Antropólogo Darcy Ribeiro recebe homenagem do BDMG Cultural

O edifício-sede do Instituto Cultural, no qual está localizada a galeria de arte do instituto, completa 35 anos em 2018 e ganha nome do pensador brasileiro O edifício anexo do BDMG, onde está o BDMG Cultural e a sua galeria de arte, na Rua Bernardo Guimarães, 1.600, será publicamente nomeado, no dia 5 de julho, às 19h30, como Edifício Professor Darcy Ribeiro. A escolha, aprovada pela diretoria do BDMG, é uma homenagem ao autor de romances como “Maíra” e “Migo”, mineiro de Montes Claros, que dedicou a vida à educação e à cultura. (O Edifício sede do BDMG, ao lado do anexo, há muito tempo leva o nome do ex-governador Israel Pinheiro, mineiro de Caeté). Sobrinho do escritor e presidente da fundação que leva o nome do tio, Paulo Ribeiro recebeu com alegria a homenagem: “Darcy Ribeiro certamente foi, entre os brasileiros do seu tempo, um dos que mais contribuiu para a consolidação da nossa cultura. Estudou profundamente o povo brasileiro e se tornou educador pelas mãos do mestre Anísio Teixeira”, comentou. “Esta é a primeira homenagem que Darcy recebe em Belo Horizonte. Até hoje, na capital, não há qualquer logradouro público batizado com o seu nome, erro que está sendo devidamente corrigido agora. Darcy morou em BH, onde fez parte do curso de Medicina na UFMG. Ele é um dos mineiros mais conhecidos no Brasil e fora dele. E foi um dos intelectuais que mais escreveram sobre a Cultura como fator de desenvolvimento e emancipação do povo, visão que alimenta a atuação do BDMG Cultural nessas três décadas de sua existência”, destacou o jornalista Rogério Faria Tavares, presidente do BDMG Cultural. Nascido em 1922, Darcy faleceu em 1997. Ministro da Casa Civil e Ministro da Educação do Governo João Goulart, Darcy Ribeiro foi o fundador da Universidade de Brasília, a UnB, cujo campus leva o seu nome, e da Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos, no interior do Rio de Janeiro. De volta ao Brasil, depois de longo exílio no exterior, durante o regime militar, foi vice-governador e senador pelo estado do Rio de Janeiro, onde também atuou como secretário de estado da Cultura. Em sua gestão, foram inaugurados o Sambódromo e os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública). Membro da Academia Brasileira de Letras, deixou vasta obra literária e ensaística, na qual se destacam livros como “O Povo Brasileiro”, “Processo Civilizatório”, “O Brasil como problema” e “As Américas e a Civilização”. No Senado Federal, foi o relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Rômulo e Ildenílson foram lançados pré-candidatos a reitor e vice

O sociólogo Rômulo Barbosa e o filósofo Ildenílson Meireles são pré-candidatos a reitor e vice da Unimontes Com o apoio de parte da comunidade acadêmica, os professores Rômulo Soares Barbosa e Ildenílson Meireles foram lançados pré-candidatos a reitor e vice-reitor, respectivamente, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), nas eleições que se aproximam. As pré-candidaturas são resultado de um processo de discussão travada junto a professores, alunos e servidores, sobre a construção coletiva de uma nova forma de conduzir a universidade. Foi constituído um amplo grupo de trabalho, denominado GT #AUnimontesValeaLuta, para elaborar um novo projeto e mobilizar os segmentos diretamente envolvidos dentro da Unimontes, além da comunidade local e regional.Enquanto formula o plano de gestão, o GT realiza reuniões para atualizar a comunidade universitária sobre o andamento dos trabalhos. Os nomes de Rômulo e Ildenílson foram legitimados pelos participantes em encontro ocorrido no dia 25, no campus de Montes Claros. O grupo se coloca como uma alternativa para buscar uma universidade “participativa, pública, gratuita, democrática e de qualidade, voltada para as necessidades da sociedade”. O pré-candidato a reitor, Rômulo Soares Barbosa, disse que esse trabalho exigirá a realização de três tarefas: estabelecimento dos pilares pretendidos para a universidade, focados na democracia; mobilização para agregar pessoas interessadas em reconstruir a universidade; e preparação para o embate eleitoral.Para isso, de acordo com o pré-candidato a vice-reitor, Ildenílson Meireles, foram formadas várias comissões, chamadas GTs de apoio. Segundo a coordenação, mais de 100 professores, inicialmente, já estão envolvidos no projeto. Apesar do apoio inicial dado aos nomes colocados, a questão não está fechada. “Como a construção do projeto é coletiva, nada impede que, na continuidade das discussões, surjam novos nomes até a deflagração do processo eleitoral propriamente dito”, acrescentou Meireles.
Vitória atė por correspondência – Por Manoel Gusmão

Muitos que querem a verdade, não conseguiam enxergá-la e muitos ainda não conseguem, por falta de discernimento ante a poderosa força da insistente repetição da mentira, por aqueles que vivem dela. Mas a maioria quer a verdade. Por isso é que a mentira perde poder a cada dia.Os golpistas não imaginavam que precisariam de tantas ações em cadeia para sustentar o golpe. E a cada dia aumenta o desespero. É um retarda daqui, acelera dali, pressiona aqui ameaça daqui, prende daqui solta dali, e nada. Os números não se movem. Se movem, movem em sentido contrário às pretensões. E parece não ter mais o que se fazer. Mas continuarão no intento. São muitos interesses no jogo maquiavélico, ou melhor, satânico, pois Maquiavel não ousou tanto. Só que, o que se percebe é que a eleição é de Lula. O golpe em Dilma foi para enterrar todos os projetos de governo da esquerda, aniquilando as forças de Lula, líder maior desses projetos. Tendo a população brasileira, especialmente os excluídos, beneficiado deles. Por tudo que se viu e se vê desde o início do golpe, o massacre diário da imagem de Lula, através da mídia golpista e as decisões esdrúxulas e ilegais do judiciário para mantê-lo preso, e, mesmo assim não se consegue dobrar a consciência da maioria, só depende da esquerda para retomar o poder, a democracia e estancar o entreguismo.E Lula com sua sabedoria, conduzirá todo processo. Solto, por viva voz ou preso, por correspondência.E aqui segue o melhor antídoto ao golpe: Lula presidente e Gleisi Hoffmann vice. Ninguém terá medo em uma eventual cassação forjada do líder. A vice já provou que é a melhor opção dentre todos os demais candidatos. É a vice líder brasileira. Única capaz de executar os projetos sociais, de crescimento econômico e distribuição de renda, com indicação e orientação de Lula. * Manoel Gus,ão é contador e colaborador do EM CIMA DA NOTÍCIA
LEWANDOWSKI PROÍBE PRIVATIZAÇÕES SEM AVAL DO CONGRESSO

– O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski proibiu que o governo Michel Temer privatize empresas sem autorização do Congresso Nacional. Ele criticou a “crescente” tendência de “desestatizações que vem tomando corpo em todos os níveis da Federação” e disse que “poderá trazer prejuízos irreparáveis ao país”. Decisão atende a um pedido de liminar da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que questionavam a constitucionalidade de uma lei de 2016. O pedido foi atendido enquanto a ação não for questionada pelo plenário do Supremo. Lewandowski lembrou ainda que a Constituição Federal indica que a alienação de bens públicos deve atender a lei de licitações, que gere “igualdade de condições a todos os concorrentes”.
Brasil vence Sérvia por 2 X 0 e enfrentará o México nas oitavas

Os gols do Brasil foram marcados por Paulinho, no primeiro tempo, ao completar ótimo lançamento de Philippe Coutinho, e pelo zagueiro Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio (Reuters) – A seleção brasileira venceu a Sérvia por 2 x 0 em seu último jogo pela fase de grupos da Copa do Mundo e se classificou com o primeiro lugar do Grupo E para enfrentar o México nas oitavas de final do Mundial, em partida nesta quarta-feira em que fez sua melhor apresentação até o momento na Rússia, ainda que não tenha sido brilhante. Paulinho abriu o marcador aos 36 minutos do primeiro tempo com um toque de categoria por cima do goleiro sérvio, e Thiago Silva ampliou de cabeça na etapa final de um jogo que começou preocupante devido à substituição por contusão do lateral-esquerdo Marcelo com menos de 10 minutos. A seleção brasileira voltará a campo no dia 2 de julho para o duelo pela fase de mata-mata contra os mexicanos, que se classificaram mais cedo nesta quarta em segundo lugar do Grupo F apesar de uma derrota por 3 x 0 para a Suécia. Nessa chave, a atual campeã mundial Alemanha foi eliminada. A segunda posição do Grupo E ficou com a Suíça, que empatou por 2 x 2 com a já eliminada Costa Rica na outra partida da chave e agora enfrentará a Suécia nas oitavas. O Brasil terminou com 7 pontos, contra 5 da Suíça, 3 da Sérvia e 1 da Costa Rica. O Brasil, que se classificaria até mesmo com um empate contra os sérvios, entrou em campo no Estádio do Spartak, em Moscou, ainda sem ter feito uma grande exibição na Rússia, após o empate por 1 x 1 com a Suíça na estreia e a vitória por 2 x 0 sobre a Costa Rica com dois gols marcados nos acréscimos. Logo no primeiro minuto, Neymar avançou com a bola dominada e rolou para Philippe Coutinho, que bateu da entrada da área, mas a bola acertou Gabriel Jesus, que estava impedido. Pouco depois Jesus recebeu lançamento, mas estava novamente em posição irregular. Enquanto a Sérvia apostava somente nas bolas cruzadas pelo alto para dentro da área, apostando na maior estatura de seus jogadores, o Brasil tinha em Neymar e Coutinho suas principais esperanças de chegar ao gol. Um passe em profundidade do camisa 10 colocou Jesus em boa condição de marcar, mas o atacante teve o chute desviado pela defesa após cortar o zagueiro para bater de direita. Outra jogada em profundidade, dessa vez um lançamento pelo alto de Coutinho para Paulinho, resultou no primeiro gol brasileiro. O volante do Barcelona veio por trás da defesa e tocou por cima do goleiro Stojkovic para abrir o marcador. Depois de um primeiro tempo praticamente sem ter seu gol ameaçado, o Brasil precisou que Thiago Silva salvasse duas bolas dentro da área no início da segunda etapa em um momento de intensa pressão dos sérvios, que partiram para o tudo ou nada em busca de evitar a eliminação. O goleiro Alisson também fez boas defesas, a principal delas em cabeçada do atacante sérvio Mitrovic. Para lidar com a pressão sérvia, o técnico Tite trocou Paulinho por Fernandinho, mas o que abalou o impulso ofensivo dos sérvios foi o segundo gol brasileiro, marcado por Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio de Neymar, aos 23 minutos. A partir do segundo gol a seleção brasileira passou a administrar o resultado trocando passes na intermediária, e Tite ainda reforçou a marcação no meio-campo com a entrada de Renato Augusto no lugar de Coutinho. Neymar, que assim como o restante do time brasileiro teve sua melhor atuação nesse Mundial, ainda teve duas boas chances de fazer o terceiro gol do Brasil ao ficar cara a cara com o goleiro, mas teve suas finalizações defendidas por Stojkovic. Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro
STF suspende execução da pena e manda soltar José Dirceu

Com STF soltando Dirceu, prisão de Lula se torna insustentável A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, em sessão nesta terça-feira (26/6), cautelar suspendendo a execução da pena do ex-ministro José Dirceu. A decisão foi proferida por 3 votos a 1. A maioria do colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Dias Toffoli, e entendeu que há “plausibilidade” no recurso apresentado por Dirceu contra a condenação em segunda instância. Além de Toffoli, votaram pela soltura do petista os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. O ministro Celso de Mello não participou da sessão. A suspensão da execução penal não é definitiva e tem validade até que seja analisado o mérito do pedido. No julgamento desta terça (26), o ministro Edson Fachin pediu vista do processo. José Dirceu foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em segunda instância a 30 anos e 9 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, no âmbito da Lava Jato. O ex-ministro está preso desde o dia 18 de maio, quando foi determinado o início do cumprimento da pena.A defesa do petista então entrou com recurso no STF alegando que a execução penal após segunda instância desrespeita o princípio da presunção da inocência. Os advogados argumentam ainda que a execução imediata da pena afronta decisão proferida pelo STF em habeas corpus, em maio de 2017. À ocasião, a Corte concedeu HC ao ex-ministro, substituindo a prisão preventiva que cumpria por medidas cautelares. Segundo a defesa, “como a persecução penal ainda não se encerrou, há flagrante descumprimento da decisão proferida no julgamento do mencionado Habeas Corpus nº 137.728/PR, a impor a pronta intervenção desse Excelso Pretório”. Com STF soltando Dirceu, prisão de Lula se torna insustentável Tijolaço Tecnicamente, o recurso apresentado pela defesa de José Dirceu é, em tudo, igual ao que foi apresentado por Lula- e derrotado por 6 a 5 no plenário do Supremo Tribunal Federal – com a única e vital diferença de que foi, como deveria ter sido o do ex-presidente, apreciado pela 2ª Turma, que julgou o pedido do ex-ministro. Só essa, nada mais. E o foi porque Edson Fachin preferiu remetê-lo para o plenário, por uma decisão política, tal como fez agora mesmo com o pedido de análise do recurso extraordinário do ex-presidente, negado arbitrariamente pelo Tribunal Regional da 4ª Região, depois de muitas manobras protelatórias. Em condições normais, dificilmente Dirceu teria sido libertado. Outras vezes, no STF, o ex-ministro experimentou decisões impiedosas. Portanto, o diagnóstico correto é que ao menos quatro ministros do STF – além dos três que votaram na 2ª Turma (Dias Tófolli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski), também Marco Aurélio Mello – já não suportam os procedimentos cavilosos de Edson Fachin e Cármem Lúcia (com o suporte barulhento de Luiz Roberto Barroso) para fazer o Supremo ser agente político-eleitoral. A mídia supreeendeu-se com a decisão e, pela primeira vez em muitos dias, tirou a Copa da manchete de seus sites para escandalizar-se com uma decisão que, afinal, nada tem de surpreendente, exceto o fato de que parte de um tribunal acoelhado resolveu insurgir-se contra o ‘meganhismo’ de toga. Não se pode falar que a 2ª Turma recusou uma decisão do plenário, porqwue decisão de plenário não pode haver quando o placar de 6 a 5 se formou com uma ministra – Rosa Weber – diz que pensava o contrário, mas que, por não estar se julgando a tese, mas um caso, não poderia dar um voto contra uma maioria que, aliás, não integrou. É possível que, amanhã, algum dos ministros peça, no plenário, que Cármen Lúcia coloque em votação o que deve ser votado: a questão constitucional da prisão antes do trãnsito em julgado de sentenças, sobre quando e como podem ou não podem ocorrer. O que torna insustentável a crise interna do STF não é como se julga, mas o que se julga, quando se julga e quais são os ministros que julgam. E, claro, o fato de que os casos de maior repercussão política, como estes, de Dirceu e Lula, estejam entregues a um micróbio jurídico e moral como Luís Edson Fachin.
A ascensão da vulgaridade no Roda Viva de Manuela D’Ávila

O jornalismo brasileiro sofreu um apagão na noite desta segunda-feira (25). Não há outra forma de definir a tempestade de estupidez e machismo em que se transformou o Roda Viva sob o comando de Ricardo Lessa. Por Renato Bazan – Via Diario do Centro do Mundo O que deveria ser ser uma sabatina com a pré-candidata à presidência Manuela D’Ávila, do PCdoB, tornou-se a vitrine da malícia reacionária que domina a nossa imprensa. Por uma hora, Manuela se viu cercada de jornalistas menos interessados em seu projeto e mais em vê-la tropeçar nas perguntas-pegadinha normalmente direcionadas à esquerda brasileira. Não a levaram a sério. Interromperam-na centenas de vezes. Foi o equivalente midiático de um fuzilamento, ao vivo e em cores. No pelotão, estavam o próprio Lessa (mediador), Vera Magalhães (Estadão/Jovem Pan), Letícia Casado (Folha), João Gabriel de Lima (Exame), Joel Pinheiro da Fonseca (não-jornalista do Insper), e Frederico d’Avila (diretor da Sociedade Rural Brasileira) – uma composição questionável, no melhor dos casos, por representar somente tons do conservadorismo nacional. Mas talvez, sob o comando de um profissional competente, esse consórcio de oponentes apresentasse à Manuela a chance de confrontar os preconceitos que a impedem de crescer como candidata. Numa realidade em que o mediador do Roda Viva fosse Heródoto Barbeiro ou Paulo Markun, as perguntas teriam chance de serem respondidas, e não seriam transformadas em armadilhas para render manchetes nas redes sociais. A maior vítima da hostilidade desta noite não foi Manuela D’Ávila, mas o próprio Roda Viva, e com ele o departamento jornalístico da TV Cultura. Para que serve uma entrevista na qual o único objetivo é desestabilizar o entrevistado? Estariam transmitindo de algum porão do DOPS? O grau de desleixo foi tamanho que o próprio mediador pôs-se a rir sarcasticamente de sua convidada quando desistiu de provocá-la. Repetiu 5 vezes a mesma pergunta: “Você considera Lula inocente?”. Em todas ouviu a mesma coisa, e não a deixou terminar. Essas foram duas tendências inescapáveis, inclusive: a obsessão por Lula, e o silenciamento sistemático de Manuela no meio de suas falas. O terceiro bloco, pior de todos eles, foi quase todo dedicado ao ex-presidente, e uniu os 6 da bancada em um coro de acusações sem o menor auto-controle. A determinada altura, Manuela disparou atônita: “Vocês gostam de falar mais do que eu”. Por isso, foi chamada de “advogada do Lula”. Foi o momento mais vulgar. A entrevista adquiriu ares de Inquisição, como se quisessem extrair dela a confissão que não conseguiram do líder do PT. Como se quisessem transferir a ela o peso de suas acusações. Tentaram também colocar palavras em sua boca. A ela foi perguntado nada menos que três vezes se desistiria de sua candidatura, apesar de negar com firmeza. Machismo exemplar, sob um fino véu investigativo. Criaram paralelos impossíveis entre sua candidatura e os governos de Stalin e Mussolini, ditadores mortos há mais de 60 anos, ancorados em bordões de WhatsApp que deixariam qualquer tio do pavê orgulhoso. Em dois diferentes momentos, Frederico D’Ávila, que participa da campanha de Jair Bolsonaro, tomou minutos para falar da “vida miserável na União Soviética”, e finalmente desaguou na mãe de todas as falácias: “o fascismo é de esquerda”. Nenhum membro da bancada foi melhor. Envergonharam o ofício do jornalismo ao basearem suas perguntas em leituras ignorantes e fake news encontradas em redes sociais. O menino Joel, desesperado, acusou-a de criar “discurso de ódio” por criticar a nave-mãe de todos os discursos de ódio, o Movimento Brasil Livre. Minutos antes, havia acusado Manuela de mentir sobre estatísticas que ele mesmo desconhecia. Em outro momento, Frederico tentou desandar uma resposta sobre feminismo para um bate-boca sobre castração química. Vera Magalhães encarnou a ignorância de seus leitores depois de pedir colaborações no Twitter. Frederico D’Ávila foi desmascarado por Manuela quando afirmou que a CLT de Getúlio Vargas foi inspirada na Carta Del Lavoro do Benito Mussolini. Resumidamente, ele ficou empurrando uma tese de que o PCdoB havia apoiado uma lei trabalhista que era fascista tentando criar uma confusão para colar a pecha do autoritarismo no PCdoB. Manuela explicou que a lei garante os direitos e que o exercício do apoiador de Bolsonaro era curioso, considerando que é o seu pré-candidato que tem um projeto anti-democrático, defendendo torturadores como o Brilhante Ustra. Nenhum jornalista é obrigado a aderir a uma ou outra ideologia, mas espera-se do mais medíocre que saiba se portar diante de uma câmera. Que não precise perguntar: “É machista elogiar sua beleza quando estamos discutindo política?”, como fez Ricardo Lessa. O nível foi este: abismal. Manuela D’Ávila sai gigante do programa, após delimitar seu espaço em meio a um inferno de desonestidade intelectual. Já sobre a TV Cultura, pode-se dizer o contrário. Se os próprios jornalistas perderam a capacidade de pensar com coerência, que esperança temos de um debate civilizado até outubro? Este Roda Viva foi o retrato da ruína de nossa profissão. Leia também a nota do site do PT: Uma gigante chamada Manuela e o triste fim de uma emissora pública
Argentina vence a Nigéria enfrentará a França nas oitavas de final

SÃO PETERSBURGO (Reuters) – Um gol no final de Marcos Rojo deu à Argentina uma dramática vitória por 2 x 1 sobre a Nigéria no Grupo D, nesta terça-feira, que levou a seleção bicampeã mundial à fase eliminatória da Copa do Mundo. Lionel Messi marcou seu primeiro gol no torneio aos 14 minutos com uma ajeitada brilhante e um chute colocado. No entanto, a Nigéria empatou seis minutos após o intervalo, quando Javier Mascherano fez falta em Leon Balogun dentro da área e Victor Moses converteu a penalidade. Com o jogo se encaminhando para o final, Gabriel Mercado cruzou da direita aos 41 do segundo tempo e Rojo acertou um chute de primeira, sem deixar a bola cair no chão, despertando celebrações vibrantes dos argentinos. A Argentina enfrentará a França nas oitavas de final, depois de terminar em segundo no grupo, enquanto a Croácia jogará contra a Dinamarca, vice-campeã do Grupo C. Nigéria e Islândia estão fora depois de terminarem em terceiro e quarto, respectivamente. Reportagem de Simon Jennings
Manobra de Fachin prova que Lula está sequestrado para não ser candidato

Ao jogar para o plenário o pedido de liberdade de Lula, numa decisão que ficará para agosto, em meio ao processo de registro de candidaturas, o ministro Edson Fachin demonstrou, para quem ainda não havia entendido, que o ex-presidente Lula não é um presidiário, mas sim um cidadão sequestrado pelo Poder Judiciário, com uma única finalidade: não disputar as eleições presidenciais de 2018, que ele venceria com facilidade; ou seja: na prática, o Judiciário sequestrou a própria democracia – Por que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, se um dos ministros mais experientes do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, acaba de declarar que sua prisão é inconstitucional? Se ainda havia alguma dúvida, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, fez questão de dar transparência ao jogo. Depois de suspender o julgamento de Lula na segunda turma do STF, que tem perfil garantista e fatalmente libertaria Lula nesta terça-feira 26, Fachin reconsiderou sua decisão, mas jogou o recurso de Lula para o plenário, não sem antes pedir parecer da Procuradoria-Geral da República. Como os ministros do STF têm recesso em julho, a decisão sobre a liberdade de Lula, que vem sendo mantido como preso político há mais de 80 dias, ficará para agosto, justamente o mês em que serão registradas as candidaturas presidenciais. Assim, o STF poderá fazer uma operação casada com o Tribunal Superior Eleitoral, libertando Lula, mas, ao mesmo tempo, impedindo o registro de sua candidatura presidencial. Essa nova manobra de Fachin, que ontem foi alvo de um manifesto de 271 juristas, apenas comprova que Lula não é um prisioneiro da Justiça, mas apenas um cidadão temporariamente sequestrado pelo Poder Judiciário para que seus direitos políticos sejam cassados até as eleições. Como todas as pesquisas indicam que Lula venceria a disputa presidencial com facilidade, na prática, o que Fachin fez foi sequestrar a própria democracia brasileira – o que despertou o repúdio até daqueles que se colocavam entre seus melhores amigos. Confira, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a nova manobra de Fachin: O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (25) enviar o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para julgamento no plenário da Corte. A decisão do ministro foi motivada por uma petição feita, mais cedo, pelos advogados de Lula. Os defensores pediram que o ministro reconsidere decisão que rejeitou analisar o caso, na sexta-feira (22). Além disso, a defesa também pretendia que a questão fosse julgado pela Segunda Turma do tribunal, formada por Fachin e os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello. Com a decisão do ministro, o caso deverá ser julgado somente em agosto, após o recesso de julho na Corte. Nesta semana, o plenário fará as duas últimas sessões antes do recesso e as pautas de julgamento já foram definidas. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá enviar parecer sobre a questão. Após a tramitação formal, caberá à presidente do STF, Cármen Lúcia, pautar o pedido. Ministro Edson Fachin durante sessão da Segunda Turma do STF para jugar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.Ministro Edson Fachin decidiu enviar processo pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para julgamento no plenário da Corte – Nelson Jr./SCO/STFPedido rejeitadoNa sexta-feira (22), Fachin rejeitou o pedido protocolado pela defesa do ex-presidente para aguardar em liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava Jato. Com a decisão, Lula continuou preso. A decisão foi tomada após a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela Corte. No novo pedido, a defesa alega que Lula está preso ilegalmente há 80 dias e pede urgência no julgamento. “O dano concreto que se objetiva cessar é dirigido à liberdade do Agravante, custodiado na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba há 80 dias, mesmo a liberdade sendo bem jurídico de primeira importância em qualquer Estado Democrático de Direito”, sustentam os advogados.
Caso Aécio – Cidade administrativa é enviado para a Polícia Federal

“A Cidade Administrativa, criada para ser a Brasilinha de Aécio, acabou se transformando no maior símbolo de corrupção em Minas Gerais”, diz o deputado Rogério Correia Do facebook do deputado Rogério Correia – Alvo de denúncia feita há vários anos pelo deputado Rogério Correia, do PT, o caso Aécio Neves/Cidade Administrativa foi enviado pela Justiça para a Polícia Federal. Com isso, será possível agora fazer novas diligências e interrogatórios. A Cidade Administrativa, criada para ser a Brasilinha de Aécio, acabou se transformando no maior símbolo de corrupção em Minas Gerais. Antes de o Judiciário enfim debruçar-se sobre o tema, contudo, as denúncias feitas por Rogério Correia eram praticamente ignoradas pela grande mídia e Ministério Público. “Entreguei a membros do Judiciário, MP e imprensa, em alguns casos várias vezes, documentos demonstrando improbidade administrativa, corrupção e truculência contra os que dele discordavam”, lembra o deputado do PT mineiro. “Só que todos preferiram ignorá-las solenemente e blindar Aécio de forma absurda.” Leia aqui a reportagem da RecordTV Minas