Judoca Bia Souza ganha o primeiro ouro do Brasil nos Jogos de Paris

Transmissões oficiais das Olimpíadas destacam simbolismo de uma mulher negra ser a primeira a garantir o prêmio máximo da competição para o País. A judoca Beatriz Souza garantiu a primeira medalha de ouro do Brasil nessa edição dos Jogos Olímpicos de Paris. Ela foi a vencedora da categoria +78kg, que teve a final realizada nesta sexta-feira 2.  A judoca disputava a medalha com a atleta israelense Haz Hershko, a segunda colocada no ranking mundial na categoria. A brasileira, porém, dominou a luta, principalmente após acertar um waza-ari, com apenas 44 segundos de disputa. A pontuação garantiu a vitória para a brasileira ao final do tempo regulamentar.  Bia Souza é a única judoca a receber uma medalha de ouro logo na sua primeira Olimpíada. Em 2021, ela não competiu após perdeu a vaga para Maria Suelen Altheman, à época adversária e hoje sua treinadora. Beatriz se junta as duas outras judocas brasileiras a ganharem ouro na modalidade, Sarah Menezes, em Londres-2012, e Rafaela Silva, no Rio-2016. A conquista, vale dizer, é inédita na categoria +78 kg.  Na edição francesa dos jogos, esse é a terceira medalha de judocas brasileiros. Willian Lima foi prata na categoria meio-leve e Larissa Pimenta ganhou a medalha de bronze na mesma categoria feminina. Com o ouro de Beatriz, o Brasil também chega a sua sétima medalha em Paris (um ouro, três pratas e três bronzes) e à 25ª no judô olímpico. Mulher negra O título conquistado por Bia Souza nesta sexta-feira também tem um tom simbólico por vir de uma mulher negra, conforme destacaram as duas transmissões oficiais dos Jogos no Brasil. Na prática, a judoca vencedora é representante da maior parcela da população brasileira, a das mulheres negras, atualmente formada por 60 milhões de pessoas ou 28,5% de toda a população, segundo os dados do Censo do IBGE. A própria atleta fez questão de dar destaque ao simbolismo da conquista em entrevista à Caze Tv após a luta: “Mulherada, pretos e pretas do mundo todo, é possível, acreditem. Às vezes a gente acha que pode estar pagando muito caro, mas vale cada centavo quando a gente conquista o que a gente quer. Acreditem.”

Desemprego cai para 6,9% no último trimestre, menor taxa em 10 anos

De abril a junho, o número de trabalhadores ocupados no Brasil chegou a 101,8 milhões, maior registro da história. O mercado de trabalho mantém a dinâmica positiva observada desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e continua a bater recordes da série histórica. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho foi de 6,9% segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quarta (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o melhor resultado para um trimestre encerrado em junho desde 2014 (6,9%). Na série comparável, é a menor taxa desde o quarto trimestre de 2014 (6,6%). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em março, houve queda de 1 ponto percentual (p.p.) na taxa de desocupação, que era de 7,9%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8%. O contingente de trabalhadores ocupados cresceu 1,6% no trimestre, chegando a 101,8 milhões de indivíduos ocupados, um novo recorde da serie histórica da pesquisa iniciada em 2012. Tanto os empregos com carteira assinada no setor privado como os informais tiveram contribuições positivas e ambos também alcançaram novos recordes: 38,4 milhões no primeiro caso e 39,3 milhões no segundo. Da mesma forma, a massa de rendimento dos trabalhadores atingiu novo patamar histórico, chegando a R$ 322,6 bilhões, alta de 3,5% frente ao primeiro trimestre e de 9,2% ante igual período de 2023. O cálculo considera o número ocupados e a a renda média dos trabalhadores, que teve avanço de 1,8% no trimestre, a R$ 3.214. “Observa-se a manutenção de resultados positivos e sucessivos. Esses recordes de população ocupada não foram impulsionados apenas nesse trimestre, mas são consequência do efeito cumulativo de uma melhoria do mercado de trabalho em geral nos últimos trimestres”, Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad. Comércio, administração pública e atividades de informação e comunicação guiam resultado. Segundo Adriana, os segmentos apresentaram alta da ocupação. “Esses três setores absorvem um contingente muito grande de trabalhadores, de serviços básicos e também de serviços mais especializados”, observa Beringuy.

Montes Claros cria, em média, 350 novos postos de trabalho por mês

Nessa terça-feira, 30, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) relativos ao mês de junho. O estudo, que é realizado desde 1965, utiliza informações disponibilizadas pelas próprias empresas e é uma ferramenta importante para a elaboração de iniciativas de geração de trabalho e renda pelos entes públicos. Em 2024, Montes Claros obteve resultados positivos (quando o número de contratações é maior que o de demissões) em cinco dos seis meses: janeiro (-19), fevereiro (141), março (152), abril (396), maio (815) e junho (666). Lembrando que os dados podem sofrer alterações, no que é chamado pelo Ministério do Trabalho e Emprego de “ajustes”, que é quando as empresas enviam as informações fora do prazo estipulado. De qualquer forma, o saldo de junho foi o segundo melhor do ano, superado apenas por maio. Em junho, foram 4.284 profissionais admitidos e 3.618 demitidos. O setor da economia que criou mais vagas foi Serviços (409), seguido por Indústria (149), mas todos os setores apresentaram números positivos: Comércio (63), Construção (38) e Agropecuária (7). No acumulado do ano, Montes Claros apresenta saldo de 2.151 vagas. Já no corte dos últimos 12 meses, o saldo é de 4.229 contratações, o que dá uma média superior a 352 novos postos de trabalho por mês.

Novela do SBT estreia com cenas gravadas no Peruaçu, em Januária

O Parque Nacional do Peruaçu, com suas impressionantes cavernas, foi escolhido para representar a magia e o simbolismo central da trama A nova novela do SBT, “A Caverna Encantada”, que estreou nesta segunda-feira (29), promete trazer muita emoção. Algumas cenas foram gravadas em Januária, em Minas Gerais. Por lá, os moradores estão reunidos em uma praça no centro da cidade para assistir à estreia. Isso porque é a primeira vez que o local vira cenário de uma produção tão grande. A viagem começa pela estrada e atravessa o sertão mineiro. Para encarar a missão, tem que ter coragem: palavra que não falta no vocabulário da personagem Anna, interpretada pela atriz Mel Summers. Na trama de “A Caverna Encantada”, a menina de sete anos cresceu em meio às belas paisagens do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. O nome é de origem indígena e significa buraco grande. A área de 56 mil hectares fica no norte de Minas Gerais. A 50 quilômetros do centro de Januária. Assim como a mãe, Anna quer ser uma arqueóloga. São os sítios arqueológicos que fazem a menina sonhar: são mais de 100 como espalhados pelo parque. Por trás da ficção, um pouco de história: o abrigo do Malhador é um importante centro de estudo. No local, ainda é possível ver as estruturas de blocos de calcário que formavam as fogueiras. São indícios de vida humana de mais de 12 mil anos atrás. “Isso conecta a chegada dos grupos humanos na América, então é muito importante, porque conecta a nossa arqueologia com a arqueologia internacional. A arqueologia é isso, desvendar o passado”, afirma a arqueóloga Maria Jacqueline Rodet. Os pesquisadores acreditam que os homens pré-históricos que habitaram o parque usavam pigmentos de origem mineral para dar cor às pinturas rupestres. Tintas que vinham das rochas e eram diluídas com o fogo. Eles também usavam ainda um fixador muito potente, que faz com que as pinturas resistam até hoje. A substância ainda é desconhecida. Para a caverna, são quase cinco quilômetros e muita disposição. Cerca de 100 metros só de descida. O local é uma unidade de conservação de proteção ambiental e está em processo de reconhecimento como patrimônio da humanidade pela UNESCO. “Vários lugares do mundo têm cavernas, sítios arqueológicos, cânions, mas aqui, a forma como esses atrativos estão interligados, é muito diferenciada dos outros lugares”, diz Dayanne Sirqueira, chefe do Núcleo de Gestão Integrada do Peruaçu. No ano passado, o parque recebeu 12 mil turistas. A entrada é gratuita. A Gruta do Janelão é a principal caverna do parque e uma das principais cavernas do Brasil. É nela que está a Perna da Bailarina, a maior estalactite do mundo. Ela tem o tamanho de um prédio de nove andares e está no livro dos recordes. Parece ficção, mas a caverna encantada é mesmo real. A conduta de visitantes Camila Machado foi quem acompanhou a equipe durante as gravações. “Foram dois dias bem intensos de gravação e a gente viu a caverna com outro olhar. Foi um acerto muito grande, porque para nós é uma caverna encantada e a gente tem que mostrar essa caverna encantada pra todo mundo”, afirma.

Febre oropouche assusta: casos saltam 77% em duas semanas em Minas Gerais

Mudança climática e vulnerabilidade ao vírus pode ser motivo de aumento de transmissão; Vale do Aço tem maioria dos registros Mais uma arbovirose preocupa as autoridades de saúde além da dengue, zika e chikungunya. Passada a epidemia do Aedes aegypti, a nova ameaça é transmitida, nas cidades, pelo mosquito-pólvora e o tão comum pernilongo. É a chamada febre oropouche, que avança em Minas Gerais desde as primeiras notificações em maio deste ano. Nas últimas duas semanas, o número de casos cresceu 77% – de 83 testes positivos para 147 em todo o Estado. O dado da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), divulgado nessa terça-feira (30 de julho), identifica 96 diagnósticos somente na cidade de Joanésia, no Vale do Aço. A arbovirose, tida, até o momento, como uma versão “mais branda” da dengue, matou duas mulheres abaixo de 25 anos e sem comorbidades na Bahia – algo inédito no mundo. A preocupação acima da febre oropouche é exatamente essa: a novidade. Até 2023, Minas Gerais não havia registrado nenhum caso da doença. A partir de maio, no entanto, os números começaram a se multiplicar. Para médicos infectologistas, as alterações do clima e a suscetibilidade dos mineiros ao vírus facilita a transmissão da doença, cuja tendência é continuar avançando. Possíveis complicações e mortes são um alerta após a experiência do Estado vizinho. “As mortes na Bahia são um fator de preocupação. A doença não tinha, até então, mortes documentadas. Até o momento, sabe-se que os casos na região amazônica também foram mais graves este ano. Isso chama atenção para uma possibilidade de mutação viral, possivelmente tornando o arbovírus da febre oropouche mais agressivo, ou para outros fatores externos que aumentaram a vulnerabilidade das pessoas”, analisa o infectologista Adelino de Mello Freire Jr., presidente da Sociedade Mineira de Infectologia. Segundo ele, é o momento das autoridades sanitárias e da assistência em saúde se organizarem a fim de prevenir piora no cenário. “Conhecer a doença, saber identificá-la, ter condições de investigar as pessoas sob suspeita, realizar testes. Isso é crucial para fortalecer o enfrentamento”, alerta ele, que é cooperado da Unimed-BH. Vale do Aço tem 97% dos casos Conforme a SES, até esta terça, foram notificados 144 diagnósticos somente no Vale do Aço: 96 em Joanésia, 30 em Coronel Fabriciano, 15 em Timóteo e três em Ipatinga. A região concentra 97% dos registros, isto é, somente três das infecções não ocorreram lá. No Rio Doce, as cidades de Coroaci e Gonzaga têm um caso cada. Outra notificação foi em Congonhas, na região Central. De acordo com o infectologista Adelino de Mello Freire Jr., um dos motivos que pode ter impulsionado a febre oropouche no Vale do Aço é a região ser uma zona quente, conhecida por temperaturas mais elevadas. “O clima influencia a reprodução dos mosquitos vetores da febre oropouche. Períodos de chuvas mais intensas seguidos por calor favorecem a situação para que o mosquito se reproduza, aumentando o risco de transmissão. Fatores ambientais, como questões de saneamento básico, também facilitam a reprodução de mosquitos e podem ter papel importante na disseminação da doença”, analisa. Não é a primeira vez que o Vale do Aço lidera o ranking de indicadores de arboviroses em Minas. Em janeiro, três a cada quatro casos de chikungunya confirmados no Estado estavam na região. O Hospital Márcio Cunha (HMC), em Ipatinga, chegou a operar em “nível crítico”. Na avaliação do infectologista Leandro Curi, é possível que os casos de febre oropouche estejam subnotificados e tenham, inclusive, inflado a epidemia de arboviroses do início do ano. “Há poucos meses, não havia oferta de exame para febre oropouche, não se tinha conhecimento da doença em Minas. Na crise da dengue, é bem possível que esse arbovírus já estivesse circulando, mas, com sintomas parecidos com dengue e chikungunya, não se pensava nisso. Aqueles exames que vinham negativos, mesmo com todos os sintomas, podem ter sido febre oropouche”, considera. Curi reforça que o foco da doença em uma região mineira pode ser apenas o início da dispersão da febre oropouche por todo o Estado. “O surto ocorreu primeiro no Amazonas e foi se dispersando para o restante do país. Assim também deve acontecer em Minas. Quanto mais gente infectada, mais o vírus circula. O Vale do Aço é um micro-foco que não deve durar muito tempo. O vírus se concentra, depois se espalha”, alerta. Alterações climáticas favorecem o arbovírus, e mineiros estão vulneráveis à infecção As mudanças climáticas estão entre os principais fatores que podem explicar o aumento de casos de febre oropouche em Minas Gerais e no Brasil em 2024. Conforme o especialista Adelino de Mello Freire Jr., o arbovírus se beneficia das temperaturas mais quentes durante todo o ano. “As alterações climáticas e o aquecimento das estações aumentam a reprodução do mosquito, acelerando a transmissão da doença”, explica. O infectologista relaciona o ciclo de infecção favorecido com um cenário propício: “a mobilidade das pessoas, que transitam entre cidades e Estados transportando a febre oropouche, e prováveis modificações do vírus. O fato é que a doença passou a ser detectada em várias regiões pela primeira vez”, pondera. Quando o mosquito-pólvora e o pernilongo se tornam vetores da febre oropouche, a transmissão ocorre sem barreiras, isto é, ainda não existe vacina ou tratamento específico, e os mineiros não têm anticorpos em larga escala. “A febre oropouche tem dois ciclos de transmissão, silvestre e urbano. Na cidade, o mosquito Culex é um vetor. É aquele pernilongo que tem na nossa casa, aquele que faz barulho na orelha. Esse mosquito é comum e tem uma população grande, então a chance de disseminar o arbovírus é enorme. É um cenário propício, em que os mineiros estão suscetíveis, ainda não têm anticorpos, como no início da transmissão da chikungunya, por exemplo”, explica o médico Leandro Curi. De acordo com ele, o aumento de casos de febre oropouche era esperado e outras arboviroses devem aparecer nos próximos anos. Isso porque o Brasil tem uma fauna extensa de mosquitos transmissores e uma população suscetível. Sobre o futuro

Construção Civil impulsionou projeção de crescimento na economia

Dados divulgados nesta segunda-feira pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam um aquecimento no setor da construção civil. Entre janeiro e maio, o setor criou 159,2 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, o setor atingiu 2,9 milhões de empregados em maio, uma alta de 6,12% em comparação com maio de 2023. Esses dados impulsionaram a CBIC a revisar a projeção de crescimento do PIB da construção civil de 2,3% para 3%. Em março, a previsão havia sido ajustada de 1,3% para 2,3%. Além do mercado de trabalho resiliente, com a criação de um milhão de novos empregos formais até maio, a CBIC destacou outros fatores para a nova projeção, como as expectativas de crescimento da economia brasileira. O boletim Focus do Banco Central ajustou a previsão de crescimento do PIB de 1,85% no final de março para 2,15%. A CBIC também ressaltou o aumento do financiamento imobiliário com recursos do FGTS e o otimismo dos empresários da construção para novos lançamentos imobiliários, maior geração de empregos e compra de insumos, conforme a Sondagem Indústria da Construção de julho. A construção de edifícios foi responsável por 42,5% das vagas geradas de janeiro a maio, um reflexo das mudanças no programa Minha Casa Minha Vida. Os serviços especializados responderam por 32,9% das vagas, enquanto o segmento de obras de infraestrutura contribuiu com 24,6%. A economista da CBIC observou que 45% das novas vagas foram ocupadas por jovens entre 18 e 29 anos, indicando a atração do setor para essa faixa etária. O salário médio de admissão na construção foi de R$ 2.290 por mês, acima da média nacional de R$ 2.132. Outro destaque foi o crescimento do financiamento imobiliário com recursos do FGTS. Entre janeiro e junho, 310,7 mil unidades foram financiadas pelo FGTS, superando as 247,7 mil unidades financiadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Do total de unidades financiadas no primeiro semestre, 68,07% foram imóveis novos (211.499) e 31,93% (99.230) foram imóveis usados, segundo a CBIC.

Equipe feminina de ginástica conquista bronze histórico em Paris

Liderada por Rebeca Andrade, brasileiras conquistam primeira medalha da história do país na disputa coletiva; o time dos EUA ficou com o ouro e Itália com a prata A equipe brasileira feminina de ginástica artística fez história ao conquistar a inédita medalha de bronze na final por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Com um total de 164.497 pontos, o time brasileiro, composto por Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Júlia Soares, ficou atrás apenas dos Estados Unidos, que levaram o ouro com 171.296 pontos, e da Itália, que garantiu a prata com 165.494 pontos. Entrando na disputa com grandes expectativas após a conquista da medalha de prata no Mundial da Antuérpia em 2023, a equipe brasileira enfrentou momentos dramáticos durante a final. Em três aparelhos, as brasileiras apresentaram desempenho inferior ao das classificatórias. Na trave, somaram 39.966 pontos, 1.467 a menos do que na fase preliminar. Nas barras assimétricas, obtiveram 41.199 pontos, uma redução de 0.234, e no salto, marcaram 42.366 pontos, 0.367 a menos. No solo, porém, as ginastas brasileiras tiveram um desempenho levemente superior, com destaque para Flávia Saraiva, cuja nota foi maior que a de Jade Barbosa na classificatória. No salto, o principal aparelho da equipe, Rebeca Andrade brilhou com uma nota de 15.100, superando sua própria marca preliminar. A final foi marcada por momentos de tensão antes mesmo do início da competição, quando Flávia Saraiva se machucou durante o aquecimento nas barras paralelas. A atleta do Flamengo escorregou, caindo com o rosto no chão, e teve que sair da área de competição com ajuda do técnico. Apesar de um corte no supercílio que exigiu proteção durante a final, Flávia voltou e contribuiu para a conquista histórica da equipe. Essa medalha de bronze é um marco para a ginástica artística brasileira, celebrando o talento e a resiliência das atletas que, mesmo enfrentando adversidades, alcançaram um feito inédito nas Olimpíadas.

DNOCS em Montes Claros chegou no fundo do poço e sem nenhuma gota d’água

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) capenga em Montes Claros. Criado em 1954, foi durante várias décadas o órgão todo poderoso do semiárido mineiro, responsável por promover o desenvolvimento sustentável das áreas afetadas pela escassez de recursos hídricos no Norte de Minas. Hoje, encontra-se completamente desestruturado e abandonado. O órgão que levava água em abundância para o rincão norte-mineiro, dando vida para a população, especialmente a mais sofrida, está morrendo de sede e de fome, sem nenhum amparo das nossas autoridades. A situação do Dnocs é tão crítica que até a água potável foi cortada recentemente pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), por falta de pagamento. Além da falta de água, o Dnocs deverá ficar no escuridão nos próximos dias, já que tem seis contas de energia vencidas e a Cemig já emitiu o aviso de corte. Como se não bastasse, a empresa terceirizada Gestservi, responsável pela contratação de servidores do Dnocs, depois de seis meses sem receber nenhum repasse do Governo Federal, deu aviso prévio para todos os trabalhadores. E, lamentavelmente, todos os deputados do Norte de Minas e os que se intitulam norte-mineiros viraram as costas para o Denocs, depois que a mina secou. Nenhuma emenda parlamentar foi colocada naquele órgão nos últimos tempos. Lembrando que o Norte de Minas conta com seis deputados federais: Marcelo de Freitas, Paulo Guedes, Délio Pinheiro, Patrus Ananias e Célia Xakriabá. Além de um punhado de deputados que encontraram aqui um solo fértil para buscar ($) votos. Talvez seja porque o Dnocs é comandado hoje pela assistente social Édria Cordeiro Leal, indicada pelos deputados Fred Costa e Arlen Santiago. Mas isso não justifica o desprezo com aquela importante autarquia para o semiárido mineiro. Costa foi líder do Patriota na Câmara, no governo de Bolsonaro e também virou as costas para o DNOCS. E Arlen é um ferrenho opositor do governo Lula.

Brasil e Estados Unidos firmam parceria sobre clima e transição para energia limpa

Um dos objetivos será combater mudanças climáticas Os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram uma parceria para combater mudanças climáticas e incentivar a transição da economia para a energia limpa. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a secretária de Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, nesta sexta-feira (26), no Rio de Janeiro. Em pronunciamento à imprensa, Haddad disse que Brasil e Estados Unidos compartilham do valor de aplicar com empenho esforços cada vez mais consistentes no sentido de promover a transição energética, em várias áreas de atuação. Ele acrescentou que a parceria é um exemplo diplomático para outros países. “No contexto atual de grandes tensões geopolíticas, é um passo essencial para dar o exemplo da construção de um mundo melhor de forma cooperativa”, declarou. O encontro bilateral entre Brasil e Estados Unidos foi um dos eventos paralelos à 3ª Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais, da Trilha de Finanças do G20. Haddad explicou que a parceria será focada em frentes como finanças sustentáveis; articulação de cadeias produtivas em torno de energia limpa; e reforma de organismos multilaterais, de forma a financiar a aceleração da transição energética. O ministro disse acreditar que as diretrizes resultarão em ações concretas “muito rapidamente”. Haddad disse ainda que os governos dos dois países querem envolver empresários na busca por um mundo mais verde. “Nosso interesse também é envolver o setor privado dos dois países para que, junto com as agências governamentais, possamos estimular o investimento em uma matriz mais limpa e em uma transição sustentável, que tenha foco também nas questões sociais”, disse. O ministro defendeu que os esforços resultem também em maior integração do continente americano. “Queremos estar mais próximos, trabalhar mais junto, dar o exemplo de cooperação internacional”. Laços Ao destacar a relevância da questão climática para a vida no planeta, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, lembrou da tragédia causada pela chuva no Rio Grande do Sul, em abril e maio, que deixou quase 200 mortos, milhares de desabrigados e grande parte de cidades submersas. “Foi uma das muitas recentes tragédias que revelam a grande ameaça da mudanças climáticas e a perda da natureza e da biodiversidade”, lembrou a secretária. A chefe das finanças dos Estados Unidos ressaltou que o Brasil colocou o tema da mudança climática “no topo da agenda durante a presidência do G20”. Segundo ela, os países perseguem esforços “ambiciosos”, como fundos de financiamento contra mudanças climáticas. Ela acrescentou ainda o fortalecimento da coordenação para interromper o financiamento ilícito de crimes contra a natureza”. Janet Yellen enfatizou os “profundos laços” entre os dois países e disse que a parceria entre as duas maiores economias das Américas sobre clima, natureza e biodiversidade “pode trazer benefícios não somente para as nossas economias, mas também para a região na economia global”. Pilares O documento com termos da Parceria pelo Clima divulgado pelo Ministério da Fazenda e pelo Departamento do Tesouro Americano assinala quatro pilares de atuação: cadeias de produção de energia limpa; mercados de carbono de alta integridade; finanças da natureza e da biodiversidade; e fundos climáticos multilaterais. O texto enfatiza a proeminência do Brasil na geração de energia limpa. “O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, com mais de 90% de geração elétrica livre de carbono”. “O país detém vastos recursos naturais e está em condições de ser exemplo de como mercados emergentes e economias em desenvolvimento podem contribuir para mitigar e adaptar aos efeitos da mudança climática, além de conservar a natureza e a biodiversidade, sem deixar de estimular o desenvolvimento social, o aumento da produtividade e a reindustrialização por meio de investimentos e decisões políticas inteligentes”, registra o documento bilateral. Entenda as ações Cadeias de produção de energia limpa: políticas que mobilizem o investimento privado para diversificar cadeias de produção globais, apoiar o avanço e implementação em larga escala de tecnologias de produção de energia limpa e financiar a manufatura de equipamentos de energia renovável, hidrogênio de baixo carbono, biocombustíveis, entre outras áreas. Mercados de carbono de alta integridade: mercados de carbono (troca de não poluição por dinheiro) íntegros podem ser fonte de capital para tecnologias e práticas essenciais para a transição climática, incluindo a captura de carbono, a descarbonização baseada na natureza e a proteção dos recursos naturais. Finanças da natureza e da biodiversidade: mobilizar financiamento e desenvolver soluções inovadoras para conservar e restaurar a natureza e a biodiversidade, incluindo recursos vindos de bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos (fonte de financiamento) ambientais. Fundos climáticos multilaterais: facilitar o acesso de mercados emergentes e de economias em desenvolvimento a recursos de fundos multilaterais de clima, especialmente para os países mais vulneráveis.

Maduro vence a extrema direita na Venezuela com 51,2% dos votos

Com 80% das urnas já apuradas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que Nicolás Maduro venceu as eleições na Venezuela. O órgão afirma que, com esse percentual de urnas contadas até o momento, a vitória de Maduro é considerada “irreversível”. De acordo com o CNE, Maduro conquistou 51,2% dos votos até agora, enquanto o candidato da oposição, Edmundo González, obteve 44,2%. A oposição ainda não se manifestou. De acordo com o Conselho, um total de 21 milhões 620 mil 705 eleitores venezuelanos no país e 228 mil eleitores residentes no exterior foram habilitados a exercer o seu direito de voto, nos mais de 15.000 centros de votação distribuídos por todo o país. O dia da eleição começou às 06h00 locais (10h00 GMT) e terminou às 18h00 (22h00 GMT). As eleições contaram com amplo apoio internacional, com participantes de todo o mundo, incluindo observadores estrangeiros do Centro Carter dos Estados Unidos, do Conselho de Peritos Eleitorais da América Latina, do Painel de Peritos da ONU e outros. Entre os milhares de acompanhantes estão políticos, acadêmicos, parlamentares, intelectuais, jornalistas e personalidades da América Latina, Caribe, Europa, África, América do Norte e Ásia.