Temer revoga a Lei Áurea

– O colunista José Simão usou o humor para criticar o corte de direitos dos trabalhadores brasileiros promovidos por Michel Temer – Embalado pelo ritmo de reformas de Michel Temer, que não pára de retirar direitos dos trabalhadores brasileiros, o colunista José Simão ironizou as ações do peemedebista em sua coluna desta terça; “discurso do Capetemer no Dia do Trabalho: ‘Acabo de revogar a Lei Áurea! Aproveitando que sou impopular, revogo a Lei Áurea!’. A Princesa Isabel era petralha!” O colunista José Simão usou o humor para criticar o corte de direitos dos trabalhadores brasileiros promovidos por Michel Temer- “E o novo apelido do Frankstemer: CAPETEMER! Discurso do Capetemer no Dia do Trabalho: “Acabo de revogar a Lei Áurea! Aproveitando que sou impopular, revogo a Lei Áurea!”. A Princesa Isabel era petralha!” O colunista ainda diagnostica: “Pensamento do dia: ‘O Brasil não precisa nem de extrema esquerda nem de extrema direita, precisa de extrema-unção’. Partir logo pra outra encarnação!”
Cruzeiro e Atlético-MG ficam no 0 a 0 no Mineirão

– O primeiro capítulo da final mineira aconteceu no Mineirão e terminou com um empate sem gols entre Cruzeiro e Atlético. O segundo será no Independência Raposa teve mais volume de jogo, mas não consegue furar o bloqueio alvinegro que mantém vantagem na final. No próximo domingo, no Horto, time de Roger Machado joga por um empate para ser campeão A festa das torcidas no Mineirão foi bonita. Cantos e provocações de ambos os lados. Durante o jogo, a ‘guerra de vozes’ seguiu entre cruzeirenses e atleticanos. No fim, com o empate por 0 a 0, sentimentos distintos. Os celestes deixaram o Gigante da Pampulha frustrados pelo resultado em casa. Mesmo assim, aplaudiram seus atletas e tentaram transmitir confiança para a finalíssima no Independência. Quando a bola rolou, os ânimos se acalmaram um pouco. As arquibancadas estavam mornas, como o jogo. As equipes se estudaram muito, sem criar oportunidades claras. De fora, o público mostrou desconfiança. Aos poucos, o jogo esquentou. As vibrações aumentaram. As reclamações também, com as equipes e com a postura omissa do árbitro Dewson Freitas. Apesar de jogadas duras no gramado, ele tentou controlar o clássico na conversa. Os atleticanos se empolgavam quando o time tinha a bola perto da área, mas foram os cruzeirenses que quase vibraram com as investidas de seu time no ataque. Ao fim da etapa inicial, aplausos de ambos os lados. Veio o segundo tempo e, com ele, ânimo renovado nas torcidas. Elias quase abriu o placar, e os alvinegros cantaram alto. Os celestes responderam após chute de primeira de Hudson. E gritaram mais alto com as boas finalizações de Ábila e Arrascaeta. Fred quase marcou, e os atleticanos voltaram a ter esperanças de uma vitória fora de casa. A partir dos 35 minutos, o ritmo alucinante dos times contagiou o Mineirão. Os cruzeirenses aumentaram o tom: “Zerô, zerô, zerô”. A resposta foi imediata: “Vamos ganhar Galo, vamos ganhar Galo”. No fim, empate sem gols e decisão da taça marcada para o Independência. Desta vez, 90% de atleticanos e 10% de cruzeirenses. O Atlético jogará pelo empate em casa, enquanto o Cruzeiro precisa da vitória para conquistar o título.
PISTOLEIROS ATACAM E DECEPAM MÃOS DE ÍNDIOS

– ENQUANTO ISSO, GOVERNO CHAMA ÍNDIOS ATACADOS DE “SUPOSTOS INDÍGENAS” – Grupo de indígenas Gamelas foi atacado por pistoleiros na tarde desse domingo (30), no povoado de Bahias, município de Viana (MA); segundo dados parciais do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ao menos cinco foram atingidos com arma de fogo, estando internados em estado grave no hospital Socorrão 2, em São Luís, sendo que dois tiveram também as mãos decepadas; chega a 13 o número de feridos a golpes de facão e pauladas. Não há, até o momento, a confirmação de mortes; de acordo com os indígenas, os fazendeiros e pistoleiros promoveram um churrasco e atacaram os Gamela logo na sequência, quando estavam bêbados. Enquanto isso, o ministro da Justiça Osmar Serraglio, que é investigado pela Operação Carne Fraca, disse que a pasta “está averiguando o ocorrido envolvendo pequenos agricultores e supostos indígenas” Brasil de Fato – Um grupo de indígenas Gamelas foi atacado por pistoleiros na tarde deste domingo (30), no povoado de Bahias, município de Viana (MA). Segundo dados parciais do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ao menos cinco foram atingidos com arma de fogo, estando internados em estado grave no hospital Socorrão 2, em São Luís, sendo que dois tiveram também as mãos decepadas. Chega a 13 o número de feridos a golpes de facão e pauladas. Não há, até o momento, a confirmação de mortes. Entre os indígenas internados está a liderança Kum’Tum Gamela, ex-padre e ex-coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no estado, que vem sendo ameaçado de morte há tempos. Na última sexta-feira (28), os indígenas retomaram uma área próxima à aldeia Cajueiro Piraí, localizada no interior do território tradicional reivindicado pelos Gamela, que é utilizada para a criação de gado e búfalos. A ação foi parte da Greve Geral e em sincronia com o 14o Acampamento Terra Livre (ATL), que ocorria em Brasília. De acordo com os indígenas, os fazendeiros e pistoleiros promoveram um ataque em seguida, de forma premeditada. Em entrevista ao CIMI, um indígena afirmou que os pistoleiros realizaram um churrasco e atacaram os Gamela logo na sequência, quando estavam bêbados. Os indígenas tentavam se retirar da área retomada quando sofreram as investidas. Os indígenas não são aceitos como tais pela população local, que divulgou em grupos de Whatsapp um texto na última sexta-feira marcando a reunião que premeditou o ataque e caracterizando os Gamela como ladrões e invasores de propriedade. O envolvimento do Deputado Federal Aluísio Guimarães Mendes Filho (PTN/MA) também foi denunciado pelos Gamela, devido a uma entrevista concedida por ele a uma rádio local, logo após a retomada do território, se referindo aos indígenas de forma racista e incitando à violência. Aluísio foi assessor presidencial de José Sarney e Secretário de Segurança Pública na última gestão do governo de Roseana Sarney. A participação da Polícia Militar, que segundo os Gamela já estava no local e não interveio, também foi denunciado. Uma série de áudios, acessados pelo CIMI e encaminhados às autoridades públicas, mostram os policiais afirmando que não iriam intervir no ataque. O conflito também é relacionado ao movimento de “corta de arame” protagonizado pelos Gamela, que diz respeito à destruição das cercas levantadas pelos fazendeiros. No momento, os indígenas se encontram dispersos na mata e têm dificuldade em acessar hospitais, sob risco de novos ataques. Nos últimos anos o povo indígena Gamelas tem sido sistematicamente perseguido por pistoleiros, fazendeiros e autoridades locais. Em 2015, um ataque a tiros foi realizado contra uma área retomada por eles. Em agosto de 2016 três homens armados invadiram outra área e ameaçaram os indígenas. SERRAGLIO CHAMA ÍNDIOS ATACADOS DE “SUPOSTOS INDÍGENAS” O Ministério da Justiça divulgou nota informando que irá apurar o ataque feito por pistoleiros no Maranhão que deixou ao menos 13 indígenas do povo gamela feridos, três deles em estado grave, sendo que alguns tiveram as mãos decepadas a golpes de facão. Por meio de nota, o ministro da Justiça Osmar Serraglio, que é investigado pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal, disse que a pasta “está averiguando o ocorrido envolvendo pequenos agricultores e supostos indígenas”. Pouco depois, o texto publicado no site do ministério suprimiu a palavra “supostos”. Ainda de acordo com o Ministério, uma equipe da Polícia Federal foi deslocada para a região para “evitar mais conflitos”. A área reivindicada pelos indígenas do povo Gamela nunca foi demarcada pela Fundação Nacional do Índio (Funai). A tribo já havia sido alvo de outros dois ataques, em 2015 e 2016. Em março deste ano, o governo Michel Temer deu início ao desmonte da Funai promovendo cortes direcionaos, principalmente, na CGLIC (coordenação-geral de licenciamento), por onde passam todos os processos de licenciamento de obras em terras indígenas visando avaliar o impacto das obras privadas ou governamentais em relação aos povos indígenas, especialmente na área da Amazônia Legal. No último dia 28, o ministro da Justiça Osmar Serraglio disse que nem sequer sabia da exoneração do atual presidente do órgão, Antônio Fernandes Toninho Costa, e deu uma declaração explícita sobre o fisiologismo de interesses que domina o governo Michel Temer. “Não estou sabendo de demissão. Vi pela imprensa que ele seria demitido. Na verdade, a Funai é do PSC, do André Moura”, afirmou.
Primeiro de maio nada para comemorar

– O governo golpista, que declarou guerra aos trabalhadores e aos pobres, quer comemorar, neste 1º de maio, o pós-trabalho regular, o pós-emprego decente. *Por Marcelo Zero Neste 1º de maio, os trabalhadores não têm o que comemorar Em primeiro lugar, porque o desemprego promovido pelo austericídio golpista já bateu seu recorde histórico, 14, 2 milhões de desempregados, e não para de crescer. Em segundo lugar, porque os direitos dos trabalhadores brasileiros a um emprego decente estão sendo destruídos pela Reforma Trabalhista do governo ilegítimo. Com efeito, os trabalhadores do Brasil estão entrando no mundo tenebroso do “pós-emprego” e do “pós-trabalho”. Estão dando adeus ao trabalho regular, decente e protegido e entrando numa era de trabalho precário, irregular, desprotegido, perigoso e mal pago. Estão se despedindo da CLT e voltando aos tempos da República Velha, quando a “flexibilidade” e a falta total de proteção eram a regra. Como sempre, a destruição selvagem de direitos é apresentada como algo “moderno” e “civilizado”, que vai “beneficiar a todos”, principalmente os trabalhadores. Trata-se de uma moderna “pós-verdade”. Ou de uma mentira arcaica. Na realidade, as revisões das legislações trabalhistas destinadas a “flexibilizar” o mercado de trabalho e instituir novas formas de contratação já são antigas. Elas começaram na década de 1970, em alguns países anglo-saxônicos, e se intensificaram nas décadas de 1980 e 1990, com o predomínio do neoliberalismo, em nível mundial. É, portanto, algo arcaico e que não produziu, de um modo geral, os resultados esperados, em termos de geração de empregos, principalmente empregos decentes e de qualidade. No final do ano passado, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um extenso relatório sobre o assunto intitulado “NON-STANDARD EMPLOYMENT AROUND THE WORLD” (Emprego Não Normalizado no Mundo). A OIT define esse tipo de emprego (NSE) como o trabalho que não se enquadra em contratos por tempo indefinido, em jornadas integrais e numa clara relação de subordinação entre patrão e empregado. Em outras palavras, NSE é todo trabalho que não se enquadra nos padrões clássicos do emprego formal e plenamente protegido, com jornadas regulares. Por isso, ele também é definido, às vezes, como trabalho precário. Pois bem, nesse relatório da OIT, embora se reconheça que, em certas circunstâncias, o NSE pode beneficiar segmentos específicos, são feitas extensas advertências sobre os perigos desse tipo de emprego para trabalhadores, empresas, mercados de trabalho, economias e sociedades. Os efeitos nocivos sobre os trabalhadores são bem conhecidos, no mundo inteiro. Os trabalhadores inseridos no NSE em geral ganham menos que os demais trabalhadores (em média 30% menos, podendo chegar a 60% menos, pelo mesmo trabalho), têm proteção social inferior ou muito inferior, suas jornadas são muito inferiores ou muito superiores (sem direito a horas extras) às jornadas regulares, recebem pouco ou nenhum treinamento, estão mais sujeitos a acidentes e a trabalhos insalubres e perigosos, e vivem numa situação de imprevisibilidade e insegurança. Seus padrões de consumo são inferiores aos dos trabalhadores regulares. Têm também dificuldade em acessar crédito, especialmente crédito de longo prazo para comprar imóveis. Por isso, em muitos países europeus é comum encontrar jovens e até pessoas de meia idade que coabitam com seus pais, mesmo trabalhando. No que tange às empresas, a OIT adverte que aquelas que privilegiam o NSE tendem a ver diminuída a sua produtividade, devido à falta de comprometimento dos trabalhadores com a empresa e ao baixo investimento em qualificação e treinamento da força de trabalho. Mas as advertências mais graves dizem respeito aos mercados de trabalho e às sociedades. A OIT adverte que não há uma relação empírica consistente entre NSE e geração de empregos, principal justificativa para a revisão dos direitos trabalhistas. A bem da verdade, tudo depende mais das condições macroeconômicas do que das legislações. Quando há demanda e crescimento, o emprego tende a crescer. Quando vem a recessão, os empregos mínguam. Entretanto, nos países em que há número significativo de NSE, os mercados de trabalho se tornam mais sensíveis às oscilações do ciclo econômico, especialmente às recessões. Nesses países, esse tipo de emprego tende a crescer mais que o emprego plenamente protegido, quando há crescimento. Foi que aconteceu, por exemplo, na Espanha e na Itália, que fizeram modificações em suas legislações trabalhistas na década de 1980 (Espanha) e final da década de 1990 (Itália). Na Espanha, por exemplo, o trabalho temporário e a tempo parcial cresceu, como proporção dos ocupados, de cerca de 15%, em meados da década de 1980, para 35%, em 1995, sem que ocorresse, porém, uma expansão significativa do emprego total. A OIT denomina esse efeito de “efeito lua de mel”, justamente porque é de curta duração. Já na crise, esses trabalhadores mais desprotegidos são demitidos em massa, pois o custo das demissões é muito baixo. Com isso, o desemprego sobe muito e rapidamente. Por tal razão, a Espanha combina, atualmente, legislação trabalhista flexível e índices elevados de NSE com altos índices de desemprego. O mesmo aconteceu no Japão, após a crise dos anos 1990. Assim, não há evidências consistentes de que o NSE aumente, de forma significativa, a geração de empregos na expansão, mas há evidências de que elevados índices de NSE aumentem o desemprego nas recessões. Outra advertência que a OIT faz se relaciona à segmentação do mercado de trabalho pelo NSE. O NSE foi introduzido, em muitos países, para gerar empregos em segmentos específicos, em especial jovens e mulheres que tinham dificuldade em conciliar estudos e cuidados parentais com jornadas regulares de trabalho. A expectativa era de que o NSE, particularmente o trabalho temporário e o parcial, servisse como escada para o acesso ao trabalho protegido. Mas não foi isso o que aconteceu. Com o tempo, o mercado de trabalho foi segmentado. Assim, em muitos países há um mercado de trabalho precário, no qual estão sobrerrepresentados os jovens, as mulheres e os migrantes e um mercado de trabalho protegido, mas não há um fluxo de trabalhadores substancial do primeiro para o segundo. O fluxo do mercado de trabalho regido pelo NSE é em direção ao desemprego, não ao emprego decente.
AÉCIO FOI ENGOLIDO PELA PRÓPRIA ESPERTEZA

– Quando a esperteza é demais, ela engole o dono, já ensinava Tancredo Neves; foi exatamente isso o que aconteceu com seu neto, o senador Aécio Neves – Segundo o Datafolha, o mineirinho da odebrecht, senador Aécio Neveso, que, em dezembro de 2015, liderava os cenários sobre sucessão presidencial, e poderia ser agora o líder de uma oposição responsável, hoje tem apenas 8%; os motivos são óbvios: Aécio articulou um golpe que feriu de morte a democracia brasileira e fez do cinismo e da hipocrisia a sua máscara; sua cruzada moralista esbarrou no seu próprio passado e hoje, com cinco inquéritos na Lava Jato, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ele só empata com Romero Jucá (PMDB-RR); declínio de Aécio é mais uma prova do fracasso do golpe. – Em condições normais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) poderia estar hoje na dianteira do Datafolha. No entanto, ele se tornou um nanico, que hoje perde para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disparado na frente, para a ex-senadora Marina Silva e para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Entre dezembro de 2015 e esta pesquisa de abril de 2017, Aécio caiu de 28% para 8%. O que mudou de lá para cá? Derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio não respeitou as regras do jogo democrático e liderou um golpe que arruinou a economia e a imagem do Brasil, ajudando a instalar no poder uma verdadeira quadrilha. Aécio também fez do cinismo e da hipocrisia a sua máscara. Sua cruzada moralista esbarrou no seu próprio passado e hoje, com cinco inquéritos na Lava Jato, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ele só empata com Romero Jucá (PMDB-RR). Como já ensinava seu avô Tancredo Neves, quando a esperteza é demais, ela engole o próprio dono. O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais. Confira, abaixo, os principais cenários:
Lula dispara e vence em todos cenários

– O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 30% das intenções de votos a corrida para 2018, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada no domingo (30) pelo jornal Folha de S. Paulo. – Mesmo sendo alvo de um massacre midiático, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou em todos os cenários pesquisados pelo Datafolha, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno; ou seja: sem um tapetão judicial, que seria a fase 2 do golpe de 2016, com a inabilitação judicial de Lula, ele provavelmente seria eleito presidente pela terceira vez; a pesquisa também revelou o esfacelamento das principais forças golpistas: enquanto candidatos do PSDB, como Aécio Neves, derreteram, Michel Temer se tornou a personalidade política mais odiada do Brasil; no vácuo político, o único que cresceu, além de Lula, foi o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que hoje iria para o segundo turno; ontem, ao participar de um evento em defesa da indústria naval, ao lado do ex-governador Olívio Dutra e da presidente golpeada Dilma Rousseff, Lula se disse pronto para vencer mais uma vez o candidato da GloboO ex-presidente tinha 20% em março de 2016, subiu para 21% em abril do ano passado, 22% em julho, 25% em dezembro e hoje tem 30% das intenções de voto. A Folha destaca a resiliência de Lula, que é alvo de bombardeio da velha mídia golpista e da partidarizada Lava Jato.O juiz Sérgio Moro também teve sua “popularidade” testada pelo Datafolha. Ele aparece tecnicamente empatado (42 a 40) com o ex-presidente que tanto persegue. Mas a lembrança do nome do magistrado não pode ser confundida com intenção de votos.Da mesma forma Marina Silva (REDE) e Jair Bolsonoro (PSC-RJ), igualmente empatados tecnicamente (14 e 5, respectivamente), tende a ter suas candidaturas desmanchadas no ar por defenderem praticamente os mesmos preceitos econômicos de Michel Temer (PMDB).Já as candidaturas do PSDB foram praticamente dizimadas pelo levantamento do instituto. O senador Aécio Neves (MG) despencou de 26%, em dezembro de 2015, para míseros 8% nesta pesquisa publicada hoje. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin faz feio com 6%, bem como o prefeito paulistano João Dória que, apesar da espuma no Facebook, tem apenas 9%.Temer, coitado, fica na laterninha com 2% das intenções de voto.O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece em segundo lugar com 5%, dentro da curva, portanto.O Datafolha informa que entrevistou 2.781 eleitores, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Guaraciama terá nova eleição no Domingo, dia 07

– Cidade escolhe o prefeito e vice, por determinação do TRE – Apenas dois candidatos disputam o comando da prefeitura de Guaraciama, no Norte de Minas, no Domingo, dia 7 de maio. O ex-prefeito Filomeno Figueiredo, pelo PSDB, e Rafael Veloso, pelo PMDB. Filomeno Figueiredo, o Filó, terá como vice, Waguiner José Leal (Waguim), enquanto Rafael Veloso, o Doutor Rafael de Carlúcio, terá como vice, Nilton Cesar França, o Tim.Nas eleições de 2016, o candidato mais votado foi Francisco Adevaldo Soares (DEM), mas não pode assumir porque a chapa encabeçada por ele, a coligação Unidos pelo Progresso de Guaraciama, foi indeferidaO presidente da Câmara, Azemar Cardoso de Oliveira (PSL), assumiu a gestão do município, de quase cinco mil habitantes, em janeiro deste ano e ficará no cargo até a posse do novo prefeito. Condenação Francisco Adevaldo Soares Praes foi condenado pela contratação ilegal de servidores durante o primeiro mandato do agente político como prefeito da cidade do Norte do Estado, entre 2001 e 2004. Quatro anos depois, ele foi eleito novamente para cumprir o atual mandato.A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) constatou que houve a contratação temporária de 15 pessoas, sem a realização de concurso público, no período compreendido entre os três meses anteriores e três meses posteriores à realização das eleições de outubro de 2004.Segundo o promotor de Justiça e autor da ação, Danniel Librelon Pimenta, várias irregularidades foram constatadas no processo. Primeiro a renovação constante dos contratos de trabalho, que foram celebrados como temporários, e a não realização do concurso público. Além disso, as contratações aconteceram em período eleitoral, o que também é proibido pela lei.Além da perda do mandato, Francisco Adevaldo perdeu seus direitos políticos por cinco anos e foi condenado ao pagamento de uma multa que corresponde a 50 vezes o valor que ele recebia como remuneração à época de seu primeiro mandato.Ainda de acordo com o promotor, o prefeito agiu “sem observar os preceitos legais, em clara violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, postulados indissociáveis da Administração Pública”.
Movimentos sociais querem o retorno do promotor

– Paulo Márcio Dias vinha combatendo com eficiência a corrupção no Norte de Minas – Vários ativistas de movimentos sociais da cidade de Montes Claros fizeram manifestação na tarde da última quinta-feira (27), em frente à sede do Ministério Público, por ocasião da presença, em Montes Claros, do Procurador Geral do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet. Eles exigiram o retorno do promotor Paulo Márcio Dias para a promotoria de Montes Claros. Os manifestantes foram recebidos pela secretária geral do Ministério Público no Norte de Minas, promotora Aluísia Beraldo Ribeiro, após Tonet recusar em recebê-los. Para o membro do Comitê de Combate a Corrupção do Norte de Minas, Antônio Ataíde Durães, o Tatá, a saída do promotor Paulo Márcio Dias foi no mínimo estranha. “Infelizmente, forças ocultas conseguiram remover o promotor Paulo Márcio, simplesmente porque ele vinha sendo o terror dos corruptos do norte de Minas. E isso causou estranheza”, criticou Tatá.
Ministro tucano manda soltar Eike Batista

– Gilmar Mendes, que impediu PF de ouvir Aécio Neves, manda soltar Eike Batista O ministro do STF Gilmar Mendes, o mesmo que libertou Daniel Dantas e que ainda nesta semana impediu a Polícia Federal (PF) de ouvir em depoimento o senador Aécio Neves, acaba de determinar a libertação do empresário Eike Batista, preso desde janeiro pela Operação Eficiência. Eike é acusado de fraudes em contratos de empresas com o governo do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral. A defesa de Eike teria alegado que a prisão foi decretada para garantia da ordem pública e para que fosse assegurada a aplicação da lei penal, com base nos argumentos de que Eike participou de uma organização criminosa em um esquema de corrupção durante o governo do ex-governador Sérgio Cabral. Mas que a acusação não apresentou provas de que Eike participou de organização criminosa ou que tenha tentado obstruir a Justiça. Ou seja, argumento que é utilizado por todos os presos na Operação Lava Jato. Até agora não deu certo para ninguém. Mas para Eike Batista, que é um homem de sorte, deu. Vejam como são as coisas…
Lula comemora sucesso da greve geral

“As pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial”. Da Rede Brasil Atual – Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a greve geral desta sexta-feira (28) contra as reformas pretendidas pelo governo Temer é um “sucesso total”. Ele ressaltou que as ruas de São Paulo e de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde reside, estão vazias, um sinal de que “as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial.” Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta manhã, Lula afirmou que o sucesso da greve também significa que está sendo ampliada a conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das reformas pretendidas. Lula afirmou que a paralisação é uma demonstração de força do movimento sindical, em especial da CUT. “O movimento sindical e o povo brasileiro estão fazendo história”, ressaltou. Lula destacou que é notória nas ruas a adesão da população, pelo vazio no trânsito. “Nem de domingo as cidades têm trânsito tão leve quanto eu vi hoje. O povo ficou em casa. As pessoas não precisam ir pra rua em dia de greve. Isso é uma clara demonstração que as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos que o governo vem fazendo. É uma satisfação saber que o povo brasileiro está tomando consciência”, afirmou. O ex-presidente destacou ainda as promessas de que a situação econômica do país melhoraria após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, e rebateu. “Que vai melhorar é uma mentira. Destruir com direitos não melhora a vida de ninguém.” Lula lembrou que, entre o período de 2004 a 2014, com crescimento do emprego, as contas da Previdência estavam no azul, negando portanto o déficit estrutural apontado pelo atual governo, e sugeriu a saída: “Se quiserem resolver o problema da Previdência, é preciso que a economia volte a crescer. É simples. Mas esse governo só sabe cortar”, provocou. O ex-presidente reafirmou, ainda, que as tentativas de desmonte do sistema de Seguridade Social – por causa da reforma da Previdência –, e da Justiça do Trabalho – por conta da reforma trabalhista – são um desastre para o país. “Lamento profundamente, mas não tem outro jeito senão continuar lutando para recuperar e melhorar direitos e a qualidade de vida do povo brasileiro”, disse Lula. DILMA: HOJE MEU CORAÇÃO SE ENCHE DE ESPERANÇA “Estamos do lado certo. Meu coração se enche de esperança. Vamos em frente. A luta por dias melhores para todos os brasileiros está apenas começando. A ampliação da democracia nos levará à vitória”, disse a presidente legítima Dilma Rousseff, deposta pelo golpe de 2016, em nota divulgada nesta sexta-feira 28, em que uma greve geral parou o País; segundo ela, o povo brasileiro está de parabéns porque “foi às ruas contra um governo golpista que promove o mais brutal ataque aos direitos dos trabalhadores e que compromete o futuro dos nossos filhos e netos, com um retrocesso na previdência que é perverso e sombrio” RENAN AVISA: SENADO VAI OUVIR TRABALHADORES Ex-presidente do Congresso e atual líder do PMDB, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) reconheceu a força da greve geral desta sexta-feira e disse que o Senado não vai aceitar a reforma trabalhista da forma como ela foi votada na Câmara dos Deputados; “uma discussão dessa importância, num momento de desemprego agudo como o atual, não pode ser votada de atropelo, na calada da noite”, disse Renan ao 247; segundo ele, as paralisações desta sexta-feira foram muito fortes em todo o País, o que impõe a necessidade de diálogo; “nós vamos chamar os trabalhadores e cada uma das centrais sindicais para discutir todos os pontos da reforma”, disse Renan; ele afirmou ainda que a experiência internacional demonstra que, onde houve retirada de direitos e garantias sociais, não se viu nenhum aumento significativo dos empregos; “ao contrário, só houve precarização” Contra desmonte de Temer, até freiras aderem à greve geral“É isto aí, irmãs! O Papa Francisco se ver vai ficar orgulhoso de vocês. Igreja que saí às ruas! Será que alguém as chamou de vagabundas petralhas?????”, postou “O Lembrador”, em seu Facebook; greve geral contra o desmonte produzido por Michel Temer é a maior da história do País