Aceitar isso é quase o mesmo que aceitar as fogueiras da Inquisição. Aliás, um bom exemplo de “cozinha do Diabo”. https://tijolaco.net/michelle-e-a-cozinha-do-diabo/
Bolsonaro é vaiado e expulso de churrascaria em São Paulo

Acompanhado de Luciano Hang, da Havan, Jair Bolsonaro foi expulso aos gritos de “fora vagabundo” da churrascaria Laço de Ouro, na capital paulista, neste domingo (7) Jair Bolsonaro foi fortemente vaiado e expulso da churrascaria Laço de Ouro, em São Paulo, na tarde deste domingo (7). Ele estava acompanhado do empresário Luciano Hang, da rede de lojas Havan. Bolsonaro ouviu muitos gritos de “fora” e “fora vagabundo” e teve que sair do local Em um vídeo que registrou o momento, obtido pelo 247, é possível ver também Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo, além de seguranças. Bolsonaro é vaiado e expulso aos gritos de "fora vagabundo" da churrascaria Laço de Ouro, em São Paulo (vídeo) pic.twitter.com/sQJDbSu5l5 — Brasil 247 (@brasil247) August 7, 2022
Jô Soares, as reais indecências e o código de moral absoluta que de resto não existe

Leia crônica publicada no Pasquim que rendeu a Jô Soares um processo pela Ditadura. Ministro de Médici que moveu o processo foi “motivo” da Carta aos Brasileiros de 1977. Por Hugo Souza “O Jô Soares esperou os 100.000 para se inserir no contexto do Pasquim. É válido”, dizia o Sig, o ratinho do Jaguar que era o símbolo do Pasquim, na célebre vigésima edição do jornal, que teve tiragem de 100 mil exemplares. O Pasquim número 20 saiu em novembro de 1969 – quase um ano após a edição do AI-5 – com uma também célebre crônica de Jô Soares, “A cama”, que Come Ananás reproduz mais abaixo, nesta sexta-feira, 5 – esta sexta que não sextou, porque é o dia da morte do Jô. O texto “A Cama” rendeu a Jô Soares um processo movido pelo então ministro da Justiça da Ditadura, Alfredo Buzaid. Acusado de obscenidade, Jô foi absolvido e devia sua absolvição ao depoimento em seu favor feito por Carlos Drummond de Andrade. Dizia o depoimento, que Jô guardava emoldurado na parede: “Considero Jô Soares um dos maiores humoristas brasileiros, sob diferentes formas de expressão. Suas criações são de molde a situá-lo entre os artistas contemporâneos de categoria internacional”. “Não posso julgá-lo um pornógrafo ou um corruptor da juventude. É antes, e acima de tudo, um humorista que se permite discorrer com graça e malícia dosada, sem infringir nenhum código de moral absoluta, que de resto não existe, sobre temas de todos os tempos e sociedades”. Agora sim, uma indecência Uma curiosidade: a figura do famigerado impetrante do processo contra Jô Soares na Ditadura “contribuiu” decisivamente para a Carta aos Brasileiros de 1977, manifesto de repúdio à Ditadura e de exaltação do “Estado de Direito Já”. É que a ideia da carta nasceu da inconformidade dos advogados José Carlos Dias, Flávio Bierrenbach e Almino Afonso, todos ex-alunos de Direito da USP, com o fato de que o senhor das celebrações dos 150 anos da faculdade do Largo de São Francisco seria um ex-ministro de Médici e defensor do AI-5: Alfredo Buzaid, então diretor da escola. Isto sim, uma indecência. Hoje, agora mesmo, neste adiantado do retrocesso brasileiro em plena terceira década do século XXI, a “Carta aos Brasileiros” está sendo reeditada como resposta às movimentações golpistas de Jair Bolsonaro e de setores das Forças Armadas, grandes corruptores do Brasil. A cama Jô Soares Muito tem sido feito e dito, embaixo, sobre e dentro da cama, mas pouca gente conhece realmente a origem e a história desse extraordinário objeto. A cama foi inventada em 1213 pelo famoso engenheiro italiano Américo Cama, passando a chamar-se “cama” em sua homenagem. Giorgio Cama era uma bicha notória da Idade Média, que tinha o hábito de só manter relações sexuais com pessoas célebres – daí o ditado “crie fama e deite-se no Cama” – e por isso mesmo resolveu criar um campo de ação mais propício aos seus debates amorosos. Da primeira vez que Américo Cama apresentou a sua invenção ao rei, o então famigerado Luigi, o Louco, assim chamado exatamente pela sua mania de ser rei apesar de ser mulher e mãe de cinco filhos; este achou que o invento era absolutamente imoral e mandou-o de volta dizendo a frase que o tornaria célebre: “Américo, go home”. Tudo teria terminado aí, se Américo não tivesse descoberto totalmente por acaso uma outra utilidade para o seu invento: percebeu que descontraindo totalmente o corpo, em posição horizontal sobre a cama, conseguia quase que imediatamenteo conciliar o sono. Assim, a cama, desviada do seu primeiro objetivo, passou a ser usada como dormitório. Sua primeira vítima foi ironicamente o seu próprio criador, morto dentro dela (fenômeno que se repetiria mais tarde com o doutor Guillotin, inventor da lâmina interminável, que morreu fazendo a barba). Voltemos para a cama. Os anos foram passando, e a verdadeira função sexual da cama caiu no esquecimento das noites medievais. Aqueles que, de princípio, ainda tentaram profaná-la com suas vergonhosas práticas homossexuais, foram exterminados de uma só vez num massacre ordenado pelo rei e que ficou conhecido como a “Noite do Bichicídio”. Só muito mais tarde, a cama voltaria ser utilizada como instrumento de prazer. Levada subrepticiamente (isto é, embaixo de répteis) para a França por um discípulo de Cama, Luchino Fornicante, pouco a pouco ela foi conseguindo o seu lugar na sociedade. O dito discípulo, vendo-se em fragilíssima situação financeira, começou a alugá-la para casais de sexo oposto (homem-mulher), abrindo assim um novo campo para a cama. Foi a partir de então que ela fez verdadeiramente suas provas, passando por experiências de acoplamento jamais suspeitadas pela limitada imaginação de seu inventor. Algumas frequentadoras mais assíduas conseguiram inclusive ter nela quatro ou cinco filhos. Passaram-se, no entanto, muitos séculos antes que a cama tivesse total aceitação popular. O fato só se deu sob Luis XIV, chamado “Roi Soleil” (Rei Sol) precisamente por ser rei e todo mundo querer puxar-lhe o saco. Num dia de transcendente inspiração, Luis XIV levantou-se da sua poltrona Luis XV ainda não inventada e, aproximando-se da sacada do palácio, gritou ao povo que se comprimia para saudá-lo: “L’État c’est moi!”, ou seja “o estilo é homem”. Tamanho era o seu magnetismo pessoal que a multidão ficou paralisada, olhando para ele de olhos esbugalhados. Talvez o fato de estar sem calças na ocasião também tenha contribuído um pouco. Logo depois com sua força descomunal, levantou a cama sobre a cabeça enquanto dizia: “Je n’aime pas les raviólis, mas je suis ravi au lit”. O que em português não quer dizer absolutamente nada. A partir de então, a cama ficou sendo definitivamente usada com total liberdade. Alguns estudiosos insistem em dizer que antes disso ela já era sexualmente usada, afirmação que pode ser facilmente desmentida, bastando para isso consultar alguns compêndios especializados no assunto como, por exemplo, “Le sacanage au Moyen Age”, de François L’amour. Como se vê, parece que, pelo menos no mundo ocidental, coube aos franceses a divulgação da cama, mas no oriente, um comerciante de incrível talento,
Após convenções, Lula tem apoio de 9 partidos. Bolsonaro fecha com três siglas

O ex-presidente tem apoio de oito partidos, além do PT. Bolsonaro (PL) é apoiado por mais dois. Tebet (MDB) tem apoio de mais três. Ciro só tem o apoio da sua própria legenda. – A candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o apoio de mais oito partidos – PSB, PCdoB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, Agir (antigo PTC) e PV. Juntas, as legendas elegeram 130 deputados, 12 senadores e oito governadores em 2018. A bancada na Câmara é o principal critério para a divisão do tempo de propaganda eleitoral na rádio e na TV. Jair Bolsonaro (PL) terá o apoio do PP e do Republicanos. Em 2018, o PL e as outras duas legendas elegeram 101 deputados, sete senadores e um governador, de acordo com informações publicadas nesta sexta pelo jornal O Estado de S.Paulo. A presidenciável Simone Tebet (MDB) terá o apoio do PSDB, do Cidadania e do Podemos. Os quatro partidos elegeram 82 deputados, seis governadores e 11 senadores há quatro anos. O presidenciável Ciro Gomes tem somente o apoio do seu próprio partido, o PDT. O partido elegeu 28 deputados, dois senadores e um governador em 2018. Soraya Thronicke tem apenas o União Brasil. O vice será Marcos Cintra, ex-secretário especial da Previdência no Governo Bolsonaro. Mas, mesmo sem fechar aliança com nenhum outro partido, sua sigla, resultado da fusão entre PSL e DEM, elegeu 81 deputados, oito senadores e cinco governadores em 2018.
Movimento evangélico desconvida fiéis para 7 de Setembro, convocado por Bolsonaro

Presidente e seus filhos devem explicações sobre graves indícios de corrupção, diz a nota O Movimento Batistas por Princípios divulgou uma “nota de desconvite” para que os fiéis não compareçam aos atos bolsonaristas do 7 de Setembro. No texto, o grupo disse lamentar as “iniciativas autoritárias e pouco democrática de Jair Bolsonaro: “um presidente que, juntamente com seus filhos ainda deve explicações a sérios e graves indícios de corrupção e uso indevido de verbas de gabinete constituídas por dinheiro público’. Também afirmou ver com “perplexidade” o “caráter contraditório da manifestação, uma vez que — em nome da defesa da liberdade — faz a apologia inconstitucional do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal”. “Sendo assim, conclamamos aos irmãos e irmãs, especialmente aos batistas que sempre defenderam princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado, a não comparecerem às ruas na próxima terça-feira. dia 7 de setembro?”. Leia abaixo a nota desconvite ao 07/09 Diante da convocação feita às igrejas evangélicas, por diversas lideranças, para saírem às ruas em apoio às manifestações do próximo dia 7 de setembro, fazemos as seguintes considerações: 1. Defendemos e propagamos a liberdade de expressão e opinião, garantidas pela Constituição Brasileira, na convicção de que nenhum cidadão do nosso país está acima das normas constitucionais; 2. Estranhamos o lamentável fato de que pastores, embora ensinem em suas igrejas uma eclesiologia democrático-congregacional, expressem sua solidariedade a uma manifestação de claro apoio a iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual Presidente da República; 3. Denunciamos, com perplexidade, o evidente caráter contraditório da manifestação, uma vez que — em nome da defesa da liberdade — faz a apologia inconstitucional do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal; 4. Expomos nossa desconfiança em relação a um movimento que pretende dar salvo-conduto a um presidente que, juntamente com seus filhos, ainda deve explicações a sérios e graves indícios de corrupção e uso indevido de verbas de gabinete constituídas por dinheiro público — indícios que estão sendo investigados e, por si, revelam situações que parecem desmontar discursos hipócritas contra a corrupção; 5. Discordamos de todo e qualquer apoio acrítico ao atual governo — bem como à voluntária submissão ao papel de massa de manobra que se tem visto em vários setores da sociedade, em especial no ambiente evangélico — tendo em vista: a) o fracasso na condução da crise de saúde no país como resultado da pandemia do Coronavírus; b) o fracasso da política econômica, que se confirma pelo aumento do desemprego, da fome e da miséria, bem como de outras diversas maneiras, inclusive no crescente abandono do país por multinacionais muito conhecidas e aqui presentes há várias décadas; c) o fracasso no controle inflacionário, resultando no absurdo e crescente aumento de preços, cujos mais notórios são dos alimentos, gás de cozinha e combustíveis, situação que deixa ainda mais vulneráveis aqueles que, de alguma forma, já se encontram prejudicados pela pandemia; d) o fracasso no prometido combate à política predatória do chamado Centrão, cujo maior representante está hoje assentado num dos gabinetes do Palácio do Planalto, na qualidade de Ministro da Casa Civil; e) o fracasso na estabilização política; f) o fracasso nas políticas educacionais; g) o fracasso no plano de prevenção à crise hídrica e de energia elétrica que, depois de claros sinais, agora se avizinha. 6. Afirmamos com ênfase que a convocação para tal manifestação pública, embora exiba como fachada a defesa da liberdade e da democracia, na verdade se revela como astuta tentativa do atual governo de provocar rupturas institucionais e criar ambiente favorável a instalação de um governo autoritário e personalista. Sendo assim, conclamamos aos irmãos e irmãs, especialmente aos batistas que sempre defenderam princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado, a não comparecerem às ruas na próxima terça-feira, dia 7 de setembro, aproveitando melhor o seu tempo com outras atividades mais recompensadoras e que, ao fim e ao cabo, demonstrem o autêntico respeito que temos pelo Dia da Independência. MOVIMENTO BATISTAS POR PRINCÍPIOS 03/09/2021.
“Patafísico” e “rei dos animais”: Jô Soares detonou Bolsonaro em cartas abertas

O humorista, apresentador de televisão, escritor, dramaturgo, diretor teatral, ator e músico brasileiro Jô Soares, morto na madrugada desta sexta-feira (05/08), também teve um papel importante no jornalismo. Alguns de seus últimos trabalhos de destaque foram as cartas que escreveu na Folha de S.Paulo a Jair Bolsonaro (PL). Com elegância habitual, Jô, o gordo mais querido do Brasil, foi o autor de algumas das críticas mais ácidas e contundentes que talvez o presidente já tenha recebido. Em uma delas, Jô chama Bolsonaro de “o rei dos animais”. “Meditei muito, passei a noite sem dormir, mas antes de apagar a luz estava começando um filme da Metro com aquele rugido característico: para mim, aquela mensagem foi decisiva. Pude finalmente dormir em paz: a sua definição é perfeita: vossa excelência é o leão. Vossa excelência é o rei dos animais!”, disse o humorista. Em outra carta, publicou também na Folha uma mensagem ao presidente: ‘Carta aberta ao Ilmo. sr. Jair BolSSonaro’. Ele afirma que Bolsonaro é o primeiro presidente ‘patafísico’. Sim! Saudações! Ufano-me em dizer que VoSSa Redundância é o primeiro presidente patafísico do mundo! Em outra ocasião, totalmente escrita em francês, língua fluente do humorista, ele ironiza a escolha de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, para embaixador do país nos EUA e ainda relembra fatos históricos nos quais ditadores nomeavam familiares despreparados para cargos públicos. “Quel idê genial de nomé vostre fils come ambassadeur”. Em outra delas, Jô Soares comenta, no auge da pandemia, a obsessão de Bolsonaro pelo kit covid: “A ciência continua a negar a eficácia desses medicamentos contra a Covid-19. A ciência? Ora, a ciência… Que valor tem ela diante da sua imperial ignorância?”, pergunta o humorista. Logo em seguida, o apresentador faz uma “lista de algumas moléstias que são curadas por esses medicamentos”: Espinhela caída Mal de sete dias Andaço Cobreiro Dor de responde aqui Quebranto Bucho virado Zipela Dor de viado Ao final, Jô lembra a Bolsonaro que “todas essas curas podem ser comprovadas no site da Titia Sobrinha. Titia Sobrinha pede pra avisar que, durante a pandemia, está benzendo via internet: tiasob.com.”
A CULTURA DE LUTO – Morre Jô Soares aos 84 anos, o gordo mais querido do Brasil

Morreu, aos 84 anos, o ator, humorista escritor e diretor Jô Soares, na madrugada desta sexta-feira (05/08), em São Paulo. Jô estava internado desde 25 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, para tratar de uma pneumonia. A causa da morte ainda não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e amigos, em data e local ainda não informados. História Jô Soares nasceu no dia 16 de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro. Aos 12, foi morar na Europa com a família e pensou em seguir a carreira diplomática, mas seu amor pela arte falou mais alto. Seu primeiro papel foi em “O Homem do Sputnik”, de 1958. Em 1961, começou a trabalhar na TV Record, onde atuou em programas como “La Reuve Chic”, “Jô Show” e “A Família Trapo”, além de escrever o “Simonetti Show”. Jô começou na Globo em 1970 e, em 1981, começou a se dedicar ao próprio programa, “Viva o Gordo”. Em 1987, Jô foi para o SBT onde apresentou o “Jô Soares Onze e Meia”, que foi ao ar entre 1988 e 1999, com mais de seis mil entrevistas com grandes personalidades brasileiras e internacionais. Em 2000, o humorista retornou à Globo para apresentar o “Programa do Jô”, encerrado em 2016. Pelas redes sociais, amigos do artista lamentaram a morte de Jô
Cenário inalterado: Lula tem 47% e mantém chance de vitória no primeiro turno

Pesquisa mostra Lula com 18 pontos de vantagem sobre Bolsonaro, e com 5 pontos percentuais acima da soma dos adversários A pouco mais de dois meses das eleições, novo levantamento do instituto Datafolha, divulgado no início da noite desta quinta-feira (28), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem e chance de vencer no primeiro turno. Ele aparece com 47% das intenções de voto, 18 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL), que oscilou dentro da margem de erro, para 29%. O resultado daria ao petista 52,8% dos votos válidos. Na sequência, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT) está com 8%, sem alteração. E a senadora Simone Tebet (MDB) tem 2%. André Janones (Avante), Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU), 1% cada. Outros 6% votariam em branco, nulo ou nenhum dos candidatos, ante 7% há um mês. Os que não sabem são 3% (eram 4%). Desse modo, Lula supera em 5 pontos percentuais a soma de todos os adversários e pode vencer no primeiro turno. Felipe d’Avila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC), Luciano Bivar (UB) e General Santos Cruz (Podemos) não pontuaram. Pesquisa espontânea Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 23 de junho, Lula aparecia com 47%, enquanto o atual presidente tinha 28%. Depois vinham Ciro (8%), Janones (2%) e Simone (1%). Agora, na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, Lula oscilou de 37% para 38% e Bolsonaro, de 27% para 26%. Ciro permaneceu com 3%. Indecisos são 26% (eram 27% um mês atrás). Lula confirma vantagem folgada na região Nordeste (27% dos 156 milhões de eleitores), onde tem 59%, ante 24% de Bolsonaro e 8% de Ciro. No Sudeste, o petista está com 43%, o atual presidente fica com 28% e o ex-ministro, com 9%. Bolsonaro se sai melhor no Norte, mesmo assim fica numericamente atrás (39%, ante 41% de Lula). Homens, mulheres e pobres: vantagem de Lula O ex-presidente recebe 54% dos votos entre eleitores que ganham até dois salários mínimos. Bolsonaro foi a 23%. Entre as mulheres, que representam 52% da amostra, o petista também está à frente: 46% a 27%. No caso dos homens, 48% a 32%. Bolsonaro cresceu no eleitorado feminino e Lula, no masculino. O atual presidente segue com vantagem no grupo evangélico (43% a 33%). Por sua vez, Bolsonaro melhorou sua penetração entre a camada mais pobre da população: tinha 20% das intenções de voto e agora, 23%. Mesmo assim, continua distante das intenções de voto em Lula entre este segmento social: o ex-presidente tinha 56% e agora registra 54%. Essa pequena mudança nas intenções de voto entre os mais pobres vem após o governo anunciar o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, além de auxílios para subsidiar a compra de combustíveis de caminhoneiros e taxistas. Segundo analistas, os impactos dessas estratégias eleitoreiras do atual presidente ainda não são totalmente conhecidos, já que os benefícios duram apenas até o final deste ano. O instituto Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 183 cidades de 26 das 27 unidades da federação (menos Roraima). A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01192/2022.