Frota de veículos em Montes Claros chega a 246,7 mil, segundo o Senatran

Montes claros ocupa o 6º lugar no ranking mineiro geral, 7º no de automóveis e 3º no de motos maio 21, 2024 Entre o fechamento de dezembro 2023/início de janeiro e o encerramento de março, a frota de veículos emplacados em Montes Claros avançou 1,06%. Percentualmente, parece um crescimento muito tímido. Porém, quantitativamente, são mais 2.599 automotores licenciados na cidade trafegando pelas vias da urbe norte-mineira, sem contar os veículos emplacados em outras praças pelo Brasil afora. Do total de automotores emplacados em Montes Claros no primeiro trimestre, 972 são motocicletas/motonetas e 916 são automóveis. A cidade-mãe do Norte de Minas fechou o período de janeiro a março com frota própria de 246.720 veículos. Os dados são da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes. Do total de veículos emplacados em Montes Claros alcançados em março, 103.590 são automóveis e 98.507 são da linha de duas rodas. A diferença pró-carros de passeio entre fevereiro e março caiu de 5.110 unidades para 5.083, revelando o reaquecimento das vendas de motocicletas e motonetas, após o crescimento do transporte por aplicativo feitos por carros, levando-se em consideração também o aumento dos congestionamentos, uma vez que, com motos, os condutores têm mais facilidades de driblar os nós viários. MOTO APP Vale destacar ainda que o mesmo transporte por aplicativo também está utilizando motocicletas, ajudando a sacramentar Montes Claros como detentora da terceira maior frota da linha de duas rodas, atrás apenas de Belo Horizonte, com 313.562 unidades; e Uberlândia, com 131.210 motos. Entretanto, de todos os acidentes de trânsito ocorridos em Montes Claros neste, 42% envolvem motocicletas. No ranking quantitativo de veículos emplacados na capital simbólica do Norte de Minas, após os automóveis e motocicletas, vêm as caminhonetes, com 19.430 unidades; seguidas pelas camionetas, com 7.208 automotores; 5.403 caminhões; 5.398 reboques; 2.627 utilitários; 1.277 ônibus; 1.046 semireboques; 857 caminhões-tratores; 527 ciclomotores; 527 microônibus; 200 triciclos; 110 outros modelos; 15 tratores de rodas; e 7 side-cars. RANKING MINEIRO Montes Claros detém a sexta posição no ranking mineiro de maiores frotas emplacadas nos municípios, com 246.720 automotores. Belo Horizonte lidera com 2.653.618 veículos; seguido por Uberlândia (523.776), Contagem (352.991), Juiz de Fora (301.587), Uberaba (253.889), Montes Claros, Betim (232.773), Ipatinga (164.861), Divinópolis (160.935), Governador Valadares (157.680), Sete Lagoas (151.099), Ribeirão das Neves (128.434) e Patos de Minas (127.571). AUTOMÓVEIS – Em relação aos automóveis, o ranking mineiro é liderado por Belo Horizonte (1.723.946), Uberlândia (270.624), Contagem (205.952), Juiz de Fora (190.963), Betim (135.495), Uberaba (133.327), Montes Claros (103.590), Ipatinga (92.565), Divinópolis (87.952), Sete Lagoas (79.859), Ribeirão das Neves (77.440), Governador Valadares (68.688) e Patos de Minas (55.500 automóveis). O ranking de motos também é liderado por Belo Horizonte (313.562), seguida por Uberlândia (131.210), Montes Claros (98.507), Uberaba (64.288), Contagem (61.961), Governador Valadares (59.887), Juiz de Fora (50.461), Ipatinga (42.701), Patos de Minas (41.416), Betim (40.959), Divinópolis (40.439), Sete Lagoas (36.496) e Ribeirão das Neves (31.336). NORTE DE MINAS No Norte de Minas, além de Montes Claros, o ranking as maiores frotas de veículos emplacados nos municípios é liderado por Janaúba, com 41.944 automotores. Em seguida, vêm Pirapora (31.141), Januária (28.605), Taiobeiras (27.916), Bocaiúva (27.245), Porteirinha (23.847), Salinas (22.817), São Francisco (20.147), Jaíba (19.339), Espinosa (18.845), Várzea da Palma (18.096), Brasília de Minas (14.649), Rio Pardo de Minas (13.792), Buritizeiro (11.713) e Francisco Sá (9.387). O ranking dos automóveis no Norte de Minas, além de Montes Claros, é liderado por Pirapora, com 12.914 unidades. Em seguida, vêm Janaúba (12.674), Bocaiúva (12.048), Taiobeiras (8.821), Januária (8.372), Salinas (7.699), Várzea da Palma (6.912), Porteirinha (6.893), São Francisco (6.358), Brasília de Minas (5.989), Jaíba (5.920), Espinosa (5.082), Buritizeiro (4.354), Rio Pardo de Minas (4.167) e Francisco Sá (3.643). DOMÍNIOS DAS MOTOS No Norte de Minas, nove municípios têm mais motos do que automóveis: Janaúba, Januária, Espinosa, Jaíba, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, São Francisco, Taiobeiras e Salinas. O ranking da linha de duas rodas é liderado por Janaúba (21.757), Januária (15.633), Porteirinha (13.360), Taiobeiras (12.576), Pirapora (12.216), Espinosa (11.307), Salinas (10.871), São Francisco (10.700), Jaíba (9.886), Bocaiúva (9.353), Rio Pardo de Minas (7.611), Várzea da Palma (6.874), Brasília de Minas (6.278), Buritizeiro (4.658) e Francisco Sá (3.601 motos). Vendas de veículos avançam em Minas Gerais no 1º quadrimestre O mercado de veículos seminovos e usados em Minas Gerais está aquecido. Considerando todos os segmentos analisados (automóveis, motos, comerciais leves e pesados e outros), o crescimento da venda no acumulado dos quatro primeiros meses de 2024 foi de 7,1% frente ao mesmo intervalo do exercício anterior. Foram 607.645 unidades comercializadas no Estado de janeiro a abril, conforme dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Considerando as vendas totais, os resultados foram positivos nas demais análises feitas pela federação. Em abril deste ano frente igual mês de 2023, o avanço na comercialização foi de 31,4%. E na comparação com março, o incremento foi de 19,8%. Presidente da Associação dos Revendedores de Veículos de Minas Gerais (Assovemg), Glenio Leonardo de Oliveira Junior explica que vários fatores foram responsáveis pelo desempenho positivo da venda de veículos em Minas Gerais, entre eles, o aumento na geração de postos de trabalho no Estado e a redução nos últimos meses da taxa básica de juros, a Selic. De fato, o emprego vem crescendo no Estado. Somente em março, Minas Gerais abriu 40,8 mil postos de trabalho com carteira assinada. O resultado foi o melhor para o mês desde 2020, quando iniciou a nova metodologia do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e representa alta em relação aos meses de janeiro e fevereiro deste ano, quando foram geradas 11,6 mil e 35,9 mil vagas, respectivamente. Ainda conforme o Caged, no acumulado do primeiro trimestre de 2024, Minas gerou 88,4 mil empregos com carteira assinada, o maior volume para este intervalo desde 2021. E no último dia 8, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), reduziu a meta para a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic passou para 10,50% ao

Minas pode ajudar a salvar a lavoura de arroz

Colheita do grão no estado tem resultado quase sete vezes maior na safra 2023/2024 O cultivo de arroz está em destaque na agricultura de Minas Gerais. Cerca de 78 mil toneladas do grão foram produzidas em terras mineiras na safra 2023/2024 – o número representa um aumento de mais de 600% em relação à colheita anterior, que atingiu 10 mil toneladas. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de cultivo também cresceu e ultrapassou os 3 mil hectares registrados em 2022, alcançando 17 mil hectares. O crescimento pode se transformar em alternativa para a descentralização produção no país, que é dependente do Rio Grande do Sul – a calamidade pública que o estado enfrenta com as enchentes exigiu ações para evitar o desabastecimento. As razões para o fortalecimento do interesse dos produtores no cultivo de um dos grãos mais tradicionais no prato do brasileiro são diversas, entre elas, o aumento do preço internacional. Uma saca de 50kg custa em média R$ 105. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Alcido Wander, ressalta a contribuição do arroz de sequeiro ou de terras altas, feita em Minas, para que a concentração dos cultivares não esteja restrita ao Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional. “A diferença entre o arroz irrigado e o arroz de terras altas está na forma e local de cultivo. No primeiro caso, comum no Sul do país, o grão é produzido em áreas planas e baixas, onde a irrigação é feita pela inundação da lavoura. O sistema do arroz de terras altas é encontrado em Minas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins e é cultivado sem irrigação. Por isso costuma ter um custo menor”, explica. A irrigação é com a água da chuva e, em alguns casos, usa sistema suplementar por aspersão. Na década de 1970, Minas cultivou 635 toneladas de arroz e chegou a ficar entre os cinco maiores produtores do país. Atualmente, apesar do crescimento, registra cerca de 0,75% da produção nacional e ocupa a 12ª posição. “O arroz perdeu a importância em Minas ao longo do tempo. Os produtores começaram a investir em outros grãos mais vantajosos à época, como soja e milho”, esclarece Alcido. Além do baixo custo de produção e compatibilidade com o relevo e clima do estado, o sistema de cultivo do arroz de terras altas permite que o grão seja implementado com outras culturas. “Na região tropical do Brasil, o arroz entra como uma segunda cultura, já no Sul, as plantações são de cultura única”, diferencia o pesquisador. O arroz como segunda cultura, ou cultura consorciada, é apontado como uma técnica assertiva de melhoramento do solo. A pesquisadora e coordenadora do Programa Melhor Arroz da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Sul de Minas, professora Flávia Botelho, destaca que o arroz de sequeiro foi levado ao Cerrado na década de 1970, durante a expansão da fronteira agrícola, para corrigir solos. “O arroz tem uma alta relação carbono-hidrogênio e deixa a matéria no solo para a outra cultura se beneficiar. Além disso, o grão atinge áreas profundas, garantindo aeração do solo, ou seja, o solo fica mais poroso. Isso contribui para o desenvolvimento das outras culturas e garante um sistema particular mais profundo”, diz a professora. Para cultivar o arroz de terras altas com a irrigação da chuva e suplementar, de forma que pudesse ser consumido, foram necessários anos de pesquisa em melhoramento genético. Em Minas, a UFLA promove o estudo de mais de 5 mil tipos e busca hibridizar as melhores plantações de acordo com as características de cada região do estado. A qualidade, adaptação e resistência à doença são fatores levados em consideração durante dois anos antes que as sementes sejam entregues aos produtores parceiros do Programa Melhor Arroz. PROTETOR DO CAFÉ Nas plantações de café, o cultivo do arroz atua como um protetor. O extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Geraldo José Rodrigues, afirma que o grão faz parte do que os produtores chamam de planta de cobertura. O arroz ainda atua no combate a parasitas e outros tipos de plantas que possam crescer no local. “O principal objetivo é não deixar o solo exposto. Por causa do clima tropical, precisamos trabalhar sempre pensando em cobrir o solo, ainda mais porque na cafeicultura o uso de máquinas é muito intenso e essas plantas vêm para diminuir o índice de compactação. A gramínea reestrutura o solo”, completa. No Sul de Minas, a Emater-MG, a UFLA e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) implementaram unidades demonstrativas de arroz de sequeiro em consórcio com o café. Na Fazenda Pimenteiras, em São Sebastião do Paraíso, foi plantado cerca de 1km em linha de arroz, com mil plantas de café. O administrador da propriedade, João Eduardo Vieira, relata que a produção é destinada ao consumo local. “Como foi um teste, a primeira vez que plantamos, é para o consumo mesmo aqui da fazenda. Mas já estou com um projeto para o ano que vem e vamos ampliar a área”, conta O agricultor Elton Silva, de Guaxupé, também aderiu ao arroz na produção de café. Para ele, o crescimento da produção em Minas veio para ficar. “Na minha visão para o futuro, daqui um tempo muita gente vai começar a cultivar arroz, porque nós temos uma crise chegando com essa tragédia no Rio Grande do Sul”, aponta. Diante dos estragos no Rio Grande do Sul e do comprometimento de parte dos cultivares, a Conab foi autorizada a importar até um milhão de toneladas de arroz por meio de leilões públicos, ao longo deste ano. Com a portaria assinada pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda, a primeira aquisição, de até 104 mil toneladas, está agendada para terça-feira (21/5). O estado produziu, na última safra, 7,27 milhões de toneladas de arroz em casca. Em Minas, atualmente 280 municípios produzem arroz, em sua maioria cultivado por pequenos agricultores

Nikolas gastou R$10 mil da Câmara dos Deputados em viagem aos EUA

Câmara gastou R$ 32,7 mil com a viagem de três deputados aos Estados Unidos para acompanhar uma audiência sobre perseguição a lideranças de direita A Câmara dos Deputados gastou ao menos R$ 32,7 mil com a viagem de três deputados bolsonaristas aos Estados Unidos para acompanhar uma audiência no Congresso americano sobre a suposta perseguição a lideranças de direita no Brasil. Entre eles, estava o mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais bem votado da história do país. Apenas Nikolas gastou R$10.169,28 em diárias. Os dados foram divulgados pelo colunista Igor Gadelha do Metrópoles e confirmados pelo Estado de Minas. Gustavo Gayer (PL-GO) e Bia Kicis (PL-DF) também participaram da comitiva até Washington como viagem oficial no sistema da Câmara. Segundo dados da Casa, Gayer e Bia receberam cinco diárias de R$ 2.259,84, totalizando R$ 11,3 mil para cada deputado. Até o momento, nenhum dos três parlamentares bolsonaristas registrou o gasto com passagem aérea referente a essa viagem aos Estados Unidos no sistema de viagens da Câmara. O EM entrou em contato com a assessoria do deputado Nikolas Ferreira, que apenas confirmou que os valores das diárias pagas aos deputados em missão oficial estão disponíveis na transparência do portal da Câmara. A viagem ocorreu entre os dias 6 e 10 de maio e contou com a presença de outros deputados bolsonaristas. Entre eles, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR), atual líder da oposição na Casa. Estes dois não solicitaram a ajuda da Câmara para pagar a hospedagem. Comitiva A viagem dos bolsonaristas aconteceu após ataques do empresário Elon Musk ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O grupo alega sofrer censura por parte de autoridades brasileiras, principalmente pelo ministro. Foram quatro integrantes do painel ouvidos: o ex-apresentador da Jovem Pan, Paulo Figueiredo; o jornalista norte-americano Michael Shellenberger, responsável pela divulgação dos documentos sobre o Twitter no Brasil; Chris Pavlovski, CEO da plataforma de vídeos Rumble, popular entre conservadores, e Fábio de Sá e Silva, professor de estudos brasileiros na Universidade de Oklahoma. Fábio de Sá e Silva rebateu as alegações dos outros três integrantes sobre as supostas violações de liberdade de expressão no Brasil. Chegou a mostrar uma foto do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto durante a ditadura militar brasileira, para dizer que nada remotamente similar a isso está acontecendo no Brasil nesse momento.

Dino rejeita liminar e mantém decisão que afastou desembargadores da Lava Jato

Os desembargadores haviam recorrido ao STF, argumentando que a medida foi “excessiva e inadequada” O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta segunda-feira (20)a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o afastamento dos desembargadores Loraci Flores de Lima e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Na decisão, o ministro afirmou que não encontrou “a existência de manifesta ilegalidade na decisão cautelar proferida no âmbito administrativo pelo CNJ”. Dino também destacou que o afastamento está relacionado a eventos recentes e à “conduta funcional dos impetrantes”. O Conselho afastou os desembargadores do TRF-4 em abril, como parte de uma reclamação disciplinar aberta de ofício pelo corregedor do CNJ, Luis Felipe Salomão, em setembro do ano passado. Segundo Salomão, os dois magistrados teriam descumprido uma ordem do Supremo ao julgarem as exceções de suspeição do juiz Eduardo Appio. Os desembargadores, então, recorreram ao STF, argumentando que a medida foi “excessiva e inadequada”. Além de Loraci Flores e Carlos Eduardo Thompson, a decisão de Salomão também afastou os juízes Gabriela Hardt e Danilo Pereira, que trabalharam na operação Lava Jato. (Com informações da Folha).

Mineração pode ameaçar produção da tradicional cachaça em Salinas

Comunidades dependem da água, que pode ser contaminada ou até secar pela atividade minerária A maioria das famílias que vivem na região do Vale do Bananal, em Salinas, no Norte de Minas, dependem da agricultura familiar para sobreviver. São pequenos produtores de, entre outros produtos, leguminosas, hortaliças e da tradicional cachaça que leva o nome do município, considerada uma das melhores do Brasil. Com o avanço da mineração no território, os moradores temem os impactos sociais e econômicos. Sinvaldo Ferreira de Oliveira, de 73 anos, vive próximo à área onde a mineradora Belo Lítio estuda explorar o mineral que dá nome à empresa, considerado um dos mais estratégicos da atualidade, por depender dele a indústria de baterias para a produção de carros elétricos. Para ele, as consequências serão devastadoras. “Nós temos cerca de 600 produtores rurais na região. Nossos principais medos são em relação ao impacto ambiental, principalmente em relação à água. Nós produzimos alface, pimentão, feijão, mandioca, milho e muito mais. Sem dúvida nenhuma, esses trabalhadores vão sofrer muito. Querem transformar o Vale do Bananal em ‘Vale do Lítio’”, comenta Sinvaldo. Outra moradora da região, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Salinas, Ateir Pereira da Penha Souza, de 61 anos, possui as mesmas preocupações. “A empresa chega dizendo que vai aumentar a renda, criar empregos, que ‘vai ser muito bom’. É muita promessa bonita para ‘envenenar’ as pessoas. Eu chamei a Belo Lítio para conversar, mas a mineradora não respondeu nenhuma pergunta sobre os impactos, só disse que precisam deixar o território como eles encontraram, mas não garantem nada. Nós sabemos que nos outros municípios, as mineradoras deixam a cava a céu aberto e nunca mais se recupera”, avalia. “São muitos os produtos que vêm da região e a Belo Lítio atua bem próxima das comunidades. A água já é pouca e corre o risco de ser contaminada”, complementa Ateir Pereira. Atualmente, a produção da região do Vale do Bananal é responsável pelo abastecimento de praticamente todo o município de Salinas, que possui mais de 40 mil habitantes. Produção de cachaça também pode ser impactada Salinas é conhecida nacional e internacionalmente como a capital mundial da cachaça e possui aproximadamente 50 alambiques. Segundo a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), anualmente, a atividade movimenta cerca de R$3 milhões da economia local. Parte dos alambiques de produção da cachaça estão localizados em uma das serras do Vale do Bananal, onde as mineradoras querem explorar o lítio. Entre os mais conhecidos da região, estão os que produzem a “Seleta”, a “Boazinha” e a “Saliboa”, além de outros alambiques menores. Com o avanço da mineração no território, Luiz Paulo Siqueira, biólogo e da coordenação nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), avalia que a produção de cachaça será inviabilizada. “O projeto mais avançado é o da Belo Lítio, mas tem outras empresas que também vão entrar com processo de licenciamento. Ou seja, vão destruir a serra inteira e acabar com água. Se não tem água, não tem produção, nem de comida, nem de cachaça. Como vai produzir cachaça sem o plantio de cana? Isso representa um risco cultural, para a economia local, para a fonte de renda dos produtores e para a qualidade de vida no território”, enfatiza. “Vale do lítio” No ano passado, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo) lançou na bolsa de valores Nasdaq, em Nova Iorque, o projeto Vale do Lítio, que consiste na tentativa de ampliar a exploração de lítio nas regiões Norte, e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri. A proposta engloba 14 municípios que possuem as maiores reservas do mineral no país: Araçuai, Capelinha, Coronel Murta, Itaobim, Itinga, Malacacheta, Medina, Minas Novas, Pedra Azul, Virgem da Lapa, Teófilo Otoni e Turmalina, Rubelita e Salinas. Fundamental para a fabricação de baterias, carros elétricos, e outros bens tecnológicos, o lítio é considerado estratégico, inclusive para o setor energético, já que é utilizado como insumo de reatores nucleares e consegue armazenar energia elétrica de fontes renováveis. Ainda assim, Romeu Zema aposta na exploração privada do mineral. “Com isso, a gente passa a ter um território estratégico internacionalmente, atraindo empreendimentos que respondem a uma perspectiva desenvolvimentista, mas que internalizam os lucros e externalizam os impactos sociais e ambientais. Ou seja, que não têm nenhuma intenção de partilhar minimamente o benefício”, avaliou a geógrafa Aline Weber Sulzbacher, em entrevista ao Brasil de Fato MG.

Montes Claros Shopping arrecada donativos para as vítimas das enchentes do RS

 Rio Grande do Sul está enfrentando uma catástrofe que impactou a vida de milhares de pessoas no estado. Mobilizados nessa rede de solidariedade, o Montes Claros Shopping se uniu aos Correios na campanha de arrecadação de donativos. O posto de coleta para receber as doações está instalado no corredor do Supermercado Bretas. Todos os insumos coletados serão direcionados para a agência dos Correios de Montes Claros, onde será realizada a logística de recebimento e transporte para as regiões afetadas. A preferência é por doações de água potável; alimentos de cesta básica (importante que conste data de validade); produtos de higiene pessoal; material de limpeza seco; itens de cama e banho e ração para animais. É um momento desafiador, de extrema urgência, no qual devemos e podemos, juntos, fazer a diferença. São vidas devastadas que podemos ajudar. Toda doação é bem-vinda. Convidamos nossos clientes, lojistas e colaboradores a estarem conosco nesta ação de união e amor ao próximo”, destaca Marília Viscondi, gerente de marketing do Montes Claros Shopping. Sobre o Montes Claros Shopping Referência em compras e entretenimento, o Montes Claros Shopping completou 26 anos em 2023 e se consolida como um dos mais completos e modernos das regiões Norte de Minas Gerais e Sul da Bahia. Com localização privilegiada, conta com 1514 vagas de estacionamento, 15 lojas âncoras, 8 megalojas, 145 lojas, 5 restaurantes, 12 operações na praça de alimentação, 1 hotel, distribuídos numa área de 45.976 m² de Área Bruta Locável e com um fluxo médio de 600.000 consumidores/mês.  Além disso, o shopping conta com diversas opções em serviços, como a UAI (Unidade de Atendimento Integrado), academia, serviço de saúde que oferece consultas médicas e exames laboratoriais, lotérica, agências bancárias, clínica odontológica e sala de vacina da Secretaria Municipal de Saúde. O empreendimento oferece ainda variadas opções de lazer e entretenimento com cinco salas de cinema, pista de kart outdoor e operações de lazer infantil. Sobre a ALLOS  Somos a mais inovadora plataforma de experiências, entretenimento, serviços, lifestyle e compras da América Latina. Nosso portfólio tem 58 shoppings próprios e administrados – referência em todas as regiões do país, hubs de soluções para as cidades e destinos de convivência e experiência fígital. Somos ainda um grande espaço de oportunidades para os empreendedores de varejo e serviços. Continuaremos trabalhando com o compromisso de servir e encantar nossos consumidores e parceiros todos os dias, promovendo momentos que encantam e transformam. Nossa nova companhia integra o Mercado Novo da Bovespa, com mais alto nível de Governança Corporativa, e possui iniciativas com certificações internacionalmente reconhecidas, como o Índice de Sustentabilidade (ISE) da B3 e melhor avaliação do setor no Carbon Disclosure Project (CDP), além da adesão ao Pacto Global da ONU. A empresa também foi reconhecida com o selo I-Diversa (B3) e o selo ouro GHG Protocol. (Ana Maria Barbosa)

Acidente de helicóptero mata Ebrahim Raisi, presidente do Irã

O presidente iraniano Ebrahim Raisi, morto aos 63 anos — Foto: REUTERS/Shannon Stapleton O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos devido à queda de um helicóptero, conforme informado pela TV estatal do Irã nesta segunda-feira (20). Raisi, eleito em 2021 com mandato até 2025, era a segunda figura mais importante do Irã, ficando atrás apenas do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. Raisi era considerado um protegido de Khamenei e potencial sucessor. A morte de Raisi deverá desencadear uma intensa disputa pelo cargo. Com informações do G1. De acordo com a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu em uma área montanhosa do Irã devido às más condições climáticas enquanto transportava Raisi e outras autoridades do Azerbaijão. O acidente ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 quilômetros a noroeste de Teerã, capital iraniana. Além de Raisi, a queda do helicóptero também resultou na morte do chanceler iraniano, Hossein Amirabdollahian. A bordo estavam ainda Malek Rahmati, governador da província de Azerbaijão Oriental, e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso. As mortes destes dois últimos não foram confirmadas, mas anteriormente a imprensa oficial relatou que não havia sinais de sobreviventes no local do acidente. O helicóptero caiu por volta das 13h (horário local, 6h em Brasília), mas os destroços só foram encontrados cerca de 12 horas depois, devido às dificuldades de acesso e ao mau tempo que prejudicavam as operações de resgate. لحظه پیدا شدن لاشه بالگرد توسط تیم پهبادی داوطلب سازمان امداد و نجات هلال‌احمر pic.twitter.com/Uak6HtD1gg — خبرگزاری ایرنا (@IRNA_1313) May 20, 2024 A aeronave foi localizada na madrugada desta segunda-feira (20) por membros do Crescente Vermelho iraniano, auxiliados por um drone turco que detectou sinais de calor na área. Inicialmente, o ministro do Interior do Irã informou que o helicóptero havia feito um pouso forçado, mas posteriormente a imprensa oficial confirmou que a aeronave sofreu um acidente devido às condições climáticas adversas. Ebrahim Raisi foi eleito em primeiro turno em 2021 para um mandato de quatro anos, em uma eleição marcada por alta abstenção e pela exclusão de vários concorrentes pelo Conselho de Guardiães da Constituição, incluindo o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e outros líderes políticos. Nos anos 1980, Raisi participou das “comissões da morte”, que resultaram na execução de cerca de 5.000 opositores do regime. Em 2019, os Estados Unidos impuseram sanções a Raisi por essa participação. Em 2022, sob o governo de Raisi, o Irã reprimiu violentamente protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem que faleceu após ser presa por não usar o véu corretamente. Mais de 500 manifestantes foram mortos nos protestos, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana). Raisi afirmou na época que o Irã deveria “agir de forma decisiva contra aqueles que ameaçam a segurança e tranquilidade do país”. No cenário internacional, o Irã enfrentou uma escalada de tensão com Israel, que em 1º de abril matou sete membros da Guarda Revolucionária em um ataque à embaixada iraniana na Síria. Em retaliação, o Irã lançou um ataque contra Israel em 13 de abril, que respondeu em 18 de abril.

MP denuncia influenciadora que culpou religiões de matriz africana por enchentes no RS

Em caso de condenação a pena pode ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) denunciou nesta sexta-feira 17 a influenciadora Michele Dias Abreu pela prática e incitação de intolerância religiosa, por meio de publicação em rede social. Ela chamou atenção por, no dia 5 de maio, afirmar que que os temporais e enchentes que atingem o Rio Grande do Sul foram motivados pela “ira de Deus”. “Eu não sei se vocês sabem, mas o estado do Rio Grande do Sul é um dos estados com maior número de terreiros de macumba. Alguns profetas já estavam anunciando sobre algo que ia acontecer no Rio Grande do Sul, devido à ira de Deus mesmo”, disse. Com um perfil público e quase de 32 mil seguidores, o vídeo foi compartilhado por diversos perfis e chegou a três milhões de visualizações. Na denúncia, a promotora de Justiça Ana Bárbara Canedo Oliveira afirma que, ao proferir esses dizeres, na condição de titular de perfil público e com milhares de seguidores, além de praticar o crime, a mulher também induziu outras milhares de pessoas à discriminação, ao preconceito e à intolerância contra as religiões de matriz africana. A promotora de Justiça pede ainda, como medidas cautelares, que a mulher fique proibida de ausentar-se do país sem autorização judicial e de fazer novas postagens sobre religiões de matriz africana ou com conteúdos falsos relacionados à tragédia no Rio Grande do Sul. Em caso de condenação a pena pode ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Governo Lula mantém desoneração das prefeituras em 2024

O custo do benefício para as prefeituras será de aproximadamente R$ 7,2 bilhões. Os planos visam a discutir uma reoneração gradual a partir de 2025. Após intensas negociações, o Congresso e o Governo Lula chegaram a um acordo sobre a desoneração da folha de pagamentos, abrangendo tanto empresas quanto municípios. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, após uma reunião realizada nesta quinta-feira (16) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Este acordo visa manter a desoneração ao longo de 2024, com planos de discutir uma reoneração gradual a partir de 2025. A reunião, realizada na residência oficial do Senado, contou com a presença do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues. Embora Haddad tenha demonstrado inicialmente resistência à manutenção da desoneração até mesmo em 2024, acabou cedendo durante o encontro com Pacheco. Os termos do acordo foram previamente discutidos com o presidente Luis Inácio Lula da Silva. De acordo com Pacheco, parte da resolução depende de uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF). A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao STF a suspensão por 60 dias da ação que questiona a prorrogação da desoneração para as empresas até 2027, e o acordo agora inclui os municípios no mesmo pedido, com a expectativa de uma decisão que suspenda os efeitos da reoneração. O prazo para evitar que os municípios e os setores produtivos voltem a pagar 20% de impostos sobre a folha salarial encerra-se na segunda-feira (20). Com uma decisão do STF sobre o tema, será possível incluir a questão dos municípios no projeto do senador Efraim Filho (PB), que consolida o acordo sobre a desoneração das empresas. O presidente Lula pressionou sua equipe para encontrar uma solução para o impasse em torno da desoneração para uma agenda positiva durante o evento dos prefeitos. A redução da alíquota paga pelas prefeituras foi inserida pelo Congresso em um projeto que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia. Contudo, essa medida foi suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. Condições do acordo O acordo visa a garantir a desoneração das prefeituras ao longo de 2024 e buscar uma solução gradual nos anos subsequentes, com a perspectiva de aumento gradual. Este movimento ocorre em meio a uma corrida contra o tempo para fechar o acordo antes da Marcha Anual de Prefeitos, programada para a próxima semana em Brasília, que deve reunir cerca de 8.000 pessoas, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O custo do benefício para as prefeituras será de aproximadamente R$ 7,2 bilhões, somando-se aos R$ 10 bilhões provenientes da desoneração da folha para empresas de 17 setores, totalizando uma perda de arrecadação de R$ 17,2 bilhões com as duas iniciativas. Padilha informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai acionar o STF para suspender os efeitos da decisão de Zanin que sustou o benefício tanto para as prefeituras quanto para os 17 setores da economia. A ideia é buscar uma solução para os próximos anos por meio do projeto de lei apresentado pelo senador Efraim Filho (PB), que estabelece a reoneração gradual no setor privado. A CNM solicita não apenas o pagamento de 8% neste ano, mas também um aumento gradual entre 2025 e 2027, com um teto de 14%. Padilha afirmou que a proposta final será elaborada pelo relator do texto, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O acordo também prevê uma série de medidas para beneficiar os municípios, incluindo o parcelamento das dívidas previdenciárias, com a redução do índice de juros e a limitação do pagamento da parcela da receita corrente líquida de cada município. Outra medida acatada pelo governo é a implementação de um novo regime de pagamento de precatórios. O projeto de lei deve ser votado pelo plenário do Senado na próxima terça-feira (21), segundo o senador Efraim. Pacheco, por sua vez, não confirmou a data, apenas indicou que a proposta será discutida nos próximos dias. O modelo de desoneração da folha, suspenso pelo STF, permite o pagamento de alíquotas reduzidas sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários para a Previdência, beneficiando setores como comunicação, calçados, call center, entre outros. O projeto propõe que a reoneração da folha para as empresas comece gradualmente a partir de 2025. O requerimento de urgência para votação da matéria em Plenário já foi apresentado, e o texto deve ser votado na próxima semana. O relator é o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner, que agora terá que trabalhar para incluir no texto uma solução para a reoneração da folha dos municípios. Todas as medidas, assegura Pacheco, serão realizadas com responsabilidade fiscal e com compensações financeiras para evitar desequilíbrios nas contas públicas. Durante a entrevista coletiva, Padilha expressou gratidão pelo esforço e rapidez do Congresso em aprovar medidas de socorro ao Rio Grande do Sul, que enfrenta os impactos devastadores das enchentes.

Dilma anuncia R$ 5,7 bi do Banco dos Brics para reconstrução do RS

À frente da instituição, ex-presidenta manifestou solidariedade ao povo gaúcho e disse que banco “vai atuar na reconstrução e na recuperação da infraestrutura do estado” O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), também conhecido como Banco dos Brics, vai destinar R$ 5,7 bilhões para a reconstrução do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pela presidenta da instituição e ex-presidenta da República, Dilma Rousseff. Após falar sobre a tragédia das enchentes vivida pelos gaúchos nas últimas semanas, Dilma declarou, em vídeo, que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador Eduardo Leite sobre essa situação dramática e definir como banco poderia prestar ajuda financeira. “O Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, está ao lado do povo gaúcho. Quero anunciar que vamos destinar US$ 1,115 bilhão, o equivalente a R$ 5,750 bilhões”. Além disso e de se solidarizar com o povo do estado onde viveu a maior parte de sua vida, Dilma destacou que “o Banco dos Brics tem um compromisso e vai atuar na reconstrução e na recuperação da infraestrutura do estado. Queremos ajudar as pessoas a reconstruírem suas vidas. Por isso, vamos destinar, da maneira mais rápida possível, recursos para o estado”. A presidenta explicou que o valor total desembolsado vem de parceiros da instituição — como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) — e, de forma direta, pelo próprio NDB. “Em parceria com o BNDES, vamos liberar US$ 500 milhões, sendo 250 milhões previstos para pequenas e médias empresas; US$ 250 milhões para obras de proteção ambiental, infraestrutura, água, tratamento de esgoto e prevenção de desastres”, explicou Dilma. Quanto à parceria com o BB, o NDB vai destinar US$ 100 milhões para infraestrutura agrícola, projetos de armazenagem e infraestrutura logística. “E em parceria com o BRDE, vamos destinar R$ 20 milhões para projetos de desenvolvimento em mobilidade urbana e recursos hídricos”. Dilma salientou, ainda, que no curto prazo, serão destinados outros US$ 295 milhões — neste caso, o contrato está em processo de aprovação final. Parte do montante deverá ser destinado para obras de desenvolvimento urbano e rural, saneamento básico e infraestrutura social. E US$ 200 milhões de dólares serão disponibilizados para serem financiados diretamente pelo NDB, podendo contemplar obras de infraestrutura, vias urbanas, pontes e estradas. A presidenta do banco enfatizou “a gestão desses recursos, no valor de R$ 5,7 bilhões, é flexível, ou seja, a destinação dessa verba é passível de direcionamento de acordo com as urgências, prioridades e necessidades do estado do RS”. O NDB foi criado em dezembro de 2014 com o objetivo de ampliar o financiamento para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável no Brics e em outras economias emergentes. Cada país do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – preside o banco por mandatos rotativos de 5 anos. A ex-presidente Dilma Rousseff foi eleita em março do ano passado e ficará à frente da instituição até julho de 2025, quando acaba o mandato do Brasil. América Latina e Caribe Também nesta terça-feira (14), foi anunciado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) um pacote de medidas com potencial para chegar a US$ 746 milhões (R$ 3,8 bilhões) em recursos financeiros para o RS. De imediato, o banco disponibilizou uma doação de US$ 250 mil (R$ 1,25 milhão) para apoio aos trabalhos emergenciais e US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) em cooperações não reembolsáveis já disponíveis ao Ministério do Planejamento e Orçamento, a serem utilizados em medidas de mitigação das ações climáticas.