Grave patronal que usou os caminhoneiros serviu para aumentar a gasolina

– Gasolina e etanol custam 7,5% mais que antes da greve – Gasolina vendida nos postos do país volta a ser comercializada com 25% de etanol anidro e não mais 20%Do dia 18 de maio para o dia 10 de junho, gasolina subiu R$ 0,34 e o etanol ficou R$ 0,22 mais caro na região metropolitanaO diesel deveria estar R$ 0,46 mais barato nas bombas, por causa do acordo entre governo federal e caminhoneiros. Mas, em Belo Horizonte, o preço caiu só R$ 0,27, de acordo com pesquisa do site Mercado Mineiro. O levantamento compara os preços médios do dia 18 de maio, antes da greve, com os do dia 10 de junho, depois da paralisação. Embora tenha caído menos do que o esperado, o diesel está mais barato. Já a gasolina e o etanol ficaram cerca de 7,5% mais caros nesse mesmo período. O levantamento foi feito em 121 postos da região metropolitana de Belo Horizonte. Antes da greve, a gasolina custava, em média, R$ 4,53, e o etanol, R$ 2,87. Agora, estão custando R$ 4,87 e R$ 3,09, respectivamente. O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, explica que a tendência é de estabilização do etanol e novos aumentos para a gasolina. “O preço pago ao produtor, sem impostos e sem frete, está variando entre R$ 1,68 e R$ 1,69. Antes da greve, estava em R$ 1,64. Já a gasolina continua com os reajustes diários, o que será agravado com as questões do aumento do dólar”, explica. Só que nem o álcool, que está estável, nem o diesel, que já caiu de preço, e nem a própria gasolina estão livres de novos aumentos. “O tabelamento do frete anunciado pelo governo é uma medida totalmente inflacionária e que vai afetar toda e qualquer mercadoria transportada por um caminhão, inclusive os próprios combustíveis devem sofrer repasses, pois o frete ficará mais caro”, avalia. Vantajoso Entre preços que subiram e caíram, uma coisa não mudou: o etanol continua valendo mais a pena. Ele está custando, em média, 63,4% do valor da gasolina. “O consumidor está em uma situação difícil. A gasolina está subindo, o etanol também, apesar de estar em plena safra de cana-de-açúcar. Mas a tendência é a gasolina subir ainda mais, porque o preço do barril de petróleo já chegou a US$ 120. Então, a melhor saída para quem tem carro flex é deixar a gasolina de lado e usar o etanol”, destaca o coordenador do Mercado Mineiro Feliciano Abreu. A pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), feita todas as sextas-feiras, confirma o movimento de aumento dos preços. Entre 27 de maio e 2 de junho não foi possível coletar os dados, pois não havia combustível nos postos. Mas a comparação entre 9 e junho e 19 de maio mostra que a gasolina subiu de R$ 4,42 para R$ 4,88, e o etanol passou de R$ 2,84 para R$ 3,09 em Minas. REAJUSTES Variação de preços entre 18.5 e 10.6: Gasolina: de R$ 4.538 para R$ 4,874 (+7,40%)Etanol: de R$ 2,873 para R$ 3,090 (+ 7,55%)Diesel: de R$ 3,895 para R$ 3,621 (-7,03%) Tabela do frete já tem 30 atuações na Justiça O tabelamento do frete, em vigor desde 30 de maio, já é contestado em 30 ações judiciais (entre coletivas e individuais), movidas por empresas e entidades representativas, de acordo com último mapeamento da Advocacia Geral da União (AGU). Do total, houve decisão de primeira instância, na Justiça Federal do Rio Grande do Norte, em quatro processos. A AGU aguarda decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), apresentada pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR) na sexta-feira. No processo, a entidade pede a suspensão imediata da tabela. Impacto no PIB é consenso no mercado O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, admitiu ontem que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana. As previsões do governo apontam um crescimento de 2,5% do PIB em 2018, mas ontem o boletim Focus do Banco Central mostrou que o mercado já vê um avanço inferior a 2%, na previsão mais pessimista do ano. A greve de caminhoneiros deve impactar o PIB do segundo trimestre do ano, mas ainda não é possível precisar o tamanho da repercussão da paralisação sobre a atividade econômica, afirmou Roberto Olinto, presidente do IBGE. Os economistas do mercado financeiro elevaram suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018, de 3,65% para 3,82%, no relatório Focus divulgado ontem pelo BC. Quanto ao PIB, a projeção de crescimento para 2018 passou de 2,18% para 1,94%. Custo da queda do diesel para o governo será de R$14,7 bilhões O custo para promover uma redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas refinarias até o fim deste ano é de R$ 14,7 bilhões, segundo cálculos divulgados ontem pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado. O valor é R$ 1,11 bilhão maior do que o divulgado pelo governo, que estimou, no começo deste mês, o custo da redução de tributos e da concessão de subsídios em R$ 13,59 bilhões, dos quais R$ 4,01 bilhões seriam compensados por meio da redução de benefícios para setores da economia e outros R$ 9,58 bilhões por meio da concessão de subsídios ao diesel. Na ocasião, o governo informou que a redução de R$ 0,16 por litro na alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis, do total de R$ 0,46 por litro, custaria R$ 4 bilhões até o fim deste ano. Segundo a IFI, porém, o impacto da renúncia de Cide, PIS e Cofins é estimado em R$ 5,1 bilhões. Fonte: Jornal O Tempo
STF arquiva caso do Caixa 2 de R$ 500 mil do chanceler do golpe

No golpe ‘com Supremo, com tudo’, em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada sem crime e o ex-presidente Lula vem sendo mantido como preso político para não disputar as eleições presidenciais, que ele venceria com facilidade, o decano Celso de Mello acaba de arquivar o caso em que o chanceler do golpe, Aloysio Nunes, foi acusado de receber R$ 500 mil, por fora, da UTC Engenharia Por André Richter, repórter da Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello arquivou nesta segunda-feira (11) inquérito aberto para apurar a suposta doação eleitoral não contabilizada ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em 2010. A investigação está relacionada com os depoimentos de delação premiada do ex-executivo da empreiteira UTC Ricardo Pessoa. Segundo o delator, ele teria acertado doação de R$ 500 mil à campanha de Aloysio Nunes ao Senado, em 2010. Aloysio está licenciado do mandato para ocupar o cargo de ministro. Celso de Mello atendeu a um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, há duas semanas. Pela jurisprudência da Corte, o relator deve arquivar a investigação quando o pedido é feito pela PGR. Ao pedir o arquivamento, Raquel Dodge afirmou que os delatores não apresentaram provas para corroborar os depoimentos e não há dados suficientes para embasar o processo criminal. “A autoridade policial no seu relatório final reconhece que as afirmativas constantes do termo de colaboração de Ricardo Ribeiro Pessoa, especificamente em relação à suposta doação em espécie à campanha de Aloysio Nunes Ferreira em 2010, não foram corroboradas por outros elementos de prova suficientes a comprovar a materialidade e a autoria das infrações investigadas, e, por isso, não há elementos para deflagrar ação penal”, argumentou Dodge.
Ministro Barroso, do STF, arquiva inquérito contra Senador do PSDB

Investigação foi aberta após delações de executivos da Odebrecht. PGR havia pedido ao ministro do STF que enviasse caso para a primeira instância da Justiça. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal, determinou o arquivamento de inquérito aberto para investigar o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) em um desdobramento da Operação Lava Jato. Barroso tomou a decisão mesmo após a Procuradoria Geral da República pedir que o caso fosse enviado para primeira instância da Justiça por não ter relação com o mandato. Em maio, o Supremo decidiu restringir o foro privilegiado de deputados e de senadores a casos cometidos durante o exercício do mandato e em razão da atividade parlamentar. Ao analisar o caso, Barroso entendeu que a investigação começou há mais de um ano e o Ministério Público Federal não apontou elementos mínimos contra o parlamentar. O inquéritoO pedido de abertura de inquérito para investigar Ferraço foi após as delações dos executivos da Odebrecht Sérgio Luiz Neves e Benedicto Júnior. Os delatres disseram ter pago caixa 2 de R$ 400 mil para a campanha de Ferraço em 2010, por meio do setor de operações estruturadas da construtora. À época, Ferraço era filiado ao PMDB, partido pelo qual disputou a eleição. O beneficiário foi identificado pelo codinome “Duro”. Na época, o parlamentar negou as acusações. Após a decisão de Barroso, nesta sexta, Ferraço afirmou ao G1 que sempre acreditou na inocência dele e que “a justiça seria feita”. “Ao longo da minha trajetória, nunca vivi um problema dessa natureza. Essas coisas geram muito sofrimento. Estou feliz e em paz por mim, pelos meus familiares, amigos e eleitores, que ficam frustrados e decepcionados quando veem uma notícia dessas”, afirmou. (…)
Sérgio Moro recusa julgar tucano envolvendo em esquema de propinas

DEPOIS DE VIAGENS INTERNACIONAIS, MORO ALEGA ‘EXCESSO DE TRABALHO’ E NÃO JULGA TUCANOS O juiz Sergio Moro alegou excesso de trabalho para se retirar do processo que envolve fraudes de tucanos no Paraná; assim, a chamada 48ª fase da “lava jato” — que fez buscas na sede do governo estadual e resultou na prisão de seis pessoas em fevereiro deste ano, mesmo sem ligação com denúncias na Petrobras —, deve passar agora para outra vara criminal de Curitiba, ainda indefinida Do site do Conjur – Depois de declarar que “não faria sentido” dispersar provas envolvendo operadores já investigados na operação “lava jato”, o juiz federal Sergio Moro voltou atrás nesta segunda-feira (11/6) e abriu mão de julgar processos sobre suposto esquema de propinas envolvendo uma rodovia do Paraná. Ele alegou excesso de trabalho e baseou-se em voto derrotado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Assim, a chamada 48ª fase da “lava jato” — que fez buscas na sede do governo estadual e resultou na prisão de seis pessoas em fevereiro deste ano, mesmo sem ligação com denúncias na Petrobras —, deve passar agora para outra vara criminal de Curitiba, ainda indefinida. O caso envolve a suspeita de que uma concessionária tenha superfaturado despesas e simulado contratos para esconder repasses de vantagem indevida, o que teria inclusive aumentado as tarifas de pedágio de forma artificial. A investigação chegou primeiro à Vara Federal de Jacarezinho (PR), mas o juízo preferiu encaminhar os autos a uma das varas especializadas em lavagem de dinheiro. Sergio Moro havia considerado óbvia a conexão de processos, mas agora preferiu redistribuir autos a outro juiz. Moro quis assumir os processos em novembro de 2017, pois disse ter encontrado “pontos de conexões probatórias óbvios” no uso de atividades dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. O juiz reconheceu na época que atividades em outros estados poderiam ser distribuídas a outros juízos pelo país, porém considerou insensato impedi-lo de analisar os indícios de crimes em Curitiba, com entregas de dinheiro por lá e em benefício de agentes públicos da própria cidade. O advogado José Carlos Cal Garcia Filho, que representa um dos acusados, questionou no TRF-4 a competência de Moro, assim como a defesa de outro envolvido, representado por Rodrigo Muniz Santos. A maioria da 8ª Turma analisou os argumentos em maio deste ano, porém considerou inadequada a via eleita — pedido de Habeas Corpus, em vez de exceção de incompetência. O relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, ficou vencido ao reconhecer que o inquérito originário não apresenta qualquer relação com a Petrobras. Quase um mês depois do julgamento, foi Sergio Moro quem reconsiderou o próprio entendimento. Na decisão desta segunda, ele disse que já está sobrecarregado com “as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”. Embora esteja desde 2015 sem receber outros processos, o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba disse que cuida de casos com muita complexidade, “gerando natural dificuldades para processamento em tempo razoável”. Afirmou ainda que, conforme “juízos de conveniência e oportunidade”, é mais recomendável acompanhar o voto do relator no TRF-4, apesar de vencido. A medida, afirma, também encerrará qualquer novo questionamento das defesas sobre a prevenção. O julgador determinou a redistribuição de uma ação penal e processos conexos entre as varas criminais de Curitiba, excluindo-se a própria. Moro, entretanto, manteve válidos os atos processuais já praticados. As defesas queriam que fossem derrubadas as decisões anteriores, mas ele disse que cabe ao próximo juízo decidir o que fazer com os atos antigos. Leia a matéria no site do Conjur.
GOLPE MATOU INTERESSE DOS BRASILEIROS PELA COPA

– Depois de um golpe sem precedentes, que devastou economia, sociedade e até os símbolos pátrios como as cores verde e amarela, a conta chega para aquilo que foi a maior paixão do brasileiro: o desinteresse pela Copa do Mundo atingiu o recorde de 53% da população, aponta Datafolha. Ontem, em tuíte, o ator José de Abreu já constatava a inédita desilusão com as cores nacionais, dizendo que o brasileiro não aceita mais o verde e o amarelo como identificação depois de tanta deturpação e tantos manifestoches. O desinteresse dos brasileiros com a Copa disparou às vésperas do início da disputa na Rússia, marcado para esta quinta-feira (14). O primeiro jogo do Brasil será domingo (17), contra a Suíça, às 15h (horário de Brasília). Segundo pesquisa nacional do Datafolha realizada na semana passada, 53% dos brasileiros afirmam não ter nenhum interesse pelo Mundial, isso em um ano eleitoral, com a economia fraca e ainda na ressaca de uma manifestação de caminhoneiros que quase paralisou o país. No final de janeiro, o índice de desinteressados era de 42%. (…) Segundo o Datafolha, a marca de agora é a pior às vésperas do torneio desde 1994, quando o instituto fez a pergunta pela primeira vez. O desinteresse pelo Mundial da Rússia se destaca entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região Sul (59%) e aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (54%). O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios na quinta (7) e sexta-feira (8), e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Leia mais aqui.
O carinho do Papa Francisco com o preso político Luiz Inácio Lula da Silva

– PAPA ENVIA TERÇO A LULA – – O papa Francisco fez sua primeira manifestação explícita de apoio ao ex-presidente Lula, mantido como preso político há 67 dias. “O papa Francisco enviou um rosário ao presidente Lula, preso político há 67 dias. O presidente recebeu o terço na sede da Polícia Federal em Curitiba”, postou a equipe de Lula nas redes sociais, com uma foto de Claudio Kbene. Para Mauro Lopes, editor do 247 e criador do site teológico Caminho Pra Casa, Lula “é o maior líder político católico da história brasileira”. Ele explicou que “os católicos que odeiam Lula e fazem campanha contra ele o fazem não por serem católicos, mas por serem de direita”. No dia 17 de maio, na missa em Santa Marta, que o papa preside sempre que está no Vaticano, o pontífice condenou o golpe de maneira dura. Sem citar o Brasil ou o nome de Lula diretamente, fez uma descrição perfeita do que acontece no país: “Criam-se condições obscuras para condenar uma pessoa. A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas. Depois chega a Justiça, as condena, e no final, se faz um golpe de Estado”, afirmou na ocasião. A declaração do Papa aconteceu logo depois de um encontro com uma delegação de jovens brasileiros que foram a Roma para o encontro das Scholas Ocurrentes, um projeto de educação de Francisco. O terço é um instrumento de oração e meditação de católicos usado há 800 anos e se compõe de uma sucessão de 10 Aves-Marias entremeadas por um Pai Nosso e uma invocação à Trindade. As comunidades eclesiais de base da Igreja foram decisivas para a formação do PT nos anos 1970/80 e o teólogo Leonardo Boff e Frei Betto são os principais conselheiros espirituais de Lula. IMPEDIDO DE VER LULA, ASSESSOR DO PAPA DENUNCIA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA Eduardo Matysiak / Agência PT – Assessor do papa Francisco para Assuntos de Justiça e Paz, Juan Grabois foi impedido nesta segunda-feira 11 pela Superintendência da Polícia Federal de trazer uma mensagem do pontífice ao ex-presidente Lula, mantido preso político há 67 dias. O argumento usado pelas autoridades causou estranhamento para Grabois: o fato de que ele não seria um líder religioso. “Vim com muita esperança trazer uma mensagem ao ex-presidente Lula e, lamentavelmente, de maneira, para mim, um tanto inexplicável, os funcionários da Superintendência, aparentemente por uma ordem de cima, decidiram suspender os direitos de Lula e os meus de ter um encontro com o ex-presidente, porque não se poderia caracterizar um encontro religioso”, relatou o assessor a jornalistas em Curitiba. Para ele, o argumento não tem lógica, uma vez que, “pela doutrina católica, todos nós, batizados, somos discípulos e missionários”. Ele contou que veio trazer um rosário do papa Francisco e uma mensagem do papa a Lula, as conclusões dos encontros do pontífice com os movimentos sociais, além de debater questões espirituais com o ex-presidente. Grabois entregou o rosário na PF e deixou uma mensagem por escrito. Ele espera uma resposta de Lula até amanhã. “Estou muito preocupado com a situação, considerando que estamos diante de um claro caso de perseguição política, onde há uma deterioração da democracia no Brasil. Esta inexplicável negativa a permitir uma visita que estava programada de antemão é parte também de um processo de degradação das instituições não somente no Brasil, mas nos países da América Latina”, denunciou. “Me surpreende que o argumento das autoridades tenham finalidade teológica, por eu não ser um sacerdote consagrado. Não sei se esses funcionários têm formação teológica, mas reforço que todos os batizados somos discípulos e missionários e temos uma missão a cumprir”, completou. O assessor do papa contou ter visitado presos em situações similares em diversos locais e nunca se deparou com uma negativa dessa natureza. Ele concluiu sua fala dizendo que sai triste, mas com a certeza de que “a Justiça virá”. O carinho do Papa por Lula, maior líder político católico da história brasileira Lula é o maior líder político católico da história brasileira. E o Papa Francisco fez nesta segunda (11) uma demonstração inequívoca de seu carinho por ele. Enviou a Lula, prisioneiro político há 67 dias, um terço e um bilhete pessoal, escrito a mão. Se o Papa tem afeto por Lula, o regime dos golpistas tem ódio. E, com a mesquinharia típica das ditaduras, proibiram o enviado especial de Francisco de entregar o terço pessoalmente e conversar com o ex-presidente. O episódio é grave. Barrar um enviado do Papa numa visita a um preso político terá ampla repercussão contra o golpe, nacional e internacionalmente. Com o gesto de Francisco, fica claro que sua homilia há cerca de um mês, condenando os golpes de Estado patrocinados pelas mídias conservadoras referia-se de fato ao Brasil. É um aparente paradoxo: no maior país católico do mundo, o maior líder político católico da história é odiado por milhares e milhares de católicos e católicas, a começar pelo líder do golpe, Michel Temer, e pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ligado à Opus Dei. Nas rede sociais, católicos conservadores ofendem Lula, como ofenderam sua mulher, Marisa Letícia, até a morte, em 2017, e mesmo depois disso. A campanha persistente de ódio destes católicos a Lula não acontecem por serem católicos, mas por serem ferozmente de direita. O enviado do Papa à prisão foi ninguém menos que seu assessor para Assuntos de Justiça e Paz, o argentino Juan Grabois, homem da mais absoluta confiança de Francisco. Ao lado do cardeal Peter Turkson, prefeito do Departamento para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, Grabois é o responsável pela organização dos Encontros Mundiais dos Movimento Populares, que reúne anualmente o Papa e lideranças de movimentos sociais de todo o planeta. Nestes encontros, Francisco tem feito críticas contundentes ao capitalismo. No segundo Encontro, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), em julho de 2015, o papa qualificou o sistema de “ditadura sutil”. Para Francisco Papa, o capitalismo “é insuportável: não o
No The Guardian: o ex-presidente Lula foi preso para tira-lo das eleições

O The Guardian destacou texto assinado por vários professores e intelectuais ingleses com críticas à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; “Há provas contundentes de sua inocência e que ele foi julgado injustamente e preso, de modo a negar seu direito legítimo de concorrer às eleições presidenciais de outubro, onde atualmente lidera as pesquisas”, diz o manifesto – Segundo o jornal britânico The Guardian “Há provas contundentes de sua inocência e que ele foi julgado injustamente e preso, de modo a negar seu direito legítimo de concorrer às eleições presidenciais de outubro, onde atualmente lidera as pesquisas”, diz o texto assinado por Prof. David Treece, do King’s College de Londres; Prof. Alfredo Saad Soas, de Londres; Dr. Fiona Macaulay, da Universidade de Bradford; Dr. Francisco Dominguez, da Universidade de Middlesex, Londres; Dr. Yara Evans, do King’s College Londres; e Sayuri Carbonnier, Consultora de Biocombustíveis das Nações Unidas. “Lula é um prisioneiro político e vítima de “lawfare” – o uso indevido da lei para fins políticos. Ele deve ser libertado e autorizado a concorrer às eleições para que os cidadãos brasileiros possam exercer seus direitos democráticos plenos”, diz o texto. Brazil’s ex-president Lula imprisoned to keep him out of the election | LettersProf David Treece and others protest at the imprisonment of the former Brazilian presidentLetters Thursday marked two months since the former president of Brazil, Luiz Inácio Lula da Silva, was sent to prison. There is overwhelming evidence of his innocence and that he has been tried unfairly and imprisoned so as to deny his legitimate right to stand in October’s presidential elections, where he is currently leading in the polls. Legal experts in Brazil and around the world have pointed to the irregularities of his trial and the questionable circumstances of his imprisonment. The UN human rights committee has accepted the petition from Lula’s lawyers to investigate whether Lula’s human rights have been violated – the first time Brazil has been called to account. Lula is a political prisoner and a victim of “lawfare” – the misuse of law for political purposes. He must be released and allowed to run for election so that Brazilian citizens can exercise their full democratic rights.Prof David Treece King’s College London, Prof Alfredo Saad Soas London, Dr Fiona Macaulay Bradford University Dr Francisco Dominguez Middlesex University, London, Dr Yara Evans King’s College London, Sayuri Carbonnier Biofuels consultant, United Nations • Join the debate – email guardian.letters@theguardian.com • Read more Guardian letters – click here to visit gu.com/letters
Escultura de Gu Ferreira foi pintada para dar maior visibilidade

A escultura da Libélula, inaugurada no mês de março, no Trevo do Parque Municipal, foi totalmente pintada de azul, sob a alegação de que sua tonalidade natural estava escondendo a obra de arte. Na época da inauguração, muita gente entendeu que o inseto parecia o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika Vírus e outras doenças. A escultura é a maior de Montes Claros e faz parte de projeto do artista plástico Sérgio Ferreira, de colocar essas obras de artes nas praças da cidade. A obra é executada com mão-de-obra de presidiários, que tem reduzida a sua pena criminal. A escultura tem mais de dois metros de altura e utiliza como matéria prima apenas a sucata. Via Girleno lencar – Jornal Gazeta
Se os canalhas do judiciário deixarem, Lula ganha disparado no 1° turno

– DATAFOLHA CONFIRMA: LULA É IMBATÍVEL E VENCE FÁCIL ELEIÇÃO DE 2018 – Uma nova rodada da pesquisa Datafolha aponta que Lula lidera com folga o primeiro turno, com 30% dos votos, e que ele também venceria com facilidade qualquer adversário no segundo turno; ou seja: se houver uma eleição sem fraude, em que o Judiciário não esteja a serviço do golpismo, Lula será o próximo presidente – O eleitor brasileiro quer a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que aponta a nova pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018, feita pelo Datafolha, divulgada neste domingo (10) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018. Foram feitas 2.824 entrevistas entre 6 e 7 de junho, em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Confira os resultados dos 4 cenários pesquisados no 1º turno: Cenário 1 (Se Lula for candidato) Lula (PT): 30%Jair Bolsonaro (PSL): 17%Marina Silva (Rede): 10%Geraldo Alckmin (PSDB): 6%Ciro Gomes (PDT): 6%Alvaro Dias (Podemos): 4%Manuela D’Ávila (PC do B): oscila entre 1% e 2%Rodrigo Maia (DEM): oscila entre 1% e 2%Aldo Rebelo (SDD): oscila entre 0% e 1%Fernando Collor de Mello (PTC): oscila entre 0% e 1%Flávio Rocha (PRB): oscila entre 0% e 1%Guilherme Afif Domingos (PSD): oscila entre 0% e 1%Guilherme Boulos (PSOL): oscila entre 0% e 1%Henrique Meirelles (MDB): oscila entre 0% e 1%João Amoêdo (Novo): oscila entre 0% e 1%João Goulart Filho (PPL): oscila entre 0% e 1%Josué Alencar (PR): oscila entre 0% e 1%Levy Fidelix (PRTB): oscila entre 0% e 1%Paulo Rabello de Castro (PSC): não alcança 1% em nenhum cenárioSem candidato: 21% Cenário 2 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula) Jair Bolsonaro (PSL): 19%Marina Silva (Rede): 15%Ciro Gomes (PDT): 10%Geraldo Alckmin (PSDB): 7%Alvaro Dias (Podemos): 4%Fernando Haddad (PT): 1%Sem candidato: 33% Cenário 3 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula) Jair Bolsonaro (PSL): 19%Marina Silva (Rede): 14%Ciro Gomes (PDT): 10%Geraldo Alckmin (PSDB): 7%Alvaro Dias (Podemos): 4%Jaques Wagner (PT): 1%Sem candidato: 33% Cenário 4 (Se o PT ficar fora da eleição): Jair Bolsonaro (PSL): 19%Marina Silva (Rede): 15%Ciro Gomes (PDT): 11%Geraldo Alckmin (PSDB): 7%Alvaro Dias (Podemos): 4%Sem candidato: 34%Cenário 4 – 1º turno Cenários pesquisados para o 2º turno: Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno): Lula (PT): 49%Jair Bolsonaro (PSL): 32%Branco/nulo: 17%Não sabe: 1% Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno): Lula (PT): 49%Alckmin (PSDB): 27%Em branco/Nulo: 22%Não sabe: 1% Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno): Lula (PT): 46%Marina (Rede): 31%Em branco/Nulo: 21%Não sabe: 1% Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula): Alckmin (PSDB): 36%Haddad (PT): 20%Em branco/Nulo: 40%Não sabe: 4% Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula): Bolsonaro (PSL): 36%Haddad (PT): 27%Em branco/Nulo: 34%Não sabe: 3% Cenário 6 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula): Ciro (PDT): 38%Haddad (PT): 19%Em branco/Nulo: 38%Não sabe: 4% Cenário 7 (sem Lula): Ciro (PDT): 32%Alckmin (PSDB): 31%Em branco/Nulo: 34%Não sabe: 3% Cenário 8 (Sem Lula): Marina (Rede): 42%Alckmin (PSDB): 27%Em branco/Nulo: 29%Não sabe: 2% Cenário 9 (sem Lula): Alckmin (PSDB): 33%Bolsonaro (PSL): 33%Em branco/Nulo: 32%Não sabe: 3% Cenário 10 (sem Lula): Marina (Rede): 42%Bolsonaro (PSL): 32%Em branco/Nulo: 24%Não sabe: 2% Cenário 11 (sem Lula): Ciro (PDT): 36%Bolsonaro (PSL): 34%Em branco/Nulo: 28%Não sabe: 3% Cenário 12 (sem Lula): Marina (Rede): 41%Ciro (PDT): 29%Em branco/Nulo: 28%Não sabe: 2% Golpe pôs Congresso, Judiciário e mídia na lama, mostra Datafolha *Por Aquiles Lins A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 10, traz várias provas do fracasso político, institucional e eleitoral que foi o impeachment da presidente Dilma Rousseff sem comprovação de crime de responsabilidade, isto é, um golpe. O ex-presidente Lula continua imbatível, liderando com 30% e vencendo folgado qualquer adversário no segundo turno, enquanto Michel Temer é reprovado por 82% da população, na maior rejeição da história. No entanto, talvez a informação mais ilustrativa diz respeito à confiança dos brasileiros e brasileiras nas três instituições que lideraram o golpe de 2016: o Congresso Nacional, o Judiciário e a mídia. O Poder Legislativo federal não é uma instituição confiável para 67% dos brasileiros. Inflam este percentual a hipocrisia de deputados que votaram a favor da retirada de uma presidente honesta. Como Raquel Muniz (PSD-MG), cujo marido e então prefeito de Montes Claros foi preso por desvios na Saúde, ou Caio Nárcio (PSDB-MG), cuja lição de que “honestidade era obrigação” ele havia aprendido com o pai, Nárcio Rodrigues da Silveira, preso depois por desvios em obras durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB). Há ao menos uma dezena de outros casos de deputados, e também de senadores, como o célebre Romero Jucá (MDB-RR), que defendeu o “grande acordo nacional, com o Supremo com tudo”, que dão consistência à desconfiança no Congresso. Sobre o outro Poder, o Judiciário, a pesquisa Datafolha mostrou que 82% dos brasileiros confiam pouco ou absolutamente nada. Também não é para menos. O País tem um Supremo Tribunal Federal que foi conivente com um golpe contra a democracia, permitindo que uma acusação estapafúrdia como a de pedaladas fiscais tivesse sustentação jurídica para um impeachment. Antes disso, o STF atuou politicamente inúmeras vezes contra o governo Dilma, na ação e na omissão. Na ação, quando Gilmar Mendes vetou a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil em 2016, aumentando a instabilidade necessária para o golpe. E na omissão, como quando o juiz Sérgio Moro divulgou ilegalmente a conversa entre Lula e Dilma (na ocasião Lula, acertadamente, disse que o País tinha uma Suprema Corte ‘totalmente acovardada’) e ficou por isso mesmo, ou quando o ex-ministro Teori Zavascki manteve Eduardo Cunha na presidência da Câmara até cumprida sua missão golpista. Ou ainda na omissão, pelo STF não julgar até hoje o mérito do impeachment de Dilma. O outro pilar de sustentação do golpe que está na lama é a mídia. Para 82%, o
A história se repetindo – Por José Gonçalves de Freitas Júnior

Em que pese as histórias terem acontecido em cenários bem diferentes, podemos encontrar algumas semelhanças, senão vejamos: há mais de dois mil anos, Judas traiu Jesus e, por isso, Ele acabou sendo crucificado mesmo sem motivação (Pilatos “lavou as mãos”). Contudo, apesar da traição e da morte de cruz sem “provas”, Jesus é seguido por toda humanidade. Hoje, Dilma levou uma rasteira de Temer, foi vítima de um processo de impeachment, mesmo sem ter cometido nenhum tipo de crime de responsabilidade fiscal mas, mesmo assim, uma parcela da sociedade insistir em repetir por aí “quem votou na Dilma votou no Temer”… Vai entender! Lado outro, Lula foi condenado e preso mesmo não tendo havido o trânsito em julgado, sendo desrespeitada a presunção de inocência, que é um direito constitucional e, pior, sem nenhuma prova material. Sei que é uma comparação longínqua mas, de certa forma, a história se repete e, mais uma vez, parte do população foi habilmente manipulada pela turma da casa grande. * José Gonçalves de Freitas Júnior é servidor Público Federal e colaborador do EM CIMA DA NOTÍCIA