Chinelão dos Tropeiros será devolvido ao Trevo do Aeroporto

O Chinelão dos Tropeiros, que da década de 1970 até os anos 1980 foi símbolo do município de Montes Claros e atração turística da cidade, está sendo restaurado pela Prefeitura e será recolocado em seu local de origem, o trevo de acesso ao Aeroporto Mário Ribeiro da Silveira. A previsão é de que o monumento, obra do saudoso artista plástico Konstantin Christoff, seja devolvido à apreciação da comunidade no dia 21 de setembro, durante solenidade oficial. A decisão de restaurar o chinelão veio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que desde o ano passado está decorando parques, praças, jardins e outras áreas verdes com obras de arte feitas de sucata e bancos e mesas produzidas com troncos de árvores que caíram naturalmente ou foram derrubadas por apresentarem riscos. A medida vem sendo elogiada por representantes de diversos segmentos da sociedade que acreditam no resgate da memória de Montes Claros através de ações criativas e de grande importância para crianças, jovens, adultos e idosos, que terão a chance de reviver uma época mais simples do município e do Norte de Minas. O Chinelão dos Tropeiros foi retirado do trevo do Aeroporto ainda por ocasião das obras de duplicação da Avenida Magalhães Pinto, em 2008, e só agora o monumento voltará ao seu local de origem. Na manhã desta quinta-feira, 29, o colunista Theodomiro Paulino, que conhece a história do monumento e sabe da importância do retorno do Chinelão, fez questão de elogiar a decisão tomada pela Prefeitura. Com mais de três décadas de jornalismo, o colunista disse que a restauração “é louvável. O Chinelão dos Tropeiros era um cartão postal da cidade, onde a população e visitantes tiravam fotos. Espero que novos monumentos e novas decisões semelhantes a esta se tornem realidade, para resgate da história e da memória de Montes Claros”, salientou o colunista, fazendo um breve relato sobre vários registros já feitos no local com populares e personalidades de Montes Claros e de outras regiões do Brasil. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Defesa de Lula no TST: o TRF4 é o culpado pela instabilidade política

– A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminha nesta quinta-feira (30) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma manifestação de mais de 200 páginas culpando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sediado em Porto Alegre, “pela instabilidade político-jurídica” do julgamento do registro da candidatura dele. Advogados pedem respeito a compromissos internacionais de defesa dos direitos humanos, conforme trechos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a defesa, o TRF4, que condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão no processo do tríplex do Guarujá, na Operação Lava Jato, deve “ser chamado a compartilhar, em alguma medida, a culpa pela instabilidade político-jurídica” do julgamento do registro. “Isso por jamais ter remetido o recurso de Lula ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), a despeito de estar admitido há dois meses”, dizem os advogados. “Não se está a sustentar que tenha havido alguma artimanha do TRF-4, mas fato é que os recursos de Lula ainda não subiram. Só para intimar o Ministério Público para apresentar contrarrazões (o que deveria ser imediato) o TRF-4 demorou 45 dias. E o Ministério Público usou o prazo integral – o que é legítimo, é claro. O tempo morto integral, pós-condenação colegiada (pós-inelegibilidade, portanto) é de 75 dias. Quem sabe tenha sido o tempo que faltou para o STJ ter julgado, no mérito, o recurso especial”, acrescentam. A defesa também ressalta que o Comitê de Direitos Humanos da ONU emitiu no último dia 17 um comunicado pedindo a garantia dos direitos políticos do ex-presidente. Segundo os advogados, “em momentos de reafirmação e valorização da democracia, valorizam-se, de igual modo, os compromissos internacionais de defesa dos direitos humanos”. O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”. O Congresso Nacional confirmou, por meio do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que o Brasil assinou “o Brasil é signatário do ‘Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos’ e de seus Protocolos Facultativos, assinados na ONU em 16 de dezembro de 1966”. “O tratado internacional tramitou na Câmara e no Senado entre janeiro de 2006 e junho de 2009, sendo aprovado em ambas as Casas, e foi promulgado pelo Decreto Legislativo nº 311, de 2009, conforme publicado no Diário Oficial da União de 17 de junho de 2009, encontrando-se em pleno vigor”.
Golpe arrastou 23 milhões à miséria, tamanho igual à população do Chile

– Depois do golpe, o Brasil arrastou de volta à miséria o equivalente à população do Chile. Foram nada mais nada menos do que 23,3 milhões de pessoas empurradas para a linha abaixo da pobreza. O dado é estarrecedor: trata-se de 11,2% da população brasileira. São pessoas que voltaram a viver com menos de R$ 203 por mês. A pesquisa que afere esta mobilidade social invertida – o exato contrário do que foi o período dos governos Lula, em que 40 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza – foi feita pela FGV Social, órgão de pesquisa ligado à FGV (Fundação Getúlio Vargas), coordenada pelo economista Marcelo Neri. Os dados sobre a devastação do golpe, associados à figura de Michel Temer e de Henrique Meirelles, começam a ter sua divulgação acelerada, depois de dois anos de recrudescimento de todos os dados negativos que uma economia e uma sociedade pode imaginar ter. O índice de 33% de crescimento da pobreza é dos últimos 4 anos, o exato período em que Aécio Neves e Eduardo Cunha se juntaram para sabotar o governo Dilma, vencedor das eleições. Antes mesmo do golpe sacramentado, que tornou-se oficial no ano de 2016, a governança do país já estava sob a ação da confraria do horror, com trancamentos de pauta no Congresso, bombardeio midiático sobre todas as políticas sociais dos governos do PT e chantagens as mais variadas correndo soltas em Brasília, bem como a Operação Lava Jato, que contribuiu ferozmente para que o desemprego e a aniquilação do cinturão de proteção social construído anos a fio nos governos soberanos e democráticos eclodissem com velocidade extrema.
Prefeitura cria novos parques e amplia opções de lazer para a população

Para melhorar a qualidade de vida da população, a Prefeitura de Montes Claros está criando novos espaços verdes destinados ao lazer e entretenimento, além de manter e revitalizar parques, praças e jardins. Novas pistas de caminhada foram construídas na cidade. A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável também está decorando as áreas verdes com obras de arte feitas de sucatas e de troncos de árvores que caíram naturalmente ou que apresentavam riscos. As esculturas passaram a fazer parte do cotidiano da cidade e devolveram a Montes Claros o título de cidade da arte e da cultura, com garantias de sustentabilidade. No último sábado, 25, foi publicada no Diário Oficial do Município a criação dos parques Sagarana (que já está sendo frequentado pela população), no bairro Ibituruna, com área total de 39.353,40 m2 (trinta e nove mil, trezentos e cinquenta e três metros e quarenta decímetros quadrados)e Cândido Canela, no bairro de mesmo nome, nos fundos do Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas, que tem área total de 18.337,20 m2 (dezoito mil, trezentos e trinta e sete metros e vinte decímetros quadrados). A criação dos parques tem como finalidade preservar a natureza, possibilitar a realização de pesquisas científicas e promover atividades de educação e interpretação ambiental.Outro importante objetivo é contribuir para a formação de uma nova consciência ecológica junto à população, bem como demonstrar a necessidade premente da preservação ambiental. Visa, ainda, compatibilizar o uso do solo do entorno imediato, visando minimizar o impacto das atividades que garantem o desenvolvimento socioeconômico do Município, permitindo assim a permeabilização do solo na região. Em breve, o Parque “Professor Antônio Jorge”, conhecido como Mangues, no Conjunto Habitacional José Corrêa Machado, também será revitalizado, com criação de pistas de caminhadas, a exemplo do que aconteceu com o Parque Milton Prates e com o Parque das Mangueiras, no Bairro João Botelho. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Os sujos: Alckmin e Anastasia estão fugindo do Aécio. O mal lavado

Distância é a palavra de ordem do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), candidato ao governo, sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG); no dia do lançamento da candidatura a deputado federal de Aécio, Alckmin e Anastasia fazem campanha juntos em Minas, mas não encontram Aécio; “Geraldo vai ao Rio Grande do Sul e eu gravo propaganda eleitoral”, explicou Anastasia – Seria bastante natural que um candidato à Presidência da República e um ex-governador de Minas Gerais, e outra vez candidato a governador, participassem do lançamento da candidatura a deputado federal de um ex-governador que também já disputou o cargo de presidente República e já presidiu o partido ao qual os três são filiados. Claro, seria natural. Mas não para o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), o candidato a governador de Minas, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Os dois querem distância do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato ao cargo de deputado federal e investigado em vários casos suspeitos de corrupção. Em seu primeiro ato de campanha em Minas Gerais ao lado Anastasia, Alckmin visitou creche em Belo Horizonte e seguiu para o município de Jequitinhonha, na região de mesmo nome. Eles visitam o Norte de Minas numa viagem bate-volta e não participarão do lançamento da campanha do colega de partido Aécio Neves a deputado federal, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. “O presidente Geraldo vai ao Rio Grande do Sul e eu gravo propaganda eleitoral”, afirmou o senador Anastasia, de acordo com reportagem de Flávia Ayer, no Estado de Minas.
Congresso Nacional posiciona-se: Brasil assinou tratado e deve seguir ONU

– O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício de Oliveira (MDB-CE), divulgou nota oficial na noite da última quinta (23) qual afirma que “o Brasil é signatário do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e de seus Protocolos Facultativos”, que o tratado tramitou nas duas Casas do Congresso e “foi promulgado” e, por isso, está “em pleno vigor”. Nos últimos dias, o 247 tem publicado uma série de reportagens com a manifestação das autoridades responsáveis por examinar a liminar concedida a Lula pela ONU nos processos em curso no TSE e logo mais no STF: todos, em manifestações formais em julgamentos no âmbito do Supremo ou em atividades públicas têm reconhecido nos últimos anos a superioridade dos tratados internacionais de direitos humanos sobre a lei brasileira. O 247 já publicou e veiculou em vários casos manifestações de Raquel Dodge, procuradora-geral da República, e dos ministros do STF Rosa Weber (na presidência do TSE), Luís Roberto Barroso (relato dos pedidos de impugnação da candidatura Lula no TSE), Gilmar Mendes, Luis Fux e Alexandre de Moraes, além de ex-ministros da Corte. Leia a nota do presidente do Senado: NOTA PÚBLICA Em atenção à solicitação da Presidente do Partido dos Trabalhadores, o Presidente do Senado Federal informa que o Brasil é signatário do “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” e de seus Protocolos Facultativos, assinados na ONU em 16 de dezembro de 1966. O tratado internacional tramitou na Câmara e no Senado entre janeiro de 2006 e junho de 2009, sendo aprovado em ambas as Casas, e foi promulgado pelo Decreto Legislativo nº 311, de 2009, conforme publicado no Diário Oficial da União de 17 de junho de 2009, encontrando-se em pleno vigor. Senador Eunício OliveiraPresidente do Senado Federal
Raquel Muniz foi condenada a devolver cerca de R$ 3,5 milhões

A ainda deputada foi condenada a ressarcir o Estado de Minas Gerais, juntamente com seu marido, o ex-prefeito e também ex-presidiário Ruy Muniz e a Faculdade FunorteA juíza Rozana Silqueira da Paixão, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Montes Claros, julgou parcialmente procedente Ação Civil Pública de ressarcimento ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais contra Ruy Muniz, sua esposa Raquel Muniz e a faculdade Funorte. Eles deverão devolver ao estado valores que, atualizados, aproximam-se de R$ 3,5 milhões. A ação, proposta pela 13ª. Promotoria de Justiça de Montes Claros, aponta irregularidades no uso de verbas públicas oriundas de convênios firmados entre a faculdade do grupo empresarial do ex-prefeito e o Estado de Minas Gerais.Os convênios foram firmados em 1997 e 1998 com a então Secretaria Estadual de Assuntos Municipais e a Secretaria Estadual de Saúde (SES), quando o ex-prefeito era administrador de fato da faculdade e a sua esposa, atualmente deputada federal, presidente da entidade.Conforme a sentença, houve superfaturamento e desvio de material na compra de bolas de futebol, medalhas, troféus, traves de futebol em empresa da então presidente da faculdade; contratação de empresa de irmão do ex-prefeito para pintar quadra esportiva em imóvel de propriedade desconhecida e para construir diversas benfeitorias (vestiários, sistema de iluminação, sistema de irrigação, poço artesiano, quadra e piscina) em imóvel particular de propriedade da mãe de ambos; desvio de parte do dinheiro recebido da SES, apropriado pela faculdade, em vez de ser repassado como bolsa de estudos a alunos em cursos de técnicos em higiene dental e em prótese odontológica, os quais teriam sido coagidos a assinar recibos para forjar o recebimento das bolsas.Segundo a juíza Rozana Silqueira da Paixão, ficou comprovado o desvio na aplicação dos convênios, em benefício de terceiros. Na sentença, a magistrada ressalta que o uso de recursos públicos dos convênios para compra de materiais esportivos em empresa da própria presidente da faculdade, para contratação de empresa de construção do irmão de seu administrador de fato e para construção de benfeitorias em imóvel particular da mãe do empresário e do administrador de fato da entidade “é indício mais do que suficiente de que houve violação aos princípios da moralidade, da impessoalidade e transparência”.O processo tramita na 1a. Vara da Fazenda Pública de Montes Claros sob o número 0433.10.013119-5. Cabe recurso da condenação. Entenda o caso A ação civil pública foi movida pelos promotores Felipe Gustavo Gonçalves Caires, Flávio Márcio Pinheiro e Paulo Vinicius de Magalhães Cabrera, que acusaram Ruy e Raquel Muniz de desviarem os recursos liberados em 1997 e 1998 pelas Secretarias de Saúde de Minas Gerais e Secretaria de Assuntos Municipais, em cinco convênios para compra de material esportivo, pintura de quadras, construção de piscina, perfuração de poços e curso de saúde bucal. Os promotores acusam a Funorte de praticar irregularidades lesivas aos cofres municipais, com o consequente enriquecimento ilícito dos envolvidos. O Ministério Público cita as verbas foram usadas para incorporar ao patrimônio particular dos acusados. Cita ainda que algumas compras ocorreram em empresas de familiares e, em alguns casos, foram criadas compras fictícias e desnecessárias. Os promotores afirmam que os recursos dos convênios que deveriam atender aos alunos bolsistas da Funorte, na área de odontologia, não cumpriram com o desejado já que não chegaram aos estudantes. No total, foram cinco convênios. Na ação civil, os promotores afirmam que, na prestação de contas, a Funorte apresenta notas fiscais de empresas de familiares, como no caso da Papelaria Xodó, Construtora Marco Zero e várias outras irregularidades. Cita que foi construída piscina e perfurado poço artesiano no Clube da Funorte.
Igreja pede que manifestantes encerrem greve de fome por Lula

– Setores da Igreja católica, incluindo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e movimentos como o Grupo Tortura Nunca Mais pediram, em carta, o fim da greve de fome realizada por seis manifestantes em Curitiba em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo ressalta que o protesto cumpriu seu objetivo, uma vez que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) assegurou o direito de presunção de inocência e a participação de Lula no pleito presidencial de outubro. Confira o documento na íntegra. A COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO, JUNTO DA CNBB, DA COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ, DA CAMPANHA CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS – SP, DO CENTRO SANTO DIAS DE DIREITOS HUMANOS, DE MUITAS OUTRAS ENTIDADES DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS, DE MILHARES DE BRASILEIROS E DO PRÓPRIO PRESIDENTE LULA, AGRADECEM E PEDEM AOS HEROICOS COMPANHEIROS QUE FAZEM GREVE DE FOME QUE PAREM. CONSEGUIRAM UMA VITÓRIA, NÃO PRECISAM MAIS SE SACRIFICAR. Leia abaixo o documento enviado aos companheiros em greve de fome e compartilhe, por favor São Paulo, 20 de agosto de 2.018 Prezados irmãos, Frei Sérgio Görjen, do Movimento dos Pequenos Agricultores; Jaime Amorim, do MST de Pernambuco; Vilmar Pacífico, do MST do Paraná; Zonália Santos, do MST de Rondônia; ao Luiz Gonzaga Silva, o Gegê, da Central dos Movimentos Populares de São Paulo; e Rafaela Alves, do MPA de Sergipe. A Comissão Justiça e Paz de São Paulo, criada em 1972 por Dom Paulo Evaristo Arns, integrante da Campanha Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, criada em 10 de dezembro de 2013, vem cumprimentar cada um de vocês pela determinação com que, em conjunto, conduziram sua manifestação pacífica que, sem duvida, muito contribuiu para que se conseguisse a medida cautelar em defesa do principio de presunção de inocência junto a ONU . O questionamento que não mereceu, até agora, acolhida no Brasil, foi feito ao Comitê de Direitos Humanos, composto por 18 especialistas independentes em direitos humanos, de diferentes países do mundo, eleitos pela Assembléia Geral da ONU . Após apreciar as denuncias o Comitê determinou, através de uma medida cautelar, que o Brasil tomasse todas as medidas necessárias para assegurar que um querelante, Luiz Ignácio Lula da Silva, pudesse desfrutar e exercer seus direitos políticos como um candidato nas eleições presidenciais de 2018. O Comitê também pediu que o Brasil não o impedisse de concorrer à eleição presidencial de 2018, até que seus recursos perante os tribunais fossem resolvidos por meio de procedimentos judiciais justos. Com esta decisão, o motivo que os levou à greve de fome, ou seja, que Lula pudesse concorrer à eleição presidencial de 2018, até que seus recursos perante os tribunais fossem resolvidos por meio de procedimentos judiciais justos, passou a ter um novo patrono: a ONU. Ou seja: vocês, nesta luta, serão substituídos por um organismo que congrega todas as nações do mundo. Parabéns! Juntamos nossa voz às centenas de entidades tais como a CNBB, a Comissão Brasileira Justiça e Paz e de milhares de pessoas que os apoiaram durante estes dia de heroísmo, inclusive o próprio Presidente Lula que encaminhou a vocês uma carta de próprio punho, para fazer um apelo: A greve de fome foi vitoriosa!A ONU com a medida cautelar assumiu a tese de presunção da inocência!O Brasil precisa de vocês vivos!É hora de recuperar a saúde para outras batalhas que virão.A Vida é um dom de Deus!Devemos cuidar com carinho este presente Divino.A Paz é Fruto da Justiça!Antonio Funari FilhoPresidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo Grevistas de fome por Justiça no STF perderam entre 8kg e 11kgAvaliação médica aconteceu nesta quarta-feira, dia 22, em Brasília Os sete manifestantes passaram por uma avaliação médica que constatou a perda de peso / Michelle Calazans/ Ascom Cimi A Greve de Fome por Justiça no STF (Supremo Tribunal Federal) chega ao 24º dia de resistência com o alerta redobrado da equipe da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, que acompanha os sete grevistas. Como reivindicação principal, os manifestantes em greve querem que os ministros do STF votem as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) que tratam da regularidade de ordenar a prisão de um acusado após condenação em segunda instância, estágio do processo em que ainda cabem recursos e a inocência do acusado ainda pode ser decretada. O tema afeta diretamente a situação do ex-presidente Lula (PT), que está na condição de preso político desde o dia 7 de abril e segue líder em todas as pesquisas de intenção de votos para o Palácio do Planalto. Nesta quarta-feira, 23, os grevistas completam 23 dias sem se alimentar, ingerindo apenas soro e água. Alguns deles perderam 8 quilos e outros chegaram a reduzir 11 quilos. De acordo com a médica especialista em Medicina de Família e Comunidade, Maria da Paz, neste momento intensificam mais ainda os sintomas que fazem parte do quadro da greve de fome prolongada. “Os grevistas apresentam fortes dores musculares e quadro de hipoglicemia (alteração do nível de açúcar no sangue) e hipotensão (pressão arterial mais baixa do que o normal)”, esclareceu. Estão em greve de fome Frei Sérgio Gorgen, Rafaela Alves, Vilmar Pacífico, Jaime Amorim, Zonália Santos, Luiz Gonzaga (Gegê) e Leonardo Soares. Entre os grevistas, alguns apresentam maior fragilidade da saúde, explica Maria da Paz, pois o organismo de cada militante responde de forma diferente, apesar da condição sem alimento ser igualitária há 23 dias. A greve denuncia, além da parcialidade no Supremo Tribunal Federal, a volta da fome e o abandono dos mais pobres, o aumento da violência que ataca, sobretudo, mulheres, jovens, negros e LGBTs, a situação da saúde pública, os desmontes das conquistas dos trabalhadores, entre outras pontos expostos em manifesto divulgado pelos grevistas no início do protesto. Edição: Juca Guimarães
Campanha de Lula e Haddad começou com um vídeo emocionante
{youtube}yeZBKIUGP8k|600|450|1{/youtube} – Num vídeo emocionante, está pronta a abertura do horário eleitoral gratuito do PT em 31 de agosto e que apresenta a chapa Lula-Haddad ao eleitor. Assista logo abaixo. O vídeo, de 2min37, começa com imagens da marcha popular a Brasília para o registro da candidatura de Lula em 15 de agosto e, a seguir, Haddad falando em meio ao povo. A partir do primeiro minuto, Lula fala, numa gravação de antes de sua prisão, mas com uma atualidade impressionante, como se tivesse sido gravada ontem; depois, com o hino “Chama que o povo quer” de fundo, depoimentos de pessoas sobre Lula. Haddad começa falando, no dia do registro da chapa “Muita gente imaginou que esse dia não chegaria, o dia do registro da candidatura do presidente lula à Presidência da República. Achavam que o povo e abandoná-lo, achavam que nós vamos abandoná-lo. Nada disso aconteceu. Todas as pesquisas de opinião dão Lula em primeiro lugar. Lula foi perseguido, foi acusado injustamente, mas nós estamos aqui para garantir Lula dia 7 de outubro. Lula na corrida presidencial. E Lula presidente. Eu sou Fernando Haddad, candidato a vice-presidente na chapa do Lula e te convido para essa caminhada por todo o Brasil”. A seguir, Lula começa a falar, sorridente: “Meus amigos, minhas amigas. Quero agradecer a todo o povo brasileiro que vai continuar indo à rua para defender a sua aposentadoria para defender a sua educação, pra defender o seu aumento de salário e sobretudo para defender o seu emprego e pra conquistar novos empregos. O governo só fala em corte corte corte corte e só corta dos mais pobres. Então é preciso mudar o tom da música. Nós já provamos que é possível o Brasil ser melhor. Só tem um jeito pro Brasil: é a gente voltar a a acreditar no povo brasileiro. A gente voltar a inserir o povo na economia, com emprego, com financiamento, com crédito (…) É preciso colocar a economia pra funcionar. É preciso circular o dinheiro na mão das pessoas neste país senão não tem crescimento econômico. Eu acredito no Brasil e juntos seremos capazes de reconstruir esse país economicamente e politicamente
Ninguém segura o Lula – O preso político mais amado do Brasil

– DATAFOLHA COLOCA LULA AINDA MAIS LÍDER: 39% – A maior pesquisa Datafolha realizada até agora, com 8.433 entrevistados, nos dias 20 e 21 de agosto, amplia ainda mais a liderança do ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político para não disputar as eleições. Ele tem 39% das intenções de voto, vinte pontos acima de Jair Bolsonaro, que aparece com 19%. O levantamento mostra ainda a fragilidade de todas as candidaturas associadas ao golpe de 2016, como a de Geraldo Alckmin, que tem apenas 6%. Uma decisão recente do Comitê de Direitos Humanos da ONU garante os direitos políticos da Lula, mas setores do Judiciário dão sinais de que pretendem desafiar as Nações Unidos, colocando o Brasil à margem do sistema internacional. No dia de ontem, Publicada no jornal Folha de S. Paulo, a pesquisa é uma das mais completas feitas até aqui, com cenários nacionais e regionais. A pesquisa destaca que o terceiro lugar das intenções de voto a presidente está embolado: empatados estão Marina Silva (Rede, com 8%), Geraldo Alckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%). O instituto afirma que sem Lula, Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando atrás de Bolsonaro (22%), com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe, mas para apenas 9%, empatando na margem com Ciro. Com Lula na disputa, brancos e nulos somam 11%, com 3% de indecisos. Sem Lula, os índices sobem respectivamente para 22% e 6%. Um dado importante, mas insuficiente do ponto de vista da metodologia do instituto é a percepção de Fernando Haddad no cenário como um todo. Haddad, vice de Lula, pode herdar a candidatura caso o TSE afronte a decisão da ONU em determinar o direito de Lula ser candidato à presidência. Para o Datafolha, a simulação com o nome de Haddad apresenta 4%, mas sem o nome associado a Lula. Ao mesmo tempo, o instituto diz que, no momento, 31% dos eleitores votariam em um candidato escolhido por Lula – o que daria a Haddad alto potencial eleitoral. O Datafolha reconhece que Haddad tem um potencial considerável: não é conhecido por 27% dos eleitores, contra 59% que já ouviram falar do ex-prefeito paulistano. Em comparação, Lula é conhecido de 99% dos ouvidos, Marina, por 93% e Alckmin, por 88%. Assim, Haddad registra baixíssima rejeição: 21%.