Equinox Gold promove seminário sobre segurança de barragens de mineração

BOAS PRÁTICAS – A Mineradora Equinox Gold, que explora a Mineração Riacho dos Machados, realizará seu I Workshop de Segurança de Barragens de Mineração, com a presença de técnicos e autoridades das microrregiões de Grão Mogol, Salinas e Janaúba, principalmente dos secretários municipais de Defesa Social, além da participação de técnicos da Defesa Civil do Governo de Minas. O evento, que faz parte do projeto “Boas Práticas” da Equinox Gold – Mineração Riacho dos Machados e integra as ações de PAEBM do ciclo 2023-2024, será realizado entre os dias 22 e 23 de agosto de 2023, das 8:00 às 17:00 hs, na Câmara de Vereadores de Porteirinha (Av. Dalton Cunha, SN, Vila Kennedy) “O Workshop de Segurança de Barragens tem como propósito capacitar as Coordenações Municipais de Defesas Civis–COMDEC ́s dos municípios das regiões vizinhas ao nosso empreendimento. Para tanto, contaremos com a parceria da empresa Sete e da CEDEC de Minas Gerais”, informou o gerente-geral Herbert Guido Ernesto. Além do investimento empresarial, que implica no desenvolvimento da região em que a empresa está inserida, a presença do empreendimento tem forte viés social, com incentivo a vários projetos em benefício da comunidade, tendo consequência, inclusive, na geração de renda e no estímulo às manifestações culturais do local.
‘Rei da cachaça’ é preso em BH após ser condenado por estuprar adolescentes

Antônio Eustáquio Rodrigues é proprietário das marcas de cachaça Seleta, Boazinha e Saliboa e estava foragido desde junho deste ano Por Clara Mariz EM Antônio Eustáquio Rodrigues, conhecido popularmente como o “Rei da Cachaça”, foi preso na tarde desta sexta-feira (18/8), em Belo Horizonte. Ele estava foragido desde junho deste ano após ser condenado por estupro e estupro de vulnerável. O homem é proprietário das marcas de cachaça Seleta, Boazinha e Saliboa, todas produzidas em Salinas, no Norte de Minas Gerais O empresário deverá cumprir 15 anos de reclusão, em regime fechado. Antônio já havia sido preso durante as investigações, em agosto de 2014, mas foi solto em novembro do mesmo ano após a Justiça acatar o pedido de revogação da prisão temporária acusado de estuprar dois adolescentes, uma menina de 15 anos e um menino de 14 anos. Após a primeira detenção, a Polícia Civil de Minas Gerais recebeu novas denúncias, entre elas mais uma de abuso sexual. Além disso, ele foi acusado de tentativa de homicídio. Na época das investigações, a reportagem do Estado de Minas teve acesso aos depoimentos prestados pelas vítimas. Conforme os documentos, o menino relatou que estava com a garota, nas proximidades de sua casa, em uma rodovia, na saída de Salinas para a cidade de Rubelita, quando foram abordados por Antônio Ainda segundo o relato da vítima, o empresário teria convidado os adolescentes para irem até sua fazenda. Ao chegarem na propriedade, Rodrigues “após verificar que não tinha ninguém na fazenda, os chamou para entrarem em casa”. Em seguida, o empresário teria convidado os adolescentes para irem até o quarto da casa e que fizessem uma “massagem pelo seu corpo”. O jovem ainda afirmou que, com medo de ser deixado na fazenda e ser obrigado “a voltar a pé para casa”, ele e a amiga atenderam aos pedidos de contato sexual feitos pelo fazendeiro. De acordo com o Ministério Público, o “Rei da Cachaça” foi condenado por dois estupros e um estupro de vulnerável. Na época em que os crimes vieram à tona, os parentes do “Rei da Cachaça” alegaram que o homem teria “problemas psicológicos e transtorno bipolar”. Em 2014, por meio de nota, a Seleta e Boazinha Indústria Comércio Importação e Exportação Ltda, detentora da marca Seleta, afirmou que Antônio estava afastado das atividades de gestão da empresa desde 2006, por decisão do conselho administrativo, por conta de graves problemas de saúde. A reportagem procurou a empresa novamente, mas até a publicação desta matéria não obteve nenhum retorno. O que diz a lei sobre estupro no Brasil? Código Penal Brasileiro, em seu artigo 213, na redação dada pela Lei 2.015, de 2009, estupro é ”constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.” No artigo 215 consta a violação sexual mediante fraude. Isso significa ”ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”
Governo Lula – Novo PAC vai investir R$ 171,9 bilhões em Minas Gerais

Construção da BR 135 entre Manga e Itacarambi é um dos projetos que será contemplado no programa O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lança nesta sexta-feira (11), em uma cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A iniciativa vai investir R$ 171,9 bilhões em Minas Gerais em obras e serviços. Confira a lista das obras mineiras contempladas pelo Novo PAC: Concessão das rodovias BR-381/MG entre BH e Governador Valadares; Obras de ampliação e melhorias (trecho João Monlevade a Espírito Santo ) – BR-262 – OGU – Prevista a restauração do trecho e estudo de concessão; Relicitação da BR-262/MG (trecho de Uberaba a Betim); BR-040/495/MG/RJ – RIO – BH – Concessão; BR-040/GO/MG Rota dos Cristais – Concessão; Concessão das BRs 251/MG e BR 116/MG – Concessão; Projeto Hidroagrícola do Jequitaí – Concessão; Pavimentação e implantação da BR-367 (Pavimentação dos trechos Salto da Divisa a Almenara e Virgem da Lapa a Berilo); Adequação, restauração e melhorias da BR-135 (Trecho Manga a Itacarambi) com a construção de 57,41 km; Barragem Rio Gravatá; Pavimentação da BR-352 (Trechos não pavimentados de Patos de Minas a Goiânia). O programa tem objetivo de chegar a R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, selando uma parceria entre parceria entre governo, estados, municípios, setor privado e movimentos sociais. A expectativa é que a maior parte desse montante venha da Petrobras.
Emendas de Ricardo Campos garantem a não extinção dos pequenos cartórios

Um choque de realidade: a dura situação dos cartórios do interior de Minas Gerais O deputado estadual Ricardo Campos, acaba de apresentar 3 emendas parlamentares ao substitutivo n° 2 do Projeto de Lei 4.000/2022, que trata dos serviços notariais, como forma de proteger principalmente a população mais pobre que vive em localidades distantes e de difícil acesso. Em meio a debates e discussões sobre a eficiência dos serviços públicos, o tema da permanência dos cartórios instalados nos distritos e municípios mineiros, volta e meia vem à tona na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Fato é que muitos dos parlamentares que discutem a redução dos cartórios desconhecem por completo tanto a realidade da população dos municípios mais carentes do Estado, quanto a realidade dos prestadores desses serviços notariais. São realidades extremas quando comparadas aos cartórios dos grandes centros urbanos. A existência desses estabelecimentos em suas próprias comunidades do interior sempre foi de extrema importância para os habitantes terem acesso ao direito à sua cidadania e participação plena na sociedade, através dos registros, validação de documentos, como certidões de nascimento, casamento, óbito, escrituras, procurações, entre outros. São serviços imprescindíveis em diversas ocasiões da vida de qualquer indivíduo. É importante reconhecer que a ausência de cartórios em distritos e municípios pode acarretar um aumento significativo nas desigualdades sociais. Aqueles que têm recursos financeiros podem deslocar-se para locais mais distantes para buscar tais serviços, enquanto os menos favorecidos acabam excluídos do acesso a documentos e trâmites essenciais. “A distância e a falta de recursos são grandes empecilhos para os moradores dos distritos de pequenos municípios, pois, na sua grande maioria, essas pessoas não possuem dinheiro para viajar para municípios próximos a fim de terem acesso aos cartórios, mesmo que sejam os gratuitos”, lembrou Ricardo Campos. Outro aspecto relevante a ser considerado é o impacto econômico nas regiões onde os cartórios estão localizados. Sua presença contribui para a geração de empregos locais, bem como para o desenvolvimento das áreas circunvizinhas, favorecendo o comércio local e a prestação de serviços complementares. Portanto, é essencial apresentar medidas que assegurem a permanência e ampliação dos cartórios nos distritos e municípios, garantindo o acesso igualitário aos serviços notoriais a toda a população. As emendas apresentadas pelo deputado Ricardo Campos garantirão, de certa forma, essa estabilidade para os cartórios dos distritos mineiros. As emendas de autoria do deputado foram: I – EMENDA GARANTE RENDA MENSAL MÍNIMA AOS INTERINOS DOS CARTÓRIOS Diferentemente dos grandes cartórios, muitos profissionais no interior não possuem garantia de salário, devido ao baixo nível de serviços pagos e ao alto número de serviços gratuitos ali realizados. Ao assegurar uma retirada mensal mínima de R$ 5.000,00 aos interinos designados nos cartórios, a emenda reconhece a importância e responsabilidade associadas ao cargo para responder pelo serviço notarial e de registro do município. II – EMENDA PROPÕE CONVÊNIO COM SERVIÇOS BÁSICOS PARA OS CARTÓRIOS DE MUNICÍPIOS COM MENOS DE 2 MIL HABITANTES Em muitos distritos menores é comum que a oferta de serviços públicos seja limitada ou insuficiente. Ao permitir que o cartório firme convênios com concessionárias de energia, água e telefonia, a emenda busca facilitar o acesso da comunidade a serviços essenciais, melhorando a qualidade de vida dos moradores. Essa possibilidade de estabelecer parcerias com concessionárias já presentes na região poderá otimizar recursos, evitando a duplicação de estruturas e aproveitando a infraestrutura já existente. III – EMENDA TORNA PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL OS CARTÓRIOS DOS DISTRITOS DO INTERIOR DE MINAS GERAIS Os cartórios dos grotões mineiros têm uma longa tradição e estão intrinsecamente ligados à história e à cultura das comunidades locais. Ao declará-los como patrimônio material e imaterial do Estado, Ricardo Campos pretende preservar esses elementos históricos e culturais, além de fortalecer a identidade regional para as futuras gerações. Ricardo ressaltou ainda que “Essas emendas são ações concretas e precisam muito do apoio de toda a população mineira, em especial aquela que faz uso desses pequenos cartórios, e também do apoio de todos profissionais que trabalham direta e indiretamente nesses cartórios.” As emendas apresentadas objetivam incentivar a instalação e manutenção desses estabelecimentos em áreas de maior vulnerabilidade social, através de ações concretas que busquem alcançar uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos os cidadãos, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham a oportunidade de exercer seus direitos e cidadania plenamente.
Mulheres indígenas de Minas Gerais realizam seu primeiro encontro estadual

Reunião será do dia 28 a 31 de julho e busca a garantia de uma vida segura e com direitos, dentro e fora dos territórios Por Ana Carolina Vasconcelos | Brasil de Fato MG Para ampliar a união, a solidariedade e o fortalecimento da identidade ancestral feminina, entre os dias 28 e 31 deste mês, acontece o primeiro Encontro Estadual de Mulheres Indígenas de Minas Gerais. A atividade, que também busca o empoderamento e compartilhamento de vivências, será na Aldeia Ibiramã Kiriri do Acré, em Caldas, na região Sul do estado. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), o evento também tem o objetivo de preservar a cultura indígena. Por isso, a programação conta com a realização de rituais tradicionais, troca de saberes, atividades de artesanato e danças, que são herança geracional dos povos tradicionais. Giselma Xucuru-Kariri, que faz parte do departamento de mulheres indígenas da Apoinme, conta que a principal expectativa é de que o encontro seja um espaço privilegiado de debate, alinhamento e construção de encaminhamentos para a garantia de uma vida segura e com direitos, dentro e fora dos territórios. “Nós vamos tratar de pautas como a violência contra as mulheres indígenas, as questões da educação, saúde, segurança alimentar, sustentabilidade, desenvolvimento, entre outras. Queremos a garantia dos direitos dentro dos territórios e uma vida segura. Queremos semear e gerar frutos com o encontro”, comenta. Para cumprir com esses objetivos, a atividade terá, além das mesas de debate, uma série de oficinas que permitem a troca entre as mulheres. Ao final, a organização espera criar um canal permanente entre as indígenas de todas as etnias em Minas Gerais. Dessa forma, elas buscam conseguir pautar o reconhecimento e a valorização. “Tem muito tempo que nós não conseguimos sentar juntas e nos ouvir. Nosso espaço precisa ser afirmado, reafirmado, defendido e garantido, para que a gente consiga trabalhar nas bases, junto às nossas lideranças, e ter reconhecimento e valorização”, destaca Giselma. Desafios O encontro acontece em meio a uma série de impasses sobre a implementação do novo marco temporal, aprovado na Câmara dos Deputados e em debate no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, defendida por ruralistas, é caracterizada como genocida pelos indígenas e por defensores dos povos tradicionais. Se entrar em vigor, a demarcação de terras só deve acontecer quando for comprovado que os indígenas a habitam de forma permanente antes de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) calcula que existam 41 mil indígenas em Minas Gerais, de 20 etnias pertencentes ao tronco linguístico Macro-Jê e Tupi-Guarani. Até abril deste ano, apenas 16 terras foram demarcadas ou estão em processos de demarcação no estado, o que corresponde a menos de 0,2% dos 586.528 quilômetros quadrados do território mineiro. Em entrevista ao Brasil de Fato MG, publicada em junho deste ano, Haroldo Heleno, representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), avaliou que, independentemente da situação regulatória das terras, todos os povos que habitam o estado serão impactados negativamente pelo marco temporal. Giselma destaca que, diante desse desafio, o encontro das mulheres indígenas ganha ainda mais relevância. “O marco temporal traz riscos para nós indígenas, principalmente para aqueles que estão com seu território em fase de homologação e demarcação. A luta é resistir e persistir para que a gente consiga garantir o direito de viver em nossos territórios, com a esperança de tempos melhores para todas nós. Acreditamos que vamos sair vitoriosas”, conclui.
Morre o ex-deputado Roberto Mauro Amaral aos 84 anos de idade.

Com base no Norte de Minas, ex-parlamentar também foi superintendente da Codevasf e diretor regional da Sudene. Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas O ex-deputado estadual Roberto Amaral, de 84 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (21/6), em um hospital de Belo Horizonte, onde estava internado. O velório será realizado neste sábado (22/7), a partir das 9 horas, no saguão da Assembleia Legislativa. O corpo será cremado na capital no mesmo dia. Com base no Norte de Minas, Roberto Amaral exerceu mandato na Assembleia Legislativa no período de 1991 a 1994, retornando à Casa na legislatura seguinte como suplente. Em seu primeiro mandato, filiado ao PTB, foi vice-líder do então governador Hélio Garcia. Em 1994, ele foi o relator do projeto-de-lei, sancionado por Hélio Garcia e que viabilizou a gratuidade do ensino superior na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a antiga Fundação Norte Mineira de Superior (FUNM), estadualização pela Constituição Mineira de 1989. Atualmente, a instituição conta com mais de 13 mil alunos matriculados com 11 unidades fora de sua sede nas regiões Norte e Noroeste do estado e no Vale do Jequitinhonha. A Unimontes divulgou nota de pesar, na qual manifesta o reconhecimento ao ex-deputado como “um grande benfeitor do ensino superior público, com elevada contribuição ao desenvolvimento do Norte de Minas e do estado de Minas Gerais”. Natural de Sete Lagoas, Roberto Amaral foi radicado em Montes Claros, onde o pai se destacou como comerciante. Formado em Engenharia Agrônoma pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi servidor de carreira do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e, por 13 anos, foi superintendente regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) em Montes Claros. O ex-parlamentar foi responsável por importantes obras voltadas para o combate à seca no Norte de Minas. No Dnocs, na década de 1960, ele atuou na construção da barragem do Bico da Pedra, no rio Gorutuba, em Janaúba, no Norte de Minas. No comando da Superintendência Regional da Codevasf, liderou a implantação dos projetos de irrigação do Jaíba e Pirapora (nos municípios homônimos), viabilizados com água do Rio São Francisco); e Gorutuba, que aproveita água retirada da barragem do Bico da Pedra, entre os municípios de Janaúba e Nova Porteirinha. Além disso, durante sua gestão na unidade regional de Codevasf, o órgão construiu diversas barragens que garantem o fornecimento de água para o consumo humano, manutenção das criações e para a produção agrícola no Norte de Minas. Entre obras que inaugurou estão as barragens de Itacarambi (município de São João das Missões) e Jiboia (município de São Francisco), Mocambinho (Porteirinha), Sao Domingos, Canabrava e Pedro Jú (municípioi de Francisco Sá). Por um curto período (no final da década de 1990), no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, exerceu o cargo de diretor regional da Superintenndência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em Montes Claros. Ainda na gestão de Fernando Henrique, a Sudene foi extinta, sendo “recriada” no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007. Roberto Amaral deixou a mulher (Neide Peres Amaral) e quatro filhos: Roberto Mauro Filho, Greycielle, Priscila e Ronney.
Unimontes vai retomar obras de escola do Brasil Profissionalizado em Bocaiuva

Com o apoio do Governo de Minas, projeto deverá ser inaugurado em 2024, para atender 1.200 alunos Por Ascom Unimontes Nesta terça-feira (18/07), o reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), professor Wagner de Paulo Santiago recebeu a visita do prefeito de Bocaiuva, Roberto Jairo Torres, em encontro no Gabinete da Reitoria. Na oportunidade, foram discutidas a retomada das obras da escola do Programa Brasil Profissionalizado naquele município, bem como o cronograma dos serviços, interrompidos desde 2018. Conforme o professor Wagner de Paulo Santiago, ficou acertado que as obras do complexo do Programa Brasil Profissionalizado em Bocaiuva deverão ser reiniciadas nos próximos meses, com conclusão prevista para o primeiro semestre do ano que vem. Também foi estabelecida uma parceria entre a Universidade e a Prefeitura de Bocaiuva. No entendimento, a Municipalidade ficará responsável pela instalação da rede elétrica e pavimentação da via de acesso ao prédio. Por sua vez, a Unimontes, com recursos já alocados pelo Governo de Minas, vai investir 5 milhões e 316 mil reais para concluir a construção. Uma equipe de engenheiros da Universidade já iniciou o levantamento orçamentário para licitar os serviços necessários para o término da Escola do Brasil Profissionalizado. A obra foi interrompida em fase adiantada de implantação. A estrutura ocupa área total de 12 mil metros quadrados, com 5.572 metros de área construída.O prédio vai abrigar 12 salas de aula, seis laboratórios, biblioteca e auditório para 200 pessoas. Contará ainda com ginásio poliesportivo, cozinha e refeitório, estrutura administrativa e anfiteatro a céu aberto. “Um dos objetivos desse encontro foi começar a discutir a utilização futura desta grande estrutura e uma parceria com o Município para que as atividades e cursos que serão oferecidos atendam a uma demanda da microrregião de Bocaiuva, levando em consideração a realidade e o potencial produtivo e econômico o município” destacou o reitor Wagner Santiago. Ele ressaltou que a proposta da atual gestão da Unimontes é discutir a melhor utilização da estrutura com as administrações municipais e a comunidade das cidades que serão beneficiadas com a conclusão das escolas do Programa Brasil Profissionalizado. “Já temos os recursos alocados pela Secretaria de Estado da Educação. A determinação do governador Romeu Zema é para agilizar o máximo possível o andamento das obras. A nossa meta é inaugurar a Escola do Programa Brasil Profissionalizado em Bocaiuva em 2024” , destacou o reitor da Unimontes. O prefeito Roberto Jairo Torres lembrou que a conclusão da Escola do Programa Brasil Profissionalizado na cidade é um sonho que a comunidade mantém desde 2013, quando as obras foram iniciadas. Depois, devido a problemas no contrato com a construtora e falta de recursos, os serviços foram paralisados em 2018. “Além da estrutura ideal para cursos de formação de mão de obra e para abrigar várias atividades educacionais, Bocaiuva vai ganhar um belo espaço cultural e esportivo com a utilização do grande auditório para mais de 200 pessoas, biblioteca para atender até 1 mil e 200 estudantes, anfiteatro a céu aberto para eventos e ginásio poliesportivo com quadra coberta e arquibancadas”, assegura o prefeito. Ele revelou que, levando-se em conta o tamanho e estrutura do prédio, está sendo discutida a possibilidade de que parte das instalações possam abrigar o anexo do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandes, que, atualmente, conta com 600 alunos em Bocaiuva. “Já determinei o início dos processos para asfaltar a via de acesso e instalação da rede elétrica com iluminação pública no entorno da obra “, informou o prefeito de Bocaiuva. Ele ainda elogiou e agradeceu o empenho da reitoria da Unimontes e de lideranças como o vice-governador, professor Mateus Simões, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Martins Leite, para a retomada das obras da Escola do Brasil Profissionalizado, destacando que o empreendimento educacional representa um sonho da população de Bocaiuva e dos municípios vizinhos que integram sua microrregião, que também serão beneficiados.
14 Bits da Unimontes será uma das atrações no Dia Municipal do Aeromodelismo

No dia 20 de julho se comemora em Montes Claros, o Dia Municipal de Aeromodelismo, mesma data de nascimento do pai da aviação, o mineiro Santos Dumont. Para celebrar a data, o Clube de Aeromodelismo Norte Mineiro (Hobbymoc) promoverá o 4º ‘Aero aos Montes’, evento que contará com o apoio da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão, envolvendo também o curso de Engenharia de Sistemas da instituição. Na oportunidade, será apresentado o Projeto de Ensino SAE Aerodesign: Equipe 14 Bits”, do curso de Engenharia de Sistemas. As atividades, serão desenvolvidas, a partir das 8 horas, na pista de aeromodelismo do Hobbymoc, na localidade de Lagoinha, no KM 17 da BR 135 (estrada Montes Claros/Bocaiuva), perto do clube Pentáurea. O evento conta também com o apoio da Confederação Brasileira de Aeromodelismo (COBRA) e da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer de Montes Claros. O Hobbymoc foi criado em 1986, com abertura de uma pista oficial em Montes Claros, sendo uma associação sem fins lucrativos que visa o crescimento e fortalecimento com a prática segura do esporte de aeromodelismo, com a divulgação em toda região. “Este evento, além de ser referência para a modalidade do esporte regional e nacional, tem grande importância por conta inovação tecnológica. Pois incentiva e fortalece o interesse pelo ingresso na carreira da aviação, onde surgem novos pilotos, mecânicos aeronáuticos e engenheiros aeronáuticos”, ressalta Isaac Melo, coordenador do 4º “Aero aos Montes”. O professor Lenir de Abreu Junior, do curso de Engenharia de Sistemas da Unimontes e coordenador do “Projeto de Ensino SAE Aerodesign: Equipe 14 Bits” do curso de Engenharia de Sistemas da Unimontes, ressalta a relevância da participação da universidade no evento. “Nossa intenção é divulgar a equipe 14 Bits e a importância do projeto SAE Aerodesign multidisciplinar, envolvendo conhecimentos de projetos aeronáuticos na formação do profissional multi-habilidades oriundo da Unimontes”, assegura. Acadêmica Giulia Paulucci, do segundo período de Engenharia de Sistemas da Unimontes, explica como nasceu o projeto. “O 14 bits Aerodesign surgiu a partir da iniciativa de grupo de alunos do curso de Engenharia de Sistemas, que sentiram a necessidade da criação de um projeto multidisciplinar de ensino e extensão que colocasse em prática as disciplinas e os desafios na aprendizagem de novos conteúdos e tecnologias”. O grupo 14 bits Aerodesign é formado ainda, pelos acadêmicos Gabriel Brito Alkmim, Leandro Castilho Feitosa Callado, Charles Ferreira Nunes, Gabriel Soares Santos, Thais Xavier de Souza, Pedro Henrique Esteves Sarmento, Lucas Veríssimo de Oliveira, Henrique Lucas Matukay, Lucas kamanchek Tavares, Maria Eduarda Araújo Rocha, Hugo Edmar Dias Santos, Igor Vitório de Abreu Fernandes, Laressa de Alkmim Oliveira, Giulia Evellyn Paulucci dos Santos e Gabriel Fontes Durães. Exibição dos projetos Durante a 49ª Exposição Agropecuária Regional de Montes Claros (Expomontes 2023), o 14 Bits fez uma apresentação com um modelo planador que sobrevoou o Parque de Exposição João Alencar Athayde, na tarde de domingo (09/07), no encerramento da mostra. Os alunos também apresentaram seus trabalhos no estande da Unimontes compartilhado com Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG). Através do minicurso administrado durante a Semana da Engenharia de Sistemas da Unimontes, os acadêmicos Gabriel Soares Santos, Gabriel Brito Alkmim, juntamente com aluno do ensino médio Tiago Vieira Fialho, projetaram o aerodesign Kainunca, que foi exibido na Expomontes. “O design e cálculos foram feitos pelos alunos em um projeto com cerca de 100 horas/aulas, com auxílio durante a montagem da aeronave e configurações e os recursos da equipe 14 Bits para conclusão da produção”, informou a acadêmica Giulia Paulucci. Ascom Unimontes
Lula volta com o programa Cisternas no Semiárido, que foi abandonado por Bolsonaro

MDS divulga edital de R$ 400 milhões para implantação de tecnologias de convivência com o semiárido Por Articulação Nacional de Agroecologia ( ANA) Depois de anos de desmonte das políticas públicas de convivência com o semiárido e paralisação dos programas de implantação de cisternas, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) divulgou chamada pública de 400 milhões de reais para a construção de tecnologias de armazenamento de água da chuva em todo semiárido brasileiro. O anúncio foi feito por Valquiria Alves Smith Lima, integrante da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), na tarde da última quinta-feira, dia 06, durante Encontro Estadual da ASA Minas Gerais, que reuniu organizações sociais e movimentos populares das regiões Norte e Vale do Jequitinhonha, em Serranópolis de Minas. Segundo Lima, “esse chamamento público representa uma esperança muito grande na retomada dos programas de acesso à água no semiárido brasileiro e é também um compromisso do presidente Lula de que as políticas de acesso à água continuem sendo prioridade. Afinal, ainda temos uma demanda muito grande de famílias sem água para consumo humano.” Com recurso anunciado, será possível atender 51.490 famílias do semiárido brasileiro com tecnologias de armazenamento de água da chuva, sendo 47.550 de cisternas voltadas para o consumo humano e 3.940 reservatórios destinados à produção de alimentos, como cisternas-calçadão, cisternas de enxurradas, entre outras. De acordo com Valquiria, esse chamamento público também representa direitos dos povos da região. “Nós voltamos a colocar o semiárido nas prioridades das políticas públicas, temos muito trabalho pela frente e isso é fruto da mobilização, da nossa luta, da incidência, da nossa resistência e da nossa esperança”. A representante da ASA, que também é da coordenação colegiada nacional da Cáritas Brasileira, falou sobre a necessidade de retomada de outras políticas públicas de convivência com o semiárido, como o programa de Sementes e o programa Cisternas nas Escolas. Segundo levantamento da Articulação, existe, em todo o semiárido brasileiro, a demanda para construção de 650 mil cisternas de armazenamento de água para consumo humano, 800 mil tecnologias de armazenamento de água para produção de alimentos e milhares de bancos de sementes crioulas. O Programa Um Milhão de Cisternas, executado pela Articulação Semiárido Brasileiro, já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais como iniciativa revolucionária de garantia de acesso à água, um direito humano. O Programa chegou a ser paralisado por causa dos cortes realizado pelo governo Bolsonaro e essa retomada era uma das principais promessas do Presidente Lula.
Vem aí o festival mundial da Cachaça em Salinas

ESCRITO POR IZABELLA MACHADO, DE ARAÇUAI SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, FAEMG Festival ocorre de 14 a 16 de julho Brancas, amarelas, envelhecidas, armazenadas, industrializadas. Cachaça pura, cachaça ouro, cachaça artesanal, cachaça redestilada… As variedades são muitas e se encontram no XX Festival Mundial da Cachaça, em Salinas, que será realizado de 14 a 16 de julho, na Passarela da Alegria. O festival vai oferecer workshops, stands com degustação e vendas, visitação guiada pelo Museu da Cachaça e em propriedades rurais, city tour e palestras, além de uma grande oportunidade de network. “Um festival grandioso que recebe produtores do Brasil e do mundo. A negociação que gira no evento é enorme e mostra o poder do município no setor. O Sistema Faemg Senar e o Sindicato de Produtores Rurais de Salinas têm uma parceria em evolução com o produtor rural por meio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Cachaça e com o turismo rural, que vem com tudo durante o período de festa para agregar a programação”, ressaltou o agente de desenvolvimento rural do Sindicato dos Produtores Rurais de Salinas, Artur Rocha. De acordo com o técnico de campo do ATeG Cachaça, Eduardo Vidal, em 2023 o Sistema Faemg Senar estará novamente com um stand no evento para apresentar o programa. “O produtor pode tirar dúvidas, conhecer os nossos atendidos e trocar informações, evoluindo o contato para participar de outras turmas na nossa região”. O gerente regional em Araçuaí, Luiz Rodolfo Antunes Quaresma, relatou que o projeto ATeG Agroindústria – Cachaça atende, atualmente, quatro municípios: Salinas, Francisco Sá, Araçuaí e Novorizonte. “É nítida a evolução das propriedades, que saem da informalidade para alçar vôos mais promissores. É mais tecnologia, inovação, qualidade para o paladar de quem aprecia e dinheiro no bolso para quem investe. Aguardamos os entusiastas, empresários e produtores no stand do Sistema Faemg Senar. Iremos mostrar como colaborar com a capacitação no setor”, indicou. Oportunidade para o Turismo Rural Em 2022, a instrutora Gal Bernardo acompanhou o Programa Agente de Turismo Rural, ofertado pelo Sistema Faemg Senar no município, e garantiu que há variedade em artesanato, gastronomia e propriedades rurais promissoras para visitação. “Um modelo em franco crescimento, que propõe menos aglomeração e mais natureza”, disse. “Pensar nessa modalidade é propor a sustentabilidade que tanto se busca na atividade turística. Ter feito parte do programa, com certeza foi um divisor de águas no trabalho que desenvolvo”, completou a gestora da Instância de Governança Regional Circuito Turístico da Cachaça e turismóloga, Eurika Guimarães. Os agentes de turismo rural propõem programação aos turistas em diversas frentes como motocross, cavalgada, ciclismo e gastronomia.