Exposição apresenta o trabalho de 17 poetisas brasileiras

O Painel Permanente de Poesia Juca Silva Neto está recebendo, durante a primeira quinzena de 2018, uma exposição contendo obras de 17 poetisas brasileiras. O Painel Permanente fica localizado na Biblioteca Pública Municipal Doutor Antônio Teixeira de Carvalho, que funciona no andar superior do Centro Cultural Hermes de Paula. As poetas e ativistas culturais contemporâneas opinam, através dos seus versos, sobre a situação da mulher nesse mundo tão conturbado, que ainda não respeita as diferenças e os direitos múltiplos dos gêneros. Quem visitar a exposição terá a oportunidade de conhecer o melhor dessa produção no século XXI, apresentada aos leitores que se interessam pela arte da linguagem. Estão na exposição poemas de Mirna Mendes (criadora do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético), Karla Celene Campos, Marli Fróes, Adri Aleixo, Marlene Bandeira, Maria Cida Neri, Ana Elisa Ribeiro , Isabel Lôpo, Lia Testa, Olívia Ikeda, Noélia Ribeiro, Sandra Fonseca, Patrícia Giseli, Telma Borges, Sarah Sanches, Lívia Prado e Virna Teixeira.A exposição fica aberta à visitação pública de forma gratuita, entre 8 e 21 horas. Isabel Lôpo, Marlene Porto Bandeira, Mirna Mendes e Sarah Sanches Fonte:Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Temer deu bilhões a grandes empresas, mas veta apoio a microempresário

 O governo Michel Temer vetou a proposta que permite o refinanciamento de dívidas de micro e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional na última sexta-feira (5). Por Leonardo Sakamoto Entre as justificativas apresentadas: o fato que a medida não apresentou um estudo mostrando seu impacto nas contas públicas e sua previsão de compensação, fará com que o governo desrespeite a Lei de Responsabilidade Fiscal e pode estimular empresas a não pagarem impostos à espera de um parcelamento governamental. A informação foi confirmada pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que se reuniu com Temer. A ideia, segundo ele, é buscar resolver o problema do impacto econômico e, depois, pedir para o Congresso derrubar o veto. Sensato o pacote de justificativas, não? Então, porque o mesmo não foi aplicada para barrar a concessão de bilhões em emendas parlamentares quando Michel Temer precisava de votos no Congresso Nacional a fim de livrar o seu pescoço da guilhotina da Lava Jato nas duas denúncias criminais apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República? Qual era o paradeiro da responsabilidade fiscal quando Temer prometeu à bancada ruralista tanto a redução da alíquota da contribuição paga por produtores para custeio da aposentadoria rural, quanto os descontos nas multas e juros de valores atrasados ao Funrural? Uma ajudinha bilionária em nome da rejeição às denúncias criminais contra ele na Câmara. Onde estava a preocupação sobre o estímulo a calotes seguidos de demandas por novos parcelamento no momento em que parlamentares-empresários aprovaram perdões bilionários em juros e multas, beneficiando a si mesmos e a grandes empresas devedoras do governo? Vale lembrar que a sanção da medida provisória ocorreu logo antes da votação da segunda denúncia contra Temer. Por que não foi externada a preocupação de que as ações de Temer e de sua cúpula de governo para sobreviver diante das denúncias não arrombaria contas públicas, rasgaria a Lei de Responsabilidade Fiscal e estimularia grandes empresas a não pagarem impostos à espera de um parcelamento governamental? O correto seria não premiar nenhum devedor. Mas uma vez que isso aconteceu, que se garanta isonomia. Agora, o projeto polêmico volta ao Congresso. E não há pressa. Afinal, as denúncias criminais foram, por hora, engavetadas e a votação da Reforma da Previdência – quando volta o tomaladacá – deve ocorrer em fevereiro. É interessante que micro e pequenos empresários, por vezes e inadvertidamente, colocam-se ao lado dos grandes empresários e do mercado financeiro ao concordar com reformas e mudanças na lei. O dono de uma pequena lanchonete que teve coragem de empreender e segue se equilibrando com muito suor não percebe que, do ponto de vista do Estado, está mais próximo dos seus empregados do que das corporações. Não se nega a importância de garantir saídas para as pendências das empresas com a União. Mas quem teve poder de barganha com um Michel Temer no cadafalso aproveitou o momento político conturbado para salvar o próprio rabo e o de seus patrocinadores. Quem não tinha, foi para o fim da fila. Parte do grande empresariado já trabalha com a lógica de sonegar e esperar esses programas periódicos de refinanciamento de dívidas. Para que pagar impostos em dia? A lei é para otários, ou seja, pessoas físicas e pequenos empresários. O que o governo federal reafirma com isso é bem simples: paga imposto em dia quem é empresário burro ou trabalhador. Fonte: Blog do Sakamoto

Com Temer, Brasil empobrece e cai em rankings internacionais

 O golpe de maio de 2016 está dando frutos amargos. Após a implementação de um pacote que desmonta o Estado, corta direitos consagrados e impõe o maior golpe do capital contra o trabalho, o que sobrou para o Brasil foi a recessão. Após um ciclo virtuoso (2003-2015), o golpe e as reformas de Michel Temer condenam o país a uma realidade empobrecida, e o Brasil cai nos rankings internacionais.  Um dos motivos que empobreceu o Brasil, sob Temer, foi o congelamento por vinte anos das verbas sociais – a tal PEC 95 aprovada pelo Congresso Nacional visando o superávit para pagar juros de bancos e rentistas. Soma-se a isso a reforma trabalhista que ressuscitou o trabalho semiescravo desde 11 novembro de 2017. Esse cenário fez com que o Brasil perdesse fôlego, deixando de ser uma país emergente preparado para sair da renda média, e fosse ultrapassado por diversos países em rankings de renda per capita. Dados do PIB Os dados do PIB per capita, com paridade do poder de compra (PPC), mostram essa queda – que ficou mais acentuada a partir de 2014, com o avanço da pior recessão da história brasileira. No relatório do Banco Mundial, o Brasil caiu seis posições no período, mas a variação da renda per capita foi de 9,1% até 2016. O resultado pífio fez com que ‘potências’ mundiais como a República Dominicana e a Costa Rica, que tinham indicadores bem inferiores antes dessa crise, ultrapassassem o Brasil nessa lista. E mais, no período de 2014 a 2017, houve uma redução da renda per capita de 5%, o que colocou o Brasil oito posições abaixo no ranking internacional. Aqui, o Brasil foi ultrapassado por países como o Suriname, a Sérvia e o Turcomenistão. Fonte: CTB

Fernando Brito: Huck segue o roteiro da traição de FHC

 – Então, vamos achar que tudo é mera coincidência. No primeiro dia do ano, “vaza” o encontro de Luciano Huck com Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, pedindo que seu nome não seja retirado das pesquisas eleitorais. No dia seguinte, Fernando Henrique dá entrevista ao Estadão ensaiando a rasteira em Geraldo Alckmin: “se houver alguém com mais capacidade de juntar [o dito ‘centro” político], que prove essa capacidade e que tenha princípios próximos aos nossos, temos que apoiar essa pessoa.” E ontem, 7 de janeiro, Luciano Huck vai ao programa do Faustão e diz que não é, mas pode ser, candidato, e jura de pés juntos que “o que o destino e o que Deus esperam para mim vou deixar rolar”. Modesto, não? Sua candidatura, se sair é uma “esperança” de Deus. Vamos, também – já que estamos num acesso de ingenuidade – acreditar que a “escalação” de Huck para o programa de domingo da Globo, devidamente decorado no “padrão família” pela presença de Angélica, foi feita sem o conhecimento e a aprovação dos “manos” Marinho. Como é preciso acordar de manhã, percebe-se que está em curso uma jogada desesperada para criar uma alternativa eleitoral, pois todos os quadros da direita brasileira foram tragados pela campanha de desmoralização que foi um dos instrumentos extremos do quais precisaram lançar mão para destruir a prevalência – ainda que sem traumas – das forças populares no governo. Um dos, porque o outro, foi a transformação do Judiciário em partido político. Em tudo, há um clima de mentira e dissimulação. Ainda não têm certeza do que devem fazer. Mas claramente já mostram o que são capazes de fazer ao Brasil, inclusive entregá-lo a um aventureiro negocista, que fez carreira com “tiazinhas” e sorteios na televisão e circulava na subnobreza das celebridades com seu passaporte televisivo. Um personagem “dirigível” e que, caso venha a ter veleidades de quem acha que tem mesmo o poder, pode ser descartado com um piparote. Como diria Aécio Neves, “alguém que a gente pode matar”, se maiores problemas. O povo brasileiro, para esta gente que o observa enojado desde suas torres de marfim, é apenas um rebanho a ser levado ao brete. Cozinham, no seu caldeirão, um novo Collor, esquecidos de que, afinal, a memória dos brasileiros tenha se esvaído. Um candidato com a marca da Globo e de Fernando Henrique gravada na testa, porém, tem um significado que dificilmente se poderá esconder. Via Tijolaço

TRF-4 FUROU A FILA E PASSOU JULGAMENTO DE LULA NA FRENTE DE OUTROS 7

 – Ao marcar a data do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o próximo dia 24, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, deixou pendentes sete ações da Lava Jato cujos recursos chegaram à corte antes. Há, ainda, outras duas que subiram à segunda instância depois do caso contra o ex-presidente –inclusive a que envolve o ex-ministro Antônio Palocci– e aguardam decisão. O presidente da corte, Carlos Eduardo Thompson Flores, diz que os processos não precisam seguir a ordem cronológica. “O julgamento dos processos pela ordem cronológica de distribuição no tribunal não é regra absoluta. O próprio art. 12 do Código de Processo Civil afirma que é preferencial essa observância”, disse ele em resposta à defesa de Lula, que pediu a divulgação da lista de ações do tribunal, por data. No caso de Lula, o recurso começou a tramitar no TRF-4 no dia 23 de agosto. Foi o processo da Lava Jato que chegou mais rápido ao tribunal depois da condenação, em 42 dias. E o segundo mais célere a tramitar na segunda instância. As informações são de reportagem de José Marques na Folha de S.Paulo.

Comitê aprova revitalização da Lagoa do Interlagos

 O Comitê Permanente de Avaliação e Controle da Execução Orçamentária de Montes Claros aprovou a nova planilha para aplicação de R$1,5 milhão, disponibilizado pelo Estado, para a revitalização da Lagoa do Interlagos.  Desde o dia 7 de novembro foi depositada a primeira parcela do convênio, no valor de R$500 mil e, com essa aprovação da planilha, o prefeito Humberto Souto mandou abrir o processo licitatório, que deve ocorrer ainda este mês. As obras devem ser iniciadas em fevereiro. A Lagoa do Interlagos é o principal cartão postal de Montes Claros, atualmente. Desde janeiro do ano passado que o prefeito Humberto Souto criou o Comitê Permanente de Avaliação e Controle da Execução Orçamentária, que tem a função de avaliar todos os convênios e contratos e deliberar pela abertura da licitação. Com os R$1,5 milhão liberado pelo Estado, será colocado calçadão em torno entorno da lagoa, construída uma praça grande com play ground e academia ao ar livre, bancos e lixeiras, plantio de 191 árvores e mais de 30 mil metros de grama, ciclofaixa em alguns pontos com uma faixa elevada para os praticantes do ciclismo e ainda acessibilidade com rampas para deficiente. A Prefeitura entrará com uma contrapartida de R$100 mil reais. A revitalização do Interlagos criará uma área de Cooper. Com Jornal Gazeta

Tapa-buraco no asfalto novo: obra de qualidade questionável

 – Recapeamento mal feito na BR-251 transforma viagens de férias em pesadelo –   Obra de R$40 milhões, o recapeamento da BR-251 no trecho entre Montes Claros e o trevo para Grão Mogol está sendo alvo de inúmeras críticas, pois, com poucos meses de implantado, o novo asfalto já apresenta muitos buracos, trazendo desconforto e perigo de acidentes. Em alguns trechos, o estado da pista está até pior do que antes da reforma.   Por Viente Alberto – Jornal Gazeta E, neste período de férias, o risco aumenta consideravelmente, pois a rodovia é usada por milhares de turistas, principalmente de São Paulo, que se dirigem às praias do litoral nordestino, em especial da Bahia. Sem conhecer direito a pista, acabam sendo vítimas dos buracos, resultando em pneus estourados, rodas danificadas ou até mesmo acidentes. Está sendo comum, no trecho entre Montes Claros e Francisco Sá, presenciar carros parados às margens da BR, com famílias inteiras expostas às intempéries, aguardando socorro. O policial rodoviário federal Leonardo Carvalho informa que, no período natalino e de final de ano, não houve aumento de acidentes, porém, notou número acentuado de avarias causadas pelas irregularidades na pista. O borracheiro Hamilton Souza, que tem sua borracharia na entrada de Francisco Sá, também diz ter constatado aumento de estragos em pneus e rodas. As obras de recapeamento já ficaram prontas, no trecho Francisco Sá/trevo de Grão Mogol, onde o asfalto estava em melhores condições. Já o trecho Montes Claros/Francisco Sá ainda está pela metade e é onde o serviço apresenta mais problemas. Questionado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão fiscalizador da obra, respondeu no dia 21/12, por meio da Assessoria de Comunicação, que “equipes técnicas da supervisora e da gerenciadora de obras foram acionadas e os reparos no local já foram iniciados. Equipes também da sede do DNIT/MG em Belo Horizonte estão no local em visita técnica para avaliar a situação”. Indagada novamente nesta semana sobre o resultado da vistoria, a Assessoria informou que “existe uma reunião marcada para a próxima semana, para tratar desse assunto”. (Colaborador)   Comentário do jornalista Felipe Gabrich Enquanto isso, no mundo encantado do faz de conta da República Engana-me que eu Gosto (LXXXII) Deu na Gazeta Norte Mineira:Recapeamento mal feito na BR-251 transforma viagens de férias em pesadelo “Uma obra de R$40 milhões, o recapeamento da BR-251 no trecho entre Montes Claros e o trevo para Grão Mogol está sendo alvo de inúmeras críticas, pois, com poucos meses de implantado, o novo asfalto já apresenta muitos buracos, trazendo desconforto e perigo de acidentes. Em alguns trechos, o estado da pista está até pior do que antes da reforma.” “As lideranças políticas do Norte de Minas são assim: primeiro, engambelam a opinião pública com um movimento visando a duplicação da Br-251, apelidada pelo povo de “rodovia da morte”. Depois, com a maior cara de pau do mundo dizem à opinião pública que o Ministério dos Transportes não tem dinheiro para a duplicação, mas que vai beneficiar a região com o recapeamento da rodovia. E o serviço mal feito não diminui o perigo e nem reduz os acidentes fatais.” O comentário foi feito aos seus botões pelo filósofo do sertão-2018 João Conta Outra, simples operário da construção de estradas, ao ser informado da nova grita popular contra as obras porcas (que me perdoem os porcos) feitas no trecho Montes Claros-Grão Mogol e a ocorrência de mais acidentes com vítimas. E concluiu dirigindo à lá Roberto Rei Carlos: “Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer; entre no meu carro e na estrada de Santos você vai me conhecer”.

BOLSONARO E FILHOS MULTIPLICAM PATRIMÔNIO NA POLÍTICA

 – O deputado federal e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus filhos multiplicaram seu patrimônio desde que entraram na política, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo.  Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato, Eduardo, Carlos e Flávio, são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões em pontos valorizados no Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. Os apartamentos e casas foram comprados, na última década, com preço abaixo da avaliação da Prefeitura à época na cidade, segundo a Folha. Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor. Até 2008, a família declarava à Justiça Eleitoral bens em torno de R$ 1 milhão, o que incluía apenas 3 dos atuais 13 imóveis. As principais aquisições ocorreram nos últimos dez anos. A evolução patrimonial dos quatro se mostra, portanto, acelerada. Todos se dedicam hoje apenas à política.

EMENDA DE TEMER BENEFICIOU ATÉ WESLEY SAFADÃO

 Dinheiro público pagou show do cantor de forró na Festa de São João de Maracanaú, no Ceará com cachê de R$ 246 mil pelo show. Liberação de emendas recorde do governo Temer também bancou um campeonato de motocross em Minas Gerais – A liberação de emendas parlamentares recorde em 2017, sob o governo Temer, beneficiou o cantor Wesley Safadão e bancou um campeonato de motocross. Segundo reportagem do Estadão, em junho do ano passado, o Ministério do Turismo repassou R$ 1,2 milhão à prefeitura de Maracanaú, no Ceará, por indicação da deputada Gorete Pereira (PR-CE). A emenda havia sido empenhada no mês anterior e serviu para pagar a 13ª edição da Festa de São João da cidade. O show de abertura coube a Wesley Safadão, que cobrou R$ 246 mil pela apresentação. O valor enviado à prefeitura foi quase integralmente usado para pagar cachês. Além de Safadão, apresentaram-se as duplas sertanejas Bruno & Marrone (R$ 250 mil), Victor & Léo (R$ 200 mil) e bandas como Aviões do Forró (R$ 180 mil). Uma emenda parlamentar do deputado Tenente Lúcio (PSB-MG) também garantiu R$ 250 mil para a realização da 5ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross de Tupaciguara, em Minas Gerais.

PT VAI À PGR CONTRA COMPRA DE DEPUTADOS POR TEMER

 – O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara, protocolou representação na Câmara para que os ministros Carlos Marun, da Secretaria de Governo, e Ricardo Barros, da Saúde, sejam investigados por improbidade administrativa. O motivo: os dois estariam condicionando a entrega de ambulâncias nos municípios a votos a favor do governo em temas como a Previdência. Ou seja: mais um episódio de compra de deputados. Leia, abaixo, a representação: EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA.MD RAQUEL DODGE PAULO ROBERTO SEVERO PIMENTA, brasileiro, casado, jornalista, portador da cédula de identidade de…, CPF …, atualmente no exercício do mandato de Deputado Federal pelo PT/RS e, ainda, Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal, com endereço na Praça dos Três Poderes – Câmara dos Deputados, gabinete 552, anexo IV, e endereço eletrônico HYPERLINK “mailto:dep.paulopimenta@camara.leg.br”; dep.paulopimenta@camara.leg.br, vem à presença de Vossa Excelência, com base nas disposições legais e constitucionais aplicáveis, propor a presente REPRESENTAÇÃO Para solicitar desse Ministério Público Federal que promova a instauração de inquérito, objetivando investigar possível prática de improbidade administrativa e/ou crime de responsabilidade e, ainda, eventual responsabilidade penal, em face dos titulares das pastas do Ministério da Saúde e da Secretaria de Governo da Presidência da República, tendo em vista os fatos e fundamentos jurídicos adiantes delineados. I – Dos fatos Com efeito, no final do ano de 2017 o Parlamento aprovou o Projeto de Lei do Congresso – PLN 33/2017 em que ficou consignado recursos federais da ordem de R$ 960 milhões de reais para serem aplicados na compra de ambulâncias, equipamentos odontológicos e vans destinadas ao transporte de pacientes para tratamentos não emergenciais nos Municípios brasileiros. Tratam-se, como se verifica, de recursos fundamentais para o enfrentamento de demandas sensíveis, urgentes e inadiáveis, da população brasileira, extremamente carente de atendimento em praticamente todos os aspectos relacionados à temática da saúde. Exatamente em função dessa realidade, é de se esperar, à luz da legalidade e da razoabilidade, que a distribuição desses recursos pelas pastas ministeriais, para compra de equipamentos fundamentais para a política de saúde dos Municípios brasileiros obedeçam a critérios eminentemente técnicos, de modo que sejam atendidos, diante da limitação dos recursos frente as demandas existentes, aquelas localidades que efetivamente demonstrarem, a partir de parâmetros objetivos, maiores necessidades, afastando-se, por óbvio, os critérios políticos.Não obstante, matérias publicadas na imprensa na data de hoje ( HYPERLINK “https://g1.globo.com/economia/noticia/governo-federal-deve-liberar-saques-de-cerca-de-r-16-bi-do-pispasep-para-idosos.ghtml)” https://g1.globo.com/economia/noticia/governo-federal-deve-liberar-saques-de-cerca-de-r-16-bi-do-pispasep-para-idosos.ghtml), dão conta de que os equipamentos que serão adquiridos com os recursos públicos contemplarão apenas os Municípios indicados pelos Parlamentares que votaram alinhados com o governo federal em 2017. Nesse sentido, o Deputado Federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou na matéria objeto do link acima destacado: “É governo ou não é governo? É governo? Recebe. Não é governo? Não recebe. Foi fiel? Recebe. Não foi fiel? Não recebe”. Verifica-se, desta feita, embora haja o desmentido dos titulares das pastas ministeriais da saúde e da secretaria de governo, que a política de saúde e o atendimento de demandas da população brasileira nessa área estão à mercê de critérios políticos, de modo que apenas os Municípios indicados pelos deputados fieis ao governo serão contemplados com os equipamentos médicos hospitalares. A matéria traz à baila ainda grave acusação que configura, em tese, ilícito penal, nos seguintes termos: “(…)Um integrante de partido governista que votou contra Temer nas duas denúncias da PGR contou ao G1, na condição de anonimato, que ouviu do próprio ministro da Saúde, deputado licenciado Ricardo Barros (PP-PR), que as indicações para ambulâncias e equipamentos odontológicos só poderiam ser feitas por quem tivesse ajudado a barrar as acusações contra o presidente. Segundo o Ministério da Saúde, essa informação ‘não procede’ (…)”. Embora tenha havido o desmentido também nesse ponto, é fundamental que haja uma investigação mais aprofunda sobre toda essa realidade, de modo a verificar a procedência das acusações veiculadas e adotar as providências legais com vistas a punir, se efetivamente ocorridas, essas imoralidades e ilegalidades. A investigação desse órgão do Ministério Público deverá aclarar, por exemplo, o seguinte: Quais os valores que foram destinados para a compra desses equipamentos pelo Ministério da Saúde?Quais os critérios legais, objetivos que norteiam a distribuição desses recursos/equipamentos?Como ocorre ou ocorrerá a habilitação dos Municípios interessados?Como foi ou está sendo a divulgação desse programa de compra de ambulâncias e outros equipamentos?Quantos Municípios já se habilitaram para o recebimento dos valores/equipamentos?Quantos e quais foram os Municípios já contemplados?Qual o papel da Secretaria de Governo da Presidência da República nesse programa de distribuição de recursos para a compra de equipamentos médicos hospitalares?A confirmação, em tese, de que o critério político, de fidelidade ao governo balizará a distribuição dos recursos configura, em tese, como afirmado acima, ato de improbidade administrativa e/ou crime de responsabilidade, além de tipificar crimes definidos no Código Penal. No particular da prática da Improbidade Administrativa, o artigo 11 da Lei nº 8.429, de1992 afirma: “Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, e notadamente:“I – praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência.” Acerca da presunção de improbidade, esclarece Hugo Nigro Mazilli: “Se ele é negligente com a coisa pública, ele é desonesto: um administrador negligente está violando o dever de eficiência e lealdade da Administração; está descurando de um zelo que é ao mesmo tempo o pressuposto e a finalidade de seu trabalho; está deixando de lado a honestidade que deveria iluminar o seu trabalho; ele é ímprobo. O administrador não está lidando com bens seus, e sim com bens coligidos com muito sacrifício pela coletividade, dos quais ele espontaneamente pediu para cuidar, e ainda é remunerado para isso. Assim, o administrador não tem o direito de ser negligente com recursos públicos; pode até sê-lo com recursos da sua vida privada, nunca com recursos da coletividade. (…) Se ele é imprudente, desidioso ou negligente, ele é desonesto – assim o considera o art. 11 da Lei de Improbidade