Oposição ao isolamento é maior entre mais ricos, empresários e aposentados

Pesquisa Fórum revela que o encerramento da quarentena não é uma vontade dos mais pobres e desmente narrativa bolsonarista – A Pesquisa Fórum, realizada pela Offerwise, com supervisão técnica de Wilson Molinari, entre os dias 8 e 11 de abril, com 956 entrevistados, mostra que a oposição ao isolamento como forma de combater o coronavírus está concentrada nos mais ricos, nos empresários e nos aposentados. O discurso contra a quarentena do presidente Jair Bolsonaro, encampado pelos mais fanáticos de sua base, é de que a economia não pode parar “pelos mais pobres”. Segundo os bolsonaristas, eles querem sair para trabalhar porque precisam. A Pesquisa Fórum revela que a realidade é exatamente o contrário. Entre os entrevistados que afirmaram serem contra o isolamento, os que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.090) são apenas 10%. Já os que recebem mais de 50 salários mínimos (R$ 52.250) chegam a 20%. A maior oposição à quarentena está em uma faixa de rendimento ainda elevada, de 5 a 10 salários mínimos (entre R$ 5.225 e R$ 10.450/mensais), que soma 23% das respostas. O empresariado é, naturalmente, o maior defensor da retomada das atividades. Afinal, pode apenas abrir o seu negócio e colocar os outros para trabalhar (e se arriscar) em seu lugar. Entre os que responderam ser contra o isolamento na pandemia, empresários somam 32%. Em seguida aparecem profissionais liberais (22%), aposentados (22%) e trabalhadores eventuais ou freelancers (16%). Quem trabalha por conta própria, categorias que permeiam os profissionais liberais e eventuais, constituem parte fiel da base bolsonaristas, como motoristas de aplicativos, entregadores, caminhoneiros e os que acreditam na carteira de trabalho verde e amarela, com redução de direitos. Curiosamente, aposentados, que não trabalham e são mais vulneráveis ao coronavírus, representam parte importante dos que querem o fim do isolamento. O que também explica a mais incidência de oposição à quarentena entre os mais velhos. Pessoas com mais de 60 anos são a maioria entre os que afirmaram serem contra o isolamento, com 20%. Entre os demais opositores das medidas restritivas, 12% têm entre 45 e 59 anos, e 18%, entre 35 e 44. Entrevistados de 25 a 34 anos respondem por apenas 9% e 8% estão na faixa de 16 a 24 anos. Na outra ponta, o apoio às medidas de isolamento é amplamente maior entre os jovens. A taxa dos que responderam serem favoráveis a manutenção da quarentena durante a pandemia chega a 85% entre os que têm 16 a 24 anos, 84% dos 25 aos 34 anos e 77% dos 35 aos 44 anos. No entanto, o número de entrevistados que afirmou ser contra a quarenta é baixo, apenas 13% do total de entrevistados. A maioria, 81%, é a favor. Fonte: Revista Fórum
Se defendiam a ideia de “cada um por si”, por que agora culpam Bolsonaro?

– Ironicamente, os defensores da austeridade agora exigem respostas mais ágeis do governo à “coronacrise” – * Por Ana Luíza Matos de Oliveira Os impactos econômicos da pandemia de covid-19 já são imensos. A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta uma queda do comércio internacional em 2020 de 13% a 32%. Segundo a Oxfam, 54 milhões de pessoas podem cair na pobreza na América Latina. E, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o equivalente a 195 milhões de postos de trabalho “full-time” podem ser cortados em todo o mundo no segundo trimestre de 2020. O quadro é crítico para o mundo inteiro, mas, nesse contexto, algumas vozes aqui, no Brasil, insistem que o isolamento social é exagero, que pode levar a mais mortes que o vírus no longo prazo, alimentando uma suposta dicotomia entre saúde e economia. É duro dizer isso, mas essas vozes nada mais fazem que levar ao extremo um argumento muito repetido nos últimos anos: o de que é preciso antes “pensar na economia que na vida”. Desde 2015, passamos por aumento brutal do desemprego, da informalidade, das queimadas na Amazônia, redução da cobertura do programa Bolsa Família, entre outras diversas tragédias. Foi preciso que um vírus afetasse todo o globo para que alguns se dessem conta de que, afinal, é preciso colocar as pessoas e os direitos humanos em primeiro lugar e parar o sistema capitalista em prol da proteção dos mais vulneráveis. No entanto, algumas tantas vidas poderiam ter sido salvas se esse aparente consenso de que a vida humana é mais importante tivesse sido alcançado antes. E até quando esse “consenso” em prol da vida durará, é outra questão. Desde 2015, economistas do campo progressista têm repetido que é falsa a dicotomia entre a questão social e a economia; que o mantra da austeridade em detrimento dos direitos sociais que levou à aprovação da Emenda Constitucional 95 e a outras reformas liberais nos levaria a uma grave anomia social. Os defensores da austeridade diziam que os direitos sociais não cabiam no orçamento, que era preciso cortar direitos sociais. Cortamos, cortamos e cortamos. A economia não “decolou”. Então diziam ser necessário cortar mais. Obedientemente, cortamos. Cortamos direitos, hospitais, renda, CLTs. Fomos fragilizando a sociedade brasileira, o SUS, o mercado de trabalho. [um adendo: agora com a coronacrise um dos grandes “adventos” da reforma trabalhista, o tal contrato intermitente, é tratado por sua essência de informal e não por sua aparência de formal: intermitentes com contratos inativos também tem garantido acesso ao benefício de renda emergencial, sendo contados como trabalhadores informais. Ou seja, quando a coisa apertou, reconheceram que é absurdo considerar o trabalho intermitente como formal]. Aqueles mesmos defensores da austeridade agora se espantam que, diante de uma pandemia de proporções históricas, uma parte mais “terraplanista” se recuse a aceitar que o governo precisa apoiar em especial a população mais vulnerável. Da minha janela, ouvi uma pessoa dizer que “não aguenta mais ouvir falar em política social e Bolsa Família”, que “a palavra ‘mercado’ sumiu do noticiário”, como se o governo estivesse fazendo muito pelos mais vulneráveis. O mantra incessantemente repetido foi de que não podíamos gastar, que tudo fora desse receituário era socialismo, que o Brasil “quebrou”. Agora os defensores da austeridade se espantam que o presidente — incapaz de perceber que, diante de uma crise destas proporções, espera-se que seu governo seja agente (ativo) e auxilie as pessoas em dificuldade — incentive pessoas a voltarem às ruas, arriscando a si mesmos e a suas famílias. Os defensores da austeridade se espantam que Paulo Guedes relute em apresentar propostas de políticas públicas eficientes e bem planejadas ou seja capaz de abrir as torneiras nesse momento em que todos os países no mundo ampliam os gastos para conter os efeitos econômicos da pandemia. Pois essa falsa dicotomia alimentou a ideia de que tudo fora da austeridade é “comunismo”, como sugeriu tweet de Carlos Bolsonaro nesse sentido. Em 1º de abril, o vereador-assessor-filho do presidente, ao comentar sobre as políticas de combate à crise econômica, afirmou: “O desenho é claro: partimos para o socialismo. Todos dependentes do estado até para comer, grandes empresas vão embora e o pequeno investidor não existe mais. Conseguem a passos largos fazer o que tentam desde antes de 1964″. O “certo” até poucas semanas atrás não era cada um por si, que cada um se virasse no mercado? Já quase na metade de abril de 2020, a equipe econômica Bolsonaro-Guedes afirma que o impacto econômico da coronacrise ainda virá. A crise econômica já se iniciou faz mais de um mês, as pessoas já mudaram seus hábitos, governadores/prefeitos já alteraram as dinâmicas econômicas de seus estados/cidades. É verdade que a crise econômica em si (bem como a sanitária) ainda está no começo, mas a lentidão e inaptidão do governo em responder a essa crise são absurdas. Porém, não surpreendem. Nada mais condizente com a austeridade e com o Estado mínimo para os pobres que as antirrespostas do governo Bolsonaro à “coronacrise”. A equipe tardou em propor alguma medida para preservar a renda e o emprego dos trabalhadores formais. A proposta foi dada por meio da Medida Provisória 936, uma resposta capenga, inconstitucional e que reduz a massa assalariada a níveis dramáticos. Também relutou em oferecer algum tipo de ajuda aos trabalhadores informais, aos microempreendedores individuais (MEIs) e ao Cadastro Único. O governo, por fim, cede a pressões do Congresso Nacional e instituindo uma Renda Básica de Emergência, que começa a ser paga mais de 40 dias após o primeiro caso de covid-19 no Brasil. De um lado, o governo diz que se preocupa com os informais, que não podem parar. De outro, demora preciosas semanas para dar apoio econômico a essa população que não pode esperar. A equipe econômica foi lenta, ineficiente e ainda reluta em abrir mão de seus dogmas. Nesse momento, é fácil bater em Bolsonaro. Mas, por mais que tentem dissociar a agenda econômica da austeridade do autoritarismo de Bolsonaro, o Chile de Pinochet (governo
Não é a economia, estúpidos, são pessoas – Por Fernando Brito, do Tijolaço

– O desastre econômico provocado pelo coronavírus não é uma possibilidade, é uma realidade contra a qual nada se pode fazer, neste momento, senão preservar o seu mais precioso recurso, o ser humano. – Tudo o que se fala, agora, sobre “segunda onda” é de uma enorme estupidez, porque não se sabe, além de que foi, é e será gigantesco o impacto da primeira. Não estamos lidando com uma retração que tem hora e dia para terminar e, mesmo quando estiver – quem sabe em dois ou três meses, passada a fase em que novos contágios sejam muitos – vai implicar em restrições e esvaziamento de várias atividades relacionadas a aglomeração humana: turismo, transporte aéreo, artes e espetáculos, etc… Também não se sabe onde será o fundo do poço no mercado financeiro, os efeitos do período nas contas públicas dos países e, portanto, sobre suas dívidas e necessidades de financiamento. Ao contrário do que ocorreu com a pandemia, em que faltaram decisões fortes e antecipadas – e estamos vendo o preço disso, agora – no campo da economia a decisão imediata – igualmente fraca e demorada – é não permitir que a sociedade desça à barbárie – ou desça ainda mais, no caso de nosso país. Numa palavra, que ninguém mais seja abandonado à própria sorte. Este é o ponto inicial do que teremos para a fase da reconstrução e, se for efetivo, para o que pode ser uma sociedade mais justa. Ou será que alguém, em meio a um quadro de desemprego que, no “barato”, ficará nos 20%, acha que se poderá tirar a renda básica de 40 milhões de brasileiros? Ou que vai se poder voltar a uma situação de falta de proteção ao emprego, que é tudo que a os neoliberais suicidas sempre preconizaram? Muito menos se poderá voltar à cultuada demolição dos serviços públicos, à teoria de que não é preciso produzir internamente, mesmo a custo maior, se podemos – esmamos vendo que não podemos, na hora necessária – comprar barato lá fora. Nem entregar o que temos, indiscriminadamente: já em meio à mortandade, a Itália discute como evitar que o capital de suas empresas – quase tornado pó nesta crise – seja comprado como banana na safra pelos estrangeiros. O mundo será outro, não sabemos exatamente qual, depois deste morticínio caótico. Agora, o essencial, o único a ver perseguido, é que as pessoas sigam respirando e comendo e que algo as desperte para o esquecido sentimento de que somos iguais. Senão na vida, pelo choque de vermos que na morte o somos. Via Tijolaço
Empresas podem ser responsabilizadas se trabalhador for infectado pelo coronavírus

– Funcionário pode processar a empresa caso seja forçado a trabalhar e contraia Covid-19 – Empresas que exigirem que os trabalhadores voltem ao trabalho em meio à pandemia de Covid-19 podem ser punidas caso o empregado seja infectado pelo coronavírus. Especialistas foram ouvidos pelo colunista Leonardo Sakamoto, do UOL. As orientações das autoridades em prol da saúde pública são para o funcionamento apenas de serviços essenciais, com o intuito de desacelerar a disseminação do cornavírus no Brasil. Contudo, o presidente Jair Bolsonaro sugere um “isolamento vertical”, apenas dos grupos de risco, e incentiva que a população “volte à normalidade”. Segundo advogados, caso empresas de segmentos não essenciais decidam atender às recomendações do presidentes, elas podem ser punidas juridicamente se o trabalhador for infectado pelo coronavírus. Ângelo Fabiano da Costa, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), afirmou que, ao exigir que o trabalhador saia de uma situação de isolamento social determinada por autoridades, o empregador corre o risco de ser responsabilizado “nos âmbitos trabalhista, civil e penal”. Costa explica que a Covid-19 não seria considerada uma doença ocupacional, mas isso não empede o empregador de ser punido, pois seria necessário provar que não foi a volta ao trabalho que ocasionou a infecção pelo vírus. O trabalhador precisaria comprovar que ficou doente apenas após o retorno do trabalho, e dentre as possibilidades de contaminação estariam incluídos, além do ambiente de trabalho, fatores como o deslocamento, por exemplo. Seria possível solicitar indenização por danos materiais, no caso de gastos com atendimento médico, e por danos morais. Em caso de a doença resultar em morte, a família da vítima também poderia procurar responsabilizar criminalmente a empresa.
Bolsonaro recua e revoga a Medida Provisória da suspensão do contrato de trabalho

O presidente Jair Bolsonaro recuou nesta segunda-feira (23) e revogou o trecho da Medida Provisória 927 que previa, como suposto combate aos efeitos da pandemia do coronavírus na economia, a suspensão dos contratos de trabalho e salários por 4 meses. A medida foi publicada pelo governo na edição extra do “Diário Oficial da União” desta segunda-feira. O trecho revogado pelo presidente Bolsonaro é o artigo 18, que causou forte reação na sociedade. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), partidos políticos e entidades já haviam se manifestado contra pontos da MP editada pelo governo e defenderam aperfeiçoamento do texto. “Determinei a revogação do art.18 da MP 927, que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário”, escreveu Bolsonaro no Twitter. De acordo com o art. 18 da MP, revogado há pouco, o contrato de trabalho poderia ser suspenso até 4 meses e, nesse período, o empregador “poderia” conceder ao empregado ajuda compensatória mensal não obrigatória, pela via negocial individual. Eis o trecho revogado: “Art. 18. Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o contrato de trabalho poderá ser suspenso, pelo prazo de até quatro meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional não presencial oferecido pelo empregador, diretamente ou por meio de entidades responsáveis pela qualificação, com duração equivalente à suspensão contratual.” – Determinei a revogacao do art.18 da MP 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 23, 2020
MP de Bolsonaro permite que empresário pague qualquer valor ao empregado durante quatro meses

– Setor privado poderá suspender contratos de trabalho; em outros países, os governos estão se comprometendo a pagar salários ou fornecer renda mínima – Enquanto a Inglaterra pretende pagar 80% dos salários dos trabalhadores que ficarão em casa e os Estados Unidos discutem uma renda mínima de US$ 1 mil para cada cidadão, Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que permite aos empresários pagar qualquer coisa aos seus funcionários durante quatro meses. “Bolsonaro publicou na noite deste domingo (22) no Diário Oficial uma MP (medida provisória) que autoriza suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses. No período, o empregado deixa de trabalhar, assim como o empregador não pagará salário. A empresa é obrigada a oferecer curso de qualificação online ao trabalhador e a manter benefícios, como plano de saúde”, aponta reportagem de William Castanho e Alexa Salomão. Pelo texto, a negociação individual ficará acima de acordos coletivos e da lei trabalhista. Segundo o texto, o empregador poderá conceder uma ajuda compensatória mensal, “sem natureza salarial”, “com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual”.
Bolsonaro corta 158 mil do Bolsa Família mesmo com a pandemia do coronavírus

– Do total, 96.861 famílias, que representam 61,1%, estão na região Nordeste, onde o ocupante do Planalto obteve menos votos nas eleições de 2018. Governo anuncia a medida, mesmo com a crise do coronavírus aumentando a cada dia – O governo Jair Bolsonaro cortou 158.452 beneficiários do Bolsa Família no mês de março, mesmo com a pandemia do coronavírus. Do total, 96.861 famílias, que representam 61,1%, estão na região Nordeste, onde o ocupante do Planalto obteve menos votos nas eleições de 2018. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 10h37 desta sexta-feira (20), que foram confirmados 650 casos do coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 22 estados e no Distrito Federal. O Bolsa Família atende famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais. De acordo com reportagem do portal Uol, o número de beneficiários do programa, que atualmente é capitaneado por Onyx Lorenzoni, que foi tirado da Casa Civil par assumir o Ministério da Cidadania, é o menor desde maio de 2017. Para justificar o corte, o ministério da Cidadania afirmou que a redução ocorreu porque novas 185 mil famílias ingressaram no programa, mas 330 mil “se emanciparam” por apresentarem evolução nas condições financeiras, “ou seja, superaram as condições necessárias para a manutenção do benefício”.
O pobre vai pagar a conta: governo autoriza empresas a cortarem salários pela metade

MP do governo que será submetida ao Congresso aliviará a vida dos patrões e prejudicará os trabalhadores em meio a pandemia do coronavírus Em meio às incertezas dos trabalhadores com as recomendações de quarentena para impedir o contágio por coronavírus, o governo Bolsonaro resolveu encampar uma Medida Provisória que beneficiará empresários e patrões e prejudicará os mais pobres. Anunciada nesta quarta-feira (18) pelo Ministério da Economia, a MP, que deverá passar por aprovação no Congresso, permite que as empresas cortem salários pela metade e reduzam a jornada de trabalho. Ou seja, em meio à crise do coronavírus, as empresas continuarão funcionando e os trabalhadores ganharão menos. O discurso do governo, no entanto, é outro.“É preciso oferecer instrumentos para empresas e empregados superem esse período de turbulência. O interesse de ambos é preservação de emprego e renda”, afirmou o secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo. A MP proíbe, entretanto, que os salários sejam reduzidos abaixo de um salário mínimo. Além do corte de salário, a medida impõe regras mais flexíveis, que beneficiarão as empresas, com relação ao trabalho remoto, antecipação de férias, decretação de férias coletivas e redução da jornada de trabalho – sendo que fica estabelecido que o trabalhador não poderá receber por hora trabalhada. https://emcimadanoticia.com/2020/03/18/coronavirus-saiba-o-que-e-como-tratar-e-se-prevenir/
Dólar dispara e bate R$ 5,20 e queda da Bolsa passa de 8%. Talquei?

– O dólar abriu em forte alta nesta quarta-feira (18/03) e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 5,10. Logo nos primeiros minutos de abertura do mercado, a moeda chegou a R$ 5,1680, crescimento de 2,8%. Esse registro foi feito às 9h25. Um quarto de hora depois, às 9h40, o dólar custava R$ 5,2030, com alta de 3,75%. Nessa segunda-feira (17/03), a moeda americana fechou o dia pela segunda vez na história acima de R$ 5, custando R$ 5,0056. Mais tarde, o Comitê de Política Monetária (Copom), vinculado ao Banco Central (BC), deve reduzir a taxa de juros básico, a Selic, o que ajuda a elevar o preço do dólar. Bolsa de Valores O Ibovespa, que mede as ações na bolsa brasileira, abriu com queda acentuada superior a 7%. Às 10h17, as ações voltaram ao patamar inferior a 70 mil pontos, com 68,9 mil pontos – baixa de 7,56%. O movimento confirma a expectativa de investidores, que esperavam uma nova queda, seguindo os pregões internacionais. As Bolsas da Ásia encerraram as negociações do dia em queda generalizada. Na Europa, onde os pregões ainda estão abertos, o índices operam em quedas relevantes. Fonte: Metrópoles Coronavírus e COVID-19: perguntas e respostas – A COVID-19 ainda não tem vacina ou tratamento específico. Entenda mais sobre a doença
Novamente a moeda americana ultrapassa a R$ 5, sem nenhum panelaço contra o retardado Bolsonaro

Após fechar acima de R$ 5 pela 1ª vez na história, o dólar abriu esta terça-feira 17 com leve queda, mas valor voltou a subir com a primeira morte confirmada pelo coronavírus no Brasil. Ás 15:00 a moeda americana estava sendo negociada a R$ 5,06 Já a Bolsa brasileira opera em alta, após mais um tombo na véspera, quando chegou a ter os negócios interrompidos logo na abertura. Às 15h00, o Ibovespa tinha alta de 4%, a 74 mil pontos. As principais Bolsas da Europa iniciaram o dia em alta. Nos primeiros minutos de operações, as praças de Paris, Madri, Londres, Milão e Frankfurt registravam resultados positivos de entre 2 e 3%. ➤ Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/12/dolar-passa-dos-5-reais-pela-primeira-vez-na-historia-do-plano-real/ Lembram quando achávamos que o dólar estava alto quando custava R$ 2,50? Pois o sol raiou novamente nesta terça-feira (17) com o dólar ultrapassando os R$ 5,00. A alta histórica do dólar está sendo ecoada com risos e lágrimas. A semana está sendo caótica para os mercados mundiais. A bolsa brasileira foi fortemente abalada pela crise do coronavírus no mundo. Na semana passada, o mercado brasileiro acompanhou a queda da economia mundial e teve o pior resultado em mais de duas décadas. Com cinco paradas temporárias, chamadas de circuit breaker, a desvalorização chegou a quase 20%, pior resultado em duas décadas.