Bocaiúva pede para eleitor não votar em quem votou contra o trabalhador

Vários sindicatos da cidade de Bocaiúva, no Norte de Minas Gerais, lançaram uma campanha pedindo aos trabalhadores para não votarem nos deputados e senadores que votaram a favor da reforma trabalhista. Segundo as entidades sindicais, há um ano, o Congresso Nacional, constituído de Deputados Federais e Senadores aprovaram a reforma trabalhista, que retira direitos de quem precisa trabalhar. No mesmo ano, ajudaram a aprovar e entregar o pré-sal para empresas estrangeiras; aprovaram a PEC que congelo os investimentos em saúde, educação, habitação e outras áreas por 20 anos. Além disso, votaram pela permanência do Temer na Presidência da República. Alguns tiveram votos em nossa cidade e na maior cara de pau, após votar contra o trabalhador e o povo vem novamente pedir seu voto. Informa o panfleto que está sendo distribuído aos moradores bocaiuvenses, e postados nas redes sociais, Leia também Os canalhas de Minas  

Inferno astral na vida de Bolsonaro deixa o coiso mais vulnerável

 Depois de ter sido alvejado com uma facada e sofrer uma campanha de resistência entre as brasileiras, com a campanha “Ele Não, Ele Nunca”, contra o machismo, a misoginia e os preconceitos que reúne milhões de integrantes, o inferno astral na vida de Bolsonaro continua. Agora é a vez da sua ex-mulher acusa-lo de furto de cofre, agressividade e ocultação de patrimônio, deixando o presidenciável mais vulnerável. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a separação litigiosa de Jair Bolsonaro e de sua ex-mulher Ana Cristina Valle foi além da disputa pela guarda do filho. No processo de separação há acusações de furto de cofre, ocultação de bens e relatos de comportamento explosivo. Segundo o jornal, os termos do processo de 500 páginas obtido por uma revista são: ‘desmedida agressividade’ por parte do ex-militar. Segundo o documento, Bolsonaro ocultou milhões de reais em patrimônio pessoal na prestação de contas à Justiça Eleitoral de 2006. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “as informações constam de um processo de cerca de 500 páginas obtido pela revista Veja e revelado na noite desta quinta-feira (27)”. Segundo a revista, Ana Cristina também acusou Bolsonaro de furtar US$ 30 mil e mais R$ 800 mil —sendo R$ 600 mil em joias e mais R$ 200 mil em dinheiro vivo— de um cofre que ela mantinha em uma agência do Banco do Brasil, em 26 de outubro de 2007. Segundo a reportagem, “a ex-mulher também disse no processo que a renda mensal do deputado na época chegava a R$ 100 mil. Para tal, Bolsonaro recebia ‘outros proventos’ além do salário de parlamentar —à época, segundo a Veja, de R$ 26,7 mil como parlamentar e outros R$ 8.600 como militar da reserva. Ela não especificou quais seriam as fontes extras”. A matéria ainda lembra: “em janeiro deste ano, a Folha mostrou o aumento de patrimônio registrado por Bolsonaro e seus filhos —e como adquiriu imóveis por preços abaixo do valor de mercado”. Quem é Bolsonaro?Aos olhos de seus seguidores, é o salvador da pátria, o mito, o único homem capaz de pôr ordem no país. Seus críticos, porém, o veem como um perigo para o Brasil e sua incipiente democracia. Depois de quase 30 anos na Câmara, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deixou de ser um personagem folclórico parar virar um fenômeno a ser levado a sério. Desde março, o capitão reformado do Exército aparecia na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, e assumiu a liderança, após a saída do ex-presidente Lula do páreo.Vendendo-se como um homem acima de qualquer suspeita, ele apresenta produção legislativa pífia em três décadas de Câmara, onde nunca ocupou cargo de destaque, sempre integrou o chamado baixo clero e é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua atuação parlamentar. Visto como novidade, ele projeta entre os seus fãs uma imagem de herói em tudo diferente do que ele foi como político até agora. O mito de pés de barroDesiludido com a política tradicional, o Brasil assiste à ascensão de um personagem que desperta sentimentos contraditórios, mas é tratado como “mito” por seus admiradores.Capitão reformado do Exército, vende-se como homem acima de qualquer suspeita. Mas suas três décadas de trajetória política são bem menos épicas do que supõem muitos dos seus seguidores. Já usou verba da Câmara para custear despesas durante viagens em que teve atividades de pré-candidato a presidente. Tornou-se objeto de atenção pública, pela primeira vez, acusado de planejar a explosão de bombas em instalações militares.Sua produção legislativa é pífia. Nunca ocupou cargo de destaque na Câmara. Sempre integrou o chamado baixo claro, grupo de congressistas com pouca projeção, e é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua atuação parlamentar. Um dos seus trunfos é que jamais foi envolvido em qualquer caso de corrupção. Mas foi alvo de várias acusações criminais. No portal do Supremo, aparece como réu em duas ações penais, nas quais é acusado de injúria e apologia do estupro por ter afirmado, na Câmara, que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Em 2015, foi condenado pela Justiça a indenizar a parlamentar em R$ 10 mil pela mesma razão e também a indenizar em R$ 150 mil o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Ministério da Justiça, por fazer declarações homofóbicas num programa de TV. A decisão foi confirmada este ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).Incógnita ambulanteEmbora atue como parlamentar há quase 30 anos, Bolsonaro é um grande desconhecido para diversos setores da economia e da sociedade. O deputado – que chegou a declarar que, se fosse eleito presidente, entregaria metade do ministério aos militares – é uma incógnita ambulante. A habilidade dele para criar conflitos é tão grande quanto a desconfiança sobre sua capacidade de governar o país.Sempre que é instigado a falar de assuntos mais complexos, como economia, esquiva-se e volta a sua artilharia verbal aos inimigos de sempre: negros, mulheres, gays, “bandidos”, adolescentes, sem-terra, entre outros. A virulência das declarações do deputado é objeto de repulsa e, ao mesmo tempo, de admiração, conforme o público que as recebe. Cada vez mais popular, surfa na onda de decepção com políticos e partidos tradicionais, como o PT e o PSDB.Três décadas, uma leiBolsonaro promete “endireitar” o país, mas tem dificuldade para demonstrar eficiência. Na Câmara desde 1990, teve apenas um projeto de sua autoria convertido em lei (a de n° 10.176, de 2001). A proposta, apresentada por ele em 1996, prorrogou benefícios fiscais para o setor de informática e automação.Em quase três décadas como deputado, nunca relatou proposições de destaque nem presidiu comissões ou liderou bancada. Na área da segurança pública, sua principal bandeira, não emplacou qualquer sugestão. O deputado já passou por quatro partidos e, atualmente, procura o quinto para sua candidatura presidencial. Seus dias no PSC estão contados desde que brigou com a direção nacional da legenda, que considera suas posições radicais demais, mesmo para um partido com base

Lewandowski pede que julgue prisão em 2ª instância com urgência

 RICARDO LEWANDOWSKI LIBERA PARA JULGAMENTO RECURSO DE LULA CONTRA PRISÃO – O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu nesta quinta-feira (27) para julgamento em plenário o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a decisão que autorizou a sua prisão em abril deste ano. Há duas semanas, Lewandowski pediu vista (mais tempo para análise) do recurso , que estava em julgamento no plenário virtual. O placar estava em 7 a 1 contra o pedido de Lula para ser solto sob o argumento de que o juiz não indicou os motivos para a necessidade de prender o ex-presidente. Ao devolver o recurso para julgamento em plenário, Lewandowski sugeriu ao presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que marque, antes do recurso, a análise das ações que pedem para impedir a prisão após condenação em segunda instância. “Permito-me sugerir a Vossa Excelência que restabeleça a ordem natural das coisas, pautando as ações declaratórias de constitucionalidade 43 e 44 9 [sobre prisão após segunda instância] o mais brevemente possível, na linha da jurisprudência consolidada nesta Suprema Corte, no sentido de que a análise de processo concentrado sempre deve proceder o exame de processos de índole subjetiva sobre o mesmo tema”, afirmou o ministro. Nessa quarta, Lewandowski paralisou o julgamento de outro recurso de Lula que estava sob análise no plenário virtual. A defesa tenta suspender os efeitos da condenação no caso do triplex do Guarujá com base na decisão liminar (provisória) do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que requereu ao Brasil para garantir os direitos políticos de Lula.

STF nega para milhões de pobres, sem acesso à informação, o direito de votar

 Supremo Tribunal Federal ratifica cassação da cidadania eleitoral dos mais pobresPor 7×2, o STF confirmou a validade de lei que permitiu o cancelamento de aproximadamente três milhões e seiscentos mil de títulos eleitorais, pelo TSE, pela não-realização da biometria, em julgamento realizado no dia 26.09.2018. Pelo que foi divulgado na mídia logo após o julgamento, inclusive por síntese dos fundamentos pelo próprio site do STF e pelo já disponibilizado voto vencido do Ministro Lewandowski, o Tribunal não considerou esse procedimento inconstitucional e, ainda, considerou inviável que, a duas semanas das eleições, algo distinto fosse adotado. A decisão foi tomada em ação movida pelo PSB (ADPF 541). Por Paulo Iotti – Justificando  A decisão é simplesmente lamentável e constitucionalmente intolerável. Como dito pelo Professor e Advogado Daniel Sarmento, em sustentação oral pelo PSB, e pelo voto vencido do Ministro Lewandowski, burocracias estatais de tecnocratas do TSE não podem inviabilizar o constitucionalmente indispensável direito ao voto, por ser um dos mais importantes instrumentos para o exercício da cidadania (embora, obviamente, não seja o único). Sobre o argumento pragmático de que seria “inviável”, a duas semanas das eleições, reverter o cancelamento dos títulos eleitorais em questão, ele improcede. Ora, o cancelamento se deu por ato administrativo de ofício do TSE. Bastava recadastrar os mesmos títulos, se não fosse possível simplesmente “cancelar o cancelamento” (algo tecnicamente possível em diversos casos na informática). Bastava permitir o direito de voto no dia da eleição e intimar o(a) eleitor(a) do dever de realizar a biometria, em determinado prazo. O poder normativo da Justiça Eleitoral permitiria facilmente o TSE normatizar essa questão, se quisesse. Bastava vontade política. Sem falar que, se a situação chegou a esse ponto, foi por intolerável negligência do próprio TSE, de não tomar medidas normativas e práticas para evitar isso desde o início do ano, sabedor que era que essa situação iria acontecer. Faltou vontade política ou competência ao TSE neste tema, portanto. A decisão é ainda extremamente insensível ao drama da população mais pobre do país. Dos mais de 3 milhões de títulos cancelados, a maioria é das Regiões Norte e Nordeste, notoriamente as mais pobres do país. Em Nos rincões do país, não há internet, televisão e nem mesmo rádio. A informação simplesmente não chega. É de uma insensibilidade teratológica a pura e simples presunção absoluta do STF de que todas essas pessoas “sabiam”, com dois anos de antecedência, do dever de se recadastrarem biometricamente e não o fizeram por pura e simples negligência (é a consequência lógica da argumentação da maioria do Tribunal). Aliás, se presunção fosse haver, deveria ser em sentido contrário, pois é notório que, nos rincões do país, as informações não chegam da forma claramente presumida pela maioria do STF – e fatos notórios não precisam ser provados, à luz do disposto no art. 374, I, do Código de Processo Civil, devendo o Judiciário julgar pelas máximas da experiência ordinária, que apontam no mesmo sentido, consoante o art. 375 do mesmo diploma legal. Logo, embora seja evidente que o prévio alistamento eleitoral é requisito para exercício da democracia, como afirmado pelo Tribunal – ocorre que as pessoas em questão já estavam cadastradas e tiveram seus títulos eleitorais cancelados, no contexto de insensibilidade à realidade objetiva dos rincões do país já explicitado. Incrível, ainda, a insensibilidade sobre o impacto desproporcional dessa situação na população mais pobre, portanto. O formalismo exacerbado por pura presunção absoluta de que a “ampla divulgação” teria chegado a todos os rincões do país é simplesmente inaceitável. É fato objetivo facilmente constatável que a população mais pobre será a prejudicada por isso. Evidente a violação dos princípios da igualdade e da proporcionalidade que a maioria do STF simplesmente não quis ver por puro formalismo.Como dito pela petição inicial, trata-se de “medida desproporcional em sentido estrito, uma vez que o benefício perseguido, redução das fraudes, não supera o ônus gerado pela medida: possibilidade real de interferir sobre o resultado do pleito eleitoral e colocação do resultado das eleições e da sua legitimidade sob suspeita”, ao passo que esse cancelamento “produz impacto maior sobre os grupos mais pobres e vulneráveis, gerando verdadeiro efeito censitário sobre o exercício do voto e violando, também por isso, o princípio da igualdade”, de sorte que “não [é] legítima a exclusão de mais de 3 milhões de eleitores por razões meramente burocráticas – o que implica violação aos princípios democrático, da igualdade, da proporcionalidade e do devido processo legal” (apudSTF, voto do Ministro Lewandowski). Especialmente porque a biometria serve para aumentar a segurança para a identificação do(a) eleitor(a), o que poderia ser facilmente feito pela tradicional apresentação física de documento de identidade e título eleitoral. Reiterando, nos termos dos itens 7 e 8 da petição inicial: “É sabido que as pessoas pobres têm menor acesso à informação e maior dificuldade de cumprir as exigências burocráticas ditadas pelo Estado. Nesse cenário, tudo indica que a maioria dos eleitores privados do direito ao voto é de cidadãos humildes. A aplicação das normas impugnadas tende a produzir verdadeiro efeito censitário sobre os pleitos eleitorais, notadamente o de 2018”, pois “convém recordar que a diferença de votos entre os candidatos a Presidente da República no 2º turno das últimas eleições gerais foi de menos de 3,5 milhões de votos. Além de eventual impacto sobre os resultados das eleições para o Congresso Nacional, Assembleias Estaduais e Chefias dos Executivos estadual e federal, ganha relevo o simples fato de que mais de 4 milhões de cidadãos brasileiros não poderão exercer o direito de votar em razão única e exclusivamente de não terem realizado o cadastramento biométrico. Trata-se de cenário que pode comprometer a própria legitimidade do pleito eleitoral”. Citou, ainda, decisão do próprio STF, na 4467 MC, onde se decidiu que “Exigências cartorárias não podem se sobrepor ao objetivo maior da Constituição. Pelo contrário, a consolidação do regime democrático brasileiro deve vir acompanhada de progressivos esforços normativos para a ampliação da participação dos cidadãos nas eleições, de modo que essas reflitam com a maior precisão possível a vontade

Câmara de Moc protesta contra o fim do rodízio no abastecimento de água

 – ATO DE CAMPANHA –  Vereadores farão audiência pública para criticar fim do racionamento de água em Montes Claros  * Por Waldo Ferreira Um misto de ignorância e má fé marcou os pronunciamentos dos vereadores Cláudio Prates (PTB), presidente da Câmara Municipal, Soter Magno (PP), Ailton Soares (PHS), Maria Helena Quadros (PPL), Ildeu Maia, Marlon Bicalho (PTC) e Valdivino Antunes (MDB), durante reunião ordinária da Câmara de terça-feira (25). Com claro objetivo eleitoral, eles aprovaram requerimento de autoria do presidente da Casa e realizarão nessa quinta-feira (27) audiência pública para questionar o fim do racionamento de água em Montes Claros, beneficiada pela obra de captação de água do Rio Pacuí. Eles acusam a Copasa de dar fim ao racionamento por razões políticas, considerando o período eleitoral. Mas, o objetivo deles é justamente prejudicar o governador Fernando Pimentel (PT), candidato à reeleição, e fazer campanha para o tucano Antônio Anastasia. Nos pronunciamentos, também acusam a população de ter passado a consumir mais água. Somente o vereador Daniel Dias, do PCdoB, defendeu o Estado. Prates foi um que criticou os moradores, dos quais quer o voto, visto que é candidato a deputado federal. Ele disse que as pessoas estão gastando água demais. Os outros fizeram discursos alarmistas, dizendo que faltará água depois das eleições. E questionaram o contrato de concessão da Copasa com o Município.Há muita ignorância, aliada à vontade de explorar o assunto politicamente. E nisso os vereadores de Montes Claros são especialistas. A captação, feita a partir do Pacuí, em Coração de Jesus, não prejudica o abastecimento humano e dos animais e nem a agricultura nas comunidades em torno dele. Só a água excedente – que sobra após atendidas essas necessidades é que está sendo captada. Outro detalhe é que, quando foi iniciada, em agosto do ano passado, já era previsto que a finalização da obra seria em agosto deste ano. Ou seja, foi tudo feito dentro do cronograma preestabelecido. A adutora vai abastecer apenas 30% dos moradores de Montes Claros, livrando a cidade da falta d`água nos períodos de crise hídrica. Critérios rigorosos na execução da obra também evitaram os impactos ambientaisNão faz sentido os vereadores criticarem uma obra de importância vital para as pessoas, que deveria ter sido feita por governos anteriores, principalmente os do PSDB, que eles apoiam.  * Jornalista e colaborador do EM CIMA DA NOTÍCIA

Serviçal de Temer ignora seus crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

 DODGE RECUA E NÃO VAI APRESENTAR TERCEIRA DENÚNCIA CONTRA TEMER  – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta terça-feira, 25, parecer ao Supremo Tribunal Federal em que pede a suspensão do inquérito que investiga se Michel Temer recebeu propina da Odebrecht. Segundo informações do colunista Bernardo Mello Franco, Dodge considera que o presidente não pode ser responsabilizado por atos anteriores ao seu mandato. A PGR pediu ao ministro Edson Fachin que a parte do inquérito relativa aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) seja enviada para o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF). Em relatório concluído no início do mês, a Polícia Federal (PF) apontou indícios de que Temer cometeu os crimes corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Padilha foi acusado dos mesmos crimes e Moreira, de corrupção passiva. Os três negam as acusações.

Para incriminar o PT, Polícia Federal irá procurar cifre na cabeça de cavalo

 PF ABRE NOVO INQUÉRITO DA FACADA NA ‘LINHA BOLSONARO’  – A Polícia Federal abriu um segundo inquérito para alegadamente “aprofundar as investigações” sobre a facada de Adélio Bispo de Oliveira em Jair Bolsonaro em 6 de setembro em Juiz de Fora. O anúncio foi feito um dia depois de Bolsonaro ter criticado a PF por ter concluído o inquérito do caso concluindo Adélio agiu sozinho. O candidato deu uma entrevista a um veículo de extrema-direita no hospital Albert Einsten manifestando sua contrariedade com o resultado do inquérito e exigindo que a apuração indique uma “trama”. A hipótese de manipulação política do episódio a serviço de Bolsonaro voltou à cena, depois de afastada pela conclusão do primeiro inquérito. A investigação agora é sigilosa e comandada pela PF em Minas Gerais, onde ocorreu o atentado. A nova frente de investigação se debruçará, segundo a própria PF, sobre suspeitas de motivação política e de possíveis coautores -exatamente o que pretende Bolsonado. De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, os agentes policiais farão uma devassa nos últimos dois anos da vida de Bispo e mapear qualquer relação dele com outras pessoas que possam indicar a participação de mais pessoas no ataque. O delegado federal Rodrigo Morais e sua equipe não encontraram indício de que o autor da facada tenha agido a mando de outra pessoa ou em grupo. Foram ouvidas mais de 30 pessoas. Também houve quebrar dos sigilos financeiro, telefônico e telemático de Adelio. Tudo caminhava para um desfecho sereno. A decidira adiantar a apresentação das conclusões do primeiro inquérito sobre o crime, com os dados sendo apresentados apresentados nesta sexta-feira (28) em uma entrevista à imprensa, em Brasília, e não mais no dia 5 de outubro, como estava programado, numa agenda que tinha evidentes reflexos sobre o peito. O que parecia caminhar para o fim volta a alimentar as esperanças da extrema-direita de causa um incidente nas eleições.

Pressentindo a derrota, o coiso ataca a Polícia Federal no caso Adélio

 – Em sua primeira entrevista após o atentado que sofreu no último dia 6, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) passou a atacar a Polícia Federal. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, realizada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, candidato chorou e disse ter convicção de que seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira, não agiu sozinho. A entrevista foi concedida poucas horas antes da divulgação da pesquisa Ibope, onde Bolsonaro aparece atrás de Fernando Haddad, candidato do PT, nas simulações de segundo turno. “Não acredito que ele agiu sozinho, ele não é tão inteligente assim. Ele foi para cumprir a missão, me tirando de combate, os três próximos candidatos são todos parecidos”, criticando o relatório da PF que diz que o Adélio agiu sozinho no ataque.Ele ainda defendeu penas mais duras como forma de frear a criminalidade. “Estou vivo por milagre. Quem comete um crime precisa ser punido conforme a lei e sem dar ouvidos para entidades de direitos humanos. Eles falam que preso vive em más condições, mas em más condições estaria a minha família se eu tivesse morrido”, disse o candidato.

IBOPE: Haddad cresce 3 pontos e vai a 22%; Bolsonaro estaciona

 – O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, cresceu três pontos na pesquisa Ibope divulgada no início da noite desta segunda-feira 24. Haddad registrou 22% das intenções de voto, diminuindo a vantagem sobre Jair Bolsonaro, que estagnou em 28% desde o último levantamento, divulgado na última terça-feira 18. O terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), manteve 11%, à frente de Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 7% para 8%, e de Marina Silva, que oscilou de 6% para 5%. Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para todos os adversários, com exceção de Marina Silva, com quem empata. Numa disputa entre Haddad e Bolsonaro, o candidato do PT venceria com 43% das intenções de voto, contra 37% do deputado. Os números da pesqusia anterior mostravam os dois empatados, com 40% cada um. A vantagem de Bolsonaro sobre Haddad, desde que o petista foi oficializado candidato, no dia 11 de setembro, caiu de 18 para 6 pontos. O candidato do PT é agora o único presidenciável que apresenta tendência de alta em toda a série de cinco pesquisas Ibope divulgadas desde 20 de agosto. O Ibope foi às ruas entre os dias 22 e 23 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 178 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. GEORGE MARQUES: “É MELHOR JAIR SE ACOSTUMANDO COM A DERROTA” O jornalista George Marques comentou os dados da pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira, 24, que mostra crescimento do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, com 22%, e estagnação do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL), com 28%. “É melhor Jair se acostumando com a derrota. Rejeição a Bolsonaro cresceu 4 pontos em uma semana: de 42% para 46%. No mesmo período a de @Haddad_Fernando subiu de 29% para 30%. Como o Ibope de hoje não os agrada, agora os bolsominions dirão que é um instituto comunista/esquerdalha”, diz Marques pelo Twitter.

Investigação da PF sobre Adélio dificulta armação da direita contra PT

 Caem por terra dois pilares da trama de setores da direita e da extrema-direita que tentam criar uma farsa política às vésperas do primeiro turno; investigação da PF sobre Adélio, o agressor de Bolsonaro indicam: o “dinheiro suspeito” nas contas dele nada tem de suspeito e o “cartão internacional” foi emitido automaticamente pelo banco e nunca desbloqueada  – O rumo das investigações sobre o ataque a faca perpetrado por Adélio Bispo de Oliveira contra Bolsonaro está dificultando a armação da extrema-direita que tenta criar uma farsa para as vésperas do segundo turno. O objetivo é inventar uma “trama política” com o objetivo de atingir o PT, como tem sido usual nas campanhas eleitorais desde a de 1989. Um dos aspectos centrais da armação era a notícia, divulgada com insistência por duas publicações de extrema-direita, O Antagonista e o Estado de S.Paulo, era a versão de que haveria uma série de “depósitos suspeitos” na conta bancária de Adélio e que ele teria um “cartão internacional”. A investigação demoliu a boataria. Quanto ao “dinheiro suspeito”, boato que pretendia lançar a ideia de que alguma organização política de esquerda do país estaria patrocinando Adélio, a investigação concluiu que o dinheiro em sua conta tem “origem sustentável”, como uma rescisão trabalhista por um emprego em Santa Catarina, e remuneração pelo trabalho de garçom, pelo qual recebia cerca de R$ 70 por dia. Quanto à história do “cartão internacional”, que tinha como objetivo criar uma história de uma ação da “esquerda mundial” contra Bolsonaro, a PF apurou que o cartão de crédito internacional encontrado em poder de Adélio na verdade nunca foi utilizado e foi emitido automaticamente pelo banco em uma conta-salário de outra empresa em que ele trabalhou. Adélio tentou matar Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) no último dia 6 e é uma pessoa com graves problemas emocionais. A hipótese da armação às vésperas das eleições diminuiu, mas depois que do fez Veja com a famosa capa “Eles sabiam” distribuída como panfleto no dia do segundo turno em 2014 e outras iniciativas criminosas da direita e da mídia conservadora, é bom ficar de olhos bem abertos. Leia mais aqui. Quem é o autor do ataque a BolsonaroAdélio Bispo de Oliveira, 40, foi preso em flagrante após atacar com uma faca o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Após o ataque, ele chegou a ser agredido por partidários do candidato, e foi preso em seguida, levado para a delegacia da Polícia Federal. Até o momento pouco se sabe sobre o que teria motivado a agressão: de acordo com policiais que estavam presentes no momento da prisão, Oliveira teria dito que cometeu o crime “a mando de Deus”, segundo a TV Globo. Uma página do Facebook atribuída a ele traça um perfil confuso deste mineiro de Montes Claros. Perfil de rede social atribuído a Adélio Bispo de Oliveira é repleto de teorias conspiratórias maçônicas Lá constam críticas ao capitão da reserva, à classe política de forma genérica e à maçonaria (“Deveria serem (sic) todas lojas maçônicas do país incendiadas por completo”, escreveu). Os posts dedicados a Bolsonaro são vários, de memes a críticas diretas. “A aprovação de Bolsonaro é maior entre os menos estudados, ou seja só analfabetos e semi analfabetos votam em Bolsonaro”, escreveu em julho deste ano. Também na rede social ele postou fotos suas em um ato contra o presidente Michel Temer, no qual aparece ao lado de cartazes com os dizeres “Fora Temer” e “Políticos inúteis”. A maçonaria era um tema recorrente para ele na rede. “Na maçonaria a maior parte dos maçons não passa do terceiro grau, servindo de capachos para os mais graduados, e para lhes satisfazer certas vaidades e serviços exclusos (sic)”. Ele também acusava Temer, o ex-prefeito João Doria (PSDB) e o Movimento Brasil Livre, de serem parte da organização – “Tá aí o MBL, um movimento de direita privatista, anti-Estado e maçônica!”. Em julho deste ano ele fez check-in em um clube de tiro localizado em Florianópolis, onde ele possivelmente morou durante alguns meses deste ano. Uma sobrinha de Oliveira ouvida pelo BuzzFeed afirmou que ele atuava como missionário evangélico, e que estava afastado da família há alguns anos. “Ele tinha ideias conturbadas”, disse. Oliveira foi filiado ao PSOL de Uberaba entre 2007 e 2014, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral. O partido divulgou uma nota de repúdio ao ataque contra Bolsonaro. Oliveira respondia a um processo pelo crime de lesão corporal supostamente cometido em 2013, de acordo com a polícia mineira. Em 2017 ele acionou a Justiça do Trabalho em um processo contra uma empresa pelo não pagamento de verbas indenizatórias. A reportagem não conseguiu contato com nenhum de seus advogados listados na ação.