Marco Aurélio rasga a decisão de Fux sobre o filho de Bolsonaro

STF nega pedido de Flávio Bolsonaro para suspender investigação Filho do presidente havia alegado foro privilegiado e pediu a suspensão da tramitação da investigação na Justiça do Rio O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, negou, nesta sexta-feira, o pedido do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) para suspender as investigações das movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar e ex-policial militar, que era lotado no gabinete dele. A apuração é feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.  No último dia 17, o ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo, determinou a suspensão das investigações sobre as movimentações financeiras identificadas pelo Coaf nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, reveladas em dezembro do ano passado. O órgão constatou que, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, Queiroz movimentou mais de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária. A decisão tomada por Fux paralisou o processo até que Marco Aurélio, que é relator do caso, retomasse suas atividades e apresentasse seu parecer. Pouco depois de a decisão de Fux vir a público, Marco Aurélio já havia indicado que deveria rejeitar o pedido, ao declarar à Globonews que tem remetido ao “lixo” reclamações como a do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro. Marco Aurélio também já havia indicado que pretendia anunciar sua decisão já na volta do recesso, mesmo dia em que Flávio Bolsonaro tomará posse como senador pelo Rio de Janeiro. Ao explicar o motivo de formalizar sua decisão já no primeiro dia de trabalho, Marco Aurélio disse considerar fundamental a retomada do andamento das investigações, paralisadas pela decisão de Fux.  “As investigações sobre este caso, que são de grande relevância, estão suspensas. Isso não é bom em termos de ordem jurídica”, afirmou Marco Aurélio. Ele evitou, entretanto, polemizar sobre a decisão do colega de Corte. “Processo não tem capa, tem conteúdo.”   Veja a lista completa com as vítimas já identificadas pela Polícia Civil de Minas Gerais(foto: Fotos extraídas de redes sociais/reprodução) Clique sobre os nomes ou desça a barra de rolagem para conhecer um pouco da história das vítimas da tragédia na mina da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho: Adriano Caldeira do AmaralAdriano Ribeiro da SilvaAlano Reis TeixeiraAlex Rafael PiedadeAmauri Geraldo da CruzAnailde Souza PereiraAnderson Luiz da SilvaAndré Luiz Almeida Santos Andrea Ferreira LimaÂngelo Gabriel da Silva LemosCamila Aparecida da Fonseca SilvaCamila Santos de FariaCamila Taliberti Ribeiro da SilvaCarlos Eduardo FariaCarlos Roberto DeusdeditCláudio José Dias RezendeClaudio Pereira SilvaCleosane Coelho MascarenhasCristiano Vinícius Oliveira de AlmeidaDaniel Muniz VelosoDavid Marlon Gomes SantanaDiego Antonio de OliveiraDjener Paulo Las Casas MeloDuane Moreira de SouzaEdgar Carvalho SantosEdirley Antonio CamposEdnilson dos Santos CruzEdymayra Samara Rodrigues CoelhoEliandro Batista de PassosEudes José de PaulaFabrício Henriques da SilvaFlaviano FialhoFrancis Marques da SilvaGustavo Sousa JuniorJanice Helena do NascimentoJoao Paulo de Almeida BorgesJonatas Lima NascimentoJonis André NunesJorge Luiz FerreiraLeonardo Alves DinizLuiz Cordeiro PereiraLuiz Taliberti Ribeiro da SilvaLuiz de Oliveira SilvaMarcelle Porto CangussuMarcelo Alves de OliveiraMarcio Coelho Barbosa MascarenhasMárcio Flávio da Silveira FilhoMarcio Paulo Barbosa Pena MascarenhasMarcus Tadeu Ventura do CarmoMaurício Lauro de LemosMoisés Moreira de SalesNinrode de Brito NascimentoNoé Sansão RodriguesReinaldo Fernandes GuimarãesRenato Rodrigues MaiaRenato Vieira CaldeiraRenildo Aparecido do NascimentoRicardo Eduardo da SilvaRobson Máximo GonçalvesRoliston Teds PereiraRosilene Ozorio Pizzani MattarSirlei de Brito RibeiroThiago Mateus CostaWanderson Soares MotaWanderson de Oliveira ValerianoWarley Lopes MoreiraWellington Alvarenga BenignoWellington Campos RodriguesWesley Antonio Das ChagasWillian Jorge Felizardo AlvesWiryslan Vinicius Andrade De Souza Adriano Caldeira do Amaral     Adriano Caldeira do Amaral(foto: Reprodução/Facebook) Adriano Caldeira do Amaral deixa a mulher, Ana Flávia Silva, e dois filhos. Não há informações sobre a profissão dele, mas sabe-se que ele morava em Belo Horizonte com a esposa. Pouco depois da identificação, Ana Flávia escreveu no perfil do Facebook dela uma declaração ao marido: “Meu amor, lembra da gente ainda bem jovem, eu e você, tantos sonhos, tantos planos. Começamos juntos de mãos dadas, descobrimos o mundo juntos, eu e você”.     Adriano Ribeiro da Silva     Adriano Ribeiro da Silva(foto: Facebook/reprodução)  Empresário paulista, Adriano Ribeiro da Silva, de 61 anos, estava hospedado com a família na Pousada Nova Estância, em Brumadinho. Ele estava acompanhado do filho, Luiz Taliberti Ribeiro da Silva, 31; da filha, Camila Taliberti Ribeiro da Silva, 33; da esposa Maria Lurdes da Costa Bueno, 59; e da noiva de Luiz, Fernanda Damian de Almeida, 30. A família estava na cidade para comemorar a gravidez de Fernanda, que vivia em Sidney, na Austrália, com Luiz. Adriano era proprietário de uma imobiliária em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo.   Alano Reis Teixeira     Alano Reis Teixeira(foto: Reprodução/Redes sociais)  Natural de Taguatinga, no Distrito Federal, Alano Reis Teixeira estudou na Puc Minas e era funcionário da Vale. Ele deixou a esposa, Adriana Coutinho, e dois filhos pequenos. Em nome da família, a irmã de Alano, Rafaela, postou uma mensagem de agradecimento aos amigos pelo apoio depois da confirmação da morte nessa tragédia. “Eu, Rafaela (irmã do Alano), a pedido da Dri, venho agradecer a todas as pessoas que de alguma forma estiveram presentes conosco nesse momento de grande dor e tristeza. Com mensagens, carinho, abraços, orações, ajudas ou que torceram junto com a gente! Não temos palavras para expressar o aconchego que trouxeram aos nossos corações! Deixo o nosso mais sincero muito obrigada!”. Alano foi sepultado em Belo Horizonte.   Alex Rafael Piedade     Alex Rafael Piedade(foto: Reprodução/Redes sociais)  O operador de máquinas Alex Rafael Piedade, de 36 anos, morreu na tragédia de Brumadinho e deixou dois filhos, de 2 e 8 anos. Ele trabalhava na Vale, mas ainda não se sabe por quanto tempo foi empregado na empresa. Pelas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Alex e de outros atingidos pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão: “Perder vários amigos de uma só vez não Vale”, desabafou uma mulher. Um dos sobrinhos dele também se manifestou: “Era meu espelho. Estou agoniado em saber que nunca mais vou ter você aqui”, escreveu.   Amauri Geraldo da Cruz     Amauri Geraldo da Cruz(foto: Reprodução/redes sociais) Amauri Geraldo da Cruz era motorista

Mineração doou R$ 4,2 milhões a deputados mineiros eleitos

O deputado Paulo Guedes foi o mais guloso e abocanhou mais de meio milhão de reais, enquanto Gil Pereira ficou com a bagatela de de R$ 220 mil.  Empresas mineradoras doaram dinheiro para 80% dos deputados estaduais mineiros eleitos no pleito de 2014. À época, doações de pessoas jurídicas ainda eram autorizadas pela legislação. As informações foram coletadas pela Rádio Itatiaia e veiculadas pela emissora ontem.A prestação de contas dos parlamentares, disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que apenas 18 dos 77 deputados eleitos não receberam recursos de companhias ligadas à mineração. A emissora afirma, ainda, que a doação global ultrapassa a casa dos R$ 4,2 milhões.Na lista publicada pela Itatiaia, onde consta os nomes de nove parlamentares, o deputado Paulo Guedes (PT) aparece em primeiro lugar, com R$ 513 mil arrecadados. O parlamentar foi procurado pelo Hoje em Dia, mas não atendeu as ligações até o fechamento da edição. À Itatiaia, informou que “as doações foram feitas legalmente e mediadas pelo partido” e que “nunca teve contato com nenhuma mineradora”.O deputado Sávio Souza Cruz (MDB) – segundo colocado no ranking com R$ 340 mil, de acordo com a Itatiaia – informou ao Hoje em Dia que “a maior parte do recurso recebido foi via partido” e que, por isso, não conhece as empresas doadoras. Já o deputado Gustavo Corrêa (DEM), que recebeu R$ 290 mil, afirmou que todas as doações “foram declaradas em lei e as contas foram aprovadas”. Gil Pereira (PP), que aparece na lista com R$ 220 mil, foi procurado, mas todas as ligações caíram na caixa postal. O deputado Bosco (Avante), que recebeu R$ 210 mil, respondeu por nota que, apesar de ter recebido a verba, “nunca deixou de fiscalizar ou votar matérias relacionadas às mineradoras”.Os deputados Tiago Ulisses (PV) e Adalclever Lopes (MDB) foram procurados por telefone nos respectivos gabinetes, mas não se posicionaram até o fechamento desta edição. Por meio da assessoria de imprensa, Ivair Nogueira (MDB) – que aparece na lista com R$ 140 mil – lembrou que “as doações de empresas àquela época eram autorizadas e legais juridicamente, como está transparente na prestação de contas da campanha”.Gustavo Santana (PR), que recebeu R$ 135 mil, e Elismar Prado (Pros), com R$ 125 mil, foram procurados por telefone nos gabinetes na Assembleia, mas as ligações não foram atendidas. 1º – Paulo Guedes (PT): R$ 513 mil2º – Sávio Souza Cruz (MDB): R$ 340 mil3º – Gustavo Correa (DEM):R$ 290 mil4º – Gil Pereira (PP): R$ 220 mil5º – Bosco (Avante): R$ 210 mil6º – Tiago Ulisses (PV): R$ 178 mil7º – Adalclever Lopes (MDB) e Ivair Nogueira (MDB): R$ 140 mil cada um8º – Gustavo Santana (PR): R$ 135 mil9º – Elismar Prado (Pros): R$ 125 mil

Câmara de Bocaiuva arquiva processo de impeachment da prefeita

 Marisa Alves foi acusada de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal; sete vereadores votaram a favor da permanência dela no cargo. A Câmara Municipal de Bocaiuva arquivou o processo de impeachment da prefeita Marisa Alves (MDB). A votação iniciou na noite de terça-feira (29), mas terminou apenas no início da madrugada de quarta-feira (30). Os vereadores decidiram manter a gestora municipal no cargo por sete votos a favor e cinco contra; um vereador se absteve de votar. Marisa Alves foi acusada de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina que o orçamento do município não pode ultrapassar 54% da arrecadação. O crime, segundo a denúncia, teria ocorrido no ano de 2017. O relator Beto Ferreira propôs o impechament. Porém, o vereador Lélio Vieira, da comissão, votou contra o impeachment e direcionou o discurso para descaracterizar a gravidade da denúncia, alegando que, apesar da ocorrência da improbidade administrativa, a atual gestão conseguiu se enquadrar no que rege a lei, meses depois. Houve também os discursos dos vereadores Adalberto Fernandes, Ramon Morais, Odair Santos, Odair Sorriso, Vera Lúcia, Isaías Alves e Pedro Cerol. Os vereadores que votaram a favor do impeachment foram Adalberto Fernandes, Beto Ferreira, Isaías Alves, Nésio Leite e Zé Vieira. Os que votaram contra o impeachment foram Pedro Cerol, Ramon Morais, Odair Santos, Vera Lúcia, Lélio Vieira, Tinha e Bequinha. Uma Comissão Processante foi instaurada para apurar a denúncia, feita em outubro de 2018. Durante o processo de apuração, a prefeita dispensou o depoimento dela e também de testemunhas. Prefeita de Bocaiuva consegue evitar impeachment Com o plenário lotado na sua maioria por servidores da Prefeitura, a Comissão Processante apresentou o processo e pontuou os principais questionamentos e argumentos na acusação e defesa de Marisa Alves. Segundo a prefeita, o Tribunal de Justiça aprovou as contas apresentadas, e por isso, a denúncia tornou-se nula.

Membros do Grupo Agreste são acusados de ingratidão com Ildeu Braúna

HOMENAGEM A BRAÚNA, UM CATRUMANO Integrantes do extinto Grupo Agreste recusam subir ao palco para prestar homenagem a companheiro que partiu. É sem entender que ficamos todos nós, quando componentes do extinto grupo  agreste, exceto Chorró e Sérgio Damasceno, recusam subir ao palco para prestar merecida homenagem aquele que foi o maior compositor, entusiasta e fundador do Grupo.Braúna será homenageado nos 3 dias durante a 28ª Festa Nacional do Pequi.O seu amigo e companheiro Chorró Morais lhe presta homenagem com a música de guarda de memória “INCELÊNÇA A UM CATRUMANO”, de sua autoria, que será interpretada na belíssima voz de Roberto MontSá e executada e com arranjos dos músicos Marcos Paracatú, Tico Lopes, Tony David, Lázaro, Anderson Rabelo (Luthier) e o próprio Chorró Morais. Esta homenagem, partiu da iniciativa de Josecé Alves Santos, Chorró Morais e Tico Lopes e que logo foi incluída nas Festas do Pequi ganhando total apoio de vários e disponíveis artistas de Montes Claros que o interpretarão com o carinho que lhe faltaram alguns parceiros, porém, de peito e coração abertos todos cantarão algumas de suas músicas, deixando viva a saudade e a lembrança. Não dá para citar  todos que aqui o interpretarão, pois é uma extensa lista, porém deram um exemplo: “Estamos aqui prestando homenagem ao Grande artista, compositor, poeta, repentista, Ildeu Braúna” e ao seu legado que é muito maior que qualquer adversidade terrena.Viva Braúna, um Catrumano. (Amigos de Braúna)

MEC altera nomeação de reitores e universidades federais perdem autonomia

 Nova nota técnica considera ilegal votação paritária nas universidades, o que diminui a representatividade da comunidade acadêmica na escolha dos reitores As universidades federais correm o risco de perder autonomia na escolha de seus reitores. Uma nota técnica assinada pelo Ministério da Educação no dia 13 de dezembro de 2018, na transição entre governos, pelo então Secretário de Educação Superior (Sesu), Paulo Barone, considera irregular a votação paritária, método comum à maioria das instituições para nomearem seus representantes. A nota técnica 400/2018 traz grafado “votação paritária ou que adote peso dos docentes diferente de 70% será ilegal, e deve assim ser anulada, bem como todos os atos dela decorrente”. O texto substitui a nota técnica de 2011 que trazia “a realização (…) de consultas informais à comunidade universitária com a configuração dos votos de cada categoria da forma que for estabelecida, inclusive votação paritária, não contraria qualquer norma posta”. Um levantamento feito pela Universidade de Brasília (UNB), em 2012, mostra que 37 das 54 universidades federais utilizavam o método de consulta à comunidade acadêmica para escolha do reitor, no qual o peso da votação entre professores, alunos e corpo técnico é o mesmo, 33,3% para cada. A consulta é informal, visto que, pela Lei, quem deve deliberar a lista tríplice dos três candidatos mais votados ao cargo de reitor é o Conselho Universitário ou Colegiado Eleitoral. O comum, no entanto, é que essas instâncias acabem referendando as indicações da universidade, depois encaminhada ao Ministério da Educação que, comumente, nomeia o mais votado da lista.  O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) divulgou uma nota contra a alteração proposta pelo MEC. “Para a diretoria do ANDES-SN, a Nota Técnica nº 400/2018/CGLNES/GAB/SESU, expressa retrocessos em uma realidade já eivada de limites e desfavorável à construção do projeto de universidade democrática”. “Ao desvincular o resultado da consulta à comunidade universitária da elaboração da lista tríplice, o Poder Executivo demonstra que pretende intervir livremente sobre o processo de nomeação de dirigentes que não foram escolhidos pela comunidade acadêmica”, critica o presidente Antonio Gonçalves. Ele cita a recente nomeação do novo diretor-geral do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), órgão do Ministério da Educação. “O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, indicou Paulo André Martins Bulhões, que ficou em segundo lugar na eleição interna, ignorando a decisão da comunidade acadêmica”. “As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual”, diz ministro da educação Segundo informações da Folha de S.Paulo, processo parecido deve sofrer a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), que teve eleição realizada em agosto, mas ainda sem a nomeação – a universidade segue sob comando interino. Em reportagem veiculada sobre o caso, o jornal afirma que a nomeação deve desconsiderar o primeiro colocado da lista tríplice, o professor Fábio Fonseca, que já foi filiado ao PT e ao PSOL, e obteve 31 votos na consulta, contra 24 do segundo colocado, o professor de engenharia Luiz Fernando Resende dos Santos Anjo, atual vice-reitor da universidade. Conforme apurou a Folha, o nome do segundo colocado consta em minuta de decreto que vai ser inserida no sistema de processo eletrônico da AGU (Advocacia-Geral da União), tem a chancela da consultoria jurídica do Ministério da Educação e segue junto com um documento que encaminha a lista tríplice, com o ministro Ricardo Vélez Rodríguez como remetente. O Carta Educação entrou em contato com a UFTM para comentar o caso que disse, por meio de sua assessoria, que se tratam de especulações. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), 14 universidades devem passar pelo processo de nomeação de reitores. São elas: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e Cefet-RJ, Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Censura às universidades brasileiras O presidente da Andifes, Reinaldo Centoducatte, defendeu a escolha do primeiro da lista e afirmou que a associação está em diálogo com o ministro da educação. “Essas são as pessoas que efetivamente tem representatividade junto às instituições e isso é importante, deve ser uma representação institucional e não corporativa do ponto de vista da corporação A ou B, em prol dos interesses da sociedade brasileira e de cada uma das universidades”. Para o Andes, o atual processo de votação indireta pelas universidades, que caracterizam “como consulta pública e não eleição”, já configura limites à democracia nas instituições de ensino. “Abre espaço para violações à autonomia universitária, pois possibilita que instâncias externas à universidade não respeitem a decisão da maioria da comunidade acadêmica”, declara o sindicato, que defende o voto direto, secreto e universal ou, pelo menos, o paritário.

Depois de enterrado, STF libera Lula para ir ao enterro do irmão

Crueldade contra Lula não tem limites, nesta república dos milicianos Em petição ao presidente do STF, Dias Toffoli, a defesa do ex-presidente Lula apontou que a decisão do magistrado sobre a participação de Lula no sepultamento do irmão Vavá chegou quando o corpo já havia sido enterrado; “Por entender que o encontro com seus familiares horas após o sepultamento de seu irmão em uma unidade militar, na forma consignada na decisão, terá o condão de agravar o sofrimento já bastante elevado de seus membros, o Peticionário informou à sua Defesa técnica que não tem o desejo de realizar o deslocamento nesta oportunidade”, diz a defesa de Lula; decisão provocou “inequívoco constrangimento ilegal” ao ex-presidente. Lula: “Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade”Em mensagem divulgada pelo Instituto Lula, o ex-presidente lamenta que por pura maldade tenham impedido ele de exercer o direito ao último adeus a seu irmão mais próximo. Acostumado a enfrentar as mais variadas adversidades, ex-presidente desta vez sentiu-se impotente diante da impiedosa proibição de participar do enterro do irmãoO novo ataque do Judiciário contra Lula, ao proibi-lo de se despedir do irmão Vavá durante velório realizado nesta quarta (30), escancarou a faceta mais cruel da perseguição política sofrida pelo ex-presidente. Desta vez, as negativas da Polícia Federal do Paraná, da juíza Carolina Lebbos e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região diante de um direito expresso pela Lei de Execução Penal usaram como justificativa “dificuldade logística” ou “questões de segurança”. Mas Lula não se engana: “Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade”. A declaração foi transmitida pela presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, que também revelou que Lula, acostumado a enfrentar as mais variadas adversidades desde a infância pobre em Pernambuco, sentiu-se impotente diante do impiedoso tratamento recebido por ele até mesmo quando desejava apenas se despedir de um ente querido – fato que nem a Ditadura Militar foi capaz de fazer e, numa demonstração mínima de humanidade, permitiu que deixasse o cárcere e participasse do enterro da mãe em 1980. “Não posso fazer nada porque não me deixaram ir. O que eu posso fazer é ficar aqui e chorar”, lamentou Lula. Indignada, Gleisi questionou: “Estamos tentando entender o que acontece para que um homem seja tão perseguido como Lula está sendo. Não é a primeira vez que temos uma injustiça em relação ao ex-presidente”, criticou Gleisi, lembrando das muitas arbitrariedades cometidas contra Lula. Justiça tardia Após ter sua solicitação de comparecer ao velório do irmão negada em instâncias inferiores, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, autorizou o ex- presidente a deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba para acompanhar o funeral do irmão. No entanto, a decisão foi tomada minutos antes da realização do sepultamento. Além de tardia, a decisão de Toffoli impunha uma série de restrições, obrigando a família a se deslocar até alguma unidade militar da região de São Bernardo. O ex-ministro Gilberto Carvalho comentou a decisão de Toffoli, segundo o site G1: “É lamentável que a decisão só tenha saído a essa hora. É totalmente inviável. O Lula com muita dignidade agradeceu, mas não vem, não faz sentido mais”. Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, afirmou: “Eu acho mais um absurdo. O Lula é tratado com excepcionalidade pela Justiça, de forma seletiva. Então, infelizmente, esse é o enfrentamento que nós temos que fazer: mostrar que o Lula, em muitos direitos, ele está sendo prejudicado, em muitas discussões ele está sendo prejudicado porque sempre há um julgamento político sobre as atitudes dele”. O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, anunciou a decisão de Lula, que será detalhada ainda na tarde desta quarta-feira (30): “O presidente Lula não vai para São Bernardo do Campo porque ele não irá se submeter ao circo que Sérgio Moro armou. Lula não tem motivos para se encontrar às escondidas com a família como se isso fosse um favor do MPF e do Judiciário da turma da Lava Jato”, disse. O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também condenou “a cruel proibição de que Lula possa estar presente ao enterro do irmão”. Para Amorim, isso é uma ilustração de como seus direitos humanos estão sendo violados e torna ainda mais importante a campanha pelo Prêmio Nobel da Paz para Lula. “Como Mandela, Gandhi e Luther King, Lula é vítima de violência atrás de violência. Temos que confiar que a Verdade Vencerá, mas não será fácil”, disse.

Lapa Grande cobra da Copasa por uso de água do parque

Copasa acusada de não arcar com contrapartida ambiental Companhia capta água durante 12 anos em parque sem pagar pelo uso dos recursosPor Manoel Freitas / O Norte  Risco – Nascente no Parque Lapa Grande: passivo da Copasa, que pode responder por crime ambiental, chega a R$ 60 milhões Integrantes do Conselho Consultivo do Parque Estadual Lapa Grande expediram moção de repúdio à Copasa por não arcar com a contrapartida para captação de água na unidade de conservação ambiental. Depois de 12 anos retirando água próximo da nascente do parque – recurso que corresponde a 34% do abastecimento da população de Montes Claros (120 litros/segundo) –, a Copasa não cumpriu a determinação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. A norma define que as companhias de energia elétrica e de abastecimento paguem a essas unidades pelo uso dos recursos. Segundo o presidente do Conselho Consultivo do Lapa Grande, Paulo Ribeiro, a Copasa teria que pagar R$ 5 milhões ao ano por manter na área uma estrutura de captação, que teve um aumento de 28% no volume de água retirada desde que virou área de conservação, o que contribuiu para ser hoje a maior responsável pelo abastecimento de água da cidade. “A Copasa tem um passivo de R$ 60 milhões, suficiente para indenizar 100% das desapropriações para criação do parque, dotá-lo de maior estrutura, brigadas de incêndio e recuperação do hotel, que geraria renda”, enumerou Ribeiro. O documento tem como base também o decreto estadual de criação do Parque Estadual Lapa Grande, publicado em 10 de janeiro de 2006, no qual fica claro que a Copasa seria a responsável pela administração e sustento, “adotando as medidas necessárias à sua efetiva proteção, de modo a proteger e conservar o complexo de grutas e abrigos, a flora e a fauna locais, bem como os mananciais”. A moção de repúdio fundamentará a ação civil pública que será encaminhada pelo Instituto Grande Sertão (IGS) à Justiça, que reivindica a notificação não apenas da Copasa, mas também de pessoas físicas que estariam envolvidas no descumprimento da determinação. O documento alerta que o não pagamento pelo recurso natural caracteriza crime ambiental, conforme previsto nos artigos 37 e 38 da Lei Federal 9.605/98. Nesse sentido, tanto a empresa do governo do Estado como o superintendente operacional Norte, Roberto Luiz Botelho, e outros gestores, teriam prazo de 20 dias, com fundamento no artigo 5º da Constituição Federal de 1988, para dar resposta à moção, que será encaminhada ao Ministério Público do Estado de Minas para as providências cabíveis. APOIOO titular da Superintendência de Operação Norte da Copasa, Roberto Luiz Botelho, disse que a empresa não recebeu ainda a moção de repúdio encaminhada pelo conselho. “Mas assim que chegar, nós a encaminharemos à Superintendência de Meio Ambiente e à Procuradoria Jurídica. O que for devido por lei, a Copasa vai assumir. Mas isso precisa estar regulamentado”, afirmou Botelho. Ele admitiu que a Copasa seja co-participe do parque. “Mas em momento algum é falado qual é a sua obrigação”, argumentou. Segundo ele, a Copasa tem prestado apoio ao Parque Estadual da Lapa Grande fazendo aceiros, plantios de mudas nativas e outras ações pontuais. “Por outro lado, a Copasa não pode, por exemplo, assumir a vigilância, a não ser que exista uma convenção nesse sentido. Estamos discutindo com a diretoria do parque a celebração desse convênio”, disse

Lula não é só preso político, é um homem que não pode ser mais visto

   Por Fernando Brito – Tijolaço Escrevi, outro dia, aqui, que o comportamento da dita Justiça em relação a Lula era apenas o exercício da maldade. A ratificação pela Senhora (não me sinto à vontade em chamá-la de juíza) Carolina Lebbos da perversidade da Polícia Federal de Sérgio Moro e impedir Lula de ir ao enterro do seu irmão mais velho é, até para os cegos por outra razão que não seja o ódio mais estúpido, a confirmação de que estamos diante de gente governada pelo ódio mais insano. Coisa só comparável a campos da Gestapo. Mas há, no fundo, um sentimento maior a motivá-los: o medo. É preciso que Lula, em nenhuma hipótese, seja visto ou ouvido. É preciso que ele morra em vida, na escuridão do silêncio. Não pode ser entrevistado porque influenciaria as eleições, mesmo depois de meses que a eleição ocorreu e levou ao poder um amigo da milícia. Mas, desta vez, os limites de qualquer coisa que não provocasse nojo e vômito foram ultrapassados. Alegar, como alegou a Senhora Lebbos que a ida de Lula ao cemitério de São Bernardo “poderia prejudicar os trabalhos humanitários realizados na região de Brumadinho” é de uma sordidez que ultrapassa todos as fronteiras do que é vergonha. Lula submeteu-se, inocente, a toda a ferocidade com que o Judiciário o tratou. Não lhes basta. Lula está, como as vítimas de Brumadinho, soterrado sob a lama de um Poder Judiciário que acanalhou-se. A lei, para os que são responsáveis por aplicá-la, é como o laudo que atestou que a barragem, como as instituições, estava funcionando perfeitamente. O que brota dela, porém, é tão asqueroso quanto o que estamos vendo nas televisões. Lula é um homem que não pode mais existir e não não pode ser mais visto. Lula não pode mais existir, pela simples razão que existe.

Moc terá o 1º Circuito Gastronômico com ingredientes típicos do cerrado

 A Prefeitura irá promover o 1º Circuito Gastronômico de Montes Claros, como parte da programação da 28ª Festa Nacional do Pequi, que será celebrada entre os dias 1 e 3 de fevereiro. O evento vai reunir bares e restaurantes que terão a oportunidade de servir pratos elaborados com ingredientes típicos do cerrado. O circuito terá quatro categorias: Entradas; Prato Principal; Sobremesas; e Bebidas. Cada participante deverá escolher, no ato da inscrição, as categorias desejadas. Edilson Torquato, secretário de Desenvolvimento Econômico, salienta que o circuito gastronômico de Montes Claros é mais uma atração dentro das festividades da Festa do Pequi. “É uma forma do poder público desenvolver a gastronomia cultural e o setor turístico, incentivando os donos de bares, restaurantes e hotéis. E isso vai gerar um desenvolvimento econômico, através de uma cadeia de negócios. E, quanto mais engajados estiverem os proprietários, mais se desenvolve a nossa gastronomia. É um novo marco no desenvolvimento cultural e turístico de nossa cidade. É o envolvimento de todos os setores da sociedade, através do resgate e apropriação dos valores culturais e gastronômicos”, enfatiza. De acordo com Júnia Rabelo, coordenadora de eventos da Secretaria de Cultura, o objetivo do circuito gastronômico é valorizar a gastronomia de Montes Claros. “Através do circuito, pretendemos identificar as pessoas que trabalham com a gastronomia do Norte de Minas e que valorizam os frutos do cerrado nos pratos do seu cardápio. Nós entendemos que o turismo e o desenvolvimento econômico só vêm através da unicidade. Cada região tem o seu jeito de viver e o jeito de fazer. Aliando o turismo, a cultura e o desenvolvimento econômico em um único projeto, temos a possibilidade de lançar o circuito gastronômico para incentivar os restaurantes a se destacarem para promoverem a gastronomia local”, afirma. Bernadete Guimarães, chef e consultora gastronômica, observa que o circuito é um grande passo para conseguir unir comunidade, comerciantes e o poder público na busca da valorização da gastronomia da região. “Um circuito como esse movimenta toda a cidade: culturalmente, gastronomicamente, mas, sobretudo, economicamente”, destaca. Cerrado – O edital do circuito prevê a obrigatoriedade de alguns ingredientes, tais como pequi, carne de sol, andu, manteiga de garrafa, farinha de mandioca, pimentas da região, queijos, castanhas e licores. Para bebidas, serão permitidos coquinho, umbu, murici, buriti, mangaba, jenipapo, cagaita e pitomba. O circuito gastronômico será realizado entre os dias 1 e 3 de fevereiro. Os interessados em participar ainda podem se inscrever até o dia 30 de janeiro, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, no prédio da Prefeitura. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2211-3300. Ascom / Prefeitura de Montes Claros

Óscar Ortega passa a noite na prisão por violência de gênero

 Preparador físico do Atlético de Madrid está na função desde dezembro de 2011 e é braço direito do treinador Simeone. Ainda não foram divulgados detalhes do ocorrido Óscar Ortega, durante a final da Champions de 2016 entre o Real Madrid e o Atlético de Madri GETTY O professor Óscar Ortega, preparador físico do Atlético de Madrid e braço direito de Diego Pablo Simeone, foi liberado na manhã desta terça-feira após passar a noite detido sob acusação de violência de gênero em um quartel da Guarda Civil espanhola na localidade de Majadahonda, nos arredores de Madri. Segundo fontes policiais, o técnico uruguaio, de 60 anos, foi preso por agentes da Guarda Civil na noite desta segunda-feira e colocado à disposição da Justiça. Fontes judiciais informaram à agência EFE que o caso coube à sétima vara da Justiça em Majadahonda, especializada em violência de gênero. “Tudo parece indicar que será um julgamento rápido”, segundo as mesmas fontes. Por enquanto não se conhecem os detalhes do ocorrido. Óscar Ezequiel Ortega del Río (Montevidéu, 29 de março de 1958) já trabalhou no México, Colômbia, Chile, Japão, Argentina e Espanha. Chegou ao futebol espanhol em 1995 como preparador físico do Rayo Vallecano, ao lado do treinador Marcos Alonso, com quem também esteve no Atlético de Madri em 2001. Retornou em 2004 ao clube vermelho e branco, onde coincidiu pela primeira vez com Simeone, então na sua segunda passagem como jogador colchonero, dirigido por Gregorio Manzano. Ortega, preparador físico do Atlético desde dezembro de 2011, faz parte do estafe de Simeone desde 2006, quando o técnico o chamou ao migrar para a área técnica. Desde então, o acompanhou no Racing de Avellaneda, Estudiantes, River Plate e San Lorenzo, na Argentina, no Catania italiano e no Atlético de Madri. É o homem de confiança do treinador e muito popular no clube. O elenco principal do clube deve treinar normalmente nesta terça, e só joga no fim de semana.