CIRO GOMES REAGE À GLOBO. DELAÇÃO SEM PROVA NÃO VALE

 O candidato do PDT a presidente rebate reportagem do jornal O Globo que o acusa de de crimes com base em uma suposta delação premiada; “Ciro teria todas as razões do mundo para indignar-se com aqueles que o conhecem bem e, ainda assim, pusessem em dúvida sua honradez. E deve entender que, pelas mesmas razões, isso vale para Lula”, avalia o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço Por Fernando Brito, do Tijolaço – Reproduzo, abaixo, vídeo postado por meu velho companheiro de lutas, Oswaldo Maneschy, em que Ciro Gomes se defende da acusação publicada hoje em O Globo de que “os executivos da empreiteira Galvão Engenharia” teriam relatado que Lúcio Gomes, irmão do candidato “recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doações eleitorais oficiais para o PSB” em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará na gestão de Cid Gomes também irmão do presidenciável. Ciro, como toda pessoa, tem direito à presunção da inocência e qualquer um que o acuse deve ter mais que uma simples delação. E salta aos olhos que uma delação homologada em dezembro passado tenha sido mantida em sigilo até hoje, para ser divulgada a 15 dias da eleição. O episódio, repugnante, deve ajudar Ciro a entender que, quando se faz o mesmo com outros, não se pode ter posturas dúbias. Ainda mais que, tal como ele, Lula sempre teve uma vida dentro de padrões compatíveis com o que recebia e não poderia ter sofrido, por conta de uma acusação indeterminada, de um delator manipulado por Sérgio Moro, as ofensas que recebeu e que, afinal, o tiraram do processo eleitoral. Ciro teria todas as razões do mundo para indignar-se com aqueles que o conhecem bem e, ainda assim, pusessem em dúvida sua honradez. E deve entender que, pelas mesmas razões, isso vale para Lula.

Flamenguistas e Colorados engrossam torcidas contra Bolsonaro

 – Depois dos corintianos da Gaviões da Fiel, dos santistas da Torcida Jovem e de torcedores palmeirenses lançarem manifestos contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência da República, torcedores do Flamengo (RJ) e do Internacional (RS), também demonstram e aumentam o coro contra o representante da extrema-direita, que até agora lidera as pesquisas de intenção de voto. “A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange a população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós”, inicia seu comunicado o coletivo Flamengo Antifascista. O manifesto ressalta também que o programa de governo do candidato “significa empurrar mais ainda a população mais pobre para a miséria, destruindo a frágil estrutura de assistência social existente no país” lembrando que a mesma plataforma neoliberal aplicada na Argentina por Maurício Macri está levando o país vizinho a “uma crise social sem precedentes.” Por sua vez, torcedores colorados tomaram a iniciativa de também lançar um manifesto, na quarta-feira (19) repudiando declarações e o perfil autoritário de Bolsonaro: “o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia”, afirma o coletivo Inter Antifascista. Sem citar propostas de governo, o comunicado lembra que o time do Internacional foi fundado e, em seus primeiros anos, jogou num bairro de maioria negra, próximo a comunidades quilombolas de Porto Alegre, o que lhe deu origem à alcunha de “Clube do Povo”. “É uma incoerência que um colorado, que conhece e admira a história de seu clube, apoie um candidato que coleciona episódios de racismo”, alerta. O movimento de torcidas organizadas de alguns dos principais clubes de futebol do país ganhou força depois que, também na última quarta-feira, o presidente da Gaviões, Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão, manifestou-se contra Bolsonaro em suas páginas nas redes sociais. Ele afirmou que os associados apoiadores do candidato da extrema-direita “podem se retirar da torcida”. Leia a íntegra das notas de flamenguistas e colorados em repúdio à candidatura Bolsonaro-Mourão: FLAMENGUISTAS CONTRA BOLSONARO! A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange a população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós. Ao se referir a essa parcela considerável das famílias brasileiras de maneira jocosa e desrespeitosa, consideramos tal atitude uma afronta a torcida do Flamengo, maioria absoluta no Rio de Janeiro e no Brasil. Para além dessas questões, entendemos que as propostas econômicas dessa candidatura fascista a presidência da República significa empurrar mais ainda a população mais pobre para a miséria, destruindo a frágil estrutura de assistência social existente no país. As privatizações e corte orçamentários, propostos por Paulo Guedes, significa aprofundamento das políticas neoliberais que foram implementadas por Temer, no Brasil, e por Macri, na Argentina, promovendo uma crise social sem precedentes. Ou seja, Bolsonaro é continuação mais aprofundada da política nefasta que vigora hoje contra a classe trabalhadora. Conclamamos as torcidas organizadas do Clube de Regatas Flamengo a resgatarem suas origens de resistência aos ataques ao povo, sobretudo durante a ditadura militar, ao defender a democracia e os direitos da classe trabalhadora, sob pena de todos nós, torcedores organizados ou não, sermos engolidos pela miséria e caos social propostos por esse nefasto programa de governo. #ELENAO #ELENUNCA Fla-antifa TORCEDORAS E TORCEDORES DO CLUBE DO POVO: NENHUM VOTO EM BOLSONARO No cenário atual temos candidatos dos mais variados espectros políticos distribuídos entre as intenções de voto. Esquerda e direita. Progressistas e conservadores. Assalariados e burgueses. É da democracia. No entanto, o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia. O Internacional se destacou desde cedo na sua história pela participação de jogadores negros em campo e entre seus torcedores. Também, o clube foi fundado e jogou os primeiros anos num bairro de maioria negra e próximo a comunidades quilombolas. A alcunha de Clube do Povo não veio por acaso. Desde essa época, insultos racistas são dirigidos ao Inter e a sua torcida pelos seus rivais. É uma incoerência que um colorado, que conhece e admira a história de seu clube, apoie um candidato que coleciona episódios de racismo. Ele declarou em 2011 na Band que seus filhos não se apaixonariam por uma mulher negra “porque foram muito bem educados”. Nessa mesma oportunidade, classificou um relacionamento de um homem branco com uma mulher negra como “promiscuidade” (1). Ainda em 2011, devido a repercussão negativa dos comentários feitos por Bolsonaro, um grupo de neonazistas organizou um ato em defesa do candidato, reunindo por volta de quarenta pessoas (2). Em entrevista à revista Época, assumiu-se preconceituoso: “Sou preconceituoso, com muito orgulho” (3). Mais recentemente, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (4) e pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (5) pelo forma racista que se referiu a comunidades quilombolas, tratando-os como animais. A denúncia prevê pena de até 3 anos de prisão e multa de R$ 400 mil. Pela nossa história, repetimos: NENHUM VOTO EM BOLSONARO! Inter Antifascista

Palmeirenses unem-se a Corintianos e Santistas contra Bolsonaro

 – Depois de duas torcidas organizadas do Corinthians e do Santos, a Gaviões da Fiel e a Torcida Jovem do Santos, posicionarem-se contra Jair Bolsonaro, um grupo de torcedores e quatro coletivos do Palmeiras lançarem neste sábado (22) o manifesto “Palmeirenses contra o fascismo” em que repudiam o apoio de outros torcedores ao candidato de extrema direita. No texto, os palmeirenses afirmam: “não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico”. O manifesto é assinado por mais de 60 torcedores, entre eles Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente e atual conselheiro do clube, pelo neurocientista Miguel Nicolelis, por artistas como Maria Gadu, João Gordo e Wilson Simoninha, pelo jornalista William De Lucca, do 247, entre outros, além dos coletivos Porcominas, PorComunas, Palmeiras Livre e Palmeiras Antifascista. Leia: Em virtude de acontecimentos recentes envolvendo a imagem pública da Sociedade Esportiva Palmeiras, nós, palmeirenses abaixo assinados, expressamos publicamente nosso repúdio às posturas e declarações preconceituosas, antidemocráticas e fascistas. Nosso clube foi fundado em 26 de agosto de 1914 por trabalhadores imigrantes, e rapidamente tornou-se uma das equipes mais populares da cidade de São Paulo, atraindo grande público em seus jogos e contrapondo-se às agremiações tradicionais da elite paulistana. Ao mesmo tempo em que o Palestra Itália chamava a atenção da imprensa da época por sua torcida essencialmente popular, as vitórias em campo foram consolidando o clube como força importante do futebol paulista e brasileiro. Em 1942, por pressão do governo durante a Segunda Guerra Mundial, o clube foi obrigado a mudar seu nome, tornando-se a Sociedade Esportiva Palmeiras. Apesar das ofensas e ataques xenofóbicos que recebia por sua origem imigrante, o Palmeiras já era profundamente diversificado na composição de seu time e torcida, assim como o povo brasileiro. De “time dos italianos” passou a ser o time de todas e todos. São razões históricas, portanto, as que nos motivam neste posicionamento público contra a onda fascista que se ergue e a sua nefasta representação eleitoral. Respeitamos a coexistência democrática de opiniões e posicionamentos políticos variados; mas não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico. Não podemos tolerar discursos de ódio dirigidos a grupos historicamente oprimidos. A trajetória da Sociedade Esportiva Palmeiras é uma trajetória de acolhimento à diversidade destes grupos. #EleNão #EleNunca Alessandro Buzo, escritor e diretorAmanda Ramalho, radialistaDiana Bouth, atriz e apresentadoraJoão Gordo, músico e apresentadorMaria Gadu, música e compositoraMarco Ricca, atorMiguel Nicolelis, neurocientistaNádia Campeão, foi vice-prefeita do município de São PauloSoninha Francine, vereadora do município de São PauloWilson Simoninha, músicoAldo Rebelo, chefe da Casa Civil do estado de São Paulo e conselheiro da SEPLuiz Gonzaga Belluzzo, economista e conselheiro da SEPMarcos Gama, conselheiro da SEPAbner Palma, editor de vídeoAdriano Diogo, foi deputado estadual de São PauloAleksandra Franco Fernandes Silva, pedagoga da Escola Parque-RJAltamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Barão de ItararéAna Paula Spini, professora de história da UFUAndrea de Castro Melloni, Princeton UniversityAngélica Souza, publicitária, escreve no DibradorasBruno Predo, publicitárioCristiano Maronna, advogadoCristiano Tomiossi, atorCrizz, DJEduardo Roberto, jornalistaElisa Fernandes, chef de cozinhaErcílio Faria Tranjan, publicitárioFabio Passetti, pesquisador do ICC/FiocruzFacundo Guerra, empreendedorFelipe Vaistman, jornalistaFernando Cesarotti, jornalistaFlávio de Campos, historiador e professor da USPGabriel Amorim, jornalistaGabriel Passetti, professor de Relações Internacionais da UFFGabriel Santoro, editorGabriel Zacarias, professor de história da arte na UnicampGlauco Roberto Gonçalves, professor da UFGOGustavo Petta, deputado estadual de São PauloIvan Marques, advogado e diretor do Instituto Sou da PazJosé Carlos Vaz, professor de gestão de políticas públicas da USPJosé Guilherme Magnani, antropólogo e professor da USPJúlia Galli O’Donnell, professora de antropologia cultural da UFRJ/IFCSLucas Afonso, MCManuel Boucinhas, atorMárcio Boaro, dramaturgo e diretor teatralMargaret Buonano, psicólogaMaria Carolina Trevisan, jornalistaMarília Velardi, professora da USPMarina Sousa, desenhista e roteirista – filha do Maurício de SousaMiguel José Minhoto, BiólogoOswaldo Colibri, jornalistaPaulo Miyada, curadorRailídia Carvalho, música e jornalistaRobson Montanholi, geógrafoRoseli Tardelli, jornalista e apresentadoraSérgio Settani Giglio, professor de educação física na UNICAMPSimão Pedro, foi deputado estadual de SP e secretário municipal de São PauloThiago Schwartz, da página Site dos MenesTiago Perrart, da página Vagas ArrombadasToinho Melodia, músico e compositorWilliam De Lucca, jornalistaColetivo PorcominasColetivo PorComunasColetivo Palmeiras LivreColetivo Palmeiras Antifascista

Haddad em Montes Claros: serei advogado de Lula até ele ser absolvido

 – Num comício com milhares de pessoas em Montes Claros (MG), na noite desta sexta (21), Fernando Haddad declarou que será o advogado de Lula até que ele seja inocentado nos processos que lhe são movidos por perseguição política. Haddad também apontou o tamanho da tarefa dos próximos 15 dias: “Temos 15 dias para convencer as pessoas que o Brasil pode voltar a ser feliz. Nós estamos vivendo uma crise política que só pode ser superada na urna. É o povo que vai libertar o Brasil de seus algozes” Estavam ao lado dele no palanque no bairro de Santos Reis, na periferia de Montes Claros, a ex-presidente Dilma Rousseff, candidata ao Senado, e do governador Fernando Pimentel, candidato à reeleição. Os três fizeram campanha juntos mais cedo em Ouro Preto e Betim. “Estou sempre visitando o presidente Lula [na prisão], porque eu sou e continuarei sendo, entre outras coisas, o advogado dele. E sei que toda semana ele recebe um líder mundial, personalidades que vêm de várias partes do mundo prestar solidariedade dele”, disse Haddad. Ele ainda afirmou no comício que “podem ter prendido o líder, mas não podem prender a ideia”. “Não adianta prender o Lula, porque tem milhões de Lulas espalhados pelo o Brasil. Nos queremos o Brasil de volta para os brasileiros”. E repetiu o bordão da campanha: “Lula e Haddad e Haddad é Lula”. Haddad acusou o golpe de 2015/16 pela tragédia social do país: “A população não pode esquecer do Golpe que tirou do pobre o acesso a educação e ao desenvolvimento”.

Rita Lee declara: Bolsonaro é um enrustido e tinha o apelido de Santinha

Web ressuscita polêmicos tweets de Rita Lee sobre Bolsonaro: ‘Tivemos um caso’Posts foram publicados em 2011. ‘Ele não era chegado na coisa’, entrega a madrasta do rock TV Globo/ Reprodução (foto: TV Globo/ Reprodução) Implacáveis, como de costume, usuários do twitter desenterraram, na noite desta terça-feira (18), três polêmicos tweets de Rita Lee. Publicados em 2011, os posts fazem revelações sobre um suposto passado dividido entre a cantora e o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a madrasta do rock, ela e candidato teriam tido um caso na juventude. O desempenho sexual do político, no entanto, não deixou saudades. “Ele não era muito chegado na coisa, se é que vocês me entendem”, disparou a artista em seu perfil. Rita Lee também sugeriu que o parlamentar, conhecido por seu perfil conservador e declarações homofóbicas, seria homossexual: “Terminamos porque Bolsonaro estava de olho num colega de classe. O apelido dele era ‘santinha’. Coroinha preferido de 9 entre 10 padres”, afirmou a roqueira, com a ressalva de que “negará tudo no tribunal” O perfil da Rita no Twitter não é atualizado desde novembro de 2013. Até a publicação desta matéria, nem ela, nem o presidenciável haviam se pronunciado sobre o assunto. Confira os polêmicos tweets de Rita Lee sobre BolsonaroHj Bolsonaro vira a cara p mim. Deve temer q eu conte ao mundo seus segredos íntimos. Se continuar nesse nhén nhén nhén eu conto mesmo — Rita Lee (@LitaRee_real) May 20, 2011 Bolsonaro e eu tivemos um caso. Ele ñ era mto chegado na coisa, se é q me entendem. Terminamos pq Bolsinho tava d olho num colega d classe — Rita Lee (@LitaRee_real) May 17, 2011 Unzinho só. No internato o apelido d Bolsonaro era Santinha: o coroínha preferido de 9 entre 10 padres. Vou negar tudo no tribunal! — Rita Lee (@LitaRee_real) May 20, 2011 Fonte Jornal Estado de Minas

Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão avisa: Gavião não vota em Bolsonaro

 – O Blog do jornalista Juca Kfouri destaca o comunicado de Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão, presidente da Gaviões Fiel Torcida. Digão afirma ter visto nas redes sociais algumas mensagens de apoio de ‘gavião’ a Jair Bolsonaro. Ele diz: “ó que é o seguinte rapaziada, vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida”. Leia a íntegra do recado do presidente da Gaviões Fiel Torcida, publicado no Blog do Juca: “Rapaziada é o seguinte… não queria entrar no debate de política, mas o que estou acompanhando nas nossas redes sociais, de Gavião apoiar Bolsonaro – fez eu vir aqui pra passar um papo reto pra vocês… vocês aceitando ou não, eu como presidente dos Gaviões, tenho que passar o que a gente carrega na nossa ideologia dentro desses quase 50 anos de história. Você que é associado dos Gaviões, sabe da história da sua Torcida? Você sabe que na nossa fundação, em 1969, vivíamos em plena Ditadura Militar? Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo? Sei que hoje nos Gaviões da Fiel, uma torcida com mais de 112 mil sócios, tem sócios de diversas classes sociais, da hora, cada um fez por onde pra chegar onde está… só que é o seguinte rapaziada, vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida. Ou seja, se está no Gaviões por interesses pessoais, status, para ostentar apenas uma camisa ou se beneficiar atrás de ingresso e pagar nas redes sociais que faz parte da maior torcida do Brasil, por favor, se retirem. Pode passar lá no Vip e assinar a carta de saída. Somos uma torcida que defende os direitos do nosso povo e não podemos deixar que o nosso maior representante seja contra nós e contra tudo aquilo que lutamos”.

Norte de Minas ganha 17 usinas fotovoltaicas para formar mão de obra

 A Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas (Adenor), com o patrocínio do Banco do Nordeste e apoio do Sistema Sedinor-Idene e da ACI, realizou a II Exposolar do Norte de Minas, durante a 23ª Feira Nacional da Indústria Comércio e de Serviços, encerrada no último dia 16. O estande recebeu investidores e técnicos para discutirem sobre a implantação de usinas de painéis solares e o mercado de energia fotovoltaica. Na oportunidade, a Câmara Técnica de Energia Fotovoltaica definiu com base no Chamamento Público 001-2018, as Instituições de Ensino Superior (IES) públicas de Minas Gerais que receberão, através de doação, usinas para fins de qualificação da mão de obra. O presidente da Adenor, Alexandre Pires Ramos, destaca que a entidade está bem atuante nesta e em outras ações que impulsionam o desenvolvimento regional. “Desde 2012, a Adenor desenvolve um trabalho pautado nesta cadeia produtiva, mobilizando entidades de fomento e a sociedade para todas as possibilidades de investimento, com vistas a geração de emprego e renda”. Os 20 kits fotovoltaicos serão distribuídos em 19 IES mineiras, sendo que 17 serão para instituições de ensino no Norte de Minas, pois a região é destaque no projeto por seu alto índice de incidência solar e grande extensão de áreas com regularidade fundiária, além da malha de linhas de distribuição que vem sendo reforçada. Entretanto, no quesito mão de obra especializada para montar as usinas, esta parte do Estado ainda tem muito trabalho pela frente. Assim, vão receber os kits, Diamantina – UFVJM; Curvelo – Cefet; Almenara – IFNMG; Ibirité – IFMG; Teófilo Otoni – UFVJM; Unaí – UFVJM; Janaúba – UFVJM e Unimontes; Divinópolis – UEMG; Passos – IFSul; Nepomuceno – Cefet; Ituiutaba – UEMG; Araxá – Cefet; Ipatinga – IFMG; São João Del Rei – UFSJ; Espinosa – Unimontes; Montes Claros – IFNMG; Pirapora – IFNMG; Porteirinha – IFNMG; Juiz de Fora – IFSudeste. Charles Diniz, diretor do INFMG em Ribeirão das Neves, trouxe um pouco da experiência realizada naquela cidade, a exemplo do que vai acontecer no Norte de Minas. “A falta de mão de obra é muito grande no mercado de energia fotovoltaica. Atualmente, no país existem 32 mil conexões fotovoltaicas na rede. A ANEEL prevê que em 2022, teriam instaladas 1,2 milhões de conexões. Se reduzirmos esta previsão em 50%, ainda assim será um grande desafio ter pessoas para realizar 600 mil instalações”. Os cursos serão abertos para todas as pessoas interessadas. Jader Batista é coordenador do Aliança Estratégica, um programa que reúne diversas instituições de ensino na troca de tecnologias, pesquisa e ainda capta recursos para projetos afins. Ele comenta que as usinas doadas pela iniciativa privada, como a Balfar Solar, fomentam mais pesquisas na área. Em seis meses, os cursos deverão estar funcionando, seja Pronatec ou outra modalidade”. Para ajudar também na capacitação e pesquisa na área, o Secretário Executivo da Fundetec, Haroldo Lopes, explica que, em parceria com a Adenor, “a instituição vai mobilizar todas as entidades e universidades do norte de Minas para a criação de um Centro de Excelência Tecnológica e Inovação em Energia Solar Fotovoltaica em Montes Claros”. A Fiemg Regional Norte elencou quatro pilares para tratar sobre o tema: o norte de Minas ter uma excelente irradiação solar, o alto valor do quilowatt mineiro, os incentivos da Sudene e os investimentos milionários na implantação de redes de transmissão. “A Fiemg estará instituindo um arranjo produtivo local de Energia Solar para apoiar a organização desse importante segmento e atrair indústrias e investimentos para geração de emprego e renda. Desde a fabricação de equipamentos, com empresas preparadas para receber tais demandas, até a oferta de insumos e mão de obra qualificada, com a ajuda do Senai”, afirma Leonardo Vasconcelos, diretor de projetos da Adenor. Neste contexto, Dinilton Pereira, assessor jurídico do Codanorte – Consórcio de Desenvolvimento Ambiental do Norte de Minas, criado para ajudar os municípios na aquisição de serviços e produtos relativos a demandas de políticas públicas, conta que “31 cidades estão articulando a construção de cinco usinas para a produção de energia fotovoltaica. A meta é economizar cerca de 2,8 milhões de reais na conta de energia, somente no primeiro ano. Já foi feito o estudo de viabilidade financeira para licitação e até o fim do ano os trabalhos devem ter início”. Davidson Dantas, superintendente da Sedinor, conclui que com a realização da II Exposolar, o Projeto Energia Fotovoltaica do Norte de Minas Gerais cumpriu mais uma importante etapa. “O envolvimento do empresariado norte-mineiro nas oportunidades de investimentos e o avanço em projetos fundamentais, através do modelo de Parceria Pública Privada, ajudará a viabilizar a capacitação de profissionais para atuarem na área, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, destacando o Norte de Minas como a melhor região do país, na oferta de energia fotovoltaica. (Assessora de Comunicação ACI) Fonte: Jornal Gazeta

Primavera dos Museus não avalia situação de Montes Claros

Teve início, ontem à noite, em Montes Claros, a 12ª Primavera dos Museus, que é realizada em várias cidades brasileiras e prossegue até quinta-feira, mas com uma curiosidade: não discutirá a situação do Museu Regional de Montes Claros, o único da cidade. A pesquisadora do museu Karine Dias afirma que o evento não tem este foco, pois, na verdade, discute a celebração da educação nos museus. O Museu Regional é vinculado a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no Casarão da Fafil, e tem atraído aproximadamente 50 pessoas por dia. No mês de agosto, por causa das Festas de Agosto, este número dobra para 100 pessoas. A cidade de Montes Claros tinha também o Museu do Folclore, em prédio no bairro São José, mas a unidade que tem acervo do folclore da cidade acabou fechada. O referido museu estava também com a Unimontes. O Instituto Histórico do Norte de Minas também recebeu o acervo do historiador Simeão Ribeiro, que funciona na sua sede. O arquiteto Luiz Claudio Duarte tem o projeto de criação do Museu Sacro do Norte de Minas, com acervo da Arquidiocese de Montes Claros, mas não conseguiu retirar do papel. Outra iniciativa é criar o Museu Luiz de Paula, na casa que ele residia na Rua Doutor Santos e que está fechada. Na 12ª Primavera dos Museus, hoje, às 19 horas, os professores Helena Amália Pap e Vinicius César Freger de Araujo, ambos da Unimontes, abordarão o tema “o lugar da educação nos museus brasileiros”. Amanhã o professor Márcio Jean Fialho de Souza, da Unimontes, abordará o tema “o educar através das memórias e histórias contadas”. Na sexta-feira será apresentado o filme “Encontro”, de autoria da professora Andrea Cristina Martins Pereira. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Pesquisa Ibope: Haddad dispara e encosta o cangote em Bolsonaro

 – Pesquisa divulgada nesta noite confirma crescimento de 11 pontos do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, que se consolida no segundo turno, contra o candidato da extrema-direita. Confira os números: Jair Bolsonaro (PSL): 28%, Fernando Haddad (PT): 19%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 7%, Marina Silva (Rede): 6%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, João Amoêdo (Novo): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2%, Cabo Daciolo (Patriota): 1%, Vera Lúcia (PSTU): 0%, Guilherme Boulos (PSOL): 0%, João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Votos bancos e nulos somam 14% e indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, Fernando Haddad aparece exatamente empatado com Jair Bolsonaro, com 40% para cada. Ciro Gomes aparece empatado com Bolsonaro na margem de erro. Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%). Já contra Alckmin o quadro também é de empate. Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%). A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.  

Artistas sofrem ataques depois de aderirem ao ELE NÃO contra Bolsonaro

 – Diversos artistas que aderiram a um protesto contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) passaram a ser alvo de ataques dos seguidores e simpatizantes do candidato de extrema direita. Artistas como Déborah Secco, Bruna Marquezine, Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Vera Zimmermann, Dado Dolabella, Letícia Colin, Sasha Meneghell (aqui), e o escritor Marcelo Rubens Paiva (aqui) entre outros, usaram a frase “ele não” em referência a Bolsonaro. “Comunistinha de merda”, reagiram os seguidores de Bolsonaro em resposta ao protesto. Nas postagens, além de afirmarem que “ele sim”, os seguidores de Bolsonaro acusaram os atores de “hipocrisia”. “São os hipócritas manipulando o voto do povo pela Rede Globo, usando de forma vergonhosa sua profissão para manipular o povo”, disse um deles numa postagem. “Já não suporto a Globo e agora vocês artistas manipulados pelo lixo de emissora que trabalham”, escreveu um outro. Diante dos ataques, a atriz Debora Secco usou sua conta no Twitter para pedir respeito quanto a sua opinião. “Espero que vocês possam respeitar democraticamente minha opinião. Eu respeito a de todos vocês”, postou. “Problema é que você foi se meter onde ninguém te chamou. Se tivesse permanecido em silêncio nada disso acontecia. Agora aguenta comunista”, respondeu um dos apoiadores do candidato de extrema direita. Nesta segunda-feira, Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa, foi alvo de ataques massivos por também se posicionar contra a misoginia representada por Bolsonaro. Diante disso, a atriz Bruna Marquezine, que havia aderido à campanha “ele não”, fechou o espaço para comentários nas suas redes sociais temendo ser alvo de agressões. As agressões contra os artistas são apenas mais um episódio da escalada neofascista promovida contra os que se posicional contra as ideias racistas e misóginas representadas por Bolsonaro. Neste final de semana, o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que reúne mais de 1 milhão de mulheres contrárias ao voto em Bolsonaro, foi alvo de hackers. Além de mudarem o perfil da página, as administradoras do grupo foram ameaçadas de terem seus dados pessoais, familiares e bancários divulgados, caso a página do grupo não fosse retirada do ar. O ataque foi corroborado pela cúpula da campanha de Bolsonaro. O filho do presidenciável, deputado Eduardo Bolsonaro, e o candidato a vice na chapa de extrema direita, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmaram que o grupo era uma “armação da esquerda” contra a candidatura de Bolsonaro.