Editora carioca publica livros de pequenos estudantes do Norte de Minas

Eles são alunos da educação infantil do 1º ao 6º ano da rede municipal de Patis – Quando aprender fazendo é enveredar no mundo mágico da literatura a experiência torna-se prazerosa e coloca os envolvidos em situação de protagonismo. E o que dizer quando se trata de alunos da educação infantil e do 1º ao 6º ano do ensino fundamental? A professora de português e literatura Patrícia Lopes da Silva teve a ideia de estimular escrita e leitura dos seus alunos. Criou o projeto “Jovens Escritores”, em parceria com a Editora Estante Mágica, do Rio de Janeiro. O resultado, já no primeiro ano (2017), foi a publicação de 32 livros. Neste ano o interesse cresceu e esse número saltou para 70 exemplares. Ela, que coordena o trabalho na Escola Municipal Francisco Soares, localizada na comunidade rural de Casa Nova, município de Patis (5.942 habitantes e a 105 quilômetros de Montes Claros), explica que sua inspiração é o amor à literatura. Cada aluno escreve um livro, com 18 páginas, sendo 12 de desenhos e 6 contendo textos. Patrícia acredita que a iniciativa pode revelar novos talentos para o campo literário. A coordenadora contou com a parceria da especialista em educação Carina Souto e das professoras Juliana, Rosenilda, Naydiane e Iracema para desenvolver atividades que incentivassem a imaginação e criatividade dos alunos. Para o trabalho de produção dos livros foram realizadas leituras de textos, projeção de filmes, realização de jogos e debates em sala de aula. Algumas histórias são inspiradas em fatos reais da vida dos autores. Outras têm como origem os contos de fadas ou histórias de terror. “Cada aluno escreveu sobre o que mais tinha afinidade. Durante três semanas eles concentraram-se em criar as histórias. Depois, encaminhamos o material final para a editora”, informou a professora. Com a chegada dos livros, nesta semana, foi marcada a manhã de autógrafos, quinta-feira 13, a partir das 8h30, nas dependências da escola. Os pequenos escritores receberão uma estrela literária em reconhecimento aos seus esforços e criatividade. A sessão de autógrafos terá a presença do prefeito de Patis, Valmir Morais de Sá, e da secretária municipal de Educação, Maria Ilma Rodrigues Cordeiro. A cerimônia será presidida pela diretora Vera Lucia Pereira Pinto Rocha e pela vice, Maria Ivone Fernandes Soares. Editora carioca publica livros de pequenos estudantes do Norte de Minas Eles são alunos da educação infantil do 1º ao 6º ano da rede municipal de Patis Quando aprender fazendo é enveredar no mundo mágico da literatura a experiência torna-se prazerosa e coloca os envolvidos em situação de protagonismo. E o que dizer quando se trata de alunos da educação infantil e do 1º ao 6º ano do ensino fundamental? A professora de português e literatura Patrícia Lopes da Silva teve a ideia de estimular escrita e leitura dos seus alunos. Criou o projeto “Jovens Escritores”, em parceria com a Editora Estante Mágica, do Rio de Janeiro. O resultado, já no primeiro ano (2017), foi a publicação de 32 livros. Neste ano o interesse cresceu e esse número saltou para 70 exemplares. Ela, que coordena o trabalho na Escola Municipal Francisco Soares, localizada na comunidade rural de Casa Nova, município de Patis (5.942 habitantes e a 105 quilômetros de Montes Claros), explica que sua inspiração é o amor à literatura. Cada aluno escreve um livro, com 18 páginas, sendo 12 de desenhos e 6 contendo textos. Patrícia acredita que a iniciativa pode revelar novos talentos para o campo literário. A coordenadora contou com a parceria da especialista em educação Carina Souto e das professoras Juliana, Rosenilda, Naydiane e Iracema para desenvolver atividades que incentivassem a imaginação e criatividade dos alunos. Para o trabalho de produção dos livros foram realizadas leituras de textos, projeção de filmes, realização de jogos e debates em sala de aula. Algumas histórias são inspiradas em fatos reais da vida dos autores. Outras têm como origem os contos de fadas ou histórias de terror. “Cada aluno escreveu sobre o que mais tinha afinidade. Durante três semanas eles concentraram-se em criar as histórias. Depois, encaminhamos o material final para a editora”, informou a professora. Com a chegada dos livros, nesta semana, foi marcada a manhã de autógrafos, quinta-feira 13, a partir das 8h30, nas dependências da escola. Os pequenos escritores receberão uma estrela literária em reconhecimento aos seus esforços e criatividade. A sessão de autógrafos terá a presença do prefeito de Patis, Valmir Morais de Sá, e da secretária municipal de Educação, Maria Ilma Rodrigues Cordeiro. A cerimônia será presidida pela diretora Vera Lucia Pereira Pinto Rocha e pela vice, Maria Ivone Fernandes Soares.
PF deflagra operação matar o morto no apartamento de Aécio Neves.

Um ano e sete meses depois da delação de Joesley Batista e da gravação com o pedido de dinheiro de Aécio Neves – no qual ele sugeria até “dar um fim” no primo Frederico, o apanhador, para que este não delatasse – a Polícia Federal está no apartamento de Ipanema, zona sul do Rio, do ainda senador por Minas Gerais Aécio Neves. – Por Fernando Brito – Tijolaço A esta altura, só um milagre faria restar ali alguma prova de qualquer transação ilícita. Ainda assim, desta vez a coisa não teve o espalhafato do que ocorria quando os alvos eram outros. Nada de camburão, nada de toucas ninja, nem homens de preto carregando fuzis e muito menos “japonês” ou “lenhador hipster“. Como você vê aí na foto do G1, agentes a paisana, discretos, que assim mesmo tiveram de esperar uma hora até serem autorizados a subir ao apartamento de Aecinho. É claro que o errado na operação não são os trajes – nada de errado em agir com discrição, se isso fosse para todos – mas a data. A esta altura, a operação bem poderia se chamar “Matar o Morto”.
Múcio agradece a Lula, na posse da presidente do TCU, com Moro na platéia

– O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, que tomou posse como presidente da Corte nesta terça-feira (11), usou parte de seu discurso para agradecer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela sua indicação para ser ministro da instituição nove anos atrás. Na plateia, além de membros do governo Michel Temer, também estavam presentes o futuro ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, e Paulo Guedes (Economia). Tanto Moro quanto Guedes deixaram o evento sem falar com a imprensa. “Peço licença aos senhores para fazer agradecimentos a nomes que me pedem o coração. A gratidão é a memória do coração, já disse Santo Agostinho. No campo político, preciso agradecer a Roberto Magalhães, que me iniciou na política, ao povo de Pernambuco, que me deu cinco mandatos, e ao ex-presidente Lula, que me fez ministro”, destacou Múcio no discurso. Guedes e Moro evitaram falar com a imprensa e deixaram o local pouco após a cerimônia. Como juiz, Moro foi responsável por condenar, sem provas, Lula a uma pena de 12,1 anos de reclusão no caso do triplex do Guarujá. A condução do processo, porém, é alvo de críticas de juristas em nível mundial. José Múcio assumiu a presidência do TCU no lugar de Raimundo Carreiro. Ele terá como vice a ministra Ana Arraes.
Grutas e cavernas mineiras guardam riquezas e patrimônio histórico

Formações rochosas, fósseis e pinturas rupestres encantam visitantes nas cavidades naturais do estado. Governo apoia pesquisas científicas que buscam preservação e descoberta de espécies O turista ou morador que quer desbravar Minas Gerais e conhecer seus atrativos tem muitas opções: são cachoeiras, parques naturais, diversos pontos turísticos e a própria culinária mineira, uma atração à parte. Mas, o que muita gente não sabe, é que o estado é o que mais concentra grutas e cavernas no país – das 16.034 cavidades naturais registradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 6.184 (38,5%) estão em Minas Gerais. Por isso, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) recomenda o passeio também pelas grutas abertas à visitação no estado. Entre as principais, estão a gruta da Lapinha, Maquiné e Rei do Mato, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Juntas, elas formam a Rota das Grutas Peter Lund, em homenagem ao naturalista dinamarquês que é considerado o pai da paleontologia e arqueologia no Brasil. “Porém, temos outras grutas turísticas, como a Gruta do Salitre, em Diamantina, e as grutas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, localizado em Januária/Itacarambi, e do Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros”, comenta o secretário de Estado de Turismo, Paulo Almada. A gruta do Maquiné, que fica em Cordisburgo, território Metropolitano, foi retratada pelo escritor Guimarães Rosa, ali nascido, no conto “Recado do Morro”: “(…) tão inesperada de grande, com seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando risos na luz – ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais glória resplandecente do que uma festa, do que uma igreja”. Assim, Rosa descrevia as formações rochosas do local, como as estalactites e estalagmites, como “formatos de sonho”. De fato, Maquiné é considerada uma das mais belas do mundo. A gruta, uma das mais visitadas no Estado, tem, entre suas belezas e atrativos, pinturas rupestres e outros vestígios arqueológicos. Com aproximadamente 650 metros de galerias e sete salões explorados e preparados com iluminação e passarelas, Maquiné foi descoberta em 1825 por Joaquim Maria do Maquiné, e explorada a partir de 1834 por Peter Lund. Em Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha fica dentro do Parque Estadual do Sumidouro. A cavidade é um maciço calcário formado há 600 milhões de anos pelos restos do fundo do mar que cobria toda a região da bacia do Rio das Velhas. Tem uma estrutura repleta de salões cobertos por estalagmites e estalactites. Por ali passaram mais de 44 mil visitantes em 2017. Ao lado da gruta, é possível conhecer o Museu Peter Lund, que conta com acervo de cerca de 80 fósseis encontrados no século 19 durante pesquisas na região. Há, ainda, o Museu Arqueológico da Lapinha, famoso por sua arquitetura em forma de castelo europeu. Ali está exposta a ossada do homem de Lagoa Santa, datado com mais de 10 mil anos, além de outras ossadas e fósseis. Considerada uma das 50 maiores grutas de Minas Gerais, a Rei do Mato, em Sete Lagoas, impressiona pela dimensão: são 998 metros de extensão. Com quatro salões abertos à visitação, as formações de estalagmite da gruta chamam a atenção de geólogos de todo o mundo. Existem duas raras colunas cilíndricas com diâmetro de aproximadamente 25 centímetros e 12 metros de altura, localizadas em seu último salão. Nenhuma gruta brasileira tem esse tipo de espeleotema em seu interior. Roteiro ecoturista extenso Menos conhecidas, porém ricas em história, existem outras grutas abertas à visitação no estado e fora do território Metropolitano, como o Monumento Natural Gruta do Salitre em Diamantina e as grutas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, localizado em Januária/Itacarambi e do Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros. “O número de ecoturistas em Minas Gerais aumentou de 31,7% em 2014 para 36% em 2017. É o segundo tipo de turismo mais buscado no estado, atrás apenas do cultural (46%), de acordo com pesquisa que realizamos no ano passado. Assim, é um turismo que valorizamos e no qual temos investido”, destaca o secretário de Estado de Turismo, Paulo Almada. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, situado ao Norte de Minas Gerais, possui estrutura com fendas imponentes, além da beleza da Gruta do Janelão, que é iluminada por uma claraboia. Outro aspecto que impressiona no parque é a Perna da Bailarina, considerada a maior estalactite do mundo, com cerca de 28 metros de altura. Nova iluminação Em janeiro deste ano, foram anunciados investimentos nas grutas da Rota Peter Lund – Lapinha, Maquiné e Rei do Mato. O projeto, no valor de R$ 2,56 milhões, tem como objetivo melhorar a conservação das grutas e oferecer mais conforto aos visitantes, com obras de infraestrutura. No Parque Estadual do Sumidouro, onde fica a Gruta da Lapinha, foi feita a desapropriação do Castelinho, construção de propriedade particular que fica dentro da área do parque e abriga peças arqueológicas. O imóvel foi adquirido ao custo aproximado de R$ 500 mil, pelo IEF, que passou a fazer a gestão do local. Serão feitas ainda outras melhorias, a exemplo da compra de sistema de videomonitoramento e o plano de manejo espeleológico da caverna. No Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato será feita a troca de guarda-corpos e corrimão na área interna da gruta e pequenas reformas. Já no Monumento Natural Estadual Peter Lund, onde está a Gruta de Maquiné, será realizada a reforma do Museu de Maquiné e melhorias na estrutura das trilhas. As duas unidades já contam com lojas de artesanato e produtos da economia local, além de lanchonetes, o que foi possível após processo licitatório realizado neste ano. O Parque Estadual do Sumidouro também será contemplado com estes equipamentos em sua área de visitação. Pesquisa científica A grande maioria das cavidades naturais de Minas Gerais é protegida por áreas de preservação, nas quais só se entra com autorizações especiais, concedidas, em geral, a pesquisadores. O Estado é a sede do maior número de grutas e cavernas do Brasil e uma das
Está pronto para ser inaugurado, o novo Chinelão dos Tropeiros

O Chinelão dos Tropeiros foi feito nos moldes do projeto original do saudoso artista plástico Konstantin Christoff, conforme réplica apresentada pelo filho do renomado artista, Igor Christoff. O monumento, de 3 metros de extensão e 1 largura, foi construído no pátio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável. A obra é de autoria do artista plástico Roberto Marques, auxiliado por servidores públicos. O prefeito Humberto Souto, como forma de resgatar a memória de Montes Claros e, também, como homenagem aos antigos habitantes da cidade, irá inaugurar nesta quarta-feira, 12, o novo Chinelão dos Tropeiros. A solenidade será realizada às 19 horas, nas proximidades do trevo do Aeroporto “Mário Ribeiro da Silveira”. O Chinelão, da década de 1970 até os anos 1980, foi símbolo do município e, até mesmo, atração turística da cidade. A decisão de construir um novo monumento veio depois que se descobriu que a obra antiga não era a realmente projetada por Konstantin. A ideia de reconstruir o chinelão foi do secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro. A medida é um resgate da memória de Montes Claros, através de ações criativas e de grande importância para crianças, jovens, adultos e idosos, que terão a chance de reviver a época interiorana do município e do Norte de Minas. O Chinelão dos Tropeiros foi retirado do trevo do Aeroporto por ocasião das obras de duplicação da Avenida Magalhães Pinto, em 2008. O secretário Paulo Ribeiro afirmou que Montes Claros merece reviver suas origens e sua história. Lembrou que, neste sentido, a Administração atual não está medindo esforços para valorizar os montes-clarenses e norte-mineiros, através de ações concretas e criativas. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Ricardo Salles acha que deve combater a esquerda e o MST à bala

O futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, chama o golpe militar de 64 de “movimento de 31 de março” e diz que “felizmente tivemos uma ditadura de direita no Brasil” Além de ter problemas com a Justiça, Ricardo de Aquino Salles, futuro ministro do Meio Ambiente, anunciado neste domingo (9) por Jair Bolsonaro, tem uma longa trajetória ligada ao conservadorismo e ao discurso de ódio da extrema direita. Uma de suas últimas realizações como secretário estadual do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin (PSDB) foi mandar retirar um busto do ex-guerrilheiro Carlos Lamarca do Parque Estadual Rio Turvo, no Vale do Ribeira (SP), sem, no entanto, consultar os vereadores da cidade ou a população, em uma atitude totalmente autoritária. Salles se orgulha de ser reacionário. Ganhou notoriedade por estimular crimes contra a esquerda várias vezes em suas redes sociais, inclusive em sua campanha, este ano, para deputado federal pelo Partido Novo (leia reportagem do The Intercept). Em uma de suas propagandas, estimulou a violência, mostrando que é preciso combater “a esquerda e o MST” à bala. Em 2014, quase foi preso por não pagar pensão alimentícia. Advogado, o novo ministro fundou, em 2006, o Movimento Endireita Brasil com quatro amigos. Neste mesmo ano, deu início à sua trajetória na política partidária, ao tentar se eleger deputado federal pelo antigo PFL. Não conseguiu. Estados Unidos Em seguida, foi para os Estados Unidos para receber um treinamento no “Leadership Institute”, um “think tank” (espécie de laboratório de ideias) conservador, cujo principal objetivo é formar líderes de direita. Em 2010, tentou mais uma vez um cargo público, dessa vez como deputado estadual pelo DEM. Perdeu de novo. A última tentativa foi este ano, pelo Partido Novo. Salles chama o golpe militar de 64 de “movimento de 31 de março” e diz que “felizmente tivemos uma ditadura de direita no Brasil”. Leia também: Dodge protege Onix para sair do lamaçal da República das bananas Corrupção: a primeira crise de proporções do governo Bolsonaro Corrupção e enriquecimento ilícito toma conta do Clã Bolsonaro
Corrupção e enriquecimento ilícito toma conta do Clã Bolsonaro

Nem assumiu o governo Bolsonaro já está enrrolado em uma importante crise. Seu suposto combate a corrupção parece pura fachada. Uma fachada utilizada utilizada com apoio da mídia e do judiciário para colocar no poder um selvagem privatizador e inimigo dos direitos dos trabalhadores, como o direito de se aposentar. Jair Bolsonaro, com extensa carreira política, é a cara do Congresso e da burguesia brasileira, não só em reacionarismo mas também nas denúncias de falcatruas que não param de vir à tona. A crise que atravessa o governo eleito, tem um por um lado o PSL em uma importante divisão que configura internamente as tensões entre o Executivo e o Legislativo e seus espaços de poder, e, de forma mais importante, uma crise perante a “opinião pública” e eleitores que votaram em Bolsonaro não para acabar com o direito a se aposentar mas “para mudar tudo que está aí” e estão descobrindo um Maluf ou Sarney. Para se aprofundar nesta primeira crise do governo Bolsonaro, leia: “Corrupção: a primeira crise de proporções do governo Bolsonaro“Bolsonaro e sua família são a cara da burguesia brasileira: racistas, submissos aos EUA e acusados de extensos esquemas de corrupção. A conivência de Sérgio Moro e toda cupula do judiciário com um clã, razoavelmente demonstrado como corrupto, mostra como a Lava Jato e toda casta de toga também não está nem aí para o combate a corrupção. Visam fazer uma política que avance em seus poderes de casta e coloque no poder aqueles que possam melhor servir aos interesses imperialistas. O clã do ultrarreacionário Jair Bolsonaro tem aumentado faraonicamente seu patrimônio. Em Agosto toda grande mídia destacava como o filho Eduardo tinha subido seu patrimônio em 55% e seu irmão Flávio, peça central do esquema atual, em esplêndios 432%. Claro, que essa denúncia ganhou pouco destaque na mídia, pois se tratava naquele momento de ajudar Bolsonaro a se eleger e dar continuidade ao golpe institucional como um “Temer blindado”, em uma eleição marcada pela intervenção autoritária do judiciário com apoio das Forças Armadas. A nova denúncia joga luz nos métodos usados pelo clã Bolsonaro que, em nada ficam devendo ao clã Cabral, Sarney ou Garibaldi. Essa denúncia escancara como Flávio, eleito senador pelo Rio de Janeiro, tinha em seu gabinete de deputado estadual um assessor, que foi subordinado de Mourão no exército e ex-policial. Este assessor movimentou em um ano R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, e detalhe, fazendo um depósito de dinheiro de R$ 24mil para a esposa de Bolsonaro, isso depois de coletar dinheiro de outros assessores do clã, incluindo a filha lotada no gabinete do patriarca Jair. Estas informações vazadas do relatório da COAF foram publicadas pelo Estado de São Paulo e mostram como o ex-militar e seus filhos são a corja do que há de mais reacionário no país: não somente quando abrem a boca sobre racismo, feminismo e Escola sem Partido mas no desvio de recursos públicos para seu benefício. Evidentemente, a mídia trata com tons amenos a imensa denúncia. Sérgio Moro e toda Lava Jato estão em sepulcral silencio. De parte dos editoriais da Folha e do Estado de São Paulo, nota-se, como estes quesitonamentos a probidade dos Bolsonaro é algo secundário, desde que o principal seja garantido: as reformas contra os direitos dos trabalhadores. No entanto, esta crise escancara as contradições do governo Bolsonaro e como seu governo pode ser muito instável. Um fator de estabilidade para Bolsonaro hoje em dia é o papel do PT e das centrais sindicais. Enquanto o PT centra sua estratégia em “esperar 2022”, as centrais sindicais fazem sua parte propondo negociar melhorias na nefasta reforma da previdência e deixar o terreno da luta de classes livre para Bolsonaro. Os franceses, nas ruas contra Macron, mostram o caminho para se enfrentar com as misérias dos ajustes neoliberais e questionando o sistema político, é possível preparar um plano de luta para derrotar Bolsonaro e seus ajustes, para isso é preciso exigir das centrais sindicais que cumpram suas palavras “de parar o país” e comecem já a organizar a batalha contra a Reforma da Previdência, o escola sem partido e todos ataques deste governo reacionário e que agora também mostra sua cara corrupta.
Corrupção: a primeira crise de proporções do governo Bolsonaro

Nem assumiu ainda e o governo Bolsonaro já vive sua primeira crise. As denúncias de que um assessor de seu filho Flávio Bolsonaro teria feito movimentações suspeitas em dinheiro vivo a partir da sua conta bancária, incluindo o pagamento de um cheque de 24 mil para a primeira dama, coloca Bolsonaro em uma situação delicada. Ao mesmo tempo, as tratativas para montar uma base de apoio sólida no Congresso também estão questionadas por uma crise no seu próprio partido. Fabricio José de Queiroz, policial militar reformado, amigo de Bolsonaro desde a década de 1980, assessor e do círculo de confiança de Flávio Bolsonaro, foi pego pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) efetuando transações suspeitas. Suspeitas por que efetuadas em espécie e geralmente abaixo do valor de 10 mil reais, uma forma de fugir do controle da fiscalização. Em um ano teria movimentado mais de um milhão de reais (R$1,2 milhão) em dinheiro vivo. O paladino da moral e da denúncia da corrupção petista começa a mostrar que tem o telhado de vidro. Suas explicações e de seus filhos não convencem. Sobre o cheque destinado a sua esposa, afirmou que foi o pagamento de parte de uma “dívida de 40 mil reais” que teria emprestado ao seu amigo. Mas os valores não batem, novas explicações são exigidas de todos os lados. Além disso, seu filho Flávio afirma que Queiroz era da sua mais “estrita confiança” e que “não conhece nada que o desabone”: como diz Nassif, Al Capone também tinha colaboradores “de sua mais estreita confiança”. Pelo caráter defensivo das primeiras declarações do clã Bolsonaro – e o cancelamento da agenda dessa sexta-feira pelo novo presidente, um movimento que revela ter sentido o baque – podemos esperar novas declarações corrigindo versões comprometedoras, como a de Flávio Bolsonaro, que defendeu em público seu ex-assessor e suas “razões plausíveis” (ainda sem ter revelado do que se tratavam). Trata-se da primeira crise importante do governo, e que pode ganhar novas proporções. O que estaria por trás destas primeiras denúncias contra Bolsonaro, no momento em que ele está em uma situação delicada, da montagem da sua base de apoio no congresso? É difícil ainda vislumbrar o conjunto do movimento que esta por trás destas denúncias, mas vale como um lembrete ao clã Bolsonaro: “pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Ou seja, os mesmo métodos da Operação Lava Jato que foram utilizados contra Dilma, Lula e o PT, podem também se voltar contra Bolsonaro, para condicionar os atos de seu governo. O bonapartismo judiciário, apesar das declarações de “recolhimento” de Dias Toffoli, segue fazendo política, e política pró-ajustes e pró-imperialistas, diga-se de passagem. Lembremos que recentemente o presidente do supremo deu declarações, ao lado de Bolsonaro, sobre a importância da reforma da previdência, se pronunciando sobre tema que deveria estar fora da atuação do Supremo Tribunal Federal. Recentemente, em visita aos EUA, Eduardo Bolsonaro afirmou que o governo terá dificuldades de aprovar a reforma da previdência. Eis que agora seu outro filho, Flávio, é o pivô do potencial do primeiro escândalo do novo governo. No front parlamentar do novo governo, as coisas não vão melhor. Como têm apontado vários analistas, a negociação com as bancadas temáticas não seria suficiente para montar uma base consistente, e deixar as cúpulas partidárias de fora das negociações poderia paralisar as pautas de interesse do governo no Congresso. Ao mesmo tempo, apesar de todo o discurso moralista, Bolsonaro já está se curvando ao fisiologismo do Congresso. A montagem de um bloco de partidos tendo o DEM de Rodrigo Maia como principal articulador, visa isolar o PSL, partido do futuro presidente. E já existe insatisfação dentro do PSL, que está sendo preterido pelos partidos do Centrão na montagem dos ministérios. Essa insatisfação escalou na última semana em uma disputa aberta, com direito a troca de ofensas entre Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, deputada por São Paulo. Com tantas dificuldades, a capacidade de articulação politica de Bolsonaro já esta sendo colocada à prova. E isso que os momentos mais difíceis, como a aprovação da reforma da previdência, ainda estão por vir. Ainda é cedo para saber quem vai sair fortalecido dessas disputas dentro dos pólos de interesse que competem pela influência dentro do governo. De um lado, os métodos bonapartistas da Lava Jato se fortalecem, dando mais relevo ao papel de Moro (que agora controla o mesmo Coaf que sinalizou a movimentação financeira atípica), que pode se lançar a tentar ser mais que um super-ministro, mas um quase primeiro ministro de um governo acossado pela justiça. De outro lado, ainda que os generais mais próximos de Bolsonaro possam também sair chamuscados se o escândalo avança, podem também se fortalecer no interior do governo, ao representarem um bloco mais coeso que os demais. No entanto, as disputas também existem entre os militares. Lembremos como Villas Boas se pronunciou sobre Bolsonaro, o acusando de messiânico em entrevista à Folha de São Paulo. É digno de nota que Moro buscou um general aliado de Villas Boas para comandar a Secretaria de Segurança Pública, da mesma forma que Toffoli. A primeira crise de proporções do governo é a primeira investida séria do bonapartismo judiciário para disciplinar o governo de extrema direita a organizar de imediato a aplicação da reforma da previdência para o início de 2019. As alegações de “dificuldade” pelo clã Bolsonaro já recebem sua primeira resposta ameaçadora do capital financeiro e do judiciário pró-imperialista, que através de Dias Toffoli faz campanha pela reforma. Em meio a essas disputas, se visualizam as brechas por onde pode voltar a emergir o movimento de massas, quando um governo tão pouco coeso, ainda com rachaduras em todo lado, tente aprovar medidas impopulares no Congresso, em primeiro lugar a reforma da previdência. Frente a essas crises, ou o movimento de massas se coloca como um fator independente na cena politica, ou quem vão sair fortalecidos serão os pólos de poder mais autoritários do governo Bolsonaro. Flavio Bolsonaro ✔@FlavioBolsonaro Fabricio Queiroz trabalhou comigo por
River derrota Boca e conquista o tetra da Libertadores em Madri

A mais longa das finais da Copa Libertadores está nas mãos do River Plate. Em um jogo dramático, o time venceu o Boca Juniors por 3 a 1, de virada, neste domingo, em Madri, na Espanha. Os gols da vitória foram marcados no segundo tempo da prorrogação após empate por 1 a 1 no tempo normal. O Boca se mostrou um time aguerrido e jogou com dez jogadores após a expulsão de Barrios no segundo tempo e acertou uma bola na trave no final da prorrogação. De virada, o River Plate conseguiu uma vitória épica sobre o maior rival. Foi o quarto título da equipe na Libertadores. Está classificado para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, que começa já na quarta-feira nos Emirados Árabes Unidos. A estreia do representante sul-americano será no dia 18. A final deveria ter sido realizada no dia 24 de novembro, em Buenos Aires, mas foi adiada por causa do ataque ao ônibus do Boca Juniors por parte de torcedores do River Plate a poucas horas do início daquele jogo. Madri foi escolhida pela Conmebol para receber o jogo decisivo. A Libertadores, assim, encerra a edição mais insólita de sua história. Exatamente como havia previsto o técnico do Boca, Guillermo Schelotto, a partida foi truncada e amarrada. Muito mais pegada que o jogo de ida (2 a 2 na Bombonera). Não havia espaço. O campo “encolheu” tamanha a dedicação dos jogadores à marcação. Toda bola era dividida com carrinho, cara feia e faísca. O espetáculo ficou em segundo plano. Curiosamente, o primeiro cartão amarelo só saiu aos 27 do primeiro tempo para Ponzio. Os inúmeros erros de passe escancaravam o nervosismo dos rivais, principalmente do River Plate. No final do primeiro tempo, o time de Marcelo Gallardo (fora do banco de reservas por suspensão) não acertou nenhum chute a gol. O Boca começou melhor escorado em um esquema com três atacantes: Benedetto, Pavón e Villa. O time xeneize soube jogar pelas pontas. Aos 9 minutos, Olaza cruzou, Maidana tentou o corte, mas quase fez gol contra. Na sequência, Perez aproveitou o escanteio, mas chutou em cima do goleiro Armani. Vinte minutos depois, a melhor chance do jogo até então veio com Perez (de novo). Ele chutou cruzado, mas o volante Nández não alcançou para fazer o primeiro gol. As torcidas tomaram posse do Santiago Bernabéu, com gritos, cantos e bandeiras. Os agentes de segurança só não permitiram as faixas. Atrás de cada gol, um pequeno setor das arquibancadas foi fechado para separar as duas torcidas. Em todos os detalhes, a arena espanhola virou um estádio sul-americano. Os argentinos que percorreram os 10 mil quilômetros de Buenos Aires a Madri levaram para o estádio a mania quase religiosa de cantar o jogo todo. Sem parar. Mostraram aos europeus um jeito próprio de torcer. Paixão tipo exportação. O jogo deste domingo começou muito antes do apito do árbitro Andrés Cunha. No dia 24 de novembro, o ônibus do Boca Juniors foi alvo de pedradas antes de acessar o estádio Monumental. Jogadores feridos, partida adiada. Depois de dias de entrave para decidir um novo local, a Conmebol anunciou que a partida seria fora da América do Sul, causando insatisfação e reclamação dos dois times. O Boca queria ser declarado campeão, o River queria jogar em seu estádio. Nesse contexto, cada dividida trazia a rivalidade histórica atualizada pelas polêmicas recentes. O jogo destravou no final do primeiro tempo quando os times aceleraram as jogadas pelos lados do campo. O jogo ficou lá e cá. Foi assim que o Boca abriu o placar aos 43. Depois que o River errou um cruzamento, o uruguaio Nández deu passe excelente em profundidade para Benedetto, que deu um corte espetacular no zagueiro Maidana e tocou na saída de Armani. Golaço. Foi o quinto gol do atacante, carrasco do Cruzeiro e Palmeiras nas fases anteriores da Libertadores e que já havia marcado na primeira partida da final.
Dodge protege Onix para sair do lamaçal da República das bananas

Não se trata de marca de carro, e sim, do silêncio da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sobre a corrupção do futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni – A procuradora-geral da República, que deveria ser chamada de procuradora-geral dos Coxinhas, porque protege os bandidos Aécio, Temer, Jucá & Cia, e persegue apenas Lula e o PT, continua também calada com os escândalos de corrupção da gangue de Bolsonaro. Até agora, a procuradora da extrema-direita não pronunciou nada sobre o ladrão Onyx Lorenzoni – futuro ministro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, que é um criminoso confesso. Na última sexta-feira (07), durante entrevista Onyx afirmou, após evento do grupo Lide, em um hotel de luxo em São Paulo, que não teme as investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele pela prática de caixa dois, talvez seja por causa da cumplicidade do STF e da PGR. E chegou a ser irônico, dizendo que já se resolveu com Deus. Mas o ladrão Lorenzoni se irritou muito, foi quando um repórter questionou a respeito de operações suspeitas de R$ 1,2 milhão apontadas pelo Coaf, envolvendo o motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro. O futuro ministro chegou a dizer que não sabe a origem do dinheiro, pois não é investigador e ainda rebateu ao repórter: “Quanto você recebeu esse mês?”. O repórter, por sua vez, respondeu: “Eu sou jornalista. Mas foi muito menos que R$1 milhão”. Irritado, Lorenzoni abandonou a coletiva.Outro que também colocou o rabo entre as pernas sobre a corrupção da gangue de Bolsonaro foi o ex-juiz Sergio Moro. Diante deste silêncio, o deputado federal pelo PSOL, do Rio de Janeiro, Jean Wyllys, pede explicações contundentes por parte dos futuros ministros em relação ao registro de movimentações financeiras suspeitas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro e fez duas questões importantes para Moro e Onyx:“Sérgio Moro – futuro ministro da Justiça do governo Bolsonaro, juiz que conduziu a Lava Jato e que prendeu Lula mesmo sem as provas dos crimes que o acusa, tirando forçosamente o ex-presidente das eleições, apesar de este ser o líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto – já se pronunciou na imprensa ou em suas redes sociais sobre o suspeitíssimo caso de movimentação de mais de um milhão de reais na conta do funcionário de Flávio Bolsonaro, com direito à transferência de grana para a mulher do presidente eleito?Aguardo seu pronunciamento, Sérgio Moro.2) Onyx Lorenzoni – futuro ministro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, criminoso confesso (ele confessou que praticou caixa 2, crime que Sergio Moro considerava o pior quando conduzia a perseguição ao PT), mas supreendentemente perdoado pelo juiz de Curitiba pelo fato de Lorenzoni ter pedido desculpas – abandonou uma coletiva e pediu uma trégua à imprensa… Ora, Lorenzoni, você já está arregando diante de perguntinhas fáceis que essa imprensa tão simpática a vocês não pode mesmo deixar de fazer? Pense, Lorenzoni, no que essa imprensa fez à presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, mulher honesta, e se dê conta do quão covarde você e seus pares são; além de ignorantes, claro (espertalhões, porém, ignorantes)”, postou o parlamentar do PSOL, em sua página no Facebook.