Condições e resgate pioram e caem chances de localizar sobreviventes

– Dois dias após a tragédia criminosa em Brumadinho (MG), as condições de resgate tiveram significante piora e nenhum sobrevivente foi encontrado. O comandante da operação do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Eduardo Angelo, disse que a chance de se localizar pessoas com vida a partir de agora é “bem pequena”. Até o momento, 58 corpos foram localizados, dos quais 19 identificados. Há 305 desaparecidos e 192 resgatados. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “as buscas continuariam ao longo da noite em dois pontos: um ônibus próximo da administração da Vale e uma casa perto da pousada Nova Estância, onde foram achados três corpos. Os bombeiros informaram que não conseguiram ainda acessar o refeitório da Vale e que ele pode ter se deslocado de lugar. Ali, a profundidade da lama chega a 15 metros.” “Apesar dos esforços, o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, admitiu que alguns corpos podem nunca ser encontrados. ‘Considerado o tipo de tragédia e as proporções, existe sim a possibilidade de alguns corpos não serem recuperados, mas não é esse o foco dos bombeiros’.”
Unimontes empossou mais professores do concurso público

A Universidade Estadual de Montes Claros empossou mais seis professores aprovados no Concurso Público, em cerimônia realizada sexta-feira e presidida pela vice-reitora, Ilva Ruas de Abreu, e pela pró-reitora de Ensino, Helena Amália Papa. Os empossados são dos Departamentos de Artes, Ciência da Computação, Comunicação e Letras, Odontologia e de Política e Ciências Sociais. Esta foi a nona solenidade de posse, cujas provas foram aplicadas em 2014 e 2015, com a oferta de 637 vagas em 27 departamentos. A vice-reitora Ilva Ruas Abreu destacou que a Unimontes recebeu os aprovados no concurso com “muita alegria e satisfação” e a instituição alcançou o percentual de praticamente 80% dos integrantes do seu corpo docente como efetivos. “Os professores aprovados no concurso contribuem para uma universidade cada vez mais consolidada. Juntamente com os servidores, poderemos superar os desafios e alcançar a nossa missão de fazer da Unimontes uma grande universidade”, ressaltou Ilva Ruas. A vice-reitora salientou ainda destacou o compromisso e a responsabilidade dos professores por atuarem numa universidade pública. Os professores empossados enfatizaram suas perspectivas de trabalho na instituição a partir da aprovação. “Acredito a posse dos docentes a partir do concurso público é fundamental para a estruturação da universidade, que reconhece o trabalho dos professores. É um fator importante também para o Norte de Minas, que tem a Unimontes como referência para seu desenvolvimento”, afirmou o professor Felipe Teixeira Martins, empossado no Departamento de Política e Ciências Sociais. “Espero que eu possa exercer minhas atribuições na universidade, contribuindo para a melhoria da sociedade nos aspectos republicanos, sociais e culturais”, assegurou. Também vinculado ao Departamento de Política e Ciências Sociais, o professor Camilo Antônio Silva Lopes disse que a posse na Unimontes representa um grande conquista em sua vida. “Primeiro, é a realização de um sonho, por poder reforçar o trabalho numa instituição que, além de formar pessoa, divulga os saberes e o desenvolvimento da gente norte-mineira. Posso dizer também que a minha a aprovação no concurso era um sonho da minha mãe, falecida há pouco tempo”, confessou Camilo Lopes. “A minha perspectiva é poder trabalhar na universidade e contribuir na realização de sonhos de outras pessoas”, acrescentou. Empossada no Departamento de Odontologia, a professora Daniella Reis Barbosa Martelli afirmou que sua proposta é contribuir para o avanço do ensino e da pesquisa na Unimontes. “O meu objetivo é trabalhar para que a Universidade possa crescer cada vez mais”, declarou Daniella Barbosa Martelli, que lembrou também do esforço empreendido para aprovação no concurso público.
Jean Wyllys desiste do mandato e deixa o Brasil por causa de ameaças

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que vai abrir mão do mandato parlamentar e deixará o Brasil. Ele vem sofrendo ameaças e vive com escolta policial desde o assassinato da vereadora Marielle Franco, também do PSOL. “O Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: ‘Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis’. E é isso: eu não quero me sacrificar”, justificou Wyllys em entrevista à Folha de S. Paulo. A eleição de Jair Bolsonaro presidente e as informações sobre as ligações de Flávio Bolsonaro com a milícia também influenciaram a decisão de Jean. “Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário.” “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, acrescentou. As informações são da Folha de S. Paulo. Clã Bolsonaro comemora a partida de Jean Wyllys O presidente Jair Bolsoanro e seu filho Carlos comemoraram o anúncio de Jean Wyllys (PSOL) de que abrirá mão do mandato e deixará o país. De forma quase discreta, eles usaram o Twitter para comemorar a saída do desafeto. Carlos Bolsonaro ✔ @CarlosBolsonaro Vá com Deus e seja feliz! ? Jair M. Bolsonaro ✔ @jairbolsonaro Grande dia! ? Suplente de Jean Wyllys, David Miranda manda recado para Bolsonaro “Respeite o Jean, Jair, e segura sua empolgação.” Foi o início da mensagem de David Miranda (PSOL-RJ) ao presidente Bolsonaro (PSL) em resposta a comemoração pelo partida de Jean Wyllys. Confira a resposta que David twittou em resposta ao “Jair”: David Miranda ✔ @davidmirandario Respeite o Jean, Jair, e segura sua empolgação. Sai um LGBT mas entra outro, e que vem do Jacarezinho. Outro que em 2 anos aprovou mais projetos que você em 28. Nos vemos em Brasília. Bancada do PT na Câmara emite nota de solidariedade a Jean Wyllys Em texto assinado pelo líder Paulo Pimenta (RS), a bancada do PT na Câmara dos Deputados divulgou, nesta quinta-feira (24), uma nota de solidariedade ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que renunciou ao terceiro mandato parlamentar e anunciou a saída do país, por conta de ameaças de morte que vem sofrendo. A nota exige apuração das ameaças por parte dos órgãos competentes e afirma que as ameaças a Jean Wyllys “expressam uma coação não apenas ao parlamentar do PSOL, mas a todos os defensores e defensoras de direitos humanos, detentores de mandatos populares ou não”. Confira a íntegra do texto: Em nome da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, expresso a nossa total solidariedade ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), diante do anúncio da sua renúncia ao mandato parlamentar, seguido da saída do país, por conta de graves ameaças que tem recebido. Lamentamos e compreendemos a sua decisão. Vivemos num país governado por pessoas que possuem notórios vínculos com milícias, que são uma forma de crime organizado que – tal qual grupos mafiosos em outros países – tratam adversários com a eliminação física, como atesta a vereadora Marielle Franco, companheira de partido e de lutas de Jean Wyllys, assassinada em março de 2018. Eleito como representante do povo do Rio de Janeiro para o terceiro mandato, desde os seus primeiros meses de atuação na Câmara Jean Wyllys já se tornou referência nacional e internacional em defesa dos direitos humanos e das lutas dos movimentos sociaiss, em particular das bandeiras em prol do respeito à população LGBTI. Diante deste fato gravíssimo, exigimos do Judiciário e do Ministério Públicoo Federal a adoção de todas as medidas necessárias para garantir a rápida e efetiva apuração a respeito das ameaças sofridas por Jean Wyllys. O Estado brasileiro tem a obrigação de garantir a proteção física do deputado, mas também de descobrir e punir os autores destas práticas criminosas, que expressam uma coação não apenas ao parlamentar do PSOL, mas a todos os defensores e defensoras de direitos humanos, detentores de mandatos populares ou não. Seguiremos nas lutas em defesa da democracia e dos direitos humanos do povo brasileiro. Brasília, DF, 24 de janeiro de 2019. Deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados Com informações do PT na Câmara Carlos Bolsonaro ✔@CarlosBolsonaro Vá com Deus e seja feliz! 22,1 mil 16:18 – 24 de jan de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads 4.605 pessoas estão falando sobre isso Jair M. Bolsonaro ✔@jairbolsonaro Grande dia! 66,8 mil 16:16 – 24 de jan de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads 18,2 mil pessoas estão falando sobre isso
Há uma ameaça ao estado democrático de direito que precisa ser contida

Foto de procurador com repórter da Globo, espalhada por bolsominions, é indício de que os arapongas voltaram O notório Alan dos Santos divulgou em sua conta no Twitter uma foto que mostra o jornalista Octávio Guedes, que é da Globonews e foi diretor de redação do Extra, em uma mesa de restaurante com o procurador geral de justiça do Rio, Eduardo Gussen. Diz o bolsominion: Octávio Guedes e o procurador geral de justiça do Rio: suspeita de que estão sendo vigiados Por Joaquim de Carvalho – DCM “É a Rede Globo unida com o Ministério Público do Rio de Janeiro!!! Será que agora ficou claro que existe um complô contra o BOLSONARO??? Convoco todos os bolsanarianos para viralizar a reunião acima entre o jornalista da Globo e chefe do MP do Rio. Estamos em guerra contra a Globo.” A foto tem circulado pelas redes sociais, acompanhada desse mesmo texto – o que faz parecer o resultado de uma ação organizada. Há um milhão de motivos para se criticar a Globo, mas nunca pelo exercício efetivo do jornalismo. Guedes aparece com caneta na mão, provavelmente anotando alguma declaração ou informação, no papel de repórter, uma atividade regular, adequada e necessária para a sociedade. O que está fora de lugar ali é quem fez a foto. Percebe-se que ela tem qualidade, não é o registro fotográfico de um curioso, feito com celular. Quem tirou essa fotografia? Com que propósito? O procurador geral de justiça estaria sendo monitorado? É grave, e indica que o submundo que sustenta Bolsonaro, seja a rede de milicianos ou de fabricantes de fake new, representa uma ameaça muito mais grave ao que restou da democracia brasileira do que se poderia imaginar. Mais grave é se esta foto tiver sido feita por arapongas oficiais. Nesse caso, ninguém mais está protegido. Nem o procurador geral de justiça, nem você, nem eu. Há uma ameaça ao estado democrático de direito que precisa ser contida. Há que se impor limites a quem não tem nenhum compromisso com a Constituição. O Brasil não pode ser governado por quem estimula ou até promove ações típicas de milicianos ou similares.
Será que tem dedo do clã de Bolsonaro na morte de Marielle?

– PRESOS MILICIANOS SUSPEITOS DE MATAR MARIELLE E HOMENAGEADOS POR FLÁVIO BOLSONARO “O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, desencadeou na manhã desta terça-feira a Operação Os Intocáveis, em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, e outras localidades da cidade, que prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Os presos são integrantes da milícia mais antiga e perigosa do estado”, informam os jornalistas Chico Otávio, Vera Araújo, Arthur Leal, Gustavo Goulart, Rafael Soares e Pedro Zuazo, em reportagem publicada no jornal O Globo. “Para a ação, que mobiliza cerca de 140 policiais, a Justiça expediu 13 mandados de prisão preventiva contra a organização criminosa. Os principais alvos da operação são o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras; e o subtenente reformado da PM Maurício Silvada Costa, o Maurição.” Segundo a reportagem, o major Ronald Paulo Alves Pereira, de 43 anos, é investigado por integrar a cúpula do Escritório do Crime. Em outro texto, Chico Otávio e Vera Araújo dizem que os principais suspeitos do assassinato de Marielle Franco foram homenageados pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). “Os dois principais alvos da Operação Intocáveis , o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, foram homenageados, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio por indicação do deputado estadual Flávio Bolsonaro. O parlamentar sempre teve ligação estreita com policiais militares. Adriano, que ainda não foi encontrado pela polícia, chegou a receber a medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Legislativo fluminense. Ronald, um dos presos na manhã desta terça-feira, ganhou a moção honrosa quando já era investigado como um dos autores de uma chacina de cinco jovens na antiga boate Via Show, em 2003, na Baixada Fluminense. Os dois são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL)”, informam os jornalistas. Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre o caso: O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) desencadeou na manhã de hoje (22) uma operação para prender 13 integrantes de organização criminosa que atua em Rio das Pedras, Muzema e adjacências, todas no Rio de Janeiro. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, da Draco e da Core/Polícia Civil. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão. Já foram presos pelo menos cinco dos integrantes da organização, entre eles um major da Polícia Militar; o tenente reformado também da PM Maurício Silva da Costa, o Maurição, que seria o chefe do grupo de milicianos, posto que dividia com o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães. Segundo nota do MPRJ, as investigações, realizadas por meio de escutas telefônicas e notícias de crimes, recebidas pelo canal Disque Denúncia, “evidenciam que os denunciados estão envolvidos em atividades de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis; receptação de carga roubada; posse e porte ilegal de arma; e extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados. Eles são acusados, ainda, de ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’; falsificação de documentos; pagamento de propina a agentes públicos; agiotagem; utilização de ligações clandestinas de água e energia; uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial na região de Jacarepaguá. Segundo ainda o Ministério Público, foram denunciados Ronald Paulo Alves Pereira (conhecido como major Ronald); Marcus Vinicius Reis dos Santos (Fininho); Manoel de Brito Batista (o Cabelo); Júlio Cesar Veloso Serra; Daniel Alves de Souza; Laerte Silva de Lima; Gerardo Alves Mascarenhas (conhecido como Pirata); Benedito Aurélio Ferreira Carvalho (o Aurélio); Jorge Alberto Moreth (Beto Bomba), Fabiano Cordeiro Ferreira (Mágico) e Fábio Campelo Lima. Apuração O MPRJ informou que “as relações estabelecidas entre os criminosos e a natureza das funções desempenhadas por cada um deles na hierarquia da organização, tais como segurança (ou braço armado), agente de cobrança de taxas, lavagem de dinheiro (na figura de laranjas), agiotagem e forte atuação no ramo ilegal imobiliário”. A denúncia indica que o Capitão Adriano, o Major Ronald e o tenente reformado da PM Maurício Silva da Costa são os líderes da organização. Já Jorge Alberto Moreth (o Beto Bomba) é presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, cargo que, segundo o MP, “foi conquistado a partir de ameaças e uso de força, sendo exatamente nesta organização social onde se consolidam as transações de compra e venda dos imóveis construídos ilegalmente e a manipulação de documentos necessários à concretização de operações ilícitas”. Homicídios As informações divulgadas pelo Ministério Público sustentam que alguns dos integrantes do grupo também respondem pelo homicídio de Júlio de Araújo, em 24 de setembro de 2015. Araújo foi executado a queima roupa com disparos de arma de fogo desferido em sua cabeça, no que o MP acredita ter sido um crime de queima de arquivo. Na denúncia, o MPRJ requer a condenação dos denunciados, incursos, com variações conforme a atuação de cada um, em penas que vão desde acusações de promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa, com pena de reclusão de três a oito anos, e multa; até acusações de assassinatos.
Romeu Zema usa PM para barrar prefeitos na Cidade Administrativa

Centenas de prefeitos que vieram à Cidade Administrativa tentar falar com o governador Romeu Zema (Novo) sobre atraso nos repasses reclamam o fato de terem sido recebidos por uma barreira da Polícia Militar no Palácio Tiradentes, local onde o governador despacha. Grupo de prefeitos encontrou barreira militar no acesso ao Palácio Tiradentes, onde o governador despacha(foto: Juliana Cipriani/EM/D.A Press) “Nem Pimentel (ex-governador) nos recebeu assim. Não somos bandidos”, dizem. Os prefeitos vão protocolar um pedido para Zema volte a repassar automaticamente o ICMS e o IPVA devidos aos municípios.O presidente da AMM Prefeito Julvan Lacerda diz estar perplexo com a forma de recepção aos prefeitos. “Até o governo passado, com todo o desrespeito que teve conosco nunca nos tratou desta forma. Até onde sei as forças policiais são para fazer cumprir a lei e não para proteger quem está descumprindo”, disse. Julvan Lacerda disse que os prefeitos estão na sede do governo pacificamente para cobrar direitos dos cidadãos. Após a pressão em frente à barreira policial, o governo autorizou a entrada de Julvan Lacerda e mais quatro prefeitos para conversar com Zema. A imprensa não foi autorizada a entrar. Prefeitos tentavam falar com governador Romeu Zema sobre dívida do estado com municípios(foto: Juliana Cipriani/EM/D.A Press) O presidente da AMM informou que a comitiva foi recebida pelo secretário de governo Custódio Mattos, que reafirmou que Zema vai se posicionar sobre a situação dos prefeitos entre hoje e amanhã.”Ele não nos deu uma posição Clara mas se comprometeu que o governo vai anunciar o que fazer”, desse. De acordo com o prefeito, a mobilização continua até que os repasses voltem a ser feitos normalmente.
Prefeitos ameaçam pedir impeachment do governador Zema

Segundo a Associação Mineira de Municípios, o governador Zema já deve R$ 342 milhões aos municípios, relativos ao ICMS e ao Fundeb do dia 15 de janeiro Reunidos em assembleia, na manhã desta segunda-feira (21), dezenas de prefeitos mineiros voltaram suas críticas ao novo governo por causa da retenção de repasses devidos aos municípios. Entre as medidas propostas pela direção da Associação Mineira dos Municípios (AMM) está a ameaça de protocolar um pedido de impeachment do governador Romeu Zema (Novo) já no dia 1º de fevereiro, no retorno dos trabalho na Assembleia. Na avaliação dos prefeitos, embora tenha herdado uma “bomba”, Zema continua retendo repasses, a exemplo do que fez o ex-governador Fernando Pimentel (PT). “A proporção está a mesma, só estão maquiando um pouco melhor que o PT” , afirmou o presidente da AMM, Julvan Lacerda (MDB). Eles afirmam que o sacrifício financeiro deve ser de todos e não apenas dos municípios. O prefeito de Jequitinhonha, Roberto Botelho (PSDB), defendeu que os prefeitos paralisem o Estado para mandar uma mensagem clara ao governo. Além da ameaça de pedir o impeachment do governador, os 343 prefeitos presentes vão votar uma proposta de acordo judicial com o governo Zema. Pela minuta de acordo judicial, Zema teria um ano de carência pra começar a pagar a dívida com os prefeitos acumulada por Pimentel. Os prefeitos também colocarão em votação a ideia de fazer uma grande manifestação no dia da posse dos deputados. Outra questão em votação é o adiamento do início das aulas nas escolas. Negociação Ainda como pressão, os prefeitos propuseram ir a Brasília pedir intervenção federal. Como condição para negociar com Zema, os municípios pedem que o governador revogue um decreto de Pimentel que acabou com os repasses automáticos da cota parte de ICMS dos munícipios para as prefeituras. Via Jornal Estado de Minas
Com a anuência de Moro, Bolsonaro quer o País livre para roubar

CORREGEDOR DA RECEITA ALERTA: BOLSONARO DESMONTA SISTEMA DE COMBATE À CORRUPÇÃO – Em um memorando sigiloso enviado no último dia 17 ao secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, o corregedor do órgão, José Pereira de Barros Neto, avalia que o presidente Jair Bolsonaro está desmontando o sistema de combate à corrupção dentro da máquina federal com um decreto assinado no início do ano. O documento, trazido à tona pela jornalista Bela Megale, do Globo, refere-se à reorganização administrativa da Corregedoria da Receita, realizada por meio do decreto 9.679, publicado no Diário Oficial em 2 de janeiro. O corregedor alerta que as mudanças determinadas por Bolsonaro levaram o órgão a sofrer “sérias perdas” em sua estrutura responsável por investigar e retirar do serviço público servidores envolvidos em casos de corrupção no fisco brasileiro. “Trata-se de um contrassenso reduzir pela metade a capacidade operacional da unidade responsável pelo combate à corrupção no âmbito de um órgão tão importante e sensível como a Receita Federal do Brasil no contexto em que a principal diretiva do governo que ora se inicia é a intensificação e o fortalecimento do combate à corrupção”, diz Neto.
Zema quer aumentar a contribuição da previdência e fazer privatizações

Declarações de Zema sobre aumento contribuição previdenciária e privatização revolta servidores A declaração do governador de Minas Gerais Romeu Zema de que deve propor o aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo público estadual caiu como uma bomba entre os servidores e está provocando revolta. A Polícia Militar, por exemplo, que tem alto poder de mobilização, por prestar serviço essencial e ter um número grande de servidores, foi pega de surpresa segundo Marco Antônio Bahia, presidente da ASPRA (Associação de Praças da Polícia Militar). “Nós já estamos há quatro anos sem nenhuma reposição das nossas perdas inflacionárias e tem um cenário de ficar mais uns dois ou três. A nossa tropa já está toda mobilizada haja vista que nós não temos salário em dia, 13º nosso até hoje o governador não anunciou e ainda vem colocar um projeto pra majorar nossa previdência. Eu quero dar um aviso ao nosso governador que se ele vier com essa intenção ele vai ter um grande problema na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiro. Então seu governador se o senhor quiser enviar o projeto para recuperar a receita de Minas Gerais pode até enviar, mas não com o sacrifício dos nossos militares”. Geraldo Henrique da direção do Sindipúblicos, que representa os servidores administrativos, disse que os trabalhadores não aceitarão ser responsabilizados. “Nós não suportaremos mais retirada de direitos. Nós, servidores do poder Eexecutivo, já carregamos nas costas congelamento de salários desde 2013, pagamentos atrasados que vem acontecendo desde 2016 e em 2018 ficamos sem receber nosso 13º”. A intenção de privatizar a CEMIG, também reafirmada por Zema, revoltou servidores da companhia que disseram que não vão deixar que ele efetue o processo de privatização, segundo Jeferson Silva, do Sindieletro. “ Nós vamos travar uma grande luta envolvendo movimentos sociais, sindicatos, Assembleia Legislativa e demais aliados para manter a Cemig estatal, com as devidas prerrogativas de uma estatal”. Tanto a privatização de estatais quanto a reforma da previdência do funcionalismo fazem parte dos pré-requisitos para adesão ao acordo de recuperação fiscal do governo federal para suspensão do pagamento das dívidas dos estados com a União. A alíquota atual de contribuição do servidor para a previdência é de 11% do salário, a proposta do governo federal seria subir até 14%.
Recepção em Davos para Netanyahu e Bolsonaro: Não são bem-vindos

ESCRACHO E PROTESTO EM DAVOS PARA BOLSONARO E NETANYAHU – Antes mesmo de chegar em Davos, o presidente extremista brasileiro Jair Bolsonaro já era aguardado com protestos. Um cartaz com as fotos do premiê israelense Benjamin Netanyahu e Bolsonaro com os dizeres “Não são bem-vindos” emergiu nas manifestações de praxe que precedem o Fórum Internacional. Será a primeira viagem internacional de Bolsonaro como presidente eleito. A reportagem do portal UOL destaca a partida do presidente: “o presidente Jair Bolsonaro (PSL) embarcou neste domingo (20) na base aérea de Brasília rumo à reunião do Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos. Esta será a primeira viagem internacional após o presidente tomar posse no cargo. O Fórum Econômico Mundial reúne empresários e lideranças das principais economias do mundo.” Segundo a matéria, “Bolsonaro partiu em voo da FAB acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Sergio Moro (Justiça) e Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência). O embarque ocorreu por volta de 22h na base aérea de Brasília. Em uma cerimônia simbólica, Bolsonaro passou a Presidência ao vice Antônio Hamilton Mourão (PRTB). Ele se torna presidente em exercício quando a aeronave da FAB deixar o espaço aéreo brasileiro nas próximas horas.”