Mutirão Direito a Ter Pai em Montes Claros

 Ação acontece simultaneamente em Belo Horizonte e em 38 comarcas de Minas Gerais  – Por Alana Freitas – Jornal Gazeta Amanhã (27), das 8h às 17h, acontece, simultaneamente, em Belo Horizonte e em 38 comarcas de Minas Gerais, incluindo Montes Claros, a quinta edição estadual do ‘Mutirão Direito a Ter Pai’. A iniciativa é uma realização da Defensoria Pública do Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A ação tem como objetivo a garantia do direito ao nome do pai no registro de nascimento de crianças, adolescentes e adultos. Além do reconhecimento da paternidade, o mutirão possibilitará, ainda, o reconhecimento da maternidade. Ter o nome do pai na certidão de nascimento é um direito, garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Além do valor afetivo, o registro paterno assegura direitos legais, como recebimento de pensão alimentícia e de herança. Durante o mutirão, serão realizados gratuitamente exames de DNA, com coleta feita por profissionais de saúde, dentro das unidades da Defensoria Pública; reconhecimento espontâneo de paternidade e maternidade; elaboração de acordos relacionados a alimentos, guarda e visitas e orientação e/ou agendamento para propositura de ações de investigação de paternidade. Além do reconhecimento da paternidade, o mutirão também possibilitará o reconhecimento da maternidade, naqueles casos em que a pessoa não tem o nome da mãe em seu registro de nascimento. De acordo com o defensor público, Cláudio Fabiano Pimenta, o Mutirão busca promover “não só o reconhecimento da paternidade e os direitos legais, mas a conscientização quanto à importância da aproximação entre pais e filhos, possibilitando ainda a reconstrução de vínculos afetivos”, explica. Ainda segundo o defensor, a ação acelera o exitoso trabalho realizado pelo Centro de Reconhecimento de Paternidade, custeado pelo Tribunal de Justiça. “O Mutirão tem funcionado muito bem para acelerar a realização dos exames de DNA. No ano passado realizamos 600 atendimentos, destes 160 culminaram na realização do exame. Além disso, a iniciativa promove a paternidade responsável e o compromisso do pai com as necessidades da criança”, enfatizou. Neste ano, a Defensoria Pública de Montes Claros disponibilizou 200 exames. Os interessados fizeram um cadastro prévio na sede da Defensoria para solicitar a participação no Mutirão. Os exames genéticos estão sendo disponibilizados pelo Tribunal de Justiça, por meio do Centro de Reconhecimento de Paternidade (CRP). Em caso de reconhecimento espontâneo, a nova certidão de nascimento estará disponível no cartório em até 45 dias. “Se o reconhecimento for por meio da investigação genética, o resultado do exame estará disponível até o dia 2 de janeiro de 2018”, informou Pimenta. Ainda segundo o defensor, neste ano, o Mutirão não vai incluir o reconhecimento de pais falecidos, por causa da burocracia. “Esse tipo de reconhecimento envolve a reconstrução de DNA, por isso é preciso envolver um grande número de familiares da pessoa falecida. E nos anos anteriores tivemos grandes dificuldades para a realização desse tipo de reconhecimento”, justificou. Desde sua primeira edição, em 2011, o Mutirão Direito a Ter Pai tem facilitado o reconhecimento de paternidade em Minas Gerais. O programa já promoveu 37.698 atendimentos, tendo sido realizados 6.385 exames de DNA e 1.618 reconhecimentos espontâneos. Em Montes Claros, a iniciativa acontece das 8h às 17h na sede da Defensoria, que fica na Rua Dr. João Luiz de Almeida, 454, Bairro Vila Guilhermina. Mais informações pelo telefone (38) 3222-1361. (AF)

Deputados ignoraram a corrupção

  GOLPE VENCE MAIS UMA E TEMER ESCAPA DA DENÚNCIA – – Rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, Michel Temer conseguiu na noite desta quarta-feira, 25, escapar mais uma vez da Justiça depois de gastar R$ 32 bilhões na compra de deputados. Para barrar o andamento da acusação, Temer precisava de somar 172 votos, entre “sim”, abstenções e ausências de deputados. Dessa forma, a base aliada impediu que a oposição somasse os 342 votos necessários, entre os 513 deputados, para o prosseguimento da denúncia. Para a votação ser validada, e não precisar ser feita novamente, ainda é necessário que haja 342 votos na sessão, entre “sim” e “não”. Leia reportagem do Jornal do Brasil sobre o assunto: Coube ao deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) o 171º voto, que derrubou nesta quarta-feira (25) a denúncia de organização criminosa e obstrução de Justiça contra o presidente Michel Temer e contra os ministros de Estado Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), no Plenário da Câmara dos Deputados. A ordem da votação por estado é Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Os deputados que votaram “sim” aprovaram o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou o arquivamento da denúncia, enquanto os deputados que votaram “não” rejeitaram o relatório e foram favoráveis ao prosseguimento da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Confira, abaixo, os canalhas de Minas Gerais que votaram a favor do ladrão Temer Ademir Camilo (Pode) –  Aelton Freitas (PR) –  Bilac Pinto (PR) – Bonifácio de Andrada (PSDB) – Brunny (PR) – Caio Narcio (PSDB) – Carlos Melles (DEM) – Dâmina Pereira (PSL) – Delegado Edson Moreira (PR) – Diego Andrade (PSD) – Dimas Fabiano (PP) – Domingos Sávio (PSDB) – Fábio Ramalho (PMDB) – Franklin (PP) – Leonardo Quintão (PMDB) – Luiz Fernando Faria (PP) – Marcelo Aro (PHS) – Marcos Montes (PSD) – Marcus Pestana (PSDB) – Mauro Lopes (PMDB) – Misael Varella (DEM) – Newton Cardoso Jr (PMDB) – Paulo Abi-Ackel (PSDB) – Raquel Muniz (PSD) – Renato Andrade (PP) – Renzo Braz (PP) – Rodrigo de Castro (PSDB) – Saraiva Felipe (PMDB) – Tenente Lúcio (PSB) – Toninho Pinheiro (PP) – Zé Silva (SD) – 

Temer sofre piripapo antes de cair

 O golpista Michel Temer teve um mal-estar na manhã desta quarta-feira (25) no Palácio do Planalto e foi levado para um hospital militar em Brasília no dia de votação da 2ª denúncia de corrupção   A GloboNews informou que Michel Temer passou mal e foi internado no Centro Cirúrgico do Hospital do Exército, em Brasília. Segundo primeiras informações, o problema de Temer seria urológico e não teria relação com a obstrução parcial em uma artéria coronária que foi diagnosticada nos últimos dias. Mal súbito que acometeu o peemedebista ocorre no dia em que o Plenário da Câmara pode votar a denúncia de organização criminosa e obstrução de Justiça contra Temer e os seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. A oposição apostou na estratégia de não registrar presença no plenário; estratégia saiu vitoriosa e resultou no encerramento da sessão da Câmara. Leia reportagem da Agência Brasil sobre abertura de uma nova sessão da Câmara: Câmara abre nova sessão para dar andamento à análise de denúncia contra Temer O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abriu nova sessão deliberativa para continuar a análise da denúncia contra Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. A primeira sessão atingiu a duração máxima de cinco horas e teve de ser encerrada. O painel de presença foi zerado para a nova sessão e a contagem do quórum foi reiniciada. Maia encerrou a reunião logo após o plenário rejeitar, por 184 votos contrários e 4 favoráveis, o requerimento de adiamento de votação apresentado pela base aliada do governo como estratégia para atrair os deputados ausentes para o plenário, sob o risco de corte do ponto dos parlamentares. Depois da apresentação do requerimento, o clima no plenário esquentou. Alguns integrantes da oposição registraram presença, mas mantiveram a obstrução sob gritos “Fora Temer”. A base governista continuou fazendo apelos para que os parlamentares que já estão na Câmara registrem presença no plenário para terminar a votação e garantir que a pauta legislativa volte à normalidade. Para que o processo de votação seja iniciado, é necessário que pelo menos 342 deputados estejam presentes no plenário. O número corresponde a dois terços do total de 513 deputados e atende ao estabelecido na Constituição Federal para votações de processos de abertura de investigação contra presidente da República. Para impedir o avanço da denúncia na Justiça é preciso pelo menos 172 votos. Já a oposição precisaria de 342 para admitir a autorização de investigação das acusações no Supremo Tribunal Federal. A expectativa da liderança do governo na Câmara é que a votação ocorra ainda hoje. “A gente está aqui pra votar, se a oposição não quer votar a matéria, a compreensão dela é essa porque não tem o número de votos suficientes. (…) Eu acho que por responsabilidade com o país, tem que enfrentar essa matéria e votar de acordo com sua consciência”, disse o líder Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Outubro rosa incentiva Medicina do Medo

  – Excessos de mamografias levam a sobrediagnósticos e falsos positivos, prejudicando a saúde das mulheres – Mamografia: um raio x doloroso / Bill Branson, National Cancer Institute Profissionais da saúde criticam a abordagem das campanhas de conscientização sobre o câncer de mama que marcam este mês, no chamado “Outubro Rosa”. Com base em diversos estudos que mostram os prejuízos do rastreamento de rotina para a saúde de mulheres jovens, esta ala da medicina acredita que existe uma indústria ao redor do que chamam de “medicina do medo”. É o que afirma a médica Nathália Cardoso, integrante do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, que explica que as taxas de falsos positivos nas mamografias são muito altas. “Primeiro tem a questão dessa medicina do medo, dessa cultura do medo dentro da medicina, de que quanto mais exames preventivos a gente fizer, mais estaremos evitamos doenças e isso levaria a uma lógica de diminuição de mortalidade e melhora de qualidade de vida. E o que a gente vê é que os corpos estão sendo mais e mais cedo invadidos por exames complementares. Mulheres de 30 anos fazem ultrassom e localizam um nódulo, e ele é um achado inespecífico do exame, passam por cirurgia, tiram pedaços da mama, mas a grande maioria não é maligno”, explicou. De acordo com um estudo publicado pelo Centro Nórdico da Colaboração Cochrane, uma organização de pesquisa e investigação médica, se 2000 mulheres realizassem mamografias regularmente durante dez anos, apenas uma se beneficiaria do rastreio, evitando a morte por câncer de mama, enquanto dez seriam tratadas por falsos positivos. Além disso, um estudo publicado no The European Journal of Public Health em 2014, mostra que a mamografia pode aumentar a chance de diagnóstico de câncer de mama em mais de 200%. “A gente observa que o aumento do diagnóstico do câncer de mama tem sido expressivo, apenas porque as pessoas têm feito cada vez mais exames. A lógica seria que com exames a gente prevenisse a mortalidade com o câncer de mama. Mas isso não acontece. Ela permanece a mesma. A gente não pode esquecer que a mamografia nada mais é que um raio x, e a gente vai irradiar uma mama saudável. Fora a dor; são duas placas que espremem o peito da mulher para tirar um exame de imagem muito dolorido”, pontuou Cardoso. Na opinião de Bruna Silveira, Médica de Família e Comunidade, os médicos têm que ter mais responsabilidades para pedir os exames de rastreamento. “Exame não é só coisa boa, a gente tem que saber o que está procurando e porque. Às vezes a gente tem a impressão de que se não pegar precocemente vai ser ruim, sendo que a gente já sabe que na maioria dos casos a investigação clínica na vigência de um sintoma é muito melhor do que ficar rastreando e gerando sobrediagnóstico e sobretratamento, com um monte de efeitos colaterais”, disse. Silveira destaca que a abordagem das campanhas do Outubro Rosa deveria ser mais cuidadosa, seguindo as indicações do Ministério da Saúde, que recomenda a realização da mamografia bienalmente a partir dos 50 anos de idade. “O Instituto Nacional do Câncer (INCA) não indica esse tipo de campanha, o Ministério da Súade não indica, vários estudos não indicam, mas daí os shoppings e a indústria farmacêutica fazem esse tipo de campanha. Por trás de isso tudo tem um interesse econômico, porque a cada positivo gerado há uma cascata de procedimentos a serem feitos, tem sempre alguém ganhando isso”, opinou. Não sou obrigada Considerando essa realidade, a médica Luciana Vitorino de Araújo participou da criação da campanha “Não sou obrigada” na Unidade Básica de Saúde Jardim São Jorge, localizada na zona oeste de São Paulo, onde trabalha. Diversos cartazes foram colados na unidade para alertar para a violência contra a mulher. “Decidimos que o foco da campanha do outubro rosa seria a violência contra a mulher, fazendo um comparativo entre dados estatísticos que mostram que há a mesma proporção entre mulheres que relatam violência e que têm algum diagnóstico de câncer de mama”, afirmou. Araújo explica ainda que o exagero de exames de prevenção realizados por mulheres jovens e sem nenhum sintoma prejudica a prioridade das mulheres em tratamento de câncer. De acordo com a Secretaria de Saúde, a média de mamografias realizadas nos hospitais da rede pública é de 2 mil por mês, mas em 2017 essa quantidade praticamente dobrou em relação ao ano passado. “O acesso ao tratamento para as mulheres com doenças graves que precisam dele é atrasado,porque faltam recursos”, disse. Para controle da saúde das mamas de mulheres mais jovens, as profissionais da saúde indicam a investigação clínica caso seja percebida alguma alteração na normalidade da mama, como nódulos palpáveis, alteração no formato ou textura, ou secreção. Via Brasil de Fato

UM-SETE-UM: golpistas livrarão o ladrão Temer

 – Amanhã (25), no mínimo, 171 deputados irão rejeitar o prosseguimento da acusação contra o líder de uma organização criminosa UM-SETE-UM é a quantidade mínima de votos na Câmara necessária para desautorizar o STF a abrir processo contra Temer. Ou seja, Temer precisa que 1 em cada 3 deputados federais – 171 – Entram na conta tanto os que votarem pelo arquivamento, quanto os que se abstiverem ou faltarem. A vantagem é de Temer. 342 também é a quantidade mínima de deputados federais que deve estar presente no Plenário da Câmara para que a votação seja iniciada. Temer foi chamado de ladrão geral da República, por Joesley Batista. Neste caso, quem absorver o ladrão, também é ladrão. Esse adágio popular funciona muito mais como uma crítica à aplicação da justiça em nosso país. Há uma compreensão de que os ladrões ricos nunca vão para a cadeia. Por isso, no inconsciente coletivo fica o desejo de vê-los punidos, nem que seja como vítimas também de roubo. E sentencia que “o ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”. Agora, é aguardar o início da votação desta quarta-feira (25), para saber quais foram os ladrões que absolveram o ladrão geral da República. Façam suas apostas. GEUVAR RETRATA TEMER ÀS VÉSPERAS DE VOTAÇÃO NA CÂMARA Às vésperas da votação da segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, o cartunista Geuvar retrata a irônica condição do peemedebista; após trair a presidenta Dilma Rousseff e aplicar um golpe, ele espera não ser traído pelos parlamentares – O cartunista tocantinense Geuvar Oliveira retrata a condição de Michel Temer às vésperas da votação da segunda denúncia contra ele, por obstrução de justiça e organização criminosa. Na visão do cartunista, o traidor da presidenta deposta Dilma Rouseff espera não ser abandonado pelos deputados. No entanto, só o dinheiro pode salvá-lo de não perder seu posto no Palácio do Planalto

Palco Giratório chega a Montes Claros

 Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas de fomento às artes cênicas do cenário cultural brasileiro, o Palco Giratório, promovido pelo Sesc, chega a Montes Claros, no próximo dia 3 de novembro.  Por Alana Freitas – Jornal Gazeta – De acordo com a organização, das 8h às 14h30, o Coletivo na Esquina vai realizar a oficina de Acrobacia e acrobacia coletiva, no Sesc Montes Claros. Já no dia 4, o mesmo grupo apresenta, às 20h, na Praça da Catedral, o espetáculo circense Na esquina, com classificação livre. A participação é gratuita. O coletivo é composto por sete artistas circenses de Belo Horizonte, uma francesa e o músico Juninho Ibituruna. Formados pela Spasso Escola Popular de Circo, foram estudar em escolas de circo européias: Académie Fratellini (Paris) e Escola Superior das Artes do Circo (Esac, de Bruxelas). O Espetáculo Na Esquina é o primeiro da companhia, e circula pelo Brasil e Europa desde 2012. Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas no segmento de artes cênicas do país, o Palco Giratório é uma rede de intercâmbio e difusão das artes cênicas consolidada no cenário cultural brasileiro. Ao longo de 19 edições, levou uma grande variedade de gêneros e linguagens artísticas para um público diversificado, em 9.526 apresentações em todo o Brasil, entre grupos de teatro de rua, circo, dança entre outras linguagens artísticas — em instalações do Sesc, praças e outros espaços urbanos. A oficina, cujas inscrições já estão encerradas, é direcionada a artistas profissionais e em formação, nas áreas de circo, dança, teatro, e também a esportistas com práticas ligadas à acrobacia. “O Palco Giratório é um projeto que vai além do circuito de espetáculos, pois leva ideias, provocações e questões lançadas pela curadoria para o Brasil, incluindo cidades pequenas. São 20 anos disseminando as artes cênicas, em diferentes manifestações e linguagens culturais, promovendo intercâmbio de modos de fazer, criar, pensar e sentir”, ressalta Raphael Vianna, técnico de Artes Cênicas do Sesc. Além dos espetáculos, o Palco Giratório conta com seminários, onde são discutidos aspectos relevantes das artes cênicas e políticas públicas para o teatro, entre outros temas. “Refletir sobre os 20 anos do Palco Giratório é uma oportunidade ímpar para ampliar as principais discussões que atravessam o projeto, apontando, assim, para uma perspectiva de futuro”, finaliza Raphael. O ESPETÁCULO Na esquina, via cruzada de caminhos que buscam por outros. Ciclos e repetições simultâneas entram em jogo em inter-relações diversas: o mastro chinês, o trapézio fixo, a lira, o malabares, a acrobacia de solo e o mão-a-mão. Sobreposições, erros, linhas que se cruzam, para construir um corpo que rompe com a previsibilidade do espetáculo circense. O encontro entre amigos é a possibilidade de produzir a diferença, para além do reforço das identidades, abre-se para as relações entre quem dirige, quem atua e quem assiste. Na esquina é o ponto de partida para outros lugares. (AF)

Prefeitura faz reintegração de áreas invadidas

A Prefeitura de Montes Claros realizou, ontem de manhã, a reintegração de posse de área pública no Distrito Industrial, em terreno que o responsável pela invasão tinha levantado à base da sua casa.  Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta Outras três áreas também seriam desocupadas, mas, por falha na logística, elas foram suspensas. Seriam desocupadas áreas no bairro Cidade Industrial, Vila Ipê e Barcelona Park, em operação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente com apoio da Guarda Municipal. A previsão é que essas reintegrações de posse ocorram hoje. O assunto gerou muita polêmica ontem de manhã. Uma equipe de operários da Prefeitura e de guardas municipais foi para a rua Francisco Anolino de Souza, no bairro Barcelona Park, onde a acusação é que uma área verde as margens do córrego Pai João foi invadida, com a construção de casas. Porém a operação foi suspensa, com a alegação de que precisam de ordem judicial para demolir as casas na área verde. Os moradores da rua ficaram tensos, com o risco da ação de reintegração de posse. A dona de casa Sonia Maria Ferreira dos Santos nega que seja invasora, mas sim posseira e explica que reside no local há 18 anos, pois na época, entrou na área publica e construiu sua casa. Por isso, entende que tem o direito adquirido. Justifica ainda que a própria Prefeitura ofereceu a proposta de resolver sua situação, legalizando o documento e ainda forneceu a autorização para a rede de água, esgoto e luz. Ela explica que todas as casas existentes na rua foram viabilizadas pelo sistema de ocupação da área. Nervosa com o risco de perder sua casa, Sonia afirma que se dispõe a dialogar, mas sai do local apenas com ordem judicial. O risco de reintegração, segundo ela, começou a dois meses atrás, quando uma senhora conhecida como Maria José e residente no bairro Independência, decidiu ocupar um terreno na rua, aproveitando que sua Irma reside na mesma rua. Ela foi alertada de que isso traria problemas. A mulher levantou a construção no terreno. Na sexta-feira passada uma equipe da Guarda Municipal foi ao local, para ser feita a desocupação, mas a mulher não estava na casa. A delimitação do imóvel foi retirada. Ontem de manhã os operários e maquinários foram para o local, mas a Procuradoria Jurídica do município suspendeu a reintegração.

LIMINAR REVOGA TRABALHO ESCRAVO

– A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu liminarmente os efeitos da portaria do Ministério do Trabalho que dificultava a fiscalização do trabalho escravo – Ela acatou um pedido da Rede nesta terça-feira 24. A decisão liminar vale provisoriamente até que o plenário da Corte analise a questão. As novas regras já eram vistas como um retrocesso histórico na área, inclusive pela ONU e pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). No pedido, o partido argumenta que a mudança fere princípios constitucionais como o da dignidade da pessoa humana e os direitos à liberdade e à igualdade, entre outros. O texto foi um agrado de Michel Temer à bancada ruralista, em troca de votos contra a denúncia da PGR na Câmara. A votação está marcada para esta quarta-feira 25. Mas o pleno do Supremo poderá agradar Temer, da mesma forma que fez com Aécio

A ascensão de um jovem nordestino

Lula, como eu o vejo. Por Nilson Lage – via Tijolaço  Acompanho a trajetória de Lula desde os últimos anos da década de 1970, quando se começou a comentar, em círculos do governo federal, a ascensão de um jovem nordestino na liderança do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Ao contrário do que acontecia com os escorraçados líderes do trabalhismo antigo, os comentários ali foram ambíguos. Se bem que os militares no poder odiassem organizações de trabalhadores de qualquer tipo, a mobilização dos metalúrgicos era tolerada, tanto que teve boa imprensa: diziam que se tratava de “novo sindicalismo”, “fora do âmbito estatal” (os mais ativos sindicatos da era Vargas eram de ferroviários, portuários e marítimos do Loide Brasileiro), de “operários bem pagos” (“com automóvel na garagem”), empregados em “fábricas modernas”.A repressão começaria depois, no ocaso do regime, quando já ruía a estrutura bipartidária artificialmente concebida – Arena e PMDB – e logo se fundaria o Partido dos Trabalhadores. A lenda dos dois trabalhismos sustentou-se em São Paulo, onde começou a vida política de Lula, mas explodiu na campanha do primeiro turno das eleições presidenciais de 1989, em que ele confrontou Leonel Brizola. Roberto Marinho (Globo) o apoiava, embora discretamente, por temer a vitória do ex-governador gaúcho do Rio de Janeiro: comentou-se, na época, em meios jurídicos, que houve fraude na apuração (um “novo Proconsult”), com o desvio de centenas de milhares de votos de um para o outro. Creio que o momento chave na construção da consciência política de Lula aconteceu logo em seguida, quando Brizola, que o chamava de “sapo barbudo”, aliou-se decisivamente a sua campanha no segundo turno. Não era questão de pessoas; algo menos óbvio estava em jogo. Lula jamais afastou os grupos militantes de classe média, com suas bandeiras culturais (Marta Suplicy é um exemplo), mas começou a perceber que o que se passava era uma projeção da luta de classes expressa em discursos ideológicos de difícil compatibilização. Compatibilizá-los foi sua tarefa, daí em diante. O diretor de pessoal da Vokswagen, que era meu aluno na Escola Superior de Propaganda e Marketing, disse-me, em sala de aula, na véspera da eleição de 1989, que votaria nele por ser “homem da produção” e “um negociador fantástico, que negociará, negociará, negociará sempre”. Rapaz simplório que a vida ensinou a deixar de ser, Lula guardou na sua trajetória, traços de origem: o pragmatismo, a tolerância e, como seu principal ponto fraco, o respeito religioso a conceitos imprecisos e abstratos (como “republicanismo”) e à avaliação de pessoas por currículo: são defeitos que se evidenciam na espantosa ingenuidade de homem tão inteligente nas indicações para cargos chaves e na montagem da estrutura governamental contra a corrupção. Suponho que Lula é pessoalmente honesto; não fosse, estaria riquíssimo e bem longe da perseguição jurídica que lhe movem. As pessoas não envolvidas pelas paixões do momento desconfiam logo que essa história de sítio, apartamento na praia e aluguéis forjados é patranha muito bem encenada. Mas justamente isso torna Lula homem perigoso. O último aprendizado de um líder que se opõe a ordem vigente é a percepção do quanto ela é capaz de construir a realidade.

Extrema pobreza volta a crescer no Brasil

WASHINGTON POST: MILHÕES VOLTAM À POBREZA NO BRASIL  – Reportagem da Associated Press, replicada pelo The Washington Post, avalia que depois de uma década sendo visto como exemplo para o mundo, o Brasil de está “de volta aos tempos coloniais”. Os correspondentes Peter Prengaman, Sarah DiLorenzo e Daniel Trielli escrevem que de 2,5 a 3,6 milhões de brasileiros retornaram à linha da pobreza, tendo uma renda média de apenas R$ 140 por mês. Devido “à pior recessão da história” e “aos cortes aos programas de subsídio”, o País “perdeu o rumo” no caminho de combate à pobreza, destaca a AP. A reportagem conta a história de alguns brasileiros novamente miseráveis, como Simone Batista, uma mulher negra e pobre que, com o filho bebê no colo, chora ao contar que teve o Bolsa Família cortado. Ela quer recuperar o benefício, mas, segundo a AP, não tem sequer dinheiro para pegar o ônibus e ir reclamar seus direitos. O economista do Banco Mundial, Emmanuel Skoufias, critica os cortes no Bolsa Família e ressalta que os gastos com o benefício representam apenas meio por cento do Produto Interno Bruto. “O governo não deveria perder o foco da prioridade de manter as pessoas fora da pobreza”, diz Skoufias. “Deveria alocar mais recursos para o programa, e não menos”, completou. Assuntos econômicos também chamam a atenção da imprensa. O The Wall Street Journal destaca o provável corte de 0,75% da Selic. O El Mercúrio expõe que o Brasil ainda não conseguiu recuperar seus envios de carne ao Chile, devido aos efeitos da operação Carne Fraca. De março a setembro, a importação de produtos bovinos brasileiros foi 14,7% menor em relação ao mesmo período de 2016. Leia a reportagem na íntegra.