Praça ganha família gigante de seriema feita de sucatas

– As praças e parques de Montes Claros vêm sendo embelezadas pela prefeitura com esculturas feitas com ferros-velhos. – Depois que o parque municipal Milton Prates ganhou mesas e bancos rústicos, feitas com madeiras mortas do próprio parque, agora é a vez das praças serem embelezadas com sucatas que são transformadas em obras de arte, pelo coordenador de educação ambiental da Prefeitura de Montes Claros e artista plástico Gu Ferreira. Ele participou de várias exposições no Brasil e exterior. Seu trabalho também é tema de várias monografias. A prefeitura está embelezando os espaços públicos da cidade, colocando esculturas e outros objetos de arte através da utilização de sucatas no depósito do município, além de sucatas de empresas públicas e privadas de Montes Claros, que foram doadas para o município, como a Codevasf, Dnocs, Denver, PS Imóveis etc, para dar uma cara nova à cidade com sua arte. A Praça Engenheiro Joaquim Costa, nas proximidades do hospital Dilson Godinho, foi a primeira a receber esculturas feitas de sucatas. Uma família de seriema, feita com vários tipos de sucatas foi afixada naquela praça, adotada pela PS imóveis e que contou com sua parceria para viabilizar sua instalação. Além das sucatas, as árvores caídas dentro dos parques e praças também estão sendo aproveitadas e transformadas em equipamentos, como brinquedos e mobiliário para os parques, mais propriamente bancos que agora ocupam os próprios espaços e algumas repartições do município. O trabalho já foi iniciado no parque municipal Milton Prates e será estendido para os outros parques e praças da cidade. Em breve, além dos bancos e mesas de madeiras rústicas e das seriemas feitas de sucatas, várias esculturas gigantes de maribondos, formigas, flores e outros signos do sertão serão expostos nas praças. Para Gu Ferreira, esta iniciativa da Prefeitura de Montes Claros além de embelezar os espaços públicos da cidade ainda contribui para a saúde da natureza. “Antes, estes descartes acabavam indo incorretamente para o aterro. E agora, esse material residual está virando arte, em benefício da população e da natureza”. Para o secretário municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, “O trabalho está fazendo muito bem para a cidade, porque Gu é um artista que revela seu sentimento através de diversas formas de expressão, para propagar ideias e sentimentos com a maior genialidade, usando formas e cores.”. Fonte: Ascom – Prefeitura de Montes Claros
Eucalipto acelera o processo de desertificação do cerrado

– Estudo liga monocultura de eucalipto à falta d’água no semiárido em Minas – Tese indica que o eucalipto agrava o déficit hídrico no semiárido e ambientalistas defendem proibição de novos plantios. Produtores negam danos e rechaçam proposta Pesquisa aponta que consumo de água do eucalipto é superior ao de plantas do cerrado. Reflorestadores ressaltam papel socioeconômico da cultura Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas Quase cinco décadas depois do início de sua implantação, a monocultura de eucalipto se tornou o principal fator de deterioração dos recursos hídricos no semiárido mineiro, afirma o técnico Walter Viana, responsável pela Fiscalização Ambiental na Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas e autor de tese sobre a desertificação na região. Como medida para combater o déficit hídrico provocado por essa cultura, ambientalistas defendem a proibição de novos plantios na região, enquanto empresas reflorestadoras negam os danos e rechaçam a proposta, lembrando que o setor responde por 9% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro. De acordo com estudo coordenado por Viana, a cultura de eucalipto consome 230 litros de água por metro quadrado plantado a mais que o cerrado. Além disso, provoca o rebaixamento do nível freático em meio metro por ano. Da média histórica de precipitação pluviométrica no Norte de Minas, de 1 mil milímetros/ano, o eucalipto sozinho consome 800 milímetros. Como o cerrado precisa de 500 milímetros, há um déficit de 300 milímetros, explica o estudo. A cultura, que chegou ao semiárido no começo da década de 1970 com incentivos fiscais, hoje ocupa uma área estimada em 1,5 milhão de hectares na região e é usada para a produção de carvão vegetal, que abastece o polo siderúrgico mineiro (Sete Lagoas e municípios próximos da Região Metropolitana de BH). A proibição de novas áreas de plantio de eucalipto no semiárido foi uma das demandas levadas ao governo estadual na Carta das Águas, um diagnóstico dos problemas ambientais do Norte do estado catalogados durante a 5ª Expedição Caminhos Gerais. Organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Montes Claros e integrada por um grupo de técnicos e ambientalistas, a expedição percorreu a região em setembro. O diagnóstico foi encaminhado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O documento foi entregue ao secretário-adjunto de Meio Ambiente, Germano Luiz Gomes Vieira, por uma comitiva formada pelo secretário de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, e outros participantes da Expedição Caminhos Gerais. Os danos à natureza foram discutidos em reunião na Semad, que contou com as presenças de técnicos e representantes de órgãos ambientais do estado, como a presidente do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo. O secretário adjunto Germano Vieira se comprometeu a se reunir com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para discutir o assunto. Ele pretende ainda fazer reunião com produtores de eucalipto. DEFESA – A diretora-executiva da Associação Mineira de Silvicultura ( AMS), Adriana Maugeri, disse desconhecer a existência de estudos que mostrem consumo elevado de água pela cultura do eucalipto. “Essa informação não procede de forma alguma. O estudo de que temos conhecimento revela que o consumo de água do eucalipto é como o de qualquer outra cultura, como a soja e o café, por exemplo. Também depende de vários fatores, como o tipo de solo”, argumentou Adriana, sem, no entanto, citar números. Continua depois da publicidade Ela disse reconhecer o problema da crise hídrica e o agravamento da situação no Norte do estado, onde são visíveis os sinais de desertificação. “Como foi escrito na própria Carta das Águas, o problema é consequência das alterações climáticas e de vários fatores ao longo dos anos, inclusive do próprio aumento do consumo humano (de água). Toda atividade tem seus impactos. Não se pode apontar um único culpado”, defendeu a diretora-executiva da AMS. Adriana Maugeri afirmou que a AMS é frontalmente contra a ideia de qualquer suspensão de novos reflorestamentos de eucaliptos no semiárido mineiro. “Os plantios de eucaliptos no estado são feitos com manejo sustentável e correto”, assegurou, lembrando que a Associação de Silvicultura conta com 21 reflorestadoras que têm certificação internacional (FSC) pelo manejo sustentável de florestas. Ela ressaltou ainda que a manutenção da atividade é de fundamental importância para a economia do estado, tendo em vista que o setor gera 379 mil empregos diretos e indiretos e responde por 9% do PIB mineiro. CARÊNCIA DE CHUVAS – Além do desastre ambiental provocado pela monocultura do eucalipto, os rios e córregos do Norte do Estado e o Vale do Jequitinhonha tiveram o volume diminuído por causa da drástica redução de chuva nas duas regiões nos últimos seis anos. Estudo divulgado pela Semad revela que 2013 para cá a situação se agravou nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha porque o volume pluviométrico entre os meses de outubro e março (período chuvoso das duas regiões) ficou muito abaixo da média histórica. No ano chuvoso 2014/2015, o volume de chuvas foi 26% a menos do que o esperado. O Norte de Minas é uma das regiões mineiras onde a população mais sofre com a crise hídrica, que afeta toda Minas Gerais, com 265 municípios em emergência, como mostrou revelou o Estado de Minas, em sua edição de segunda-feira. Carta das águas Confira as medidas propostas para conter o avanço dos danos ambientais no Norte de Minas 1 – Proibição de novas áreas para plantios de eucalipto; 2 – Monitoramento dos níveis freáticos para que haja novos parâmetros para emissão de outorga no Norte de Minas; 3 – Ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu, a partir da aquisição de terras de proprietários que têm dívidas com o estado e estão dispostos a negociar; 4 – Criação do Parque Estadual de Botumirim, importante reserva para a manutenção da biodiversidade e dos mananciais hídricos; 5 – Criação da Unidade de Conservação de Pandeiros, o pantanal mineiro. Palavra de especialista Maria das Dores Magalhães Veloso, pesquisadora em ecologia da Unimontes O rastro da crise “A crise hídrica tem deixado um rastro
PMDB expulsa Kátia e assume seu lado bandido

– O mesmo partido que não tomou qualquer providência contra Eduardo Cunha, que governa o Brasil da cadeia, Geddel Vieira Lima, do bunker de R$ 51 milhões, e Henrique Alves, todos presos, decidiu expulsar a senadora Kátia Abreu (TO). O conselho de ética do PMDB se reuniu nesta quinta-feira (23) e aprovou, por unanimidade, o cancelamento da filiação de Kátia Abreu ao partido. O processo no conselho foi encerrado e caberá à senadora decidir se apela à Executiva Nacional da sigla. O motivo: crítica a Michel Temer, apontado como chefe de quadrilha pela Procuradoria Geral da República (PGR). A ex-ministra da Agricultura de Dilma Rousseff foi acusada também de ter violado o Código de Ética e Fidelidade Partidária e o Estatuto da sigla, por apresentar posições contrárias às orientações do PMDB. A senadora recebeu sondagens de outros partidos que gostariam de filiá-la caso sua expulsão seja concretizada. O PSD e o PDT já conversaram com Kátia e estudam lançá-la ao governo de Tocantins em 2018. Kátia votou contra a reforma trabalhista, que retira direitos dos trabalhadores, e se manifestou contra a reforma da Previdência.
Montes Claros se despede de Luiz de Paula

– Faleceu na madrugada desta quinta-feira (23), o escritor, compositor, político e empresário, Luiz de Paula Ferreira, um dos fundadores da Coteminas. – Montes claros, e esta imensa saudade – Que minha alma invade – Nos íntimos refolhos – Minha terra, escuta o meu canto – E perdoa este pranto – Que cai dos meus olhos (Trecho da música Montes Claros centenária, de Luiz de Paula) Luiz de Paula foi vice-prefeito de Montes Claros de 1963 a 1965 e Deputado Federal de 1967 a1970. Na década de 70, ele criou a Fundação Educacional Luiz de Paula, precursora do ensino superior no Norte de Minas, sendo substituído depois pela Fundação Norte Mineira de Ensino Superior (FUNM) e agora Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES O velório será às 10h, na Câmara Municipal de Montes Claros e o sepultamento às 17h no Cemitério do Bonfim. Luiz de Paula FerreiraNasceu no então povoado de Várzea da Palma, município de Pirapora – MG, em 27 de junho de 1917, filho de Joaquim de Paula Ferreira, antigo tropeiro e pequeno comerciante na localidade, e Emília Mendonça de Paula.Fez o curso primário em Pirapora, o secundário e o de Contador em Montes Claros e o de Direito no Rio de Janeiro.Era casado com a professora Isabel Rebello de Paula.OUTROS CURSOSCurso de Política e Estratégia Empresarial para Executivos, na Fundação João Pinheiro e Curso de Liderança de Conferências e Discussão por Grupos nos Estados Unidos.ATIVIDADES PROFISSIONAISSócio fundador e atual Vice-Presidente da COTEMINAS – Cia. de Tecidos Norte de Minas.Sócio fundador e diretor da FAZENDA DO CANTAGALO LTDA. e da FARPAL AGROPASTORIL E PARTICIPAÇÕES LTDA. OUTRAS ATIVIDADES– Fundador e patrono da primeira escola de nível superior do Norte de Minas – a FACULDADE DE FILOSOFIA CIÊNCIAS E LETRAS – FAFIL, precursora da UNIMONTES.– Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais– Membro da Academia de Ciências, Letras e Artes do São Francisco, da Academia Montesclarense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais – IHGMG e do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros. LITERATURANA VENDA DE MEU PAI – Contos regionaisMOMENTOS – FicçãoA VIAGEM – PoesiaPOR CIMA DOS TELHADOS, POR BAIXO DOS ARVOREDOS OUTROS TÍTULOS– Medalha do Mérito Industrial Estadual em 1972– Industrial do Ano do Estado de Minas Gerais – Medalha JK da Fadec – Medalha de Ouro Santos Dumont– Benemérito da Fundação Norte-Mineira de Ensino Superior – FUNM– Comenda da Ordem do Mérito de Brasília – DF– Medalha de Honra da Inconfidência– Patrono da Escola do SENAI em Montes Claros – CAT Luiz de Paula– Medalha de Construtor do Progresso de Minas Gerais (FIEMG), em 24 de maio de 2000– Comenda da Ordem do Mérito Industrial, da CNI – Confederação Nacional da Indústria, em 2001.– Patrono da Escola de Design do SENAI, em Poços de Caldas – Centro de Design do Sul de Minas Luiz de Paula Música Montes Claros Centenáriahttps://www.vagalume.com.br/carlos-galhardo/montes-claros-centenaria.html Compositor: Luiz de Paula Interprete: Carlos Galhardo Montes claros, vovó centenáriaTu estás tão bonita, de vestido novoVê tuas ruas, vê tuas igrejasOlha só a alegria do povo!Eu relembro teu nobre passadoDe lutas e glórias e tantas belezasTeu luar, tuas serenatasE o labor de teus filhos criando riquezas E os morrinhos, com a capelinhaOnde minha mãezinhaRezava oraçõesE onde à noite os teus poetas cantoresFalavam de amoresEm ternas canções Montes claros, e esta imensa saudadeQue minha alma invadeNos íntimos refolhosMinha terra, escuta o meu cantoE perdoa este prantoQue cai dos meus olhos
Raquel Muniz foi vaiada e humilhada na Amams

Até a maçonaria, que foi patrona do golpe, ovacionou a golpista num evento realizado na Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene, para discutir soluções para crise hídrica no Norte de Minas Durante reunião sobre a Mobilização pela Revitalização dos Recursos Hídricos, realizada na noite de segunda-feira, 20, em Montes Claros, organizada pela Maçonaria com as presenças de várias entidades de classe e 12 deputados, sendo sete federais e cinco estaduais, a golpista deputada Raquel Muniz foi vaiada e humilhada. Tudo começou quando a parlamentar, famosa por citar o marido Ruy Muniz — que acabou preso quando era prefeito de Montes Claros, acusado de corrupção — no discurso em que anunciou ser favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, e que responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, extrapolou seu tempo e exigiu que sua fala fosse maior do que as dos demais, por ser mulher e do Norte de Minas. Como a regra determinava o mesmo tempo para todos, a ainda deputada ignorou tal determinação e continuou com suas verborreias. Neste momento, a plateia começou a vaia-la pedindo para encerrar o discurso. Como ela insistiu com suas falácias, a maioria dos participantes viraram as costas para a parlamentar, causando um grande constrangimento.
Não temos juízes equilibrados, temos perseguidores ferozes

Nem a uma morta, a inocência. Juízes pequenos, grandes ódios Texto imperdível de Joaquim de Carvalho, no Diário do Centro do Mundo. Marisa Letícia: Decisão do tribunal é indigna e viola direito humano básicoLeia o que diz o artigo 397 da Lei 11.719/2008: Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: I – a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato; II – a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; III – que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou IV – extinta a punibilidade do agente.” (NR) Leia agora o artigo 107 Penal: Art. 107 – Extingue-se a punibilidade: I – pela morte do agente; II – pela anistia, graça ou indulto; III – pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; IV – pela prescrição, decadência ou perempção; V – pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada; (…) IX – pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. Os advogados de Marisa Letícia, falecida em fevereiro, queriam que o Tribunal Regional Federal da 4a. Região (Sul) revisse a decisão do juiz Sergio Moro, que se recusou a declarar a absolvição sumária de Marisa Letícia — nos termos da lei. O Tribunal negou o recurso da defesa de Maria Letícia. “A memória dessa (sic) pessoa está salvaguardada. Falecida, cessa-se qualquer juízo”, disse Victor Laus, um dos três desembargadores que julgaram o recurso, na 8a. Turma do Tribunal. Cessa? É só ler a caixa de comentários do G1 para saber que não cessa: Marisa está sendo ofendida, sem direito à defesa. Para eles, a decisão do TRF 4 confirma o que esses comentaristas raivosos sempre disseram: a esposa de Lula é desonesta. Como sabem? O Tribunal não quis declarar sua absolvição. Marisa Letícia não pode mais se defender, em um processo no qual se tornou ré no processo depois que o juiz Sergio Moro divulgou as interceptações de conversas privadas dela — uma, em que diz ao filho que os manifestantes pró-impeachment deveriam enfiar as panelas no local que ela julgava mais adequado. Foi uma opinião pessoal, dita no âmbito familiar, mas, ao vazar a conversa, para o Jornal Nacional da Rede Globo, Moro foi responsável pela repercussão que, sem dúvida alguma, causou danos a ela. Moro, portanto, ao vazar a conversa, já impôs uma pena a Marisa Letícia. Lembre-se: na ocasião, ela não era acusada de nada e, ainda que fosse, uma conversa pessoal não pode ser divulgada. Moro deveria ser punido por isso. Mas não. Quando Marisa Letícia morreu, ele deveria declarar a sua absolvição. Não reduziria o dano que causou, mas pelo menos aplicaria a lei. Mas não. Preferiu apenas declarar a extinção da punibilidade. Fez o óbvio — como puniria uma mulher falecida? Mas sua obrigação era fazer a declaração sumária de absolvição. Por quê? Para que nunca houvesse dúvida sobre a conduta dela. Este é o princípio da lei: A dúvida, sem uma sentença que a afaste, é sempre uma condenação. A presunção de inocência é um direito inerente ao ser humano. Ao se recusar a cumprir a Lei 11.719/2008, Moro evitou a manchete que contrariaria o enredo da Lava Jato: Marisa Letícia absolvida por Moro. Ele nunca o faria. Seria negar-lhe a essência do que talvez considere sua missão. Condenar petistas, com ódio e requintes de crueldade. Preferiu continuar a perseguição, agora de um cadáver. Para sempre, pairará a dúvida. Marisa era inocente ou culpada? Nunca se saberá. Portanto, sua decisão contraria princípios básicos de direitos humanos. Por isso, a decisão de Moro equivale a uma condenação. Moro não tem limite e quem lhe dá espaço para agir assim é o Tribunal Regional Federal do Sul. São todos iguais. A decisão de hoje é incompatível com o conceito de Justiça. Indigna.
Nova fase da Educação Mercadoria

Elite troca a tradição e excelência por “serviços educacionais”, vendidos como resortes ou bancos “prime”. Neste tipo de educação, não se busca formar seres humanos, mas patrões. Foi-se o tempo em que pais de classe média e alta escolhiam escolas particulares baseados apenas na tradição. A educação básica privada transforma-se progressivamente em um mercado de serviços como outro qualquer, e a oferta de “experiências perfeitas” (?!) às crianças pouco se distinguem das estratégias de propaganda de hotéis de luxo ou resortes à beira-mar. O mercado de serviços educacionais (é disso que se trata) de grandes cidades brasileiras vem sendo sacudido pela inserção de novos “players” (assim se denominam) e atraindo investimentos de grupos nacionais e estrangeiros de “private equity” ou mesmo de “venture capital”. Sim, a educação básica imita o ensino superior e entra na bolsa de valores (stock market, melhor dizendo), com todas as regras de “compliance” e promessas de ganhos de “market share”. Anglicismos adentro, os nomes de algumas novas escolas a serem inauguradas em São Paulo e no Rio de Janeiro reiteram a tendência: New York Avenues, Concept, International School…e por aí vai. Mas há uma importante diferença no “target” entre o ensino superior privado e as novas escolas particulares. Enquanto os centros universitários – eufemismo para uma reunião pouco consistente de faculdades técnicas – miraram o consumidor de baixa renda (“lower income”, para não destoar) e os subsídios governamentais do Prouni, as escolas de educação básica tentam seduzir o segmento “premium”, a “upper class”. Os projetos pedagógicos das escolas butiques, ou colégios de charme, embalam em papel dourado e salas de aula projetadas por famosos designers tendências de metodologia ativa presentes no horizonte educacional desde pelo menos os anos 1960. O aluno como protagonista, a interação como princípio da aprendizagem, a construção de conhecimento por meio de projetos de investigação. Nada de novo aqui, e nem é isso mesmo o que essas escolas querem vender. Sede da Avenues, em São Paulo: lá, segue-se o calendário do Hemisfério Norte e comemoram-se os feriados norte-americanos Suas estratégias de marketing mobilizam sem maior receio – ou vergonha – o conceito de exclusividade, como os bancos prime ou algumas pousadas em Trancoso. Esse é o verdadeiro objeto de desejo dos potenciais clientes das escolas butique. Afinal, para formar cidadãos de um mundo globalizado, os futuros líderes do século XXI (a quem a plebe rude e ignara está fadada a obedecer), é necessário cobrar mensalidades na faixa de oito mil reais por mês, fora uma taxa de matrícula (ou de adesão) de outros tantos mil reais. Assim estão a se formar verdadeiros clubes privados de ensino, escolas de empreendedorismo e criatividade (leia-se, negócios), jardins da infância financeirizada e higienizada, cujo acesso é, certamente, exclusivo: longe de gente esquisita que não circula no Clube Pinheiros ou no Jockey Club, nem vai esquiar em Aspen no carnaval. Não, essas escolas não se destinam a formar líderes, mas patrões. Não pretendem formar cidadãos globais, mas elites que mandam a partir de espaços delimitados e cercados, muito distantes da realidade diversa e multifacetada do mundo dito globalizado. Esses estabelecimentos de “educação” não se destinam a uma integração com a realidade contemporânea, mas com uma pequena parcela desta realidade, a que vive nos melhores bairros, tem acesso ao maior número de recursos, seja em Manhattan, seja nos Jardins ou na Barra da Tijuca. Escolas de alienação, isso sim, compradas a peso de ouro. Fonte: Revista Diálogo do Sul
Guerrilha da desinformação – Por Felipe Gabrich

Se não tem acesso à informação, seja por falta de tempo ou de dinheiro, o cidadão brasileiro tem que exercitar a percepção e a observação. Aprender a ver o que se passa ao seu redor.Por exemplo: não causa espécie, ou não é estranho, à opinião pública que as classes dominantes e a grande mídia convencional se utilizem com força de lei as opiniões emitidas pelo Banco Mundial em assuntos de seu interesse?Foi assim ao longo do rumoroso processo de impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff, período em que os meios de comunicação, principalmente as televisões, usaram e abusaram das análises da referida instituição financeira para emoldurar a suposta crise financeira na qual se debatia o país.Alguns jornais eletrônicos chegaram até mesmo a abusar da avaliação do BM, como se as palavras de seus técnicos fossem a verdade única e absoluta sobre a realidade econômica do país. Praticaram maquiavelicamente a guerrilha desarmada da desinformação para manipular a ingênua massa popular.O mesmo fenômeno pode ser observado no período atual, quando o governo federal tenta emplacar uma reforma previdenciária antipopular e estuda a introdução do sistema de pagamento do ensino superior, ou seja, o fim das universidades públicas gratuitas.Estudo técnico do Banco Mundial critica a situação financeira do país e diz em letras garrafais que o governo federal gasta muito e mal.Mas não informa que ele malversa o dinheiro público e aponta algumas medidas que poderiam concorrer para o saneamento das finanças públicas, dentre as quais a reforma previdenciária e o fim do ensino superior gratuito.O BM não comenta o congelamento de investimentos públicos por vinte anos em áreas de responsabilidade social do governo da União, como a Saúde e a Educação, mas indica que a geração de novas rendas estaria na reforma da Previdência e na erradicação do ensino superior gratuito.O documento está em todos os jornais de circulação nacional e a população teve conhecimento de pelo menos dessas duas propostas nos jornais falados das emissoras de rádios e nos telejornais de todas as televisões comerciais dos últimos dias.Esses meios de comunicação agem, infelizmente, como se o Banco Mundial falou está falado.Aliás, o grande mal do Brasil na atualidade são as suas televisões comerciais, infelizmente, que acham que o que transmitem é palavra do rei.As televisões se acham Deus.Uma delas parece ter certeza disso. (*) Felipe Gabrich é jornalista e articulista do EM CIMA DA NOTÍCIA
O que vale para o Aécio não vale para o Picciani

TRF determina que Picciani, Albertassi e Melo voltem para a prisão Picciani é o homem do Aezão: um voto no Aécio, outro no Pezão do Jornal do Brasil O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região determinou nesta terça-feira (21), em sessão extraordinária, que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, e os deputados Edson Albertassi e Paulo Melo voltem para a prisão. O relator Abel Gomes criticou a decisão da Alerj de revogar a prisão dos três, determinada pelo TRF, e votou pelo restabelecimento da prisão das prisões. Abel Gomes considerou que Alerj extrapolou suas atribuições constitucionais, ao ordenar a libertação dos três parlamentares após votação na última sexta-feira (17), sem sequer comunicar o TRF2 da decisão. Abel Gomes também defendeu que se oficie ao presidente do TRF2, desembargador André Fontes, caso a ordem não seja cumprida, um requerimento de encaminhamento ao Supremo Tribunal Federal (STF) de pedido de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. Outro ponto criticado pelos magistrados foi o impedimento de entrada na Alerj, durante a votação, de uma oficial de Justiça que trazia liminar obrigando a abertura das galerias da Casa a manifestantes. Todos os desembargadores acompanharam o voto do relator. Messod Azulay Neto, Paulo Espírito Santo, Simone Schreiber e Marcello Granado fizeram duras críticas à decisão da Alerj de revogar as prisões. O presidente da 1ª Seção, desembargador Ivan Athié, não votou. O próximo passo é a expedição de novo mandado de prisão dos parlamentares. Último a votar, Marcello Granato defendeu que a Alerj “jamais” poderia ter revogado a decisão judicial. Simone Schreiber, que não estava presente à votação anterior, foi curta e antecipou seu parecer. Paulo Espírito Santo afirmou que a soltura dos parlamentares, por decisão da Alerj foi “grandiosamente absurda”. Messod Azulay Neto defendeu eventual pedido por intervenção federal, caso a Casa Legislativa volte a desobedecer ordem judicial. Outro lado O advogado Nélio Machado, que defende Picciani, considerou a decisão do TRF2 “ilegal, inconstitucional e infeliz”. Ele disse que irá recorrer à instância superior. As demais defesas saíram da sessão do TRF2 sem falar com a imprensa. Picciani, Albertassi e Melo haviam sido presos, na última quinta-feira (16), por determinação do TRF, mas foram soltos no dia seguinte, após a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovar a revogação da prisão. MP quer anular sessão da Alerj O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) já entrou com uma ação na Justiça para anular a sessão de sexta-feira da Alerj, que determinou a soltura dos três. O mandado de segurança do MP argumenta que, mesmo com liminar concedida pela Justiça determinando a abertura da sessão para o público, o presidente em exercício da Alerj durante a sessão, deputado Wagner Montes, e a mesa diretora mantiveram os portões fechados, inclusive com a proteção policial. Na sexta-feira, a juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), determinou a liberação das galerias para o público. Uma oficial de Justiça foi à Alerj com a liminar em mãos, mas foi impedida de entrar pela polícia.
Ataques do MBL contra Paulo Freire é imoral

Parlamentares do Mercosul defendem legado do educador e pensador brasileiro mais reconhecido mundialmente Os métodos educacionais de Paulo Freire contribuíram e contribuem decisivamente para os processos de emancipação das populações historicamente excluídas dos benefícios do desenvolvimento, configurando sociedades mais justas, humanas e progressistas. Senadora Fátima Bezerra no Facebook (PT-RN) A pedido da senadora Fátima Bezerra, a Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Esportes do Parlamento do Mercosul aprovou, nesta segunda-feira (13), uma declaração contra as iniciativas em curso no Brasil que tentam desonrar o nome e o legado de Paulo Freire. Recentemente, o Senado Federal recebeu a Sugestão Legislativa 47/2017, de iniciativa do Movimento Brasil Livre (MBL), que pede a revogação da Lei nº 12.612, de 13 de abril de 2012, que declarou o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. A matéria é relatada pela senadora Fátima Bezerra, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Na nota, os parlamentares declaram irrestrita admiração à obra inovadora e revolucionária de Paulo Freire e afirmam que os métodos educacionais do educador contribuíram e contribuem decisivamente para os processos de emancipação das populações historicamente excluídas dos benefícios do desenvolvimento, configurando sociedades mais justas, humanas e progressistas. “O legado humanista de Paulo Freire inspira o processo de integração do Mercosul, o qual almeja, em última instância, a construção de um mercado comum fundado no atendimento aos direitos das populações de todos os países, com destaque para o direito emancipador e libertador da educação”, afirma o documento. Segundo os parlamentares, as iniciativas em curso no Brasil são motivadas por finalidades políticas torpes e interpretações apequenadas e distorcidas da grande obra de Paulo Freire. “Eles tentam menosprezar seu legado inspirador no Brasil, no Mercosul e no mundo”, declaram. O Educador Paulo Freire é o educador e pensador brasileiro mais reconhecido mundialmente. Entre inúmeras honrarias, foi agraciado com 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades ao redor do mundo. Recentemente, o patrimônio documental do Acervo Paulo Freire foi incluído no Programa Internacional Memória do Mundo, pertencente à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que tem por objetivo contribuir para a paz e a segurança no mundo, por meio da Educação, das Ciências Naturais, Sociais e Humanas e por intermédio da comunicação e informação. Paulo Freire é autor de dezenas de publicações na área de educação, entre elas, A Pedagogia do Oprimido (1968), considerada sua obra-prima e o terceiro livro mais citado em toda a literatura das Ciências Humanas, segundo pesquisa realizada por Elliott Green, professor associado à London School of Economics. Íntegra da declaração