Flávio Bolsonaro faz ofensiva religiosa para consolidar apoio evangélico

Movimento inclui uma reaproximação com o pastor-empresário Silas Malafaia O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta reforçar alianças com lideranças religiosas e ampliar sua base de apoio evangélico ao consolidar articulações com grandes congregações e buscar novas adesões para a disputa presidencial de 2026. O senador do PL avançou em negociações com igrejas influentes e lideranças do segmento, fortalecendo sua presença entre os fiéis e ampliando o alcance político nesse eleitorado estratégico, informa a Folha de São Paulo. O pré-candidato retomou o diálogo com o pastor-empresário Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, após um período de distanciamento provocado por divergências com aliados do senador. A reaproximação ocorreu em março e sinalizou um entendimento político entre ambos, com previsão de formalização do apoio em um evento público após o período de desincompatibilização.Além disso, Flávio Bolsonaro intensificou a aproximação com outras denominações relevantes. O PL filiou o deputado federal Cezinha de Madureira (SP), ligado à Assembleia de Deus Ministério de Madureira, uma das maiores correntes pentecostais do país. Também foi fechado apoio da Assembleia de Deus Ministério do Belém, tradicional em São Paulo. Nos bastidores, aliados avaliam que há otimismo quanto à possibilidade de reunir cinco grandes grupos evangélicos na campanha.Apesar da movimentação, a adesão do Ministério de Madureira ocorre com cautela. Parte da liderança da congregação defendia neutralidade eleitoral e demonstrava resistência a uma associação direta com o bolsonarismo. Interlocutores indicam que a postura supostamente mais moderada de Flávio, em comparação a Jair Bolsonaro (PL), facilitou a aproximação. Ainda assim, a formalização do apoio dependerá do registro das candidaturas.O cenário político também envolve tentativas de aproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o mesmo segmento. Em 2024, Lula recebeu lideranças da igreja no Palácio do Planalto e participou de encontros com pastores, incluindo celebrações relacionadas ao Dia Nacional da Música Gospel. No entanto, a estratégia não se consolidou, e a percepção de distanciamento do governo em relação aos evangélicos abriu espaço para o avanço de Flávio.Aliados do senador avaliam que há ambiente favorável para ampliar o diálogo com outras denominações, como a Igreja do Evangelho Quadrangular e a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo. A expectativa é de que novos encontros ocorram nas próximas semanas, incluindo participação em cultos e eventos religiosos.Em uma demonstração simbólica dessa aproximação, Flávio Bolsonaro participou de um culto na Assembleia de Deus Ministério do Belém, onde foi ungido pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, que conduziu uma oração pedindo que o senador alcance a Presidência.O avanço nas articulações ocorre em um momento de vantagem eleitoral no segmento evangélico. Pesquisa Datafolha divulgada em março indica que Flávio registra desempenho expressivo entre esses eleitores, chegando a dobrar as intenções de voto nesse grupo em comparação com outros recortes religiosos.
Rodrigo Cadeirante é pré-candidato a deputado estadual pelo PODEMOS

O vereador Rodrigo Cadeirante é pré-candidato a uma vaga à Assembleia Legislativa de Minas pelo PODEMOS, partido ao qual se filiou para a disputa eleitoral. * Por Waldo Ferreira A mudança – Cadeirante estava filiado ao União Brasil) – reforça a possibilidade de eleição do vereador, o mais votado da história de Montes Claros, com 6.320 votos nas eleições de 2024. Ele avalia que suas chances aumentaram consideravelmente, tendo em vista a composição da chapa para a disputa a deputado estadual e a quantidade de votos necessários para obter êxito nas urnas.O outro nome com viabilidade eleitoral testada é o do vereador por Belo Horizonte, o ex-árbitro de futebol Juliano Lopes Lobato, eleito com 9.328 votos. A expectativa é de que o partido eleja, no mínimo, 3 parlamentares no dia 4 de outubro deste ano.Para Rodrigo Cadeirante, as movimentações partidárias visando as eleições tornaram o cenário mais claro, deixando sua pré-candidatura mais competitiva.A decisão de migrar para o PODEMOS partiu da percepção de que de 10 a 12 deputados atualmente com mandatos estariam na disputa pelo UB, o que tornaria sua eleição difícil, tendo em vista o poder econômico que estará em jogo. A composição de uma chapa sem nenhum pré-candidato à reeleição, portanto considerada leve, aumentaria as chances de eleição.A direção da legenda utiliza a metodologia de optar por quadros promissores, mas que não tenham obtido mais de 35.000 votos em pleitos anteriores. A estratégia vem se provando acertada. * Jornalista
Governo Bolsonaro alterou regras do INSS para favorecer produto do Banco Master

Em 2022, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) alterou suas regras sobre o crédito consignado, permitindo o funcionamento do cartão de benefícios Credcesta do Banco Master, que alavancou a instituição financeira de Daniel Vorcaro até sua liquidação em 2025. Em 2022, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) alterou suas regras sobre o crédito consignado, permitindo o funcionamento do cartão de benefícios Credcesta do Banco Master, que alavancou a instituição financeira de Daniel Vorcaro até sua liquidação em 2025.A mudança foi implementada em março daquele ano, o último do governo de Jair Bolsonaro, após o Banco Master solicitar a inclusão do Credcesta em um acordo de cooperação com o INSS, que antes não detalhava como os cartões de crédito consignado deveriam operar. A mudança gerou grande impacto no sistema de crédito para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC. As informações são da Folha de São Paulo.O Credcesta, um cartão de crédito consignado, foi focado em servidores públicos e se expandiu rapidamente, com contratos saltando de 104 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024. O produto oferecia descontos em farmácias e serviços de auxílio-funeral, mas a atual gestão do INSS classificou a operação como irregular, já que a concessão de crédito violava normas de transparência e detalhamento contratual.A investigação revelou que, no final de 2022, o Banco Master formalizou um aditivo ao acordo de cooperação técnica com o INSS, após a publicação de uma norma que autorizava a operação do cartão. A medida permitiu que o banco começasse a operar o Credcesta em grande escala, sem o amparo necessário do INSS, o que levantou sérias questões sobre a legalidade e as condições para a concessão do crédito. A Polícia Federal investiga ainda fraudes envolvendo o Banco Master, incluindo o desvio de recursos de aposentadorias por meio de descontos fraudulentos. A suspeita é que o ex-presidente do INSS, José Carlos Oliveira, e outros envolvidos tenham se beneficiado de propina e irregularidades em contratos relacionados a créditos consignados, o que levou à prisão de Vorcaro e de outros executivos da instituição.A atual gestão do INSS decidiu não renovar o acordo de cooperação com o Banco Master e continua investigando as irregularidades na operação do Credcesta. A situação expõe a fragilidade no controle sobre operações de crédito para aposentados e pensionistas, além de levantar discussões sobre a responsabilidade do órgão em garantir a segurança dos recursos destinados aos segurados.Por fim, especialistas defendem a necessidade de reformas nas regras de concessão de crédito consignado e alertam para o risco de novos esquemas fraudulentos. A sociedade e os beneficiários esperam que medidas sejam tomadas para evitar o uso indevido dos sistemas de crédito, que prejudicam aqueles que mais precisam da proteção do Estado.
Em São Palo, PL aposta em perseguidor do Padre Júlio para puxar votos

Sem Eduardo e Zambelli, que foram recordistas de votos e estão impossibilitados de concorrer, PL aposta no vereador paulistano Lucas Pavanatto, que foi o o mais bem votado nas eleições de 2024 para a Câmara Municipal, com 161.386 votos. O PL de São Paulo enfrenta desafios nas eleições de 2026, após a inelegibilidade de Carla Zambelli e a impossibilidade de candidatura de Eduardo Bolsonaro. Com a ausência de seus principais recordistas de votos, o partido agora aposta em Lucas Pavanatto, vereador paulistano de extrema-direita, como o principal nome para puxar votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.Pavanatto foi o recordista de votos nas eleições de 2024 para a Câmara Municipal de São Paulo, e os caciques do PL preveem que ele conquistará cerca de 800 mil votos nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.Em 2022, Zambelli e Eduardo Bolsonaro foram os dois deputados mais votados do PL em São Paulo, com 946 mil e 741 mil votos, respectivamente. Contudo, Zambelli foi condenada no STF e está inelegível, enquanto Eduardo se encontra autoexilado nos Estados Unidos. O terceiro mais votado, Ricardo Salles, hoje filiado ao Novo, também não concorrerá pelo PL em 2026. Já Guilherme Derrite, o quarto mais votado, disputará o Senado pelo PP.Com a falta de seus principais candidatos, o PL enfrenta dificuldades para montar sua chapa em São Paulo. Pavanatto, embora com menos votos na eleição passada, tem se destacado como uma possível estrela do partido. O vereador obteve 161,3 mil votos em 2024 e, agora, busca uma projeção maior nas eleições para deputado federal.Além de Pavanatto, o PL também tem o Pastor Marco Feliciano como opção para uma das vagas ao Senado, apesar de ainda não haver uma confirmação oficial de sua candidatura. Feliciano tenta se viabilizar dentro do partido, enquanto a chapa enfrenta as dificuldades de um cenário político turbulento. PerseguiçãoO vereador tem conduzido uma ofensiva contra o padre Júlio Lancellotti, conhecido pelo trabalho com a população em situação de rua na capital paulista. Ainda no início do mandato, em 2025, ele articulou apoio para instalar uma CPI na Câmara Municipal com foco em ONGs ligadas ao religioso, alegando a necessidade de “passar a limpo” o uso de recursos públicos.
Cruzeiro é goleado pelo São Paulo e permanece na zona de rebaixamento

São Paulo aplica 4 a 1 no Cruzeiro, com hat-trick do atacante Ferreira O São Paulo abriu com pé direito a 10ª rodada do Campeonato Brasileiro neste sábado (4) ao derrotar o Cruzeiro no Estádio do Morumbi. O atacante Ferreira foi o protagonista da noite, com direito a hat-trick (três gols marcados). Quem abriu o placar para o Tricolor foi o argentino Calleri. Do lado da Raposa, Christian marcou o gol de honra. O time mineiro, comandado pelo técnico do Roger Machado, interrompe uma sequência de três jogos sem vitórias e dorme na vice-liderança do campeonato, a totalizar 20 pontos. Já a Raposa permanece na zona de rebaixamento (Z4), em 17º lugar, com apenas sete pontos. O Tricolor começou pressionando e quase abre o placar com Artur. O atacante tentou se desvencilhar da defesa antes de chutar de dentro da área, mas acabou derrubado por Villalba. O árbitro anotou pênalti e coube a Calleri converter a cobrança, colocando o São Paulo na frente do placar. Mal deu tempo de comemorar e os donos da casa ampliaram o placar. A jogada começou com ataque veloz de Artur, que encaixou um lindo passe nas costas de dois defensores, na medida para Ferreira chutar certeiro, deixando o goleiro Matheus vendido. Mesmo em desvantagem, o Cruzeiro passou a controlar mais a posse de bola e acumulou chances de diminuir o prejuízo. Aos 22 minutos, William chutou forte da entrada da área, mas a bola desviou na defesa, facilitando a defesa do goleiro Rafael. Aos 39, após William cobrar falta na área, Christian tentou marcar de cabeça, mas acabou acertando a rede do lado de fora.Após o intervalo, o Cruzeiro diminuiu a desvantagem logo no primeiro minuto, com linda jogada de Arroyo. O atacante invadiu a área, driblou Dória e cruzou para Christian, que empurrou para o fundo da rede. Seis minutos depois, a Raposa quase arranca o empate: Kaiki Buno cruzou para Mathues Pereira cabecear com perigo, mas Rafael impediu o gol dos mineiros com ótima defesa. A noite era mesmo do São Paulo: aos 16 minutos, após cobrança de escanteio de Artur, o defensor Kaio Jorge tentou desviar e, no rebote, o atacante Ferreira balançou a rede, marcando o segundo gol dele na jogo. O Tricolor seguiu soberano em campo e ainda deu tempo de Ferreirinha anotar o terceiro dele. As 39 minutos, o camisa 11 partiu da intermediária, se livrou da marcação e acertou um belo chute cruzado, que selou a vitória do Tricolor por 4 a 1.
Baixa exclusividade compromete qualidade na Unimontes

De acordo com a Adunimontes, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. * Por Waldo Ferreira Universidades estaduais de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp), além da federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm entre 80 e 90% dos seus professores com dedicação exclusiva às instituições, enquanto na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) esse percentual é de irrisórios 16%. A distorção é uma das principais queixas da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes).O presidente da entidade, Wesley Helker Silva, explicou que pelo regime de dedicação exclusiva (DE) o professor não pode acumular cargo em outro local, ficando exclusivamente por conta do ensino, pesquisa e extensão na universidade.“E isso que faz com que instituições de ensino superior como a USP, Unicamp e URFJ sejam referências no Brasil e no mundo”, destaca. Além do baixo índice, a Unimontes está há 10 anos sem pagar as novas DE`s. A questão em torno delas é um dos pontos do acordo de greve firmado com o governo do Estado em 2016, que não foi cumprido.O documento também prevê a incorporação das gratificações ao salário, composto entre 40 e 60% por esses penduricalhos. Isso, porque o vencimento básico da categoria é considerado muito baixo, o quinto pior das carreiras do Estado.Na eventualidade de o professor precisar se ausentar, por questão de saúde ou para estudar, perde a gratificação. “Ou seja, será penalizado por adoecer ou querer se qualificar”, assinala Silva. Ao incorporar as gratificações, essas distorções serão corrigidas, entende o presidente da Associação.De acordo com ele, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. Nesse período não houve reajuste salarial nem concurso público para a docência.Dia 26 de março os professores protestaram contra a proposta de reajuste de 5,4% do governo estadual, considerada inaceitável pela Adunimontes e pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Aduemg), que buscavam recomposição maior.Apesar da pressão dos servidores, as emendas que propunham um índice maior de reajuste (9,36%) foram derrotadas em plenário, graças aos votos da base governista na Assembleia Legislativa. * Jornalista
“Estar de chico”: por que o termo usado por Neymar, defendido por Nikolas, é misógino e coloca a mulher em condição subumana

Fala machista de Neymar pode virar punição na Justiça Desportiva, mas recebe apoio de deputado do PL que chama a Lei da Misoginia de “aberração”. A fala misógina de Neymar em uma entrevista depois do jogo em que o Santos venceu o Remo por 2 a 0 extrapolou a repercussão nas redes e ecoou na mídia internacional. Ao receber o terceiro cartão amarelo, e ter de ficar fora da partida contra o Flamengo na próxima rodada, disse que o árbitro Sávio Pereira Sampaio “acordou meio de chico”.Chico, em português de Portugal, é sinônimo de “porco” (a palavra chiqueiro vem daí). A expressão era usada para nomear de forma depreciativa a menstruação em uma época em que o período menstrual era considerado sujo, por impedir relações sexuais. “Estar de chico”, portanto, se aproximava de algo como “estar suja”.Segundo especialistas, o enquadramento passa pelo artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes, e pelo art. 258, que aborda condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva. Dependendo da interpretação, as sanções podem variar de multa a suspensão do jogador por cinco a dez partidas.O deputado Nikolas Ferreira (PL) quis ganhar palco para sua bandeira contra a Lei da Misoginia e saiu em defesa do amigo com mais de 200 milhões de seguidores, banalizando o projeto que criminaliza o ódio, desprezo ou aversão às mulheres. “Se a Lei da Misoginia for aprovada, casos como esse, levaria (sic.) Neymar pra cadeia. Foi como eu disse, essa lei é uma aberração”, afirmou em sua rede social sem levar em consideração o que diz e o que muda com o projeto em defesa das mulheres.“O que se vê não é um debate jurídico sério sobre limites normativos ou garantias constitucionais, mas um movimento político organizado para esvaziar o sentido da lei antes mesmo de sua existência”, afirmou a especialista em Gênero e Saúde da Mulher pela Universidade de Stanford (EUA) e especialista em Violência Baseada em Gênero pelas Agências das Nações Unidas (em cooperação com a ONU e Unicef), Thaís Cremasco, colunista da Fórum. “Isso evidencia que, em determinados contextos, o direito sequer precisa entrar em vigor para produzir efeitos concretos, bastando que ele ameace alterar a lógica de impunidade historicamente estabelecida.”
Fala machista de Neymar repercute na imprensa internacional

Declaração de Neymar gera reação negativa da imprensa internacional e levanta questionamentos sobre impacto em sua participação na Copa de 2026 A vitória do Santos sobre o Remo por 2 a 0 acabou ofuscada por uma nova controvérsia envolvendo Neymar. O atacante foi alvo de críticas da imprensa internacional após utilizar uma expressão considerada machista ao comentar a atuação do árbitro Sávio Pereira Sampaio.A declaração do jogador repercutiu em veículos estrangeiros, que destacaram o episódio e chegaram a relacioná-lo à sua imagem às vésperas da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.Após receber o terceiro cartão amarelo — que o suspende do confronto contra o Flamengo — Neymar criticou o árbitro ao afirmar: “Sávio é assim, acordou meio de ‘Chico’”. A expressão, popular no Brasil, é vista por críticos como machista por sua origem associada a estigmas sobre a menstruação.A repercussão foi imediata na imprensa europeia. O francês L’Equipe destacou o contraste entre desempenho e polêmica ao publicar: “Neymar decisivo, mas no coração de uma polêmica por falas misóginas depois de Santos e Remo”. O jornal também explicou ao público o significado da expressão e sua conotação considerada sexista.Na Espanha, o Sport enfatizou a reação no Brasil com o título: “Polêmica no Brasil: Acusam Neymar de misógino”. Já o argentino Diario Olé classificou o episódio como um ponto negativo em meio à atuação do jogador: “Noite estranha de Neymar: uma declaração polêmica após uma partida confusa que o deixou de fora contra o Flamengo”.Embora tenha participado diretamente dos gols com duas assistências, Neymar teve sua atuação esportiva ofuscada pela controvérsia. O Diario Olé resumiu o episódio ao afirmar que “apesar de ter jogado bem, a partida degenerou em discussões e ele perderá o jogo contra o Flamengo. Ele fez uma declaração repreensível à imprensa”.
Atlético domina, goleia a Chapecoense e vence a primeira fora de casa no Brasileiro

Atlético jogou bem, dominou o jogo e venceu a Chapecoense por 4 a 0; Bernard, Reinier, Cuello e Dudu foram os autores dos gols Na melhor atuação da temporada até aqui, o Atlético teve controle do jogo e venceu a Chapecoense por 4 a 0, nesta quinta-feira (2/4), na Arena Condá. Pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, o Galo conquistou a primeira vitória fora de casa na competição e mostrou um time bem entrosado do início ao fim. No primeiro tempo, Bernard, Reinier e Cuello marcaram os gols em intervalo de tempo curto. No apagar das luzes, Dudu fez o quarto para garantir o triunfo imponente.Com o resultado, o Galo subiu para nona posição, com 11 pontos, e diminuiu a diferença para a parte de cima da tabela. Do outro lado, a Chape amarga o oitavo jogo sem vencer o Brasileirão e está na 18ª colocação, na zona de rebaixamento, com sete pontos. O Atlético vinha de atuações abaixo da média no Brasileiro. A pausa para a data Fifa, contudo, parece ter resolvido os problemas. O ataque, que antes era pouco efetivo, mostrou força e abriu 3 a 0 logo no primeiro tempo. O Galo dominou a Chapecoense e se postou firme na defesa para coroar o desempenho brilhante e vistoso fora de casa. Na segunda etapa, o Galo diminuiu o ritmo, mas administrou bem o placar. O time ainda contou com boas intervenções do goleiro Everson. A defesa fechou os espaços da Chape, que não trabalhou com precisão no campo ofensivo e passou em branco na partida. Nos últimos minutos, Dudu ampliou para o alvinegro.Próximos jogosA Chapecoense volta a campo no domingo (5/4) e encara o Vitória, às 16h, na Arena Condá, pela 10ª rodada do Brasileiro. O Atlético recebe o Athletico-PR, também no domingo, às 17h30, na Arena MRV.O jogoO primeiro tempo foi brilhante para o Atlético, que encaixou o time e esteve forte ofensivamente. Em alto ritmo, ditou as melhores jogadas e apostou na velocidade – foi eficiente nas tentativas de finalização e construiu vantagem relevante para o vestiário. A Chapecoense começou assustando o Galo. Em chutaço de fora da área, logo após a saída de bola, Walter Clar levou grande perigo e obrigou Everson a defender. Contudo, a equipe não impressionou outra vez. Não demorou para que o Atlético dominasse as ações. Bernard recebeu lançamento de Renan Lodi em boa condição, mas finalizou em cima do goleiro Rafael Santos. Do outro lado, a Chape se preocupou apenas com a marcação. O alvinegro ocupou o campo de ataque completamente e insistiu na troca de passes para infiltrar a defesa adversária. Dono da partida, o Galo utilizou bem o esquema com quatro atacantes e ainda viu a defesa confiante. Lodi arriscou de fora da área e evidenciou o poder ofensivo do alvinegro. O primeiro gol veio logo na sequência. Em jogada na linha de fundo, Hulk deu passe para traz e Cuello mandou para o outro lado. Natanael recebeu livre e chutou para a área. No meio do caminho, Bernard direcionou a bola de peito para o fundo do gol: 1 a 0. A Chapecoense não teve tempo para se reorganizar. Em tentativa de ataque, a equipe errou passe e deu a bola para o contra-ataque do Atlético. Hulk recebeu de Bernard pela direita e viu Reinier em boa condição do outro lado. O camisa 7 lançou, e o meia chutou sem chances para o goleiro: 2 a 0. Embora dominante, o Atlético mostrou o equilíbrio perfeito do estilo de Domínguez: deu a bola para o adversário e usou o contra-ataque como arma. Com velocidade, foi assim que surgiu o terceiro gol em apenas 11 minutos. Cuello foi acionado pela esquerda, venceu a marcação e entrou na área para chutar. O atacante bateu colocado para balançar a rede: 3 a 0.Segundo tempoCom a vantagem expressiva no placar, o Atlético voltou para o segundo tempo sem a mesma intensidade. A equipe deixou a Chapecoense com a posse de bola, mas esteve atento na marcação, fechando os espaços para impedir qualquer tentativa. O Galo também contou Everson para fechar o gol. Jean Carlos apareceu com liberdade para chutar, mas parou no goleiro atleticano. Além dele, Bolasie teve chance cara a cara com o arqueiro, mas errou o cabeceio. A Chape não desistiu e empilhou sete finalizações contra zero do Atlético no primeiro terço da segunda etapa. O alvinegro soube lidar com a insistência da Chapecoense, que não encontrou alinhamento entre os atacantes. O Atlético então trocou passes com tranquilidade, a fim de gastar tempo no jogo. A equipe apostou novamente no contragolpe, mas não descolou as melhores oportunidades. Já na reta final, a Chapecoense perdeu chance inacreditável. Em confusão dentro da área, mandou no gol, e, na tentativa de defender, Everson deixou a bola escapar. Marcos Vinícius tentou aproveitar a finalização, mas Lyanco afastou de barriga. No apagar das luzes, Dudu dominou dentro da área e finalizou com confiança, no canto do goleiro, e decretou a goleada alvinegra: 4 a 0. O resultado positivo para o Atlético traz confiança para a sequência no Brasileirão, já que o time busca brigar por vaga na Copa Libertadores de 2027.CHAPECOENSE 0 X 4 ATLÉTICOChapecoenseRafael Santos; Marcos Vinícius, Bruno Leonardo, Doma, Vitor Caetano (Kevin Ramirez, no intervalo) e Walter Clar; Camilo, Carvalheira (Higor Meritão, no intervalo) e Giovanni Augusto (Jean Carlos aos 19 do 1T); Bolasie (Neto Pessoa aos 30 do 2T) e Italo (Ênio, no intervalo). Técnico: Gilmar Dal PozzoAtléticoEverson; Natanael, Ruan Tressoldi, Lyanco e Renan Lodi (Kauã Pascini aos 39 do 2T); Tomás Pérez, Victor Hugo (Dudu aos 35 do 2T), Bernard (Gustavo Scarpa aos 21 do 2T), Hulk (Cassierra aos 35 do 2T), Reinier (Igor Gomes aos 21 do 2T) e Cuello. Técnico: Eduardo DomínguezGols: Bernard aos 23 do 1T, Reinier aos 29 do 1T, Cuello aos 34 do 1T, Dudu aos 49 do 2T (Atlético)Cartões amarelos: Vitor Caetano (Chapecoense)Motivo: nona rodada do Campeonato BrasileiroData: 2/4/2026Horário: 19hLocal: Arena Condá, em ChapecóÁrbitro: Joao Vitor Gobi (SP)Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e
STF reage a relatório dos EUA e reafirma primazia da liberdade de expressão no Brasil

Corte rebate críticas do Congresso norte-americano, aponta distorções e defende equilíbrio entre direitos fundamentais e combate a crimes digitais O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou uma nota oficial em que contesta um relatório produzido pelo secretariado de um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que aponta supostas violações à liberdade de expressão no Brasil. O documento brasileiro foi publicado pelo próprio STF e busca esclarecer o funcionamento do sistema constitucional e judicial do país.Segundo a nota do STF, o relatório norte-americano apresenta “caracterizações distorcidas da natureza e do alcance de decisões específicas” da Corte brasileira, além de interpretações equivocadas sobre o sistema de proteção à liberdade de expressão no Brasil. STF aponta distorções e anuncia resposta diplomáticaA manifestação destaca que esclarecimentos serão encaminhados “pelos canais diplomáticos, e no nível adequado”, ao órgão responsável pela elaboração do relatório nos Estados Unidos, com o objetivo de restabelecer “uma leitura objetiva dos fatos”.O Supremo também enfatiza que atua com base na Constituição de 1988 e que seus ministros “seguem à risca os preceitos constitucionais”, sendo a liberdade de expressão um dos pilares fundamentais da República. Constituição de 1988 garante ampla proteção à liberdade de expressãoO texto ressalta que a Constituição brasileira estabelece um “consistente sistema de proteção às liberdades de expressão, informação e imprensa”, citando diversos dispositivos constitucionais que asseguram esses direitos.De acordo com o STF, ao longo das últimas décadas, a Corte tem atuado de forma consistente para proteger a liberdade de expressão, inclusive barrando tentativas de censura ou restrições indevidas.Entre os exemplos mencionados está a decisão que invalidou atos da Justiça Eleitoral que restringiam manifestações em universidades durante as eleições de 2018, garantindo a livre expressão em ambientes acadêmicos.Outro caso citado foi o combate ao chamado assédio judicial contra jornalistas, prática que visa intimidar profissionais da imprensa por meio de múltiplas ações judiciais em diferentes localidades. Direito não é absoluto e não pode acobertar crimesApesar de reafirmar a centralidade da liberdade de expressão, o STF destaca que esse direito não é absoluto. A Corte sustenta que limitações podem ocorrer em situações específicas, especialmente quando necessárias para proteger outros direitos fundamentais.A nota é enfática ao afirmar que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como justificativa para a prática de crimes previstos em lei.Nesse contexto, o Supremo explica que decisões envolvendo remoção de conteúdos digitais estão inseridas em investigações sobre o uso criminoso das redes sociais, incluindo crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa. Responsabilização de plataformas segue tendência internacionalA manifestação também detalha a decisão do STF sobre a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos de terceiros, concluída em junho de 2025.O julgamento tratou da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet e resultou na declaração de sua inconstitucionalidade parcial, com o objetivo de ampliar a proteção de direitos fundamentais.Segundo a Corte, a decisão busca equilibrar dois objetivos: combater crimes no ambiente digital e evitar a remoção indevida de conteúdos legítimos.O STF estabeleceu que plataformas podem ser responsabilizadas quando, mesmo notificadas sobre conteúdos ilícitos, não adotarem medidas para removê-los — especialmente em casos de crimes evidentes.Por outro lado, manteve-se a exigência de ordem judicial para situações envolvendo crimes contra a honra, como calúnia e difamação, preservando o espaço para críticas e manifestações legítimas. Dever de cuidado e combate a crimes gravesA decisão também introduziu o conceito de “dever de cuidado” das plataformas digitais, que devem atuar de forma preventiva em casos de crimes graves, como terrorismo, pornografia infantil, indução ao suicídio, tráfico de pessoas e ataques à democracia.Nesses casos, a responsabilização pode ocorrer quando houver falha sistêmica das empresas em impedir a disseminação desses conteúdos.Além disso, as plataformas deverão implementar mecanismos de denúncia, canais de atendimento, transparência nas decisões e possibilidade de recurso por parte dos usuários. STF destaca alinhamento com padrões internacionaisA Corte ressalta que o modelo adotado no Brasil não é isolado e acompanha tendências globais. Nos Estados Unidos, a legislação também prevê exceções à imunidade das plataformas, enquanto a União Europeia adota regras ainda mais rigorosas.Segundo o STF, a decisão brasileira preserva o núcleo do Marco Civil da Internet, ao mesmo tempo em que introduz ajustes necessários para enfrentar desafios contemporâneos do ambiente digital. Defesa da democracia e dos direitos fundamentaisAo final, o Supremo reafirma que a liberdade de expressão ocupa posição central no ordenamento jurídico brasileiro, sendo essencial para a democracia, a dignidade humana e a busca pela verdade.No entanto, a Corte reforça que esse direito deve coexistir com outros valores constitucionais e não pode servir de escudo para práticas ilícitas.A nota é assinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e foi divulgada em Brasília no dia 2 de abril de 2026.