Prefeitura permuta Cidade Administrativa em lotes

– A Prefeitura de Montes Claros está negociando, com a Coteminas, fornecer lotes urbanos para pagar a divida de R$48 milhões com a compra do prédio na avenida Governador Magalhães Pinto. – Por Girleno Alencar – Gazeta O prefeito Humberto Souto (PPS) explicou que se reuniu com os diretores da empresa, quando se buscou essa solução. Na negociação, o prédio da antiga Meca, que fica na mesma avenida, poderá entrar na quitação da dívida. Outra alternativa discutida foi a simples devolução do imóvel, com o consequente cancelamento do contrato de compra e venda assinado em 21 de maio de 2015, pelo então prefeito Ruy Muniz. Uma falha jurídica abriu essa possibilidade de negociação. No contrato assinado, a Prefeitura usaria o prédio da Coteminas para montar a Cidade Administrativa, onde todos os setores do município passariam a funcionar no local. O imóvel total é de 163.900 metros. O contrato previa que os R$48 milhões seriam pagos em 12 parcelas de R$1 milhão para pagar a partir de maio de 2016 e, depois, 24 parcelas de R$ 1,5 milhão, que seriam corrigidos pelo IGPM do Governo. Isso implica que a dívida total poderá chegar a R$ 60 milhões. Ainda mais que a Prefeitura está com 24 prestações atrasadas, que implicariam numa dívida total de R$30 milhões. Porém, como a Prefeitura mexeu na estrutura do prédio, a devolução do imóvel geraria um problema jurídico. O prefeito Humberto Souto explica que a diretoria da empresa fez questão de mostrar que o presidente Josué Gomes da Silva quer o diálogo com a Prefeitura e, por isso, se existisse interesse do município, o contrato seria rescindido. Outra opção foi a permuta do imóvel em terrenos, desde que não seja os existentes no bairro Ibituruna, onde existia a rede de alta tensão, que serão vendidos com previsão de arrecadar R$200 milhões. O prefeito Humberto Souto concordou em fazer a permuta com a Coteminas e propôs que a empresa levantasse quais lotes podem entrar na negociação, assim como o prédio da Meca e ainda impostos municipais.
Toda gangue que tirou Dilma está indo pra cadeia

– Liderados por Aécio e Temer, que serão os próximos a serem enjaulados, os golpistas estão sendo capturados – – LAVA JATO PRENDE MAIS UM PARCEIRO DE TEMER: HENRIQUE ALVES – Primeiro nome do PMDB a trair a presidente legítima Dilma Rousseff, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, um dos principais aliados de Michel Temer, é o alvo de hoje de mais um desdobramento da operação Lava Jato; a Polícia Federal prendeu o peemedebista por indícios de corrupção; batizada de Manus, a operação investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, estádio da Copa do Mundo em Natal, no Rio Grande do Norte; sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB) em operação deflagrada para investigar desvios de 77 milhões de reais na construção do estádio de Natal para a Copa do Mundo de 2014. A investigação, desdobramento da operação Lava Jato, descobriu suspeita de solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio, de acordo com comunicado da PF, que não identificou os suspeitos. Uma fonte da Polícia Federal disse à Reuters que um dos alvos é Henrique Eduardo Alves, que já foi preso nesta manhã, e o outro é o também ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que já está preso pela Lava Jato mas é alvo de novo mandado de prisão. A PF informou em nota oficial que cumpre no total cinco mandados de prisão preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná como parte da operação. “A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina”, disse a Polícia Federal, acrescentando que os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Henrique Eduardo Alves, que era aliado próximo ao presidente Michel Temer, foi ministro do Turismo da ex-presidente Dilma Rousseff e voltou a ocupar o cargo no governo Temer, mas pediu demissão do posto em meio à citação de seu nome por um delator da Lava Jato. Ao lado de Cunha, ele se tornou réu na Justiça Federal do Distrito Federal em outubro do ano passado por suspeitas de irregularidades envolvendo a Caixa Econômica Federal. Recentemente, Henrique Eduardo Alves voltou a ter seu nome citado na delação de executivos da JBS. A operação desta terça-feira, deflagrada pela PF em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, recebeu o nome Manus, em referência, segundo a PF, a provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, que significa “uma mão esfrega a outra, uma mão lava a outra”. No mês passado, a Polícia Federal prendeu dois ex-governadores do Distrito Federal e um ex-vice-governador que era assessor especial de Temer em operação para investigar suspeita de desvio de recursos das obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para a Copa do Mundo, com superfaturamento de até 900 milhões de reais. Os dois estádios estão entre sete arenas do Mundial sob suspeita de irregularidades com base em delações de executivos de empreiteiras investigadas na operação Lava Jato. Além deles, também são investigadas as obras na Arena Corinthians, em São Paulo; na Arena Pernambuco, em Recife; na Arena Castelão, em Fortaleza; na Arena Amazônia, em Manaus; e no Maracanã, no Rio de Janeiro. (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Lisandra Paraguassu, em Brasília)
Cidade ganhará centro de convenções e de lazer

– Prefeito de Montes Claros assinou ordem de serviço para construção de um Complexo Esportivo e Centro de Convenções da Educação – – O prefeito Humberto Souto, assinou ordem de serviço para construção de um complexo esportivo na região do bairro Delfino Magalhães, contando com ginásio com quadra multiuso para a prática de diversos esportes e com pistas de atletismo e salto. Os recursos serão de cerca de R$ 4.950.000,00, sendo R$ 3.500.000,00 oriundos de recursos federais e R$ R$ 1.450.000,00 de recursos do tesouro municipal. A previsão do término da obra é de nove meses. Durante a assinatura da ordem de serviço o prefeito explicou que a obra é projetada para fazer parte do complexo do Mocão. “As negociações estão adiantadas para isso, pois o governador já demonstrou interesse em executar uma grande obra em Montes Claros, que seria o Mocão. Este complexo esportivo que estou autorizando a construção neste momento deverá fazer parte deste complexo total do Mocão, se a obra futura do estádio for viabilizada. Este convênio iria vencer em junho e se a Prefeitura não desse continuidade, tudo o que já foi feito seria perdido. Este será um espaço importante, para uma região importantíssima da cidade”, explicou. O prefeito também falou sobre o início das obras do Centro de Convenções da Educação, que será construído na Avenida Sidney Chaves. Humberto Souto explicou que muitos recursos já foram investidos nesta obra e que tudo estaria perdido se não houvesse continuidade. “Os recursos são oriundo de uma verba que eu viabilizei quando era deputado em 2007. Parte já foi investido, mas a não conclusão da obra mostra o descaso das administrações, que não deram continuidade às obras. Nós estamos fazendo diferente e vamos retomar essa construção, pois é preciso compromisso com os recursos públicos”, disse o prefeito, que também anunciou que parte desses recursos deverão ser usados para a abertura de uma Avenida que irá desafogar o trânsito da Avenida João XXIII. Durante a assinatura da ordem de serviço, o secretário de Esportes, Igor Dias, destacou a necessidade dessas obras. “O complexo esportivo é de suma importância para a cidade. Na organização de eventos simples, como o JEMG, enfrentamos grandes dificuldades. Este local vai suprir esta lacuna”, afirmou. Fonte: Ascom – Prefeitura de Montes Claros
Lixo eletrônico apresenta baixa reciclagem

– Montes Claros cria dezenas de pontos de coleta de lixo eletrônico, sem nenhum ônus para os moradores – – No destaque, Sandy Almeida apresentando as lixeiras eletrônicas – Por Girleno Alencar – Gazeta A cidade de Montes Claros produz aproximadamente 2,8 mil toneladas de lixo eletrônico por ano, mas está reciclando apenas 25 toneladas, conforme dados divulgados no sábado de manhã, durante o Dia D do Lixo Eletrônico, realizado na praça Doutor Carlos e com o envolvimento das principais instituições de ensino de Montes Claros. André Lopes, da Lax Serviços Ambientais, explica que pela primeira vez é realizado evento desse porte na cidade e foram criados 30 pontos de coleta do material, para ajudar a população a desfazer desse lixo, com um aspecto curioso, sem nenhum ônus para os moradores. Ele reconhece que a quantidade reciclada é pequena, mas é o primeiro passo para resolver a situação. A sua empresa é a única com licença ambiental para esse tipo de atividade. O coordenador André Lopes mostra sua produçãoDepois de recolher o lixo eletrônico, André Lopes explica que faz a descaracterização do equipamento, procurando aproveitar alguma peça, como de metal, até mesmo para cobrir as despesas geradas pelo transporte do lixo até São Paulo. O que fica em Montes Claros, segundo ele, é usado no Projeto Recicla Jovem, que montou em parceria com a Igreja do Santos Reis, onde 20 adolescentes são capacitados a produzirem peças, em trabalho realizado por Sandy Almeida. Esse adolescente entra em oficina de capacitação, por um ano, para aprender a profissão. Uma das produções é a lixeira a partir da estrutura do computador, para receber lixo reciclado. A produção é vendida a R$ 150,00, enquanto a mesma lixeira sairia por R$800,00 no mercado convencional. No mesmo stand, foi apresentado o projeto que usa óleo comum para produzir sabão, assim como se coleta garrafas que são transformadas em peças artesanais. Soraya Otoni explica que esse projeto é aplicado em 34 municípios do Norte de Minas, através do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável (Codanorte) e os resultados são altamente satisfatórios. Fotos: Girleno Alencar
Moc cria IPTU verde e Patrulha Ambiental

– A criação do IPTU Verde e da Patrulha Municipal Ambiental foram as novidades do Dia do Meio Ambiente em Montes Claros, anunciadas pelo secretário municipal Paulo Ribeiro e que serão oficializadas pelo prefeito Humberto Souto (PPS) – No destaque, os alunos Renan Andrade e Gabriela Duarte com os professores da escola Mestra Fininha, levaram mudas de Ipê Roxo para plantarem em casaPor Girleno Alencar – Jornal Gazeta O dia oficial ocorre hoje, mas foi comemorado ontem, em razão de ser domingo. No caso do IPTU, a proposta é dar desconto de até 10% do valor para quem tiver planta preservada em sua casa ou imóvel, calçadas uniformizadas para facilitar a acessibilidade principalmente dos deficientes visuais e cadeirantes. No caso da Patrulha Municipal Ambiental, 18 Guardas Municipais e dois inspetores passarão a atuar junto com os Fiscais Ambientais na questão da poluição sonora e outros crimes da área. Por sinal, como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente assumiu o licenciamento de várias áreas, a proposta é intensificar a fiscalização. O Dia do Meio Ambiente foi marcado principalmente pela distribuição de mudas de plantas nativas do Vale do São Francisco, em ação coordenada pela Codevasf. Foi assim que o aluno Renan Andrade, de 13 anos e que faz o oitavo período na escola municipal Mestra Fininha, pegou uma muda de Ipê Roxo para plantar na sua casa, como forma de compensar o corte da única árvore, realizado pelo seu pai Reinaldo Andrade. Renan afirma que plantará a árvore em frente a sua casa no bairro Joaquim Costa, tendo em vista que não existe nada no local. A sua colega Gabriela Duarte, da mesma idade, série e escola, pegou uma muda de Ipê Roxo para plantar no jardim da casa da sua avo Nair Duarte, que tem pé de rosa e plantas medicinais. A escola municipal Mestra Fininha, no Cyro dos Anjos, inicia hoje a Semana do Meio Ambiente que prossegue até o dia 2 de setembro. O secretário Paulo Ribeiro com o ex-prefeito Heliomar Silveira e sua esposa Beatriz Rezende (Fotos: Girleno Alencar)
Golpe contra Dilma foi pago com dinheiro de propinas

– MARQUETEIRO DE TEMER CONFESSA: FOI PAGO EM CASH PELA JBS PARA GOLPEAR DILMA – Alvo das delações da JBS, que o apontam como beneficiário de um pagamento de R$ 300 mil em dinheiro, o publicitário Elsinho Mouco, que cuida da imagem de Michel Temer, revelou, ao jornalista Pedro Venceslau, uma face inédita do golpe de 2016; segundo ele, o empresário Joesley Batista o procurou para financiar a derrubada da presidente legítima Dilma Rousseff; “Para minha surpresa, ele chamou Dilma de ingrata, grossa e incompetente. E disse: temos que tirá-la”; ou seja: um dos assessores mais próximos de Temer aceitou o dinheiro para um trabalho de ataque a Dilma na internet; ele confidenciou ainda que muita gente financiou o golpe; “uns contrataram carro de som, uns contrataram bandanas, pagaram por bandeiras, assessoria de imprensa”, revela; ele admitiu ter sido pago em dinheiro e mudou sua versão anterior, que falava em serviços de marketing, com nota, para a JBS247 – O golpe contra a democracia brasileira e contra a presidente legítima Dilma Rousseff foi pago com dinheiro de propinas da JBS, do empresário Joesley Batista. A revelação foi feita pelo publicitário Elsinho Mouco, um dos assessores mais próximos de Michel Temer, que está acossado pelas delações da empresa – segundo os delatores, Mouco foi o beneficiário de um pagamento de R$ 300 mil em dinheiro (leia abaixo). Em entrevista ao jornalista Pedro Venceslau, Mouco revelou a natureza do seu trabalho nas redes sociais, contratado por Joesley. “Para minha surpresa, ele chamou Dilma de ingrata, grossa e incompetente. E disse: temos que tirá-la”, afirma. Ou seja: um dos assessores mais próximos de Temer aceitou o dinheiro para um trabalho de ataque a Dilma na internet. Mouco confidenciou ainda que muita gente financiou o golpe. “Em 2016, empresários, sindicatos patronais, movimentos sociais (MBL, Vemprarua, Endireita Brasil etc), muita gente queria o impeachment da Dilma. Uns contrataram carro de som, uns contrataram bandanas, pagaram por bandeiras, assessoria de imprensa. Teve gente que comprou camisa da seleção brasileira e foi pra rua. O Joesley estava nessa lista. Ele se ofereceu para custear o monitoramento digital nessa fase”, revela. O publicitário também admitiu ter sido pago em dinheiro, ao saber que o serviço custaria R$ 300 mil. “Eu pago isso. Vamos derrubar essa mulher”, teria dito Joesley, antes de ordenar a um mordomo que pegasse o dinheiro e colocasse numa pasta. Mouco afirma ter contratado uma grande assessoria de imprensa, pago impostos e ficado com uma margem pequena de lucro. Sua versão, no entanto, contradiz nota que ele próprio divulgou no dia 19 de maio, quando as delações da JBS e a história dos R$ 300 mil em dinheiro vieram a público. Naquele momento, Elsinho disse ter sido contratado para fazer campanha para Júnior Friboi, que tentou concorreu ao governo de Goiás, e também serviços digitais para a JBS, emitindo notas fiscais. Confira, abaixo, a nota do dia 19: NOTA À IMPRENSA 1- Eu possuo relação com o grupo JBS desde 2010, quando fui procurado para desenvolver trabalho de marketing político para a pre-candidatura ao governo de Goiás de um de seus sócios, Júnior Batista, que vem a ser irmão de Joesley. Em 2014 fui novamente contratado com o mesmo objetivo, mas, pela segunda vez, Junior desistiu da candidatura. Em ambas as ocasiões as notas fiscais foram emitidas normalmente. 2- Em 2012, ao contrário do que foi mencionado, não fui o responsável pelo marketing político da campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo. Não tive contrato nem contato algum com a família Batista, da JBS. 3- Com relação ao trabalho de comunicação digital mencionado pelo delator, em meados de 2016 recebi um convite de Joesley para ir à sua casa. Chegando lá, me reuni com ele, com seu pai José Batista e seu irmão Wesley. Discutimos o momento político do país e as possibilidades de Júnior Batista se candidatar. Depois desta introdução, comentei que vinha auxiliando o então vice-presidente Michel Temer com um trabalho de defesa digital. Joesley mostrou-se interessado em ajudar, bem como contratar o mesmo serviço para o seu Grupo. Isto pode ser confirmado pela troca de mensagens que mantivemos posteriormente. 4- Recentemente, no auge da crise provocada pela operação Carne Fraca, recebi uma mensagem de Joesley Batista me consultando quanto à minha disponibilidade de fazer novamente a defesa digital da JBS. Foi o último contato que tivemos. TEMER USOU PROPINA NA PREPARAÇÃO DO GOLPE 7 – O golpe contra a democracia brasileira, liderado pelo senador afastado Aécio Neves e pelo ex-deputado Eduardo Cunha, em benefício de Michel Temer, foi alimentado por pagamentos de propina, segundo a delação de Joesley Batista. Um dos trechos do depoimento do dono da JBS revela que Temer pediu e recebeu propina durante o período que antecedeu o golpe contra a presidente legítima Dilma Rousseff. Segundo Joesley, Temer o convidou para uma reunião em seu escritório político, já no curso do processo de impeachment, e lhe pediu ajuda financeira para despesas de marketing político. O valor acertado foi de R$ 300 mil e, segundo Joesley, foi entregue ao marqueteiro Elsinho Mouco, que há muitos anos atua para Temer e para o PMDB. Segundo o dono da JBS, a quantia foi entregue em espécie em sua casa. Procurado, o marqueteiro de Temer ainda não pronunciou. Abaixo, o trecho do depoimento de Joesley:
PSDB DECIDE MORRER ABRAÇADO A TEMER

– Prisão do homem da mala do ilegítimo presidente não é motivo para que o PSDB deixe o governo – O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), disse que prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) é uma questão de cunho “absolutamente pessoal” e não deve servir de álibi para que a legenda tucana deixe a base do governo Michel temer, como defende uma ala do partido. “Não cabe ao PSDB tomar decisão política em relação ao País por conta de uma questão absolutamente pessoal do Rocha Loures”, afirmou Bauer. Para o senador tucano, a prisão de Loures não resulta em problemas entre PSDB e o governo já que a legenda não trabalha “hipóteses e especulações” acerca do suposto envolvimento de Temer em um esquema de corrupção e obstrução da Justiça. “O Rocha Loures tem uma questão que ele mesmo tem que resolver com a justiça”, declarou disse. “Acho que ele é um cidadão que foi flagrado praticando algum ato que a Justiça precisa avaliar e julgar”, completou.
Não tenho provas, mas literatura me permite

– Para condenar Lula, Dallagnol apela para argumento de Rosa Weber no mensalão – Por Miguel do Rosário Agora que o documento completo da turma de Curitiba, contendo as alegações finais dos procuradores pedindo a condenação de Lula, já está disponível na internet, a gente pode observar que se trata da mais desonesta e ilegal peça jurídica já escrita na história mundial dos processos penais. Em primeiro lugar, as alegações finais copiam totalmente a denúncia inicial. Ou seja, o MPF ignorou completamente todo o longo processo de defesa, que contou com dezenas de testemunhas e provas que inocentam cabalmente o ex-presidente de todas as acusações. Em segundo lugar, o MPF não conseguiu reunir uma mísera prova contra Lula. Para compensar, transformou o relatório num ensaio, com perdão da expressão, sociológico vagabundo, de quinta-categoria, cheio de adjetivos e ilações de botequim. É tanta besteira que não sabemos nem por onde começar. Para não cansar o leitor, fiquemos somente nesse trecho: Olha só! Os dallagnois de Curitiba, em seu linguajar empolado, admitem que não tem prova: é isso o que significa expressões como “crimes de difícil prova”, “dificuldade probatória”, etc. Em seguida, eles copiam aquela decisão de Rosa Weber que chocou o mundo jurídico (que inclusive teria sido escrita pelo próprio Sergio Moro, que era assistente dela à época) e já se tornou legendária da literatura da jurisdição de exceção, na qual ela diz que “não tem provas para condenar José Dirceu, mas a literatura me permite fazê-lo”. A tese do último livro de Wanderley Guilherme fica, assim, comprovada: o golpe de hoje começou no julgamento do mensalão, quando a jurisdição de exceção foi instituída, sem que se notasse uma reação à altura. O triste é saber que um documento desse, modelo de tudo que não deve ser uma denúncia, será analisado pelo juiz mais cafajeste e cretino que já pisou os tribunais do Brasil: Sergio Moro. Para registro histórico, eis o link da íntegra do documento do MPF, contando as alegações finais contra Lula. Miguel do Rosário é editor do Cafezinho
JANOT PEDE NOVO INQUÉRITO CONTRA AÉCIO

No mesmo dia em que ofereceu denúncia ao STF contra Aécio Neves (PSDB-MG) pelos crimes de obstrução da Justiça e corrupção passiva, o PGR solicitou a abertura de um novo inquérito contra o tucano, desta vez por lavagem de dinheiro. – – No mesmo dia em que ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelos crimes de obstrução da Justiça e corrupção passiva, o procurador-geral da República solicitou a abertura de um novo inquérito contra o tucano, desta vez por lavagem de dinheiro. Janot aponta “o pagamento de propina da ordem de mais de R$ 60 milhões feito em 2014 ao parlamentar por meio da emissão de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas por ele”, além do pagamento a diversos partidos para apoiarem a candidatura à Presidência da República em 2014, e “o pagamento de dinheiro em espécie feito diretamente a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do Senador e por este indicado para receber os valores”. Leia mais na Agência Brasil: PGR pede abertura de inquérito para investigar Aécio por lavagem de dinheiro André Richter – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira 2 ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova autorização para investigar o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), desta vez por lavagem de dinheiro. O pedido foi feito no início desta noite, após o parlamentar ter sido denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. De acordo com Janot, as provas colhidas nas buscas e apreensões realizadas na Operação Patmos apontam para o suposto cometimento de novos crimes, que ainda precisam de aprofundamento nas investigações. Denúncia Na denúncia apresentada ao Supremo, Janot acusa Aécio Neves de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS. A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados. Todos foram citados na delação premiada da JBS. De acordo com o procurador, o recebimento do valor teria sido intermediado por Frederico e Mendherson, que teria entregue parte dos recursos em uma empresa ligada ao filho de Perrella. A denúncia está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal, durante uma ação controlada. Em nota, a defesa do senador afastado disse que recebeu “com surpresa a notícia” da denúncia. Os advogados apontam que “diversas diligências de fundamental importância”, entre elas o depoimento de Aécio e a perícia nas gravações, ainda não foram realizadas. “Assim, a defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta” de Aécio.
MPF INSISTE EM TESES ILEGAIS CONTRA LULA

– As alegações finais do MPF mostram que os procuradores insistem em teses inconstitucionais e ilegais e incompatíveis com a realidade para levar adiante o conteúdo do PowerPoint e a obsessão de perseguir Lula e prejudicar sua história e sua atuação política – Embora o chamado “triplex do Guarujá” pertença à construtora OAS, conforme demonstra escritura pública, e as testemunhas do processo tenham inocentado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério Público arguiu, em suas alegações finais, que ele deve ser preso em regime fechado pelo juiz Sergio Moro e condenado a devolver R$ 87 milhões, sob a acusação de ter se beneficiado em reformas no imóvel. As informações foram publicada pelo jornalista Samuel Nunes. “O MPF diz que o apartamento seria entregue a Lula, como contrapartida por contratos que a OAS fechou com a Petrobras, nos anos em que o político foi presidente da República. Também faz parte da denúncia o pagamento que a OAS fez à transportadora Granero, para que a empresa fizesse a guarda de parte do acervo que o ex-presidente recebeu ao deixar o cargo”, diz ele. O MP também deixa claro na denúncia que os delatores devem ser favorecidos por terem acusado Lula. “Embora tenha pedido que todos sejam presos, o MPF diz que Léo Pinheiro, Agenor Franklin Medeiros e Paulo Gordilho, devem ter as penas reduzidas pela metade, ‘considerando que em seus interrogatórios não apenas confessaram ter praticado os graves fatos criminosos objeto da acusação, como também espontaneamente optaram por prestar esclarecimentos relevantes acerca da responsabilidade de coautores e partícipes nos crimes, tendo em vista, ainda, que forneceram provas documentais acerca dos crimes que não estavam na posse e não eram de conhecimento das autoridades públicas’”, informa o jornalista. Lula hoje lidera todas as pesquisas sobre a sucessão presidencial e seria eleito novamente se as eleições ocorressem hoje. Para que ele seja impedido de concorrer pelo Judiciário, é preciso que seja condenado em segunda instância antes da disputa e é nisso que aposta a direita brasileira. Confira, abaixo, a nota da defesa de Lula:As alegações finais do MPF mostram que os procuradores insistem em teses inconstitucionais e ilegais e incompatíveis com a realidade para levar adiante o conteúdo do PowerPoint e a obsessão de perseguir Lula e prejudicar sua história e sua atuação política.As 73 testemunhas ouvidas e os documentos juntados ao processo – notadamente os ofícios das empresas de auditoria internacional Price e KPMG – provaram, sem qualquer dúvida, a inocência de Lula. O ex-Presidente não é e jamais foi proprietário do triplex, que pertence a OAS e foi por ela usado para garantir diversas operações financeiras.Nos próximos dias demonstremos ainda que o MPF e seus delatores informais ocultaram fatos relevantes em relação ao triplex que confirmam a inocência de Lula – atuando de forma desleal e incompatível com o Estado de Direito e com as regras internacionais que orientam a atuação de promotores em ações penais.