MDB oficializa Simone Tebet como candidata à presidência

Ao se pronunciar na convenção do partido, Tebet argumentou que sua candidatura dará à sigla mais força para eleger um número maior de congressistas e governadores. O MDB aprovou nesta quarta-feira, 27, o nome de Simone Tebet para a disputa presidencial. Foram 262 votos favoráveis à candidatura e apenas 9 votos desfavoráveis. Ao se pronunciar na convenção do partido, realizada virtualmente, Tebet argumentou que sua candidatura dará à sigla mais força para eleger um número maior de congressistas e governadores. “Em 2020, o Brasil viu o MDB continuar sendo a maior força política partidária do país, com o maior número de eleitos. Agora temos condições de nos tornar gigantes. Estamos prontos para fazer o maio número de deputados estaduais, federais, senadores e governadores”, declarou. Tebet, que não chega a 3% dos votos nas pesquisas de opinião, acredita que sua candidatura pode “pacificar” o país. “Só nós, o centro democrático, temos a legitimidade para dizer que temos a capacidade de pacificar e o Brasil, para que o Brasil volte a ter segurança, estabilidade e possa gerar emprego e renda para nossa população”, disse ela. “Tenho convicção de que o Brasil nunca precisou tanto da nossa voz, da nossa força e do nosso amor incondicional”.    

“Jingle” de Bolsonaro ganha versão: “Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo”

Paródia vem acompanhada com imagens que relembram frases de Bolsonaro como “vai comprar vacina na casa da tua mãe”; “a minha especialidade é matar, pô” entre outras “Capitão do Povo”, “Jingle” da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) interpretado pela dupla sertaneja Mateus e Cristiano ganhou paródia nas redes e virou “Nunca gostou do povo”, e prossegue com o verso: “quer te ferrar de novo”. A letra fala sobe o custo de vida, preço do gás de cozinha, gasolina. No final, lembra Bolsonaro debochando de doentes com covid, fingindo que está com falta de ar. O vídeo é entremeado por falas do presidente como: “vai comprar vacina na casa da tua mãe”; “só tem uma utilidade o pobre no nosso país: votar”; “o Brasil tá quebrado, chefe”; “a minha especialidade é matar, pô”; “fake news faz parte da nossa vida”; “tem que pagar essa conta, quem tá pagando é vocês”. Veja a letra de “Nunca gostou do povo” abaixo e veja o vídeo: Salário tá caindo, e o preço aumentando Como é que eu compro gás, eu só tô me lascando Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo Gasolina alta, sobre nem um troco No fim de semana é churrasco de ovo Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo Salário tá caindo e o preço aumentando Só ficou o osso e eu tô me lascando Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo E na pandemia debochou da gente Fala que é cristão, mas todo dia mente Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo Via Revista Fórum

O país acordou. Autoritários não passarão”, diz editorial do Estado de S. Paulo

Jornal diz que a sociedade compreendeu a gravidade dos ataques de Bolsonaro ao processo eleitoral e à democracia Em editorial publicado nesta quarta-feira (27), o Estado de S. Paulo afirma que “o país acordou” e não tolerará o atropelo da democracia por Jair Bolsonaro (PL). “Depois da reunião do dia 18 de julho com embaixadores, na qual Jair Bolsonaro disse ao mundo que a democracia brasileira não era confiável, o País acordou. Houve um sem-número de depoimentos de entidades e pessoas que participaram e ainda participam do processo eleitoral atestando a lisura e a segurança do nosso sistema de votação e apuração. A democracia brasileira não está nas mãos de algumas poucas pessoas. É uma construção coletiva, robusta e admirada – aqui e no mundo inteiro”, diz o texto. De acordo com o periódico, a população brasileira finalmente se conscientizou da gravidade dos ataques de Bolsonaro ao processo eleitoral. “A boa notícia, a confirmar o isolamento dos autoritários, é que o documento vem recebendo amplo apoio dos mais diversos setores da sociedade brasileira. Ninguém preocupado com o País quer saber de bagunça com as eleições ou de ruptura da ordem constitucional”. O jornal ainda demonstra surpresa ao ver o ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP), assumindo que o atual governo não está do lado da democracia. “Como a confirmar os piores temores, o governo de Jair Bolsonaro vestiu a carapuça. Para o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), as manifestações em defesa das eleições são um ataque ao presidente da República. Sem nenhum pudor, o Palácio do Planalto escancara que não está do lado da democracia. A sociedade tem motivo, portanto, para estar alerta. Os liberticidas e autoritários não passarão”.

Lula aumenta vantagem sobre Bolsonaro em nova pesquisa BTG/Pactual

 Nova rodada indica crescimento do petista e queda do presidente na corrida pelo Planalto faltando pouco mais de dois meses para as eleições  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu três pontos percentuais nas intenções de voto para a presidência da República desde a última rodada da pesquisa BTG Pactual, produzida pelo Instituto FSB Pesquisa. No levantamento divulgado nesta segunda-feira (25/7), o petista aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) cai para 31%. Com isso, a diferença entre os dois chega a 13 pontos percentuais. Na terceira posição aparece o candidato pelo PDT, Ciro Gomes, com 9% das intenções de voto. Na sequência, a ex-senadora Simone Tebet (MDB), com 2%; André Janones (Avante), também com 2%; e Pablo Marçal (Pros), com 1%. Os demais nomes não pontuaram. No segundo turno, o petista também cresceu de 53% para 54%. Enquanto isso, Bolsonaro caiu de 37% para 36%. Lula vence nos três cenários testados, com Bolsonaro, Ciro Gomes e Simone Tebet. Já Bolsonaro perde em todos os três cenários. A pesquisa também mostrou que 75% dos eleitores já estão com o voto decidido e dizem que não irão mudar de candidato. Apenas 24% afirmam que podem alterar a opção de voto. Segundo o levantamento, em nenhuma outra eleição faltando ainda pouco mais de dois meses para o pleito, os brasileiros estiveram tão decididos. Além disso, os eleitores de Lula e Bolsonaro são os mais convictos em quem vão votar. O levantamento também apontou que 58% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum e 42% não votariam em Lula. A avaliação da gestão de Bolsonaro segue estável, 58% desaprovam o governo. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 22 e 24 de julho por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-05938/2022. Via EM

Brasil vive epidemia de brutalidade contra meninas e mulheres

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública contou 5.789 tentativas e 1.341 feminicídios no país no ano passado A violência de gênero no Brasil é um fenômeno doloroso, segundo a edição 2022 do Anuário Brasileiro da Segurança Pública. “As estatísticas confirmam o massacre que os casos tornados públicos diariamente já sugeriam. Num dia, uma menina de 11 anos vítima de estupro tem cerceado o direito ao aborto legal, tanto pelo sistema de saúde quanto por autoridades judiciais. Noutra noite, uma equipe de enfermagem flagra o abuso de um anestesista a uma parturiente em pleno centro cirúrgico. Em cinco dias de julho, no Grande Rio, três casos bárbaros de feminicídio. Mais uma semana, e um procurador do Ministério Público Federal trata, em mensagens no grupo de colegas, o feminismo como transtorno mental e evoca a ideia de débito conjugal para subtrair das mulheres o direito ao sexo consensual”, aponta reportagem do Globo. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública contou 5.789 tentativas e 1.341 feminicídios no país no ano passado. Significa que, por dia, praticamente 16 mulheres são feridas de morte e quatro perdem a vida.

‘Forças Armadas e Itamaraty se atolam na lama junto com Bolsonaro, o golpista’, diz editorial da Folha

Jornal também aponta a omissão e a cumplicidade de Lira nos ataques de Bolsonaro à democracia: “acomoda-se ao casamento de interesses com o Planalto” Após a reunião de Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores na segunda-feira (18), no Palácio da Alvorada, para atacar e mentir sobre as urnas eletrônicas, o sistema eleitoral e a democracia brasileira, a Folha de S. Paulo publica nesta terça-feira (19) um editorial duro contra as investidas golpistas e autoritárias do chefe do Executivo. O texto aponta a cumplicidade de “Organizações de Estado que construíram reputação de profissionalismo ao longo das últimas décadas”. As Forças Armadas e o Itamaraty, por exemplo, argumenta o jornal, “se atolam na lama da marcha autoritária” e “se metem em conspiratas contra as urnas eletrônicas”. Ao convidar embaixadores de todo o mundo para que assistissem à sessão golpista de Bolsonaro, a chancelaria brasileira, afirma a Folha, ‘rebaixou-se às fossas da conivência golpista’.

Bolsonaro usa militares como “leões de chácara” – Por Fernando Brito*

Em todos os jornais, diz-se que os embaixadores, diante do show de Jair Bolsonaro sobre um delirante complô de ministros do TSE e do STF para fraudarem as eleições, viram no espetáculo um ensaio trumpista do presidente brasileiro para insurgir-se contra o resultado das urnas. Assim é, mas com uma e decisiva diferença: Donald Trump não tinha o apoio dos chefes militares dos EUA e, por isso, não surgiu uma quartelada para apoiar os selvagens do Capitólio, ainda que, como revelaram as investigações posteriores, tenha havido algum retardo no emprego da Guarda Nacional para deter a tentativa de golpe arruaceira que seus adeptos promoveram. Aqui, ao contrário, o que se vê é uma inadmissível subversão da ordem democrática promovida por eles, ao servirem-se de uma suposta “preocupação tecnológica” para, na prática, prestarem-se a serem exibidos como “leões de chácara” da ordem bolsonarista, não a republicana. E, agora, exibirem-se internacionalmente como tal, quando Bolsonaro se apresenta como sendo ele próprio sendo “as Forças Armadas”. O “nós”, repetido profusamente por Bolsonaro ao referir-se a elas, não deixa dúvidas a ninguém e, muito menos, aos altos oficiais das Armas. Se o alto comando das Forças Armadas entende que a chefia suprema das Forças Armadas leva os comandos militares a serem seus partidários político-eleitorais, são, por extensão, golpistas também. Nada, nos seus regulamentos e limitações legais, os impede de, institucionalmente, de pronunciarem a sua disposição a acatarem os resultados das urnas, apurados e proclamados pelas autoridades eleitorais competentes. Ao contrário, faz parte de seus deveres. Não cumprir com estes deveres, ainda mais quando são apresentadas ao mundo como um força golpista, isto sim é atacar as Forças Armadas, exibidas internacionalmente como cúmplice dos planos golpistas de um presidente que, do princípio ao fim, percorre todos os capítulos da lei de crimes de responsabilidade. E que se apresentam, silentes e perfiladas a crimes maiores, os crimes de sangue que advirão de uma insurreição de bandos armados que, de dentes à mostra, acorrerão ao uivo de Bolsonaro na derrota que se avizinha. * Editor do Tijolaço

Casos de violência política disparam no país em 2022, mostra pesquisa

Com aumento de 23%, foram contabilizados 174 episódios que incluem ameaças, agressões e atentados contra políticos e familiares  Os números registrados pelo Observatório da Violência Política e Eleitoral, formado pelo Grupo de Investigação Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (GIEL/UNIRIO), que monitora a dinâmica e o impacto da violência na democracia brasileira desde janeiro de 2019, mostram que os casos de violência política e eleitoral registrados no Brasil em 2022 cresceram 23% em relação ao mesmo período de 2020. Naquele ano, em que foram realizadas as eleições municipais, foram contabilizados 174 episódios de janeiro a junho, que incluem ameaças, agressões e atentados contra políticos e seus familiares, assim como o que culminou na morte de guarda municipal petista, neste domingo, em Foz do Iguaçu (PR). Agora, em 2022, já são 214 casos nos primeiros seis meses. O relatório mais recente mostra que, de abril a junho deste ano, foram contabilizados 101 episódios, o que representa um aumento de 17,4% no número de casos em relação ao mesmo período em 2020. Ao todo, foram registradas 24 mortes em 14 estados ao redor do Brasil. A maioria dos homicídios aconteceu justamente no Paraná, que registrou quatro casos desse tipo, índice considerado incomum para o estado até então. Se considerados todos os tipos de violência política e eleitoral, no entanto, é São Paulo que lidera com 17 ocorrências, seguido por Bahia e Rio de Janeiro, com 10 cada um, Minas Gerais (8) e Paraná (7). Não foram identificados casos no Acre, Alagoas, Amapá e Roraima. As ameaças foram o tipo de violência mais frequente. Ao todo, 37 lideranças sofreram algum tipo de intimidação. Em seguida, aparecem as agressões, com 27 casos, os homicídios com 19 casos, nove atentados, cinco homicídios de familiares, dois sequestros, e também dois sequestros de familiares. E apesar de o Paraná ter registrado o maior número de assassinatos, a região que concentrou mais mortes desse tipo foi o Nordeste, com 10. O boletim mostra que, no último trimestre, 49 vereadores foram alvos de algum tipo de violência, o que representa 48,5% do total. Se somados também os 11 prefeitos, seis funcionários da administração pública, ex-prefeitos, ex-vereadores, um ex-vice-prefeito e ex-candidatos a vereador, essa parcela chega a 83,2% dos casos. Com a aproximação das eleições de 2022, e consequentemente das campanhas eleitorais, também foi notificado um número significativo de violência contra pré-candidatos, o que inclui o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT).  

Bolsonarista invade festa de guarda municipal de esquerda e o assassina

Assassinado, Marcelo Arruda era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR). O guarda municipal Marcelo Arruda morreu na madrugada deste domingo (10) em sua festa de 50 anos de idade, em Foz do Iguaçu (PR), após levar três tiros do bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, da Polícia Penal Federal (PPH). Arruda havia sido candidato a vice-prefeito da cidade pelo PT em 2020. Era tesoureiro do partido em Foz. De acordo com a Revista Fórum, o bolsonarista parou seu carro próximo de onde acontecia a comemoração, aos gritos de “é Bolsonaro, seus filhos da puta”. Depois Arruda foi até seu carro e pegou seu revólver funcional, afirmando a uma pessoa da festa, “vai que esse maluco volta mesmo, eu não vou ficar desprevenido”. O bolsonarista assassino voltou e invadiu o local de arma em punho. “Uma tragédia fruto da intolerância dessa turma”, afirmou a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

Eleição 2022 – Saída de Ciro Gomes da corrida eleitoral evitará segundo turno

Com rejeição crescente, Ciro Gomes diz que o povo brasileiro pode tirá-lo da disputa presidencial Empatado tecnicamente com Bolsonaro no quesito rejeição, o presidenciável Ciro Gomes apontou uma hipótese para sair da disputa presidencial, num tweet publicado em sua rede. Ciro disse que não pretende desistir, mas que o povo pode tirá-lo da disputa. Sem aliados, ele tem tido dificuldades para construir palanques nos estados. Confira seu post: Minha pré-candidatura é sim pra valer. Não estou nessa porque é fácil, tenho experiência o suficiente pra saber o quão difícil é. Mas também tenho muita humildade pra apostar na inteligência da nossa gente. Então não tem nada que me tire dessa disputa a não ser o povo brasileiro. — Ciro Gomes (@cirogomes) July 6, 2022 Pesquisa presencial Quaest, contratada pelo banco Genial, divulgada nesta quarta-feira (6) mostra que o pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, se aproxima de Jair Bolsonaro (PL) no quesito rejeição. Bolsonaro lidera o ranking dos mais rejeitados, com 59%. Ciro Gomes aparece em seguida, com apenas quatro pontos de diferença: 55%. O ex-presidente Lula (PT), que lidera as intenções de voto, com 45%, aparece em terceiro lugar no quesito rejeição, com 41%.