O Brasil governado pelo fígado e pelas redes sociais – Via El País

Desde que assumiu, o presidente não conseguiu levantar a cabeça, mantendo-se a reboque de polêmicas e de alfinetadas distribuídas a desafetos e à esquerda A queda de braço iniciada na semana passada entre Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e o agora ex-ministro Gustavo Bebianno deixou a dúvida se o Brasil estava diante de novos gênios da política, ou de um clã deslumbrado com o poder. A resposta fica em aberto, mas a única verdade que o episódio com Bebianno retrata é que este início do Governo Bolsonaro não está tropeçando em adversários políticos de outros partidos como era de se esperar. Ele esbarra nos fígados do presidente e do filho Carlos. Os Bolsonaros não se importaram em fritar publicamente Bebianno, o homem que liderou a campanha eleitoral vitoriosa do atual presidente, quando ocupava o cargo de presidente do PSL. Foi tratado como mentiroso por pai e filho, à luz do dia, por ele ter dito à imprensa que havia conversado com o presidente no dia anterior por três vezes. O azedume dos Bolsonaros tinha menos a ver com o diz-que-diz para jornais de seu antigo aliado, e mais com as notícias da candidatura laranjas do PSL que receberam milhares de reais na reta final da campanha apenas para cumprir tabela, sem chance de serem eleitas. “Querer empurrar essa batata quente desse dinheiro lá para a candidata de Pernambuco pro meu colo, aí não vai dar certo. Aí é desonestidade e falta de caráter”, disse Bolsonaro num áudio enviado a Bebianno, que veio à tona nesta terça. O presidente se refere à candidatura de Maria de Lourdes Paixão, que recebeu 400.000 reais do fundo partidário do PSL apenas três dias antes da eleição, segundo levantou o jornal Folha de S. Paulo. Lourdes só teve 274 votos. Com os ânimos tão exaltados, o presidente preferiu estender o mistério sobre o destino de seu ministro até esta segunda-feira. Afinou o discurso com a equipe – leia-se, seguraram os dedos antes de escrever nas redes sociais – e fecharam uma agenda positiva para atenuar o desgaste da crise que se instalou com o bode na sala das laranjas do PSL. Mas o desfecho foi conhecido, com o anúncio da decisão de “foro íntimo” do presidente de exonerar seu agora ex-ministro. Intimidade, contudo, é uma palavra estranha para quem tuíta e governa pelas redes sociais. Bolsonaro ainda teve a ideia de gravar um vídeo reconhecendo a dedicação de Bebianno à frente da coordenação da campanha eleitoral que o fez chegar ao Palácio do Planalto. Mas era uma gota de água numa enorme ferida no ego. Advogado que ocupou o ministério da Secretaria-Geral de Governo, Bebianno mostrou que o seu sangue também ferveu. Além de publicar no Instagram um versinho sobre lealdade de amigos no final de semana e trocar a foto de Bolsonaro do seu perfil, teve áudios vazados para a imprensa com os diálogos entre ele e o presidente que lhe dão razão quando dizia que havia falado com o presidente por três vezes por mensagens de WhatsApp. Não se sabe se ele foi o autor do vazamento, mas tudo leva a crer que sim. Se amor com amor se paga, então para a bílis deve valer o mesmo. Até a semana passada, quando Bebianno ainda integrava a equipe do Governo, o Brasil esperava que a volta de Bolsonaro a Brasília após 17 dias de convalescência teria a reforma da Previdência como carro-chefe. Era o assunto mais importante a tratar depois da sua estadia em São Paulo para recuperar-se da última operação para a retirada da bolsa de colostomia, sequela do atentado a faca que sofreu durante a campanha. Mas ele nem havia saído do hospital quando o imbróglio começou com Bebianno. A ousadia do pai e filho de rifar um ministro nas redes sociais levava a crer que tivessem calculado todos os riscos de uma decisão do gênero. Mas os áudios desta terça tiraram Bolsonaro do papel de potencial estadista para o de bombeiro que precisa apagar incêndios para manter unidade na base diante das ambições de votar projetos de grande monta. Desde que assumiu, o presidente não conseguiu levantar a cabeça, mantendo-se a reboque de polêmicas de frases de efeito de ministros e de alfinetadas distribuídas a desafetos e à esquerda. Com o fígado, não há pontes que se construam numa democracia. Seu jeito beligerante foi bom para ganhar a torcida anti-PT em um ano eleitoral. Mas em menos de dois meses esse método já demonstrou fissuras entre seus apoiadores, muitos que criticaram o modo intempestivo como demitiu Bebianno. O áudio vazado nesta terça demonstra que Bolsonaro tinha razão para reclamar do ex-ministro. Mas falta coerência quando ele mantém o ministro do Turismo, Marcelo Antônio, por ter patrocinado outras candidaturas laranja em Minas Gerais. Eleito com a força das redes sociais, o presidente teve uma ascensão meteórica e surpreendente. A velocidade digital, no entanto, é implacável como nos reality shows da TV. Quem não responde pelo que diz ou escreve perde a vez e a audiência.
Sergio Moro mordeu a fronha e abaixou as calças para os políticos

Para o Moro Caixa 2 era corrupção. Nos EUA…Políticos peitaram e ele piscou…Via Paulo Henrique Amorin Conversa Afiada recupera trecho de reportagem que o Globo Overseas publicou em 08/04/2017: O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou neste sábado em uma palestra para estudantes brasileiros na Universidade de Harvard, que a corrupção para financiamento de campanha é pior que o desvio de recursos para o enriquecimento ilícito. Ele defendeu o projeto elaborado pelo Ministério Público Federal por acreditar que a atual tipificação do Caixa 2, que trata do caso de forma semelhante à falsificação, como inadequada. – Temos que falar a verdade, a Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral. Para mim a corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito. Se eu peguei essa propina e coloquei em uma conta na suíça, isso é um crime, mas esse dinheiro está lá, não está mais fazendo mal a ninguém naquele momento. Agora, se eu utilizo para ganhar uma eleição, para trapacear uma eleição, isso para mim é terrível. Eu não estou me referindo a nenhuma campanha eleitoral específica, estou falando em geral. Ele afirmou que a tipificação imperfeita do Caixa 2 impede uma pena mais justa, que segundo ele não precisa ser tão elevada quanto à de corrupção. Moro afirmou que defende as punições propostas pelo MPF, ou seja, prisão de dois a cinco anos. Dentro do pacote de 10 medidas anti-corrupção enviadas pelo MInistério Público Federal ao congresso, ele também defendeu como uma das primordiais a que tipifica o crime de enriquecimento ilícito de servidores públicos. – Na Lava-Jato conseguimos ter as provas da corrupção nos casos de enriquecimento ilítico dos ex-diretores da Petrobras que já foram condenados, mas muitas vezes a condenação não ocorre por falta de provas – explicou o juiz. (…)
Bebianno é demitido 5 dias após ser chamado de mentiroso

BOLSONARO DEMITE BEBIANNO, PRIMEIRA QUEDA PELO LARANJAL DO PSL Porta-voz diz que decisão é de “foro íntimo do presidente” – Após dias de crise e troca de farpas no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro exonerou nesta segunda-feira 18 o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. É o primeiro ministro a cair em decorrência do escândalo das candidaturas laranjas de seu partido, o PSL, que durante as eleições foi presidido por Bebianno. “O excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso em sua nova caminhada”, declarou o porta-voz. “O motivo da exoneração é uma decisão de foro íntimo do nosso presidente”, disse ainda Rêgo Barros. A mesma explicação foi dada para a demora na exoneração e para a manutenção do ministro do Turismo, mais um alvo de denúncias no caso dos laranjas do PSL. O pivô da crise, provavelmente devidamente orientado pelo presidente, foi o filho Carlos Bolsonaro, que chamou o agora ex-ministro de “mentiroso” nas redes sociais e levou o exército digital pró-Bolsonaro a defender o clã e a “fritar” publicamente o integrante do governo. Neste fim de semana, diversas declarações foram atribuídas a Bebianno, como a de que ele estaria arrependido de ter viabilizado a vitória de Bolsonaro, além de ameaças como a de que o Brasil iria “tremer” se a exoneração se confirmasse e de que tinha “documentos e papéis” que podem comprometer o presidente. Teria disparado ainda diversas críticas a Bolsonaro, chamando-o até de louco. Depois, Bebianno negou. O núcleo militar do governo fez forte pressão pela demissão. O vice, general Hamilton Mourão, disse em entrevista que desta segunda-feira a demissão não passaria. Os militares defendiam que, no lugar de Bebianno, fosse nomeado o general da reserva Floriano Peixoto, o que foi atendido, conforme anúncio do porta-voz.
Sem imunidade, o golpista Michel Temer está a caminho do xilindró

QUEBRA DE SIGILO DE MARIZ INDICA AÇÃO CONTRA TEMER O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado que defendeu Michel Temer das acusações da JBS e, ao final do governo do emedebista, pediu para sair da defesa, diz, em entrevista ao jornal O Estado de S Paulo, que teve seu sigilo bancário quebrado porque fez pagamentos ao empresário Lúcio Funaro, que aparentemente o delatou. Mariz diz ter repassado cerca de R$ 300 mil a Funaro como “devolução de honorários” e que tudo estaria documentado. Delator na Lava Jato, Funaro tenta provar que recebeu recursos de Mariz a mando de Temer. Esses recursos seriam provenientes da JBS, o que explicaria a frase “tem que manter isso, viu?” dita por Temer ao empresário Joesley Batista, no Palácio da Alvorada. A reportagem afirma que Mariz não teme a quebra do sigilo bancário de seu escritório nem dele próprio. “Não temo de forma alguma”, disse o criminalista. A matéria acrescenta ainda que “a informação sobre o decreto judicial que abre o sigilo das contas da banca Mariz de Oliveira, uma das mais tradicionais do País, foi noticiada pelo jornal O Globo na sexta, 15. A ordem partiu do juiz Vallisney de Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, e atinge também 15 empresas. Mariz disse que ainda não teve acesso à ordem judicial, mas acredita que ela ocorreu no âmbito de uma investigação sobre o ex-presidente Michel Temer, sob suspeita de tentar silenciar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o corretor Lúcio Bolonha Funaro, que virou delator na Operação Sépsis – investigação sobre desvios e fraudes na Caixa.” O jornal ainda destaca: “Mariz defendeu ambos, Temer e Funaro. À defesa do ex-presidente ele renunciou no dia 29 de dezembro passado por ‘impedimento legal e ético’. Temer é alvo de três acusações formais da Procuradoria-Geral da República e de mais cinco inquéritos em curso na Polícia Federal. O impedimento surgiu a partir do momento em que foram arroladas testemunhas de acusação contra Temer que o próprio Mariz já havia defendido em outras ações. Uma dessas testemunhas é o corretor Lúcio Bolonha Funaro, delator do ex-presidente.” Se ficar provado que Temer tentou silenciar duas testemunhas – Cunha e Funaro – ele poderá ser alvo de ações coercitivas determinadas pelo juiz Vallisney.
INSATISFAÇÃO – Prefeito de Montes Claros dispara contra o governo de Minas

Humberto Souto reclama da retenção constante de repasses das cidades O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (PPS), criticou o fato de o atual governo de Minas Gerais continuar retendo os recursos constitucionais dos municípios. Em entrevista à revista Viver Brasil, Souto contou que no mês de janeiro, o Executivo repassou apenas 50% do que deveria ser depositado. “Não estou discutindo o problema do Estado. O IPVA é do município, o Estado está recebendo e não está repassando para a prefeitura. O mais grave é que o governo novo, que não tem nada a ver com o passado, que veio em nome da moralidade, que vem em nome da honestidade, do respeito as coisas dos outros, está fazendo a mesma coisa. Isto é que é o grave”, afirmou. Na entrevista, o prefeito de Montes Claros afirmou que os parlamentares não estão fazendo nada para ajudar as prefeituras. “Como é que nós vamos pagar os professores? Como vou pagar os funcionários? Uma prefeitura que tem 40 mil alunos. É uma loucura. Minas está em um momento desesperador e não temos a quem procurar. Os deputados não estão falando nada, os senadores não estão falando nada e os prefeitos estão sofrendo sem saber o que faz”, disparou. Ainda de acordo com Souto, a União e o Judiciário deveriam fazer algo para reverter a situação. “As prefeituras hoje em Minas Gerais vivem um drama terrível. É um erro do governo federal e do poder Judiciário não terem interferido nisso ainda. Eles quebraram, literalmente, todos os municípios. Há uma crise violentíssima. Professores quase me bateram nesta semana, ao sair da prefeitura, porque o irresponsável anterior não repassou os recursos normais da prefeitura, como IPVA, ICMS, ITR e o Fundeb. O orçamento da prefeitura é formatado com esses valores. Se esses recursos são sequestrados pelo governo do Estado, criminosamente, desequilibra o orçamento da prefeitura. Se tem uma previsão de R$ 1 milhão de despesa e o repasse da receita vira R$ 500 mil, como é que você vai cumprir com os seus compromissos? Como vai tirar o lixo da cidade, pagar médico, trocar as lâmpadas, tapar buraco?”, declarou. Foi depois do decreto 47.296/17, de autoria do ex-governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), que autoriza o Executivo a reter repasses dos municípios, que começou a dor de cabeça dos prefeitos. Atualmente, os depósitos que antes eram feitos diretamente na conta dos municípios, passam primeiro pelos cofres do governo. Embora os recursos sejam obrigatoriamente das prefeituras, eles nem sempre chegam aos cofres da administração municipal. De acordo com a Associação Mineira dos Municípios (AMM) a dívida do Estado chega a R$ 13,6 bilhões, sendo que R$ 12,6 bilhões são herança do governo petista e R$ 1 bilhão é referente a janeiro, primeiro mês de gestão do governador Romeu Zema (Novo). A proposta do governador é parcelar a dívida do governo passado, mas o acordo ainda não foi feito com os prefeitos. Zema prometeu, na semana passada, revogar o decreto de Pimentel e colocar em dia o repasse das prefeituras. Contudo, o presidente da AMM, Julvan Lacerda, contou que o governo pretende somar o débito de janeiro ao montante deixado pelo petista. Lacerda afirmou que a AMM não vai aceitar essa forma de pagamento. Humberto Souto entende que a dívida passada possa ser negociada, mas espera que o que deveria ser repassado esse ano seja colocado em dia o quanto antes. “O governo está devendo R$ 150 milhões a Montes Claros, referente ao ano passado. Esse aí discute depois, mas gostaria que ele tivesse a hombridade de começar o governo passando para o município o que é do município. Não é justo pegar o que é do município para pagar conta do Estado. Isso não é justo”, disse. O prefeito de Montes Claros considera a possibilidade apresentada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual Agostinho Patrus, de processar o Banco do Brasil, que é o responsável pelo repasse. “Acho que o Banco do Brasil é corresponsável. Ele não poderia repassar o dinheiro que é do município para o Estado, e o banco está passando. Acho que é preciso começar a pensar nessa alternativa. Mas a origem é o governador. Ele não pode cometer um crime tão banal e apropriar-se indebitamente do que é dos outros”, afirmou. Questionado sobre a falta de projetos de desenvolvimento nas prefeituras, Souto explicou que nesse cenário a única alternativa dos chefes do Executivo municipal é fazer cortes. “O que é que o prefeito vai fazer? Em casa não se pode gastar mais do que se ganha. Se o orçamento da prefeitura não está se realizando, não resta outra alternativa a não ser cortar despesa”, declarou.
Em 48 dias, Romeu Zema descumpre promessas feitas na campanha eleitoral

Cortes significativos de cargos e fim de indicações políticas estão entre temas ignorados inicialmente; número de secretarias também é maior do que o dito antes das eleições Com discurso recheado por metáforas, críticas duras aos políticos e tom populista em muitas ocasiões, o empresário Romeu Zema (Novo) foi eleito como governador de Minas Gerais com a promessa de que iria acabar com privilégios e promover economia aos cofres públicos. À frente do Executivo por exatos 48 dias, ele já descumpriu com alguns de seus compromissos que foram repetidos com exaustão enquanto buscava os votos dos mineiros. Entre eles estão a manutenção de indicações políticas na administração e o corte de cargos comissionados que foi nove vezes menor do que o assegurado por ele durante o período da eleição. Sempre crítico ao PSDB, Zema afirmou por diversas vezes que o partido fez uma má administração no governo estadual e contribuiu para a crise econômica que o Estado se encontra hoje. Contudo, logo no início de gestão, ele nomeou para a máquina pública justamente nomes da legenda do senador Antonio Anastasia – que ele derrotou no segundo turno da eleição. Entre eles Custódio Mattos como secretário de governo e Luiz Humberto para líder de governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Curiosamente, esse último também foi líder de Anastasia na Casa. O governador ainda prometeu que teria apenas nove secretarias no Executivo e que o corte de cargos comissionados seria de 80%. No entanto, o projeto de reforma administrativa prevê que o número de pastas seja reduzido de 21 para 12. Em relação aos postos de confiança, a extinção é nove vezes menor do que foi dito, chegando a 8,7%. Como mostrou O TEMPO, o governo mineiro tem hoje 5.985 cargos de comissão, chamados pela legislação de DAD, e a reforma prevê a diminuição de 524 vagas. Se a promessa de Zema fosse cumprida, resultaria na diminuição de 4.788 funções de confiança. Uma das frases mais repetidas pelo então candidato era de que a administração estadual não seria um cabide de empregos e nem loteado por candidatos derrotados na eleição. Mas o que se viu desde que a gestão começou foram nomes do partido Novo sendo designados para funções no governo, sendo o mais recente deles o secretário da Saúde – Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva que recebeu 19.683 votos e não foi eleito para a Câmara dos Deputados. Já Rodrigo Paiva, que foi candidato ao Senado, foi escolhido como presidente da Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge). Na época, ele recebeu 1.342.645 votos. Também havia sido vetada por Zema a indicação de políticos para pessoas ocuparem cargos no Estado. Mas nos últimos dias Mattos e Carneiro admitiram publicamente que deputados estaduais vão poder sugerir nomes para postos em órgãos regionais, desde que sejam considerados elementos técnicos. Essa é uma das formas de ele conseguir governabilidade na Assembleia. Voos. Em outra frente, o governador havia dito que ia deixar de usar o helicóptero do Executivo, deixando até mesmo de comparecer no dia 1º de janeiro na posse de Jair Bolsonaro, em Brasília, porque não havia voos de carreira disponíveis. Porém, 15 dias depois, ele utilizou uma aeronave do governo para se encontrar com o presidente. Diante da repercussão negativa, anunciou na última semana a venda de uma das aeronaves da frota estadual. Estado nega descumprimento A reportagem de O TEMPO questionou o governo de Minas Gerais sobre as promessas descumpridas por Romeu Zema. O Executivo, porém, não reconhece que compromissos feitos pelo governador foram ignorados e informou, por meio da assessoria de imprensa, que é importante esclarecer que o balanço de ações do Estado não pode levar em conta um período de apenas 45 dias. A matéria, no entanto, não faz um balanço da gestão, mas sim apresenta pactos que já foram descumpridos. O governador garantiu à reportagem que sempre cumpre suas promessas: “Temos ainda mais 46 meses para cumprir com os compromissos (feitos durante a campanha eleitoral). E vamos fazer nos momentos mais corretos e adequados. Sou uma pessoa de palavra e sempre a cumpri”. Sobre o número de secretarias ser de 12 e não de nove como prometido, a assessoria do Estado disse que a diferença representa, “meramente”, um ajuste de prognóstico, dentro do que foi planejado. “O mais importante a se considerar é que a máquina pública estadual passará por uma redução sem precedentes, de 21 para 12 secretarias de Estado”, explicou. Em relação a redução de cargos comissionados não chegar ao patamar de 80%, mas sim de 8,7%, a assessoria afirma que, em coletiva de imprensa dada, no início do mês, por Zema e pelos secretários de Planejamento, Otto Levy, e de Fazenda, Gustavo Barbosa, foi dito que neste primeiro momento os cargos em comissão, gratificações e funções gratificadas serão reduzidos em aproximadamente 1.700, o que representa 16%, considerando o novo quadro de secretarias. No entanto, como O TEMPO mostrou, na ocasião em que a reforma foi apresentada aos jornalistas, Otto Levy afirmou que 60% dos cargos comissionados seriam extintos. Em nenhum momento o percentual de 16% foi citado por qualquer um dos membros do Executivo. Mas, ainda em nota, a assessoria declara que “um patamar maior (de corte) será atingido na segunda etapa da reforma administrativa, com a reestruturação de fundações, autarquias e empresas públicas”. Indagado sobre a nomeação de tucanos para cargos no primeiro escalão, o governo justifica que as críticas de Zema nunca foram direcionadas a partidos políticos, mas aos modelos de gestão que resultaram no elevado déficit orçamentário em que o Estado se encontra: “Os critérios adotados para compor funções no governo são técnicos e visam exclusivamente resultados voltados à administração pública eficiente. Em tais definições, as composições políticas não se sobrepuseram aos critérios técnicos”. O Estado afirmou que sobre candidatos do partido Novo derrotados que foram nomeados pela administração e indicações de deputados em regionais serem aceitas, os dirigentes designados tiveram seus nomes e respectivas formações acadêmicas e demais experiências gerenciais amplamente divulgadas. “O governo
Quem é Gustavo Bebianno, a primeira (e perigosa) baixa de Bolsonaro

Presidente do PSL entre janeiro e outubro de 2018, Bebianno está no centro do esquema de candidaturas laranjas do partido Gustavo Bebianno está perto demais de perder a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Depois de uma reunião a portas fechadas com Bebianno e Mourão, na noite desta sexta 15, o presidente preferiu dispensá-lo. A exoneração deve ser publicada na segunda-feira.Embora tenham havido alguns recuos em nomeações, Bebianno será a primeira baixa ministerial do governo. O rompimento também é o primeiro dentro do núcleo mais próximo a Bolsonaro, e pode provocar uma reação em cadeia: o aliado guarda várias informações das quais Bolsonaro certamente não quer ser lembrado. Presidente do PSL entre janeiro e outubro de 2018, Bebianno está no centro do esquema de candidaturas laranjas do partido revelado pela Folha. Ele autorizou de próprio punho a transferência de 400 mil reais a uma candidata de Pernambuco. A relação de Bebianno com o presidente não se explica com associações fáceis. Bebianno não é parente, não é militar e também nunca ocupou cargo político. Membro da concorrida banca de Sergio Bermudes, o advogado conheceu o ‘mito’ em 2017, e se ofereceu para atuar de graça em processos contra ele. Encantando pela jornada quixotesca de Bolsonaro rumo à presidência, tomou a frente da campanha, assumindo interinamente a presidência do PSL. Dividiu com Carlos Bolsonaro o posto de “cão de guarda” durante as passagens hospitalares de Bolsonaro desde o atentado à faca. Fritado publicamente por Carlos Bolsonaro e, depois, pelo pai, Bebianno retribuiu pisoteando a autoridade do presidente: disse que só sairia do cargo se o presidente determinasse. A exemplo do que ocorreu no episódio da direção da Apex, ao forçar a permanência, terminou caindo. Farpas virtuaisNa sexta, Bebianno deixou um recado controverso nas redes sociais. O texto postado pelo advogado diz que “a lealdade é um gesto bonito das boas amizades. Só consegue ser amigo, quem aprende a ser leal.” Em outro trecho, diz: “Uma pessoa leal, sempre será leal. Já o desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça”. O núcleo mais próximo dos filhos reagiu diferente. Filipe Martins, assessor internacional da Presidência, comemorou a queda de Bebianno – e a vitória de Carlos Bolsonaro – compartilhando versos bíblicos sobre o valor dos filhos. Filipe G. Martins@filgmartin Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum guerreiro, assim os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.
Jovem morto por segurança estava a caminho de clinica de reabilitação

– O jovem de 19 anos morto por um segurança do supermercado Extra da Barra da Tijuca na última quinta-feira 14, Pedro Oliveira Gonzaga, era dependente químico e estava a caminho de uma clínica de reabilitação junto com a mãe, Dinalva Oliveira, em Petrópolis. Uma reportagem do jornal O Globo relata que Dinalva parou na Praça de Alimentação do supermercado para almoçar com o filho antes de levá-lo para a clínica e que sua mala já estava no carro. Pedro era de uma família de classe média que morava na Barra. Segundo uma amiga da família, o jovem teve um surto, uma alucinação, e correu em direção ao segurança, que o imobilizou com um ‘gravata’ e não o soltou mais, por cerca de quatro minutos, apesar dos apelos da mãe, que dizia que ele não estava armado e sua mão estava ficando roxa. O segurança só respondia, aos gritos, que ela estava mentindo. Em depoimento à Delegacia de Homicídios da Capital, o segurança que lhe aplicou o golpe contou que Pedro tentou tirar a arma dele e disse ter agido em legítima defesa. No entanto, havia outros seguranças no local e um vídeo que mostra a cena anterior ao estrangulamento comprova que o jovem não tentou pegar a arma. VÍDEO PROVA QUE JOVEM ASSASSINADO NO EXTRA NÃO TENTOU ROUBAR ARMA DE SEGURANÇA Vídeo da câmera de segurança do supermercado Extra mostra que não houve tentativa do jovem Pedro Henrique Araujo, 19 anos, de tentar pegar a arma do segurança do estabelecimento, Davi Ricardo Moreira Amancio, que o matou nesta sexta-feira, no Extra da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Renê Silva, editor-chefe do Voz das Comunidades, compartilhou nas redes sociais a reportagem com o vídeo. “Imagens exclusivas do #RJTV @RedeGlobo mostram que o rapaz caiu no chão duas vezes e que não estava tentando pegar arma do segurança. E aí?”, questionou o comunicador e ativista. Imagens exclusivas do #RJTV @RedeGlobo mostram que o rapaz caiu no chão duas vezes e que não estava tentando pegar arma do segurança. E aí? #VidasNegrasImportam
Orquídeas vão embelezar ainda mais os parques de Montes Claros

O bucólico Espaço Sagarana, localizado no bairro Ibituruna, ficará ainda mais bonito a partir de sexta-feira, dia 22 de fevereiro, quando receberá 200 mudas de orquídeas da Sociedade Orquidófila Norte Mineira – SONM, numa parceria com a ONG Vida Verde – Ovive. A ação, que tem o apoio da Prefeitura de Montes Claros, tornará o espaço público ainda mais prazeroso e bonito. A iniciativa faz parte da programação da XVIII Exposição de Orquídeas da Sociedade Orquidófila Norte-Mineira, que acontecerá nos dias 22, 23 e 24 desde mês, no Ibituruna Shopping, contando com a presença de quatro orquidários profissionais que comercializam espécies naturais, estrangeiras e híbridas, produzidas em laboratórios especializados. Preocupada com a satisfação daqueles que adquirirem suas orquídeas, a SONM realizará o tradicional Curso de Cultivo, para que os iniciantes nesta arte possam manter a vitalidade das suas plantas. As aulas serão realizadas durante a Exposição e as inscrições, feitas durante o evento, com vagas limitadas. CAMPANHA Além de ceder 200 mudas para o Espaço Sagarana, os organizadores idealizaram uma campanha com o objetivo de incentivar a doação de orquídeas para embelezar ainda mais aquele espaço, com o slogan: “Doe uma orquídea para o Sagarana, que nós cuidamos dela”. A parceria entre a SONM e a Ovive, com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, prevê ainda a doação de mudas para os parques Sagarana, Milton Prates, João Botelho e Canelas, totalizando mil plantas. Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, as flores espalhadas pela cidade vêm transformando Montes Claros em um lugar mais bonito e aconchegante. “Quem passa pelas praças, ruas e avenidas de Montes Claros já pode observar, além das belas esculturas, milhares de flores, que vêm chamando atenção. Agora, com esta parceria com a Sociedade Orquidófila Norte Mineira e com a Ovive, para o plantio de orquídeas nos nossos parques, a cidade vai melhorar ainda mais o seu visual e ficará mais bonita e gostosa, com o ambiente muito mais agradável. Isso é qualidade de vida!”, comemorou Ribeiro, acrescentando que “toda doação para melhorar o visual da nossa cidade e o meio ambiente será de suma importância para toda a população”. PLACAS As placas de orientação da ecopista do Parque Sagarana foram instaladas em todos os acessos daquele logradouro. A medida visa conscientizar os frequentadores para permitir que todos possam fazer caminhadas, sem transtornos. As placas dos parques Milton Prates, Mangueiras e das Tilápias serão instaladas em breve.
Odebrecht deu R$ 30 milhões ao Mineirinho. Mas isso não vem ao caso

Delator aponta à PF reuniões sobre pagamentos a ‘Mineirinho’ Em depoimento que citou o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-gerente de Recursos Humanos da Odebrecht Ênio Augusto Pereira e Silva, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou à Polícia Federal que o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Henrique Valladares se reuniu com o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. Segundo o executivo, Henrique Valladares e Dimas Toledo se encontraram ‘para tratar a respeito de pagamentos’ para ‘Mineirinho’. Ênio Augusto Pereira e Silva falou à PF em um inquérito que apura o suposto pagamento de R$ 30 milhões da Odebrecht para o tucano – R$ 28,2 milhões em dinheiro entregue em uma sala comercial em Ipanema, no Rio, e US$ 900 mil em pagamentos no exterior. O valor teria sido repassado para que Aécio Neves ‘influenciasse o andamento dos Projetos do Rio Madeira (Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia) atendendo aos interesse do grupo e da Andrade Gutierrez’. Segundo os delatores da Odebrecht, Dimas Fabiano Toledo operou os pagamentos. Investigadores afirmam que ‘Mineirinho’ é o deputado Aécio. Os executivos da empreiteira narraram que Dimas Toledo ‘esteve no escritório da Odebrecht no Rio de Janeiro e apresentou um cronograma de pagamentos referentes aos R$ 30 milhões que cabiam à empresa’. (…) Via Conversa Fiada