Temer ignora lista tríplice para diretor-geral da PF

 – A lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), para o cargo no cargo o diretor-geral da Polícia Federal, será desrespeitada. –  O ministro da Justiça, Torquato Jardim, informou nessa sexta-feira (15) que manterá no cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, ignorando os nomes dos três delegados federais Erika Mialik Marena, Rodrigo de Melo Teixeira e Marcelo Eduardo Freitas que foram eleitos por 2.257 delegados federais associados da ADPF..Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, a votação massiva da classe legitima e fortalece a lista tríplice. “A lista representa uma decisão da categoria, já adotada em congresso e ratificada por todas as instâncias da carreira”, afirmou Sobral. “O modelo é considerado o mais isento e técnico, inclusive sendo usado pelo Ministério Público Federal desde 2003, para indicação do procurador-geral da República”.Para se candidatar, o delegado tinha que ocupar a última classe da carreira e estar em atividade. “A indicação do diretor-geral por meio da lista tríplice é considerada um passo fundamental no sentido da autonomia da Polícia Federal“, argumentou o delegado federal Marcelo Eduardo Freitas. Natural de Montes Claros, Dr. Marcelo tornou-se delegado da Polícia Federal em 2002. Foi chefe da Delegacia da Polícia Federal de Montes Claros e é professor da Academia Nacional de Polícia, em Brasília e doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino. A frente da Polícia Federal de Montes Claros, o monteslarense fez várias operação de repressão ao crime organizado na Região Norte de Minas, com destaque na Operação Violência Invisível, onde prendeu vereadores, secretários municipais, assessores, contadores e uma leva de prefeitos, dentre eles, o ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, que ocorreu um dia após ele ser elogiado pela mulher, deputada federal, Raquel Muniz, na sessão de votação do impeachment da presidente Dilma Rouseff. Ao longo de sua carreira, Dr. Marcelo também chefiou a Delegacia de Araguaína/TO (2002/2003), foi assessor de ministro do Supremo Tribunal Federal e delegado regional de Combate ao Crime Organizado/MG (2009 a 2011). Coordenou diversas ações de repressão às organizações criminosas, com repercussão nacional e internacional, como as operações Mar de Lama e Politéia, com foco no combate à corrupção e ao desvio de verbas públicas e a operação Curinga, com foco no combate a crimes previdenciários.

STF continua refém dos corruptos e canalhas

 – AÉCIO ADIA JULGAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERL. O MOTIVO: VIAGEM DO SEU ADVOGADO A PORTUGAL – Responsável pelo golpe que destruiu a economia e a imagem do Brasil, colocando no poder Michel Temer, denunciado como chefe de quadrilha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) mostrou nesta sexta-feira que ainda manda muito no País, embora seja rejeitado por mais de 90% dos brasileiros; em razão da viagem de férias de seu advogado a Portugal, ele pediu ao Supremo Tribunal Federal que seu pedido de prisão, engavetado há mais um mês, fosse novamente adiado; o procurador Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio em razão das malas de R$ 2 milhões da JBS entregues a seu primo   – Engavetado há mais de um mês no Supremo Tribunal Federal, o julgamento do pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB) foi adiado novamente. Ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, Aécio alegou que os dois advogados que o defendem não poderão participar da sessão da Corte, que já estava marcada para a próxima terça-feira, 19. Alberto Zacharias Toron diz, no texto, que estará em Portugal a partir de amanhã (16/9), e lá ficará até 24 de setembro. Argumenta que a viagem já estava marcada “há tempos”. O outro defensor de Aécio, José Eduardo Alkmin, alega que estará defendendo outro cliente, no âmbito do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em uma sessão marcada anteriormente à do STF. O ministro Marco Aurélio Mello decidiu adiar a análise para 26 de setembro. O pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi feito no dia 31 de julho, o terceiro pedido de prisão após a homologação das delações da JBS. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.

Denúncia contra Temer esfrega na cara o golpe dos corruptos

 Houve um golpe em 2016 e só resta admitir o ‘engano’ a quem foi às ruas para depor uma presidenta eleita com o pretexto de lutar pelo combate à corrupção.    A denúncia apresentada contra Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Rocha Loures e Ricardo Saud, reforça que levar o impeachment a cabo era, como já confessado, a solução mais fácil para barrar a Operação Lava Jato e manter o saque aos cofres públicos. Segundo o procurador geral da república, Rodrigo Janot, os denunciados formaram um núcleo político para obstruir a justiça e praticar crimes contra empresas e órgãos públicos. O montante de propinas com o esquema que montaram supera R$ 587,1 milhões, arrecadados via Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. A denúncia rompe o acordo de delação premiada obtido pelos executivos da J&F que previa imunidade pelos crimes que confessaram. Ao contrário do que disse ao conspirar pela queda de Dilma Rousseff, de que era um vice decorativo, Janot revelou que Temer é na verdade o chefe da organização criminosa e que “ao entrar na base do governo Lula, mapeou, de pronto, as oportunidades na Petrobras.” A segunda denúncia contra Temer confirma que o país está sob o comando de um governo que ao invés de negociações políticas, se sustenta com “negociatas ilícitas” para comprar apoio parlamentar com dinheiro público. Os deputados terão o desplante de não autorizar a investigação da nova denúncia no Supremo Tribunal federal? Ao barrar a primeira, muitos deputados alegaram que outro processo de impeachment poderia parar o Brasil. Não vai dar pra usar essa desculpa. É parar ou autorizar por mais um ano que o país siga sob o comando de um chefe de quadrilha. Michel Temer virou uma espécie de rola-bosta falsificado que não dá conta de arrastar os excrementos que acumulou com seus aliados ao golpe. Por LUCIANA OLIVEIRA – Jornalista de Porto Velho, Rondônia, e membro da Comissão Nacional de Blogueiros

PEDIDO DE PRISÃO DE AÉCIO VAI A JULGAMENTO

 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio, o relator do caso) vai finalmente julgar o pedido de prisão contra Aécio Neves (PSDB-MG) na terça-feira (20); pedida pela Procuradoria-Geral da República, a prisão de Aécio estava na gaveta do ministro Marco Aurélio Mello há mais de um mês; para o ministro Edson Fachin, se continuar solto, Aécio poderá obstruir as investigações sobre a delação da JBS  – Um novo pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) será julgado no STF: o ministro Marco Aurélio pautou para terça-feira (19) o recurso da Procuradoria-Geral República na Primeira Turma do Supremo (Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio, o relator), informa o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Este é o terceiro pedido da PGR sobre o assunto. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se continuar solto, Aécio pode obstruir as investigações sobre a delação da JBS. Aécio teve o recurso concedido nas outras duas vezes e o resultado deve se repetir na terça-feira. Se vitorioso, o senador mineiro deverá “colocar a cabeça fora da toca” a partir da quarta-feira (20). Confira a matéria anterior do 247 sobre o assunto: Pedido de prisão de Aécio está há um mês na gaveta de Marco AurélioDescansa há exatos 32 dias no escaninho do ministro Marco Aurélio Mello, no Supremo Tribunal Federal, o pedido de prisão contra o senador Aécio Neves, presidente afastado do PSDB. Pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi feito no dia 31 de julho, o terceiro pedido de prisão após a homologação das delações da JBS. Janot pretende anular a decisão do ministro Marco Aurélio, que havia negado a prisão do tucano, além de ter lhe devolvido às atividades no Senado. Ao negar pedido de Janot, Marco Aurélio disse que Aécio tem uma carreira política elogiável (leia mais). Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. O senador tucano é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça; ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato. A questão deverá ser analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.

Fenics ignora crise e comemora sua 22ª edição

 Humberto Souto enalteceu a Feira e elogiou o dinamismo do povo de Montes Claros  – O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, participou na noite de quinta-feira (14) da abertura da 22ª edição da Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços de Montes Claros (Fenics), que reúne empresários do Norte de Minas e conta com 250 estandes montados no Parque de Exposição João Alencar Atayde. O prefeito parabenizou a Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros (ACI) e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG/Regional Norte) pelo sucesso da organização da feira, mesmo num momento crítico que o país atravessa na sua economia, além de Montes Claros enfrentar uma das piores crises hídricas da história. “Ninguém desconhece a crise moral, ética, política e econômica que atravessa o Brasil, com graves consequências em todos os setores na geração de emprego e renda, afetando diretamente a vida das pessoas. Como se não bastasse, Montes Claros e a região experimentam, há mais de cinco anos, uma seca inclemente, que destrói a atividade rural, acabando om as pastagens e secando os rios, comprometendo nossa perspectiva de desenvolvimento”, disse Souto. Ele enfatizou, entretanto que, a despeito disso, a população de Montes Claros não perde a vontade de progredir e permanece com sua crença de uma cidade melhor.“Nós elegemos como símbolo da nossa administração uma pequena lavadeira, de pé no chão, com sua trouxa de roupa lavada a R$ 10,00 e R$ 15,00. E quando ela vai ao armazém comprar uma barra de sabão é com esse dinheiro que sustentamos a Prefeitura de Montes Claros, pois quase a metade do que foi pago é tributo. É com esse montante que estamos recuperando a educação, dando sequência a mais de cem obras paralisadas e pagando religiosamente todos os servidores da Prefeitura”, informou.Humberto Souto finalizou dizendo que a Prefeitura estará junto com todos os empresários que queiram construir e resgatar a dignidade e a esperança do povo de Montes Claros. Ele lembrou que várias indústrias estão desejando se instalar em Montes Claros, não somente pela sua localização privilegiada e pelos incentivos da Sudene, mas pela garantia de uma administração séria e correta.

PGR apresentou uma nova denúncia contra Temer

 -JANOT DENUNCIA TEMER POR OBSTRUÇÃO E COMANDO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA –  O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa. De acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões, arrecadados de empresas e órgãos públicos, entre os quais ais Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados. Além de Temer, também foram denunciados seus principais auxiliares: Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o diretor de relações institucionais da holding, Ricardo Saud, também foram denunciados. Janot entendeu que houve descumprimento dos termos do acordo de delação premiada. Na última sexta, ao expedir mandado de prisão de Joesley, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu os efeitos do acordo. Agora, o procurador-geral decidiu pedir a rescisão do compromisso. Leia também reportagem da Agência Brasil sobre a segunda denúncia contra Michel Temer: Janot denuncia Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Nesta segunda denúncia, Janot acusa o presidente dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. De acordo com o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Na acusação sobre obstrução de Justiça, Janot sustenta que Temer atuou para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados do mesmo crime. Imunidade Joesley e Saud foram incluídos na acusação de obstrução porque perderam hoje (14) a imunidade penal após o procurador concluir que os acusados omitiram informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada. Durante a investigação, a defesa de Temer questionou os benefícios concedidos a Joesley Batista pela PGR no acordo de delação. Tramitação Com a chegada da denúncia ao STF, a Câmara dos Deputados precisará fazer outra votação para decidir sobre a autorização prévia para o prosseguimento do processo na Suprema Corte. O Supremo não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados. A autorização prévia para processar o presidente da República está prevista na Constituição. A regra está no Artigo 86: “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”. O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente pelo suposto crime de corrupção não foi autorizada pela Câmara. A acusação estava baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista também foi uma das provas usadas no processo.

Consulta pública sobre Licenciamento Ambiental

 – Semma e Codema querem ouvir população sobre as novas regras para o licenciamento ambiental –  A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, juntamente com o Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema), querem ouvir a opinião dos cidadãos quanto a nova deliberação normativa que regulamenta os procedimentos para a concessão de Licenciamento Ambiental Simplificado (LAS). Devido à resolução normativa 213/17 do Conselho Estadual de Política Ambiental, o município passará a regulamentar as atividades que estejam sujeitas ao licenciamento ambiental. Sendo assim, a norma já elaborada pelo Codema agora será aberta a uma consulta pública, onde qualquer cidadão poderá acompanhar e emitir sugestões sobre qualquer aspecto. As opiniões poderão ser encaminhadas para o email dn2017@montesclaros@gmail.com. A Deliberação completa estará disponível em breve no site da Secretaria de Meio Ambiente, que pode ser acessado através do link http://montesclaros.mg.gov.br/semma/. A nova deliberação normativa estabelece critérios para o licenciamento de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas como potencialmente poluidoras do meio ambiente. A partir da deliberação, mais de duzentas atividades estão previstas para serem previamente licenciadas pelo município. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, a consulta pública é uma importante fase na implementação da norma. “A competência para licenciar e fiscalizar agora será do município. Estes atos impactam diretamente no crescimento sustentável da cidade e a participação de todos os interessados é muito importante neste momento. Este modelo de governança participativa faz parte da nova filosofia adotada pelo prefeito Humberto Souto”, explica. Após a consulta pública, que irá durar 20 dias, a resolução será submetida a aprovação no Codema. Se aprovada, ela entrará em vigência após publicação no Diário Oficial do Município. Fonte: Ascom-Prefeitura de Montes Claros

Mídia Ninja: o fim do mundo é agora

Não é a seca, é o capital! Conheça o incrível deserto que está sendo construído pelo homem no Norte de Minas.  Por Ricardo Targino –Mídia NINJA* Há um desastre ambiental em curso no norte de Minas Gerais. O acelerado processo de desertificação que vem provocando a escassez de água e ameaçando a vida dos povos que há 13 mil anos habitam aquele território não é resultado da falta de chuva. É obra da ação predatória do capital, da ineficácia do Estado, da falta de uma política pública de educação ambiental e da inexistência de um projeto de desenvolvimento sustentável compatível com a realidade do mítico sertão mineiro. SEM VEREDA, NÃO HÁ SERTÃO  Os Grandes Sertões, já imortalizados pela literatura roseana, estão padecendo com a morte de suas veredas, oásis deslumbrantes que emergem na paisagem árida para oferecer abrigo e água ao sertanejo e aos animais do cerrado, da caatinga e da mata atlântica que coexistiram historicamente ali. As consequências severas dessa tragédia já se traduzem em danos irreparáveis ao ecossistema e às populações de dezenas de cidades do norte de Minas e do oeste baiano.Por incrível que pareça, ao longo dos cem últimos anos os índices pluviométricos se mantiveram relativamente estáveis naquela parte do Brasil. Chove cerca de mil milímetros cúbicos por metro quadrado na região. A oferta de água, portanto, não sofreu grandes alterações ao longo dos anos. O que aumentou signitivamente foi a demanda.Para entendermos esse processo é preciso examinar o modelo de desenvolvimento regional e as modificações tanto no uso dos recursos hídricos, quanto na ocupação do território e na atividade econômica. Um complexo conjunto de fatores que, combinados, já secaram rios e comprometeram lençóis freáticos, deslocando animais, alterando a vegetação, desequilibrando o bioma e inviabilizando a agricultura familiar e a permanência das famílias mais pobres no campo. SEM ÁGUA, NÃO HÁ VIDA A questão da disponibilidade de água e do uso dos recursos hídricos é estratégica no século XXI, não apenas nas regiões de maior escassez de chuva, mas para toda a humanidade e para a própria vida no planeta. É sempre bom lembrar que somos dois terços de água, tanto nós humanos como a própria Terra.De toda a água existente no mundo, 97,5% está nos oceanos e só 2,5% corresponde a água doce, sendo que 1,72% está congelada nas calotas polares, 0,75% corresponde a águas subterrâneas e 0,02% está contida em plantas e animais. Sendo assim, só 0,01% da água do planeta está disponível em rios, lagos e represas. É isso mesmo: do total de toda a água do planeta Terra, apenas 0,01% corresponde a água doce superficial. Como ela é essencial à vida, não há recurso mais estratégico que a água e o capitalismo sabe muito bem disso. Desde o ano de 1696, a mineração está na base da matriz econômica de Minas Gerais. Do ciclo do ouro, à exploração do ferro e produção de aço, são mais de três séculos de atividade predatória impactando sobre o território e sobre a disponibilidade de recursos hídricos.A guerra da água já não é mais ficção nem futuro hipotético. No Norte de Minas, ela já começou!De Belo Horizonte a Montes Claros, Grande Sertão adentro, imensas plantações de eucalipto tomam a paisagem. Monocultura baseada no latifúndio e na grilagem que engana o viajante e oferece um verde artificial à paisagem. Essa enorme área de cultivo não visa a produção de desinfetantes nem essências, mas o abastecimento da atividade siderúrgica. A maioria das espécies de eucalipto, por ser de rápido crescimento e atingir a idade adulta em 7 anos, necessita de água para manter altos incrementos em madeira. Se é verdade que o eucalipto não tem um consumo de água muito maior que as espécies da mata atlântica, é verdade também que seu cultivo em escala industrial no semi-árido mineiro tem efeitos devastadores no ecossistema da região, estando acima do consumo de água das espécies nativas do cerrado, da caatinga e de mata seca remanescente da mata atlântica que coexistem no sertão mineiro. A mineração, portanto, depende de elevada disponibilidade de recursos hídricos tanto na extração mineral quanto no beneficiamento do matéria prima extraída. Ela modifica a fitofisionomia da região, altera a paisagem e impacta drasticamente tanto na disponibilidade de água superficial quanto nos lençóis freáticos.Além do eucalipto, a construção de barragens e a explosão do uso de água subterrânea extraída por poços artesianos também estão na raiz da escassez dos recursos hídricos que já condena a população ao racionamento e à falta de água. O crescimento descontrolado da extração de água subterrânea traz consequências sérias também para a disponibilidade de água superficial, secando nascentes e rios, matando as veredas e inviabilizando a vida dos animais que são obrigados a se deslocar para a margem do São Francisco onde se tornam presas mais fáceis da caça predatória. Uma verdadeira tragédia que permanece invisível, ao mesmo tempo em que exige de nós ações emergenciais.Enquanto o poder público e a sociedade civil tardam em agir, o fogo consome o que a falta d’água ainda não matou. A maior vereda em extensão e área contínua de Minas Gerais, a Vereda Grande, localizada entre o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e o Parque Estadual Veredas do Peruaçu, com cerca de 700 hectares de oásis em pleno sertão vem sendo consumida há 7 meses pelo fogo que já destruiu mais de 500 hectares daquele oásis no sertão. O cenário é de guerra e brutal devastação. A tristeza e a desesperança das famílias do campo fez restar apenas idosos e crianças no território, levando pra longe da terra a juventude e a força de trabalho, incrementando a vulnerabilidade de milhares de sertanejos. Não muito distante dali, enquanto a comunidade local e produtores rurais não são sensibilizados, diante da ineficácia do Estado e dos órgãos de controle e preservação ambiental, a região conhecida como Pantanal Mineiro, na bacia do rio Pandeiros, um dos aquíferos do São Francisco, é o gado quem avança sobre o pântano assoreado e seco. Ocorre que a área antes alagada é

Cobra decapitada ainda é capaz de picar sua presa

 – Serpentes venenosas são assustadoras quando estão vivas, mas também há motivos para temer essas criaturas depois de mortas ou até mesmo tendo a cabeça cortada. – O animal decapitado não implica que seus nervos deixaram de funcionar. Os ectotérmicos, ou seja, de sangue frio, têm essa característica. Mas, não estou me referindo aos repteis rastejantes e sim aos bípedes, que andam com dois pés. Em Montes Claros, duas conhecidas serpentes são mais temidas que qualquer víbora. Trata-se da dupla de má índole Tadeu Leite e Ruy Muniz. Por causa de suas gestões devastadoras e corruptas, a cidade da arte e da cultura foi transformada na capital nacional da corrupção. Nos seus governos, Montes Claros aparecia diariamente no noticiário nacional com manchetes negativas. Ainda bem que a atuação exemplar da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério Público Federal e Estadual acabou com a farra da bandidagem que foi implantada nesta cidade nos últimos oito anos, colocando suas quadrilhas atrás das grades.Agora, após serem desmascarados (Ruy Muniz foi até preso e Tadeu ficou foragido e foi procurado até pela Interpol), reaparecem destilando seus venenos para tentar impedir que nossos Montes Claros voltem a brilhar, para que eles continuem roubando nossos sonhos e esperanças de viver numa cidade humana, evitando que a atual gestão recoloque a cidade nos trilhos, com ética, honestidade e transparência.Seus discípulos, a maioria bandidos, em companhia de uma minoria alienada, propalam suas ordens. No último dia 7 de setembro, por exemplo, comentam-se que eles arquitetaram alguns apupos para o prefeito, inclusive mandando seus asseclas contratarem arruaceiros, pagando até R$ 50,00 por indivíduo para vaiar o alcaide. A mobilização teria sido feita por meio de uma rede social, de um grupo do Whatsapp.

O Brasil trocou uma mulher honesta por um ladrão

 Quem vê de fora não conseguirá jamais entender o Brasil. Que país é esse em que a população sai às ruas e se veste com as cores nacionais para protestar contra a corrupção e, ao longo desse processo, depõe uma presidente honesta e a substitui por um chefe de quadrilha, segundo a Polícia Federal? Pois foi isso o que aconteceu no Brasil. De acordo com o organograma apresentado hoje pelos policiais federais, Temer é o chefe de uma máfia montada para assaltar o País. Entre seus amigos, há vários presos. Um deles, Geddel Vieira Lima, apanhado num bunker onde se fez a maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil: R$ 51 milhões. Outro, Eduardo Cunha, flagrado com várias contas no exterior. No powerpoint da PF, aparecem ainda o presidiário Henrique Eduardo Alves e outros, como Moreira Franco e Eliseu Padilha, que se mantêm protegidos graças ao foro privilegiado. Usurpadores do poder, os amigos de Temer, ao que tudo indica, continuaram assaltando o Estado. Nesta terça-feira, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma investigação contra Temer e Rodrigo Rocha Loures, seu homem da mala, por propinas pagas no Porto de Santos (SP) pela empresa Rodrimar. Contra a presidente legítima Dilma Rousseff, no entanto, não há a acusação de que ela tenha desviado um clips do Palácio do Planalto. Ter Temer e sua quadrilha (segundo a PF) no poder é uma situação vexatória para o Brasil e a única saída digna seria a anulação do golpe e um pedido coletivo de desculpas a Dilma. Mas isso, evidentemente, não acontecerá graças ao povo brasileiro, que protestou contra a corrupção para instalar uma máfia no poder. Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a nova investigação contra Temer: André Richter – Repórter da Agência BrasilO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu hoje (12) abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de mais dois empresários, por suspeitas de crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O pedido de abertura de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar suspeitas de recebimento de vantagens indevidas dos envolvidos pelo suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017). O pedido de abertura do inquérito chegou ao Supremo em junho e foi remetido ao ministro Edson Fachin. Ao receber o processo, o ministro entendeu que o caso deveria ser redistribuído a outro integrante da Corte por não ter conexão com o inquérito que envolve Temer a partir das delações da JBS. Nesta semana, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou uma nova distribuição e Barroso foi escolhido o novo relator. Para Janot, a edição do decreto “contemplou, ao menos em parte, as demandas” de Rocha Loures em favor da Rodrimar. Com a decisão do ministro Barroso, também serão investigados os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa. TEMER TAMBÉM LEVOU PROPINA EM ANGRA 3 – Na delação premiada que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, o corretor financeiro Lúcio Funaro afirmou que Michel Temer “sempre soube” e “se beneficiou” de pagamentos de propina em contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Segundo a jornalista Lydia Medeiros, Funaro elencou quatro pessoas como operadores de Temer: José Yunes, seu ex- assessor, Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, Marcelo Azeredo e o coronel João Batista Lima Filho. Yunes seria o principal intermediário e usava a empresa de Lima, a Argeplan, para lavar os ganhos indevidos com o contrato de Angra 3.