Proteção ambiental: cidade ganhará Pelotão Verde

 Montes Claros contará com mais um reforço na fiscalização e proteção ao meio ambiente  As constantes invasões em área de preservação ambiental serão amenizadas com a criação da guarda ambiental. Recentemente, Paulo Ribeiro comandou a desocupação da área invadida no Parque dos Mangues O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, por meio do decreto nº 3528/17, autorizou a criação do Agrupamento Tático Ambiental da Guarda Municipal, que irá atuar na prevenção e repressão aos crimes e infrações ambientais. A criação do grupo vai permitir com que a Guarda auxilie a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no combate às infrações tanto na esfera administrativa quanto na penal. Mostrando o compromisso da Administração com a efetividade das políticas ambientais, o grupo deverá potencializar a preservação e recuperação das áreas de proteção ambiental do município. O Grupamento Tático Ambiental será composto por um mínimo de dezesseis agentes e dois Inspetores da Guarda Municipal, devidamente capacitados para atuação na área. A expectativa é de que a parceria entre Secretaria de Defesa Social e a Secretaria de Meio Ambiente efetive políticas de preservação de bacias hidrográficas, reservatórios, rios e córregos, além de atuar na garantia da correta ocupação do solo nas reservas municipais, garantindo um ambiente ecologicamente equilibrado. Para assegurar a efetividade nas ações, as equipes ambientais da Guarda Municipal deverão atuar na restrição de ações danosas ao patrimônio ambiental, prestando apoio aos agentes de fiscalização ambiental da Secretaria de Meio Ambiente. As equipes da Guarda Municipal que darão apoio ambiental também irão manter o trabalho na preservação do patrimônio público do município. Para o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, a criação de Guarda Ambiental será fundamental para conscientizar e fiscalizar o patrimônio municipal ambiental. “Os guardas municipais exercem um excelente trabalho na cidade e cuida muito bem do patrimônio público municipal. Mas necessitamos de uma equipe específica para guardar também o nosso patrimônio maior que são os nossos recursos naturais. E este pelotão verde fiscalizará as áreas de preservação ambiental e conterá as invasões irregulares, além de promover a conscientização e educação para a defesa ambiental. Comemorou Ribeiro Com informação da Ascom-Prefeitura Montes Claros

Le Monde mostra que o golpe destruiu o Brasil

 – O maior jornal da França, Le Monde, disse em reportagem publicada nesta quinta-feira 22 que o Brasil sob o comando de Michel Temer se tornou uma estrela pálida na cena internacional. O texto da correspondente no país, Claire Gatinois, diz que o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou. O peemedebista está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado”, diz a matéria, e tenta convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, porém, a tentativa é em vão. A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático, acrescenta o diário francês. Confira os principais trechos na versão traduzida da Rádio França Internacional (RFI): Brasil perde crédito na cena internacional, diz Le Monde O jornal francês desta quinta-feira (22) publica uma análise da crise econômica que o país atravessa e do escândalo de corrupção sem precedentes que influenciaram a imagem do Brasil no exterior. “A estrela pálida do Brasil na cena internacional” é o título da análise que o Le Monde traz nesta quinta-feira, assinada pela sua correspondente no país, Claire Gatinois. Segundo ela, o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou. Para o Le Monde, a viagem, que termina na Noruega nesta sexta-feira, é uma “demonstração do ativismo internacional de um presidente que está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado.” Apesar da Operação Lava-Jato, que revelou um esquema de corrupção com tentáculos mais longos do que o esperado, Temer busca convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, a tentativa é em vão. Crise moral e ostracismo A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático. Impossível, lembra o diário, não notar que nenhum chefe de Estado vem visitar o país, contrariamente à época de Lula, admirado por pesos pesados da política internacional como o ex-presidente dos EUA Barack Obama, por exemplo. Período em que o Brasil também foi escolhido para sediar a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). A destituição de Dilma e os escândalos de corrupção também fragilizaram a imagem do Brasil dentro da América Latina, lembram especialistas citados pelo Le Monde, onde o país também não exerce mais uma liderança. A perda de influência na cena internacional, lembra o Le Monde, começou entretanto com Dilma – economista tecnocrata que nunca foi uma “expert” em política externa, observa o jornal. Foi início de uma derrocada que se concretizou depois do impeachment. Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário dos Direitos Humanos, relator da ONU, diz querer acreditar em um “parênteses maldito”. Para o jornal francês, o tamanho do Brasil e seus recursos naturais podem ajudar o país virar novamente o jogo e voltar a ser um ator nas questões internacionais. “Mas é necessária uma limpeza de sua paisagem política”, conclui o artigo.

Em breve, CD com músicas inéditas de Téo Azevedo

 A inédita obra de Téo Azevedo, norte-mineiro que venceu o Grammy Latino de melhor Álbum de Raiz em 2013, é a inspiração para o CD Choro do Cerrado, projeto desenvolvido junto à Unimontes. O material está em fase de prensagem e edição, com lançamento previsto para o segundo semestre. A divulgação da música regional do Norte de Minas, preservando suas características originais. Com este propósito, a Universidade Estadual de Montes Claros, por intermédio do Projeto Roda de Choro, em parceria com o Conservatório Estadual de Musica Lorenzo Fernandez (CELF), lancará o CD “Choro do Cerrado”, com gravações inéditas de músicas do cantor e compositor norte-mineiro Téo Azevedo. O lançamento da produção musical deverá ocorrer no segundo semestre. Além de 12 músicas inéditas do compositor, violeiro e cantador, como Téo Azevedo se define, o CD “Choro do Cerrado” contará com composições de autoria de dois grandes nomes da cultura regional: “Amo-te muito”, do compositor de seresta João Chaves; e “Rebenta Boi”, poema de autoria do escritor Cândido Canela – em parceria com o próprio Téo Azevedo. A música “Amo-te Muito” é interpretada pela solista Cristiane Faria Franco, do curso de Artes/Música da Unimontes. “Rebenta Boi” é interpretação de Daniel Marcelo, com a participação da cantora Juliana Peres. Conforme explica a professora e produtora musical Rachel Tupinambá de Ulhôa, do projeto Roda de Choro, os trabalhos para a gravação do CD foram iniciados em 2016, numa iniciativa do próprio Téo Azevedo. Ele convidou o Grupo Roda de Choro para gravar os seus chorinhos inéditos. Por sua vez, o grupo da Unimontes estendeu o convite aos músicos instrumentais do Conservatório Lorenzo Fernandez. A gravação do CD conta com a participação do professor Luciano Cândido, da coordenação do grupo musical da Unimontes. Criado em 2003, o Roda de Choro constitui-se em um projeto de extensão da Universidade Estadual de Montes Claros, vinculado ao Departamento de Artes. O projeto tem como propósito aglutinar músicos, estimular a formação de grupos e a prática da música instrumental brasileira. Busca promover o desenvolvimento musical e cultural dos participantes, oferecendo a oportunidade para a valorização do acervo musical nacional e regional, proporcionando a descoberta de novos talentos. O grupo é composto por professores e alunos da Unimontes, egressos e por músicos convidados. PRODUÇÃO INÉDITA E ESTILOS REGIONAIS A importância da produção do CD “Choro do Cerrado” é destacada por Téo Azevedo, um dos maiores expoentes da música regional do Norte de Minas. Ele é conhecido por sua música e pela defesa do cerrado, da cultura e do povo norte-mineiro. “Este é um trabalho diferente que faço”, afirma Azevedo, lembrando que em mais de 50 anos de carreira, é a primeira vez que são gravadas música de chorinho de sua autoria. “O CD traz realmente o choro do cerrado, com influência dos vários ritmos da música de raiz como o lundu, o guaiano, o batuque e outras manifestações folclóricas”, enfatiza o compositor. Ele informa que as gravações foram feitas em Montes Claros e em São Paulo, onde a produção foi finalizada. MÚSICOS PARTICIPANTES Téo Azevedo disse que, a convite dele, participou da gravação do CD “Choro do Cerrado” Toninho Ferreguitti, considerado, atualmente, um dos maiores acordeonistas do Brasil e apontado como substituto de Dominguinhos (in memoriam). Raôni Nunes é um dos assessores de produção e Luciano Cândido assina, ainda, a direção musical ao lado do próprio Téo. Os outros músicos que participaram da gravação do CD foram Marcelo Andrade (sopro e quarteto), Giordano Pinheiro (violão e arranjos), Cláudio Mineiro (pandeiro), Emanuel Oliveira (piano), Jorbert Narciso (violão e guitarra), Jonathan Pinheiro (cavaquinho), Luciano Cândido (sopro), Nyllo Rocha (acordeon), Reginaldo Martins (violão de sete cordas) e Thomas Ferrnandes (contrabaixo). Fonte: Ascom-Unimontes

STF solta irmã, primo e adia julgamento de Aécio

 – Andrea Neves e primo Fred vão para prisão domiciliar, enquanto Aécio continuará tomando antidepressivos – Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu hoje (20) adiar o julgamento sobre o pedido de prisão preventiva feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão foi tomada pelo ministro, que é relator do processo, para decidir primeiro sobre um recurso protocolado nesta manhã pela defesa de Aécio Neves, que pretende ser julgado pelo plenário da Corte. Ainda não há data para a retomada do julgamento. Na mesma sessão, a Primeira Turma do STF decidiu pela soltura do irmã, Andrea Neves, e do primo de Aécio, Frederico Pacheco. Os dois são investigados no Supremo a partir das delações da JBS. Com a decisão, ambos passam a cumprir prisão domiciliar. A decisão foi tomada após o colegiado também determinar a libertação de Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), acusado de intermediar o recebimento de propina enviada pelo empresário Joesley Batista, da JBS. Mantendo o mesmo entendimento do julgamento anterior, a maioria dos ministros entendeu que a prisão dos acusados pode ser substituída por medidas cautelares, como entrega de passaporte e recolhimento domiciliar. Sobre o pedido contra Aécio, na semana passada, a PGR reforçou o pedido de prisão e alegou que Aécio Neves não está cumprindo a medida cautelar de afastamento. Ao reiterar o pedido, Janot citou uma postagem do senador afastado, em sua página no Facebook, no dia 30 de maio, em que ele aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, diz a legenda da foto. Em nota, a assessoria de Aécio Neves informou que o senador afastado tem cumprido integralmente a decisão do ministro Edson Fachin e se mantém afastado das atividades parlamentares. “Entre as cautelares determinadas não consta o impedimento de receber visitas e discutir como cidadão, e não como parlamentar, assuntos diversos”, diz o texto.

É HOJE QUE VÃO COMER O AÉCIO?

 – Em sua coluna nesta terça, José Simão ironiza o julgamento do pedido de prisão de Aécio Neves no STF –  – “E é hoje que o Aécio vai ser comido?”, ironiza o colunista José Simão em sua coluna desta terça. A pergunta faz alusão a um comentário de Romero Jucá, gravado pelo delator Sérgio Machado. Na ocasião, ao comentar a Lava Jato, Jucá disse que “O primeiro a ser comido é o Aécio” Em seu texto, Simão vai além: “Sensacionalista: “Aécio pede para ser preso em Bangu para não sair do Rio”. Vale tudo, até perpétua em Bangu! Menos sair do Rio! Rarará! Pena máxima para o Aécio: nunca mais entrarás no Leblon! Rarará! Será que o Aécio vai ser o primeiro tucano preso da história do Universo? Eu acho que o Aécio vai ser comido na cadeia. Chegou o Tiozão da Balada! Rarará!”

Torcida Galoucura cultua assassino de Che

 – A torcida organizada Galoucura, maior organizada do Clube Atlético Mineiro vem idolatrando a figura do general René Barrientos por meio de bandeiras, camisas e até funk. –  Pior que empunhar a bandeira de um ditador, assassino, por meio de um funk a torcida ”comemora” a morte de Che Guevara, símbolo da luta dos povos humildes e oprimidos, operários, estudantes e camponeses em todo o mundo. É triste ver jovens, na sua maioria gente de origem simples, trabalhadores, afro-descendentes, moradores de bairros pobres, cultuando um símbolo da elite em detrimento da luta de um dos maiores expoentes da luta popular. Che não representou uma parcela do povo sofrido, representou e lutou por ”todo” este povo desprovido de condições dignas e massacrados pelo sistema dos poderosos, o capitalismo. A perplexidade é maior ao constatarmos o potencial de organicidade e mobilização popular desta agremiação que realiza grandes festas populares pra exaltar a paixão ao grande Clube Atlético Mineiro e para tal conta com toda uma gama de diretores e líderes populares, que deixa transparecer que não se importam com a história popular e tão pouco com o que isto representa. Em seu site oficial a torcida divulgou uma nota: ”O Conselho Administrativo do G.C.R.T.O. Galoucura deixa aqui de forma oficial, a explicação pelo uso da bandeira do General René Barrientos. A Galoucura é uma agremiação de torcedores de futebol, não somos partido político e nem temos ligação com qualquer um, não somos movimento revolucionário ou nada do tipo. A bandeira do General René Barrientos, idealizada por um dos membros do Conselho da Galoucura, tem apenas um objetivo: ” rivalidade”. Assim como o Galo come a Raposa, René acabou com Che, como o outro lado usa a imagem de Che. Usamos a imagem de René Barrientos, mas a mídia e muitas pessoas com ‘birra’ da Galoucura já vieram dizer asneiras do tipo: Galoucura apóia a ditadura, Galoucura contra a Democracia. Carregamos no sangue o orgulho de sermos Atleticanos, Brasileiros, Mineiros, a bandeira do René Barrientos atinge plenamente seu objetivo, a rivalidade,simples, pura e saudável”. Ficam as indagações: Saudável para quem? Por que comemorar o assassinato de um líder do povo sofrido dos quais estes jovens fazem parte? Por que não procurar um símbolo entre os grandes personagens com visão humanista e popular, que a própria Minas Gerais presenteou o povo brasileiro, para simbolizar a grandeza desta organização? A constatação é que, ao se balizar apenas na rivalidade, a Galoucura desce os degraus da sua grandeza para se juntar aos inimigos da humanidade e do povo. Via Vermelho

É hora de despoluir as redes sociais

 – Se Zuckerberg não se mexer logo, o ódio vai matar o Facebook –  Com pressa de crescer, a rede custa a corrigir problemas “Mexa-se depressa e quebre as coisas”, era a exortação que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, fazia inicialmente a seus desenvolvedores. É o mantra típico de um hacker: mesmo que as ferramentas e funções que eles desenvolveram para essa plataforma não fossem perfeitas, a velocidade era a principal aspiração, mesmo que houvesse alguns tropeços no caminho. Em 2016, começamos a perceber que uma das coisas que podem ser quebradas na busca por velocidade de Zuckerberg é a democracia. O Facebook tornou-se uma das plataformas preferidas para disseminar “notícias falsas” e foi o instrumento ideal para “microdirecionar” eleitores com mensagens políticas personalizadas. Também veio a ser um meio de transmissão ao vivo para os que praticam atos de assédio, estupro, lesões corporais e, em um caso, assassinato. Uma maneira de pensar a internet é que ela oferece um espelho à natureza humana. Toda a vida humana está lá, e muito do que vemos refletido nela é banal (gatos engraçados, por exemplo), inofensivo, encantador, esclarecedor e intensificador da vida. Mas parte do que vemos é horrível: violento, racista, odioso, desprezível, cruel, misógino e até pior. PUBLICIDADE Há aproximadamente 3,4 bilhões de usuários da internet em todo o mundo. O Facebook tem hoje quase 2 bilhões de usuários, o que representa cerca de 58% de todas as pessoas do mundo que usam a rede. Discurso de ódioO Facebook treina seus moderadores com slides como esses, cujos critérios são arbitrários e serão aplicados por uma equipe pequena demais ante o volume de informaçãoEra, portanto, inevitável que ele também se tornasse um espelho da natureza humana – e que as pessoas o usassem não apenas para bons propósitos, mas também para maus. Foi o que fizeram. Zuckerberg e cia. demoraram para perceber que tinham um problema. E quando isso finalmente ficou claro para eles suas reações iniciais foram roboticamente inadequadas. A primeira linha de defesa foi que o Facebook é apenas um canal condutor, algo que permite a livre expressão e a “formação de comunidades”, por isso não tem responsabilidade editorial pelo que as pessoas publicam lá. A tática seguinte foi transferir a responsabilidade (e o trabalho) para os usuários do Facebook: se alguém encontrasse conteúdo inaceitável, bastaria marcá-lo e a empresa cuidaria do assunto. Mas isso também não funcionou, então a reação seguinte foi o anúncio de que o Facebook estava trabalhando em uma solução tecnológica para o problema: programas de inteligência artificial encontrariam o material ofensivo e o eliminariam. Entretanto, isso está além das capacidades da IA existente, por isso agora a empresa decidiu empregar um pequeno exército de monitores humanos (3 mil) que vão examinar todo o material desagradável e decidir o que fazer com ele. Em um furo espetacular, The Guardian conseguiu cópias das diretrizes que esses censores vão aplicar. São uma leitura séria. Os moderadores têm apenas cerca de 10 segundos para tomar uma decisão. Via Carta Capital

PF CONCLUI: MICHEL TEMER É CORRUPTO

 – Relatório preliminar da Polícia Federal enviado nesta segunda-feira 19 ao STF revela caso inédito na história do Brasil; de acordo com o documento, Michel Temer cometeu o crime de corrupção passiva na condição de presidente da República –  No diálogo gravado entre Temer e Joesley Batista, da JBS, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, Temer teria dado aval a Batista para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e também indicado seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) como intermediário dos interesses do grupo empresarial junto ao governo. Loures está preso após ser alvo de ação controlada da PF na qual foi filmado carregando uma mala com R$ 500 mil entregues por Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F. A Polícia Federal não se manifestou ainda sobre o crime de obstrução à Justiça, pois aguarda a conclusão da perícia do áudio entre Temer e Joesley. A PF devolveu parte do inquérito contra Temer ao Supremo e pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, mais prazo para concluir a investigação. Leia mais na Reuters: CHEQUES DE R$ 500 MIL DA OAS E DA JBS PASSARAM PELA CONTA DE TEMER Por Fernando Brito, do Tijolaço – A Globonews colocou no ar reportagem em que mostra os dois cheques de R$ 500 mil, que foram destinados a Henrique Eduardo Alves, atualmente preso por desvio de verbas das obras da Arena das Dunas, em Natal. Os valores fazem parte dos depósitos da OAS e da JBS na conta de campanha de Michel Temer, para a qual as duas, somadas, doaram R$ 11 milhões, entre os R$ 20 milhões arrecadados, no total, pelo então candidato a vice-presidente. A doação, direta, a Temer, desmente o discurso de que Temer sempre considerou Joesley um “notório bandido” As contas de Michel Temer não foram apresentadas separadamente ao Tribunal Superior Eleitoral, mas somadas à conta da chapa presidencial. Mas quase todo o dinheiro foi direcionados aos seus “homens de confiança”. comp Henrique Alves e Rocha Loures, entre outros.  

As palestras de Dallagnol e os voos de Temer

 – Há algo em comum entre Michel Temer e Deltan Dallagnoll. –  Por Luis Nassif Divulgada a informação de que viajou para um encontro da LIDE em um avião da JBS, inicialmente Michel Temer admitiu a viagem – já que era para evento público -, mas negou o transporte. Disse que viajara em avião da FAB. Informado de que a FAB desmentiria, admitiu o voo em aeronave privada. Mas informou não saber o nome do proprietário. Quando o proprietário deu inúmeros detalhes demonstrando que Temer sabia, nada mais disse. Divulgada a informação de que havia um site de eventos vendendo suas palestras a um custo entre R$ 30 mil a R$ 40 mil, o procurador Deltan Dallagnoll negou ter autorizado a venda. O site publicou uma nota se desculpando. Mas não negou receber pelas palestras, porque eventos públicos, nem desmentiu os valores apregoados no site. No seu perfil, no Facebook, a título de defesa, informou a destinação dos recursos: (…) Em 2017, após descontado o valor de 10% para despesas pessoais e os tributos, os valores estão sendo destinados a um fundo que será empregado em despesas ou custos decorrentes da atuação de servidores públicos em operações de combate à corrupção, tal como a Operação Lava Jato, para o custeio de iniciativas contra a corrupção e a impunidade, ou ainda para iniciativas que objetivam promover, em geral, a cidadania e a ética. Nunca divulguei isso antes para evitar que tal atitude fosse entendida como ato de promoção pessoal. Contudo, diante de ataques maldosos e mentirosos, reputo conveniente deixar isso claro para evitar qualquer dúvida de que o que me motiva é o senso de dever, como procurador e como cidadão. Há alguns problemas nessa explicação. Onde ele jogaria os recursos advindos das palestras? Certamente Deltan não terá a menor dificuldade em explicar o caminho que os recursos de palestras percorreram para chegar ao setor público. Qualquer doação para o serviço público, “tal como a Operação Lava Jato”, só pode ser feita por pessoa jurídica de direito privado. Assim como as delações da Lava Jato, sua confissão só terá valor se acompanhada de provas. No caso, o CNPJ da ONG criada para esse fim. Se disser que os recursos estão em sua conta corrente, porque ainda não abriu a ONG, não terá cometido nenhum ilícito penal, porque o dinheiro é seu e fruto do largo investimento em autopromoção. Mas terá faltado com a verdade. E um super-herói não pode se permitir essa mácula da mentira em sua biografia.

Temer confirmou seu crime de responsabilidade

 – O líder da maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil deu um tiro no pé e confirmou crimes de responsabilidade apontados em seus 14 pedidos de impeachment –  – A nota oficial divulgada por Michel Temer para se defender da entrevista em que o empresário Joesley Batista o acusa de ser o chefe da “maior e mais perigosa organização criminosa do País” foi um verdadeiro tiro no pé. Num dos trechos, ele confirmou os diálogos com Joesley no Jaburu e os crimes de responsabilidade apontados em seus 14 pedidos de impeachment – um deles apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil. “Ao delatar o presidente, em gravação que confessa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes”, diz a nota palaciana. Temer não só confirma os diálogos, como também admite nada ter feito e classifica como “pequenos delitos” saber que Joesley estava segurando juízes e procuradores, assim como comprando o silêncio do presidiário Eduardo Cunha. “Mesmo que o áudio tivesse alguma edição, as duas declarações públicas de Temer confirmam o teor do diálogo. E isso que é indiscutível. A decisão da OAB levou mais em consideração o fato de o presidente ter escutado tudo que escutou e não ter feito nada em relação a isso”, diz Claudio Lamachia, presidente da OAB. Abaixo, a nota de Temer: “Em 2005, o Grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES. Dois anos depois, alcançou um faturamento de R$ 4 bilhões. Em 2016, o faturamento das empresas da família Batista chegou a R$ 183 bilhões. Relação construída com governos do passado, muito antes que o presidente Michel Temer chegasse ao Palácio do Planalto. Toda essa história de “sucesso” é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista. Os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos. Ao bater às portas do Palácio do Jaburu depois de 10 meses do governo Michel Temer, o senhor Joesley Batista disse que não se encontrava havia mais de 10 meses com o presidente. Reclamou do Ministério da Fazenda, do Cade, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários, do Banco Central e do BNDES. Tinha, segundo seu próprio relato, as portas fechadas na administração federal para seus intentos. Qualquer pessoa pode ouvir a gravação da conversa na internet para comprová-lo. Em relação ao BNDES, é preciso lembrar que o banco impediu, em outubro de 2016, a transferência de domicílio fiscal do grupo para a Irlanda, um excelente negócio para ele, mas péssimo para o contribuinte brasileiro. Por causa dessa decisão, a família Batista teve substanciais perdas acionárias na Bolsa de Valores e continuava ao alcance das autoridades brasileiras. Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo. Este fim de semana, em entrevista à revista “Época”, esse senhor desfia mentiras em série. A maior prova das inverdades desse é a própria gravação que ele apresentou como documento para conseguir o perdão da Justiça e do Ministério Público Federal por crimes que somariam mais de 2000 mil anos de detenção. Em entrevista, ele diz que o presidente sempre pede algo a ele nas conversas que tiveram. Não é do feitio do presidente tal comportamento mendicante. Quando se encontraram, não se ouve ou se registra nenhum pedido do presidente a ele. E, sim, o contrário. Era Joesley quem queria resolver seus problemas no governo, e pede seguidamente. Não foi atendido antes, muito menos depois. Ao delatar o presidente, em gravação que confessa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes. Em seguida, cometeu ilegalidades em série no mercado de câmbio brasileiro comprando US$ 1 bilhão e jogando contra o real, moeda que financiou seu enriquecimento. Vendeu ações em alta, dando prejuízo aos acionistas que acreditaram nas suas empresas. Proporcionou ao país um prejuízo estimado em quase R$ 300 bilhões logo após vazar o conteúdo de sua delação para obter ganhos milionários com suas especulações. Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios. Obtém perdão pelos seus delitos e ganha prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção que o tornou bilionário, e com juros subsidiados. Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores. O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação. Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”