Golpe fez desemprego bater o recorde entre os jovens

 – COM TEMER, DESEMPREGO DE JOVENS NO BRASIL É O MAIOR EM 27 ANOS –  O desemprego entre os jovens no Brasil atinge sua maior taxa em 27 anos. Dados apresentados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que, ao final de 2017, praticamente 30% dos jovens brasileiros estariam sem trabalho. Trata-se da maior taxa desde 1991, aponta a entidade, com sede em Genebra. A estimativa sobre o índice brasileiro é mais de duas vezes superior à média internacional. Segundo a OIT, o desemprego entre jovens no mundo é de cerca de 13,1%. A situação brasileira só é equivalente às taxas registradas nos países árabes, que viram o desemprego desencadear uma importante crise política e social a partir de 2011. Hoje, entre as mais de 190 economias avaliadas pela OIT, apenas 36 delas tem uma situação pior que a do Brasil para os jovens. Na Síria, por exemplo, a taxa de desemprego entre os jovens é de 30,6%, contra 34% no Haiti. A queda do crescimento da economia brasileira, informalidade e as incertezas de investimentos teriam gerado o salto no desemprego dessa camada nos últimos anos, ainda que o pico possa já ter sido atingido. “Houve uma enorme desaceleração de alguns países, entre eles o Brasil”, disse a diretora de Política de Desenvolvimento e Emprego da OIT, Azita Awad. Em 1991, a taxa brasileira de desemprego entre os jovens era de 14,3% e, em 1995, chegou a cair para 11,4%. Mas a segunda metade da década de 90 registrou um aumento, com um pico em 2003. Naquele ano, o desemprego de jovens era de 26,1%. Entre 2004 e 2014, a taxa sofreu uma queda substancial, chegando a 16,1%. As informações são de reportagem de Jamil Chade no Estado de S.Paulo.

Janaúba não recebeu nenhuma ajuda de Temer

 Golpista não cumpriu com a promessa que fez para as famílias da tragédia da creche de Janaúba  O governo ilegítimo de Michel Temer não cumpriu com a promessa de liberar R$ 8,7 milhões para ações de apoio à tragédia ocorrida na creche em Janaúba, na região do Norte de Minas, que já deixou 12 mortos. Seria R$ 3,7 milhões destinados à construção de duas creches e conclusão de uma quadra esportiva. Na área de saúde, R$ 4 milhões seriam destinados a dois hospitais onde as vítimas recebem atendimento e R$ 1 milhão para o reembolso de gastos da prefeitura de Janaúba.Os recursos foram anunciados pelos ministros da Educação, Mendonça Filho, e da Saúde, Ricardo Barros, após reunião com o Temer. O prefeito Janaúba, Carlos Isaildon Mendes e a golpista deputada Raquel Muniz, também participaram da reunião no Palácio do Planalto. Segue abaixo a matéria do jornalista Oliveira Júnior, de JanaúbaHOSPITAIS DE JANAÚBA AINDA NÃO RECEBERAM O DINHEIRO ANUNCIADO PELO MINISTRO DA SAÚDE, UMA SEMANA APÓS A TRAGÉDIA NA CRECHE JANAÚBA (por Oliveira Júnior) – Hoje, domingo, dia 19 de novembro, completam um mês e uma semana que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve nesta cidade ocasião em que anunciou a liberação de R$ 2 milhões para os dois hospitais de Janaúba. No entanto, até o presente momento, o Hospital Regional e o hospital da Fundajan não receberam sequer um centavo desse recurso. Foi assegurado R$ 1 milhão para cada unidade hospitalar.O ministro teria vindo uma semana após o trágico incêndio na creche municipal Gente Inocente. No dia 12 de outubro, em Janaúba, ele confirmou o que o governo federal teria anunciado no início daquela semana em Brasília a destinação de R$ 1 milhão para o reembolso da prefeitura referente a possível gasto na ação de socorro às vítimas do trágico incêndio.Houve questionamento, uma vez que no mesmo dia o governo federal teria anunciado a destinação de R$ 2 milhões para o hospital da Santa Casa, de Montes Claros, e R$ 2 milhões para o hospital João XXIII, de Belo Horizonte, para onde foram algumas das vítimas do incêndio, e ainda há vítimas nessas duas unidades hospitalares. Entretanto, o Hospital Regional de Janaúba para onde teriam ido, inicialmente, todas as vítimas, e o hospital da Fundajan, que também receber maior parte das vítimas, ficaram de fora dessa destinação de recurso do governo federal.Momento antes de deixar a cidade, o ministro da Saúde foi chamado por um grupo de lideranças (prefeito de Nova Porteirinha, Juracy Fagundes; o promotor de Justiça Jorge Barreto, o presidente da Fundajan, João Teago, e o médico Helvécio Albuquerque) que cobraram um posicionamento mais coerente do ministro da Saúde. Literalmente, o ministro levou um “puxão de orelha” (confira AQUI). Diante disso, o ministro Ricardo Barros (da Saúde) decidiu destinar o recurso R$ 1 milhão, anteriormente anunciado para o reembolso da prefeitura, para os dois hospitais.Com a insistência das lideranças pelo fato de que o Hospital Regional e o hospital da Fundajan estariam prestes a paralisarem as atividades dias antes da tragédia na creche, o ministro da Saúde anunciou a destinação de mais R$ 1 milhão para as duas unidades janaubenses. Ou seja, o ministro Ricardo Barros garantiu que o município de Janaúba receberia R$ 2 milhões, cabendo à prefeitura realizar a transferência de R$ 1 milhão para o Regional e R$ 1 milhão para a Fundajan. Porém, até agora, isso não aconteceu. O prefeito de Nova Porteirinha, Juracy Fagundes, que é presidente do Consórcio Intermunicipal da Serra Geral de Minas, ao qual estão associadas 16 prefeituras, e algumas lideranças deverão ir à Brasília esta semana, provavelmente na quarta-feira, dia 22 de novembro, para cobrar do ministro da Saúde o compromisso assumido no dia 12 de outubro em ajudar os dois hospitais de Janaúba que atendem além dos 16 municípios da região da Serra Geral, outros municípios do Norte de Minas e também do Sudoeste do estado da Bahia.

DARCY RIBEIRO: BRANCOS VERSUS NEGROS

 “A nação brasileira nunca fez nada pela massa negra que a construiu”: Darcy Ribeiro e o negro  Para Darcy Ribeiro, a possibilidade de existência de uma democracia racial está vinculada com a prática de uma democracia social, onde negros e brancos partilhem das mesmas oportunidades sem qualquer forma de desigualdade. Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, leia abaixo trechos do livro “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro, uma das obras mais relevantes da história do Brasil. CLASSE E RAÇA A distância social mais espantosa no Brasil é a que separa e opõe os pobres dos ricos. A ela se soma, porém, a discriminação que pesa sobre negros, mulatos e índios, sobretudo os primeiros. Entretanto, a rebeldia negra é muito menor e menos agressiva do que deveria ser. Não foi assim no passado. As lutas mais longas e cruentas que se travaram no Brasil foram a resistência indígena secular e a luta dos negros contra a escravidão, que duraram os séculos do escravismo. Tendo início quando começou o tráfico, só se encerrou com a abolição. Sua forma era principalmente a da fuga, para a resistência e para a reconstituição de sua vida em liberdade nas comunidades solidárias dos quilombos, que se multiplicaram aos milhares. Eram formações protobrasileiras, porque o quilombola era um negro já aculturado, sabendo sobreviver na natureza brasileira, e, também, porque lhe seria impossível reconstituir as formas de vida da África. Seu drama era a situação paradoxal de quem pode ganhar mil batalhas sem vencer a guerra, mas não pode perder nenhuma. Isso foi o que sucedeu com todos os quilombos, inclusive com o principal deles, Palmares, que resistiu por mais de um século, mas afinal caiu, arrasado, e teve o seu povo vendido, aos lotes, para o sul e para o Caribe. Mas a luta mais árdua do negro africano e de seus descendentes brasileiros foi, ainda é, a conquista de um lugar e de um papel de participante legítimo na sociedade nacional. Nela se viu incorporado à força. Ajudou a construí-la e, nesse esforço, se desfez, mas, ao fim, só nela sabia viver, em função de sua total desafricanização. A primeira tarefa do negro brasileiro foi a de aprender a falar o português que ouvia nos berros do capataz. Teve de fazê-lo para poder comunicar-se com seus companheiros de desterro, oriundos de diferentes povos. Fazendo-o, se reumanizou, começando a sair da condição de bem semovente, mero animal ou força energética para o trabalho. Conseguindo miraculosamente dominar a nova língua, não só a refez, emprestando singularidade ao português do Brasil, mas também possibilitou sua difusão por todo o território, uma vez que nas outras áreas se falava principalmente a língua dos índios, o tupi-guarani. Calculo que o Brasil, no seu fazimento, gastou cerca de 12 milhões de negros, desgastados como a principal força de trabalho de tudo o que se produziu aqui e de tudo que aqui se edificou. Ao fim do período colonial, constituía uma das maiores massas negras do mundo moderno. Sua abolição, a mais tardia da história, foi a causa principal da queda do Império e da proclamação da República. Mas as classes dominantes reestruturaram eficazmente seu sistema de recrutamento da força de trabalho, substituindo a mão de obra escrava por imigrantes importados da Europa, cuja população se tornara excedente e exportável a baixo preço. O negro, sentindo-se aliviado da brutalidade que o mantinha trabalhando no eito, sob a mais dura repressão –inclusive as punições preventivas, que não castigavam culpas ou preguiças, mas só visavam dissuadir o negro de fugir– só queria a liberdade. Em consequência, os ex-escravos abandonam as fazendas em que labutavam, ganham as estradas à procura de terrenos baldios em que pudessem acampar, para viverem livres como se estivessem nos quilombos, plantando milho e mandioca para comer. Caíram, então, em tal condição de miserabilidade que a população negra reduziu-se substancialmente. Menos pela supressão da importação anual de novas massas de escravos para repor o estoque, porque essas já vinham diminuindo há décadas. muito mais pela terrível miséria a que foram atirados. não podiam estar em lugar algum, porque cada vez que acampavam, os fazendeiros vizinhos se organizavam e convocavam forças policiais para expulsá-los, uma vez que toda a terra estava possuída e, saindo de uma fazenda, se caía fatalmente em outra. As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inatas e inelutáveis. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa. A nação brasileira, comandada por gente dessa mentalidade, nunca fez nada pela massa negra que a construíra. Negou-lhe a posse de qualquer pedaço de terra para viver e cultivar, de escolas em que pudesse educar seus filhos, de qualquer ordem de assistência. Só lhes deu, sobejamente, discriminação e repressão. Grande parte desses negros dirigiu-se às cidades, onde encontraram, originalmente, os chamados bairros africanos, que deram lugar às favelas. Desde então, elas vêm se multiplicando, como a solução que o pobre encontra para morar e conviver. Sempre debaixo da permanente ameaça de serem erradicados e expulsos.   BRANCOS VERSUS NEGROS Examinando a carreira do negro no Brasil, se verifica que, introduzido como escravo, ele foi desde o primeiro momento chamado à execução das tarefas mais duras, como mão-de-obra fundamental de todos os setores produtivos. Tratado como besta de carga exaurida no trabalho, na qualidade de mero investimento destinado a produzir o máximo

Imprensa safada abafa o escândalo da Shell

 – DOCUMENTO COMPROVA COMO TEMER TRABALHA PARA A SHELL –   Um documento oficial da chancelaria britânica, obtido pelo Greenpeace revela como o governo de Michel Temer, que assumiu o poder após o golpe de 2016, trai interesses nacionais e atua em benefício de multinacionais do petróleo. Nele, o ministro de Comércio Greg Hands relata como o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, estaria fazendo lobby no governo brasileiro para servir à Shell, que teve todos os seus pedidos atendidos: menos impostos, menos conteúdo nacional e menos exigências ambientais. A Shell foi a principal vencedora do primeiro leilão do pré-sal, mas a operação pode ser anulada. De acordo com o senador Roberto Requião (PMDB-PR), a empresa será tratada como “receptadora de mercadoria roubada”, especialmente agora que já se sabe que o governo brasileiro cedeu ao lobby da multinacional. “Fizeram o negócio do século, porque no Brasil de hoje negociar com o governo é melhor do que vender cocaína. Mas essa negociata vai cair e nós vamos começar a trabalhar no Senado para reverter o que foi feito”, disse Requião . O Greenpeace obteve os documentos do governo britânico de acordo com uma legislação semelhante à Lei de Acesso à Informação. Ao pressionar o governo brasileiro para quebrar exigências ambientais para perfurar petróleo, o governo conservador de Theresa May viola os compromissos britânicos de combate ao aquecimento global. Procurada pelo 247, a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia informou que deverá se manifestar ainda nesta segunda-feira se o secretário Paulo Pedrosa será ou não demitido. Pedrosa também atua na venda da Eletrobrás No Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa foi colocado por grandes grupos empresariais e tem conexões com o bilionário Jorge Paulo Lemann, que tem interesse na privatização da Eletrobrás – outro negócio extremamente suspeito que vem sendo conduzido por Temer. Embora o ministro seja Fernando Coelho, filho do senador Fernando Bezerra (PMDB-PE), um dos principais alvos da Lava Jato, é Pedrosa quem dá as cartas e define todos os negócios bilionários que vêm sendo feitos. Nos próximos dias, ele deve ser convocado pelo parlamento para explicar porque atuou em defesa dos interesses da Shell – e não do Brasil. A tendência é que diga que os interesses da Shell se confundem com os do povo brasileiro. Com a vitória do lobby britânico no Brasil, a isenção fiscal das petrolíferas soma mais de R$ 1 trilhão durante o tempo de exploração. Além disso, o fim das exigências de conteúdo nacional também prejudica fortemente a indústria nacional e deve motivar reações de entidades como a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Antes mesmo de ser afastada, a presidente Dilma Rousseff dizia que o motivo principal do golpe era a entrega do pré-sal – o que se confirma, agora, com os documentos da chancelaria britânica.   “Imprensa safada abafa o escândalo da Shell”, afirma RequiãoO senador Roberto Requião (PMDB-PR) postou novo vídeo e também um artigo, nesta segunda-feira (20), em que detalha como o lobby da Shell mudou regras do pré-sal no Brasil, garantindo isenção fiscal, flexibilização ambiental e fim da política de conteúdo nacional. “O governo inglês fez lobby, com sucesso, junto ao governo golpista de Temer, apelidado de Misshell, para mudar as regras de exploração do pré-sal em favor das inglesas Shell, BP e Premier Oil. O operador externo do lobby foi o ministro do Comércio inglês, Greg Hands, que veio ao Rio de Janeiro, onde se reuniu com o operador interno, Paulo Pedrosa, secretário do Ministério de Minas e Energia”, diz ele. “As estimativas de isenção tributária para os contratos do pré-sal já negociados se elevam a cerca de 1 trilhão de dólares. Abrir mão desses recursos é um crime contra as gerações atuais e futuras. Eliminar exigências de conteúdo local é abrir mão da geração de emprego nos setores industriais de maior salário e maior geração de tecnologia. Por fim, a redução das regras ambientais significa simplesmente permitir que as grandes petroleiras poluam descaradamente o nosso mar e nosso território enquanto levam para suas matrizes os produtos limpos”, diz ainda o senador. No vídeo, ele afirma que a “imprensa safada” brasileira esconde da população esse escândalo, que foi denunciado no The Guardian e no 247.

Polícia Federal ignora a corrupção de Temer

 MALA DE DINHEIRO NÃO É PROVA CONTRA TEMER, DIZ NOVO CHEFE DA PF  – O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, criticou a investigação da Procuradoria Geral da República sobre a prática de corrupção por parte de Michel Temer no caso da JBS. “A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”, afirmou o chefe da PF em entrevista coletiva nesta segunda-feria, 20. A mala a que Segóvia se refere foi um dos pilares da denúncia oferecida pela PGR contra o presidente por corrupção passiva. A acusação foi barrada pela Câmara em agosto. “É um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se a investigação tivesse mais tempo”, completou. Temer foi denunciado por Rodrigo Janot, então procurador-geral, por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em decorrência da delação de Joesley Batista.

Medo de Lula faz STF querer mudar o sistema de governo

 – Ação no Supremo Tribunal Federal pode abrir brecha para semipresidencialismo – O ministro Alexandre de Moraes solicitou a inclusão na pauta da Corte de uma ação que questiona se o Congresso poderia alterar o sistema de governo, mesmo depois de o modelo ter sido rejeitado no plebiscito de 1993  Por Nocaute O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou no dia 14 de novembro a inclusão na pauta da Corte de uma ação que questiona se o Congresso poderia alterar o sistema de governo, mesmo depois de o modelo ter sido rejeitado no plebiscito de 1993. De acordo com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a articulação da mudança para um sistema de semipresidencialismo é conduzida pelo ministro do STF Gilmar Mendes e por Michel Temer: “A desmoralização do PSDB é tamanha que ganhar eleição vai ser difícil. Então querem esvaziar o poder para o próximo presidente. É o medo do Lula que faz essa turma se mobilizar para dar um novo golpe contra a democracia brasileira”. Segundo a coluna Painel, da Folha, o mandado de segurança relativo ao tema tramita no STF desde 1997 e foi proposto por partidos que questionaram a tentativa de aprovação de uma emenda constitucional que instituísse o parlamentarismo depois do sistema ser rejeitado em uma consulta popular.

Neste governo golpista desgraça pouca é bobagem

 – Temer quer tirar os remédios gratuitos dos pobres –  Após esculhambar com nosso País e entregar toda nossa riqueza para outros nações, principalmente para os Estados Unidos, além de tirar nossos direitos, o canalha Temer quer agora tirar os remédios gratuitos da população mais miserável do Brasil, acabando com o programa que garante medicamentos gratuitamente ou com até 90% de desconto. Coisa de gente máPor Fernando Brito – Tijolaço Um amigo escreve no Facebook, diante da manchete de hoje da Folha, que “esses monstros passam dia e noite inventando artimanhas para desgraçar o povo”. Não é o caso, evidentemente, de entrar nas questões técnicas de avaliação do preço pago pelos medicamentos distribuídos pelo programa “Farmácia Popular”: nem os laboratórios são santos, nem os custos envolvidos – distribuição e comercialização – são zero. Isso deve ser, claro, objeto de negociação e até de troca de fornecedores. O caso é que o “Farmácia Popular” tornou-se uma realidade prática na vida de pessoas que dependem de medicação de uso continuado. Eu mesmo, por não ser caro pagar R$ 15 por mês pela metmorfina que os diabéticos para mim, prefiro deixar que o medicamento subsidiado sirva a quem precisa mais, mas é provável que tivesse falhas em sua continuidade se dependesse de ir a um posto do SUS a cada vez que tivesse de renovar a medicação. Mas eu, como pago, posso comprar em qualquer esquina; sem o “Aqui tem Farmácia Popular” (A menos que usasse a tal água de quiabo, irresponsavelmente propagandeada no Caldeirão do Huck e que, se mal não faz em si, leva gente a deixar a medicação de eficácia comprovada para adotar práticas que, como alerta a Sociedade Brasileira de Diabetes, não tem, embora possa estar cheia de boas intenções) Quem depende do remédio fornecido, porém, tem de ir ao posto de saúde – nem sempre próximo de casa – , enfrentar fila e ficar sujeito “tá em falta”, “já pedimos, mas ainda não chegou”, “o senhor volta quinta-feira, porque está para chegar”. Já basta terem eliminado, como mostra a reportagem, em quase 20% o número de estabelecimentos credenciados, acabar com eles não é “ideia de jerico”. É maldade, mesmo.

COISA DE PRETO – Por Bernardo Mello Franco

 Hoje, 20 de novembro, é comemorado o Dia da Consciência Negra. A data foi criada para lembrar a luta contra a escravidão e a desigualdade que ainda separa brancos e negros no Brasil. Quem pensa que este debate é desnecessário deveria dedicar alguns minutos do feriado à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE. A nova versão do levantamento informa que pretos e pardos somam 63,7% dos desempregados. Isso equivale a um exército de 8,3 milhões entre os 13 milhões de brasileiros que procuram trabalho. Apesar da leve melhora da economia, a taxa de desemprego de pretos e pardos ainda alcança 14,6%. É um índice muito superior ao registrado entre trabalhadores brancos: 9,9%. A média nacional está em 12,4%. As diferenças também persistem entre a população ocupada. De acordo com os números da PNAD Contínua, pretos e pardos ganham menos, ocupam vagas piores e têm menos estabilidade no emprego. O rendimento médio desses brasileiros é de R$ 1.531, enquanto o dos brancos chega a R$ 2.757. Pretos e pardos somam 66% dos trabalhadores domésticos e 66,7% dos vendedores ambulantes, mas representam apenas 33% dos empregadores. Em setembro, a Oxfam Brasil informou que o país ainda levaria sete décadas para equiparar o rendimento dos negros ao dos brancos. Segundo o estudo, os dois grupos só devem se igualar em 2089 -mais de dois séculos depois da Lei Áurea. Agora a projeção parece ter sido muito otimista. De acordo com a PNAD, a desigualdade voltou a crescer nos últimos 12 meses. Na semana passada, o Brasil debateu o caso do apresentador de TV que foi afastado após se referir a um buzinaço como “coisa de preto”. O episódio mostrou que discutir o racismo ainda é importante e necessário. A pesquisa do IBGE nos lembra que também precisamos cobrar políticas públicas para combater a discriminação e tornar o país menos desigual. Confira lista de municípios que aderiram ao feriado de 20/11O Dia da Consciência Negra é comemorado na data da morte de Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro. Ele foi o último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares. A data foi incluída no calendário escolar nacional em 2003 e em 2011 a Lei 12.519 instituiu oficialmente a data como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.A data é feriado em mais de mil cidades brasileiras. A lei que regulamenta a data pode ser conferida no levantamento da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) . Acre Não é feriado em nenhuma cidade do Acre o dia 20 de novembro. Alagoas De acordo com a Lei Estadual n° 5.724 de 1995, todos os municípios do estado de Alagoas têm feriado no Dia da Consciência Negra. Amazonas Lei estadual de 2010 institui o dia 20 de novembro como feriado em todos os municípios do Amazonas . A capital Manaus também tem uma lei municipal que decreta o feriado do Dia da Consciência Negra. Amapá Desde 2007 o Estado do Amapá determinou, via lei, que a data é feriado em todas as cidades do Estado. Bahia Só três cidades têm lei municipal que termina a data como feriado: – Alagoinhas – Camaçari – Serrinha Ceará O Dia da Consciência Negra não é feriado em nenhuma cidade. Distrito Federal Não há feriado no DF para o Dia da Consciência Negra. Espírito Santo Apenas duas cidades têm feriado oficial no dia 20 de novembro: – Cariacica – Guarapari Goiás Quatro cidades goianas celebram o Dia da Consciência Negra: – Goiânia – Aparecida de Goiânia – Flores de Goiás – Santa Rita do Araguaia. Maranhão Só o município de Pedreiras tem lei municipal que determina 20 de novembro feriado. Minas Gerais É feriado Dia da Consciência Negra em 11 municípios mineiros , incluindo a capital, Belo Horizonte. – Além de Paraiba – Belo Horizonte – Betim – Guarani – Ibiá – Jacutinga – Juiz De Fora – Montes Claros – Santos Dumont – Sapucai-Mirim – Uberaba Mato Grosso do Sul Somente em uma cidade, Corumbá , é feriado oficial. Mato Grosso Todas as cidades do Estado , inclusive a capital Cuiabá, têm feriado em 20 de novembro. Paraíba Só João Pessoa , capital do Estado, tem o 20 de novembro como feriado. Pará Nenhuma cidade do Pará tem feriado na data. Paraná Só duas cidades paranenses têm feriado oficial no 20 de novembro: – Guarapuava – Londrina Pernambuco Nenhuma cidade de Pernambuco tem feriado na data Piauí Não é feriado em nenhuma cidade do Estado. Rio de Janeiro Uma lei estadual de 2002 determina que o Dia da Consciência Negra seja feriado em todos os 92 municípios fluminenses , inclusive na capital a cidade do Rio de Janeiro . Rio Grande do Norte Não é feriado em 20 de novembro em nenhuma cidade do Estado. Rio Grande do Sul Não é feriado em nenhum município do Estado. Rondônia Não é feriado, em 20 de novembro, em nenhuma cidade do estado. Roraima Em nenhuma cidade do estado será feriado no dia 20 de novembro. Santa Catarina Florianópolis São PauloA data está no calendário oficial de 102 municípios, incluindo a capital São Paulo . Veja a lista de cidades: – Aguai – Águas Da Prata – Águas De São Pedro – Altinópolis – Americana – Americo Brasiliense – Amparo – Aparecida – Araçatuba – Aracoiaba da Serra – Araraquara – Araras – Bananal – Barretos – Barueri – Bofete – Borborema – Buritama – Cabreuva – Cajeira – Cajobi – Campinas – Campos do Jordão – Canas – Capivari – Caraguatatuba – Carapicuíba – Charqueada – Chavantes – Cordeirópolis – Cruz das Almas – Diadema – Embu – Embu Das Artes – Estância De Atibaia – Florida Paulista – Franca – Franco Da Rocha – Francisco Morato – Franco da Rocha – Getulina – Guaira – Guarujá – Guarulhos – Hortolândia – Ilhabela – Itanhaem – Itapecerica da Serra – Itapeva – Itapevi – Itararé – Itatiba – Itu – Ituverava – Jaguariuna – Jambeiro – Jandira

Hoje é o Dia Nacional da Consciência Negra

 – Dia da Consciência Negra – Evento celebrará a cultura afro –  Nesta segunda-feira, 20, é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra. O dia é atribuído à data da morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta negra contra a escravidão no Brasil. Em Montes Claros a data foi instituída como feriado municipal por meio da lei nº 3.897/2007, sancionada pelo então prefeito Athos Avelino. Para celebrar a data serão realizados diversos eventos festivos. Acontecerá na Praça da Matriz, às 19:30h, apresentações artísticas, entre elas, a cantora Amanda Souza e a dupla Fabiana e Bruno, apresentarão canções que abordam o universo afro. O evento contará também com uma apresentação da Companhia de Dança Parafolclórica Saruê, da Unimontes e a representação de um terreiro de matriz africana encenada pelo movimento afro Manzo Makuazenza Mazambe. O evento é aberto ao público. No dia 21 acontecerá no Centro Cultural Hermes de Paula uma sessão do cinema comentado com o filme“A Negação do Brasil”. O evento, que acontecerá às 19:30h, e também tem entrada gratuita. Já no dia 24 será realizada, no Fórum de Montes Claros, uma roda de conversa com o tema: “Assistente sociais na luta contra o Racismo”. A atração está agendada para às 19 horas. Uma grande mobilização acontecerá no dia 25, quando sairá da Praça da Catedral às 8:30h, a 1º Marcha contra o racismo e a intolerância religiosa. Os eventos têm o apoio da Prefeitura Municipal de Montes Claros. – Veja o que funciona em Montes Claros no feriado do Dia Nacional da Consciência Negra – CEANORTE: Irá funcionar normalmente, a partir das 7 horas. MERCADOS: Os mercados municipais Central e Sul funcionam normalmente, a partir das 7h.PARQUES: O Parque Municipal Milton Prates e o Parque das Mangueiras abrirão normalmente, de 7 às 16 horas.COLETA DO LIXO: A coleta de lixo será regular em todos os bairros da cidade.SAÚDE: O Pronto Atendimento Municipal Alpheu de Quadros funcionará normalmente, 24 horas por dia. Fonte: Ascom – Prefeitura de Montes Claros

DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Lamentavelmente, temos que reconhecer: não estamos conseguindo corrigir os erros históricos do passado!   * Por Marcelo Eduardo Freitas Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e nobel da paz de 1993, dizia que “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar…”. Hoje, 20 de novembro, em cerca de mil cidades e 06 Estados de nossa república, celebramos o DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA. A data foi incluída no calendário escolar no ano de 2003. Oficialmente, somente em 2011, por força da Lei 12.519/11, a data foi incorporada ao calendário nacional. A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Mas há realmente algo a comemorar? Enquanto sociedade, como tratamos os nossos irmãos negros? Os dados são assustadores! De acordo com o IBGE, quase 64% das pessoas sem emprego no país são negras, cidadãos que ganham, em média, apenas 56% do que recebem os brancos. No terceiro trimestre deste ano de 2017, 8,2 milhões de trabalhadores negros estavam à procura de emprego. O número corresponde a 63,7% dos cerca de 13 milhões de desempregados existentes no país! Definitivamente, apenas por esse aspecto, observa-se que a cor da pele tem sido fator determinante para a inclusão no mercado de trabalho. Como se não bastasse, sob o sofrido olhar da segurança pública, de acordo com dados do Fórum Brasileiro da área, entre os anos de 2005 a 2015, de cada 100 vítimas de homicídio, 71 foram pessoas negras. Na mesma senda, as mulheres negras representam 65% das vítimas de homicídio do sexo feminino! O número cresceu 22% no último ano! No que se refere às intervenções policiais, as pessoas mortas são majoritariamente negras: 76% das vítimas, entre 2015 e 2016, eram homens negros! Lado outro, os policiais negros representam a maioria das vítimas nas corporações: 56% dos policiais vítimas de homicídio, entre 2015 e 2016 (mesmo período), eram homens negros! Como se não bastasse, dos aproximadamente 620 mil presos de nosso país, 61,6% são negros, escolhidos para serem os clientes de nosso falido sistema de “justiça” criminal! Lamentavelmente, temos que reconhecer: não estamos conseguindo corrigir os erros históricos do passado! A nossa conduta, enquanto animais sociais, tem gerado cada vez mais desigualdade e exclusão! Que ao menos nesta data possamos refletir sobre o que, verdadeiramente, temos feito para acolher os negros de nossa nação. Afinal, o sol nasce para todos, somos absolutamente iguais e nada há que justifique tamanha diversidade de tratamentos diante de idênticas situações. Já passou da hora de acertarmos essa conta! * Delegado de Polícia Federal