PF acusa CPMI do INSS de recuperar dados íntimos de Vorcaro já excluídos

A polícia aponta que a iniciativa provocou um fluxo de download e armazenamento de arquivos fora do controle estabelecido por Mendonça A Polícia Federal (PF) acusou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de recuperar arquivos íntimos de Daniel Vorcaro já excluídos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a exclusão dos dados sensíveis na última segunda-feira (16/3).Em nota à imprensa nesta quarta, a PF apontou que o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), teria solicitado a recuperação dos dados diretamente à empresa Apple. “Foi constatada a reintrodução, no ambiente do Senado, de dados anteriormente excluídos pela PF. A medida decorreu de solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple”, indicou.A PF ressaltou que a atitude de Viana violaria a cadeia de custódia dos arquivos determinada por Mendonça. “O fato gerou novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente. Os fatos foram devidamente relatados ao ministro relator”, informou.Segundo a PF, os agentes constataram a recuperação dos dados íntimos de Vorcaro na sala-cofre da CPMI do INSS ao separarem justamente os arquivos sensíveis nessa terça. “As medidas foram executadas com rigorosa observância dos protocolos de cadeia de custódia, integridade probatória e segregação de informações sensíveis”, defendeu.O TEMPO Brasília questionou a Viana por que o presidente da CPMI do INSS teria solicitado a recuperação dos arquivos íntimos de Vorcaro à Apple, mas, até a publicação desta reportagem, não houve retorno. Tão logo o senador se manifeste, o posicionamento será acrescentado. O espaço segue aberto.Na última segunda, Mendonça proibiu o acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI do INSS até que a PF excluísse os dados sensíveis de Vorcaro. Em sua decisão, o ministro ressaltou a necessidade de preservar o sigilo “em relação a aspectos da vida privada de investigados na operação Compliance Zero”.Mendonça ainda determinou a colaboração da Presidência da CPMI do INSS com a PF. O ministro enfatizou que os agentes deveriam retirar todos os equipamentos armazenados na sala-cofre para separar os dados então sob custódia, “de maneira que eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada do citado investigado não seja compartilhado”.O vazamento dos diálogos entre Vorcaro e sua ex-noiva Martha Graeff enviados à CPMI do INSS já havia levado Mendonça a instaurar um inquérito para apurá-lo. O ministro ponderou que a quebra do sigilo não autoriza o desvelamento dos dados, mas, sim, “pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo”.A acusação da PF contra Viana ocorre em meio ao impasse para prorrogar a CPMI do INSS, cujo prazo se esgota no próximo dia 28 de março. Sem resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o presidente da CPMI, o relator, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e Marcel van Hattem (Novo-SP) recorreram ao STF. O pedido está nas mãos do mesmo Mendonça.

Michelle compartilha fake news e jornalistas passam a receber ameaças de morte em Brasília

Conteúdo distorcido acusava profissionais de imprensa de desejar a morte de Bolsonaro; Abraji, Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do DF condenaram os ataques e pediram investigação das ameaças O compartilhamento de um vídeo pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais desencadeou uma onda de ataques contra jornalistas que cobriam a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O vídeo, divulgado originalmente por uma influenciadora bolsonarista, acusa repórteres de estarem comemorando os problemas de saúde do ex-presidente. Não há qualquer evidência que sustente a acusação. As imagens mostram jornalistas reunidos em frente ao hospital DF Star, onde aguardavam informações sobre o estado de saúde de Bolsonaro. Mesmo sem provas, a gravação sugere que os profissionais estariam desejando a morte do ex-presidente. Michelle compartilhou o conteúdo em seu perfil no Instagram, onde possui mais de 8 milhões de seguidores, ampliando rapidamente a circulação do vídeo. Após a postagem, jornalistas que aparecem nas imagens passaram a receber ameaças de morte, ofensas e mensagens de intimidação nas redes sociais. Um dos profissionais procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência. Também começaram a circular montagens e vídeos manipulados, incluindo um conteúdo produzido com inteligência artificial que simula o esfaqueamento de uma jornalista. Veja o vídeo em questão: Entidades denunciam intimidação Organizações que representam profissionais da imprensa reagiram à disseminação do vídeo e aos ataques. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) afirmou que o material foi retirado de contexto e acabou expondo repórteres que estavam apenas exercendo seu trabalho. Segundo a entidade, a divulgação do conteúdo por figuras públicas ampliou uma campanha de desinformação que resultou em ameaças contra jornalistas. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal também condenaram os ataques e pediram investigação das ameaças. As entidades destacaram que intimidar jornalistas por meio de campanhas de difamação representa um ataque direto à liberdade de imprensa. Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13) na UTI do hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo boletim médico divulgado neste domingo (15), o quadro é estável, embora ainda não haja previsão de alta da unidade de terapia intensiva.

Derrotado no Irã, Trump fala em adiar encontro com Xi após China não ceder à pressão sobre Ormuz

Presidente dos EUA sugere adiar cúpula com líder chinês diante da resistência chinesa em aderir à iniciativa liderada por Washington O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) que pode adiar a cúpula planejada com o líder chinês, Xi Jinping, em meio às tensões internacionais provocadas pela crise no Estreito de Ormuz e pela pressão de Washington para que Pequim participe de um esforço internacional para garantir a segurança da rota marítima estratégica. As informações foram publicadas pela CNN Brasil, com base em entrevista concedida por Trump ao Financial Times. Durante a entrevista, Trump indicou que prefere conhecer previamente a posição da China antes de realizar o encontro bilateral que estava previsto para ocorrer ainda neste mês em Pequim. Segundo ele, a decisão chinesa sobre participar ou não das iniciativas lideradas pelos Estados Unidos para reabrir o estreito poderá influenciar diretamente o futuro da reunião com Xi. “Acho que a China também deveria ajudar, porque 90% do seu petróleo vem do estreito”, disse Trump ao Financial Times. O presidente acrescentou que Washington gostaria de obter rapidamente uma resposta de Pequim. “Gostaríamos de saber antes disso. Duas semanas é muito tempo”, afirmou. Em seguida, sugeriu a possibilidade de alteração na agenda diplomática: “Podemos adiar”. Pressão de Washington sobre aliadosAs declarações de Trump ocorrem após o governo dos Estados Unidos convocar diversos países para participar de um esforço internacional voltado à reabertura do Estreito de Ormuz, considerado um dos principais pontos estratégicos do comércio global de petróleo. Estima-se que cerca de um quinto do fornecimento mundial da commodity passe pela hidrovia. Entre os países citados por Trump como potenciais participantes dessa iniciativa estão China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. A mobilização ocorre em meio ao agravamento das tensões na região do Golfo após confrontos envolvendo o Irã. Ao falar com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que ainda não está claro se Pequim aceitará participar das iniciativas relacionadas à segurança da rota marítima. Questionado sobre possíveis conversas com o governo chinês sobre o tema, o presidente respondeu com cautela. “Não posso afirmar com certeza, mas a China é um caso interessante”, disse. Segundo Trump, a dependência chinesa do petróleo transportado pela rota marítima tornaria o país um ator central na crise. Ele afirmou ter levantado diretamente a questão com representantes chineses: “Então eu disse: ‘Gostariam de participar?’ e vamos descobrir”. Ormuz segue aberto para a ChinaA pressão norte-americana ocorre apesar de o Estreito de Ormuz não estar completamente fechado para todos os países. O Irã tem indicado que a passagem continua aberta para nações que não considera hostis — entre elas a China — enquanto restringe ou ameaça restringir o trânsito de embarcações associadas a países vistos como adversários estratégicos, como Estados Unidos e Israel. Esse contexto ajuda a explicar a cautela de Pequim diante da iniciativa liderada por Washington. Embora dependa fortemente da rota marítima para garantir seu abastecimento energético, a China mantém relações estratégicas com o Irã e tradicionalmente evita aderir a operações militares ou de segurança coordenadas pelos Estados Unidos. Diplomacia paralela entre Washington e PequimAs declarações de Trump também ocorrem no momento em que autoridades norte-americanas e chinesas mantêm contatos diplomáticos sobre a relação bilateral. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu-se em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, em discussões relacionadas aos preparativos para a cúpula prevista em Pequim ainda neste mês. Apesar dessas conversas, Trump deixou claro que a posição da China em relação ao Estreito de Ormuz poderá influenciar o futuro do encontro com Xi Jinping. Ao comentar a postura chinesa, ele sugeriu que fatores geopolíticos mais amplos podem estar em jogo. “Talvez participem, talvez não. Sabe, existem outras razões mais profundas pelas quais talvez não participem”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.

Romeu Zema, um governador de outro mundo, por Luís Nassif

Zema, do alto de sua mediocridade, resolveu alardear ao Brasil inteiro ser o governador que mais critica o STF, como se isso fosse bandeira. Dentre todos os políticos brasileiros, que ascenderam na era da anti-política, nenhum é mais medíocre que o mineiro Romeu Zema. Nem se fale de sua supina ignorância, do ridículo de comer banana com casca para aparecer em redes sociais, de sua dificuldade com a língua pátria. Mas também das leituras que faz da realidade política e das formas toscas de se projetar. Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do MundoSeguir no GoogleSeu último feito é se anunciar como o governador que mais critica o Supremo Tribunal Federal (STF). Justo o STF, que, ao dispensá-lo do pagamento da dívida com a União, viabilizou uma gestão financeira caótica. A gestão Fernando Pimentel (2015-2018) enfrentou a recessão da economia e decisões pesadas dos tribunais superiores, contaminados pelo espírito do impeachment e do delenda PT. Para fechar as contas, Pimentel conseguiu aprovar uma lei permitindo ao Estado utilizar depósitos judiciais. O STF suspendeu a lei. Tentou impedir a União de bloquear receitas estaduais para pagar dívida federal. Mas decisões liminares do STF incluiu o estado em cadastros de inadimplentes, obrigando à execução da dívida com a União. E tudo isso sob o fogo cruzado da politização da Polícia Federal no estado, soltando denúncias a cada mês em cima de um mesmo fato que, depois, se comprovou falso. Já o sábio Zema se valeu de todos os recursos da irresponsabilidade fiscal. Conseguiu um presente do STF – que ele critica -, ao suspender os pagamentos devidos à União. Houve um aumento nominal das receitas, mas fruto da inflação, do aumento dos preços das commodities e da recuperação da economia. Através de liminares, o STF autorizou a suspensão dos pagamentos da dívida. Ao não pagar mais a União, a dívida mineira saltou de R$ 114 bilhões em 2019 para R$ 160 bilhões. A folga foi aproveitada para uma esbórnia em incentivos fiscais: cerca de R$ 22,1 bilhões em 2024. Em 8 anos, foram R$ 128 bilhões. Atualmente, discute-se no Congresso o Propac (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que sugere: Redução de Juros: Se o estado investir em ensino técnico ou infraestrutura, a taxa de 4% poderia cair para 1% ou 2%.Entrega de Ativos: O abatimento do estoque da dívida mediante a federalização de estatais (como Cemig ou Copasa).Incentivos destinam-se a estimular setores que enfrentam competitividade externa ou que sejam grandes geradores de emprego. Para tanto, são setores complexos, com redes de fornecedores. Não é o caso das locadoras de automóveis. Por seu volume de compras, elas conseguem descontos de até 30% dos fabricantes de veículos. Não bastou. Zema concedeu incentivo para o setor. O IPVA normal para carros de passeio em Minas é de 4% do valor do veículo. Para as locadoras, Zema derrubou o IPVA para 1%. Estimativas divulgadas em reportagens e debates legislativos apontam para uma perda de mais de R$ 1 bilhão por ano. Na outra ponta, as locadoras passaram a concorrer com a rede de concessionárias. A rede da Localiza, por exemplo, é um dos maiores canais de venda de automóveis usados. Em 2018, o maior financiador da campanha de Zema foi justamente Salim Mattar, da Localiza, com R$ 700 mil. Jornal GGN

Mesmo sem estatueta, “O Agente Secreto” coloca o Brasil novamente na história do Oscar

Cerimônia foi realizada neste domingo (15), em Los Angeles; estatueta principal da noite ficou com “Uma Batalha Após a Outra” O Brasil não conquistou o Oscar de Melhor Filme em 2026. O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, acabou superado na principal categoria da premiação, realizada neste domingo (15), em Los Angeles. A estatueta da noite ficou com “Uma Batalha Após a Outra”, que venceu uma disputa considerada equilibrada entre algumas das produções mais comentadas da temporada. Mesmo sem a vitória, a presença do filme brasileiro entre os indicados já havia sido tratada como um feito importante para o cinema nacional. “O Agente Secreto” chegou ao Oscar com quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, para Wagner Moura, e Melhor Direção de Elenco. Brasil novamente na disputa A indicação do longa na principal categoria marcou um momento raro para o cinema brasileiro no Oscar. Produções do país já haviam alcançado destaque internacional em outras ocasiões, como “Central do Brasil” e “Cidade de Deus”, que receberam indicações em categorias importantes da premiação. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, “O Agente Secreto” acompanha uma trama de espionagem e tensões políticas que chamou atenção da crítica internacional ao longo da temporada de festivais.

Cruzeiro demite Tite após empate com o Vasco no Mineirão

Treinador deixou o cargo neste domingo (15/3) após somar três pontos em seis rodadas do Brasileiro O técnico Tite não resistiu ao sexto jogo seguido do Cruzeiro sem vencer no Campeonato Brasileiro. O técnico foi demitido na noite deste domingo (15/3), após o empate da Raposa por 3 a 3 com o Vasco, pela 6ª rodada da competição. A demissão foi anunciada em pronunciamento da diretoria celeste, após a partida. Coube ao vice-presidente de futebol Pedro Junio anunciar a demissão de Tite. O treinador nem foi à sala de coletivas do Mineirão. Em sua fala, Pedro Júnio começou se desculpando com a torcida do Cruzeiro e anunciando a decisão de desligar Tite. Coube ao vice-presidente de futebol Pedro Junio anunciar a demissão de Tite. O treinador nem foi à sala de coletivas do Mineirão. Em sua fala, Pedro Júnio começou se desculpando com a torcida do Cruzeiro e anunciando a decisão de desligar Tite.Tite vinha enfrentando críticas fortes da torcida celeste. O desempenho da equipe dentro de campo era um dos grandes questionamentos da China Azul. A falta de vitórias no Brasileirão, que mantém o time na zona de rebaixamento com apenas três pontos, era um agravante. A maneira como a partida deste domingo se desenrolou também pode ter contribuído para a demissão. Após um bom primeiro tempo, indo para o vestiário com vitória por 1 a 0, a Raposa voltou totalmente desligada na segunda etapa e, em um intervalo de apenas quatro minutos, sofreu a virada. Depois, com um jogador a mais, o time azul buscou o empate. Mas mesmo em vantagem numérica, sofreu o terceiro gol na parte final do jogo. O gol de empate nos minutos finais da partida foi insuficiente para alegrar a torcida, que vaiou a equipe na saída de campo e, de novo, xingou o treinador.

Atlético perde para o Vitória no Brasileirão e aproxima da zona de rebaixamento

O Atlético perdeu para o Vitória/BA pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro 2026. O duelo foi disputado neste sábado, 14 de março, no estádio Barradão, em Salvador. A equipe baiana fez um gol em cada tempo, primeiro em cobrança de falta de Renato Kayzer, depois um chute cruzado de Erick na etapa complementar. O zagueiro Ruan Tressoldi estava pendurado e recebeu o terceiro cartão amarelo. Ele estará suspenso na próxima rodada. Com o resultado, o Galo segue com cinco pontos conquistados em seis jogos no Brasileirão. A próxima partida será quarta-feira, na Arena MRV, diante do São Paulo, às 20h. Ficha técnica – Vitória 2×0 Atlético 📋Escalação do Galo: Everson; Ivan Román (Preciado), Ruan Tressoldi, Junior Alonso e Renan Lodi; Alan Franco, Tomás Perez (Hulk) e Victor Hugo; Gustavo Scarpa (Cassierra), Tomás Cuello (Dudu) e Reinier (Alan Minda) – Técnico: Eduardo Domínguez. 📋Escalação do Vitória: Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Camutanga, Cacá e Ramon; Caíque (Edenilson), Baralhas e Martínez; Matheuzinho (Anderson Pato), Marinho (Erick, depois Fabrício Santos) e Renato Kayzer (Renzo López) – Técnico: Jair Ventura. ⚽Gol: Renato Kayzer, aos 19’/1T; Erick, aos 23’/2T📍Estádio: Barradão🏁Árbitro: João Vitor Gobi (SP)🟨Cartão amarelo: Tomás Perez, Preciado, Ruan (Galo); Erick, Caíque (Vitória)🟥Cartões vermelhos: Não houve🚑DM do Galo: Vitor Hugo (panturrilha esquerda), Maycon (panturrilha esquerda) e Cissé (pé direito), Índio (joelho direito)

Audiência pública pretende destravar construções no Jardim Independência

A audiência, proposta pelo vereador Rodrigo Cadeirante, será realizada na sexta-feira (13), às 19 horas, na Câmara Municipal Por iniciativa do vereador Rodrigo Cadeirante, a Câmara Municipal de MontesClaros realizará nessa sexta-feira, 13, audiência pública para tentar solucionar oimpasse criado envolvendo o loteamento Jardim Independência e oscompradores dos lotes.Pela lei de uso e ocupação do solo, a maior parte das áreas, contíguas aoAeroporto Mário Ribeiro, é classificada como sendo comercial e, portanto, nãopode servir para construções residenciais. No entanto, teriam sido vendidas pelaConstrutora Smart House com a promessa de que os adquirentes poderiamconstruir no local num futuro próximo, com a mudança na lei.A própria propaganda do empreendimento diz, no slogan, “seja bem-vindo ao seunovo lar”. No contrato redigido entre as partes consta, em letras miúdas,restrições à utilização do espaço com objetivo residencial, caracterizando umasituação dúbia.De acordo com Cadeirante, que é presidente da Comissão de Serviços PúblicosMunicipais, os lotes foram adquiridos com a promessa, por parte da Smart House,de que a Prefeitura alteraria a legislação para tornar os terrenos residenciais, oque não foi feito. No total, a área do Jardim Independência consta de 740 lotes.A audiência pública reunirá representantes da Smart House, dos compradores,Ministério Público e aeroporto, além do prefeito Guilherme Guimarães esecretários municipais ligados ao assunto. Foto e texto do jornalista Waldo Ferreira

É hora de barrar a conspiração PF-André Mendonça, por Luís Nassif

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça. A informação da jornalista Mônica Bérgamo — de que há uma discussão interna na Polícia Federal sobre a possibilidade de decretar a prisão de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha — não é um episódio isolado. É o sintoma mais recente de uma instituição que opera sem freios, e que exige resposta imediata. O conjunto de irregularidades da Operação Master revela uma PF que já abusava do poder antes mesmo de contar com o aval do Ministro André Mendonça: Este último ponto é particularmente grave. As lições da Lava Jato são inequívocas: sem supervisão judicial efetiva, procuradores moldavam o conteúdo das delações segundo suas motivações políticas. Os delatores, sem a quem recorrer, cediam. Colocar esse poder nas mãos de uma força-tarefa sem controle institucional não é descuido — é escolha. O juiz da Lava Jato 1 era Sérgio Moro; da Lava Jato 2 é André Mendonça. O roteiro que se desenha agora é familiar. Logo que Toffoli assumiu a relatoria do caso, as páginas dos jornais foram inundadas de notícias sobre “mal-estar” na PF. O mesmo jogo recomeça com Gonet — desta vez com a CNN como veículo. A pressão não é espontânea; é estratégia. Acordos de delação são prerrogativas do Ministério Público Federal. Deixar nas mãos dessa Polícia Federal é caminho certo para manipulação política. As lições da Lava Jato mostraram que, sem a supervisão de um juiz, procuradores praticamente definiam o conteúdo das delações, de acordo com suas motivações políticas. Sem ter a quem recorrer, os delatores acabavam se submetendo a essas manipulações. Nos últimos dias, setores da força tarefa começaram os primeiros lances contra Gonet. Repetem o que ocorreu com Toffoli. Logo que assumiu a relatoria do caso, jornais passaram a ser coalhados de notícias sobre “mal-estar” na PF. Agora, começou o jogo com Gonet, como mostra a CNN, um dos canais disponíveis para a Lava Jato 2: Nas mãos da força tarefa do Master, e do Ministro André Mendonça, como dois e dois são quatro, os delatores serão induzidos a direcionar suas delações para alvos previamente escolhidos pelo grupo. Será o mesmo agora.  O governo precisa acordar e se dar conta de que a conspiração já começou. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não se mostrou com pulso para impedir os abusos de parte da corporação. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal precisa sair da defensiva e colocar um limite nos abusos de André Mendonça. Com a força-tarefa do Master e André Mendonça operando em conjunto, o desfecho provável é previsível: os delatores serão conduzidos a apontar alvos previamente escolhidos pelo grupo. A Lava Jato tinha Sérgio Moro como juiz de apoio. A Lava Jato 2 tem André Mendonça — cujos primeiros atos foram exatamente a quebra do sigilo de Fábio Luiz e a abertura de toda a investigação para a CPMI do INSS, sabendo que a maioria dos envolvidos com o Master são políticos do Centrão. O governo precisa sair do estado de dormência. A conspiração não está sendo tramada — ela já está em curso. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não demonstrou disposição para conter os excessos de parte da corporação. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça. Ou se age agora, ou se perde o controle. Jornal GGN

Eleição 2026 – Lula lidera intenção de voto em Minas Gerais

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança das intenções de voto para a Presidência da República no estado de Minas Gerais. Os dados foram publicados pelo portal Poder360 com base em levantamento do instituto Paraná Pesquisas. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 36,7% das intenções de voto entre os eleitores mineiros. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 32,1%. Na terceira posição surge o governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 14,4%. A pesquisa também testou outros possíveis candidatos. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece com 3,6%. Já Renan Santos (Missão) soma 0,7%, enquanto Aldo Rebelo (Democracia Cristã) registra 0,4%. Entre os entrevistados, 7,6% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, e 4,6% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Quando o levantamento simula um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa se torna mais equilibrada. O presidente aparece com 45,1% das intenções de voto, enquanto o senador marca 42,7%. Considerando a margem de erro de 2,7 pontos percentuais, o resultado configura empate técnico entre os dois candidatos no estado. Nesse cenário de segundo turno, 7,8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,4% afirmaram não saber ou não quiseram responder. Além da corrida eleitoral, o levantamento também mediu a avaliação do governo federal. De acordo com os dados, 43,4% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 52,4% afirmam desaprovar o governo. Outros 4,1% disseram não saber ou preferiram não opinar. Na avaliação detalhada do desempenho da administração federal, 38,2% classificam o governo como “péssimo”. Outros 19,9% consideram a gestão “regular”, 19,5% avaliam como “boa”, e 13% a classificam como “ótima”. Já 7,3% definem o governo como “ruim”, enquanto 2,1% não souberam responder.