Filho de Eliza Samudio fala sobre relação com goleiro Bruno: ‘Tenho pena’

Bruninho, como é conhecido, assinou seu primeiro contrato profissional no último mês Bruninho Samudio, filho de Eliza Samudio, assinou seu primeiro contrato profissional com o Athletico-PR no mês passado. Em entrevista ao programa ‘Geral do Povo’, o jovem arqueiro falou sobre sua relação com goleiro Bruno. Na entrevista, questionaram a Bruninho se ele considerava o ex-goleiro como um ‘bom jogador’. Acompanhado da avó, sua tutora legal, disse que como atleta, sim, mas ‘que não é uma boa pessoa – Era. Só que não era uma boa pessoa – disse. Sobre sua relação com ele, afirmou que não sente ódio do pai, mas sim ‘pena’. Em 2013, Bruno foi condenado por ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samúdio. Em sentença ficou determinado que o ex-goleiro do Flamengo pegasse 22 anos e três meses de prisão. O crime aconteceu em 2010, quando Bruninho tinha meses de vida. Após cinco anos preso, Bruno foi transferido para o regime semiaberto em 2018. O antigo goleiro vive em liberdade condicional desde janeiro deste ano. Ele tentou recomeçar a carreira como atleta de futebol em algumas oportunidades, em clubes de menor expressão, mas não conseguiu se firmar em nenhum elenco. – [Não] Tenho nada. Tenho pena só – ressaltou O Cartório de Registro Civil de Vespasiano emitiu, em 2013, o atestado de óbito de Eliza, mesmo sem a polícia nunca ter achado o corpo da ex-modelo. O Athletico-PR não faz grande alarde com a presença do jovem, vítima de determinada barbárie, nas categorias de base e sequer fala sobre o assunto nas mídias esportivas

Haddad quer união internacional para taxar super-ricos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs nesta quarta-feira (28) que os países de todo o mundo se unam para taxar as grandes fortunas.   “Precisamos fazer com que os bilionários do mundo paguem a sua justa contribuição em impostos. Além de buscar avançar as negociações em andamento na OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] e ONU [Organização das Nações Unidas], acreditamos que uma tributação mínima global sobre a riqueza poderá constituir um terceiro pilar da cooperação tributária internacional”, defendeu. Haddad abriu a 1ª Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais da Trilha de Finanças do G20. O ministro, que deveria presidir os trabalhos, fez seu discurso por transmissão de vídeo. No fim de semana, ele foi diagnosticado com covid-19. Desigualdade O enfrentamento à desigualdade e às mudanças climáticas foram apontados por Haddad como os principais desafios a serem enfrentados de forma conjunta pelos países que compõem o grupo das 20 maiores economias do planeta. “Precisamos entender a mudança climática e a pobreza como desafios verdadeiramente globais, a serem enfrentados por meio de uma nova globalização socioambiental”, enfatizou. Para o ministro, a desigualdade social deve estar no centro das análises e dos planejamentos econômicos. “Acreditamos que a desigualdade não deve ser apenas tratada como uma preocupação social, um mero corolário da política econômica. A nossa política é centrar a desigualdade como uma variável fundamental para análise de políticas econômicas. Queremos desenvolver as ferramentas analíticas mais adequadas para isso”, disse. O abismo que separa os super-ricos das populações mais pobres está relacionado, segundo o ministro, também à questão climática. “Chegamos a uma situação insustentável em que o 1% mais rico detém 43% dos ativos financeiros mundiais e emitem a mesma quantidade de carbono que os dois terços mais pobres da humanidade”. Nesse contexto, Haddad vê os países menos desenvolvidos economicamente mais prejudicados pelos prejuízos causados pelas mudanças no clima mundial. “A crise climática ganhou força, tornando-se uma verdadeira emergência. Países mais pobres devem arcar com custos ambientais e econômicos crescentes, ao mesmo tempo que veem suas exportações ameaçadas por uma crescente onda protecionista”, ressaltou. O ministro pediu que seja feito um novo entendimento sobre globalização e cooperação internacional, diferente do que ocorreu nas décadas anteriores e vem sendo rejeitado por diversas populações em todo o mundo. “A atual reação à globalização pode ser atribuída ao tipo específico de globalização que prevaleceu até a crise financeira de 2008. Até então, a integração econômica global se confundiu com a liberalização de mercados, a flexibilização das leis trabalhistas, desregulamentação financeira e a livre circulação de capitais. As crises financeiras resultantes causaram grandes perdas socioeconômicas”. Fonte: Agência Brasil

Bolsonaristas pagaram para impulsionar denúncias falsas sobre Marajó

Políticos bolsonaristas pagaram para impulsionar postagens com denúncias falsas sobre um suposto esquema de exploração infantil no Arquipélago do Marajó (PA). O tema viralizou nas redes depois da apresentação da cantora Aymeê Rocha, que denunciou abusos contra crianças na região em um reality show gospel, no dia 15 de fevereiro. Famosos e influenciadores passaram a compartilhar o vídeo da apresentação e conteúdos falsos ou , que trazem desinformação sobre a região. Ilha de Marajó se tornou o assunto mais pesquisado no Google no Brasil em 21 de fevereiro. Segundo a Agência Pública apurou, a partir do dia 24 de fevereiro, políticos bolsonaristas patrocinaram postagens repercutindo as denúncias no Instagram e no Facebook. Ao menos seis políticos investiram até R$ 100 para alavancar esses conteúdos: os deputados federais Luciano Galego (PL), do Maranhão, e Maurício Neves (PP), de São Paulo, o deputado estadual do Pará e ex-superintendente regional do Incra Coronel Neil (PL), a vereadora de Navegantes (SC) Lú Bittencourt (PL), os vereadores de São Paulo Reinaldo Digilio (PRB) e Lucas Ferreira (sem partido). Ao todo, as publicações renderam quase 80 mil impressões, que é a quantidade de vezes que o anúncio apareceu para usuários do Facebook e Instagram. A postagem que mais teve impressões foi a do deputado estadual Coronel Neil (PL). A propaganda circulou de 24 a 26 de fevereiro, rendendo aproximadamente 10 mil impressões. De acordo com uma pesquisa do NetLab/UFRJ, o deputado estadual também impulsionou anúncios para convocar caravanas para ato pró-Bolsonaro na avenida Paulista, no último domingo (25). Na publicação sobre o Marajó, o Coronel Neil aproveita a apresentação da cantora gospel para falar da sua atuação na região. O vídeo usa várias fotos dele ao lado da senadora e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves. A vereadora Lú Bittencourt conseguiu aproximadamente 8 mil impressões no post patrocinado, em que reproduz o vídeo da apresentação de Aymeê Rocha. O conteúdo começou a circular no dia 26 de fevereiro e foi direcionado a moradores de Santa Catarina. A vereadora também fez outras postagens sobre as supostas denúncias de exploração infantil no Marajó. No dia 27 de fevereiro, ela postou novamente o vídeo da apresentação. As duas postagens semelhantes patrocinadas pelo vereador Lucas Ferreira mobilizam apoio para o Instituto Akachi, que ganhou fama ao mobilizar uma campanha de arrecadação de doações para combater a exploração infantil no Marajó. Os conteúdos circularam a partir de 23 de fevereiro, conquistando cerca de 10 mil impressões. O Akachi informa, em sua página na internet, que trabalha com crianças vítimas de violência. O instituto tem sido indicado por influenciadores e políticos – como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) – para receber doações para o Marajó via Pix. Em nenhuma das divulgações, porém, fica claro que a organização pertence a uma corrente evangélica e tem como um dos donos um pastor e ex-candidato bolsonarista. Henrique Krigner é um dos sócios do Akachi e diretor da ONG, que tem sede em Pariquera-Açu, em São Paulo. Ele é uma das principais lideranças da igreja evangélica Zion Church e do Dunamis Movement, que promove cursos, eventos e ações voltadas a disseminar a fé principalmente entre jovens. Krigner é um dos organizadores do The Send Brasil, um dos principais eventos de música gospel do país, que recebeu críticas por fazer doutrinação política de jovens evangélicos e teve a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020. Krigner foi candidato a vereador de São Paulo em 2020 pelo Partido Progressista (PP), da base do ex-presidente. Recebeu mais de 16 mil votos, mas não se elegeu. “Bolsonarista convicto, ele não diz em suas redes sociais se concorrerá novamente nas eleições deste ano, mas comentários em suas postagens parecem já estar em clima de torcida”, diz um deles, na semana passada. Em 2020, apesar de ser um estreante na política, ele foi um dos candidatos que mais receberam doações – mais de R$ 920 mil, sendo R$ 650 mil de seu partido. O restante do dinheiro para a candidatura do político veio, em boa parte, de grandes empresários, como o ex-secretário de Desestatização do governo Bolsonaro e dono da Localiza, Salim Mattar, e o bilionário Hélio Seibel, um dos donos da gigante de insumos para marcenaria Leo Madeiras e um dos maiores acionistas da Dexco (Deca e Duratex). Outro doador é o fundador da Zion e Dunamis, o pastor Teo Hayashi, que doou R$ 15 mil ao colega de igreja. Krigner gastou quase tudo o que recebeu na campanha. A quinta maior despesa que teve, no entanto, foi com a Big Wave Media, uma produtora de vídeos da qual também é sócio. Em 2018, ele foi um dos representantes da Zion Church em uma sessão solene na Assembleia Legislativa de São Paulo que homenageou Sarah Hayashi, fundadora da igreja. O evento foi presidido pelo então deputado e hoje prefeito de Americana Chico Sardelli, também aliado de Bolsonaro. Em 2022, Sarah Hayashi recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Princesa Isabel, uma honraria criada pelo governo Bolsonaro, das mãos de Damares Alves, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Em 2022, o líder da Zion Teo Hayashi estava ao lado de Silas Malafaia e outros pastores pop em um vídeo para declarar apoio a Bolsonaro no início da sua campanha à reeleição. A Pública entrou em contato com os políticos que impulsionam conteúdos relacionados às denúncias sobre o Marajó, mas não recebeu resposta até a publicação. Krigner e Akachi não responderam até a publicação. A igreja Zion, o Marajó e Damares Um dos representantes da Zion, o pastor Lucas Hayashi, já publicou um vídeo, em 2019, sobrevoando o Marajó supostamente a convite de Damares. “Representando a sociedade civil por meio da Zion Church e do Dunamis Movement, fomos até a Ilha do Marajó, lá no Pará, com o objetivo de analisar as demandas da saúde, educação e assim contribuir com o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos e a ministra Damares Alves, e com o programa Abrace Marajó”, disse. Damares Alves

Somente 20% das mulheres brasileiras conhecem bem a Lei Maria da Penha

É o que mostra Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher Apenas duas em cada dez mulheres se sentem bem informadas em relação à Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. Os dados fazem parte da 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher, realizada pelo Observatório da Mulher Contra a Violência (OMV) e o Instituto DataSenado, ambos do Senado. A sondagem é bianual e foi divulgada nesta quarta-feira (28) em Brasília. Ela envolveu entrevistas por telefone com 21.787 mulheres de 16 anos ou mais entre os dias 21 de agosto a 25 de setembro do ano passado. Esta é primeira edição do levantamento que traz dados por estado. O estudo atualiza, também pela primeira vez, o Mapa Nacional da Violência de Gênero, projeto viabilizado pelo OMV, o Instituto Avon e a organização Gênero e Número, que cobre questões de gênero e raça no Brasil e na América Latina desde 2016. Na avaliação de Beatriz Accioly, coordenadora de Parcerias do Instituto Avon, o que chama bastante a atenção na pesquisa é que a Lei Maria da Penha é conhecida pela população brasileira de maneira geral, mas quando se pergunta o quanto as pessoas sabem da lei, sobretudo as mulheres, percebe-se que o conhecimento ainda é muito pequeno. “É quase de ouvir falar. Não dá segurança de saber exatamente o que a lei garante em termos de direitos e o que ela muda de fato”, disse Beatriz à Agência Brasil. Ela explicou que a pesquisa alerta para a necessidade de entender não só o que as pessoas já ouviram falar sobre a lei, mas o quanto elas conhecem nos detalhes, o quanto esse conhecimento têm a ver com os seus próprios direitos. De acordo com o estudo, mesmo nas localidades onde há maior conhecimento entre a população feminina sobre a Maria da Penha, o índice é muito baixo, passando pouco de 30%. É o caso do Distrito Federal (33%), Paraná (29%) e Rio Grande do Sul (29%). “O conhecimento está muito longe de ser o ideal”, afirmou Beatriz. As mulheres das regiões Norte e Nordeste são as que afirmam conhecer menos a Lei Maria da Penha, principalmente no Amazonas (74%), Pará (74%), Maranhão (72%), Piauí (72%), em Roraima (71%) e no Ceará (71%). Diagnóstico Para a coordenadora de Parcerias do Instituto Avon, o diagnóstico mostra que ainda não se conversa tanto sobre a lei quanto é necessário. “É preciso furar a bolha”. O objetivo é aumentar a parcela da população com conhecimento sobre a legislação. Isso pode ser feito a partir da construção de medidas educativas e de conscientização sobre leis, recursos e políticas públicas voltadas para o enfrentamento à violência de gênero, afirma Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon. Para ela, o maior conhecimento é fundamental para que as mulheres brasileiras possam reivindicar seus direitos, além de interromper ciclos de abusos e agressões. A coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado, Maria Teresa Prado, destaca que a pesquisa constitui ferramenta que pode auxiliar os legisladores na criação de leis, políticas públicas e programas que funcionem de fato e que sejam mais adequados às especificidades de cada estado. Segundo Beatriz Accioly, todos os senadores e senadoras vão receber um relatório específico de seu estado, com diagnóstico do território. “É necessário que a gente alerte os parlamentares para o fato de que esse problema de violência familiar contra a mulher é um dos mais graves. É preciso que eles conheçam a realidade de seus estados e possam cobrar das autoridades locais mudanças de atuação para reverter a situação”. A presidente e diretora de conteúdo da Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, lembrou que a dificuldade em reconhecer situações de violência e a falta de conhecimento dos próprios direitos podem impedir que as vítimas tenham acesso aos serviços da rede de proteção. Por isso, é preciso mudar esse cenário. Índice Em relação ao grau de conhecimento sobre os serviços que integram a rede de proteção à mulher, há equilíbrio entre as unidades federativas brasileiras. A delegacia da mulher é o serviço mais conhecido entre elas (95%), enquanto a Casa da Mulher Brasileira, por sua vez, é conhecida por somente 38% das entrevistadas. A pesquisa identificou também que o índice nacional de mulheres que declaram ter solicitado medidas protetivas para a sua segurança é de 27%, à exceção do Rio Grande do Sul, onde 41% das mulheres que sofreram violência com base no gênero solicitaram medidas protetivas. Beatriz Accioly avaliou, entretanto, que embora o Rio Grande do Sul, junto com Paraná e o Distrito Federal, sejam os locais onde o grau de conhecimento das mulheres sobre a Lei Maria da Penha é “menos pior” no Brasil, ainda há muito a avançar. “Esses dados mostram que as pessoas sabem que a lei existe. Mas elas precisam conhecer os seus instrumentos, as suas ferramentas, como utilizar a lei e transformá-la em direito difuso”, disse Beatriz. Mapa Lançado em novembro de 2023, o Mapa Nacional da Violência de Gênero é uma plataforma interativa que reúne os principais dados nacionais públicos e indicadores de violência contra as mulheres, incluindo a Pesquisa Nacional de Violência contra as Mulheres, mais longa série de estudos sobre o tema no país. Legislação A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, tornou mais rigorosas as penas contra crimes de violência doméstica. O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia, farmacêutica e bioquímica cearense que sofreu diversas tentativas de homicídio por parte do marido. Em maio de 1983, ele deu um tiro em Maria da Penha, que ficou paraplégica. Após aguardar a decisão da Justiça por 15 anos e sem resultado, ela entrou com uma ação contra o país na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Esse foi o primeiro relato sobre violência doméstica feito ao órgão na América Latina. Em 2001, o Estado

PT, PCdoB e PV lançam pré-candidatura de Rogério Correia em BH

Federação discute temas como transporte, participação popular e combate às desigualdade, de olho nas eleições municipais A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV, lançou na quinta-feira (29) a pré-candidatura do deputado federal Rogério Correia (PT) à Prefeitura de Belo Horizonte. O encontro aconteceu no Hotel Dayrell, no centro da capital, e reuniu mais de 1200 lideranças e apoiadores. Em dezembro do ano passado, o pré-candidato já havia reunido quase mil pessoas para o lançamento do movimento “BH Pode Mais”, que tem como objetivo discutir propostas para o município, tendo em vista a corrida eleitoral que se aproxima. O evento desta quinta contou com a presença de parlamentares e lideranças nacionais dos partidos que compõem a federação, entre elas, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, evidenciando o apoio nacional das legendas ao nome do deputado federal para a disputa. “O companheiro Rogério Correia é nosso pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte e está preparado para apresentar um projeto humano para desenvolver ainda mais a capital mineira. Tenho certeza que, com o apoio do presidente Lula, a população de BH terá saúde, educação e emprego de qualidade”, disse Gleisi, após o evento. Durante a atividade, temas como a melhoria do transporte público, com redução das tarifas, a participação popular nas definições importantes sobre a cidade e o combate às desigualdades sociais, raciais e de gênero estiveram em pauta. Também participaram da atividade o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha, o líder do governo federal na Câmara dos Deputados, José Guimarães, o ex-prefeito da capital mineira, o deputado federal Patrus Ananias, as deputadas estaduais Beatriz Cerqueira (PT) e Macaé Evaristo (PT), representantes de movimentos de juventude e de entidades sindicais, entre outras representações.

Golpe foi diretriz institucional das cúpulas das Forças Armadas

As provas coletadas nas investigações da Polícia Federal fornecem informações importantes para a reconstituição do plano golpista. E confirmam o envolvimento institucional das Forças Armadas com o golpe. Por Jeferson Miola, em seu blog São fartas as evidências de que não ocorreram apenas atitudes isoladas de alguns indivíduos fardados, porque foi um empreendimento arquitetado e cadenciado na hierarquia militar. O golpe era o trampolim para a longevidade do projeto de poder militar. Após a vitória do Lula na eleição de 30 de outubro, o comando golpista incorporou um forte “dispositivo popular” – os acampamentos nas áreas dos quartéis com extremistas de direita, militares da ativa, da reserva, fundamentalistas religiosos e integrantes da família militar. O comunicado de 11 de novembro de 2022 “Às Instituições e ao Povo Brasileiro”, no qual os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica contrariaram ordens judiciais, afrontaram o STF e defenderam a permanência dos acampamentos, traduziu a coesão e a unidade institucional dos comandantes militares. Divulgado 11 dias após a eleição, o provocativo comunicado assinado pelo general Freire Gomes, pelo brigadeiro Batista Júnior e almirante Garnier Santos definiu os acampamentos como “manifestações populares” de pessoas que defendem “demandas legais e legítimas da população”. Financiados por empresários e apoiadores, e com infraestrutura assegurada das próprias áreas militares, os acampamentos foram considerados ilegais e criminosos por ministros do STF. O acampamento do Quartel-General do Exército funcionava como logística estratégica de/para ações terroristas e golpistas. Isso ficou evidente nos atos terroristas de 12 e 24 de dezembro de 2022 em Brasília e nos atentados de 8 de janeiro de 2023. Evento importante na cronologia dos acontecimentos foi a decisão do então comandante do Exército, general Freire Gomes, que hoje se diz legalista e herói da democracia, mas que no dia 29 de dezembro de 2022 impediu o desmonte do acampamento golpista no QG do Exército. Hordas saíram do QG para aterrorizar a capital federal no dia da diplomação de Lula e Alckmin [12/12] e, semanas depois, para vandalizar as sedes dos poderes da República no 8 de janeiro. Pretendiam, com isso, justificar a convocação de operações GLO e de medidas de exceção, como concebido na minuta de golpe. A repercussão da vitória do Lula no país e no exterior, ao lado da oposição do governo Biden ao golpe quebrou o consenso golpista –ou arrefeceu a posição golpista majoritária– na caserna, comprometendo a unidade de ação e a coesão das cúpulas militares. Apesar disso, a articulação golpista não se encerrou. A expectativa de concretização do golpe ainda com Bolsonaro na Presidência durou pelo menos até o dia 27 de dezembro de 2022, quando faltavam apenas quatro dias para o fim oficial do governo. Prova disso é o intercâmbio de mensagens do general Braga Netto, candidato a vice na chapa militar, com o capitão Sérgio Rocha Cordeiro, então integrante da equipe de segurança do Bolsonaro, que queria conseguir um cargo no governo para uma pessoa. Braga Netto então respondeu: “Cordeiro, se continuarmos, poderia enviar para a Sec. Geral. Fora isso vai ser foda” [grifo meu]. Este diálogo surreal, em que um general 4 estrelas do Exército ainda tinha alguma expectativa de continuidade do Bolsonaro no poder apesar do resultado da eleição, o que somente seria possível com uma ruptura institucional, aconteceu 15 dias depois da diplomação de Lula e Alckmin pelo TSE e a apenas quatro dias do término do governo. Antes da posse do presidente Lula, os comandantes das três Forças deram outra demonstração cabal de insubordinação institucional ao se recusarem permanecer nos respectivos comandos até a transmissão do cargo no novo governo. Recusaram-se bater continência para Lula, pois não aceitaram o resultado da eleição e não o reconheceram como o eleito soberanamente comandante supremo das Forças Armadas. Neste contexto de evidências significativas do envolvimento institucional dos altos comandos militares com o golpe, é pouco fiável a hipótese de que a conspiração foi atitude isolada de alguns oficiais. No depoimento à PF [29/2], o general Estevam Theóphilo disse que se reuniu com Bolsonaro em 9 de dezembro de 2022 para tratar do golpe a pedido do general Freire Gomes. Ao invocar obediência à hierarquia para protagonizar um ato criminoso, o general Theóphilo arrastou para a cena do crime a instituição militar, confirmando que o golpe foi, de fato, uma diretriz institucional das cúpulas das Forças Armadas. O avanço das investigações da PF, inclusive com a análise do conteúdo do celular do general Lorena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, pode revelar outras camadas do plano golpista e alcançar também aqueles oficiais do Alto Comando que continuam incólumes, além da própria institucionalidade militar. Há uma mensagem implícita no depoimento do general Theóphilo, com um claro recado à cúpula: ou salvam-se todos os golpistas fardados, ou caem todos em desgraça. A bandeira da anistia, lançada por Bolsonaro no ato da avenida Paulista em 25 de fevereiro, poderá ser usada como tábua de salvação das cúpulas militares. Se isso acontecer, estará instalado o impasse no país.

Brasil e 23 países da Celac exigem cessar-fogo em Gaza

Declaração com seis pontos sobre o conflito no Oriente Médio não foi assinada por todos os países do grupo. Documento foi um pedido do presidente Lula Os chefes de Estado e de governo do Brasil e mais 23 países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos ) assinaram, na última sexta-feira (1), uma declaração conjunta em que manifestam repúdio às milhares de mortes decorrentes do conflito entre Israel e Palestina e pedem pelo cessar-fogo. Os líderes estavam reunidos em Kingstown, capital de São Vicente e Granadinas, para a 8ª Cúpula do grupo. Na chamada “Declaração sobre as ações israelenses em Jerusalém Oriental Ocupada e no resto do Território Palestino Ocupado”, divulgada neste sábado (2) pelo Ministério das Relações Exteriores, os signatários pedem à “Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina pelo Estado de Israel constitui uma violação do direito internacional”. Somente 24 países da Celac assinaram o texto. Ficaram de fora Argentina, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Panamá, Paraguai e Uruguai. Entre os seis pontos da declaração, os países exigem a libertação imediata de todos os reféns e a garantia de acesso humanitário às áreas afetadas. O texto é parte de um apelo feito pelo presidente Lula por uma moção nesse sentido ao final do encontro. Confira na íntegra o texto: Nós, os Chefes de Estado e de Governo de Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, República Dominicana, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago e República Bolivariana da Venezuela, reunidos em Buccament, São Vicente e Granadinas, por ocasião da VIII Cúpula da Comunidade da América Latina e Estados do Caribe (CELAC); Cientes de que a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz da CELAC em 2014 “reafirmou o compromisso dos países membros com os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional” e declarou “que a paz é um bem supremo e uma legítima aspiração de todos os povos” e “um princípio e valor comum da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC);” Conscientes da intransigência refletida nas declarações do Governo de Israel e do agravamento da crise humanitária em Gaza: 1. Deploramos o assassinato de civis israelenses e palestinos, incluindo os cerca de 30.000 palestinos mortos desde o início da incursão de Israel em Gaza, e manifestamos profunda preocupação com a situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina. 2. Endossamos fortemente a exigência da Assembleia Geral das Nações Unidas (A/ES-10/L.27) de um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza e de que todas as partes no conflito cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis. 3. Tomamos nota dos casos em curso perante a Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina pelo Estado de Israel constitui uma violação do direito internacional e se o ataque de Israel a Gaza constituiria genocídio. 4. Exigimos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, bem como a garantia de acesso humanitário às áreas afetadas, e apoiamos a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA). 5. Recordamos as múltiplas Resoluções relevantes da Assembleia Geral das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, que reiteram a importância crucial do estabelecimento de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado dentro de fronteiras seguras e reconhecidas. 6. Decidimos convocar, sob a presidência ´pro tempore´ da República de Honduras, um mecanismo apropriado para monitorar ativamente o impacto dessa incursão na recuperação, no desenvolvimento e na segurança da Palestina, e na busca de uma paz justa e duradoura entre os Povos israelense e palestino

Semifinais definidas! Veja os confrontos do Campeonato Mineiro

América, Atlético, Cruzeiro e Tombense disputarão duas vagas na decisão do Campeonato Mineiro; veja confrontos As semifinais do Campeonato Mineiro estão definidas! América, Atlético, Cruzeiro e Tombense disputarão duas vagas na final do Estadual. Veja os confrontos. Cruzeiro, primeiro colocado geral, e Tombense, melhor segundo, disputarão uma das semifinais. Enquanto isso, América, segundo melhor posicionado, e Atlético, terceiro, vão buscar o outro espaço na decisão. Os jogos de ida estão previstos para 9/3 (sábado) ou 10/3 (domingo). Os da volta, para o sábado (16/3) ou o domingo (17/3) posteriores. A Federação Mineira de Futebol (FMF) ainda não divulgou as datas definitivas e nem os horários dos confrontos. Cruzeiro x Tombense O Estádio Antônio Guimarães de Almeida, em Tombos, deverá receber o primeiro jogo do confronto entre Tombense e Cruzeiro. A Raposa, por ter feito a melhor campanha na fase de grupos, decidirá em casa, no Mineirão, em Belo Horizonte. A equipe celeste ainda tem a vantagem de jogar por dois empates. América x Atlético À frente do Atlético na etapa classificatória, o América também desfruta dos dois benefícios: resolver como mandante e jogar pelo empate na soma dos dois resultados. Desta forma, a primeira partida será na Arena MRV, e a segunda no Independência, ambos na capital. Regulamento semifinais Campeonato Mineiro Tombense (4º colocado geral) x Cruzeiro (1º colocado geral) – 9/3 (sábado) ou 10/3 (domingo) Atlético (3º colocado geral) x América (2º colocado geral) – 9/3 (sábado) ou 10/3 (domingo) Cruzeiro (1º colocado geral) x Tombense (4º colocado geral) – 16/3 (sábado) ou 17/3 (domingo) Final do Campeonato Mineiro O Campeonato Mineiro será resolvido em duas partidas. A de ida, está prevista para 30/3 (sábado). A de volta, para 6 de abril (sábado).

PIB cresce e Brasil retorna ao grupo das 10 maiores economias do mundo

Segundo o presidente Lula “crescemos bem mais que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos.” O registro do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro marcou alta 2,9% em 2023, com um valor de R$ 10,9 trilhões, na cotação atual em dólar US$ 2,2 trilhões. Os dados foram divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (1) e a partir deles a agência de risco Austin Rating, com estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), classificou o Brasil como a 9º maior economia do mundo. O expressivo resultado do PIB alcançado logo no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula fez com que o Brasil ultrapassasse a Rússia (US$ 1,9 trilhão) e o Canadá (US$ 2,1 trilhões), colocando o país de volta no grupo das dez maiores economias do mundo. O Brasil não figurava no simbólico grupo desde 2019, no qual entrou em 2008 e chegou até a 7º posição. O crescimento foi alavancado pela agropecuária, com recorde de safra e registro de alta de 15,1% no setor. Ainda que o resultado seja excelente, dado que as projeções apontavam para valores menores, é preciso se atentar para a variação que se deu no PIB entre o primeiro e segundo semestre. No primeiro trimestre de 2023 a alta foi de 1,3%, no segundo trimestre 0,8%, porém nos dois restantes o crescimento ficou estagnado. Mais que o previsto A primeira projeção do Boletim Focus, relatório do Banco Central (BC), em 2023, indicou que o PIB chegaria ao final do ano em 0,78%. Ao longo dos meses a projeção foi sempre corrigida para cima. Com bons resultados atrás de bons resultados, o presidente Lula sempre demonstrou otimismo quanto à recuperação da economia. Ao comentar sobre o resultado oficial que coloca o Brasil de volta entre as dez maiores economias do mundo, Lula disse nas redes sociais: “O PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2023, segundo o IBGE. Vocês lembram que a previsão de alguns era 0,9%? Crescemos bem mais que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos.” O PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2023, segundo o IBGE. Vocês lembram que a previsão de alguns era 0,9%? Crescemos bem mais que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos. — Lula (@LulaOficial) March 1, 2024 Confira a lista das 10 maiores economias segundo a Austin Rating: 1) Estados Unidos: US$ 26,9 trilhões 2) China: US$ 17,7 trilhões 3) Alemanha: US$ 4,4 trilhões 4) Japão: US$ 4,2 trilhões 5) Índia: US$ 3,7 trilhões 6) Reino Unido: US$ 3,3 trilhões 7) França: US$ 3 trilhões 8) Itália: US$ 2,18 trilhões 9) Brasil: US$ 2,17 trilhões 10) Canadá: US$ 2,11 trilhões

Trump vence Biden por 48% a 43%, diz pesquisa do New York Times

Uma nova pesquisa conduzida pelo New York Times em parceria com o Siena College, divulgada neste sábado (2), revela um cenário desafiador para o presidente Joe Biden, a oito meses das eleições nos Estados Unidos. Segundo os resultados, Donald Trump lidera nas intenções de voto, com 48%, contra 43% do atual presidente. Este último atinge seu mais alto índice de desaprovação desde que assumiu o cargo, com 47% dos entrevistados expressando forte desaprovação à sua gestão. Enquanto isso, 43% consideram suas políticas prejudiciais, e apenas 18% afirmam terem sido impactados positivamente por sua administração. A insatisfação se reflete também na direção do país, com 65% dos entrevistados acreditando que os EUA estão seguindo na direção errada. A pesquisa também abordou a escolha de Biden como candidato democrata à reeleição, com uma diferença mínima entre aqueles que apoiam sua permanência (46%) e os que prefeririam outra pessoa (45%). Trump, por sua vez, enfrenta ampla rejeição, com 43% dos entrevistados expressando opinião muito desfavorável sobre ele, embora apenas 22% tenham uma visão muito favorável. Temas políticos também foram discutidos Além das questões envolvendo os candidatos, a pesquisa abordou temas cruciais como a Guerra da Ucrânia e a imigração pela fronteira com o México. A maioria (59%) apoia um aumento do suporte econômico e militar dos EUA à Ucrânia, enquanto metade (50%) acredita que a busca por asilo nos EUA deve ser dificultada para aqueles que cruzam a fronteira sul. Em relação a Trump, 53% dos entrevistados acreditam que ele cometeu crimes federais graves, enquanto 36% discordam dessa afirmação. Conduzida com 980 eleitores registrados em todo o país, a pesquisa, realizada entre os dias 25 e 28 de fevereiro, apresenta uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Dos respondentes, 823 completaram todas as respostas, com uma margem de erro de 4 pontos entre aqueles que responderam a todas as questões.