Briga da imprensa canalha Globo e Record: a suja falando da mal lavada

GLOBO ACUSA RECORD DE CUMPLICIDADE COM ESQUEMA BOLSONARO – Um fato raro, quase inédito: a Globo partiu para o confronto público com a Rede Record do bispo Edir Macedo. O governo Bolsonaro está no centro da ofensiva da emissora dos Marinho contra a concorrente. Enquanto a Globo distancia-se cada vez mais do governo de extrema-direita, a Recoro (ao lado do SBT) tornaram-se as emissoras extraoficiais do novo regime. O jornalista Maurício Stycer, um dos maiores especialistas em TV do país, apontou em seu blog: “Fato muito incomum, neste domingo (20) a Globo fez uma crítica pública ao jornalismo praticado pela concorrente Record. Deu-se durante o ‘Fantástico’ e fez menção a uma entrevista exibida minutos antes por seu concorrente direto, o ‘Domingo Espetacular’”. Os apresentadores do “Fantástico”, Ana Paula Araújo e Tadeu Schmidt, resumiram em 60 segundos o conteúdo das respostas dadas por Flávio Bolsonaro à Record (aqui). Em seguida, anotou Stycer em seu blog, Ana Paula detonou o programa concorrente. Com ironia, registrou que o senador eleito não respondeu a uma questão essencial por que não foi questionado a respeito: “Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta. Também não foi questionado por que preferiu receber parte do pagamento da venda em dinheiro e não em cheque administrativo ou transferência bancária”. Uma critica desse gênero na Globo não seria veiculada sem autorização expressa da cúpula da emissora e sem a concordância dos Marinho. A guerra cada vez mais aberta entre a Globo e o clã e governo Bolsonaro começa a se tornar também uma guerra que está demolindo a unidade que a mídia conservadora construiu nos últimos anos ao redor da perseguição ao PT. De um lado, Globo e Folha começam a ter uma postura crítica e de oposição cada dia mais agressiva a Bolsonaro. Do outro lado, com Record e SBT à frente, Rede TV, Band e Jovem Pan têm alinhamento integral ao novo regime -com o provável reforço em breve da versão brasileira da rede norte-americana CNN. O conservador O Estado de S.Paulo tem oscilado entre os dois grupos. No novo cenário, a Globo e a Folha assumem, em determinados momentos, aspectos da narrativa das mídias independentes do país, como o 247, Fórum, DCM, Brasil de Fato, RBA entre outros.
Moro fecha os olhos para a quadrilha corrupta do clã Bolsonaro

PROCURADO, SERGIO MORO SE CALA SOBRE BOLSOGATE: SEM COMENTÁRIOS O juiz que prendeu Lula por fatos indeterminados e agora se nega a comentar as provas sobre Flavio Bolsonaro foi procurado pelo jornal O Globo neste domingo e respondeu “sem comentários”; atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Moro já não faz há dias comentários em público sobre o escândalo, o que vem sendo criticado por figuras públicas como Leo Jaime e Felipe Neto – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que já não fazia comentários em público sobre o escândalo envolvendo a família Bolsonaro, foi procurado neste domingo 20 pelo jornal O Globo para dar sua opinião sobre o caso, mas respondeu “sem comentários”. Ele segue a lei do silêncio baixada no Planalto para tentar blindar o Bolsonaro pai, num momento em que o filho mais velho, o senador eleito Flávio Bolsonaro, não dá explicações sobre as transações suspeitas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Seu silêncio vem sendo criticado por figuras públicas como Leo Jaime e o Youtuber Felipe Neto, além de políticos como Cristovam Buarque e o cientista político Luis Felipe Miguel. O caso tomou uma proporção muito maior neste fim de semana, com a entrada da Globo na guerra contra o clã que governa o País e a revelação de que as transações suspeitas de Queiroz não se limitam ao valor de R$ 1,2 milhão em um ano, mas sim R$ 7 milhões em três anos, além de 48 depósitos fracionados na conta de Flávio Bolsonaro.
Deputados chamados de analfabetos, vão processar Olavo de Carvalho

– Integrantes da comitiva de deputados do PSL e também do DEM anunciaram que irão processar o filósofo Olavo de Carvalho, o guru do bolsonarismo, após ele criticar a viagem do grupo à China. Olavo chamou os políticos de “palhaços”, “analfabetos” e “caipiras”, dentre outros xingamentos. Os parlamentares foram convidados para conhecer a China pelo governo comunista do país. Dentre outros objetivos, a comitiva foi conhecer o sistema de reconhecimento facial chinês e pretende trazer a tecnologia para aplicações no Brasil. Integrantes da bancada pretendem apresentar um projeto de lei sobre o tema no início do ano legislativo. Segundo a jornalista Aiuri Rebello, do UOL, integrantes da comitiva que está na China afirmaram que se sentiram traídos por Olavo, pelo qual a maioria “tinha o maior apreço”. O deputado federal Luiz Miranda (DEM-DF), único parlamentar do grupo que não é do PSL, confirmou ao UOL, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai processar Carvalho. “Há mais de 15 anos faço negócios com empresas chinesas”, afirma Miranda em nota. “Após tanto tempo, fui convidado para conhecer melhor a cultura do país, o sistema de governo, além da tecnologia empregada em vários setores da sociedade, principalmente na área de segurança pública. Isso nos ajudará a propor alternativas eficientes ao governo brasileiro.”
Silvanei continuará no comando do Consórcio Intermunicipal de Saúde

Eleição do Cisrun terá chapa única Não haverá disputa pela presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), instituição responsável pela administração do SAMU Macro Norte, de acordo com a Instrução Normativa para eleição do Conselho Diretor e Fiscal, disponível no site do Cisrun (www.cisrun.saude.mg.gov.br). Na última sexta-feira (14), se encerrou o prazo para a inscrição das chapas, tendo se apresentado a Chapa 01, liderada pelo prefeito de Claro dos Poções, Norberto Marcelino de Oliveira Neto e a Chapa 02, encabeçada por Silvanei Batista Santos, prefeito de Porteirinha, que concorre pela reeleição. Porém, mediante a Instrução Normativa que traz as diretrizes, regras e procedimentos exigidos no estatuto do consórcio no Artigo 3º, inciso III, são condições de elegibilidade para a chapa participar da eleição do Conselho Diretor e Conselho Fiscal a necessidade de “estar quites com todas as obrigações com o Cisrun, nos termos do artigo 6º do estatuto.”. Durante reunião, no início da tarde desta segunda-feira (17), na sede no Cisrun, a Comissão Eleitoral, designada por portaria, deliberou sobre as condições de registro das chapas, oportunidade em que foram analisados os quesitos exigidos pelo edital para pleitear a presidência do órgão. Após a análise, foi identificado vício insanável na Chapa 01, registrada pelo prefeito de Claro dos Poções, restando a inabilitação da mesma. Por essa razão, foi decidido pela Comissão, por unanimidade, declarar como chapa única aquela encabeçada pelo prefeito de Porteirinha, Silvanei Batista Santos. Sendo assim, será realizada a Eleição do Cisrun Biênio 2019/2020 no dia 18 de janeiro de 2018 por aclamação, de acordo com o parágrafo primeiro do art. 15 do Estatuto. A lista com os municípios aptos a participarem das eleições está disponível no site do Cisrun. Fonte: Jane Felix – Assessora de Comunicação SAMU Macro Norte
Tijolaço – Aventura é o caminho mais fácil para destruir instituições

Vai se fixando a impressão que, em relação às Forças Armadas, estabeleceu-se um processo de partidarização que se assemelha em muito ao que transformou o Poder Judiciário num lixo, indigno do respeito da maioria da população. Lá, um aventureiro – Sérgio Moro – acompanhado de uma trupe de fundamentalistas obtusos do Ministério Público – alguém se lembra do “Hegel” do início “tripatético” do processo que condenou Lula? – foi se impondo sobre os tribunais superiores e levou a submissão total da Justiça a um punitivismo inédito no Brasil e à substituição da prudência pela histeria na quase totalidade dos juízes. No meio militar, a composição dos ministérios e cargos-chave da Administração com enorme presença de generais sendo – ainda pior – muitos deles recém saídos de posições de comando ativas, mais do que transformar o governo em apêndice da instituição militar, está transformando as Forças Armadas em apêndice de Jair Bolsonaro e sua aventura insana. Pode-se argumentar que Jair Bolsonaro não tem projetos e os militares os têm. Talvez estejamos pensando nas Forças Armadas de algumas décadas atrás, porque é difícil ver algum projeto em um grupo que se inaugura demonstrando uma única causa: a de não serem atingidos pela reforma previdenciária. Jair Bolsonaro é um energúmeno intelectualmente, mas não é bobo. Mostrou ontem que mesmo alguém com prestígio de “herói”, como Sérgio Moro, pode ser atropelado e enquadrado. Engoliu o decreto das armas e, se quiser, que vá se divertir com as propostas de eliminação de garantias do cidadão e m nome do combate à corrupção. A dos adversários, naturalmente. Ao colocar boa parte do seu Estado Maior e seu próprio comandante, Eduardo Villas-Boas, nos cargos políticos, o Exército assumiu mais que a subordinação constitucional a um chefe de Estado. Assumiu a subordinação a um projeto político autoritário, brutal, entreguista, intelectualmente desqualificado e anacrônico. Pior, com mais “prestígio na tropa” do que todos eles somados. As três décadas de separação entre política e armas foram jogadas fora em menos de dois anos. Ter cargos não é o mesmo que ter poder. Entregaram-se ao comando, de fato, de um sujeito que saiu da caserna pela porta dos fundos. Entregaram a ele a própria caserna. POR FERNANDO BRITO
Pesquisa aponta como alimentar o planeta até 2050 de maneira saudável

Relatório aponta que um regime que limita o consumo de carne vermelha e açúcar poderia evitar 11 milhões de mortes prematuras por ano. Como alimentar de maneira saudável 10 bilhões de humanos até 2050 e ao mesmo tempo preservar o planeta? Um relatório divulgado nesta quinta-feira 17 pela revista The Lancet e a ONG Fondation EAT mostra que um regime que limita o consumo de carne vermelha e açúcar poderia evitar 11 milhões de mortes prematuras por ano, além de ajudar o meio ambiente.De acordo com o relatório, que mobilizou 37 especialistas de 16 países, a dieta que protege a saúde e o meio-ambiente divide por dois o consumo de carne vermelha e açúcar e dobra a quantidade de frutas, legumes e oleaginosas. Segundo o estudo, o ideal seria incluir todos os dias no cardápio 300 gramas de legumes, 200 gramas de frutas, 200 gramas de grãos completos como arroz, milho ou trigo, 250 gramas de leite e somente 14 gramas de carne vermelha. Os especialistas, que preconizam uma “transformação radical dos hábitos alimentares”, sugerem o consumo de 29 gramas diárias de carne de aves, 28 gramas de peixe, 13 gramas de ovos ou 50 gramas de nozes em substituição à famosa picanha. As quantidades são suficientes para fornecer as proteínas que o corpo precisa. Além de ser bom para a saúde, evitando doenças como o diabetes, por exemplo, a dieta também contribuiria para o equilíbrio dos recursos naturais terrestres. “Os regimes alimentares atuais fazem com que a Terra ultrapasse seus limites e geram doenças. Eles são uma ameaça para as pessoas e para o planeta”, escrevem os autores. O regime estabelecido pelos especialistas visa garantir um equilíbrio entre as necessidades de saúde da população mundial e o impacto no meio ambiente. Isso não significa que as pessoas devem comer exatamente a mesma coisa, mas adaptar as recomendações à cultura, à geografia e à demografia. A regra é basicamente a mesma: dobrar o consumo de frutas, legumes e leguminosas e diminuir a cerne vermelha, o açúcar e os alimentos transformados, como refrigerante e embutidos, por exemplo. DisparidadesEsses objetivos globais, obviamente, escondem enormes disparidades de acordo com o nível cultural e de desenvolvimento dos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo diário médio de carne vermelha é de cerca de 280 gramas por dia, vinte vezes a mais do que o recomendado, enquanto em outros países a fome devasta a população. Segundo o estudo, mais de 820 milhões de pessoas passam fome no mundo, 2,4 bilhões comem mais do que deveriam e metade da população mundial apresenta carências nutricionais. Independentemente do consumo, os autores do relatório alertam para a necessidade de uma mudança radical nos modos de produção, diminuindo as monoculturas ou plantações que devastam florestas, geradoras de gases que provocam o efeito estufa. Outra prioridade é reduzir o desperdício de alimentos e as perdas nos processos de produção. “A maneira como nós nos alimentamos é uma das principais causas das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade e das doenças não-transmissíveis, como obesidade, doenças cardiovasculares ou diabetes”, declarou o professor Tim Lang, da Universidade de Londres, um dos autores do estudo. “Da mesma forma que nosso sistema de alimentação mudou radicalmente no século 20, pensamos que ele também deve mudar radicalmente no século 21”, conclui.
Ministro do STF proíbe que laranja de Bolsonaro seja investigado

O Ministério Público do Rio informou que uma decisão do Subalterno Tribunal Federal, digo, Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira o procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz , e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), “até que o Relator da Reclamação se pronuncie”. A informação é do jornal Estado de S.Paulo. O promotor, no entanto, não informou o que motivou a decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989. “Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão”, informou o órgão, por meio de nota. Ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Alerj, o policial militar Fabrício Queiroz se tornou o principal personagem no caso que trouxe as primeiras dores de cabeça ao novo governo de Jair Bolsonaro após a eleição. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ele fez movimentação atípica superior a R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, inclusive pagamentos de R$ 24 mil a Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro. Após faltar a dois depoimentos marcados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e ser internado, Queiroz corre o risco de ser denunciado sem dar sua versão sobre o caso aos promotores, conforme afirmou na terça-feira o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem. A decisão da suspensão relata que o processo fique suspenso até que o relator da Reclamação, ministro Marco Aurélio do Mello, se pronuncie. A determinação foi do ministro Luiz Fux. O Ministério Público não informou o que motivou a decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989. “Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão”, informou o órgão, por meio de nota. (…) FUX APELOU AO FORO DE FLÁVIO BOLSONARO PARA SUSPENDER CASO QUEIROZ – O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, apelou ao foro privilegiado de Flávio Bolsonaro, senador eleito, para decidir pela suspensão das investigações sobre as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, que foi assessor e motorista do filho do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com informações do site site jurídico Jota. “Luiz Fux entendeu que, como Flavio Bolsonaro é senador eleito, o que faz com que passe a ter foro no STF a partir de fevereiro após a posse, seria melhor aguardar para o STF decidir o foro adequado para a continuidade da investigação que atualmente está no MP-RJ”, informa o Jota. Ao tomar a decisão, Fux atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro. O Jota informa ainda que, além de requerer a suspensão das investigações, a defesa de Flávio Bolsonaro busca outras medidas que serão enfrentadas agora pelo ministro Marco Aurélio de Mello, também do STF. “A primeira é que o caso fique no Supremo. A segunda que seja declarada a ilegalidade das provas que instruíram o procedimento investigatório no MP-RJ”.
Pesquisa expõe assédio sexual na ONU nos últimos dois anos

Um terço de um grupo de mais de 30 mil funcionários efetivos e terceirizados das Nações Unidas sofreu assédio sexual no interior do organismo ou em eventos de trabalho nos últimos dois anos, apontou um levantamento inédito sobre o tema. O secretário-geral da ONU, António Guterres, avaliou que a pesquisa revela “algumas estatísticas alarmantes e evidencia o que é preciso mudar” para melhorar o ambiente de trabalho da organização. Um total de 30.364 pessoas participou da pesquisa, que consistia no preenchimento de um questionário confidencial online. O número de participantes representa apenas 17% dos que trabalham para a organização. Guterres classificou a participação no levantamento de “moderadamente baixa”. “Isso me diz duas coisas: primeiro, que nós ainda temos um longo caminho pela frente antes de conseguirmos discutir completa e abertamente o assédio sexual; e segundo, que também pode haver um contínuo senso de desconfiança, percepções de passividade e de falta de responsabilização”, escreveu. Um em cada três entrevistados (33%) relatou ao menos uma situação de assédio sexual nos últimos dois anos. A percentagem chega a 38,7% quando considerados aqueles que relataram algum tipo de assédio sexual durante todo o tempo de atuação nas Nações Unidas. Ainda de acordo com o relatório, 21,7% dos participantes disseram ter ouvido histórias sexuais ou piadas ofensivas, 14,2% afirmaram ter sido alvo de comentários ofensivos sobre sua aparência, corpo ou atividades sexuais, e 13% sofreram tentativas indesejadas de atraí-los para conversas indesejadas sobre questões sexuais. Outros 10,9% disseram ter sido sujeitos a gestos ou uso de linguagem corporal de natureza sexual que os envergonhou ou ofendeu, e 10,1% disseram ter sido tocados de maneira que os deixou desconfortáveis. Dois de cada três assediadores eram homens. Mais da metade das vítimas relatou que os atos aconteceram no ambiente de trabalho, enquanto 17,1% disseram que os atos ocorreram em eventos sociais relacionados ao trabalho. Apenas uma em cada três pessoas disse ter tomado medidas após sofrer o assédio sexual. Guterres também declarou que os índices são comparáveis aos de outras organizações, mas que as Nações Unidas – que defendem igualdade, dignidade e direitos humanos – devem estabelecer um padrão mais elevado. Nos últimos anos, a ONU tem tentado aumentar a transparência e fortalecer a forma como lida com alegações do tipo depois que uma série de acusações de exploração sexual e abuso foram feitas contra funcionários na África. Em dezembro, o chefe da agência da ONU para HIV e aids (Unaids), Michel Sidibé, anunciou que vai deixar o cargo em junho, seis meses antes do fim de seu mandato. O anúncio da antecipação da saída ocorreu após um grupo independente indicar que a “liderança falha” Sidibé, tolerou “uma cultura de assédio sexual, bullying e abuso de poder” no órgão. No ano passado, o diretor-adjunto do Unaids, o brasileiro Luiz Loures, renunciou ao cargo após ser acusado de assédio sexual. Ele foi absolvido em uma investigação interna por falta de provas, mas o caso acabou arranhando a imagem da agência.
Pesquisa expõe assédio sexual na ONU nos últimos dois anos

Um terço de um grupo de mais de 30 mil funcionários efetivos e terceirizados das Nações Unidas sofreu assédio sexual no interior do organismo ou em eventos de trabalho nos últimos dois anos, apontou um levantamento inédito sobre o tema. O secretário-geral da ONU, António Guterres, avaliou que a pesquisa revela “algumas estatísticas alarmantes e evidencia o que é preciso mudar” para melhorar o ambiente de trabalho da organização. Um total de 30.364 pessoas participou da pesquisa, que consistia no preenchimento de um questionário confidencial online. O número de participantes representa apenas 17% dos que trabalham para a organização. Guterres classificou a participação no levantamento de “moderadamente baixa”. “Isso me diz duas coisas: primeiro, que nós ainda temos um longo caminho pela frente antes de conseguirmos discutir completa e abertamente o assédio sexual; e segundo, que também pode haver um contínuo senso de desconfiança, percepções de passividade e de falta de responsabilização”, escreveu. Um em cada três entrevistados (33%) relatou ao menos uma situação de assédio sexual nos últimos dois anos. A percentagem chega a 38,7% quando considerados aqueles que relataram algum tipo de assédio sexual durante todo o tempo de atuação nas Nações Unidas. Ainda de acordo com o relatório, 21,7% dos participantes disseram ter ouvido histórias sexuais ou piadas ofensivas, 14,2% afirmaram ter sido alvo de comentários ofensivos sobre sua aparência, corpo ou atividades sexuais, e 13% sofreram tentativas indesejadas de atraí-los para conversas indesejadas sobre questões sexuais. Outros 10,9% disseram ter sido sujeitos a gestos ou uso de linguagem corporal de natureza sexual que os envergonhou ou ofendeu, e 10,1% disseram ter sido tocados de maneira que os deixou desconfortáveis. Dois de cada três assediadores eram homens. Mais da metade das vítimas relatou que os atos aconteceram no ambiente de trabalho, enquanto 17,1% disseram que os atos ocorreram em eventos sociais relacionados ao trabalho. Apenas uma em cada três pessoas disse ter tomado medidas após sofrer o assédio sexual. Guterres também declarou que os índices são comparáveis aos de outras organizações, mas que as Nações Unidas – que defendem igualdade, dignidade e direitos humanos – devem estabelecer um padrão mais elevado. Nos últimos anos, a ONU tem tentado aumentar a transparência e fortalecer a forma como lida com alegações do tipo depois que uma série de acusações de exploração sexual e abuso foram feitas contra funcionários na África. Em dezembro, o chefe da agência da ONU para HIV e aids (Unaids), Michel Sidibé, anunciou que vai deixar o cargo em junho, seis meses antes do fim de seu mandato. O anúncio da antecipação da saída ocorreu após um grupo independente indicar que a “liderança falha” Sidibé, tolerou “uma cultura de assédio sexual, bullying e abuso de poder” no órgão. No ano passado, o diretor-adjunto do Unaids, o brasileiro Luiz Loures, renunciou ao cargo após ser acusado de assédio sexual. Ele foi absolvido em uma investigação interna por falta de provas, mas o caso acabou arranhando a imagem da agência.
Chanceler Brasileiro começa a articular golpe na Venezuela

– O governo Bolsonaro rasgou a fantasia e mergulhou em conspiração aberta para derrubar o governo de Nicolás Maduro na Venezuela. O gesto é sem precedentes e pode abrir caminho para uma tensão jamais vista entre os dois países. Três opositores venezuelanos desembarcaram em Brasília para tratar da “transição” na Venezuela. Antonio Ledezma, Julio Borges e Carlos Vecchio vão se encontrar com Ernesto Araújo, o folclórico chanceler brasileiro. Situação tende a se agravar diante do amadorismo bolsonarista na compreensão da geopolítica regional. A reportagem do jornal O Globo dá os detalhes da “Operação Venezuela”: “o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, o ex-presidente da Assembleia Nacional (AN) Julio Borges, e o número dois do partido Vontade Popular (VP), Carlos Vecchio, se encontrarão hoje com o chanceler Ernesto Araújo. O time opositor será reforçado pelo presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) no exílio, Miguel Ángel Martín, que chega nesta quinta-feira a Brasília, onde também será recebido por Araújo.” E acrescenta: “a chegada dos opositores a Maduro ocorreu no mesmo dia em que os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e da Argentina, Mauricio Macri, tiveram seu primeiro encontro, em Brasília, e reforçaram a necessidade de redobrar esforços — junto com sócios importantes no continente como Chile, Peru e Colômbia — na busca de um governo legítimo para os venezuelanos. Os quatro opositores vivem no exílio e representam uma facção da oposição que frequentemente discorda da que ficou no país.” Segundo a matéria, “a crise na Venezuela ocupou um espaço central na agenda de Macri e Bolsonaro. Ambos os chefes de Estado analisaram vários cenários diplomáticos, políticos e até mesmo militares, disse ao GLOBO uma fonte que acompanhou de perto as conversas. Um dos cenários possíveis seria o eventual reconhecimento de um “presidente encarregado” que poderia ser designado pelo TSJ no exílio. Neste caso, o nome cotado para ocupar o vazio de poder já declarado pela corte é Juan Guaidó, recentemente designado presidente da AN e alvo de intensas perseguições e ameaças por parte do regime de Maduro.”