Os poderes e a chuva. Por Felipe Gabrich

– Eureka! Finalmente descobri! – Entre pulos de alegria, a alma do jornalista Reginauro Silva, sentada numa nuvem espessa, era um vendaval de alegria.– Descobriu o que, Reginauro?” Perguntou-lhe curiosa a alma sentada ao seu lado, nada menos do que a do colega Luís Carlos Perereca.– Andava meio grilado pelo fato de não chover sobre Montes Claros neste mês de outubro, embora todas as condições climáticas apontassem para um bom período chuvoso no território, além de minhas insistentes intercessões junto a São Rocha.– São Rocha? Que bicho é esse?– O Patriarca, A Pedra, O Barbudo, São Pedro, ou outro nome que você lhe queira dar, mas o guardião dos céus e braço direito de Deus para assuntos climáticos.– Mas e daí?– Daí é que eu estava encucado com as desconversas de São Rocha toda vez que eu ia lhe pedir, a pedido de algum amigo ou amiga lá da Terra, para que ele abrisse as torneiras e fizesse chover sobre Montes Claros.– Mas o que você fez?– Simples. Deixei-me conduzir pelo faro investigativo do repórter que fui lá na Terra e dirigi uma saraivada de perguntas a São Pedro, de maneira a encurralá-lo mesmo, acerca de seu proposital esquivamento com relação ao meu pedido de chuva para Montes Claros. Até que, finalmente, ele abriu o verbo comigo.– Agora, o curioso sou eu. O que foi que ele lhe confessou?– Rapaz, se eu contar o que eu ouvi da boca de São Rocha lá na Terra meus amigos vão dizer que eu estou dando uma de político brasileiro. Ou que eu estaria contando mais uma mentira. A verdade é feia mesmo.– Afinal, o que lhe disse São Pedro?– Você nem vai querer saber. Ele me disse que ele não pode fazer chover em Montes Claros por uma questão de autonomia de poder.– Como assim?– Segundo o que me revelou, ele não poderia fazer chover em Montes Claros sem a prévia autorização de Deus, que pode tudo. De acordo com as suas palavras, Deus respeita muito a autonomia de poderes e lhe confidenciou que em relação à chuva, Montes Claros seria um caso à parte.– Mas, e daí?– Daí é que ele tem poderes para fazer chover em Bocaiúva, Coração de Jesus, Juramento, Francisco Sá, Capitão Enéas e territórios adjacentes, mas não poderia fazer o mesmo com relação a Montes Claros. Sempre nos períodos demarcados anualmente pelas condições climáticas. O Norte de Minas, por exemplo, de acordo com o calendário celestial, é contemplado com períodos de chuva nos meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro. Pode acontecer de chover em outros meses, mas é uma gorjeta divina à região. São Rocha disse ter recebido ordem taxativa de Deus de que é preciso respeitar a autonomia dos poderes entre o céu e a terra.– Quer dizer que São Pedro não quer que chova em Montes Claros no mês de outubro por uma questão de respeito à autonomia dos poderes?– Foi isso mesmo que São Rocha me confidenciou. As nuvens nimbo estão sobre o território montes-clarense, mas ele não faz a mínima força para que elas se transformem em chuva. Há um decreto municipal, que ele não quis dizer quem foi que assinou, estabelecendo em seu artigo primeiro que não pode chover em Montes Claros durante o mês de outubro. Como lei é lei, São Pedro lava as mãos e não pode fazer nada pela cidade.– E as orações e as súplicas dos fiéis não valem alguma coisa?– Valem sim, mas elas são encaminhadas diretamente para Deus, já que São Pedro não quer ferir a lei municipal, disse conclusiva a alma de Reginauro Silva e completou:– Por isso mesmo é que as chuvas em Montes Claros demoram um pouco!* Felipe Gabrich é jornalista
MRV e Antares executarão obra de Niemeyer

– PPP garante capela de Oscar Niemeyer em Montes Claros – Uma parceria público privada (PPP) enfim retirará do papel o projeto elaborado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer de dotar Montes Claros de uma capela ecumênica, em homenagem ao montes-clarense Darcy Ribeiro, que nessa semana completaria 95 anos de idade. As empresas MRV e Antares aceitaram viabilizar essa obra, que deverá ser construída no entorno do Interlagos. O secretário municipal de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, sobrinho de Darcy Ribeiro e presidente da Fundação Darcy Ribeiro, esclarece que tinha proposto ao prefeito Humberto Souto realizar essa obra, orçada em R$1 milhão, negociando em troca de impostos, mas a ideia não foi aceita. Por isso, se buscou a PPP. O secretário afirma que em 1998 o seu pai, Mário Ribeiro, na época prefeito de Montes Claros, propôs a Niemeyer presentear Darcy Ribeiro com um projeto de capela que seria construída no campus da Unimontes em Montes Claros. Niemeyer pegou uma cartolina e fez o rabisco de como seria a obra. A decisão de mudar o local da capela, segundo Paulo Ribeiro, é porque não existe mais espaço no campus da Unimontes. Além disso, a capela nas imediações do Interlagos reforça o aspecto turístico dessa localidade. O terreno escolhido fica nas imediações da área que foi escolhida em 2009 para sediar o Centro de Convenções de Montes Claros. Durante muitos anos, Paulo Ribeiro tentou conseguir recursos para viabilizar a obra da Capela e até pediu ao então ex-vice-presidente José Alencar, que foi criador do Grupo Coteminas. No ano de 1998, o então reitor José Geraldo de Freitas Drumond encaminhou uma equipe técnica ao escritório de Niemeyer, em Copacabana, no Rio. A capela será de aproximadamente 300 metros quadrados, em dois níveis, com o pavimento inferior semienterrado e o outro com um ‘meio andar’ acima do solo, tendo uma rampa, em formato circular. O arquiteto Gil Rocha, que acompanhou o projeto, afirma que no seu interior, a capela tem estilo parecido com a Catedral de Brasília, uma das obras-primas do mestre das curvas, com o altar ao centro e os bancos ao redor. Leia mais aqui Com informação de Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Caravana de Lula em Montes Claros

FOTO IMPRESSIONANTE: ATO DE LULA ARRASTA MULTIDÃO EM MONTES CLAROS – Divulgada nas redes sociais pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma foto do ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Montes Claros (MG) mostra o sucesso da segunda caravana de Lula – o ex-presidente já havia visitado os nove estados do Nordeste. Nenhum outro político brasileiro consegue arrastar multidões como Lula. Isso faz lembrar os tempos da política pré-Internet e redes sociais. Raros políticos, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek atraíam milhares de pessoas. Lula reedita o fenômeno em pleno século XXI. LULA: VOU DISPUTAR A PRESIDÊNCIA, E SE GANHAR, VOU CONSERTAR DE NOVO ESSE PAÍS – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a denunciar o desmonte do estado promovido pelo governo de Michel Temer, e a criticar a caçada judicial e midiática a que vem sendo submetido no âmbito da operação Lava Jato. Durante ato na noite de sexta-feira, 27, que reuniu milhares de pessoas na cidade de Montes Claros, Lula disse a a Lava Jato entrou em sua casa à procura de dinheiro, mas o que achou foi “vergonha na cara”. “Já acharam dinheiro na casa de um monte de gente. Foram na minha casa, abriram televisão, levantaram colchão… acharam vergonha na cara”, disse o ex-presidente. “Aqui em Minas Gerais chegaram até a achar um helicóptero com 400 quilos de cocaína que todo mundo sabia de quem era. Sumiu”, acrescentou Lula. O líder petista, que comemorou 72 anos nessa sexta, voltou a garantir que será novamente candidato a presidente. “Só tem um jeito de eles me barrarem: ‘ganhar de mim numa eleição honesta’. A única coisa que eu quero é que se faça justiça nesse país. Eu quero disputar a Presidência. Se disputar, vou ganhar. Se ganhar, vou consertar de novo esse país”, afirmou. Já neste sábado, durante visita à propriedade de um agricultor familiar do município de Montes Claros, Lula conversou com agricultores que produzem com a tecnologia de irrigação por gotejamento e lembrou que seu governo criou lei obrigando todas prefeituras a comprar pelo menos 30% da merenda escolar junto à agricultura familiar. “Ainda há preconceito ideológico nas grandes cadeias de supermercado contra os produtos dos agricultores familiares”, disse Lula. LULA DIZ QUE ALENCAR FOI O MELHOR VICE DO MUNDO“Não podia deixar de passar por Montes Claros”, afirmou o ex-presidente Lula, que ontem comemorou 72 anos; “Tenho uma relação muito boa com a família de Zé Alencar, que foi o melhor vice que uma pessoa poderia ter, uma figura competente, leal, um ser humano extraordinário” Por Cláudia Motta, especial para a RBA Montes Claros (MG) – Em entrevista à Rádio Itatiaia, na primeira atividade pública do dia em que completava 72 anos, Lula foi questionado se a visita a Montes Claros – terra da Coteminas, empresa que pertencia a seu ex-vice-presidente José Alencar –, significaria uma nova parceria com a família, rumo à Presidência da República. “Não sou candidato, porque candidatura só pode acontecer quando tiver uma convenção partidária que indicar”, explicou aos jornalistas na manhã desta sexta-feira (27). “O que estou fazendo é um reconhecimento do norte de Minas Gerais, por todo o Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri. Estive muitas vezes nessa região, já fiz caravana aqui em 1994, em 1995. Sei que houve avanços econômicos na vida desse povo e me preocupa que as pessoas estão perdendo isso”, disse Lula, repercutindo uma das falas que repete nos atos que têm reunido milhares de pessoas por todo o percurso da caravana por Minas Gerais. A cidade de Montes Claros é a 15ª por onde passam os ônibus que viajam todo o norte do estado. Saíram de Ipatinga na segunda-feira (23), passando por Teófilo Otoni, Governador Valadares, Periquito –no acampamento Alegria, do viveiro de mudas do MST –, Catuji – no Vale do Mucuri –, além de Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Coronel Murta, Salinas, Rubelita, Francisco Sá, municípios do Vale do Jequitinhonha. “Não podia deixar de passar por Montes Claros”, afirmou na entrevista. “Tenho uma relação muito boa com a família de Zé Alencar, que foi o melhor vice que uma pessoa poderia ter, uma figura competente, leal, um ser humano extraordinário.” O vice de Lula morreu em 2011. No início da tarde, Lula foi com um grupo restrito de pessoas visitar a Coteminas. “Quero conversar com os empresários para saber o que está acontecendo. Se está evoluindo, se está crescendo, se estão vendendo muito, se as importações estão atrapalhando. Porque é uma grande empresa nacional e temos de fazer com que seja cada vez maior.” A Companhia de Tecidos do Norte de Minas foi fundada em 1967 por José Alencar. A entrada de produtos chineses no país afetou o setor e levou a Coteminas encerrar atividades nos Estados Unidos e desativar diversas fábricas pelo Brasil, reduzindo em 70% as vendas anuais. Cidade grande e agrícola Montes Claros tem cerca de 400 mil habitantes. O site da prefeitura informa que nos últimos anos a cidade se transformou em um importante polo universitário, onde há inclusive um campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além do setor de comércio e serviços, e de grandes indústrias como o polo da Coteminas e a fábrica de leite condensado da Nestlé, a agropecuária, que já foi a principal atividade do município, ainda representa uma fatia importante na economia. E são muitos os lavradores atendidos pelos programas dos governos petistas. A Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros da Região do Pentáurea (Aspropen), por exemplo, reúne cerca de 120 famílias que foram beneficiadas por programas como o Pronaf (de crédito para pequenos produtores), o PAA (de aquisição de alimentos) – que abastece o Restaurante Popular e a rede socioassistencial do município – e o PNAE (alimentação escolar). “Nós não tínhamos valor até que veio a época de Lula”, conta o agricultor familiar João Simael da Silva. “Foi uma coisa que nunca imaginei na minha vida, na época de Lula eu ouvi falar, agricultura familiar. Aí nós tivemos vez.” Ele lembra que,
Reflexões de Marcelo de Freitas

– Delegado lança livro em Montes Claros – O delegado Marcelo Eduardo Freitas, da Polícia Federal em Montes Claros, lançou na noite de quinta-feira o seu livro “Reflexões”, em evento na OAB Eventos e que reuniu personalidades da área cultural, jurídica e social. O autor esclarece que esse livro vem atender um projeto que sempre teve e agora é realizado. Ele escreve semanalmente na imprensa da cidade. O lançamento também será realizado em outras cidades do Norte de Minas, como Janaúba, Januária, Taiobeiras e Pirapora, além de em Brasília e Belo Horizonte, organizada pela Associação Nacional dos Delegados da Policia Federal. O presidente da 11ª Subsecção da OAB, André Crisóstomo lembra que o livro tem um conteúdo interessante e mostra a vocação do autor para atuar nessa área. O advogado Hercules Costa Silva reforça o argumento de que Marcelo Freitas tem uma atuação diferenciada, pela participação na vida de Montes Claros, buscando soluções. A professora aposentada Catarina Durães Caldeira fez questão de participar do lançamento do livro, pois ainda se lembra quando Marcelo Freitas era seu aluno na Escola Normal e fazia parte de uma turma que se destacou pela qualidade e ainda pela formação que todos tiveram na vida. Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Barroso fundamentou impeachment de Gilmar

Artigo de Jefferson Miola, no Diário do Centro do Mundo, coberto de razão ao afirmar que as acusações feitas ontem pelo ministro Luís Roberto Barroso são mais que suficientes pela a abertura de um processo de afastamento de seu “colega” Gilmar Mendes: – “Vossa Excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é Estado de Direito, é Estado de Compadrio. Juiz não pode ter correligionário”, disse Luis Roberto Barroso ao colega tucano Gilmar Mendes na sessão do STF de ontem. – “Não transfira para mim esta parceria que Vossa Excelência tem com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco”, respondeu Barroso ao tucano que usa a toga para proteger Aécio Neves, Michel Temer, Jacob Barata Filho, Eike Batista, Daniel Dantas, Demóstenes Torres, Roger Abdelmassih e muitos outros criminosos comuns ou de colarinho branco. O embate entre os juízes do STF Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes é nova evidência da degradação irreversível da Suprema Corte do país. Antes disso, em 11 de outubro passado, por ocasião do julgamento sobre medidas de restrição de liberdade impostas a parlamentares, ficou exposta a cisão profunda e o impasse irreparável no âmbito do Supremo. O STF não é uma instituição única, mas sim um arquipélago formado por 11 ilhas de seres midiáticos, narcísicos, obsoletos e, em alguns casos, partidarizados. Esta realidade sinaliza a necessidade duma Assembléia Constituinte que realize a reforma do judiciário para eliminar as justiças eleitoral e militar, a vitaliciedade dos mandatos de juízes, assim como para definir mecanismos democráticos de escolha de integrantes das cortes de justiça e critérios para a revogação de mandatos. A escaramuça entre Barroso e Gilmar mostra, também, o labirinto em que se encontra o sistema jurídico-político brasileiro nestes tempos de golpe e de excepcionalidade do ordenamento jurídico-legal. Os argumentos do juiz Barroso contra o colega Gilmar Mendes são sólidos, e encontram abrigo nos impedimentos previstos no artigo 95 da Constituição, no Código de Ética da Magistratura, na Lei Orgânica da Magistratura e no Código de Processo Civil. As declarações de Barroso são comprometedoras não somente para o juiz tucano, mas principalmente para o próprio Supremo. Elas chegam em péssimo momento para Gilmar. Nesta semana, descobriu-se que ele manteve 46 contatos telefônicos com o criminoso [e seu correligionário] Aécio Neves logo após o presidente do seu PSDB ser flagrado combinando propina com o empresário corruptor Joesley Batista. O Senado tem a competência privativa para processar e julgar os membros do STF por crimes de responsabilidade, diz o artigo 52 da Constituição. Gilmar coleciona uma montanha de motivos para sofrer o impeachment; vários pedidos dormitam nas gavetas do Senado, o mais recente deles formulado por notáveis juristas em junho passado. Não haverá surpresa se o Senado não destituir Gilmar Mendes. Afinal, o que esperar de um Congresso que em 2016 perpetrou o golpe contra uma presidente inocente e que hoje protege criminosos notórios como Aécio, Temer, Padilha, Moreira Franco, ….?
Médicos atestam: Temer só faz cagada

SIMÃO: TEMER PAROU DE FAZER XIXI, MAS MÉDICOS PESQUISAM POR QUE FAZ TANTA MERDA – O humorista José Simão, da Folha de S. Paulo, fez uma paródia genial com a internação de Michel Temer no hospital Sírio Libanês, onde passou por uma cirurgia de raspagem da próstata (leia abaixo). “E ele está em São Paulo. Para se tratar pelo SUS! SOMOS USUÁRIOS DO SÍRIO! O SUS da classe política é Somos Usuários do Sírio! Rarará! Ele devia consultar o Dr. Van Helsing, entendido em vampiros! E os médicos em Brasília já descobriram por que o presidente Temer parou de fazer xixi. Agora estão pesquisando por que ele faz tanta merda!”, escreveu Simão. Leia a coluna na íntegra. TEMER PASSA POR CIRURGIA DE RASPAGEM DA PRÓSTATA O Hospital Sírio-Libanês informou no final da noite de sexta-feira (27) que o presidente Michel Temer foi submetido a uma ressecção da próstata, cirurgia urológica para desobstrução do canal uretal. De acordo com a nota, “a intervenção transcorreu sem intercorrências” e o presidente se recupera em uma unidade de terapia semi-intensiva. Temer foi internado no hospital, localizado na capital paulista, no início da noite com quadro de retenção urinária por hiperplasia benigna da próstata. O problema foi descoberto na quarta-feira (25), dia da votação da segunda denúncia contra ele na Câmara dos Deputados, quando o presidente foi internado no Hospital do Exército após sentir-se mal e foi constatada a obstrução urológica. Ainda em Brasília, o presidente foi submetido a uma sondagem vesical, que consiste na introdução de um cateter através da uretra até a bexiga, com o objetivo de drenar a urina. O presidente passou a tarde de quarta-feira no hospital e, quando deixou o local, no início da noite, acenou para a imprensa e disse “estou bem”.
População reage contra os tucanos do STF

MANIFESTANTES ATIRAM TOMATES EM PROTESTO CONTRA GILMAR E MORAES – Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram alvo de protesto de manifestantes na manhã deste sábado, durante um seminário no prédio do Instituto de Direito Público (IDP) paulista. Com um megafone, um manifestante usou mensagens gravadas para chamar Gilmar. Outros manifestantes levaram tomates para atirar no ministro, mas Gilmar, que estava acompanhado do ministro Moraes, chegou sem ser notado por eles. Os tomates acabaram lançados em um outro carro que os manifestantes acreditavam ser onde estava Moraes. O ministro, porém, chegou apenas pouco tempo depois ao episódio. “Isso faz parte do jogo democrático”, disse Gilmar ao chegar ao auditório do IDP ao comentar os protestos.
Plano de Desenvolvimento Institucional da Unimontes

– Em encontro, gestão apresenta PDI e amplia informações sobre o trabalho da Estatuinte As diretrizes gerais da Universidade Estadual de Montes Claros, com as metas e objetivos estratégicos da instituição para o período de 2017 a 2021, estão definidas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). O documento foi lançado nessa quinta-feira (26/10), em solenidade presidida pelo reitor da Unimontes, João dos Reis Canela, na Salão dos Conselhos (prédio da Reitoria), com a participação do vice-reitor, professor Antonio Alvimar Souza, presidente da Comissão Especial do PDI/Unimontes. O encontro também destacou o processo em andamento na Instituição para a elaboração do novo estatuto. Integrantes da Comissão Especial da Estatuinte divulgaram informações sobre o trabalho desenvolvido até o momento junto à comunidade acadêmica e à sociedade em geral. A promoção fez parte das comemorações pela Semana do Servidor. Além de integrantes da gestão superior, o evento contou com a participação de diretores de Centro, coordenadores de curso, professores e acadêmicos, envolvidos na formulação do plano. O vice-reitor Antonio Alvimar Souza ressaltou a participação dos docentes, discentes e servidores técnico-administrativos, bem como de representações da sociedade civil organizada nas quatro etapas de elaboração do PDI/Unimontes. O professor Igor Coimbra, integrante da Camerata de Violões da Unimontes e coordenador do Curso de Extensão em Música, fez uma apresentação com músicas nacionais: Casinha de Palha (Godofredo Guedes), Corsário (João Bosco e Aldir Blanc) e Bicho de Sete Cabeças (Geraldo Azevedo). EIXOS – Com 149 páginas, o plano é dividido cinco eixos: Perfil Institucional, Projeto Pedagógico Institucional, Organização Acadêmica, Planejamento e Gestão e Inovações e Interações Institucionais. O documento cumpre uma exigência legal, com o acompanhamento e orientação do Conselho Universitário (Consu) e apoio do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEx). Conforme a proposta apresentada, o PDI “vislumbra um conjunto de oportunidade, define estratégias e ações para orientar a organização administrativa e didático-pedagógica e figura como uma importante ferramenta de gestão da universidade. Sua implementação é o grande desafio para superar os problemas e avançar, rumo à consolidação de uma educação superior de qualidade da Universidade Estadual de Montes Claros”. HISTÓRICO O professor João Canela destacou a relevância do Plano de Desenvolvimento Institucional. “O lançamento do PDI é um fato histórico para nossa instituição.O documento, que reestrutura nossos objetivos, mostra a dimensão do crescimento da nossa universidade”, afirmou o reitor. Ele enalteceu a ampla participação de coordenadores de curso, chefias de departamentos, diretores de Centros de Ensino, unidades acadêmicas, conselheiros, acadêmicos e gestores na confecção do documento. O reitor lembrou que a Unimontes vive uma fase de avanços. “Estamos atravessando um momento muito bom. Apesar das dificuldades transitórias nos contextos estadual e nacional, a universidade mantém-se vigorosa em suas propostas, com capacidade de sustentar os abalos e com o firme propósito de atingir o seus objetivos”, enfatizou. Ele acrescentou que a Unimontes atravessa um momento de “reestruturação dos seus objetivos”, mas também “com o amadurecimento e reconhecida como um instrumento de desenvolvimento regional e de valorização das regiões nas quais está inserida”. O vice-reitor Antonio Alvimar Souza, presidente da comissão de elaboração do PDI, ressaltou a importância do documento como um marco na definição das diretrizes, metas e objetivos da Unimontes. “O PDI é um documento que nos possibilita enxergar o rosto da nossa universidade. Vai contribuir para que tenhamos o hábito e o exercício de pensar e refletir a instituição”. Destacando a participação efetiva dos representantes da comunidade acadêmica no processo de elaboração do documento, ele salientou que o Plano de Desenvolvimento Institucional é o instrumento norteador das ações da Unimontes. “O PDI retrata também a face de uma universidade, que, talvez, muitos de nós ainda não conheciam. São muitas demandas e questões, nas quais a universidade precisa refletir”, observou Antonio Alvimar. O PDI foi lançando com a participação dos integrantes da gestão superior, de diversos setores da Unimontes e da comunidade externa HOMENAGEM Durante a solenidade na Sala dos Conselhos, o reitor João dos Reis Canela entregou o primeiro exemplar do Plano de Desenvolvimento Institucional da Unimontes ao professor Antônio Gonçalves Maciel, do Departamento de Ciências Sociais. O ato simbólico foi uma homenagem a Maciel, que também integrou a comissão especial do PDI e há cinco meses está afastado das atividades acadêmicas para se recuperar de um problema de saúde. Ele teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC Hemorrágico). Muito emocionado, o professor Antônio Gonçalves Maciel agradeceu à Reitoria e todos os colegas da Unimontes pelo apoio e solidariedade. “As conseqüências físicas (da doença) são as menores no meu processo de recuperação. O mais difícil foi a separação da universidade. Nesse período de cinco meses, descobri o amor que tenho pela Unimontes”, declarou o professor. ESTATUINTE Na mesma oportunidade, foi apresentada a proposta de trabalhos da Estatuinte, processo em andamento, que visa a elaboração do novo Estatuto da Universidade Estadual de Montes Claros, com o envolvimento direto dos professores, servidores técnico-administrativos, acadêmicos e representantes da comunidade externa. A proposta foi apresentada pela professora Ilva Ruas Abreu, 1ª relatora da comissão especial da Estatuinte, que ressaltou a importância da participação da comunidade universitária nos trabalhos. Ela destacou que a Estatuinte é um instrumento que busca adaptar o estatuto às perspectivas e estruturas da universidade, mediante às necessidades do atual cenário. Fonte: Unimontes
A Abordagem Cirúrgica do Idoso

– Hospital Universitário da Unimontes promove I Simpósio de Atenção à Saúde do Idoso – O Centro “Mais Vida” de Referência em Assistência à Saúde do Idoso Eny Faria de Oliveira (Crasi), do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF/Unimontes), promove, nesta sexta e sábado (27 e 28 de outubro de 2017), o I Simpósio de Atenção à Saúde do Idoso. O tema central é “A Abordagem Cirúrgica do Idoso”, com atividades no auditório das Faculdades Integradas Pitágoras (FIP-MOC). As inscrições podem ser feitas até o dia de abertura do evento, junto aos alunos das ligas acadêmicas de Geriatria e de Cirurgia da Unimontes e das FIP-MOC. O simpósio é direcionado a médicos, residentes, acadêmicos dos diversos cursos da área da saúde e demais profissionais, como oportunidade de atualizar conhecimentos e trocar experiências relativas ao processo de envelhecimento, a compreensão da abordagem cirúrgica em idosos e as particularidades clínicas mais recorrentes dessa fase da vida. A organização do simpósio envolve a parceria de profissionais do Centro “Mais Vida” de Referência em Assistência à Saúde do Idoso Eny Faria de Oliveira Crasi/Unimontes) e do Instituto Jenny de Andrade Faria (UFMG), além da colaboração de integrantes das residências de Geriatria e Cirurgia Geral do Hospital Universitário Clemente de Faria, além das Ligas Acadêmicas. Temas Na programação, palestras, debates e mesas redondas, com a presença de profissionais renomados nas áreas de Geriatria, Gerontologia e Cirurgia em temas como “A Sublime Arte de Envelhecer”, “Gestão Integral da Saúde centrada no Idoso e na Família”, “O Idoso Frágil: Quem é? A Abordagem Terapêutica é Diferente? E Depois da Cirurgia?”, “Cirurgia no Paciente Octogenário”, “O Idoso Politraumatizado”, “Manifestações Atípicas no Paciente Idoso” e “Terminalidade da Vida”. Serviço: I Simpósio de Atenção à Saúde do IdosoData: 27 e 28 de outubro de 2017 (sexta-feira e sábado)Local: Auditório das FIP – MOCInformações: Centro “Mais Vida” de Referência em Assistência à Saúde do Idoso – (38) 3224-8035 Fonte: Agência Minas
Escola de Lontra troca coronel por escritor

– Simão Campos foi substituído por Guimarães Rosa – Foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais da última terça-feira (24), a mudança do nome da Escola Estadual Simão Campos para Escola Estadual Guimarães Rosa, na cidade de Lontra. “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.” Guimarães Rosa Segundo o diretor da escola, Osmar Rodrigues Gusmão, a substituição do nome foi um pedido da comunidade lontrense, para que a cidade se livrasse do ranço do coronelismo, que perdurou no município durante várias décadas. Com a medida, também se evita a duplicidade de nome, pois em São João da Ponte, município ao qual Lontra já foi subordinada, há outra escola com o nome de Simão Campos, o que sempre criava problemas, especialmente na Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros. “Lontra viveu 62 anos sobre a tutela de São João da Ponte. Começou em 1930, quando o município de São João da Ponte foi emancipado e terminou somente em 1992, quando Lontra virou cidade. Neste período, a cidade viveu sobre a égide de um coronelismo, que lamentavelmente, ainda perdura em alguns logradouros de Lontra até hoje, como era o caso dessa escola”, conta Osmar Gusmão.Para ele, era preciso esquecer esse período triste da história local e homenagear quem de fato enalteceu a educação, caso do escritor Guimarães Rosa, considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira. O diretor lembra que a maior parte de suas histórias tem como cenário o sertão e o interior de Minas Gerais, o que faz de Guimarães Rosa um dos principais representantes do regionalismo brasileiro. “Especialmente por causa de sua grandiosa obra Grande Sertão veredas, que exalta o Norte de Minas, inclusive citando a cidade de Lontra”, justifica Gusmão.Simão Campos, por sua vez, foi um coronel, segundo sua neta, a professora Cynara Silde Mesquita Veloso, que, por ocasião de uma dissertação de mestrado, fez um estudo sobre o poder na cidade de São João da Ponte durante cinco décadas. Ela escreveu o livro Coronelismo em São João da Ponte – 1946 a 1996.