As ilusões, a intriga e o dever de enfrentar – Por Fernando Brito

Tem gente que acha mesmo que o eleitor flutua como biruta de aeroporto, para um lado e para o outro ao sabor dos ventos da mídia. Sim, é claro que há uma flutuação em função da propaganda – e a mídia é a mais poderosa ferramenta desta propaganda – mas ela não ocorre, salvo muito eventualmente, na formação do essencial na consciência popular. No caso das eleições em curso, este núcleo eleitoral é, provavelmente, muito mais “duro” que em qualquer outro que tenhamos vivido recentemente. Não fosse assim, como explicar que -antes de autoritariamente excluírem seu nome das pesquisas – Lula andasse beirando os 40% das intenções de voto, depois de ter sido amarrado do pelourinho da imprensa e vergastado como poucos por um Judiciário que parece ter um só veredito: o de afastá-lo das eleições? A rigor, era tanta a convicção de que ele estava acabado que – exceto Guilherme Boulos e Manuela Dávila – todos os candidatos se associaram à surra midiática e não perdiam oportunidade de fazer coro aos impropérios dirigidos ao ex-presidente. Os fatos, claro, mostraram que as coisas não eram assim, tanto que, exceto Bolsonaro, agora todos os candidatos querem o espólio dos votos de Lula, alguns mudando – ainda bem – inclusive o tom de seus discursos, como é o caso de Ciro Gomes. Como disse mais cedo, o processo eleitoral – justamente porque o tornaram um pântano de interferências e casuísmos -está começando agora, com iminente formalização de Fernando Haddad como “candidato do Lula”. Ser o candidato do Lula não é o mesmo que “se for o candidato do Lula” na hora de decidir e manifestar o voto. A primeira expressão é uma definição, a segunda, apenas uma possibilidade. Mas, então, porque o PT e Lula insistem com recursos e apelos judiciais que retardam essa substituição e fazem o que os colunistas de política chamam de “dança à beira do abismo”. É tão simples que é esquecido: quem é vítima de uma injustiça deve proclamar sua inocência até a morte, se necessário, ou se curvará a ela. São sutilezas que a decência e a fidelidade do voto do povão têm e a crônica política que muitos de nós, que fazemos análises políticas, não conseguimos compreender. Mas que existem e se provarão. Fernando Brito é edittor do Blog Tijolaço
Em nova decisão, ONU reafirma os direitos políticos de Lula

– O Comitê de Direitos Humanos da ONU acaba de reafirmar, em nova decisão, que os direitos políticos do ex-presidente Lula devem ser garantidos pelo Estado brasileiro. O texto afirma que todas as autoridades brasileiras do “mais alto nível”, estejam elas no Executivo, Judiciário ou Legislativo, devem dar imediato cumprimento à decisão. No entanto, até agora, a decisão do Comitê já foi afrontada por autoridades como o ministro Luis Roberto Barroso e a procuradora-geral Raquel Dodge. A informação foi dada pelos advogados de defesa, Valeska Teixeira e Cristiano Zanin, na saída da sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde foram visitar Lula, mantido preso político desde o dia 7 de abril. A nova decisão da ONU reforça as duas anteriores, de 22 de maio e 17 de agosto, e deixa claro que o Brasil está vinculado ao cumprimento dessas liminares do Comitê, afirmaram os advogados, que receberam a notícia após a visita da manhã. Lula vem sendo mantido como preso político há mais de cinco meses, para não disputar uma eleição presidencial que, segundo todas as pesquisas, ele venceria com extrema facilidade. A prisão de Lula interessa à Globo, às petroleiras internacionais e aos Estados Unidos. Confira nota que explica a primeira decisão, de 17 de agosto, e o documento da nova decisão, publicada nesta segunda-feira 10: Nota à imprensa Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final” (tradução livre). A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha. Por meio do Decreto Legislativo nº 311/2009 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões. Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha. Valeska Teixeira Zanin Martins Cristiano Zanin Martins
Governo Trump cogitou golpe contra Maduro com militares venezuelanos

Altos funcionários do governo Trump teriam decidido que, diante da crise humanitária na Venezuela, valia a pena ouvir a opinião de militares dispostos a derrubar Maduro O governo dos EUA, sob a batuta do presidente Donald Trump, participou de reuniões secretas com militares da Venezuela para discutir planos de derrubar o presidente Nicolás Maduro. As informações são de reportagem do jornal The New York Times publicada neste sábado (08/09). As reuniões teriam sido realizadas ao longo de 2017, segundo 11 funcionários e ex-funcionários do governo norte-americano e um ex-comandante militar venezuelano ouvidos pelo jornal. Estabelecer um canal com articuladores do golpe na Venezuela foi uma manobra arriscada para Washington, considerando o histórico de intervenções clandestinas na América Latina, diz a reportagem. “Muitos na região ainda se ressentem profundamente dos Estados Unidos por seu apoio a rebeliões, golpes e conspirações anteriores em países como Cuba, Nicarágua, Brasil e Chile, e por fechar os olhos para abusos cometidos por regimes militares durante a Guerra Fria”, aponta o texto. Altos funcionários do governo Trump teriam decidido que, diante da crise humanitária na Venezuela, valia a pena ouvir a opinião de militares dispostos a derrubar Maduro. Segundo o New York Times, um dos comandantes venezuelanos que participou das conversas secretas está na lista de funcionários venezuelanos corruptos sancionados pelos EUA. O militar em questão foi acusado de crimes que vão de tortura a tráfico de drogas e colaboração com as Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Numa série de reuniões, realizadas a partir do segundo semestre de 2017, militares venezuelanos teriam pedido apoio ao governo americano, solicitando rádios criptografados para que eles pudessem se comunicar de maneira segura. O governo americano não forneceu apoio material e, por fim, acabou decidindo não ajudar os conspiradores. Segundo o ex-comandante venezuelano ouvido pelo jornal, os rebeldes nunca pediram aos americanos que realizassem uma intervenção militar na Venezuela.
Austeridade de Temer corta verbas de 500 programas governamentais

Cerca de 200 programas estão sem dinheiro desde abril de 2016, quando Michel Temer assumiu o governo federal, Ao todo, 1.585 programas federais estão previstos no Orçamento deste ano. Passados quase nove meses de 2018, mais de 500 ações do governo federal previstas no Orçamento não receberam nenhum centavo. Cerca de 200 programas estão sem dinheiro desde abril de 2016, quando Michel Temer assumiu o governo federal, Ao todo, 1.585 programas federais estão previstos no Orçamento deste ano. Com a falta de recursos, ficam comprometidos projetos de construção de hospitais, penitenciárias, sistemas de alerta de desastres naturais, compra de medicamentos de portadores de doenças raras e preservação do patrimônio histórico e natural. Em 2018, R$ 9 bilhões para essas ações ainda não foram efetivamente pagos. Na semana passada, o Museu Nacional teve o acervo destruído num incêndio. Os repasses à instituição, vinculada à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), caíram à metade em cinco anos. O próximo presidente enfrentará um cenário ainda mais complicado, com as despesas obrigatórias consumindo 93% do Orçamento em 2019, o mais elevado patamar desde 2006. Sem poder cortar as despesas obrigatórias, o governo tem restringido as chamadas despesas discricionárias, como as previstas na manutenção de museus, construção de hospitais, e centros de inovação e tecnologia. No Ministério da Saúde, a Fiocruz, aguarda recursos para dois institutos de saúde para mulheres e crianças. Falta dinheiro também para a nova unidade administrativa no RJ, uma unidade de pesquisa em BH e um centro de desenvolvimento de insumos para o SUS. De 2015 a 2017, esses projetos receberam R$ 50 milhões. Neste ano, a previsão era que recebessem R$ 25 milhões, mas o desembolso está zerado. A escassez também afeta centros de ensino, pesquisa e o acervo histórico e natural. O Brasil, com seus 22 sítios tombados pela Unesco como patrimônio da humanidade, não destina os recursos devidos para garantir sua preservação, como prevê o acordo com o órgão da ONU (Organização das Nações Unidas).
Sem comoção – Jovem, negro e candidato do PT é baleado à queima roupa

– Renato Almeida Freitas Jr., candidato do PT a deputado estadual no Paraná, jovem, negro, foi baleado por duas vezes no começo da noite deste domingo pela pela Guarda Municipal de Curitiba durante panfletagem na Praça do Gaúcho -ele levou tiros de bala de borracha à queima-roupa em uma das mãos e nas costas. Mesmo ferido, foi preso. Renato é advogado criminalista e já foi candidato a vereador pelo PSOL. “Eu não estava fazendo nada, só estava panfletando”, relata. Ele foi internado no Hospital do Cajuru e depois seria encaminhado para o 1° Distrito, no centro da cidade. Dr. Rosinha, presidente do PT Paraná e candidato a governador pelo partido. Leia a nota do PT do Paraná : “Nesta noite de domingo, 09, o candidato a deputado pelo PT Paraná, Renato Almeida Freitas, fazia panfletagem no centro de Curitiba e foi agredido pela Guarda Municipal, que o atacou com balas de borracha e o levou preso. Nenhum motivo para a prisão e nem para a violência policial. Da mesma forma, no dia 07, durante o desfile cívico, Edna Dantas, candidata a deputada estadual pelo PT-PR, realizava manifestação em prol da libertação do presidente Lula junto a outros militantes do partido e foram agredidos e detidos pela Polícia. Nos dois casos, a única explicação para a perseguição é que ambos são negros, do PT e dos movimentos sociais. O que estamos vendo é uma assustadora onda crescente de violência e perseguição a quem se manifesta e luta a favor dos oprimidos. Não houve nenhuma preocupação com os ônibus da Caravana do Presidente Lula que giram alvejados, estamos há seis meses sem saber quem matou Marielle e ainda o judiciário determina que não podemos nos manifestar em apoio a Lula. Estive hoje acompanhando, logo que soube, o desenrolar da prisão arbitrária do Renato. Como estarei solicitando desde já apuração sobre desvio de função policial em ambos os casos. Estou ao lado da Democracia e, portanto, lutando contra o estado de exceção que vivemos. Basta de perseguição! Basta de violência! Dr. RosinhaPresidente do PT Paraná”
Cúpula militar não admite volta da esquerda ao poder

Há 45 anos, num 11 de setembro, o presidente Salvador Allende foi derrubado por golpistas dirigidos por um general de quem se dizia ser profissional e legalista. Nesta entrevista, o general Villas Boas opinou sobre o processo político e eleitoral brasileiro. * Por Valter Pomar A entrevista atualizou e aprofundou opiniões manifestadas anteriormente pelo general, como na entrevista concedida ao Valor, em fevereiro de 2017. A esse respeito, ler aqui:A entrevista dada no dia 9 de setembro de 2018 confirmou os alertas feitos no texto disponível aqui.Um governo democrático deveria demitir o general, porque suas posições são inaceitáveis.Mas não são posições surpreendentes.Ele é o principal porta-voz da cúpula das forças armadas brasileiras.E na cúpula das forças armadas predomina a decisão de impedir,pelos meios que forem necessários, que a esquerda volte a governar o Brasil.Não é apenas contra Lula.Não é apenas contra o PT.É contra o direito de escolhermos, livremente, quem vai presidir o Brasil.Mais uma comprovação de que “eleição sem Lula é fraude”.O Partido dos Trabalhadores reagiu, de maneira clara e enérgica, às declarações de Villas Boas.A esse respeito, ver esta nota aqui. Qual o objetivo do general, ao dar estas declarações neste exato momento? Há várias hipóteses.Qual o efeito que estas declarações terão sobre a atual conjuntura política e eleitoral? Também há várias hipóteses.Mas uma coisa é certa: a cúpula das forças armadas está operando abertamente. Algo parecido ocorreu em 1989.Outra semelhança entre 2018 e 1989 é a movimentação de setores do empresariado, dos meios de comunicação e dos partidos tradicionais, no sentido de apoiar ou pelo menos estabelecer pontes com a candidatura da extrema direita.A adoção do parlamentarismo e a independência oficial e formal do Banco Central podem ajudar nesta movimentação, impulsionada por diversos fatores: a) o medo diante da resiliência de Lula e do PT; b) a preocupação diante da impopularidade das candidaturas preferidas pela cúpula golpista; c) certo atavismo típico da classe dominante; d) os índices de Bolsonaro nas pesquisas de opinião.O que pode bloquear seu crescimento nas camadas populares é mostrar que ele defende políticas que prejudicam o povo.Em síntese: mostrar que Bolsonaro é Temer, tanto quanto as demais candidaturas golpistas.A repercussão do atentado ajuda a manter em evidência o candidato da extrema-direita, compensando seu pouco tempo no horário eleitoral gratuito.E também parece contribuir para consolidar o núcleo duro do seu eleitorado, suficiente por enquanto para garantir a passagem para o segundo turno.O atentado também contribui para “legitimar” a violência contra a militância da esquerda. Vide os tiros disparados também no dia 9 de setembro contra Renato Freitas, candidato a deputado estadual do PT no Paraná.E por falar nisso, vale a pena voltar às declarações do general Villas Boas na já citada entrevista de 9 de setembro.Segundo o general, Bolsonaro “tem apelo no público militar”, uma vez que “procura se identificar com questões que são caras às Forças”, além de ter “senso de oportunidade aguçada”.Isto foi dito acerca de alguém que há poucos dias prometeu “metralhar a petralhada”.Não podia ser mais claro. * Valter Pomaré historiador e integrante da Direção Nacional do PT
A esquerda sai na defesa de Bolsonaro e condenou o ataque ou insinuação contra ele

ESQUERDA SOLIDARIZA-SE COM BOLSONARO; DIREITA HOSTILIZOU LULA DEPOIS DOS ATENTADOS DE MARÇO – Todos os candidatos e os principais líderes e partidos de esquerda no país solidarizaram-se com Jair Bolsonaro depois da facada que levou na tarde desta quinta (6) em Juiz de Fora (MG) e condenaram energicamente a violência. Bem diferente foi a reação do próprio Bolsonaro e de outros líderes de direita quando dos atentados contra Lula e sua caravana no Paraná, no fim de março. Ele sugeriu que os tiros teriam sido disparados por membros da caravana: “Está na cara que alguém deles deu os tiros”. No dia seguinte a um dos atentados, o candidato da extrema direita, num palanque em Ponta Grosso, simulou disparar tiros contra a cabeça de um boneco que representava Lula (aqui). Alckmin justificou os atentados, dizendo sobre Lula e o PT: “Acho que eles estão colhendo o que plantaram” (aqui). Da mesma maneira, a senadora Ana Amélia, agora candidata a vice de Alckmin, afirmara, dias antes, sobre as violências cometidas contra Lula e os integrantes e apoiadores da caravana: “Quero parabenizar Bagé, Santa Maria, Passo Fundo, São Borja. Botaram a correr aquele povo que foi lá levando um condenado se queixando da democracia. Atirar ovo, levantar o relho, mostra onde estão os gaúchos”. Agora, quando Bolsonaro foi o alvo de um atentado, a esquerda imediatamente cerrou fileiras na defesa do candidato fascista e condenou energicamente o atentado, sem qualquer ataque ou insinuação contra Bolsonaro. Leia as declarações dos candidatos de esquerda, dos partidos e de algumas das principais lideranças. Condenação unânime, sem reticências, sem referências críticas de qualquer ordem a Bolsonaro ou mesmo qualquer menção à postura dele, de Alckmin e Ana Amélia quando dos atentados contra Lula e a carana do PT. Leia: A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou: “”Lamentável. Nenhum ato de violência pode ser admitido. A violência não é justificável. Na política temos que nos ater ao enfrentamento de ideias”. A presidente do PT em Minas, Cida de Jesus, divulgou nota assegurando que o partido “preza pelo diálogo, tolerância e paz. Por isso, venho a público repudiar qualquer forma de violência”. Fernando Haddad foi direto: “Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”; da mesma forma, Manoela D’Ávila deplorou: “Lamentável o episódio envolvendo candidato à presidência Jair Bolsonaro hoje. Condenamos ataques a qualquer candidatura. A violência e o ódio não servem para o Brasil e nosso povo”. A ex-presidente Dilma Roussef, ela mesma vítima de um golpe de Estado, foi resoluta na defesa de Bolsonaro: “Não podemos incentivar o ódio. Quem fez isso não pode ficar impune. Isso não pode acontecer em um país democrático”. A Executiva Nacional do PSOL divulgou nota repudiando o atentado, exigindo “medidas cabíveis contra seu autor” e considerando a agressão a Bolsonaro “um grave atentado à normalidade democrática e ao processo eleitoral”. O candidato do partido à Presidência, Guilherme Boulos, foi incisivo, ao saber do atentado: “Soube agora do que ocorreu com Bolsonaro em Minas. A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político”. Ciro Gomes foi no mesmo espírito: “Acabo de ser informado em Caruaru, Pernambuco, onde estou, que o Deputado Jair Bolsonaro sofreu um ferimento a faca. Repudio a violência como linguagem politica, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie.”
BOLSONARO LEVA FACADA DURANTE ATO DE CAMPANHA EM MG

O candidato da extrema-direita a presidente, Jair Bolsonaro (PSL), foi esfaqueado na região do fígado e do intestino na tarde desta quinta-feira, 6, durante ato de campanha em Juiz de Fora. No momento da confusão, Bolsonaro estava sendo carregado nos ombros por um apoiador de sua campanha, fazendo corpo a corpo com eleitores, na região do Parque Halfald. O momento foi registrado e divulgado nas redes sociais. Em nota, a Polícia Federal afirmou: “[Bolsonaro] contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora (MG). O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato”. Desequilíbrio é, até agora, melhor pista sobre o esfaqueador Por Fernando Brito – Tijolaço É preciso trabalhar com fatos e não com acusações de ódio. O mais provável é que o ataque a Bolsonaro seja obra de um desequilibrado mental. Ficar especulando algo porque ele curtiu isso ou aquilo, eventualmente, no Facebook é trabalho de “Candinha”, não de jornalista ou “detetive”. O que há de concreto é que ele assume autoria em declarações a Polícia e que agiu só, por “razões pessoais” e “a mando de Deus”. Este estado de confusão mental é confirmado por Jussara Ramos, sobrinha de Adélio Bispo dos Santos, ao repórter Severino Motta, do Buzzfeed , relatando que ele é (ou era) missionário de igreja evangélica” e, nos últimos contatos que teve com a família “ficava falando sozinho e estava com ideias muito conturbadas”, alem de agressivo. O vice de Bolsonaro, General Mourão, deu um exemplo de irresponsabilidade política ao fazer acusações contra o PT, sem qualquer indício, e ainda provocar, dizendo que “os profissionais da violência somos nós”. Como ele e Bolsonaro são oficiais reformados, não podem nem mesmo se classificar como credenciados a exercer o poder de força estatal. E ele devia lembrar que sua “tropa”, agora, não tem disciplina, não cumpre ordens e, em muitos casos, é formada por gente tão transtornada quanto o sujeito que esfaqueou Bolsonaro. m golpe durante uma campanha nesta quinta-feira (6) em Minas Gerais | imagem: reprodução/twitter O governador e candidato a reeleição José Eliton (PSDB) afirmou ter assistido estarrecido, nas redes sociais, o atentado na tarde desta quinta-feira (6) contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro. “É uma gravíssima ação contra a democracia brasileira que, independente de suas motivações, deve ser esclarecida de forma rápida e os envolvidos punidos de forma exemplar pela Justiça” disse. Confira na íntegra o que disse o governador sobre o acontecimento: O Brasil precisa de paz, de unidade, para superar suas dificuldades e vencer seus desafios. Não podemos tolerar o radicalismo, o ódio, a violência e as agressões físicas ou verbais. Precisamos respeitar as diferenças de opiniões e de pensamentos, para que a democracia se fortaleça cada vez mais no nosso País. Há dois anos fui alvo também de um atentado político, em Itumbiara, fatal para o nosso querido e saudoso prefeito José Gomes e para o policial militar Vanilson. Sei muito bem o que é ser vítima do ódio e da intolerância e o efeito das suas consequências. Faço orações para o restabelecimento mais rápido possível do candidato Bolsonaro para que, de forma democrática, possa continuar com a sua campanha eleitoral.
ONU irá comunicar o Brasil por descumprir tratados internacionais contra Lula

A vice-presidente do Comitê de Direitos Humanos da ONU, Sarah Cleveland, criticou nesta segunda-feira, 3, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não obedecer a liminar do comitê que garante a participação do ex-presidente Lula nas eleições presidenciais. “A ação do Brasil é muito lamentável”, declarou Cleveland ao jornalista Jamil Chade. “O Comitê de Direitos Humanos considera a falha em cumprir com as medidas cautelares como uma violação ao Protocolo Adicional e, se a situação continuar como tal, o Comitê comunicará isso ao governo em seu devido tempo”, alertou a vice-presidente, que ocupa o cargo de professora de direito da Universidade de Columbia, nos EUA. “A ação apropriada para o Brasil, se discordava das medidas provisórias ou tivesse um contra argumento, seria de submetê-los ao Comitê, junto com um pedido para que as medidas provisórias fossem suspensas, e não argumentar que os tribunais domésticos não devem seguir as medidas cautelares”, explicou Na última semana, Sarah Cleveland concedeu entrevista ao jornalista Brian Mier para a TV 247. “É uma posição muito perigosa para qualquer país que queira ser considerado um país que cumpre os direitos humanos e o estado de direito internacional”, disse ela.
Público prestigia Prêmio de Música das Minas Gerais em Montes Claros

Atual campeã, a Outra Banda da Lua, está entre as três classificadas. Votação popular irá classificar a quarta música para a grande final de Sete Lagoas Realizada na noite do último sábado (1º/9), a segunda etapa do Prêmio de Música das Minas Gerais, uma realização da Grupo GA. BRASIL, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e gestão da Espaço Ampliar – Assessoria, Projetos e Eventos. 15 músicas selecionadas foram apresentadas no palco especialmente montado nas dependências do Armazém Cultural, localizado ao lado da antiga Estação Ferroviária da cidade. Com músicas autorais e inéditas, o público vibrou a cada apresentação, torcendo e apoiando os talentos musicais que a cidade, região e Estado possuem. “Montes Claros merece mais eventos com a grandeza e a qualidade do Prêmio de Música das Minas Gerais pelo menos uma vez por mês. Foi maravilho, com grandes apresentações e interpretações. Uma noite inesquecível com o melhor da nossa cultura musical que deixou um gosto de quero bis”, disse Marília Queiroz que assistiu as apresentações acompanhada de amigos. De Montes Claros, foram seis participantes desta segunda etapa: A Outra Banda da Lua (Na Roça), Edu Lemos e os Capangas (Meu São João Carnaval), O Cabaret (Brejo), Caio Bastos (Maria Morena), Ray (Do Lado de Fora da Igreja) e Ana Luiza (Quando Você Olha). As três músicas classificadas para a grande final em Sete Lagoas, no dia 06 de Outubro, foram Shangri-Lah, do artista Lafetah, de Belo Horizonte; Energia, do artista Rabello, também de BH e a música Na Roça, da Outra Banda da Lua, de Montes Claros. Marina Sena, vocalista da A Outra Banda da Lua, atual campeã do prêmio, resumiu a satisfação em se classificar mais uma vez para a etapa final em Sete Lagoas. “Ficamos muito felizes em nos classificar de novo, ainda mais nessa etapa tão rica que foi a de Montes Claros, e ver nossa música representando nosso lugar é muito importante pra nós”, destacou a cantora. Uma quarta música será classificada através do voto popular. A foto que obtiver mais curtidas no Instagram @premiodemusicaminas e na página do Facebook facebook.com/premiodemusicaminas – não serão contabilizados compartilhamentos e curtidas fora dos perfis oficiais do prêmio – será classificada para a final. Etapas Prêmio de Música A primeira etapa do prêmio ocorreu na cidade de Pará de Minas, no dia 04 de agosto e classificou entre as 15 participantes, 04 músicas. A terceira e última etapa antes da grande final será na cidade de Diamantina, no dia 22 deste mês e também irá classificar 04 músicas, sendo 3 pelo corpo de jurados e 01 pelo voto popular. Foram cerca de 300 inscrições em todo o Estado. Porém, apenas 45 canções concorrentes foram selecionadas – 15 para cada cidade sede das etapas. E no final, apenas 12 músicas serão classificadas para Sete Lagoas e farão parte do CD que será gravado e terá distribuição gratuita com os participantes recebendo 50 cópias para divulgação de seus trabalhos. Além do CD, os finalistas concorrerão a prêmios em dinheiro, sendo R$ 7 mil para o 1º lugar, R$ 5 mil para o 2º lugar e R$ 3 mil para o terceiro colocado. Entre as selecionadas estão diversas canções da capital, de Alfenas, Barbacena, Diamantina, Governador Valadares, Itabirito, Itamonte, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Minas Novas, Montes Claros, Ouro Preto, Pará de Minas, Rio Novo, Santa Luzia, São João Del Rei, Sete Lagoas e Viçosa. Entre os ritmos que estão na disputa pelo prêmio um vasto e eclética mistura de samba, MPB, Rok, Forró, Sertanejo, entre outros. O resultado com as 03 músicas classificadas na etapa de Montes Claros está disponível no site: www.premiodemusicaminas.com.br, bem como o link para a votação popular: http://www.premiodemusicaminas.com.br/site/votacao-popular-%E2%AD%90%EF%B8%8F-montes-claros-%E2%AD%90%EF%B8%8F/ Grupo GA.Brasil Mais uma vez, o Grupo GA. BRASIL afirma a sua responsabilidade com a cultura do Estado e do país apresentando para o público de Minas Gerais a boa música produzida por aqui. Para a empresa, levar projetos culturais aos seus diversos públicos é um compromisso com a sociedade que, por meio da cultura e do contato com a mesma, se torna mais crítica e pensante. O Prêmio da Música das Minas Gerais é realizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e está sob a direção da Espaço Ampliar – Assessoria, Projetos e Eventos, empresa especialista em produção de eventos culturais em todo o estado. Histórico do Prêmio A primeira edição deste projeto, que tem como objetivo mostrar o talento musical de Minas Gerais, foi realizada em 2012 e, desde então, foram cerca de 1800 artistas inscritos no edital. O Prêmio de Música Minas teve participantes de mais de 160 municípios e promoveu o show de 238 grupos e cantores solo que mostraram seu talento pela web rádio do projeto e para o público das cidades de Montes Claros, Sete Lagoas, Diamantina, Pará de Minas, Viçosa, Ouro Preto e Uberlândia, dando a oportunidade para esses artistas serem vistos, conhecidos e conquistarem um maior público. O que sempre surpreendeu os idealizadores do projeto foi a variedade da canção feita em Minas Gerais. Flávia Botelho, da Espaço Ampliar, gestora do projeto, diz que a criatividade e talento dos músicos mineiros facilitaram a sua continuidade. “O grande objetivo do Prêmio de Música das Minas Gerais é a divulgação de canções inéditas, em português, com criatividade e sensibilidade dos artistas do nosso Estado. Os jurados sempre tiveram dificuldade em escolher as melhores canções devido ao preciosismo da música mineira”, afirma. Desde o início da empreitada, o Grupo GA Brasil é patrocinador dos sonhos desses talentosos músicos e, Rogério Constantino, diretor de área da empresa, orgulha-se de participar dessa bela iniciativa. “O Grupo GA Brasil acredita que para ter um país em que a sociedade tenha um pensamento crítico apurado a cultura é fundamental. A música é um traço importante da sociedade brasileira e por meio da apreciação musical, é possível formar um público e uma sociedade mais engajada e crítica”, explica. Texto: Wesley Gonçalves / Fotos: Solon Queiroz