País sem comando deixa os milicos assanhados

Depois da revolução de 1930, nunca os militares ficaram por tantos anos fora da cena política brasileira como a partir de 1985, quando a ditadura militar chegou ao fim com a devolução do poder aos civis na pessoa de Tancredo Neves. Passados 32 anos, aqui estamos nós, perplexos, diante dos sinais inequívocos de que há disposição, pelo menos de alguns “bolsões”, para uma nova intervenção na política, destinada a colocar ordem no caos detonado pelo golpe parlamentar de 2016. Houve a fala do general Mourão, defendendo a intervenção, a do general Augusto Heleno, em seu apoio, e a do comandante do Exército, na entrevista a Pedro Bial, na TV Globo, onde informou que não punirá o subordinado e também admitiu, de forma contraditória, a ação das Forças Armadas em situações excepcionais. A pergunta que se impõe é esta: para quem estão falando os militares? Quem são os destinatários do aviso de que eles poderão resolver a crise política se os poderes constituídos não o fizerem? Talvez o primeiro destinatário seja a Câmara, que em breve julgará a segunda denúncia contra Michel Temer. Talvez seja a classe política como um todo, o que nos traz a lembrança das listas de cassações, à esquerda e à direita, que vieram depois do golpe de 1964. Temer, comandante em chefe-das-Forças Armadas, segue calado, mas hoje ele volta ao Brasil e terá que se pronunciar, já que o ministro da Defesa deixou a tarefa para o comandante do Exército, que só acentuou a perplexidade. Aqui estamos, perplexos, e também divididos. Um intelectual da envergadura de Moniz Bandeira, de convicções democráticas indiscutíveis, já vinha defendendo a intervenção militar para evitar o desmonte do Estado e a entrega do patrimônio nacional ao capital estrangeiro predador. A Constituição e o Estado de Direito, vem dizendo ele, já foram rasgados no ano passado. Houve espanto e reações à esquerda, como a do petista Valter Pomar, que criticou suas “ilusões”, dando ensejo a uma troca de correspondência que merece ser lida, e está toda transcrita no blog de Pomar. A entrevista do comandante do Exército a Pedro Bial não serviu para dissipar, e sim para acentuar a percepção de que a fala do general Mourão não foi uma solilóquio mas a expressão de uma disposição latente no meio militar. Em que extensão é que ninguém sabe. Tanto é que Mourão recebeu apoio explícito do general Augusto Heleno, uma voz muito respeitada no Exército, principalmente por sua atuação no comando das tropas brasileiras no Haiti. Não punindo Mourão, justificando sua fala “em ambiente fechado” (como se houvesse licença para isso no regramento militar), e admitindo que as Forças Armadas podem atuar para conter o caos, o comandante do Exército nada mais fez do que repetir o subordinado. Há na praça política a interpretação de que ele não o puniu para não criar uma vítima e insuflar ainda mais o ambiente. Mas ele fez mais que minimizar ou justificar Mourão, ao admitir a possibilidade de intervenção, em respostas contraditórias, em que misturou o emprego das Forças Armadas em situações excepcionais, como ocorre agora mesmo no Rio de Janeiro, com uma intervenção para conter o caos político. São coisas distintas mas ele as embaralhou ao afirmar que Forças Armadas podem ser empregadas para garantir a lei, a ordem e os poderes constituídos, a pedido de um deles ou por iniciativa própria. O artigo 142 da Constituição diz que isso só pode ocorrer na primeira hipótese (a pedido de um dos poderes). Ele acrescentou a segunda. Vale dizer, a iniciativa própria, “quando houver a iminência de um caos”. Esta foi uma interpretação constitucional perigosa, pois na situação atual não se espera de nenhum dos Três Poderes um pedido de intervenção. Sempre que os militares imiscuíram-se na política, foram tentados pelas “vivandeiras de quartel”, expressão que no passado identificava os políticos que pediam intervenção militar. Quem melhor as definiu foi o general Castelo Branco: “Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.” Mas hoje não há vivandeiras, não há políticos interessados em perder tetas e mamatas, embora haja setores minoritários da sociedade civil que defendem a solução militar. Ela teria que vir por iniciativa própria das Forças Armadas, tal como disse o general Vilas-Boas. Muitas vivandeiras se iludiram, em 1964, acreditando que os militares, após derrubar João Goulart, cumpririam o calendário eleitoral com a realização das eleições presidenciais de 1965. Eles ficaram mais 20 anos, ao longo dos quais sabemos o que aconteceu: cassações, inclusive de vivandeiras exaltadas, como Carlos Lacerda, fechamento do Congresso, liquidação dos partidos, perseguições, torturas, mortes e desaparecimentos. Depois da Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas com forte e decisivo apoio dos oficiais do “tenentismo”, os militares protagonizaram golpes em 1945, 1954, 1955, 1961 e 1964. Vale recordar o que disse Alfred Stepan, em seu livro “Os militares na política”, em que estudou o caso brasileiro. Os golpes triunfantes, diz ele, foram os de 1945 (que apeou Vargas do poder), o de 1954 (que o levou ao suicídio, no segundo governo), e o de 1964, que derrubou Jango e abriu a porteira para uma longa ditadura. E todos eles ocorreram em situações em que havia baixo grau de legitimidade do Poder Executivo e alto grau de legitimidade dos militares. Em 1955 (tentativa de impedir a posse de JK) e em 1961 (veto à posse de Jango após a renúncia de Jânio), na ausência destas condições, eles perderam. Desnecessário falar da baixíssima ou inexistente legitimidade de Michel Temer como chefe do Executivo. Isso porém não garante a legitimidade das Forças Armadas para uma intervenção. Mas eles devem ser ouvidos, por aqueles a quem estão se dirigindo. Por Temer, pelo Congresso, pelo Supremo. Antes que seja tarde. EXÉRCITO É PARTE DO CAOS, E NÃO GARANTIA CONTRA ELE, DIZ SAFATLE “As Forças Armadas nunca foram uma garantia contra o ‘caos’. Elas foram parte fundamental do caos”, escreve o sociólogo Vladimir
A lava-jato sempre foi uma verdadeira FARSA À JATO

Mesmo com uma série de provas vivas de malas de dinheiro, principalmente do PMDB e do PSDB, com uma escancarada comprovação da manipulação de delações pelo Sr. Moro, o foco continua somente contra Lula Hoje, pela primeira vez, um sinal triste de alerta acendeu em minha vida. Não foi um sinal de um problema de saúde e nem foi o sinal de algo ruim com as pessoas que eu amo. Foi um sinal de decepção e talvez, asco, com as pessoas e instituições do meu país.Desde pequeno, sempre tive uma noção muito clara de como as relações humanas são viciadas de falsidade, inveja e preconceito. Tinha uma sensibilidade muito grande em reconhecer o lado bom e ruim de cada um e em perceber injustiças, mas sempre acreditei no poder dos bons sentimentos e da evolução consciente. Principalmente, a de que a sapiência não vem apenas do “conhecer as coisas”, e sim do conhecer-te a ti mesmo. O sábio, para mim, sempre foi sinônimo de humildade, respeito e da noção de que a verdade absoluta não nos pertence.Mas hoje, me senti sinceramente frágil. Tive uma triste sensação de raiva e desalento com o clima negativo que vivemos em nosso país. Por isso, parei um pouco para refletir…Todo mundo que me conhece sabe que sempre defendi a ética e a imparcialidade na análise de fatos e principalmente de pessoas. Sempre fiz opção por defender os acertos do que apontar os erros, principalmente porque sempre tive a noção que julgar o próximo é uma das tarefas mais difíceis do ser humano, o que deve sempre ser evitado. Por isso, nunca gostei de perseguições, preconceitos e generalizações. Frequentemente, exponho, nas redes sociais, minhas posições de defender o ex presidente Lula, a presidenta Dilma e os méritos de seus governos, mas sempre fui aberto ao debate. Minhas críticas não buscam a sordidez de desmerecer as pessoas, mas de questionar a imparcialidade e perseguição da Imprensa e também a hipocrisia e a argumentação pobre do debate político no Brasil. O que mais me impressiona é como a maioria das pessoas ,que geralmente propagam o ódio, se deixam conduzir (ou manipular) pela virulência e parcialidade das notícias que são bombardeadas na Imprensa e nas redes sociais.Esse ano, mesmo com uma série de provas vivas de malas de dinheiro do PMDB e do PSDB, com uma escancarada comprovação da manipulação de delações pelo Sr. Moro (caso Tacla Duran), MP e o procurador Janot, e uma série de suspeitas levantadas contra o Sr. Gilmar Mendes, o Senador Aécio, Serra, Alckmin, Temer, Jucá, Geddel, Loures, Padilha, procuradores e outros, com a maioria das suspeitas comprovadas com provas materiais (gravações, vídeos, contas nominais), o foco NOVAMENTE se voltou contra LULA.O Revoltante é que as denúncias voltam a ser requentadas sem que nenhuma prova material seja apresentada, uma vez que as delações não trazem nenhum dado concreto de contas em nome de Lula ou Dilma, gravações de vídeo, áudio, documentos assinados ou qualquer coisa que permita comprovar que a palavra de um réu encarcerado, submetido a todo tipo de pressões, não seja apenas a vontade de ver sua pena diminuída falando a palavra mágica: LULA.O aumento da popularidade de Lula, a cada dia, com o sucesso de sua caravana no Nordeste e o crescimento de sua candidatura nas pesquisas, parece ter despertado a ira dos golpistas, mal amados e manipulados. Eles não irão se sossegar. A Imprensa podre repetirá a frase LULA em suas principais notícias. Factóides e delações sem provas serão produzidos em série e mais uma vez a imparcialidade será esquecida.Estranhamente, se esquece todo o resto. Desde a absurda tentativa de vender e privatizar a Amazônia e nossas principais empresas, os sucessivos pacotes de maldade contra os direitos da população até a evidência de que a nossa Lava-jato sempre foi uma verdadeira FARSA À JATO.EM TEMPO: A cada dia que passa, me convenço mais que o Lula é uma causa a ser defendida, muito mais do que sua figura humana. Tenho muito respeito e admiração por sua história e seu legado. Reconheço também seus erros e acho um grande engano achar que podem destruir o símbolo que ele representa. Se querem condenar Lula por pedir contribuições para o partido, que apenas para o PT são chamadas de propina, que façam o mesmo com todos os outros políticos. Se querem condenar o Lula por enriquecimento ilícito, que encontrem contas em seu nome, documentos, escrituras e dados concretos e não meras ilações de que tal dinheiro, tal imóvel, tal reforma, seria para o uso do Lula. Se não tem escritura, posse, propriedade e prova do uso pessoal e efetivo da suposta propina, que se busque algo além da oportuna delação de um réu em busca de liberdade e redução de pena. Sugiro buscar áudios e vídeos, tal como conseguiram do Aécio. *Carta atribuída ao bispo de Garanhuns-PE , D. Paulo Jackson.
Gilmar quer anular provas contra Temer e Aécio

– O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, irá encaminhar para o plenário da corte uma discussão sobre a validade das provas levantadas pela JBS em sua delação premiada. Isso será feito na sessão de quarta-feira, em que será discutida a suspeição de Rodrigo Janot, segundo informa o colunista Merval Pereira. As provas que podem ser anuladas incluem o diálogo em que Michel Temer avaliza a compra do silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, a entrega de uma mala com R$ 500 mil a Rodrigo Rocha Loures e também as entregas de R$ 2 milhões em dinheiro vivo a Fred Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A tese de Gilmar é de que a delação teria sido armada pelo procurador-geral Rodrigo Janot. Juristas, no entanto, avaliam que mesmo que Joesley Batista perca seus benefícios, as provas continuam valendo. Ontem, a Polícia Federal concluiu que Michel Temer liderou o quadrilhão do PMDB e recebeu R$ 31,5 milhões em propinas. Abaixo, reportagem da Reuters a esse respeito: BRASÍLIA (Reuters) – A Polícia Federal concluiu que houve indícios de crimes cometidos pela Cúpula do PMDB, incluindo o presidente Michel Temer e seus ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), no inquérito que investiga o chamado “quadrilhão da Câmara”. “Integrantes da cúpula do partido supostamente mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta”, disse a PF em nota. De acordo com o relatório, o grupo cometeu corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes. Estão ainda na lista de investigados o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso novamente na semana passada no âmbito da operação Cui Bono, depois que 51 milhões atribuídos a ele foram encontrados em um apartamento em Salvador. A investigação inclui ainda o deputado cassado Eduardo Cunha, preso em Curitiba pela operação Lava jato e o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, preso na operação que investiga corrupção na construção da Arena das Dunas, em Natal. Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência afirmou que o ”presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, como foi publicado pela imprensa, deste 11 de setembro. O Presidente tampouco fez parte de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”. O texto ainda afirma que as acusações são “insinuações descabidas”, vazadas para “tentar denegrir a honra e a imagem pública” do presidente antes mesmo de serem apreciadas pela Justiça. Em outra nota, “o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”. Moreira Franco respondeu à Reuters afirmando que “jamais” participou de qualquer grupo para a prática do ilícito. “Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático”, afirmou. TUDO JUNTO e MISTURADO !!!! Este é o BRASIL … Leia devagar, para não perder o fôlego Gilmar Mendes além de Ministro do STF, Presidente do TSE, latifundiário pecuarista fornecedor da JBS e dono de um Instituto de Educação que recebeu patrocínio de R$ 2 milhões de Joesley, é casado com Guiomar Feitosa. Guiomar além de advogada no escritório Sergio Bermudes – que defende Eike julgado por Gilmar – e vinda de uma família cearense do ramo dos transportes, é tia e madrinha de casamento junto com Gilmar de Francisco Feitosa Filho, casado com Beatriz Barata, neta de Jacob Barata, também dono de 13 empresas de ônibus com contratos com o estado do Rio e Portugal, país este onde o Instituto de Gilmar faz seminários anuais com patrocínio da FECOMERCIO-RJ, também cliente de Guiomar, e tendo como convidados FHC e João Dória. O irmão de Guiomar e sogro de Beatriz Barata, Francisco Feitosa, é ruralista, ex-deputado federal e filiado ao PSDB. É ele o suplente de Tasso Jereissati, Senador tucano que comprou parte das Teles privatizadas por FHC para fundar a Oi Telecomunicações, empresa da qual é dono e que entrou em processo de recuperação pedindo 65,4 bilhões de reais ao governo. Tasso tem uma fortuna de 400 milhões de reais declarados, é Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e fervoroso defensor da reforma trabalhista proposta por Meirelles. Meirelles é ex-funcionário do grupo JBS, banqueiro e consultor financeiro, além de ser Ministro da Fazenda e responsável por aprovar o aporte do Governo para salvar a empresa de Tasso, que além de tudo é Presidente interino do PSDB no lugar de Aécio. Aécio é padrinho de casamento da Andreia Sadi, repórter da Globo News casada com o Editor do canal em Brasília, ambos funcionários do Grupo Globo, que apoiou a candidatura do Senador em 2014, ignorando o aeroporto particular e o helicóptero com 450kg de cocaína do amigo Perrella, com quem Aécio dividiu a propina paga por Joesley, que por sua vez era o maior anunciante da emissora. Emissora essa que teve processo contra ela desaparecido da Receita Federal pela funcionária Cristina Ribeiro, que mesmo após ser condenada foi solta pelo Ministro Gilmar Mendes, alçado a esse posto por FHC, que comprou a emenda da reeleição em 1997 e teve recentemente na mesa de lançamento do seu livro, os jornalistas Merval Pereira e Miriam Leitão, ambos editores do Jornal O Globo e da Globo News. Todos eles defendem a Meritocracia, a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência e o Parlamentarismo. Teoria da conspiração na prática é isso. Haja Sonrisal.” Por Thiago Peregrino
A desmoralização do Procurador Geral

– Janot, covarde, quer se limpar na mídia acusando Dilma e Lula – Por Fernando Brito – Tijolaço A desmoralização da Procuradoria Geral da República o faz buscar, rápido, a recuperação de sua imagem diante da mídia. Claro, usando os alvos dos quais a mídia gosta: Lula e Dilma. Apresentou ao STF o pedido de abertura de inquérito contra ambos, Edinho Silva, João Vaccari, Antonio Palocci , Guido Mantega, Paulo Bernardo silva e a senadora Gleisi Hoffman por supostos desvios na Petrobras, segundo as primeiras informações. Enlameado pela imundície da delação da JBS, Rodrigo Janot tenta “se limpar” com a mídia, depois da vergonha que protagonizou. É que com Lula e Dilma, claro, não é preciso provas. A Globonews só falta faltar e procura disfarçar o fato de que, como o pedido tem 232 páginas, que não poderia ter sido feito às pressas. É óbvio que boa parte destas páginas é ctrl + v, ctrl +v de depoimentos da Lava Jato de Curitiba e da Obebrecht, em Brasília. Que vergonha, Janot.
PF ENCONTRA MALAS DE DINHEIRO LIGADO A GEDDEL

A Polícia Federal encontrou um ‘bunker’ em Salvador, num endereço ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. No local, de acordo com os investigadores, o aliado de Michel Temer armazenava dinheiro de corrupção. O dinheiro, em malas e caixas de papelão, foi levado em carros a um banco, onde será depositado em uma conta judicial. A operação, nomeada de Tesouro Perdido, foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília. O endereço foi encontrado com informações obtidas na Operação Cui Bono, que prendeu Geddel no início de julho. O político baiano conseguiu um habeas corpus e cumpre hoje prisão domiciliar. GEDDEL PEDIU FIM DE ROUBO EM PROTESTO CONTRA DILMA EM 2015 Ex-ministro de Temer, que teve um ‘banker’ flagrado pela Polícia Federal, com ao menos 5 caixas e 8 malas de dinheiro, participava em 2015 de uma marcha contra a corrupção em Salvador, defendendo a saída do governo Dilma; o motivo: “chega, ninguém aguenta mais tanto roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas” – Hoje é um bom dia para lembrar que o ex-ministro Geddel Vieira Lima defendia em 2015 o fim do roubo e do “assalto aos cofres públicos”, em referência ao governo do PT. Ele participou de uma marcha contra a corrupção em Salvador, pela saída de Dilma Rousseff, e deu a seguinte declaração sobre o motivo de estar ali: “dizer que chega, ninguém aguenta mais tanto roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”. A Polícia Federal encontrou nesta terça-feira 5, no âmbito da Operação Tesouro Perdido, um ‘banker’ que pertenceria a Geddel, localizado em um apartamento na capital baiana. Nele havia ao menos 5 caixas e 8 malas cheias de dinheiro vivo. Foram necessárias duas viaturas para transportar o dinheiro, levadas a um banco para que o dinheiro fosse depositado em uma conta judiciária. Geddel chegou a ser preso, mas conseguiu um habeas corpus e cumpre prisão domiciliar. MBL APAGA POSTAGENS COM ELOGIOS A GEDDEL – Após a divulgação de imagens de malas de dinheiro em apartamento do ex-deputado e ex-ministro de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, o Movimento Brasil Livre (MBL) correu em apagar as fotos com elogios ao peemedebista de seu perfil no Facebook. Geddel, assim como muitos outros políticos implicados na Lava Jato, fizeram intensa campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff e sempre receberam elogios dos líderes do MBL.
PF realiza mandados de busca em fraudes no DPVAT

A Polícia Federal realizou, ontem de manhã, em Montes Claros, mais uma etapa da Operação “Tempo de Despertar”, que apura fraudes no Seguro DPVAT e que em 13 de abril de 2015 provocou a prisão de mais de 20 pessoas. Na etapa de ontem, os agentes federais cumpriram mandados expedidos pelo juiz Fabio Henrique Vieira, da 2ª Vara de Diamantina contra cinco alvos, sendo dois advogados, um fisioterapeuta e um empresário e sua empresa que funciona no bairro Sumaré. O presidente da 11ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil, André Crisóstomos, acompanhou a operação realizada no escritório dos advogados acusados. A operação Tempo de Despertar ocorreu em abril de 2015 e na época, a estimativa é que causou impacto de R$ 28 milhões, com as fraudes praticadas pelos envolvidos, que falsificavam boletins de ocorrências, laudos médicos e até mesmo depoimentos de testemunhas para receber os recursos do Seguro Obrigatório DPVAT. O esquema envolveu policiais, advogados, médicos, fisioterapeutas e empresários. O principal resultado é que o valor do Seguro DPVAT foi reduzido em 36% no Brasil neste ano, no acordo realizado com a Empresa Líder Seguradora. O fato foi inédito na historia do Brasil. Além disso, em pouco tempo o Norte de Minas terá uma novidade nessa área, que ainda não pode ser divulgada. O delegado Marcelo Eduardo Freitas, da Polícia Federal, explica que as investigações do serviço reservado descobriram que alguns dos envolvidos nas fraudes migraram sua atuação do Norte de Minas para o Vale do Jequitinhonha. Por isso, a solicitação de pedir os mandados judiciais. Depois de coletado, o material está sendo analisado pela perícia. Apesar de mais de 30 pessoas terem sido presas, todas estão respondendo em liberdade aos processos nas comarcas de Montes Claros e Janaúba. Fonte: Jornal Gazeta
Critério de Moro serviria para prender Moro

– O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, diz que o juiz Sergio Moro merece presunção de inocência, como qualquer acusado, mas afirma que, se os critérios da chamada República de Curitiba fossem aplicados contra o magistrado, o resultado seria a condenação inapelável – “O juiz diz que não se deve dar valor à palavra de um ‘acusado’, opa, isto é rigorosamente o que ele faz ao longo de toda a operação!”, afirma Kakay. “Ou seja, embora exista, em tese, a hipótese destes fatos serem falsos o que nos resta perguntar é como eles seriam usados pela República do Paraná?”, questiona. Leia, abaixo, a análise de Kakay sobre a reportagem da Folha: É claro que temos que dar ao Moro e aos Procuradores a presunção de inocência, o que este juiz e estes procuradores não fariam, mas é interessante notar e anotar algumas questões: 1 – O juiz diz que não se deve dar valor à palavra de um “acusado”, opa, isto é rigorosamente o que ele faz ao longo de toda a operação! 2 – O juiz confirma que sua esposa participou de um escritório com o seu amigo Zucolatto, mas sem ” comunhão de trabalho ou de honorários “. Este fato seria certamente usado pelo juiz da 13 vara como forte indício suficiente para uma prisão contra um investigado qualquer. Seria presumida a responsabilidade, e o juiz iria ridicularizar esta linha de defesa. 3 – A afirmação de que 2 procuradores enviaram por email uma proposta nos mesmos termos da que o advogado, padrinho de casamento do juiz e socio da esposa do juiz, seria certamente aceita como mais do que indício , mas como uma prova contundente da relação do advogado com a força tarefa. 4 – O fato do juiz ter entrado em contato diretamente com o advogado Zucolatto, seu padrinho de casamento, para enviar uma resposta à Folha, ou seja combinar uma resposta a jornalista, seria interpretado como obstrução de justiça, com prisão preventiva decretada com certeza. 5 – A negativa do tal procurador Carlos Fernando de que o advogado Zucolatto, embora conste na procuração, não é seu advogado mas sim um outro nome da procuração, seria ridicularizada e aceita como motivo para uma busca e apreensão no escritório de advocacia. 6 – O tal Zucolatto diz que trabalha com a banca Tacla Duran, mas que conhece só Flavia e nem sabia que Rodrigo seria sócio, o que , se fosse analisada tal afirmação pelo juiz da 13 vara certamente daria ensejo a condução coercitiva. 7 – E o fato simples da advogada ser também advogada da Odebrecht seria usado como indício de participação na operação. 8 – A foto apresentada, claro, seria usada como prova. 9 – A negativa de Zucolatto que afirma não ter o aplicativo no seu celular seria fundamento para busca e apreensão do aparelho . 10 – Enfim , a afirmação de que o pagamento deveria ser em espécie , não precisaria ter prova, pois o próprio juiz admitiu ontem numa palestra , que a condenação pode ser feita sem sequer precisar do ato de oficio , sem nenhuma comprovação. Conclusão: ou seja, embora exista, em tese, a hipótese destes fatos serem falsos o que nos resta perguntar é como eles seriam usados pela República do Paraná? Se o tal Dallagnol não usaria a imprensa e a rede social para expor estes fortes” indícios” que se entrelaçam na visão punitiva. Devemos continuar dando a eles a presunção de inocência, mesmo sabendo que eles agiriam de outra forma. Como diz o poeta ” a vida da, nega e tira”, um dia os arbitrários provarão do seu próprio veneno. Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay
TRF-4 CORRE PARA TORNAR LULA INELEGÍVEL

– A ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex no Guarujá tramita em ritmo recorde e já chegou ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre. Foi o trâmite mais rápido até agora, entre todas as apelações da Lava Jato com origem em Curitiba – Os números da Lava Jato mostram uma certa obsessão com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo que condenou o ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex chegou em tempo recorde ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre. Foram 42 dias, desde a sentença do juiz Sergio Moro, em julho, até o início da tramitação do recurso na segunda instância, nesta quarta (23). É o trâmite mais rápido até aqui, da sentença ao TRF, entre todas as apelações da Lava Jato com origem em Curitiba. Eventual condenação em segunda instância do petista impediria sua candidatura a presidente nas eleições de outubro do ano que vem. A média dos demais recursos, nesse mesmo percurso, foi de 96 dias –ou de 84 dias, se considerada a mediana (valor que divide os casos existentes em dois conjuntos iguais). O andamento dos processos variou entre 42 e 187 dias. No total, 31 apelações da Lava Jato tramitam ou tramitaram no TRF-4. Cerca de metade delas já foi julgada. “Caso seja proposital, é bastante preocupante e mostra o voluntarismo da Justiça em protagonizar outros papéis que não o de meramente julgar um caso. Querer interferir de outras formas na vida política e social do país é algo deletério”, diz Fábio Tofic Simantob, presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa e advogado de outros investigados da Lava Jato. As informações são de reportagem de Estelita Hass Carazzai e Joelmir Tavares na Folha de S.Paulo.
APÓS O GOLPE, PF APONTA INOCÊNCIA DE DILMA

– A Polícia Federal concluiu que não houve crime de obstrução de justiça na indicação do ministro Marcelo Ribeiro Navarro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte da presidente legítima Dilma Rousseff em 2015 -. A constatação faz parte do relatório final da PF sobre um inquérito que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se houve, na indicação de Navarro por Dilma, algum tipo de articulação para barrar a Lava Jato, por meio da atuação do ministro no STJ. A denúncia sem provas surgiu do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado. Segundo Delcídio, Navarro foi escolhido para o STJ com o compromisso de conceder habeas corpus e recursos favoráveis a empreiteiros como Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutiérerrez. O relatório da PF, encaminhado nesta segunda-feira (21) ao STF, apontou que, feitas todas as diligências, não se confirmou o depoimento de Delcídio do Amaral e do seu ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira. Segundo o Broadcast apurou, o relatório também não verificou nenhum tipo de conduta criminosa por parte do ministro Francisco Falcão, do STJ, que já foi presidente da Corte. O relatório já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da Republica (PGR), para que decida se pede o arquivamento do caso ou se faz uma denúncia. As informações são do blog do jornalista Fausto Macedo.
A jararaca e a porteira de R$ 500 mil

O Juiz Mirko Vincenzo Giannotte, que recebeu R$ 503 mil no contracheque do mês passado, “tirou onda” nos jornais. “Tô nem aí”, disse a O Globo, alegando que o Conselho Nacional de Justiça tinha sancionado o pagamento. Indiferente ao fato de que quem o paga são pessoas que vivem com 0,2% disso, disse que merecia o pagamento por ter trabalhado no interior e terem, até, colocado uma jararaca na caçamba de sua caminhonete. Faltou ao doutor mostrar que tipo de investigação pediu contra quem pudesse ser suspeito de atentar contra a vida de alguém, no caso ainda mais grave, de um magistrado. Mas surgiu um “probleminha”. O pagamento do doutor não teve a autorização do CNJ. O que teve foi o de uma colega sua, e de valor de R$ 29 mil. O doutor aproveitou a fresta na porteira e recebeu. Ele e mais de 80 colegas. Este é o problema das franquias corporativas. Nada contra pagar R $4,3 mil a uma juíza que mora em Botafogo e vai servir em Itabapoana, a 300 km de distância Mas qual a razão de pagar isso a outro que mora no Leblon e despacha em Botafogo (e em geral terça, quarta e quinta?) Quando o corporativismo passa a ser um sentimento de diferenciação privilegiada, os membros da corporação em nada se diferenciam dos supremacistas. É, aquele como o de Charlottesville, que acredita que a sua “condição natural” lhe permite privilégios. Brancos, por concurso público. Tijolaço