Após ser vaiado na posse, Aécio buscará na Câmara sua sobrevivência política

No discurso de despedida do Senado, em dezembro passado, Aécio Neves (PSDB) desabafou aos pares: “Tenho vivido dias extremamente difíceis, vocês podem imaginar. Mas não perco a minha fé”. Reportagem de Lucas Ferraz na BBC Brasil. Quando ele finalizou a fala e desceu da tribuna, o que se viu destoou muito da liturgia parlamentar: não houve nenhum senador que o elogiasse ou fizesse aparte para mencionar alguma passagem de seus oitos anos no cargo, período em que mineiro quase virou presidente da República. Transformado em político radioativo desde meados de 2017, quando foi afastado do Senado e quase preso nas investigações da Lava Jato, Aécio voltará neste ano à Câmara dos Deputados, onde começou sua ascensão nacional no início dos anos 2000. Será o lugar em que ele tentará sobreviver e se reerguer politicamente – tarefas consideradas difíceis até pelos aliados mais próximos. Certo é que o mineiro ainda enfrentará dificuldades com a Justiça. O maior temor, ainda não afastado de todo por quem tem familiaridade com as investigações, é que o agora deputado federal seja preso. Em dezembro, a Polícia Federal realizou duas operações – desdobramentos da principal, deflagrada em maio de 2017, após a delação dos donos da JBS – que apuram suposta propina de mais de R$ 120 milhões repassada pelos irmãos Batista para o tucano entre 2014 e 2017. A acusação sustenta que esse dinheiro foi usado para comprar apoio à sua candidatura presidencial, o que sua defesa considera um absurdo. Além de imóveis do senador, da irmã Andrea Neves e do primo Frederico Pacheco, estes dois presos temporariamente em 2017, os policiais também fizeram buscas no apartamento de sua mãe, Inês Maria, em um bairro nobre de Belo Horizonte. Para Aécio, que saiu das eleições de 2014 como o principal nome da oposição, os eventos dos últimos dois anos mudaram sua carreira: de um dos políticos mais influentes do país a um com a imagem pública bastante abalada. Um dos fiadores da posse de Michel Temer (MDB) no Planalto após o impeachment de Dilma Rousseff, Aécio foi fundamental para que o PSDB fizesse parte do governo. (…)

Mulher que ajudou a desmascarar João de Deus, comete suicídio

Antes de tirar a própria vida, Sabrina Bittencourt relatou ameaçasMORTE DA MULHER QUE DENUNCIOU JOÃO DE DEUS CHOCA E GERA ONDA DE SOLIDARIEDADE   A ativista Sabrina Bittencourt, que denunciou abusos sexuais cometido por João de Deus e Prem Baba, e cuja morte foi divulgada neste domingo, 3, recebia ameaças de morte. “Estou sendo perseguida por este homem chamado Paulo Pavesi”, disse Sabrina Bittencourt em mensagem pelo WhatsApp ao jornalista Gilberto Dimenstein. Poucas horas depois a jornalista cometeu suicídio em Barcelona, na Espanha. O seu filho, Gabriel Baum, escreveu uma mensagem nas redes sociais e confirmou a notícia. “Ela deu o último passo pra gente poder viver. Eles mataram minha mãe”, afirmou. Mas segundo revelou Dimenstein, Sabrina contou que uma guia que trabalha na Casa Dom Inácio de Loyola “marcou vários dos matadores profissionais do João de Deus”, pedindo para que a localizassem. “Eu recebia relatos diários de Sabrina, com quem conversava por telefone recebendo dicas sobre suas investigações”, relatou Dimenstein no site Catraca Livre. O grupo Vítimas Unidas divulgou nota lamentando o falecimento de Sabrina Bittencourt. Confira, abaixo, a nota: O grupo Vítimas Unidas comunica com pesar o falecimento de Sabrina de Campos Bittencourt ocorrido por volta das 21h deste sábado, 02 de fevereiro, na cidade de Barcelona, na Espanha, onde vivia atualmente. A ativista cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida relatando os porquês de tirar sua própria vida. Pedimos a todos que não tentem entrar em contato com nenhum integrante da família, preservando-os de perguntas que sejam dolorosas neste momento tão difícil. Dois dos três filhos de Sabrina ainda não sabem do ocorrido e o pai, Rafael Velasco, está tentando protege-los.Ainda não temos informações sobre o local do velório, nem mesmo onde ela será enterrada.A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo.Agradeço o apoio de todos.Maria do Carmo SantosPresidenteVana LopesFundadora

Estado de saúde de Bolsonaro é mais grave e assessores mentem

 “A Folha mostra que os assessores enganaram a imprensa sobre a saúde do presidente Jair Bolsonaro. Assessores disseram à imprensa que as náuseas e vômito que Bolsonaro teve no sábado, obrigando-o a colocar uma sonda gástrica, era uma ‘reação normal e decorrente da retomada da função intestinal’. A Folha descobriu que não era uma reação normal. A náusea e vômito ocorreram porque o intestino delgado parou de funcionar. É o que se chama de ‘íleo paralítico’”, informa o jornalista Gilberto Dimenstein, no Catraca Livre. A Folha ouviu especialistas. Abaixo, o relato: Segundo eles, os sintomas apresentados por Bolsonaro representam uma piora no estado clínico. Um deles diz que, no melhor cenário, não era para acontecer. No quinto dia após a cirurgia, afirma, o paciente deveria estar comendo por boca e evacuando. Outras hipóteses explicariam a paralisação do intestino como fístula (abertura de algum ponto cirúrgico), infecção, efeitos colaterais de medicamentos (antibióticos ou remédios para dor) ou aderência precoce, ou seja, uma dobra no intestino. A pior das hipóteses seria a fístula. Se ocorrer, há risco grande de ter que reoperar e refazer a bolsa de colostomia. Fonte: Brasil 247

Estabilidade no serviço público está por um triz, com a volta da Arena

Com a missão de trucidar os trabalhadores, o partido da ditadura Militar, a Arena, voltou a comandar o Congresso Nacional Aliança Renovadora Nacional (ARENA) foi um partido político brasileiro criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política à ditadura militar. A ARENA foi rebatizada Partido Democrático Social (PDS). Mais tarde, um grupo de políticos do PDS abandonou o partido e formou a “Frente Liberal”, a qual, depois, tornou-se o Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM.A tão sonhada renovação política que foi impulsionada pelas redes sociais para varrer velhas figuras e oligarquias, fez foi ressuscitar a Arena. Ou seja, mudou as coleiras, mas os cachorros continuam os mesmos, mudando apenas de pai para filho. Agora, a Arena, intitulada de DEM voltou ao poder com a força toda, depois de amargar um décimo lugar geral em votos nas eleições para deputado federal e um quinto para senador em 2018, o partido inverte a posição na influência política com a reeleição de Rodrigo Maia (RJ) no comando da Câmara e a vitória de Davi Alcolumbre (AP) na disputa pela presidência do Senado.O DEM já emplacou nesta república miliciana três ministérios do governo “boçalnaro”: Luiz Henrique Mandetta (MS) na pasta da Saúde, Tereza Cristina (MS) na Agricultura e Onyx Lorenzoni na chefia da Casa Civil. Os três foram citados em denúncias.Agora, a ideia é tratorar os direitos dos trabalhadores, dando continuidade ao governo Temer. Entre as propostas que devem votar em breve, está a reforma da previdência e o fim da estabilidade no serviço público.Recentemente, 19 governadores eleitos, dentre eles, o governador de Minas Gerais Romeu Zema, pediram a flexibilização dos critérios que regem a estabilidade dos servidores públicos, com o objetivo, segundo os gestores, é que uma mudança na legislação, permitindo a demissão de servidores, auxilie no cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para despesas com pessoal.No documento, batizado de “Carta dos Governadores”, foram elencados 13 pontos considerados como prioridades: reforma da segurança pública, , reforma da Previdência e tributária; alteração da Constituição para que os estados possam explorar concessões portuárias e de infraestrutura aeroportuária, além dos serviços de energia elétrica; flexibilização da estabilidade dos servidores públicos , desburocratização e reforma administrativa, estímulo ao turismo, ampliação e reforço na fiscalização de fronteiras, incentivos à renovação tecnológica, repasses para compensação dos estados à Lei Kandir, securitização da dívida ativa, reajuste da tabela do SUS, ampliação do Fundeb e a retomada de obras inacabadas.Hoje, a Constituição garante a estabilidade para servidores concursados onde a demissão somente é possível em casos extremos, como por meio de uma decisão judicial, por exemplo. Apesar da LRF prever que a demissão também é possível caso o limite com despesas para pessoal não seja atendido, os governadores alegam que estes desligamentos podem ser contestados na Justiça.

Manuela critica o PT e PSOL de tentar colocar o PC do B na semi-legalidade

Manuela D’Ávila: “Não soltem as mãos que sempre estão na luta”A ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), candidata a vice-presidente nas eleições 2018, repudiou a tentativa do PT e do PSOL de impedir, “a partir de uma manobra regimental” na Câmara Federal, a incorporação do PPL ao PCdoB. Nesta sexta-feira (1/2), durante o processo de votação para a Mesa Diretora da Casa, o deputado Ivan Valente (PSOL) pediu a anulação da união entre as duas legendas, em retaliação ao fato de o PCdoB não compor o bloco PT-PSB-PSOL-Rede. Foto: Karla Boughoff / UJS Brasil Para Manu, é preciso entender o que realmente significa “ninguém solta a mão de ninguém” Para Manu, é preciso entender o que realmente significa “ninguém solta a mão de ninguém”“A eleição da Câmara já passou. Nós seguiremos na rua, em oposição a Bolsonaro. Mas companheiros, companheiras, isso foi grave demais”, escreveu Manu, em sua página no Facebook. “O povo brasileiro precisa da nossa luta comum e da nossa unidade. Não soltem as mãos que SEMPRE – e não só de vez em quando – estão na luta.” Confira abaixo a mensagem de Manuela: Todos sabem – ou quase todos – que não sou deputada mais. Alguns também sabem que eu não participei das reuniões de meu Partido sobre a eleição na Câmara. Eu já havia dito que acho que todos os partidos erraram um pouco nesse processo. Para mim, com a minoria ABSOLUTA que temos na Câmara e com a tendência de aumento da PERSEGUIÇÃO e CRIMINALIZAÇÃO dos movimentos sociais e partidos de esquerda, o mais importante é garantir nossa existência para lutarmos na rua. Isso para mim deveria significar a construção de uma candidatura comprometida com a democracia já que os 130 deputados de nosso campo JAMAIS chegariam ao 2º turno. Ou seja, serviria para demarcar, para alegrar, para discursar por uns dias mas não havia chance de vitória. Claro, sempre defendi que DEVERÍAMOS ter esgotado as conversas entre nós em primeiro lugar. Mas vejam bem, isso tudo acabou. E pela votação se percebe como muita gente discursava inflamado mas não garantiu o voto no segredo da urna, né? Alguém tem dúvida de quem vai estar na rua lutando contra o governo Bolsonaro? Não, né? Mas acreditem e falo sobre isso com os olhos marejados: PSOL E PT tentaram impedir, a partir de uma manobra regimental, a fusão do PCdoB com PPL, mecanismo legal que construímos para superar a cláusula de barreira e seguirmos existindo legalmente. Ou seja, uma eleição da câmara que não estivemos juntos e nossos aliados há mais de 30 anos tentaram nos colocar na semilegalidade!!!!! Nós, que retiramos a minha candidatura à Presidência para compor uma chapa quando tínhamos 3% nas pesquisas, os mesmos 3% de Haddad. E sabemos o quanto isso afetou nossa eleição de parlamentares!!!! Nós, que fomos para rua, mesmo com a invisibilidade machista imposta a mim na TV. Porque afinal “as fake news eram grandes” e eu prejudicava a chapa porque as pessoas acreditavam nas mentiras. Nós, que, ao contrário de tantos, somos defensores de Lula e de sua liberdade em todos os momentos. Nos, que engolimos a derrota na Câmara dos Deputados, quando o PT se aliou ao PMDB, para nos derrotar em 2006. A eleição da Câmara já passou. Nós seguiremos na rua, em oposição a Bolsonaro. Mas companheiros, companheiras, isso foi grave demais. Ninguém solta a mão de ninguém não significa um monte de gente rezando a cartilha do pensamento de um único partido. Ninguém solta a mão de ninguém significa engolir em seco as diferenças (tipo eu fiz com a não aparição minha na TV, lembram?), discutir internamente , superar problemas e seguir na luta juntos. O povo brasileiro precisa da nossa luta comum e da nossa unidade. Não soltem as mãos que SEMPRE – e não só de vez em quando – estão na luta.

Agostinho Patrus é o novo presidente da Assembleia Legislativa de Minas

Eleição foi realizada após a posse dos novos deputados eleitos O deputado estadual Agostinho Patrus (PV) foi eleito, na tarde desta sexta-feira (1°), como presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). As articulações para que ele ocupasse o posto começaram ainda no final do ano passado e, com isso, o nome dele foi aprovado por 75 deputados eleitos. São 77 parlamentares, mas Virgílio Guimarães (PT) não votou e Hely Tarquinio (PV), que presidiu a sessão, não pode votar. Agostinho era vice-presidente na Legislatura passada e conseguiu costurar acordo entre os 28 partidos com representantes da Casa. Ele é visto pelos colegas como alguém experiente e que não vai deixar a Assembleia ser refém do governo de Minas Gerais. Ele, no entanto, apoiou o nome do governador Romeu Zema (Novo) durante o segundo das eleições no ano passado. A eleição da Mesa Diretora ocorreu após os 77 deputados eleitos em outubro do ano passado tomarem posse nesta sexta-feira (1°). Na época, 46 parlamentares foram reeleitos e 31 novos políticos foram escolhidos para ocupar cadeiras na Casa. Assim, houve uma renovação de 40,25%. A professora Marilene Alves de Souza, a Leninha (PT), foi uma das novidades nesta legislatura. Ela assumiu seu seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). É graduada em Ciências Biológicas e mestre em Desenvolvimento Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Foi professora nas redes estadual e municipal de ensino, sendo eleita diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Participou do Conselho Estadual de Desenvolvimento Agrário (Cedraf/MG) e do Conselho Municipal de Segurança Alimentar. Atualmente, trabalha nos movimentos sociais e pastorais, sendo coordenadora do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, coordenadora das articulações do Semiárido Brasileiro e Mineiro, diretora-secretária da Cáritas Brasileira e membro do Conselho Arquidiocesano de Pastoral da Arquidiocese e da Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros. Em 2016, Leninha foi candidata a prefeita de Montes Claros pelo PT, obtendo mais de 36 mil votos.  Confira abaixo a lista dos 77 deputados, os partidos e os votos: 1) Mauro Tramonte (PRB) – 516.390 votos 2) Sargento Rodrigues (PTB) – 123.648 votos 3) Bruno Engler (PSL) – 120.252 votos 4) Cleitinho (PPS) – 115.491 votos 5)Noraldino Junior (PSC) – 114.807 votos 6) Cássio Soares (PSD) – 113.003 votos 7)Leandro Genaro (PSD) – 98.717 votos 8) Beatriz Cerqueira (PT) – 96.824 votos 9) Léo Porela (PR) – 93.869 votos 10)Virgílio Guimarães (PT) – 91.204 votos 11) Fábio Avelar (Avante) – 88.718 votos 12) Dr. Jean Freire (PT) – 82.867 votos 13) Arlen Santiago (PTB) – 82.130 votos 14) Delegada Sheila (PSL) – 80.038 15) Carlos Henrique (PRB) – 79.088 16) Cristiano Silveira (PT) – 79.078 votos 17) Tito Torres (PSDB) – 78.862 votos 18) Mário Caixa (PV) – 76.527 votos 19) Del. Heli Grilo (PSL) – 75.920 votos 20) João Vítor Xavier (PSDB) – 75.256 votos 21) Sávio Souza Cruz (MDB) – 74.822 votos 22) Tadeuzinho (MDB) – 72.267 votos 23) André Quintão (PT) – 71.604 votos 24) Marília Campos (PT) – 71.329 votos 25) Agostinho Patrus (PV) – 70.055 votos 26) Rosângela Reis (Pode) – 70.040 votos 27 ) Antonio Arantes (PSDB) – 69.586 votos 28) Dalmo Ribeiro (PSDB) – 69.342 votos 29) Charles Santos (PRB) – 67.913 votos 30) João Magalhães (MDB) – 67.817 votos 31) Dr. Hely (PV) – 64.913 votos 32) Ulysses Gomes (PT) – 63.776 votos 33) Dr. Wilson Batista (PSD) – 62.052 votos 34) Gustavo Valadares (PSDB) – 60.687 votos 35) Neilando Pimenta (Pode) – 60.630 votos 36) Glycon Franco (PV) – 60.373 votos 37) Doorgal Andrada (Patri) – 57.942 votos 38) Celise Laviola (MDB) – 57.362 39) Duarte Bechir (PSD) – 56.745 votos 40) João Leite (PSDB) – 56.297 votos 41) Thiago Cota (MDB) – 55.868 votos 42) Ione Pinheiro (DEM) – 55.634 votos 43) Alencar Jr. (PDT) – 54.372 votos 44) Elismar Prado (PROS) – 53.842 votos 45) Leonídio Bouças (MDB) – 52.593 votos 46) Gil Pereira (PP) – 52.088 votos 47) Braulio Braz (PTB) – 51.656 votos 48) Leninha (PT) – 51.407 votos 49) Luiz Carneiro (PSDB) – 50.341 votos 50) Douglas Melo (MDB) – 49.027 votos 51) Dr. Paulo (Patri) – 48.927 votos 52) Coronel Sandro (PSL) – 48.530 votos 53) Zé Reis (PHS) – 45.746 votos 54) Carlos Pimenta (PDT) – 43.492 votos 55) Inácio Franco (PV) – 42.819 votos 56) Bosco (Avante) – 42.556 votos 57) Roberto Andrade (PSB) – 41.868 votos 58) Marquinho Durval (PT) – 41.852 votos 59) Gustavo Santana (PR) – 36.573 votos 60) Celinho Sinttrocel (PCdoB) – 35.840 votos 61) Betão (PT) – 35.455 votos 62) Laura Serrano (Novo) – 33.813 votos 63) Bartô do Novo (Novo) – 31.991 votos 64) Raul Belem (PSC) – 31.788 votos 65) Prof. Wendel (SD) – 31.722 votos 66) Cleiton Oliveira (DC) – 31.347 votos 67) Osvaldo Lopes (PHS) – 31.161 votos 68) Alberto Pinto Coelho (SD) – 28.103 votos 69) Coronel Henrique (PSL) – 27.867 votos 70) Repórter Rafael (PRTB) – 27.463 votos 71) Fernando Pacheco (PHS) – 25.091 votos 72) Guilherme da Cunha (Novo) – 24.792 votos 73) Ana Paula Siqueira (Rede) – 23.371 votos 74) Prof. Irineu (PSL) – 21.845 votos 75) Gustavo Mitre (PSC) – 21.373 votos 76) Zé Gulherme (PRP) – 19.341 votos 77) Andrea de Jesus (PSol) – 17.689 votos

Após calote, justiça toma de Ruy Muniz o hospital de Patos de Minas

Justiça concede liminar e determina devolução do Hospital São Lucas aos antigos donos Em nota encaminhada aos funcionários, a atual direção disse que vai recorrer da decisão. Hospital São Lucas de Pato de Minas foi mais uma vítima de Ruy Muniz Decisão liminar da 2ª Vara Cível da Comarca de Patos de Minas publicada nessa quinta-feira (31) determina a devolução do Hospital São Lucas aos antigos donos. A enorme estrutura hospitalar estava arrendada para Ambar Saúde, que é controlada pelo empresário e político Ruy Muniz. Em nota encaminhada aos funcionários, a atual direção disse que vai recorrer da decisão.O Hospital São Lucas, o único a atender pelo SUS em Patos de Minas, foi arrendado para o empresário Ruy Muniz em 2017. Ele assumiu a propriedade do hospital falando em investir R$30 milhões. Dono de faculdades de medicina e de outras unidades hospitalares, o empresário afirmou que o transformaria em Hospital Escola. Ele também disse que pretendia dobrar o número de procedimentos realizados pelo SUS na cidade.Mas o tempo passou e as promessas não foram cumpridas. Pelo contrário, sobram reclamações de fornecedores, pacientes e funcionários. Empresas que prestavam serviço para o Hospital, como a FPM, deixaram de atender por falta de pagamento. A Clínica Oncológica, que atende os pacientes com câncer do hospital, também reclama de atrasos nos repasses.Os antigos donos do Hospital São Lucas levaram o caso à Justiça e pediram a devolução da estrutura. O médico e empresário Sérgio Piau destacou diversos problemas como a falta de pagamento de fornecedores e funcionários, retirada de equipamento para atender pacientes em Montes Claros e a falta de manutenção nas máquinas, principalmente de hemodiálise, que poderia por em risco a saúde dos pacientes e levar ao colapso da unidade, deixando os doentes desamparados.Diante disso, o juiz José Humberto da Silveira concedeu liminar nessa quinta-feira (31), determinando a devolução imediata do Hospital São Lucas aos antigos donos. CLIQUE AQUI para ver a decisão na íntegra.Em nota encaminhada aos funcionários, a direção da FUNAM, Fundação que administra o Hospital para o empresário Ruy Muniz, informou que a decisão é apenas liminar e que vai recorrer e que espera reverter a decisão em no máximo 10 dias. A nota orienta os funcionários a continuarem em seus postos para garantir a segurança e a qualidade da assistência médica dos pacientes.A nota informa ainda que estão avançadas as negociações para a aquisição do Hospital São Lucas por uma empresa parceira da Funam. “Essa negociação poderá ser concluída a qualquer momento”, afirma. A expectativa dos pacientes e funcionários é de que o imbróglio jurídico não comprometa o funcionamento do Hospital São Lucas.

Sombra de Bolsonaro deixa república dos milicianos com a pulga atrás da orelha

MOURÃO TORNA PÚBLICA SUA GUERRA COM BOLSONARO E SE PROPÕE A SER PODER MODERADOR O general Hamilton Mourão expôs abertamente o status de sua relação com Jair Bolsonaro e escancarou a guerra no interior do governo. Ele revelou ao jornal O Globo que Bolsonaro não conversa com ele desde as eleições: “As únicas vezes que o presidente conversou comigo foram durante a campanha eleitoral”. O fato de ela ser feita num dos veículos da família Marinho, com quem o clã Bolsonaro está em confronto declarado acentua ainda mais o caráter crítico da relação entre o vice-presidente e o bolsonarismo. Na entrevista, Mourão colocou-se como alguém capaz de exercer um “pode moderador”.Numa sinalização direta ao clã Bolsonaro, Mourão deixou claro que é inamovível de seu cargo: “Na minha visão, o vice-presidente é uma pessoa permanente no governo. Ele só sai se ele pedir para sair. Os ministros poderão ser trocados eventualmente”. Nas últimas semanas, os filhos de Bolsonaro têm estocado Mourão diuturnamente, como se ele pudesse ser afastado do governo. O general já avisou: não sai. Na introdução à entrevista, os jornalistas Eduardo Bresciani , Jussara Soares, Karla Gamba e Paulo Celso Pereira destacaram que “no estilo que vem lhe dando notoriedade, Mourão não fugiu de assuntos polêmicos, nem escondeu a contrariedade com o presidente Jair Bolsonaro em relação a alguns temas”Sobre o perfil moderador com que se apresenta, Mourão disse: “Cada um de nós tem o seu estilo de agir. O presidente Bolsonaro tem o estilo dele, característico. Ele construiu uma vida política de 30 anos em cima disso aí. É totalmente diferente de mim. Eu tive uma vida dentro do Exército, ocupei funções que me exigiram lidar com uma gama de pessoas totalmente distintas, comandei muita gente, então me leva a ter um estilo diferente de lidar. Não é uma questão de um é o antípoda do outro, como fica querendo ser caracterizado. Muito pelo contrário. Ele tem uma experiência e eu tenho outra, que se retrata depois na forma como a gente conduz.”Sobre a relação dele com Bolsonaro, o general pontuou: “as únicas vezes que o presidente conversou comigo foram durante a campanha eleitoral. Obviamente porque eu não sou político, então o que tenho que falar, pego e falo. Eu falei determinadas coisas e, para quem está concorrendo, determinadas verdades não podem ser ditas. Foi aí que ele me disse assim: ‘Você não entende de política, então vai por mim que você vai bem’.”

Núcleo de Sismologia da Unimontes registra tremor leve em Montes Claros

 – Magnitude foi de 1.4 ponto; último registro havia sido em março/2018 –  Um tremor de terra de magnitude 1.4 ponto na escala Richter foi registrado em Montes Claros, às 22h01 dessa quinta-feira. Os dados são do Núcleo de Estudos Sismológicos, da Universidade Estadual de Montes Claros. A intensidade é considerada “bem leve”, mas, por se tratar do período noturno, quando o ambiente está mais calmo, a percepção pode ser mais evidente entre os moradores, como dos bairros Ibituruna, Barcelona Parque, Jardim Panorama e Santos Reis, por exemplo, que se manifestaram nas redes sociais sobre a ocorrência do abalo. A reação dos cães, que tem a audição mais apurada que a dos humanos, foi outro indicativo. Maykon Fredson Ferreira é o responsável pela análise de sismograma no Núcleo da Unimontes e confirmou que se trata de um abalo natural, uma vez que as detonações nas pedreiras ao redor da cidade são previamente agendadas e não ocorrem no período noturno. O epicentro foi na zona rural, entre as comunidades de Cedro e Buritis, a 7.7 quilômetros (em linha reta) da estação sismológica mantida pela Universidade, com o apoio do Governo de Minas Gerais, no Parque Estadual da Lapa Grande. Segundo ele, a magnitude é realmente bem leve e lembra que, em todo o ano de 2018, por exemplo, apenas um tremor de terra foi registrado na região de Montes Claros, com registro de 1 ponto na escala Richter. Maykon observou que os dados são apurados na estação sismológica mantida pela Universidade no Parque Estadual da Lapa Grande e que, por sua vez, são enviados ao Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (OBIS/UnB) para o cálculo final da magnitude do tremor, a partir da comparação com a apuração dos demais aparelhos mantidos pela UnB no Norte de Minas. Os tremores em Montes Claros têm como causa uma falha geológica de um a dois quilômetros de profundidade, próxima ao perímetro urbano, na região Norte de Montes Claros, envolvendo o bairro Vila Atlântida e o Parque Estadual da Lapa Grande.

Começa nesta sexta-feira a 28ª edição da Festa Nacional do Pequi

 Festividades terão Encontro de Ternos de Folia e Festival de Aboio e Viola A Prefeitura de Montes Claros realiza entre os dias 1 e 3 de fevereiro, na Praça da Matriz, a 28ª edição da Festa Nacional do Pequi. O evento vai contar com apresentações musicais, seminários, palestras, oficinas de arte, exposições, exibição de filmes, entre outras manifestações artísticas. E, dentro das festividades, no dia 3, das 8 às 18 horas, serão realizados o 6º Encontro de Ternos de Folia do Norte de Minas e o 10º Festival de Aboio e Viola. As apresentações fazem parte do encerramento da festa. As apresentações irão acontecer no Solar dos Oliveiras, no Centro de Agricultura Alternativa (CAA), e na arena da Praça da Matriz. De acordo com Durval Santos, um dos produtores do evento, os encontros evidenciam a cultura e a religiosidade locais, enaltecendo os hábitos e as crenças do homem simples do sertão. “O evento reúne diversas comunidades rurais e suas populações, revelando importantes representantes da cultura caipira do Norte de Minas. Jovens violeiros, cantadores, repentistas, lunduzeiros, ternos de folia, tocadores e novas criatividades, que transformam o ambiente em um verdadeiro movimento cultural de nosso sertão”, conta.Ainda segundo Durval, as apresentações têm por objetivo resgatar as raízes musicais do município, incentivando os intérpretes da música sertaneja de raiz e favorecendo a presença da cultura popular, além de preservar o canto do vaqueiro, o toque de viola, os ritmos e costumes do povo do sertão. “Esse evento tem a possibilidade de fomentar as aptidões artísticas dos mais jovens, com reconhecimento cultural dos mestres e foliões, detentores e herdeiros de preciosos conhecimentos dos saberes e cantares de um povo”, afirma.O Aboio – O aboio é uma tradição antiga e respeitada pelo homem do sertão. O aboio típico do Norte de Minas e Vale do São Francisco é um canto entoado pelo vaqueiro na lida com o gado do campo e para ajudar na condução do gado para os currais de um lugar para o outro. Um canto ou toada um tanto dolente, uma melodia calma e bem ritmada ao andar lento dos animais. Fonte: Aascom / Prefeitura de Montes Claros