Fachin pode-ser refém de suas relações com a JBS

 – O jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, avalia que o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode estar sendo refém de suas relações com a JBS. “Fachin foi acusado de beneficiar a JBS indevidamente. Primeiro, por assumir a investigação na condição de relator da Lava Jato. O caso nada tinha a ver com a Lava Jato. Depois, pela rapidez com que homologou o acordo, sem aprofundar em nada a investigação. Finalmente, pela extensão dos benefícios concedidos, que incluiu até uma anistia geral aos delatores, benefício inédito na história da Lava Jato”, diz Nassif, acrescentando que nem Alberto Youssef nem Marcelo Odebrecht mereceram privilégio semelhante. O jornalista Luiz Nassif diz também que a candidatura de Fachin a ministro do STF foi apoiada pela JBS. “Com o tempo, vazou a informação de que a candidatura de Fachin foi bancada pela JBS. O advogado Ricardo Saur visitou diversos gabinetes de senadores acompanhado de Fachin”, diz ele. “A suspeita é de que a JBS ofereceu apoio financeiro aos senadores, para obter seu apoio. Nos corredores do Supremo, fala-se que investiu até R$ 30 milhões na candidatura de Fachin. O acordo teria sido identificado pela Lava Jato e pela própria Procuradoria Geral da República. Fachin teria ficado refém de ambos, da Lava Jato e da JBS. Nos casos em que não houve conflito entre eles – no episódio da delação – tomou decisões rápidas e surpreendentes que atendiam às duas pontas. Na proposta de anulação da delação, comportou-se como Pilatos. Se ficasse a favor da anulação, se exporia às represálias da JBS. Se a favor da manutenção do acordo, reforçaria as hipóteses de subordinação à JBS. Por isso, remeteu a decisão ao plenário. Em qualquer hipótese, tem-se um Ministro vulnerável, refém do seu passado recente”, diz Nassif. Leia o texto na íntegra no Jornal GGN.

No México, a esquerda a um passo do poder (se não houver fraude)

 López Obrador, o candidato do esquerdista Morena, encerrou sua campanha eleitoral em um Estádio Azteca com mais de cem mil pessoas. As pesquisas mostram Obrador com uma intenção de votos variando entre 45% e50%, contra 25% de Anaya  ‘LÓPEZ OBRADOR É UM LULA MEXICANO’  O jornalista Dario Pignotti entrevistou o analista político mexicano Julio Hernández Astillero, sobre as eleições deste domingo, nas quais Andrés Manuel López Obrador, uma espécie de Lula mexicano, aparece como grande favorito Por Darío Pignotti, na Carta Maior – Andrés Manuel López Obrador é o favorito para vencer as eleições deste domingo no México, como Luiz Inácio Lula da Silva é o favorito para vencer as do Brasil, em outubro. Essa é só uma das semelhanças entre o líder do Morena (Movimento de Regeneração Nacional) e o ex-presidente brasileiro. “Em efeito, Obrador e Lula tem vários pontos em comum, os dois são rejeitados pelos Estados Unidos, que os trata como populistas, e também pelas elites dos seus países”, afirma Julio Hernández Astillero, um dos analistas políticos mais influentes do México. “A Televisa (oligopólio televisivo) detesta López Obrador, o atacou permanentemente através de notícias falsas ao longo desta campanha, e o mesmo aconteceu em 2006 quando houve uma fraude clara para impedir que López Obrador chegasse à presidência. Tenho entendido que os grandes meios de comunicação do Brasil também prejudicam sistematicamente o Lula. São duas personalidades progressistas, que têm grande apelo popular, não posso falar mais do Lula porque não tenho informação suficiente do Brasil”, reforça o comentarista do canal Rompevientos e do diário La Jornada, o diário de esquerda mais importante da América Latina. O encerramento da campanha de López Obrador, na quarta-feira passada, no Estádio Azteca, foi um evento apoteótico, com uma vibração comparável às finais das Copas do Mundo de 1970, vencida pelo Brasil de Pelé, e de 1986, conquistada pela Argentina de Diego Maradona. “Foi um ato espetacular, impressionante pela multidão a favor de López Obrador, mas além do impacto das cenas também foi importante pelo discurso do candidato, com menções às causas históricas da esquerda mexicana, um discurso menos pragmático que o usado ao longo da campanha. Este discurso final no Estádio Azteca foi mais ideológico, foi o discurso de um homem que já falou como presidente da República, como se já estivesse eleito”, comentou Hernández Astillero em sua coluna televisiva. E agregou: “devemos estar atentos neste domingo, porque ainda não sabemos se o sistema vai a reconhecer seu triunfo, se permitirá que haja eleições com liberdade, sem a interferência do crime organizado, e que se respeite o voto popular”. O fantasma da fraude O candidato do Morena tem entre o 40 e 50% das intenções de voto, segundo todas as pesquisas realizadas por institutos privados, que não são simpáticos a López Obrador, com uma folgada vantagem sobre os conservadores Ricardo Anaya (25%), e José Antonio Meade (20). Julio Hernández Astillero falou com a Carta Maior sobre o cenário político do México na véspera de uma mudança que pode repercutir no resto da América Latina. Carta Maior: Teme que haja fraude? Julio Hernández Astillero: Os demônios da fraude estão por perto. Se o México pudesse ter uma campanha normal, López Obrador já seria considerado vencedor, pela vantagem que tempo sobre o representante do Partido da Ação Nacional (PAN) Ricardo Anaya, que é impossível de virar, e também pelo clima que o país vive, claramente a favor dele. Mas no México isso não basta para ganhar. Temos um sistema eleitoral de muito baixa qualidade democrática, dominado pelas máfias. Apesar dessa sensação de que o México inteiro espera a vitória de Obrador e de sua proposta de mudanças, até pela insatisfação generalizada com o atual regime, ainda há um segmento social que se agarra ao medo e parece estar disposto a tentar todo tipo de fórmula para impedir o triunfo de um personagem ao que eles consideram demagogo, populista e mentiroso. López Obrador já foi vítima de uma fraude escandalosa em 2006, a favor do conservador Felipe Calderón, do PAN, e agora pode haver outro, através da maquinária política do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que está no governo, com o presidente neoliberal Enrique Peña Nieto, cujo representante é Meade, que está em terceiro. O PRI e o PAN formam um sistema que alguns chamam PRI-AN, é um grupo que tem um grande peso económico e o apoio dos grandes meios de imprensa, como o canal Televisa, e do crime organizado. O sistema PRI-AN transformou o Estado numa cova que alberga corruptos mesclados aos tecnocratas neoliberais, além dos últimos dois presidentes, Felipe Calderón e Enrique Peña Nieto, o México não merece ser governado por alguém tão medíocre como Peña Nieto, um ninguém, casado com uma estrela de telenovelas da Televisa, que carece de qualquer prestígio. Ele será lembrado como o incompetente que recebeu Donald Trump com tapete vermelho. Narcopolítica Carta Maior: O narcotráfico está em campanha? Julio Hernández Astillero: O crime organizado, do narcotráfico e do tráfico de pessoas, aterroriza o país há anos, e evidentemente é um fator de poder político e social nos estados onde atua. São grupos que gozam de impunidade, porque têm nexos comprovados com os partidos no poder, o PRI e o PAN. O narcotráfico pode fazer uso do seu poder de intimidação, para que as pessoas nos povoados rurais não votem, ou utilizar sua influência econômica para financiar candidatos dóceis. E depois das eleições poderá semear o terror onde outros candidatos do Morena ganharem, caso eles nãos e submetam às suas pressões. Recordemos que, além do presidente, estas eleições escolherão senadores, deputados, nove governadores e muitos prefeitos. Atualmente, há regiões importantes do país totalmente submersas na guerra ao narcotráfico, e este é um dado que têm importância para as eleições. Carta Maior: López Obrador propôs uma anistia para a guerra às drogas, como forma de acabar com ela, mas isso poderia beneficiar os narcos. Que alcance a proposta terá? Julio Hernández Astillero: É uma das propostas importantes, mas também uma das mais enigmáticas, sobre a qual houve mais

Gilberto Gil pede Lula livre e denuncia perseguição

 – Antes de um show em Lisboa, o cantor e compositor Gilberto Gil, um dos maiores nomes da cultura brasileira, listou os motivos pelos quais o ex-presidente Lula deve ser libertado: seu caráter simbólico, a explícita perseguição que vem sendo movida pelo Poder Judiciário e também o fato de o povo brasileiro desejar vê-lo novamente na presidência. Gil falou ainda da sua razão pessoal, que ele disse ser imotivada. “Eu quero Lula livre porque eu quero Lula livre”. Já se manifestaram pela liberdade de Lula gigantes da cultura nacional, como Chico Buarque, Caetano Veloso e, agora, Gilberto Gil. Lula, no entanto, vem sendo mantido como prisioneiro político com manobras explícitas do Supremo Tribunal Federal, por parte de ministros como Cármen Lúcia e Edson Fachin. A prisão de Lula também atende a interesses internacionais, contrários à soberania nacional, dos que se beneficiam com a entrega de riquezas nacionais, como o pré-sal

Argentina e Portugal estão eliminadas da Copa do Mundo 2018

 As seleções de Portugal e Argentina foram as duas primeiras eliminadas, nesse sábado (30), nas oitavas de final da Copa do Mundo 2018. O time de Lionel Messi foi despachado primeiro ao ser derrotado por 4 a 3 pela França de Kylian Mbappé — autor de dois fulminantes gols, que anteciparam o check-in da Argentina. Quem esperava um Lionel Messi decisivo assistiu a uma atuação de gala de Kylian Mbappé. O jovem craque francês marcou dois gols, sofreu o pênalti convertido por Griezmann e comandou as ações mais perigosas do ataque da França na vitória por 4×3. Impulsionados pela velocidade e pela potência de Mbappé, os franceses poderiam ter goleado os argentinos na abertura das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, mas viram sua defesa ser vazada três vezes pelo insistente ataque argentino. Já Portugal de Cristiano Ronaldo, o CR7, voltou para casa depois de perder de 2 a 1 para o Uruguai de Edinson Cavani. Neste domingo (1º), a bola vai continuar rolando na Copa. Espanha e Rússia se enfrentam às 11h e Croácia e Dinamarca têm confronto marcado às 15h. E manhã, (02) será a vez de Brasil e México.

Dilma Rousseff abre o jogo e disputará Senado por Minas Gerais

Enfim, a ex-presidente Dilma Rousseff falou. E falou o que o PT mineiro queria ouvir. Foi na noite de quinta-feira, 28, que Dilma falou pela primeira vez que será candidata ao Senado por Minas Gerais. * Por Carlos Lindenberg   Até então, a ex-presidente, que transferiu seu domicílio eleitoral para Belo Horizonte, onde nasceu, em abril, não havia falado sobre a possibilidade de candidatar-se ao Senado ou a qualquer outro cargo. Dilma seguia o aconselhamento de Lula e demais dirigentes petistas para transferir o título para Belo Horizonte e não se manifestar sobre o que faria, coisa que ela cumpriu à risca. Na verdade, essa era uma estratégia do governador Fernando Pimentel que pensava em atrair como candidato ao Senado o deputado Adalcléver Lopes, presidente da Assembleia Legislativa mineira. Adalcléver, no entanto, desconfiou de que sua posição de candidato único ao Senado, na chapa de Pimentel, estava ameaçada e foi a Brasília conversar com a presidente do PT , Gleisi Hoffmann, que negou a possibilidade de Dilma sair candidata ao Senado. O presidente da Assembleia não acreditou nem mesmo na nota divulgada pela senadora e resolveu, a partir daí, a se movimentar em duas direções: na primeira passou a defender candidatura própria do MDB ao Palácio da Liberdade; e a segunda foi mais forte: Adalcléver aceitou o pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel, feita por um desconhecido advogado, criando assim uma crise sem precedentes entre o Executivo e o Legislativo mineiros – logo o MDB que praticamente coonestou todos atos de Pimentel na Assembleia. O pedido de impeachment, até pelo inusitado, não andou, mas está na mão de Adalcléver como a metáfora da espada nas mãos de Dâmocles – o personagem de Ovídio. A movimentação de Adalcléver obrigou o governador Pimentel, candidato à reeleição, a uma série de manobras para suprir a inexplicável ausência do antigo parceiro. Uma delas foi a reaproximação com o PC do B, que vinha conversando com outras legendas, a outra é uma tentativa de fazer do também candidato ao governo, ex-prefeito Márcio Lacerda (PSB), vice na chapa de Ciro Gomes (PDT), retirando-o da disputa em Minas em troca da retirada em Pernambuco da candidatura ameaçadora de Marília Arraes, neta do lendário sertanejo, que ameaça os planos do governador Paulo Câmara, PSB, à reeleição. Nesta semana, o PSB anunciou finalmente que vai apoiar Ciro, o que pode mexer com a política mineira, como deseja Pimentel, polarizando a disputa em Minas novamente entre o PT e o PSDB, como há mais de 16 anos. À espera da definição de Adalcléver, que ainda não disse nada, a não ser colocar seu nome como um dos três postulantes do MDB ao governo – os outros são o vice-governador Antônio Andrade e o deputado federal Leonardo Quintão – Pimentel acabou perdendo precioso tempo para avançar na composição de sua chapa, coisa de que se aproveitou o senador Antônio Anastasia, autor do relatório que derrubou Dilma e uma espécie de irmão siamês do ainda senador Aécio Neves, para montar o seu time com o deputado Marcos Montes, da bancada ruralista na Câmara Federal, como vice, e nesta semana com o ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, ao Senado. Anastasia espera ainda a decisão do deputado Rodrigo Pacheco, DEM, e pré-candidato ao governo para saber se pode ou não contar com ele para o Senado, formalizando assim a chapa tucana – se Pacheco, que depende da candidatura de Rodrigo Maia não decidir logo, ele lança do radialista Carlos Viana, no lugar de Pacheco e apresenta ao eleitorado um nome absolutamente novo em matéria de política. Na sua primeira entrevista em que disse que será candidata ao Senado, Dilma Rousseff, preferiu sair alegremente de uma pisada no pé que lhe deu, no mesmo dia, de manhã, o seu adversário Dinis Pinheiro. Para o candidato ao Senado na chapa de Anastasia, mineiro vota em mineiro, e que Dilma chegou a Minas de paraquedas, ao transferir seu título eleitoral para Belo Horizonte, onde, além de ter nascido, fez o curso secundário no tradicional Colégio Estadual, onde conheceu e de quem se tornou amigo e parceiro de luta armada do governador Fernando Pimentel, de cuja chapa agora fará parte. Mas ao ser perguntada quinta-feira sobre o pisão de Pinheiro, Dilma não vacilou: – sou do mundo, sou de Minas Gerais, evocando uma canção imortalizada por Milton Nascimento. E deixou o salão sob aplausos da galera! Não sem antes prometer colocar em confronto, durante a campanha, o projeto que defende, de inclusão social, e o dos adversários, essencialmente neoliberal. Se o senador Aécio Neves será também candidato ao Senado? Se depender dos tucanos, não. O que deixa os mineiros sem a reedição da campanha de 2014 em que Dilma derrotou Aécio e deu o poder em Minas ao PT. * Carlos Lindenberg é jornalista e diretor do Brasil 247 em Minas

Pimentel bate o martelo e Parque Estadual de Botumirim vira realidade

 A criação do Parque Estadual de Botumirim foi uma das bandeiras da 5ª Expedição Caminhos dos Geraes e sensibilizou o Governo de Minas Uma das propostas da V Edição da Expedição Caminho dos Geraes, realizada entre os dias 07 a 10 de setembro de 2017 foi a criação do Parque Estadual de Botumirim como objetivo a preservação de áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade da região em que ela está inserida, inclusive com fauna e flora endêmicas e ameaçadas de extinção. Além de ser relevante do ponto de vista da proteção de importantes afluentes do Rio Jequitinhonha, com belíssimas cachoeiras, bem como para preservar o riquíssimo patrimônio espeleológico e arqueológico da região. Na última quinta-feira (28), o secretário estadual de Meio Ambiente, Germano Vieira, anunciou que o Estado aplicará R$500 milhões obtidos através de compensação com grupo empresarial de Belo Horizonte para aplicar nas áreas de preservação ambiental do Norte de Minas, em negociação que está sendo realizada e será resolvida em poucos dias. Ele se reuniu no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros com uma comitiva de ambientalistas, comandados pelo secretário municipal de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, e o presidente do Instituto Grande Sertão, Eduardo Gomes.O Parque Estadual de Botumirim está localizada na Serra do Espinhaço e tem área prevista de 36.188 hectares. A futura Unidade de Conservação está a 197 quilômetros (km) de Montes Claros e a uma distância de aproximadamente 620 km de Belo Horizonte.A Câmara de Montes Claros, através do vereador ambientalista Soter Magno, também participou da reunião e entregou ao secretário Germano Vieira, uma moção de apoio assinado por todos os vereadores desta cidade, pela criação do Parque Estadual de Botumirim. Para o secretário de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, a criação do Parque Estadual de Botumirim é uma vitória de todo o Norte de Minas que terá mais uma importante área preservada. “Um dos objetivos da nossa 5ª Expedição Caminhos dos Geraes, além de avaliar a situação do patrimônio natural da região, catalogando espécies e avaliando possíveis danos ambientais, foi a criação da Unidade de Conservação em Botumirin para preservar a fauna e flora daquela região, bem como, suas belíssimas cachoeiras. Hoje, estamos vendo este sonho sendo realizado, o que nos deixa muito contentes, por ser uma importante reserva para a manutenção da biodiversidade e dos mananciais hídricos”, comemorou Ribeiro.Segundo ele, além da criação do Parque Estadual de Botumirim, a 5ª Expedição Caminhos dos Geraes apresentou ao Governador de Minas Gerais, outras quatro demandas: a proibição de novas áreas para plantios de eucalipto; o monitoramento dos níveis freáticos para que haja novos parâmetros para emissão de outorga no Norte de Minas; a ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu a partir da aquisição de terras de proprietários que possuem dívidas com o estado e estão dispostos a negociar e o cercamento da área pantanosa de Pandeiros. Fotos: João Marques

PT: DEFESA DE LULA FAZ COMBATE HISTÓRICO AO ARBÍTRIO

 – Em nota, o Partido dos Trabalhadores faz uma homenagem à equipe de defesa do ex-presidente Lula, que têm à frente advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, além de José Roberto Batochio e José Paulo Sepúlveda Pertence. “É preciso ter coragem e coerência, amor ao direito e à justiça, para defender um preso político nas mais difíceis circunstâncias, como vêm fazendo a equipe”, diz trecho da nota. Leia a íntegra: Nota do PT: Defesa de Lula faz combate histórico ao arbítrioÉ preciso ter coragem e coerência, amor ao direito e à justiça, para defender um preso político nas mais difíceis circunstâncias, como vêm fazendo a equipe A cada dia que passa fica mais claro que o presidente Lula é vítima de uma farsa judicial tramada por Sergio Moro e pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF-4), ao mesmo tempo em que seu direito constitucional de recorrer em liberdade da sentença injusta é alvo de manobras protelatórias no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Diante de tantas injustiças e manipulações, o Partido dos Trabalhadores manifesta seu reconhecimento e solidariedade à defesa do presidente Lula, que conduz com extrema competência uma batalha histórica contra o arbítrio de setores do Judiciário em cumplicidade com a grande mídia, que representa os interesses do golpe de 2016. Os advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, que construíram a defesa do presidente desde o início da perseguição da Lava Jato e são responsáveis por sua repercussão internacional; José Roberto Batochio, que agregou à defesa sua excelência no Direito Penal e na oratória, e José Paulo Sepúlveda Pertence, de impecável reputação construída ao longo de uma vida dedicada à justiça, merecem toda nossa confiança. Nenhum líder político na história do país foi tão perseguido quanto Lula: pelos interesses econômicos internos e externos ao país, pela Rede Globo e toda a mídia que a segue bovinamente, pelos golpistas, pelos entreguistas, pelos inimigos do povo. Pelos que não toleram o projeto de país inclusivo, mais justo e soberano que Lula representa. É preciso ter coragem e coerência, amor ao direito e à justiça, para defender um preso político nas mais difíceis circunstâncias, como vêm fazendo os advogados do presidente Lula. Por isso eles têm se tornado, assim como o cidadão que defendem, alvo de notícias maliciosas como as divulgadas pela mídia dos poderosos esta semana. Cabe a nós, que estamos aqui fora, longe da torturante restrição de liberdade, somar esforços aos que conduzem, nos tribunais, a grande batalha pela justiça e pela democracia, que certamente levará a verdade triunfar sobre a farsa e sobre as manobras indecentes que tentam barrar o caminho de Lula até a presidência da República. A verdade vai vencer! Basta de injustiça contra Lula! Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados Lindbergh Farias, líder do PT no Senado Federal

Nenhuma surpresa: advogado do PCC nega pedido de liberdade de Lula

 O militante do PSDB e advogado do PCC, também conhecido como ministro-tucano Alexandre de Moraes negou a liberdade para o ex-presidente e também rejeitou outro pedido para que o recurso seja julgado pela Segunda Turma da Corte, e não pelo plenário. A defesa de Lula recorreu da decisão do relator do pedido de liberdade, ministro Edson Fachin, que, na sexta-feira (22), enviou pedido de liberdade ou prisão domiciliar do ex-presidente para julgamento pelo plenário, e não na turma, como queria a defesa.No colegiado, há maioria de três votos a favor de mudar o entendimento que autoriza prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça. A turma é formada pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, além de Fachin e Celso de Mello. TIJOLAÇO: STF FAZ MALANDRAGEM PARA MANTER LULA PRESO O jornalista Fernando Brito avalia que a reclamação apresentada pela defesa de Lula à 2ª Turma do STF não terá, é provável, efeito jurídico imediato; “Porque há uma evidente interdição extrajurídica a qualquer decisão que coloque o ex-presidente, ainda que provisoriamente, em liberdade enquanto luta pela revisão das absurdas sentenças que lhe foram impostas” Por Fernando Brito, do Tijolaço – A reclamação apresentada pela defesa de Lula à 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal não terá, é provável, efeito jurídico imediato, porque há uma evidente interdição extrajurídica a qualquer decisão que coloque o ex-presidente, ainda que provisoriamente, em liberdade enquanto luta pela revisão das absurdas sentenças que lhe foram impostas. Mas terá, para vergonha do STF, imensa valia para os historiadores jurídicos, porque descreve algo que não se apagará da trajetória da corte suprema (neste caso, assim mesmo, com minúsculas). É a crônica, detalhada, de como a “malandragem” foi usada para burlar o curso natural do processo e evitar que o caso fosse julgado por quem o deveria ser – e foi, no caso de José Dirceu: 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal. Está aí, por parte de um Ministro do STF, Luiz Edson Fachin, a burla de um princípio constitucional essencial: o do juiz natural. Art. 5°, XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção;” (…) Art. 5°, LIII – ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;” De forma inteligente, a reclamação reproduz os argumentos para lá de insuspeitos da imprensa antilula para demonstrar que é evidente que ” teria havido intenção deliberada em remeter o processo do Reclamante para apreciação por outro órgão colegiado ante o temor de que o resultado do julgamento por seu juiz natural, a 2ª Turma, pudesse conduzir a resultado que lhe fosse favorável – situação aparentemente indesejada pelo Relator [Edson Fachin]. É irrespondível e está aí a razão para o “recado” anônimo que se mandou através da coluna de Monica Bergamo, na Folha, avisando que “Lula não teria sido libertado caso seu recurso tivesse sido julgado na terça”. Não há o que se alega ser a “diferença entre o caso do ex-presidente e os demais que foram analisados na terça é que o plenário do STF já tinha considerado a prisão legítima ao negar a ele o habeas corpus que poderia tê-la evitado, em abril”. O exame do pedido suspensivo do recurso extraordinário é matéria diversa da que foi tratada no “habeas corpus” negado pelo Plenário, onde se pedia a garantia contra prisão diante do que o STF decidira antes – que a prisão “poderia” acontecer, contra a política do TRF-4, flagrantemente insubmissa à Corte, dizendo que “deveria” necessariamente ser feita. O que se pede, agora é que, diante da plausibilidade dos argumentos esgrimidos no recurso, fosse concedido o efeito suspensivo à condenação, porque, se afinal reconhecidos as razões, não haveria maneira de repor a liberdade negada. Tanto não era o caso de se enviar a plenário, mas de julgar na 2ª Turma, que o mesmo recurso havia sido pautado para terça-feira por iniciativa do mesmo Edson Fachin. A negativa, marota, do TRF-4 à admissibilidade do recurso não muda, é evidente, o seu teor e sua natureza. Não muda, portanto, o órgão julgador. Ou não deveria mudar. No mesmo recado dado na Folha, está a chave do que se pretende: “trocar” com Lula a concessão de uma “prisão domiciliar” que não lhe tire a condição de “preso” e não crie, pela concessão do efeito suspensivo à execução da sentença durante o julgamento do recurso, um obstáculo, até, a discutir a elegibilidade do ex-presidente. E o nome disso não é Justiça, mas chantagem.

PESQUISA IBOPE: LULA DISPARADO NA FRENTE, COM 33%

 A primeira pesquisa presidencial do Ibope do ano, contratada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), confirma: Lula segue disparado na frente, com 33% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro, com 15%, Marina Silva, com 7%, Geraldo Alckmin, com 4%, e Ciro Gomes, com 4%; Lula, no entanto, vem sendo mantido como preso político em Curitiba para não disputar uma eleição que ele venceria com facilidade; todos os demais candidatos somados têm 36%, o que indica claramente a chance de vitória do ex-presidente no primeiro turno. A pesquisa foi realizada entre 21 e 24 de junho com 2 mil eleitores em 128 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Sem Lula no cenário ofertado aos eleitores, as eleições tornam-se uma fraude: brancos e nulos ganham com os mesmos 33% do ex-presidente. Veja os cenários da pesquisa estimulada (quando são apresentados os nomes dos candidatos): Cenário com Lula: Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 33%Jair Bolsonaro (PSL): 15%Marina Silva (Rede): 7%Ciro Gomes (PDT): 4%Geraldo Alckmin (PSDB): 4%Álvaro Dias (Podemos): 2%Manuela D’Ávila (PC do B): 1%Fernando Collor de Mello (PTC): 1%Flávio Rocha (PRB): 1%Levy Fidelix (PRTB): 1%João Goulart Filho: 0Outro com menos de 1%: 2%Branco/nulo: 22%Não sabe/não respondeu: 6% Cenário sem Luiz Inácio Lula da Silva: Jair Bolsonaro (PSL): 17%Marina Silva (Rede): 13%Ciro Gomes (PDT): 8%Geraldo Alckmin (PSDB): 6%Álvaro Dias (Podemos): 3%Fernando Collor de Mello (PTC): 2%Fernando Haddad (PT): 2%Flávio Rocha (PRB): 1%Guilherme Boulos (PSOL): 1%Henrique Meirelles (MDB): 1%Levy Fidelix (PRTB): 1%Manuela D’ Ávila (PC do B): 1%Rodrigo Maia (DEM): 1%João Goulart Filho: 1%Outro com menos de 1%: 1%Branco/nulo: 33%Não sabe/não respondeu: 8%

Dilma se lança ao senado para tomar vaga de Aécio, que liderou ou golpe

 – A presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, lançou sua pré-candidatura ao Senado por Minas Gerais na noite desta quinta-feira 28, durante um encontro em Belo Horizonte com deputados e com o diretório estadual do PT, além da presença do governador Fernando Pimentel (PT). Dilma evitou falar da candidatura, mas discutiu propostas e ações para sua campanha. “Dilma vai enfrentar na campanha os responsáveis pelo impeachment e aliados de Temer, os senadores Aécio Neves e Antônio Augusto Anastasia”, comentou o deputado Durval Ângelo (PT-MG). O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) avaliou que Dilma é um nome forte no Estado e que a maioria da população considera que foi injusta sua deposição da presidência.