Primeiro ato do boçal será facilitar a posse de armas, por decreto

 O presidente eleito, Jair Bolsonaro, escreveu no sábado (29) no Twitter que pretende garantir por meio de decreto a posse de armas de fogo a cidadão sem antecedentes criminais. A posse dá ao cidadão o direito de manter a arma em casa. Para sair de casa com a arma, é preciso ter autorização para o porte. “Por decreto pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”, afirmou Bolsonaro. Em outra mensagem, publicada posteriormente, ele disse que “outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional”. A expansão temporal será de intermediação do executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados. ?? Quando ainda era candidato, Bolsonaro afirmou em seu plano de governo que pretende reformular o Estatuto do Desarmamento. Em declarações públicas, ele se disse a favor de facilitar a posse de armas de fogo para garantir o direito à legítima defesa para quem chama de “cidadão de bem”. Mas não especificou no plano de governo ou em suas falas quais mudanças pretende fazer no Estatuto. No Twitter, Bolsonaro não deu detalhes sobre o decreto. Em falas anteriores nas redes sociais, o presidente .eleito já havia defendido que o “cidadão de bem” possa, “com algumas poucas exigências”, ter arma em casa. Atualmente, o Estatuto do Desarmamento permite a compra e, em condições mais restritas, o porte de armas. As autorizações são concedidas pela Polícia Federal. As exigências para compra (posse) são as seguintes: Ter ao menos 25 anosTer ocupação lícitaJustificar a “efetiva necessidade” de ter uma armaNão estar respondendo a inquérito policial ou processo criminalNão ter antecedentes criminais nas justiças Federal, Estadual (incluindo juizados), Militar e EleitoralComprovar aptidão psicológica e técnica para usar arma de fogoApresentar foto 3 x 4, cópias autenticadas ou original e cópia de RG e CPF, e comprovante de residênciaAlém disso, o Estatuto do Desarmamento prevê que a comprovação de antecedentes criminais, inquéritos e processos, de atividade lícita e de capacidade técnica e psicológica seja feita periodicamente em “período não inferior a 5 anos”. Tijolaço: Adélio não vai mais precisar da faca“Adélio Bispo de Oliveira, o homem que esfaqueou o então candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora não iria precisar de faca, poderia usar um pistola comprada legalmente para o seu delírio assassino”, diz o jornalista Fernando Brito, no Tijolaço, ao criticar a ideia de facilitar a posse de arma por parte do próximo governo; “São mil situações de desvantagem, perigo ou insensatez que o armamento generalizado traz” Bolsonaro diz a que veio: governar por decreto“O capitão que pretendia explodir adutoras no Rio anuncia pelo Twitter que vai estender a posse de armas, num país que já tem mais de 60 mil homicídios por ano. Com o aval do amanuense de Curitiba transformado em super-ministro. Como? Por decreto. A sinalização é gritante”, diz o colunista Ricardo Melo, da rede de Jornalistas pela Democracia. “O princípio, ninguém se iluda, vai valer também para providências na área econômica, social e onde for necessário para os planos da turma” Irresponsável, diz Boff após Bolsonaro anunciar decreto sobre armamento“Estamos terminando o ano 2018 com uma deletéria notícia.Por medida provisória o futuro presidente vai autorizar a aquisição de armas para os cidadãos. Ao invés de caneta e caderno para as escolas,um meio para matar. Como se já não houvessem demasiados assassinatos. Irresponsável”, afirmou o escritor e teólogo Leonardo Boff

Montes-clarenses vão à 94ª Corrida Internacional de São Silvestre

Samuel Martins, que venceu a obesidade com a prática da corrida, é um dos estreantes na prova paulistana Por Gian Marlon * – O Norte Uma das mais tradicionais provas de rua no Brasil, a 94ª Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na próxima segunda-feira, 31, em São Paulo, terá entre os 30 mil corredores atletas montes-clarenses. Na mochila, alguns carregam o peso de representar o Norte de Minas pela primeira vez – caso do auxiliar financeiro Samuel Martins, de 29 anos, que disputará a prova na categoria geral. Há dois anos ele participa das principais corridas da cidade e na região. “A primeira corrida foi a do aniversário de Montes Claros – foram 5 km. Corri nas provas dos Santos Reis, Contra a Corrupção, Outubro Rosa e do Novembro Azul”, conta o atleta. Ele diz que começou a correr em busca de qualidade de vida, pois pesava 140 kg e precisava mudar os hábitos. “Comecei a fazer caminhada, pedalar e acabei tomando gosto. A qualidade de vida melhorou e foi fundamental. Tomei gosto e não parei”, revela. Samuel tem se preparado fisicamente – participou de um desafio de 24 km na serra, em que os atletas tentam superar os limites –, além de cuidar do psicológico e ter acompanhamento de fisioterapeuta. Ele espera ter boa participação e percorrer os 15 Km da São Silvestre. “A expectativa é completar a prova. Será a realização de um sonho. Todo corredor sonha com isso. É fechar o ano com chave de ouro”. A administradora de empresas Renata Araújo, de 40 anos, e o marido Luiz Paulo, de 37, capitão do Corpo de Bombeiros, começaram a correr há quatro anos. Para Renata, o contato com o esporte aconteceu pela necessidade de perder peso. “Tomei gosto e hoje é uma das maiores paixões”, declara. Ela reforça a importância de o atleta entender até onde o corpo pode chegar e também de trabalhar a disciplina. “A prática de esportes é qualidade de vida. A minha rotina de treinos e de reforço muscular é quase diária, mas respeitando os limites do corpo. Ao longo desses anos foram em torno de cem medalhas e alguns pódios”, diz. Com bom humor, a administradora conta que ambos são corredores apaixonados e que participarão apenas para a superação pessoal. “Lá é tipo o sonho de todos os corredores. É um evento grande que envolve atletas de muitas partes do mundo. As expectativas são as melhores possíveis, enfrentaremos boas subidas e o calor de milhares de torcedores que ao longo do percurso nos incentivam a não desistir”, completa. A PROVAA largada é na avenida Paulista, próximo ao número 2.000, com chegada em frente ao prédio da fundação Cásper Líbero, também na tradicional via. No pelotão de elite participam 30 competidores estrangeiros da Etiópia, Bahrein, Quênia, Uganda, Tanzânia, Argentina, Equador e Bolívia.* Estagiário sob supervisão do editor* Com Agência Brasil  

Tudo pronto para o Réveillon na Lagoa, em Montes Claros

 Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Montes Claros irá promover, mais uma vez, uma festa gratuita para toda a população da cidade, com o intuito de marcar a passagem de ano e dar as boas vindas a 2019. O local escolhido para o Réveillon da Prefeitura é a Lagoa do bairro Interlagos, espaço testado e aprovado pela população, e que já se tornou um ponto de encontro tradicional para celebrar a virada do ano.  Prefeitura vai realizar uma grande festa para a população No local será montado um grande palco, onde serão apresentadas diversas atrações musicais. Já estão confirmadas as presenças da dupla Sérgio e Rodrigo, banda Uh! Bloco e da cantora Patrícia Bross. Além disso, será montada na orla da lagoa uma estrutura que vai contar com circuito gastronômico. A passagem de ano promete ser um momento emocionante, com um grande show pirotécnico que será lançado de uma balsa. A segurança da festa está recebendo uma atenção especial do município, para garantir que tudo ocorra em paz e sem incidentes. A presença da Polícia Militar, Polícia Civil, Conselho Tutelar, Corpo de Bombeiros e outras instituições de segurança estão confirmadas, e assim as cerca de 40 mil pessoas que estão sendo esperadas para o grande dia poderão ter a certeza de que participarão de uma festa bonita, alegre e segura.

Publicação espanhola elege Bolsonaro um dos mais imbecis de 2018

DCM – Ele não foi a pessoa do ano da Time Bolsonaro não foi “pessoa do ano” da Time, mas é um dos “imbecis de 2018” na mídia espanhola A revista El Jueves não poupou o capitão eleito presidente no Brasil. A revista The Mongolia também. Na El Jueves (espanhol para “quinta-feira”), semanal satírica espanhola com sede em Barcelona, ele saiu numa lista de personalidades escolhidas “Los Gilipollas de 2018”. Gilipolla significa “imbecil”, “tonto”, “idiota”. Significado de ImbeciladjetivoDesprovido de inteligência; que é tolo ou idiota.Que expressa imbecilidade; que não tem sentido; banal.Que não possui forças; fraco.[Por Extensão] Sem coragem; covarde.Psiquiatria. Que manifesta ou demonstra imbecilidade (atraso mental).Que se refere ou particular da pessoa imbecil: comportamento imbecil.substantivo masculino e femininoPessoa imbecil; aquele que não possui inteligência.Etimologia (origem da palavra imbecil). Do latim imbecilis.e. Sinônimos de ImbecilImbecil é sinônimo de: burro, estulto, estúpido, idiota, ignorante, inepto, lerdaço, néscio, palerma, parvo, pateta, tolo

Extrema direita do Brasil chega ao poder, destaca o jornal Le Monde

“Brasil: extrema direita chega ao poder” é a chamada de capa do jornal francês Le Monde deste domingo (29). O texto destaca as posições extremistas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e de seu grupo político integrado por militares, ultraliberais, religiosos conservadores e nostálgicos da ditadura”. O jornal francês tem adotado uma linha editorial crítica e alertado para os riscos da democracia com a extrema-direita no governo do Brasil. Le Monde também adotou uma linha crítica em relação ao impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff em 2016. Le Monde diz o que os jornais brasileiros têm vergonha de escrever: “extrema direita chega ao poder” A capa do jornal francês deste domingo O texto abaixo, publicado originalmente no TIJOLAÇO, é de Fernando Brito, um dos melhores intérpretes na imprensa brasileira destes dias tenebrosos: Lição básica do jornalismo é chamar as coisas pelo nome que as coisas têm. Residência é casa ou apartamento; hospital não é nosocômio, morrer não é “passamento” nem falecer. O Le Monde deste domingo, que já está nas bancas francesas , pratica um jornalismo que os jornais brasileiros não têm coragem de praticar. “A extrema-direita chega ao poder”, manchete de “fora a fora”, ou de oito colunas, no tempo que os jornais as tinham como medida. Não porque brasileiros considerem a expressão “ultrapassada”, antijornalística: a usariam se fosse Marine Le Pen quem estivesse assumindo a presidência da França. Mas o vento que venta cá não pode ter o nome do que ameaçou ventar por lá. O jornalismo, se é que conserva este nome, passou a ser por aqui a arte do não dizer, do esticar, puxar, endurecer ou amaciar, conforme o freguês. Sim, é isso, em uma linha: a extrema direita chega ao poder no Brasil. Talvez ainda de forma provisória, com limitações formais – e cada vez menos – do estado de direito, com um personagem tosco, caricato ante ao mundo. Mas quem deixa de ver que outro, mais sofisticado, está se articulando, vindo de Curitiba? A luta pelo poder não está no horizonte da esquerda, mas entre as personagens desta tragédia nacional. Entre outras razões, porque o jornalismo brasileiro, faz tempo, deixou de tratar as coisas pelo nome que as coisas têm.

Entenda por que PT, PSOL e PCdoB não participam de posse de Bolsonaro

 Falta de lisura no processo eleitoral e disseminação do ódio são alguns dos motivos  BOICOTE – O PT e o PSOL emitiram notas, nesta sexta-feira (28), comunicando que não participarão da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Congresso Nacional em 1º de janeiro. O PCdoB não emitiu comunicado oficial, mas a deputada Jandira Feghali confirmou ao jornal O Estado de São Paulo que a bancada do partido dela não comparecerá Embora afirmem respeitar o resultado legítimo das eleições, os líderes do PT e PSOL entendem que o boicote é “ato de resistência e protesto político”. Alguns jornalistas da grande imprensa condenaram a ação dos partidos. Maria Cristina Fernandes escreveu, no Valor, que o PT “se ausenta de uma missão constitucional a ser exercida em nome do povo brasileiro e não do governo eleito”. Mas por que PT, PSOL e PCdoB não estarão na posse de Bolsonaro? Partido dos Trabalhadores Para o PT, as bancadas de vereadores e senadores não estarão presentes à cerimônia de posse do novo presidente por não compactuar “com discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. E não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política.” A nota afirma ainda que “o ódio do presidente eleito contra o PT, os movimentos populares e o ex-presidente Lula é expressão de um projeto que, tomando de assalto as instituições, pretende impor um Estado policial e rasgar as conquistas históricas do povo brasileiro.” E que “o resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios.” “Temos compromisso com o voto, mas não com a utilização dele pra odiar, exterminar, excluir direitos do povo”, tuitou a presidenta do partido, Gleisi Hoffman. PSOL Já a executiva do PSOL escreve que, além de ser um ato formal da Justiça Eleitoral, a posse de um presidente é um momento de festa. “Mas para o PSOL não há nada a comemorar.” O partido afirma que será resistência desde o 1º dia do governo Bolsonaro, nas ruas e no parlamento, já que “o governo que se iniciará no próximo dia 1º tem como princípios o ódio, o preconceito, a intolerância e a violência.” A nota do PSol explica ademais que “é sempre bom lembrar que tramita contra Bolsonaro na Justiça Eleitoral ação que pede a cassação de sua chapa. Os crimes eleitorais dos quais é acusado – dentre eles, uso de recursos empresariais para disseminação de mentiras em massa via redes sociais – precisam ser investigados. Sua vitória, além de se assentar no medo e na desilusão com o sistema político brasileiro, também se deve à fraude promovida pelas mentiras disseminadas contra seus adversários.” PCdoB Embora o PCdoB não tenha divulgado nota oficial explicando os motivos de não comparecer à posse, a deputada Jandira Feghali disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a decisão é política. Segundo Feghali, os parlamentares do PCdoB devem prestigiar a festa dos governadores eleitos que tomam posse no mesmo dia. São eles Flávio Dino, no Maranhão, e os vice-governadores Luciana Santos, no Pernambuco e Antenor Roberto, no Rio Grande do Norte. Confira a íntegra das notas do PT e PSOL: Comunicado: PT não participará da posse de Bolsonaro no Congresso O Partido dos Trabalhadores nasceu na luta da sociedade brasileira pelo restabelecimento da democracia, em 1980. Em quase quatro décadas de existência, o PT sempre reconheceu a legitimidade das instituições democráticas e atuou dentro dos marcos do Estado de Direito; combinando esta atuação com nossa presença nas ruas e nos movimentos sociais, aprofundando a participação da sociedade na democracia. Participamos das eleições presidenciais no pressuposto de que o resultado das urnas deve ser respeitado, como sempre fizemos desde 1989, vencendo ou não. Mantemos o compromisso histórico com o voto popular, mas isso não nos impede de denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad. O devido respeito à Constituição também torna obrigatórios a denúncia e o protesto contra as ameaças do futuro governo de destruir por completo a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil. Da mesma forma denunciamos o aprofundamento das políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas. O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios. O ódio do presidente eleito contra o PT, os movimentos populares e o ex-presidente Lula é expressão de um projeto que, tomando de assalto as instituições, pretende impor um Estado policial e rasgar as conquistas históricas do povo brasileiro. Não compactuamos com discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. E não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política. Por tudo isso, as bancadas do PT não estarão presentes à cerimônia de posse do novo presidente no Congresso Nacional. Seguiremos lutando, no Parlamento e em todos os espaços, para aperfeiçoar o sistema democrático e resistir aos setores que usam o aparato do Estado para criminalizar adversários políticos. Fomos construídos na resistência à ditadura militar, por isso reafirmamos nosso compromisso de luta em defesa dos direitos sociais, da soberania nacional e das liberdades democráticas. Deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara Senador Lindbergh Farias, líder do PT no Senado Senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT PSOL não participará da posse de Jair Bolsonaro Como é de praxe, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e seu presidente nacional foram convidados pelo Tribunal Superior Eleitoral para a posse de Jair Bolsonaro, no próximo dia 1º de janeiro, em Brasília. A posse é um ato formal da Justiça Eleitoral, mas também

Lei Rouanet: alvo de desinformação numa guerra anticultura

DESCONHECIMENTO  Bolsonaro volta a criticar legislação responsável pela maior parte dos recursos que fomentam a produção cultural Com recursos da Lei Rouanet, Cine Solar chega à cidade goiana de Edealina, com menos de 4 mil habitantes / RBA “Cultura não é um objeto que se vende. É uma fruição, uma experiência. E essa experiência não uma prioridade na vida de muitos brasileiros, ainda mais pensando entre você ter de escolher entre comprar seu arroz e feijão ou ir a um espetáculo de cinema, de teatro.” Assim a produtora Cynthia Alário, sócia da Brazucah, define a importância da polêmica Lei Rouanet – que foi alvo de duras críticas durante toda da campanha presidencial do eleito Jair Bolsonaro. “A gente fala de um produto que não é valorizado no nosso país (a cultura). Se não tem uma legislação por meio da qual a iniciativa privada tenha incentivo fiscal para esse tipo de ação, a gente teria um déficit cultural maior ainda do que já temos.” Cynthia e a equipe da Brazucah transportam telas de cinema Brasil afora, seja por intermédio do Cine Solar, do Cine Autorama ou o CineB, único que funciona independentemente da legislação federal, graças ao apoio do Sindicato dos Bancários de São Paulo. “A gente trabalha com comunidades com baixo índice de desenvolvimento social e econômico. Nesses locais, se não tiver uma atividade que seja gratuita, essas pessoas não teriam acesso. Alguém precisa pagar a conta desse processo: como faz um projeto de cinema chegar às comunidades?” A Lei Rouanet é o principal mecanismo de fomento à cultura do Brasil. De acordo com o site do Ministério da Cultura – que será extinto no governo Bolsonaro e fundido ao Ministério da Cidadania – a Lei 8.313/91 instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e estabelece normas de como o governo federal deve disponibilizar recursos para a realização de projetos artístico e culturais. Esses projetos podem ser enquadrados no Artigo 18 ou no Artigo 26 da Lei Rouanet. O 18 dá direito ao apoiador de deduzir 100% do valor investido, desde que respeitado o limite de 4% do imposto devido para pessoa jurídica e 6% para pessoa física. O 26 estipula dedução do imposto de renda equivalente a 30% (no caso de patrocínio) ou 40% (no caso de doação), para pessoa jurídica; e 60% (no caso de patrocínio) ou 80% (no caso de doação), para pessoa física. Originalmente, a lei que leva o nome de seu criador, o diplomata Sérgio Paulo Rouanet, continha três mecanismos: o Fundo Nacional da Cultura (FNC), o Incentivo Fiscal e o Fundo de Investimento Cultural e Artístico (Ficart). Esse último fundo nunca foi posto em prática. E, diante da queda de investimentos diretos no setor via FNC, o Incentivo Fiscal – também conhecido por mecenato – tem cada vez maior proporção no Programa, a ponto de alguns acharem que a lei é somente isso. E já não seria pouca coisa. Uma lei que dá lucro Um estudo encomendado pelo Ministério da Cultura à Fundação Getulio Vargas (FGV) demonstra que R$ 49,78 bilhões foram injetados na economia desde o lançamento da Lei Rouanet, em 1991. Foram realizados 53.368 projetos em 27 anos, com patrocínios captados de R$ 31,2 bilhões, e retornos de R$ 18,5 bilhões para a sociedade de forma indireta. O estudo, segundo reportagem na revista Exame, também informa que 3,3 bilhões de ingressos, antes cobrados, foram distribuídos gratuitamente à população. De acordo com o levantamento, nessas quase três décadas de existência da legislação, cada R$ 1 captado e executado via Lei Rouanet, ou seja, R$ 1 de renúncia em imposto, acabou gerando em média R$ 1,59 na economia local. As contas demonstram que o incentivo à cultura fomentou riquezas inclusive financeiras à sociedade. Durante a divulgação da pesquisa, no dia 14 de dezembro, o ministro Sérgio Sá Leitão – que está deixando a cadeira para assumir a mesma pasta no governo de São Paulo – defendeu a lei dizendo que investimentos de R$ 1,6 bilhão em cultura se convertem em um milhão de empregos. Isso, segundo ele, prova que o incentivo à cultura não é menos importante que os do setor automobilístico. Sá Leitão criticou ainda fake news sobre o assunto: “Quem desconhece os mecanismos da lei, acha que ela faz com que o Brasil perca dinheiro e o distribua o gratuitamente como se fosse um programa de televisão. O estudo demonstra que nada disso procede”. O gerente de projetos da FGV, Luis Gustavo Barbosa, explica que o impacto indireto alcançado pela Lei Rouanet vem desde o emprego criado com as atividades culturais, até o alimento utilizado, que leva renda para a agricultura. “Essa lógica, a gente precisa entender. A agenda da cultura, como agenda econômica, é fundamental para o atual momento do Brasil.” Barbosa relata que 68 áreas econômicas diferentes foram beneficiadas indiretamente pela lei de incentivo. E que 63,3% dos projetos foram destinados a pequenos empreendedores, com menos de R$ 100 mil. Desconhecimento ou fake news?“Penso que o presidente Bolsonaro está mal informado sobre os benefícios da Lei Rouanet e por isso é importante as pessoas saírem em defesa da arte, da cultura e do conhecimento. Essa tríade constrói a soberania de um país”, avalia a atriz Débora Duboc, sobre o tuíte divulgado pelo capitão nessa quarta-feira (26), em que ele afirma: “Há claro desperdício rotineiro de recursos que podem ser aplicados em áreas essenciais”. Bolsonaro referia-se à liberação de R$ 7,3 milhões pela área de Responsabilidade Sociocultural de Furnas (subsidiária da Eletrobrás) para entidades do setor. A estatal divulgou nota explicando que o valor mencionado pelo presidente eleito foi anunciado após informação da área financeira, no fim de novembro, sobre o montante previsto para o ano de 2018. E que “optou por usar R$ 6,8 milhões para patrocinar projetos sociais e culturais via Lei Rouanet e aproximadamente R$ 3 milhões para projetos esportivos”, que “prioriza projetos que visam a inclusão social, o acesso gratuito à cultura e o incentivo ao esporte amador” e que “todos os projetos aprovados

Condenado por assassinato de despachante, Cabo Melo foi expulso da PM

Laércio Soares de Melo, conhecido como cabo Melo, foi condenado por matar um despachante em 2009; júri popular foi realizado em 2014. Por G1 Grande Minas Ato de exclusão do militar foi assinado por comandante geral da PMMG — Foto: Reprodução/PMMG Um cabo da Polícia Militar de Minas Gerais condenado pelo crime de homicídio há quatro anos foi expulso da corporação nessa quinta-feira (27). O G1 teve acesso ao “ato de exclusão de praça em decorrência de decisão judicial” no fim da tarde desta sexta (28). Laércio Soares de Melo, conhecido como cabo Melo, estava preso na região metropolitana de Belo Horizonte desde 2012. Ele foi condenado em 2014 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais a 16 anos de prisão. No ato, a PMMG decretou a perda de graduação do condenado e declarou que ele está automaticamente “excluído das fileiras da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais”. O documento assinado pelo comandante geral da corporação, Helbert Figueiró de Lourdes, afirma ainda que as devidas providências legais para que Melo deixe de ser considerado militar serão tomadas e que ele havia sido comunicado da decisão no dia 17 de dezembro, 10 dias antes que fosse publicada. A Polícia Militar não informou ao G1 por quanto tempo Melo prestou serviços ao Estado e não esclareceu se, na condição de ex-militar, o condenado será transferido a um presídio comum. O advogado dele não foi encontrado para comentar o ato. Entenda o casoA vítima do crime pelo qual Melo foi condenado era Francisco dos Santos Filho, o despachante Chiquinho. O homem havia desaparecido em 2009; apenas quatro anos e nove meses depois o militar foi a júri. No julgamento, realizado em 18 de dezembro de 2014, Melo foi condenado. Cabo Melo foi condenado em 2014 — Foto: Jucilene Magalhães/ G1 Cabo Melo é condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato de ChiquinhoChiquinho desapareceu no dia 30 de dezembro de 2009, quando teria ido para um sítio, próximo a Lagoinha. De acordo com as investigações, a vítima saiu de casa na companhia do militar. O cabo Melo chegou a afirmar que Chiquinho estava vivo, e em janeiro de 2012 disse que era amigo pessoal da vítima e tinha certeza que ele iria aparecer até as eleições daquele ano. Três anos após o crime, um inquérito concluiu que a vítima foi assassinada pelo policial. No mesmo julgamento, Melo foi absolvido do crime de ocultação do cadáver.

Igreja Anglicana abre as portas para a união homoafetiva

 Casamento de Diego e Jhonata será o primeiro do Estado realizado pela instituição  SEM BARREIRAS – Diego e Jhonata já estão com tudo pronto para a cerimônia religiosa no próximo dia 12 de janeiroPor Manoel Freitas – O Norte  Quatro meses depois que a Defensoria Pública de Minas Gerais promoveu em Cataguases um casamento comunitário com 86 casais, dentre os quais dois homoafetivos, em culto ecumênico realizado pela Assembleia de Deus, a Igreja Anglicana vai celebrar o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo em Montes Claros – será o primeiro também realizado pela instituição religiosa em Minas. Casamento homossexual, gay ou homoafetivo, não importa o nome, o certo mesmo é que em 12 de janeiro, nove dias após sacramentarem a união em cartório, os jovens Jhonata Gabriel Rodrigues Nogueira, de 19 anos, e João Diego Gesuíno, de 23, estarão fazendo história. O confeiteiro João Diego teve que percorrer os 1.719 km que separam Junco do Seridó, na Paraíba, com população de pouco mais de 7 mil habitantes, até Montes Claros, para conhecer, há um ano e quatro meses, o então Aprendiz Legal de uma empresa de telemarketing Jhonata Gabriel, da igualmente pacata cidade de Botumirim, de 6.500 habitantes. E eles contam que foi amor à primeira vista. Os dois, que até então se relacionavam com mulheres, não apenas passaram a viver juntos, como abriram em sociedade uma casa especializada em bolos. Para romperem paradigmas, mesmo com a pouca idade, tiveram que ter força de gente grande. O primeiro obstáculo ocorreu dois meses antes do início do namoro, quando, temendo a violência de homofóbicos, eram obrigados a transitar em calçadas distintas na mesma rua. Na sequência, Diego teve que vender água mineral e bolo no pote em semáforos para sobreviver. Momento duplamente difícil porque, nas ruas, o paraibano disse que era frequentemente humilhado pelos antigos irmãos de uma igreja evangélica. “Eles passavam por nós de cabeça baixa, porque o protestante falou que todos que estivessem próximos de nós seriam amaldiçoados, que nós éramos amaldiçoados e que não iríamos prosperar. Ficamos mal mesmo”, lembra João Diego. SUPERAÇÃONa atualidade, trabalhando inclusive aos sábados e domingos, o estudante de Engenharia civil Jhonata Gabriel cuida das finanças e João Diego da fabricação de bolos da confeitaria que rende a eles uma vida digna. Além de melhor qualidade de vida, o confeiteiro que se prepara para o vestibular de gastronomia revela que o negócio permitiu economia necessária para cobrir os gastos com as cerimônias de casamento no civil e no religioso. Nascido no distrito de Adão Colares, distante 170 km de Montes Claros, Jhonata conta com alegria que a família fretou um ônibus para acompanhar a celebração religiosa em 12 de janeiro. “Quase todos são evangélicos: meus avós, meus tios”, diz com euforia. “Eles gostam muito do Diego e isso me deixa muito contente”. Já a família de Diego não virá “em peso”, porque, além da distância, sua “mãinha”, Maria Cilene Mota, de apenas 38 anos, tem a saúde debilitada. Ela trata de um câncer e não pode fazer grandes deslocamentos, e precisa da presença do marido, Damião Manoel, de 44 anos. “Mas uma parte vai estar presente”, afirma Diego. Reverendo prega amor e tolerânciaO reverendo Daniel Santos Ramos, responsável por gerir as ações da Igreja Anglicana no Norte de Minas há quase seis anos, afirma que o processo de aceitação do casamento homoafetivo nasce após um concílio na sede, que fica na Inglaterra, definir como prioridade a inserção do homoafetivo na Igreja e da mulher no clero. “A Igreja passou por um processo de inclusão, em que foi definido a necessidade de incluir essa realidade, sendo pioneira na Europa e depois na América do Norte. E nós aqui entendemos, como parte da instituição, que o que foi acordado no concílio está válido, como está dentro dos padrões de reconhecimento do país, que os reconhece como união estável. Nós como instituição acreditamos no movimento, abraçamos a causa e queremos retirá-los da margem”, disse o reverendo. Daniel contou ainda que o casal não precisa necessariamente fazer parte da Igreja Anglicana para se casar nela. “O casal em si não é necessariamente da nossa Igreja. Isso não é uma prerrogativa. O nosso intuito não é divulgação religiosa, mas sim trazer um conforto espiritual e social às pessoas. Acreditamos que a motivação de tudo parte do amor, da tolerância, do perdão e de se colocar na pessoa de Jesus”, completa o reverendo.

Cruzeiro ganha Missa de Ação de Graças em Montes Claros

 O maior de Minas comemora 98 anos nesta quarta-feira, dia 02 de janeiro de 2019 Pela primeira vez fora da capital mineira, acontecerá em Montes Claros, no dia 02/01, na Igreja de São Judas Tadeu, a Missa em Ação de Graças pelo aniversário do clube mais vencedor de Minas Gerais, o Cruzeiro Esporte Clube. A missa será celebrada pelos padres cruzeirenses: Brígido, Handerson, Adão, Kennedy Santos e João Batista.  A celebração acontecerá na próxima quarta-feira, dia 02 de janeiro, na Igreja São Judas Tadeu, no bairro São Judas, às 19 horas. HISTÓRIA DO CRUZEIROO Cruzeiro Esporte Clube foi fundado em 2 de janeiro de 1921 por desportistas da colônia italiana de Belo Horizonte com o nome de Societá Sportiva Palestra Itália. As cores adotadas foram as mesmas da bandeira italiana: verde, vermelho e branco. O primeiro uniforme do clube foi camisa verde, calção branco e meias vermelhas.O clube foi restrito apenas à participação de elementos da colônia até o ano de 1925, quando abriu as portas para desportistas de qualquer nacionalidade.Primeira PartidaO primeiro jogo do Palestra aconteceu no dia 3 de abril de 1921, no estádio do Prado Mineiro, cerca de 1500 pessoas estiveram presentes para assistir o jogo. O Palestra venceu por 2 a 0 um combinado formado por jogadores de dois times de Nova Lima ( Villa Nova e Palmeiras), com gols do atacante João Lazarotti, conhecido por Nani. Porém, a primeira apresentação oficial da nova equipe ao público foi em um jogo contra o Atlético-MG. Vitória Palestrina por 3 a 0. A equipe era composta por Nullo, Henriqueto e Polenta; Grande, Gallo e Checchino; Pederzoli, Parizi, Nani, Attílio e Armandinho.Classe trabalhadoraAlém de se caracterizar como uma equipe de descendentes de italianos, o Palestra também se destacava por possuir elementos da classe trabalhadora de Belo Horizonte. No corpo social do Palestra prevaleciam homens da profissão de pedreiros, policiais, pintores, comerciários e marceneiros, que eram os filhos dos imigrantes que vieram construir a capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, em 1894, e que herdaram de seus pais a mesma profissão. Mudança de NomeEm janeiro de 1942, o Brasil entrou na 2ª Guerra Mundial e um decreto lei do governo federal impediu o uso de termos das nações inimigas em entidades, instituições, estabelecimentos, etc. Com isso, o nome Itália foi retirado e a diretoria e os sócios do clube levaram 10 meses para criarem um nome e um novo símbolo para o clube que fosse totalmente brasileiro. Em outubro, um consenso dos diretores aprovou o nome Cruzeiro Esporte Clube por ser a constelação do Cruzeiro do Sul o maior símbolo da pátria brasileira. O uniforme também mudou para camisa azul, calção e meias brancas. Antes de se tornar Cruzeiro, o clube se chamou Palestra Mineiro, nome criado em 30 de janeiro de 1942. На сайте Матуркай в Челнах – самые желанные и горячие  проститутки Набережных Челнов  – индивидуалки, умеющие расслаблять клиентов на дому и с выездом 24 часа. Também se chamou Ypiranga em apenas uma partida, no dia 07 de outubro de 1942, quando perdeu para o arqui-rival Atlético.MascoteA Raposa é o mascote Sequência de TítulosNa década de 1990 o Cruzeiro iniciou uma impressionante sequência de 15 anos ganhando pelo menos um título por ano. Foram duas Supercopas da Libertadores (1991 e 1992), uma Recopa Sul-Americana (1998), quatro Copas do Brasil (1993, 1996, 2000 e 2003), uma Copa Ouro (1995), uma Copa Master da Supercopa (1995), duas Copas Sul-Minas (2001, 2002), oito Campeonatos Mineiros (1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004) uma Copa Centro-Oeste (1999), duas Copa dos Campeões Mineiros 1991,(1999), um Supercampeonato Mineiro (2002), além da segunda Taça Libertadores da América (1997) e do Campeonato Brasileiro de 2003, o primeiro disputado por pontos corridos, em turno e returno.Grandes craquesEduardo Gonçalves Andrade, o Tostão, foi o maior artilheiro e o maior jogador da história do clube. Em 378 partidas jogadas (de 1963 a 1972), fez 248 gols. Foi o primeiro atleta de um clube mineiro a disputar uma Copa do Mundo, em 1966.Zé Carlos – José Carlos Bernardo chegou ao clube em 1966 vindo do Sport de Juiz de Fora/MG e foi o jogador que mais atuou pelo clube; em 628 partidas (de 1966 a 1977) fez 83 gols.Dirceu Lopes Mendes começou a carreira no Juvenil do Pedro Leopoldo, de onde veio para o Cruzeiro em 1963. Atuou em 601 partidas fazendo 224 gols com a camisa do Cruzeiro. Nos profissionais atuou de 1964 a 1976.Melhor do Brasil no Século XXEm setembro de 2009, a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), entidade alemã reconhecida pela FIFA, apontou o Cruzeiro como o Melhor Clube Brasileiro do Século XX. O instituto levou em consideração a performance dos clubes do mundo em competições organizadas pelas federações continentais.É TETRA!Em 23 de novembro de 2014, faltando ainda duas rodadas para finalizar o campeonato, vence o Goiás por 2 a 1, e torna-se no primeiro clube fora do eixo Rio-SP a conquistar o Campeonato Brasileiro por quatro vezes. Ricardo Goulart abriu o placar aos 12; Samuel (para o Goiás) empatou aos 22, ambos os gols no 1° tempo; e Everton Ribeiro, aos 17 do 2° tempo fez o gol do título HINO OFICIAL (Ao Campeão)Autor: Maestro Jadir AmbrósioExiste um grande clube na cidadeQue mora dentro do meu coraçãoEu vivo cheio de vaidade,Pois na realidade é um grande campeãoNos gramados de Minas GeraisTemos páginas heróicas, imortaisCruzeiro, Cruzeiro queridoTão combatido, jamais vencido ! TÍTULOS Titulos InternacionaisCopa Libertadores: 1976, 1997Supercopa dos Campeões da Libertadores: 1991, 1992Recopa Sulamericana: 1997 (disputada em 1998)Copa Ouro Nicolás Leoz: 1995Copa Master da Supercopa: 1995 Titulos Nacionais / RegionaisCampeonato Brasileiro: 1966, 2003, 2013 e 2014Copa do Brasil: 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018Copa Sul Minas: 2001 e 2002Copa Centro Oeste: 1999Titulos EstaduaisCampeonato Mineiro: 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2002 (Supercampeonato), 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018Copa dos Campeões Mineiros: 1991