Jovem usa ferro em brasa para marcar 22 de Bolsonaro na pele

Ele decidiu fazer a marca por se sentir desafiado pelos amigos. Mãe diz que adolescente ama Bolsonaro e sonha conhecer o presidente RD News Em um leilão de gado, um adolescente de 17 anos decidiu “tatuar” o 22 nas costas, número da legenda do presidente Jair Bolsonaro (PL), com ferro em brasa – que é utilizado para marcar bois em fazendas. O caso foi registrado Mirassol D’ Oeste (a 297 km de Cuiabá) Guilherme Henrique Moreira Santos, que é emancipado, segundo a mãe Layane Moreira, de 36 anos, disse que decidiu fazer a marca por se sentir desafiado pelos amigos que são de esquerda. Em entrevista ao RD News, ela conta que a marca foi feita em 12 de junho, durante um leilão no assentamento Roseli Nunes. O evento, em que o pai do adolescente era coordenador, foi em prol do Hospital do Câncer de Barretos. “Guilherme estava trabalhando na equipe de manejo do gado. Meu filho tem um grupo de amigos de esquerda e ele se sentiu desafiado. E, como é um menino bem rústico e corajoso, pediu para um menino carimbá-lo. Um não aceitou, mas o outro sim e fez a marca”, detalha à reportagem.
Simone Tebet, candidata dos bilionários, cai de 2% para 1% e enterra de vez a “terceira via”

Criação artificial dos golpistas de 2016, Tebet representa a continuidade da “ponte para o futuro” – Simone Tebet (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) 247 – A pré-candidata Simone Tebet, que representa os interesses dos bilionários que patrocinaram o golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff e a continuidade da fracassada “ponte para o futuro”, caiu de 2% para 1% no Datafolha e enterrou de vez o projeto da “terceira via”. “Simone Tebet caiu de 2% de intenções de voto para 1% entre a pesquisa do Datafolha de junho e a de hoje. Nestes quase 30 dias, ela foi lançada oficialmente pré-candidata pelo MDB, recebeu apoio do PSDB e deu dezenas de entrevistas como postulante ao Planalto. Numa palavra, mostrou a cara. E, mesmo assim, perdeu metade do apoio que possuía. Em resumo, o que já era ruim, muito ruim, escalou para péssimo. Em conversas privadas, tanto líderes do MDB quanto do PSDB já viam com ceticismo a chance de Simone decolar ou mesmo de ser consagrada candidata de fato na convenção do MDB, que se realizará em julho. Com o 1% de hoje, que a coloca alinhada com Pablo Marçal (PROS) e Vera Lucia (PSTU), a manutenção da sua candidatura vai ser uma tarefa complicada”, escreveu o colunista Lauro Jardim, do Globo. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (23), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria eleito no primeiro turno, com 53,4% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Jair Bolsonaro (PL), com 32%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) apareceu com 8% dos votos. Outras candidaturas não ultrapassaram 2% das intenções de voto cada, como André Janones (Avante), Simone Tebet (MDB), Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU). Os eleitores que não sabem são 4% e os que votarão branco ou nulo chegaram a 7%. Nos votos totais, Lula alcançou 47% contra 41% dos rivais no primeiro turno. Na pesquisa anterior, divulgada em março, o ex-presidente atingiu 54% dos votos válidos e também seria eleito em primeiro turno. Foram entrevistados 2.556 eleitores em 181 cidades nos dias 22 e 23 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa, realizada nessa quarta (22) e nesta quinta (23), foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 09088/2022.
Datafolha confirma vitória de Lula em primeiro turno com 47% contra 41% dos rivais

O ex-presidente atingiu 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Bolsonaro (PL). Ciro Gomes (PDT) alcançou 8% A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (23), mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 19 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). O petista atingiu 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% do seu adversário na pesquisa estimulada, o que o levaria a uma vitória no primeiro turno. Ciro Gomes (PDT) alcançou 8%. André Janones (Avante) teve 2%, e Simone Tebet (MDB), 1%. Pablo Marçal (Pros) e Vera Lucia (PSTU) também registraram 1% cada. Foram entrevistados 2.556 eleitores em 181 cidades nos dias 22 e 23 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Divisão de classe Lula lidera entre mais pobres e desempregados; Bolsonaro, entre ricos e empresários Os resultados desagregados da pesquisa mostram uma divisão de classe entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula atinge sua melhor marca entre quem se declarou desempregado: 62% declaram voto no petista entre esse público, que compõe 9% da amostra de entrevistados pelo instituto. Por outro lado, Bolsonaro lidera entre os empresários (4% dos entrevistados), com 43% de intenções de voto. O petista também tem larga vantagem entre quem ganha até dois salários mínimos, faixa de renda mais baixa na metodologia do Datafolha, marcando 56%, nove pontos percentuais acima de seu resultado geral, de 47%. Já Bolsonaro marca apenas 22%, seis pontos abaixo dos 28% que registrou. Esse público representa 52% da amostra populacional entrevistada pelo instituto e é o mais atingido pela crise econômica, sofrendo mais com o alto desemprego, queda de renda e com a alta inflação, especialmente de alimentos. Da mesma forma, Lula tem vantagem entre os menos escolarizados, vencendo também por 56% a 22% de Bolsonaro. A tendência se inverte conforme se sobe na pirâmide de renda do país. Bolsonaro tem seus melhores resultados nas duas faixas mais ricas da amostra da pesquisa. Entre aqueles que ganham entre 5 e 10 salários mínimos, o presidente tem 44% de intenções de voto. Ele vai ainda melhor entre os que ganham mais de 10 mínimos, com 47%. Os dois segmentos somados representam 11% da população. Essa divisão não é novidade, e já foi registrada na última rodada da pesquisa Quaest, divulgada no início de junho. Segundo o levantamento, os mais ricos se dividiam entre o ex-presidente (36%) e o atual (43%). Mas os pobres (até dois salários mínimos) tinham uma maior preferência por Lula (56%) do que por Bolsonaro (22%) — resultado numericamente idêntico ao do Datafolha. Nordeste x Centro-Oeste Em termos regionais, Lula mantém larga dianteira no Nordeste, segunda região mais populosa do país (27% dos eleitores), onde derrota Bolsonaro por 58% a 19%. Já o presidente vai melhor no Centro-Oeste, fortemente influenciado pelo setor do agronegócio em termos econômicos e culturais, onde lidera com 40% das intenções de voto. No Sudeste, região mais populosa e decisiva do país, com 42% da população, Lula vence Bolsonaro por 43% a 29%, não muito distante do resultado global da pesquisa. Redação com Brasil de Fato
CPI que vai investigar corrupção no MEC atinge apoios para ser instalada no Senado

Metrópoles – Os senadores Randolfe Rodrigues e Jorge Kajuru disseram no Plenário nesta quarta-feira terem conseguido os 27 apoios necessários para instalação da CPI do MEC Isso porque hoje assinaram o documento os senadores Eduardo Braga, do MDB, e Soraya Thronicke, do União Brasil. Segundo o senador Kajuru, Izalci Lucas, do PSDB, também se comprometeu a assinar. A lista para a CPI atingiu o número necessário de adesões no dia em que o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso pela Polícia Federal, investigado por suspeita de corrupção no manejo da verba da pasta. Em 2021, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, viu-se obrigado a instalar a CPI da Covid na Casa após determinação da Justiça, que justificou que a lista tinha atingido o número de solicitantes exigido para instauração.
Ex-ministro da Educação de Bolsonaro, Milton Ribeiro, é preso pela Polícia Federal

Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, ligados a Bolsonaro e apontados como lobistas que atuavam no MEC, também foram presos A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) uma operação que apura irregularidades na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entre os alvos da operação estão os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, ligados a Jair Bolsonaro (PL) e suspeitos de atuarem como intermediários na liberação de verbas do esquema. O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso preventivamente, de acordo com CNN Brasil. Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. Áudios divulgados em março deste ano mostraram Ribeiro afirmando que os pastores favoreciam municípios que negociavam verbas diretamente com eles. Ainda segundo Ribeiro, a priorização de verbas para determinadas prefeituras por intermédio dos pastores seria um pedido de Jair Bolsonaro (PL), apesar deles não possuírem cargos no governo. Na ocasião, Jair Bolsonaro chegou a dizer que “botava a cara no fogo” pela idoneidade do então ministro. Milton Ribeiro foi exonerado do cargo poucos dias após o escândalo ser divulgado pela imprensa.
Quem matou Bruno Pereira e Dom Phillips? Corpos teriam sido decepados e incinerados

Polícia leva suspeito preso para rio onde jornalista e indigenista desapareceram na Amazônia 15/06/2022 (Foto: REUTERS/Bruno Kelly) Oseney da Costa confessou para a Polícia Federal que ele e seu irmão, Amarildo dos Santos, o “Pelado”, assassinaram o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Philips. A informação foi divulgada em reportagem da Band News. Segundo Oseney, o crime ocorreu no dia 5, dia do desaparecimento de Bruno e Dom. Ele contou à PF que os corpos teriam sido decepados e queimados na terra indígena do Vale do Javari, na Amazônia. “O motivo do crime teria sido a pesca ilegal na região. Estavam pescando pirarucu, foram alertados por Bruno e Dom Phillips que estava fotografando. Eles foram rendidos e levados para uma vala, onde foram mortos e tiveram os corpos esquartejados e incendiados”, diz a reportagem da Band. Bolsonaro ataca jornalista inglês que foi assassinado na Amazônia: “era malvisto” “Esse inglês fazia muita matéria contra garimpeiros, questão ambiental. Muita gente não gostava dele”, disse Bolsonaro sobre Dom Phillips – Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (15) que o jornalista britânico Dom Phillips – assassinado segundo confissão à Polícia Federal pelos irmãos Oseney da Costa Amarildo dos Santos – na região do Vale do Javari, na Amazônia – era “malvisto” por fazer “muita matéria contra garimpeiro” ou com foco em questões ambientais. Ainda segundo ele, o jornalista deveria ter “mais atenção consigo próprio”. “Esse inglês era malvisto na região, porque fazia muita matéria contra garimpeiros, questão ambiental, então, naquela região lá, que é bastante isolada, muita gente não gostava dele. Ele tinha que ter mais que redobrada atenção para consigo próprio e resolveu fazer uma excursão. A gente não sabe se alguém viu e foi atrás dele, lá tem pirata no rio, lá tem tudo que possa imaginar lá”, disse Bolsonaro em uma entrevista ao canal de Leda Nagle no YouTube. Ainda segundo o atual ocupante do palácio do Planalto, Phillips e Bruno “resolveram entrar numa área completamente inóspita sozinhos, sem segurança e aconteceu o problema”. “É muito temerário você andar naquela região sem estar devidamente preparado fisicamente e também com armamento devidamente autorizado pela Funai, que pelo que parece não estavam”, disse ele mais à frente. Bolsonaro também disse acreditar que se o indigenista e o jornalista tiverem sido assassinados, “pouca coisa vai sobrar”. “Aquela região, você pode ver, pelo que tudo indica, se mataram os dois, se mataram, espero que não, eles estão dentro d’água e dentro d’água pouca coisa vai sobrar. Peixe come, não sei se tem piranha lá no Javari. A gente lamenta tudo isso aí”, afirmou. As declarações de Bolsonaro foram feitas após o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmar, em um discurso no Parlamento britânico, estar “profundamente preocupado” com os desaparecimentos. Na entrevista, Bolsonaro também criticou o ministro Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso (STF) por ter determinado um prazo de cinco dias para que o governo adotasse todas as providências possíveis para encontrar Phillips e Pereira. “Vem sentar na cadeira para dar dica de como achar os 60 mil desaparecidos e não só dois que estão lá porque todos merecem dedicação”, disparou em referência ao número de pessoas desaparecidas no Brasil.
Xandão assume o comando do TSE e milícias digitais estão com os dias contados

Reuters – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu nesta terça-feira como presidente o ministro Alexandre de Moraes para comandar a corte e conduzir as eleições gerais de outubro, em meio a uma crise institucional alimentada por ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral e a cortes superiores. Moraes, que assumirá o comando do tribunal em agosto no lugar de Edson Fachin, tem sido um dos alvos principais do presidente da República e aliados. Ele é relator de uma série de inquéritos em que Bolsonaro figura como investigado e não tem se intimidado com os ataques, muitas vezes pessoais. “Posso garantir que a justiça eleitoral irá concretizar eleições limpas, seguras e transparentes”, disse Moraes em discurso após a votação. “A Justiça Eleitoral não tolerará que milícias pessoais ou digitais desrespeitem a vontade soberana do povo e atentem contra a democracia no Brasil”. O ministro Ricardo Lewandowski foi eleito para a vice-presidência da instância máxima da justiça eleitoral. A escolha dos nomes é definida por uma regra pré-definida de rotatividade do tribunal. Os ministros terão a tarefa de tocar o pleito eleitoral de outubro em meio a questionamentos sobre o sistema de votação por meio das urnas eletrônicas. Bolsonaro e partidários lançam dúvidas, sem provas, sobre a segurança do sistema, sugerem que ele não permite a auditagem e levantam suspeitas sobre a possibilidade de fraudes. O presidente já afirmou em algumas ocasiões que não aceitará o resultado de eleições que não considerar “limpas”. O TSE tem reiterado, seja por meio de ministros, seja por meio de testes e divulgação de dados, que o sistema de votação é seguro, confiável e que as urnas são invioláveis. Em uma recente tentativa de rebater acusações falsas sobre a confiabilidade do sistema, o TSE afirmou em nota na segunda-feira que “todas as medidas voltadas para garantir ainda mais transparência e segurança nas Eleições 2022 vêm sendo amplamente divulgadas pelo Portal do TSE e pela imprensa, o que leva a crer que questionamentos sobre o assunto acontecem apenas por desconhecimento técnico ou por motivações políticas”. O TSE é composto por sete ministros: três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois representantes da classe dos juristas, advogados com notável saber jurídico e idoneidade. Para a presidência e a vice do tribunal, os nomes são definidos por rodízio entre os membros que vieram do STF.
Corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira foram encontrados amarrados em uma árvore

O correspondente do The Guardian e o servidor da Funai estavam desaparecidos há uma semana A mulher de Dom Phillips, Alessandra Sampaio, afirmou na manhã desta segunda-feira (13) que os corpos do jornalista inglês Dom Phillips e do servidor da Funai, Bruno Pereira, foram encontrados mortos. A informação ainda não foi confirmada pelas autoridades brasileiras. Dom Phillips e Bruno Pereira estão desaparecidos há uma semana. O jornalista André Trigueiro, por meio de suas redes, revelou que a esposa de Dom Phillips, Alessandra, voltou a fazer contato com o Polícia Federal que lhe informou que os corpos precisam ser periciados para se confirmar a identidade. PF NEGA A Polícia Federal negou, na manhã desta segunda-feira (13), ter localizado os corpos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, desaparecidos no Vale do Javari, no oeste do Amazonas, desde o último dia 5. “O Comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal/AM, informa que, não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos do Sr. Bruno Pereira e do Sr. Dom Phillips”, declarou a corporação. Em nota, a PF disse que “conforme já divulgado, foram encontrados materiais biológicos que estão sendo periciados e os pertences pessoais dos desaparecidos. Tão logo haja o encontro, a família e os veículos de comunicação serão imediatamente informados”. Pouco antes, o jornalista André Trigueiro, do canal GloboNews, afirmou ter recebido informações da mulher de Dom Phillips, Alessandra Sampaio, de que os corpos teriam sido localizados e as mortes confirmadas. Em seguida, o embaixador do Reino Unido no Brasil, Francis Vijay, declarou ao The Guardian que os corpos de Bruno Pereira e Dom Phillips foram encontrados amarrados em uma árvore. Em entrevista ao The Guardian, o cunhado de Phillips, Paul Sherwood, declarou que a embaixada passou a informação. “Ele [embaixador] disse que queria que nós soubéssemos que eles tinham encontrados dois corpos. Ele não descreveu o local e disse que ele estavam amarrados a uma árvore e que ainda não foram identificados”, disse.
Como impedir o golpe – Por Gilmar Ribeiro*

A aceitação da violência como componente da atividade política é um erro, geralmente irremediável, na democracia liberal. A teoria liberal surgiu como uma alternativa à lógica da força então vigente na relação entre estado e sociedade. O parlamento, através do debate, do diálogo, significou uma nova forma de levar as pessoas a se relacionarem com o poder. Eleger representantes para parlamentar e elaborar as leis foi um passo imenso para a modernidade. No entanto, ao contrário da teoria hobbesiana, o estado e os seus representantes, a partir de então, precisam agir dentro da lei. O presidente da república, um grande cultuador da violência em sociedade, no Brasil, fala muito em liberdade. Mas é elementar que a liberdade só pode imperar nos limites da lei. Por outro lado, é imperativo, a violência precisa ser combatida de forma implacável na sociedade liberal. O preço da impunidade com a lei da anistia, a forma de tratar institucionalmente a violência de alguns movimentos de 2013 e 2014, não foram lições suficientes para as lideranças progressistas do país. Desde 2018 existe uma temerosa leniência para com as tentativas violentas de rompimento da institucionalidade, pelo presidente da república. Os crimes cometidos pelo executivo podem ser catalogados às dezenas diante de poderes assombrados. Tratar como liberal quem sabota a institucionalidade liberal pode romper com o atual pacto social, construção de pelo menos quarenta anos, no país. Os apologistas da violência na política brasileira só entendem uma linguagem, a linguagem do uso da força. Através dos exemplos históricos podemos perceber a existência de apenas dois mecanismos para garantir as eleições e a posse de um novo governo nos limites da institucionalidade. O primeiro é uma grande mobilização popular dos descontentes com o atual governo. Mobilização intensa da sociedade civil organizada, progressista, a qual ocorreu poucas vezes desde o final da ditadura militar. Tão certo como a não aceitação de uma possível derrota eleitoral pelo atual governo é a certeza de que um governo golpista não durará 21 anos no Brasil atual. O segundo e não menos importante mecanismo para impedir o golpe, portanto, é a mobilização de parte das autoridades responsáveis pelos poderes legislativo e judiciário, juntamente com parte do quarto poder, claro, no sentido de garantir implacável punição aos futuros golpistas. Cada guarda da esquina, cada autoridade, cada “pessoa de bem” precisa ter certeza da sua futura punição ao embarcar em uma aventura golpista. Se pelo menos parte da sociedade civil organizada, hoje na oposição, se comprometer com o registro de provas e a luta pela punição de todos que atentarem contra o estado democrático de direito, não haverá golpe. Se parte do judiciário deixar claro as punições, de cada um dos golpistas, sem acordos de gabinete, não haverá golpe. O presidente e algumas figuras importantes do governo podem até fugir em uma semana, ou mesmo um ano depois, mas nem todos podem fugir. O cabo e o soldado, assim como o “cidadão de bem”, precisam ter certeza da futura punição caso cometam crimes contra as instituições, contra a sociedade brasileira. Sem a participação desses últimos, não teremos golpe. Essa é a chave principal para inviabilizar o golpe. A mobilização para garantir a punição, garantir o uso legítimo da força, prerrogativa do estado, pode impedir o golpe * Gilmar Ribeiro dos Santos é cientista político e professor universitário
Corrida eleitoral fica estável e Lula segue confortável na liderança, diz pesquisa

Segundo o PoderData, Lula aparece com mesmo percentual de levantamento feito há 15 dias; Bolsonaro também ficou estacionado Uma nova pesquisa PodeData, divulgada nesta quarta-feira (8), mostra um quadro de estabilidade na disputa presidencial, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantendo a liderança, com 43% das intenções de voto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 35%. O petista teve o mesmo percentual da pesquisa anterior do PoderData, realizada há 15 dias. Bolsonaro também ficou estagnado e não teve oscilações nem mesmo dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais. O estudo divulgado nesta segunda-feira (8) mostra ainda que Ciro Gomes (PDT), com 6% das intenções de voto totais, oscilou um ponto positivo. Enquanto isso, o deputado federal André Janones (Avante), ficou com 2%, oscilando um ponto negativamente em relação à pesquisa anterior. Na primeira pesquisa PoderData com João Doria (PSDB) fora da disputa pelo Palácio do Planalto, a única representante da chamada 3ª via passou a ser a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ela teve ampla exposição na mídia nos últimos 15 dias, mas o efeito foi nulo. Tebet tinha 2% no estudo anterior. Agora, tem 1%. Os pré-candidatos José Maria Eymael (DC) e Luciano Bivar (União Brasil) também apareceram com 1%. Os demais candidatos não tiveram menções suficientes para atingir 1%. Há ainda 5% que dizem ter intenção de votar em branco ou nulo, e outros 5% afirmam estar indecisos. Leia o infográfico: A pesquisa foi realizada pelo PoderData com recursos próprios. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 309 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Registro no TSE: BR-01975/2022.