Os acervos perdidos no Museu Nacional – Por Thomas de Toledo

Uma tragédia sem precedentes é o incêndio no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Seu presente de 200 anos foram cortes orçamentários que levaram à completa destruição de 20 milhões de peças. O museu mais antigo do país, onde funcionou a sede da Monarquia, foi abaixo pela irresponsabilidade de como as autoridades vêm tratando a memória histórica e o conhecimento. Perdemos um acervo histórico, arqueológico, antropológico, etnográfico e de História Natural respeitável internacionalmente.Tínhamos a maior coleção egípcia da América Latina, com múmias intactas dentro de seus sarcófagos. Acervo africano, americano pré-colombiano, grego, mediterrâneo, do Brasil pré-histórico e fósseis até mesmo da mais antiga brasileira já encontrada: Luzia. Havia ainda animais desde a explosão cambriana, dinossauros, a megafauna do pleistoceno, como a preguiça gigante e até mesmo milhares de borboletas. Perdemos uma biblioteca insubstituível, com obras raríssimas como os livros da expedição de Napoleão no Egito e o diário de viagem de Dom Pedro II às pirâmides e a Luxor. Pesquisas em andamento viraram pó. A memória e a ciência brasileira e mundial estão em luto. Uma dor irreparável! Que nestas eleições, haja um compromisso dos políticos com a memória, a história e a ciência. Minha solidariedade a todos os trabalhadores e pesquisadores. Prof. Thomas de Toledo, doutorando em Arqueologia pelo MAE/USP
Barroso atende Alexandre Frota e foi chamado de frouxo e enrustido

Ministro do TSE e relator do registro de Lula votou pela inelegibilidade do petista, atropelando decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU e acatando pedidos de pessoas como o ator pornô Alexandre Frota e Kim Kataguiri Ao iniciar sua fala, afirmou que “as instituições no Brasil estão funcionando normalmente”.Ao longo de seu voto, fez elogios à Lei Ficha Limpa, falou de moral e ressaltou que não está sendo realizado “um novo julgamento de Lula” e que não estava em jogo ali “o legado político do ex-presidente”. Contudo, o ministro atropelo a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que o Brasil mantivesse os direitos políticos de Lula. “Decisões do Comitê têm caráter de recomendação e não possuem efeito vinculante”, afirmou Barroso, apesar de inúmeros juristas e a própria ONU dizerem o contrário.Ao determinar a inelegibilidade de Lula, o ministro acolheu integralmente pedidos de impugnação apresentados por pessoas como Jair Bolsonaro (PSL) e o líder do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri. Sua decisão também atendeu parcialmente ao pedido do ex-ator pornô Alexandre Frota.Pelo Twitter, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que é advogado e ex-presidente da OAB-RJ, disparou contra Barroso: “Barroso mostra o que sempre foi: um frouxo de nariz empinado. Um fascistinha enrustido. Um voto destituído de fundamentação jurídica válida é revestido de cinismo. Atendeu a pedidos de um ator pornô e de um pivete fascista”.
Dilma Rousseff responde Marina: antes dissimulada, agora difamadora

“De tanto se esconder e se omitir dos problemas do país, a ex-senadora Marina Silva, que sempre foi dissimulada, agora difama”, escreveu Dilma Rousseff em seu Twitter Em seu perfil no Twitter, a candidata ao Senado pelo PT de Minas Gerais e ex-presidente, Dilma Rousseff, rebateu na noite deste sábado (1º) a afirmação da candidata à Presidência da Rede, Marina Silva, de que Dilma e Temer eram “farinha do mesmo saco”. A declaração foi feita na sabatina do Jornal Nacional, nesta quinta-feira (30). “De tanto se esconder e se omitir dos problemas do país, a ex-senadora Marina Silva, que sempre foi dissimulada, agora difama. Fui vítima de um golpe cometido por uma aliança acusada de corrupção e gravada querendo o golpe para ‘estancar a sangria’”, escreveu Dilma no microblog. A ex-presidente continuou, de forma incisiva: “Um golpe e um governo golpista que a ex-senadora Marina nega existir, mas que apoiou e continua apoiando. Fui vítima do golpismo do senador Aécio Neves, que não soube perder a eleição. Candidato apoiado pela ex-senadora Marina, que lutou para elegê-lo, mesmo o conhecendo bem”. “Por isso, as avaliações da ex-senadora procuram esconder sua notória omissão e seus equívocos políticos. Assim, não lhe reconheço qualquer autoridade política e ética para me avaliar”, concluiu Dilma.
SINDIFISCO desmascara o serviçal de Aécio e relator do golpe contra Dilma

ANASTASIA TENTA PASSAR IMAGEM DE BOM GESTOR, MAS DADOS MOSTRAM O OPOSTO – O marketing do tucano Antonio Anastasia, candidato de Aécio Neves ao governo de Minas Gerais, tenta apresentá-lo como “bom gestor” na campanha. A estratégia dos marqueteiros é afastar sua imagem das diversas denúncias existentes contra seu padrinho político e de sua trajetória no Senado, onde Anastasia sempre votou contra o interesse da maioria dos brasileiros e a favor do golpe. Entretanto, dados publicados pelo Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado (SINDIFISCO-MG) derrubam a imagem de bom gestor de Anastasia. As informações foram veiculadas na revista de economia e negócios mineira Mercado Comum, em 2012, quando o aecismo já governava Minas Gerais há dez anos. No período, o Brasil avançava em todos os indicadores, assim como a maioria dos estados do país, portanto o retrocesso que se verificava em Minas Gerais pode apenas ser creditado às irresponsabilidades das gestões Aécio e Anastasia. Confira algumas delas: 1. O crescimento do PIB foi o 22º lugar no Brasil (leia aqui). 2. A dívida pública do estado é a segunda maior e mais cara do País, perdendo apenas para a do Rio Grande do Sul; os governos Aécio e Anastasia esconderam por oito anos essa “bomba relógio” (leia aqui). 3. Crescendo abaixo da média nacional, Minas perde prestígio político e econômico (leia aqui). 4. Minas ocupa o 24º lugar em gastos com educação em 2011. 5. Na saúde, em 2011, Minas Gerais também o 24º do País, em termos de gastos. 6. Despesas com publicidade (só do Executivo) subiram, em dez anos, 462% (excluídos os gastos de marketing da administração indireta: Cemig, Copasa, Codemig, etc.). 7. Passivo a descoberto: se o Estado vender todos seus bens e direitos e pagar o que deve, ainda sobraria um “papagaio” de quase R$ 44 bilhões para os contribuintes quitarem (leia mais). Além de apontar a responsabilidade de Anastasia como gestor – pois durante todo o período no governo do Estado, ele foi o responsável pela gestão, primeiro como Secretário de Estado do Planejamento e, depois, ocupando cargo de governador – os dados do SINDIFISCO-MG também alertam para a visível tentativa de esconder a culpa do aecismo e seu descaso com Minas Gerais, através da exagerada elevação dos gastos com publicidade. O índice de despesas com propaganda foi o único que aumentou no estado no período do tucano, agora candidato a deputado federal.
APÓS TSE, HADDAD DIZ QUE CHAPA DO PT ESTÁ MANTIDA

– O candidato a vice-presidente na chapa de Lula, Fernando Haddad, afirmou neste sábado 1º, durante viagem por Pernambuco, que a chapa do PT está mantida, mesmo depois da decisão por 6 a 1 de impugnar a candidatura do ex-presidente e dar dez dias de prazo ao partido para que apresente outro candidato. “Como não há comunicação com ele nos fins de semana, temos que conversar na segunda-feira pela manhã e levar a ele o quadro jurídico diante da desautorização da candidatura”, disse Haddad em visita a Garanhuns, cidade natal de Lula, a 225 km de Recife. “O cliente é Lula, temos que ouvi-lo”, acrescentou. “A Justiça Eleitoral, nesse caso, talvez não seja a última palavra. Vamos estudar nesse fim de semana quais as possibilidades jurídicas e apresentar ao presidente, para, coletivamente, decidir o que fazer nesses dez dias”, afirmou ainda. O ex-prefeito gravou programa eleitoral na região e concedeu uma entrevista coletiva. PT ANUNCIA RECURSOS E DIZ QUE VAI COM LULA ATÉ O FIM – “Vamos apresentar todos os recursos aos tribunais para que sejam reconhecidos os direitos políticos de Lula, previstos na lei e nos tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Vamos defender Lula nas ruas, junto com o povo, porque ele é o candidato da esperança”, diz nota do Partido dos Trabalhadores, divulgada nesta madrugada. Segundo o texto, a violência do TSE contra Lula “expõe o Brasil diante do mundo como um país que não respeita suas próprias leis, que não cumpre seus compromissos internacionais, que manipula o sistema judicial, em cumplicidade com a mídia, para fazer perseguição política”. Tudo sob a regência da Globo, numa tragédia que trouxe a fome de volta ao País. Leia, abaixo, a nota: NOTA DA COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PT CONTRA A CASSAÇÃO POLÍTICA, COM LULA ATÉ O FIM Diante da violência cometida hoje (31) pelo Tribunal Superior Eleitoral contra os direitos de Lula e do povo que quer elegê-lo presidente da República, o PARTIDO DOS TRABALHADORES afirma que continuará lutando por todos os meios para garantir sua candidatura nas eleições de 7 de outubro. Vamos apresentar todos os recursos aos tribunais para que sejam reconhecidos os direitos políticos de Lula, previstos na lei e nos tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Vamos defender Lula nas ruas, junto com o povo, porque ele é o candidato da esperança. É mentira que a Lei da Ficha Limpa impediria a candidatura de quem foi condenado em segunda instância, como é a situação injusta de Lula. O artigo 26-C desta Lei diz que a inelegibilidade pode ser suspensa quando houver recurso plausível a ser julgado. E Lula tem recursos tramitando no STJ e no STF contra a sentença arbitrária. É mentira que Lula não poderia participar da eleição porque está preso. O artigo 16-A da Lei Eleitoral prevê que um candidato sub judice (em fase de julgamento) pode “efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica”. A Justiça Eleitoral reconheceu os direitos previstos nestas duas leis a dezenas de candidatos em eleições recentes. Em 2016, 145 candidatos a prefeito disputaram a eleição sub judice, com registro indeferido, e 98 foram eleitos e governam suas cidades. É só para Lula que a lei não vale? O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou ao Brasil garantir os direitos políticos de Lula, inclusive o de ser candidato. E o Brasil tem obrigação de cumprir, porque assinou o Protocolo Facultativo do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. E o Congresso Nacional aprovou o Decreto Legislativo 311 que reconhece a autoridade do Comitê. O TSE não tem autoridade para negar o que diz um tratado internacional que o Brasil assinou soberanamente. É falso o argumento de que o TSE teria de decidir sobre o registro de Lula antes do horário eleitoral, como alegou o ministro Barroso. Os prazos foram atropelados com o objetivo de excluir Lula. São arbitrariedades assim que geram insegurança jurídica. Há um sistema legal para os poderosos e um sistema de exceção para o cidadão Lula. Em uma semana que envergonhará o Judiciário para sempre, a cúpula desse Poder negociou aumento de 16,4% nos salários já indecentes de ministros e juízes, sancionou a criminosa terceirização dos contratos de trabalho e, agora, atacou frontalmente a democracia, os direitos dos eleitores e os direitos do maior líder político do país. É uma cassação política, baseada na mentira e no arbítrio, como se fazia no tempo da ditadura. A violência praticada hoje expõe o Brasil diante do mundo como um país que não respeita suas próprias leis, que não cumpre seus compromissos internacionais, que manipula o sistema judicial, em cumplicidade com a mídia, para fazer perseguição política. Este sistema de poder, fortemente sustentado pela Rede Globo, levou o país ao atraso e o povo ao sofrimento e trouxe a fome de volta. A candidatura do companheiro Lula é a resposta do povo brasileiro aos poderosos que usurparam o poder. Lula, e tudo o que ele representa, está acima dos casuísmos, das manobras judiciais, da perseguição dos poderosos. É com o povo e com Lula que vamos lutar até o fim. Lula Livre! Lula Candidato! Lula Presidente! COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
Barroso refundou a república. Agora, ela é definitivamente bananeira

* Por Gustavo Conde O ministro do STF, Luís Roberto Barroso não suportou a pressão da Rede Globo e do clima persecutório que ainda grassa nos corredores do STF e do TSE. Fraco, ele fez sua escolha. Optou pelo suicídio biográfico e pelo icônico gesto do viralatismo brasileiro de colocar o rabo entre as pernas – não sem antes abaná-lo para os nichos conservadores de poder. Barroso ostenta uma expressão cansada, triste, tensa, pesada. Suas olheiras acusam não o excesso de trabalho, mas o excesso de pressão, o sufocamento que sofre de pares e do submundo da política brasiliense. O poder judiciário brasileiro deu mais um salto no abismo, a despeito de suas proezas recentes: é o mais caro e impopular poder judiciário do mundo. Posição de liderança alcançada pelo mais violento lawfare já produzido na história, case técnico para estudos futuros no mundo civilizado do direito. Acovardado, o poder judiciário brasileiro se junta, agora, oficialmente ao governo golpista usurpador e se transforma em um pária internacional, afrontando a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU. Com a violência impugnatória, Luís Roberto Barroso se juntou ao presidente da Nicarágua Daniel Ortega que, ao mesmo momento histórico da tensa América Latina, expulsou a missão de Direitos Humanos da ONU de seu país. Barroso e ministros do TSE pisaram fundo na lama do judiciário e aguardam agora a conta chegar – porque eles sabem que ela chegará, como sempre chega a quem pratica crimes contra a democracia e contra a própria letra do direito que lhes acolhe. A leitura ‘neolombrosiana’ de Barroso soma-se, agora, a de Temer, Cunha, Geddel, FHC, Aécio e Alckmin. Trata-se de uma feiura moral, que se alastra pela tez e pela ossatura facial. São expressões de medo e de terror. São expressões da catástrofe. São expressões da miséria humana. Em seu filme sobre o processo que levou Georges Jacques Danton à morte, nos interstícios da Revolução Francesa, o diretor polonês Andrzej Wajda trata a expressão cênica de Maximilien Robespierre – magistralmente vivido pelo ator Wojciech Pszoniak – com aguda inteligência visual-cinematográfica. Robespierre emerge em cena com uma expressão de dor, medo e ódio represados. Sempre suado, cansado e despenteado, o “incorruptível” acumula gestos erráticos e vingativos que levaria Danton à guilhotina cuja lâmina também seria o seu destino. Essa é a estética facial do golpe brasileiro, que atingiu seu cume com a canastrice penteada de Barroso. Há mais elementos grotescos no interminável filme de horror brasileiro, como Fux e Alexandre de Moraes. Carolina Lebbos, Sergio Moro e Deltan Dallagnol também se juntam a essa estética kitsch do terror com maquiagens pesadas, sorrisos psicóticos e olhares ao infinito a la Mussolini. Luis Roberto Barroso refundou a república. Agora, ela é definitivamente bananeira. *Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247 .
O tempo dos canalhas. Por Fernando Brito, do Blog Tijolaço

O ministro Luís Roberto Barroso tem uma visão muito particular da lei. A lei é o que ele quer que seja. Se a lei da ficha limpa prevê que, havendo recurso plausível da condenação em segunda instância, o registro de um candidato deve ser mantido, ele a transforma em uma hipótese que só existe se o STJ ou o STF decretarem esta suspensão. E o diz, apenas por uma razão: a de que não darão tal decisão, não porque não poderiam e até deveriam – dada a evidente politização do processo criminal que condenou o ex-presidente – concedê-la, mas porque o sistema de poder brasileiro, o dinheiro e a mídia, não o permitem. Mas, como disse ontem, Barroso foi ao inacreditável em seu poder de “reescrever a lei”. Embora seja claríssimo que um candidato conserve seu direito mais amplo de concorrer (Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição), Barroso decidiu o contrário. O sub judice, para ele, termina com a decisão dele. Como está cercado de medrosos, sabujos e odiosos, acabou por conduzir o TSE – alguém acredita que Rosa Weber preside alguma coisa? – para a vergonhosa “sessão de conchavo” secreta, para decidir, de forma completamente anti-regimental, por um outra completa ilegalidade: Lula, a quem a lei garanteo direito de ser candidato, não pode aparecer como candidato, Mas pode como apoiador, dando declarações. Desta parte, basta que a Dra. Carolina Lebbos, aquela que manda a PF investigar deputado italiano para saber se ele cometeu o crime de gravar alguma palavra de Lula. Então ficamos assim: Lula pode participar da campanha em áudio e video, só que não pode gravar, uma palavra que seja. Como dizia Tim Maia, a demagogia é pior que que uma mentira, porque é uma “mentira mentirosa”.
Depois do golpe, o Brasil vive sua maior crise política e financeira

HÁ DOIS ANOS, O SENADO AFASTAVA DILMA: O PETRÓLEO FOI ENTREGUE E OS DIREITOS SOCIAIS ACABARAM No dia 31 de agosto de 2016, o Senado brasileiro aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, primeira mulher eleita presidente da República, sob a alegação de “pedaladas fiscais”, abrindo caminho para que Michel Temer chegasse ao poder e desse início à venda do patrimônio e das riquezas nacionais, além da perda de direitos históricos dos trabalhadores e da população. O golpe parlamentar, porém, começou dois anos antes, com a sabotagem feita pelo Congresso, onde o papel do PSDB foi fundamental, que jogou o país no caos ao barrar sistematicamente projetos e travar a pauta de maneira a justificar uma suposta ingovernabilidade e, com o caos, depor uma presidente eleita democraticamente pelo voto popular. O resultado foi rápido. Em apenas dois anos, a camada de petróleo do pré-sal que poderia render um lucro estimado de até US$ 10 trilhões – segundo cálculos do conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae) e funcionário da Comissão Nacional de Engenharia Nuclear (CNEN), Paulo Metri -, acabou sendo vendida por um valor quase irrisório às multinacionais do setor, como Shell e Total. Segundo anunciado pelo Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP a estimativa é até 2054, o Brasil receba investimentos de R$ 1,8 trilhão no setor de petróleo e gás natural, resultando em cerca R$ 6 trilhões para o governo em royalties e participações especiais. O valor, porém, é bem abaixo do potencial real em função da cotação do barril de petróleo no mercado internacional e uma vez que este valor será “suavemente” diluído, em quase meio século. Associado a isto, em nome do combate à corrupção, o país assistiu ao desmonte das principais construtoras do país, o que resultou na paralisação de projetos estruturadores e, por tabela, de setores como o da indústria naval, que acabou por jogar milhares de trabalhadores no desemprego. Atualmente, o país registra 12,9 milhões de desempregados, enquanto cerca de outros 4,8 milhões simplesmente deixaram de procurar uma colocação pela falta de oportunidade. No primeiro ano após o golpe, o governo Temer – que assumiu sob o discurso de colocar o país nos trilhos – registrou um crescimento econômico pífio, onde o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu somente 1% em 2017, na comparação com 2016. Foi implementado um ajuste fiscal, que prevê um déficit gigantesco de até R$ 159 bilhões para este ano, além do congelamento por até 20 anos dos investimentos públicos. Essa situação resultou na volta da fome ao país, problema que hoje afeta cerca de 13 milhões de brasileiros e ameaça colocar o Brasil de volta ao Mapa da Fome da ONU, algo que havia sido colocado fora da órbita durante os governos Lula e Dilma. Com a economia estagnada, sem dar mostras de retomar o crescimento registrado nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff – quando o Brasil passou da 13ª posição no ranking global de economias medido pelo PIB em dólar, segundo dados do Banco Mundial e FMI, ao sexto lugar em 2011, com o PIB crescendo até 2,5% -, o desmonte foi acelerado e justificou a perda dos direitos trabalhistas. O golpe contra Dilma começou na Câmara dos Deputados, com a participação de 41 canalhas de Minas Gerais Em nome da “alavancagem econômica”, foi promovida uma reforma trabalhista sem precedentes que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, o que incluiu que o acordado entre o empregador e o empregado tenha mais força que a legislação contida na Consolidação das Leis Trabalhistas, o que elevou o trabalho informal e a insegurança dos trabalhadores. No campo político, o golpe se apressou em prender o ex-presidente Lula sob uma alegação, sem provas, de que teria obtido vantagens indevidas de empreiteiras. A reação internacional foi rápida e o Comitê de Direitos Humanos da ONU – da qual o Brasil é signatário – emitiu uma resolução que assegura ao ex-presidente o direito de disputar as eleições de outubro. Dilma, que apesar do impeachment manteve os seus direitos políticos, também deverá voltar à vida política. Candidata ao Senado pelo PT em Minas Gerais, ela lidera as pesquisas de intenção de voto, assim com Lula tem a preferência do eleitorado para voltar à presidência. A crise econômica e a perda de direitos somente reforçam a certeza de que o golpe contra Dilma em 2016 teve como objetivo real o desmonte do Estado Brasileiro e a entrega de seu patrimônio às multinacionais, além de atender a interesses internacionais. As eleições de outubro, contudo, são a oportunidade de mostrar que os governos progressistas foram e são capazes de recolocar o país e o seu povo em um patamar mais justo e igualitário. Com Brasil 247
Emprego em risco: STF libera terceirização irrestrita como queriam os patrões

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar a terceirização, independentemente de setor ou atividade, como pediam representantes patronais, a decisão saiu na tarde desta quinta-feira (30/8). Por 7 votos a 4, a Corte acolheu a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 324, ajuizada pela Associação Brasileira do Agronegócio, e o Recurso Extraordinário (RE) 958.252, da empresa Cenibra, de Minas Gerais. O voto decisivo, o sexto, foi dado pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. Em meia hora de exposição, o decano se alinhou àqueles que defendem a liberdade de contratação por parte das empresas. “É certo que a liberdade de iniciativa não tem caráter absoluto”, afirmou Mello, para quem há limitações “que o Estado pode legitimamente impor”, com base no artigo 170 da Constituição, que fala em ordem econômica “fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa”. A maioria desconsiderou a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que vedava a terceirização em atividades-fim. Votaram pela terceirização irrrestrita os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux (relatores), Alexandre de Moraes, Dias Toffoli (futuro presidente do STF), Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Posicionaram-se contra Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Com o resultado já definido, a presidenta da Corte, Cármen Lúcia, fez um voto rápido, em poucos minutos, acompanhando a maioria. Para o ministro Celso de Mello, eventuais abusos na prática da terceirização devem ser “reprimidos pontualmente”. Mas a “construção de obstáculos genéricos” é inadmissível, acrescentou, falando em perda de eficiência produtiva. Sem citar a fonte, o decano disse ainda que há “dados estatísticos” comprovando relação entre crescimento de emprego formal e terceirização. Ele também não viu sinais de precarização e prejuízo ao trabalhador com a adoção dessa prática. Pelo contrário, disse: ele seria prejudicado com a proibição. Segundo ele, na terceirização as empresas contratadas devem adotar as mesmas regras das tomadoras de serviços. “As regras trabalhistas se mantêm preservadas e perfeitamente aplicadas”, afirmou o decano. Não se pode proibir totalmente, acrescentou, apenas porque “algumas empresas pretendem burlar as regras trabalhistas”. Para Cármen Lúcia, a preocupação no debate é saber qual a forma mais “progressista” de se assegurar empregos, direitos econômicos e, principalmente, o direito do trabalhador. Ela discordou dos ministros que associavam a terceirização a uma precarização ou “degradação” do trabalho. Na semana passada, os dois relatores, Barroso e Fux, concordaram com o ponto de vista empresarial, considerando a prática lícita em todas as etapas da produção. Moraes, Toffoli, Gilmar e Mello acompanharam o voto, enquanto Fachin, Rosa, Lewandowski e Marco Aurélio divergiram. O Ministério Público Federal também se manifestou contra a terceirização ilimitada, afirmando que trabalho não é “mercadoria”. Edição: Rede Brasil Atual
Maria Theresa e Rafael – uma união deslumbrante – Por Juca Brandão

Selaram união matrimonial, no sábado, dia 18 de agosto de 2018, a jovem e bela advogada, Maria Theresa Maia Cabral, filha de Gilberto Cabral e de Maria Cleuza Ribeiro Maia Cabral, com o também competente advogado, Rafael Monteiro Guimarães, filho de Edson Guimarães e de Mariza Monteiro Guimarães. O evento religioso e festivo foi realizado às 10 horas daquele dia ameno, onde foram dispensados os leques distribuídos aos convidados. Pois, soprava uma leve brisa dentro da igreja Santa Clara, bairro Morado do Sol em Montes Claros. Este belo templo católico estava magnificamente ornamentado. E antes e durante a cerimônia religiosa, belas canções foram entoadas pelo grupo musical, Cimara Dias, que faz parte do Ministério de Música – Cerimônia Religiosa. Uma das canções bem cantadas foi o “Sol de Primavera” do magistral Beto Guedes, que é montesclarense: “Quando entrar setembro, uma boa nova andar nos campos/ Quero ver brotar o perdão, onde a gente plantou juntos outras vezes/Já sonhamos juntos, semeando as canções no vento! Quero ver crescermos a voz o que faltar sonhar…” Seria bom que no repertório do grupo musical houvesse “Amo Te Muito”, de João Chaves, que morou em Bocaiuva, onde exerceu as funções de rábula e jornalista. E depois se notabilizou como poeta e letrista, em Montes Claros. E que assim, a mesma voz cálida e feminina brindasse aos participantes: “Amo te muito Como as flores amam O frio orvalho Que o infinito chora…” O enlace foi ministrado pelo simpático, paciente, de voz didática e aveludada, padre Dalviney de Jesus, também conhecido por padre Davi, pároco da Paróquia São Norberto de Montes Claros (MG). Muita gente bonita e bem vestida marcou presença, assim prestigiando tal glamoroso acontecimento nupcial. E havia um clima de alegria e contentamento entre os pais, convidados, padrinhos/testemunhas e outros tantos parentes dos nubentes. Muitos vieram de fora da cidade. Do estado do Pará, de Sete Lagoas, de Belo Horizonte e de Bocaiuva. Destaque, para as mulheres – que estiveram, como sempre, superando aos homens. Elas, com as suas belas vestes, longas ou não, coadunando com o importante momento solene. Santo Agostinho se referia sobre o casamento, como a consagração da tríade: proles, fides, sacramentum. Proles, o fim primordial do casamento (filhos); fides, a fé que os cônjuges se devem mutuamente; sacramentum, o instrumento da graça, fazendo da união conjugal um veículo para a santificação. Depois da celebração católica, foi oferecida aos muitos convidados, uma big recepção na Chácara “Viche Maria”, nas cercanias do chamado Trevo de Pirapora. Enfim, “love is all” ou seja: “O amor é tudo” e deve ser, quando possível, eternamente compartilhado pelos dois recém casados, “sem pressas inúteis e pausas estéreis” … Outros dados: Vestido da noiva: Maria Cleuza Ribeiro Maia (mãe da noiva) – Make Up: Stúdio Lola Figueiredo Chaves – Foto: Renato Diniz Fotografia – Filmagem: Paradiso Filmes – Decoração: Romero Decorações – Espaço: Chácara Viche Maria – Buffet: Zilmar Buffet, coordenado por Ivan e Diego – Doces finos: Lacacau chocolates finos – Bolo no pote e doces personalizados: Aidê cakes; Bolo cenográfico: cakelicia by Gian Carlo Barbosa; Topo do bolo: Diego Braga Bolos; Musicos Tatarana Trio, Flavinho Ribeiro; Estrutura de som e DJ: Ug Agência Texto de José Henrique (Juca) Brandão – Bocaiuva –MG-