Madonna reclama de fã cadeirante ao vê-lo sentado em show

Cantora viralizou no Tiktok com um vídeo que foi postado no momento do ocorrido Madonna não gostou de ver que um homem não estava dançando em seu show, nesta sexta-feira (9), em Los Angeles. Ao contrário do resto da multidão – de pé, animada – ele estava sentado. Do palco, ela o repreendeu. “Ei, você! Sim, você”, disse ela, apontando em sua direção. “O que você está fazendo sentado aí? O que você está ganhando sentado assim?”. A cantora, que fazia mais uma apresentação de sua “Celebration Tour”, caminhou visivelmente contrariada até a beira do palco para ouvir mais de perto o fã. Foi quando percebeu a gafe, o erro constrangedor. Com as luzes voltadas para aquela parte da plateia, ela pôde ver que o homem em quem dava bronca por não estar de pé era cadeirante. Madonna ficou alguns segundo em silêncio para em seguida dizer: “Oh, ok. Entendi. Politicamente incorreto. Desculpe por isso. Estou feliz que você esteja aqui.” De volta ao centro do palco, não se conteve: “Oh my gosh!” [“Oh, meu Deus!, em linguagem mais informal]. O TikTok com a cena teve mais de dois milhões de visualizações desde que foi postado, no sábado. (Folhapress)
Moraes proíbe Bolsonaro e ex-ministros de irem a eventos das Forças Armadas

Decisão inclui Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira e Anderson Torres, além de Valdemar Costa Neto O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-ministros do seu governo, como Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sergio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), de participarem de eventos das Forças Armadas. A decisão, proferida na quinta-feira (7), envolve investigados por uma suposta tentativa de golpe de Estado antes, durante e depois das eleições de 2022, em que Bolsonaro perdeu a reeleição para o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela também alcança o presidente do partido de Bolsonaro, Valdemar Costa Neto (PL), que foi preso na Operação Tempus Veritatis. Moraes proibiu os investigados de irem a “cerimônias, festas ou homenagens realizadas no Ministério da Defesa, na Marinha, na Aeronáutica, no Exército e nas Polícias Militares”. Em caso de descumprimento da decisão judicial, todos estão sujeitos a multa de R$ 20 mil. A Polícia Federal (PF) investiga se Bolsonaro e seus ex-ministros tentaram dar um golpe de Estado e abolir o estado democrático de direito no Brasil em 2022, após o então presidente ser derrotado nas urnas por Lula. Além de ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, Braga Netto também foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro e também está inelegível até 2030
Prefeito cria a putaria em Pirapora e causa polêmica

Os Três Poderes adotados no Brasil são Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas o prefeito de Pirapora Alex César, criou o quarto poder: a putaria O prefeito de Pirapora (MG), Alex César, provocou polêmica durante a inauguração da sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil na última quinta-feira (7/3). Durante o pronunciamento, Alex diz que há quatro poderes no palco: “Legislativo, Executivo, Judiciário e a Putariaaaaa”. A declaração do prefeito durante o evento levantou críticas e debates na comunidade local. O presidente da OAB local e o Advogado, Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara de Pirapora, presentes no evento, também aplaudiram a putaria criada pelo prefeito. Vaja o vídeo O que significa putaria”? substantivo feminino. Indecência; comportamento, dito ou ação indecente ou desrespeitosa. Sem-vergonhice; ausência de pudor; falta de decoro e de decência. Etimologia (origem da palavra patifaria). Patife + aria
MST denuncia cerco ilegal da polícia de Romeu Zema

O movimento argumenta que a ação policial não tem base, já que a Justiça negou pedido de reintegração de posse impetrado por parte dos herdeiros da fazenda Por Rede Brasil Atual – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra denunciou neste sábado (9) cerco ilegal da Polícia Militar de Minas Gerais, comandada pelo governo de Romeu Zema (Partido Novo), no segundo dia de ocupação da fazenda Aroeiras, município de Lagoa Santa. O MST argumenta que a ação policial não tem base, já que a Justiça negou pedido de reintegração de posse impetrado por parte dos herdeiros da fazenda. O cerco, sempre de acordo com o MST, impede a entrada e saída de pessoas do local e dificulta a entrada de suprimentos para as famílias acampadas. Foi permitida a entrada apenas de água e medicamentos. Porém, não puderam passar nem lonas para proteção do sol e da chuva, e para que as pessoas não durmam ao relento, nem gás para o preparo da alimentação. “O governador Romeu Zema precisa entender que a ocupação de terras é um direito do povo que luta para que a Constituição brasileira seja cumprida. Portanto, é desumano colocar a tropa para reprimir essas pessoas e impedir que elas tenham o mínimo que precisam. Chega de desgoverno Zema”, disse Sílvio Netto, da direção nacional do MST em Minas Gerais. Terras improdutivas Além do indeferimento ao pedido de reintegração de posse, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra acrescenta que algumas das herdeiras da fazenda já manifestaram interesse em negociar com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a venda do imóvel. Por sua vez, a superintendente do Incra no estado disse estar disposta a apresentar uma proposta para destinação da área a fins de reforma agrária. A Aroeiras é uma herança familiar disputada por oito pessoas. De acordo com duas proprietárias que se mostraram dispostas ao diálogo, o imóvel está abandonado a quase uma década e em mais de 20 anos nunca foi feita a regularização. Mulheres Sem Terra A Aroeiras foi ocupada por cerca de 500 famílias do MST na manhã de sexta-feira (8). A fazenda fica no município de Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação coordenada pelas mulheres Sem Terra e integra a Jornada Nacional de Lutas, que tem como o lema “Lutaremos! Por nossos corpos e territórios, nenhuma a menos!”. A ocupação é motivada pelo não cumprimento da função social da terra, já que a propriedade estava abandonada pelos proprietários é improdutiva. Caráter reivindicativo Maria Eni, da direção estadual do MST em Minas Gerais, explica que a ocupação tem um caráter reivindicativo. “Estamos aqui hoje nessa ocupação protagonizada pelas nossas mulheres em função do 8 de março, mas também em função dos travamentos da nossa pauta da reforma agrária. São mais de 5 mil famílias acampadas aqui no estado de Minas Gerais, entre elas, estão as famílias do acampamento Terra Prometida, em Felisburgo, onde que aconteceu o massacre em 2004, das famílias da Fazenda Ariadnópolis, em Campo do Meio, e as famílias no Vale do Rio Doce, na área da Suzano. São vários acampamentos com mais de dez anos sem respostas do governo”, afirma. Luana Oliveira, também da direção estadual, acrescenta que “esse importante gesto de coragem das famílias e do MST em Minas Gerais é, sem dúvida, a alternativa mais legítima de lutar pelo direito à terra. Ocupamos para plantar árvores e alimentos, cuidar das águas nessa região metropolitana tão carente desse recurso, que já foi tão abundante. Ocupamos porque as terras e os bens da natureza de Minas são do povo mineiro, e não para Zema seguir entregando às suas aliadas, as mineradoras”, destacou. “Aqui, vamos produzir alimentos saudáveis para nós e para o povo mineiro”, completou.
Março das Mulheres | Conheça a verdadeira história do 8 de março

Pesquisadora afirma que a origem da data foi propositalmente dissociada da luta das trabalhadoras da União Soviética Todos os anos, divulga-se a história de que o Dia Internacional da Mulher surgiu em homenagem a 129 operárias estadunidenses de uma fábrica têxtil que morreram carbonizadas, vítimas de um incêndio intencional no dia 8 de março de 1957, em Nova York. Segundo a versão que circula no senso comum, o crime teria ocorrido em retaliação a uma série de greves e levantes das trabalhadoras. Embora essa seja a narrativa mais conhecida, quando se fala sobre a origem da data comemorativa, ela não é verdadeira. O primeiro registro remete a 1910. Durante a II Conferência Internacional das Mulheres em Copenhague, na Dinamarca, Clara Zetkin, feminista marxista alemã, propôs que as trabalhadoras de todos os países organizassem um dia especial das mulheres, cujo primeiro objetivo seria promover o direito ao voto feminino. A reivindicação também inflamava feministas de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido. No ano seguinte, em 25 de março, ocorreu um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York, que matou 146 trabalhadores — incluindo 125 mulheres, em sua maioria mulheres imigrantes judias e italianas, entre 13 e 23 anos. A tragédia fez com que a luta das mulheres operárias estadunidenses, coordenada pelo histórico sindicato International Ladies’ Garment Workers’ Union (em português, União Internacional de Mulheres da Indústria Têxtil), crescesse ainda mais, em defesa de condições dignas de trabalho. As russas soviéticas também tiveram um papel central no estabelecimento do 8 de março como data comemorativa e de lutas. Por “Pão e paz”, no dia 8 de março de 1917, no calendário ocidental, e 23 de fevereiro no calendário russo, mulheres tecelãs e mulheres familiares de soldados do exército tomaram as ruas de Petrogrado (hoje São Petersburgo). De fábrica em fábrica, elas convocaram o operariado russo contra a monarquia e pelo fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial. A revolta se estendeu por vários dias, assumindo gradativamente um caráter de greve geral e de luta política. Ao final, eliminou-se a autocracia russa e possibilitou-se a chegada dos bolcheviques ao poder. A atuação de mulheres russas revolucionárias como Aleksandra Kollontai, Nadiéjda Krúpskaia, Inessa Armand, Anna Kalmánovitch, Maria Pokróvskaia, Olga Chapír e Elena Kuvchínskaia, é considerada imprescindível para o início da revolução. “A história real do 8 de março é totalmente marcada pela história da luta socialista das mulheres, que não desvincula a batalha pelos direitos mais elementares — que, naquele momento, era o voto feminino — da batalha contra o patriarcado e o sistema capitalista”, ressalta a historiadora Diana Assunção, integrante do coletivo feminista Pão e Rosas. A pesquisadora explica que houve uma articulação histórica para esvaziar o conteúdo político do 8 de março, transformá-lo em “uma data simbólica inofensiva” e em um nicho de mercado, apagando sua origem operária. “No dia da mulher, compram-se flores e presentes para as mulheres. Tentam esconder o conteúdo subversivo do significado desse dia, que é questionar o patriarcado. Tentam esconder que a luta das mulheres sempre esteve vinculada à luta socialista, perigosa para o status quo”, acrescenta Assunção. Em 1921, na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, o dia 8 de março foi aceito como dia oficial de lutas, em referência aos acontecimentos de 1917. A data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Retornar às origens A cada 8 de março, as mulheres trazem à tona questionamentos sobre a hipocrisia em torno das homenagens que recebem apenas nessa data. Em todos os dias do ano, o gênero feminino é o principal alvo da violência e da desigualdade. Em resposta, trabalhadoras em todo o mundo se organizam cada vez mais pela defesa de seus direitos. Em 2017 e 2018, elas organizaram uma greve internacional com adesão de 40 países, com o lema “Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós”. Assunção comemora o “resgate de um método de luta da classe operária de enfrentamento aos patrões e aos capitalistas”. “O que estamos vendo é justamente que a revolta e a luta de classes têm rosto de mulher a nível internacional, com a luta a que estamos assistindo nos últimos anos, com essa verdadeira primavera feminista no mundo inteiro, com enormes marchas. Mas, agora, com uma cara cada vez mais operária”, ressalta. “As mulheres são metade da classe operária, e as mulheres negras estão mostrando que são linha de frente em vários processos de luta”. A historiadora avalia que é importante resgatar a verdadeira origem do Dia Internacional da Mulher, pois, segundo ela, foram as proletárias que avançaram efetivamente em medidas concretas para atacar os pilares que sustentam a opressão às mulheres. “Mais do que nunca, precisamos da organização dos trabalhadores com as mulheres à frente, mostrando que são vanguarda, inclusive da classe operária. Enfim, sacudindo os movimentos, os sindicatos, com toda força expressada internacionalmente”, enfatiza. Assunção possui grandes expectativas para o 8 de março de 2019, comemorado com mobilizações em dezenas de países e em todos os estados do Brasil. “O oito de março que estamos vivendo agora precisa ser internacional, como parte da luta por uma paralisação internacional de mulheres, que enfrente o Bolsonaro [PSL], que enfrente todos os presidentes da extrema direita. Essa é a perspectiva que deveria ser levada à diante. Por Marielle e por todas as mulheres assassinadas. É preciso entender que o capitalismo é uma suja prisão, e que precisamos lutar por uma nova sociedade”, defende a pesquisadora, ressaltando, mais uma vez, o legado das mulheres revolucionárias. Via Brasil de Fato
Prefeitura de Montes Claros realizará o maior concurso público da história

A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Planejamento e Gestão, e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior (FADENOR), assinaram na manhã dessa segunda-feira, 4, o contrato para a realização do maior concurso público da história do Município. Participam da solenidade de assinatura o prefeito Humberto Souto, o vice Guilherme Guimarães, representantes da da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), vereadores, secretários e servidores. Nos próximos dias, serão lançados três editais contemplando as áreas de Educação, Administração e Guarda Municipal. A estimativa inicial é de que sejam disponibilizadas 3.984 vagas para ingresso imediato, com um cadastro de reserva de até cinco vezes o número de vagas por cargo disponibilizado. Vale destacar que, para o concurso da Educação, já foi contratada a Fundação de Apoio da UFMG (FUNDEP) para a prestação de serviços técnicos de elaboração, diagramação, impressão, logística, bem como para organização e aplicação das provas. Neste concurso serão ofertadas vagas para 35 cargos, incluindo Magistério, Agente Administrativo, Auxiliar de Docência, Auxiliar de Secretaria de Educação Básica, Analista de Sistemas, Assistente Social, Arquiteto, Contador, Engenheiro Civil, Engenheiro Eletricista, Contador, Fonoaudiólogo, Instrutor de Libras, Nutricionista, Psicólogo e Técnico em Informática. Representando a Fadenor, Ronney Versiane Sindeaux destacou que “é com imensa alegria que participamos desse processo. A assinatura reforça a confiança que a Prefeitura tem com a Fadenor, que vai realizar um certame público com total imparcialidade”. A previsão é que os editais sejam lançados nos próximos meses. “É com emoção que participamos desse momento, em que escrevemos um novo capítulo na história de Montes Claros.”, explica a secretária de Planejamento e Gestão, Celeste Leite Fróes. Procurador Geral do Município, Otávio Rocha afirmou que “esse será o maior concurso da história de Montes Claros. A instituição que organizará o concurso tem um papel de fundamental importância para nossa cidade. Esse concurso permitirá a renovação do quadro de servidores que prestam um bom serviço para nossa população”. Guilherme Guimarães, vice-prefeito de Montes Claros, observou: “a realização do concurso deve ser lembrada como um ato que demonstra o respeito e compromisso do prefeito Humberto Souto, que acredita que os funcionários efetivos são fundamentais para a perenidade dos assuntos da Prefeitura”. Em seu depoimento, o prefeito Humberto Souto ressaltou o papel preponderante da Prefeitura de Montes Claros em contar com parcerias que são muito importantes para a administração pública. “Dentre essas parcerias, podemos frisar o apoio incondicional da Câmara dos Vereadores e da Universidade Estadual de Montes Claros, dentre tantas outras que colocam nossa cidade nos trilhos do desenvolvimento. É a solidificação do maior concurso da história, e um dos momentos mais importantes de nossa cidade”, conta.
Governo derrotado e oposição fortalecida: o saldo das comissões na Câmara

A eleição dos deputados bolsonaristas Caroline de Toni (PL-SC), na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Nikolas Ferreira (PL-MG), para presidir a Comissão de Educação da Câmara dos Deputado expôs uma grave fratura na base de apoio do governo do presidente Lula (PT) na Casa. Após horas de negociação, o partido do presidente Lula não conseguiu reverter os nomes que buscava evitar nos colegiados tidos como fundamentais para o andamento de projetos do governo na Câmara. Na escolha das comissões, o governo saiu derrotado. “Só quero que isso acabe logo”, disse o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos poucos petistas que circularam pelos corredores das comissões, enquanto o processo estava paralisado por horas na tarde desta quarta-feira (6). Foram horas seguidas de pauta travada. Embora a sala da CCJ seja a primeira no corredor das comissões, era lá no fundo do longo passadiço que a confusão eclodiu. Com Nikolas Ferreira indicado pelo PL para presidir a Educação, o governo ligou o alerta, e decidiu que iria trabalhar por uma manobra regimental para adiar a votação de todas as comissões. O PL não recuou, e a crise foi instalada, reverberando em todos os colegiados, que tiveram os trabalhos paralisados. Por horas a fio, as salas das comissões só registraram presença de jornalistas e assessores, que ficavam informando por meio de mensagens os passos da comissão de Educação aos respectivos chefes. Enquanto isso, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, recebia em seu gabinete alguns parlamentares e disparava o recado: o governo não estava disposto a aceitar, no comando de comissões, parlamentares da base que assinaram o pedido impeachment de Lula. O requerimento de impeachment foi apresentado dias após Lula associar, em entrevista coletiva, os ataques de Israel à Faixa de Gaza ao Holocausto contra os judeus, comandado por Adolf Hitler. O governo de Israel reagiu e declarou o presidente persona non grata no país. Capitaneado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP), o pedido de impeachment tem a maioria das assinaturas vindas de deputados do PL, principal partido de oposição. Há, contudo, parlamentares do PP e do PSD que assinam o documento. Ambos os partidos têm representantes na Esplanada dos Ministérios. “Nem sei o que tenho de fazer ainda”, disse o líder do PSD na Casa, Antonio Brito (BA), que chegou ao plenário no final da tarde. Diante da negativa do PL para recuar em meio à pressão, quem teve de recuar foi o PT. Sem comissões instaladas, até mesmo projetos do governo poderiam ficar ameaçados de atraso, já que demandam análise dos colegiados. Para evitar os prejuízos, o PT chegou a dizer, nos bastidores, que aceitaria Nikolas Ferreira na Educação. Mas não queria Caroline de Toni na CCJ. Acabou que o governo perdeu os dois espaços de presidência. Deputada mais oposicionista do Congresso Nacional em 2023, Caroline de Toni garantiu o comando do colegiado mais importante da Casa. Ela, que poucas horas antes, estava em um evento do PL Mulheres, acusando o governo de ter se “apropriar das crianças das famílias”, afirmou em seu discurso que terá como prioridade a qualidade dos projetos de lei em tramitação, e não a quantidade. Ela acredita haver um ritmo excessivo de normas aprovadas anualmente pelo Congresso Nacional, e defende que uma redução desse ritmo em prol da segurança jurídica. “Acredito que nós temos que ter metas de qualidade e de necessidade conforme os principais pleitos da sociedade”, disse. Via: Congresso em Foco
Bancada da educação repudia entrega de comissão a Kicolas Ferreira

A Frente Parlamentar Mista da Educação se pronunciou nesta quinta-feira (7) sobre a conclusão do acordo entre os partidos da Câmara dos Deputados que resultou na posse de Nikolas Ferreira (PL-MG) como presidente da Comissão de Educação. A bancada repudia a decisão, e afirma que o deputado não possui qualificação técnica ou histórico político compatível com a função. A bancada considera a condução de Nikolas como “motivo de especial inquietação”, uma vez que “o parlamentar não tem atuação na área ou profundidade para conduzir os trabalhos em um tema que é central para o desenvolvimento do país”. O deputado mineiro encerrou seu primeiro ano de mandato sem apresentar qualquer projeto de lei sobre o tema. Além de não possuir projetos de lei na Câmara sobre o tema, Nikolas Ferreira nunca compôs um colegiado do tipo, seja na no Congresso Nacional, seja na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde exerceu mandato como vereador entre 2021 e 2022. No município, conseguiu aprovar uma lei proibindo o uso de linguagem neutra em material didático nas escolas. Além de repudiar a escolha de Nikolas para assumir a comissão, a frente parlamentar ressaltou as pautas que considera mais preocupantes para 2024, citando a necessidade de garantir acesso a água potável para escolas públicas em todos os municípios, expansão do atendimento em creches e avançar nos projetos que tratam do Novo Ensino Médio, o Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional da Educação. Continue depois da publicidade “Ressaltamos que a Comissão de Educação deve ser um colegiado seriamente comprometido com o avanço e a melhoria da educação. A sua liderança precisa refletir o engajamento necessário com a urgência e a seriedade que o tema requer, em prol do futuro de milhões de brasileiros”, cobrou a bancada. Fora do parlamento, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação também afirmou ter recebido com preocupação a notícia sobre a condução de Nikolas. “No histórico da vida política do Deputado Nikolas existem muitos fatos que atacam os Direitos Humanos, educacionais e sociais. Mas entendemos a dinâmica do Congresso Nacional e temos a expectativa que o Parlamentar, na atuação de Presidente de uma Comissão fundamental para o povo brasileiro, possa fazer as escutas necessárias, respeitar as diversidades de opiniões e atuar de forma republicana”, afirmou seu presidente, Heleno Araújo.
Entenda os principais pontos da lei que regulamenta o trabalho por aplicativo

Autonomia, flexibilidade, transparência remuneração mínima e previdência; saiba mais A tão discutida Lei dos Apps traz consigo uma série de mudanças significativas para os motoristas que trabalham em plataformas como Uber e outros aplicativos similares. Aqui está um resumo simples dos principais pontos: Mantém a Autonomia: Os motoristas continuarão sendo considerados autônomos, o que significa que poderão manter sua liberdade para escolher seus horários e locais de trabalho. Flexibilidade: A nova legislação assegura que os motoristas possam trabalhar o número de horas que desejarem, sem a imposição de jornadas fixas ou pontos obrigatórios. Remuneração Mínima: As plataformas serão obrigadas a garantir uma remuneração mínima para os motoristas, oferecendo uma segurança financeira básica. Transparência: As empresas deverão disponibilizar informações claras para os condutores, incluindo detalhes sobre algoritmos, preços e outros aspectos operacionais. Direito à Previdência: Com a nova lei, os trabalhadores dos aplicativos passarão a ter direitos previdenciários, como acesso à aposentadoria e à seguridade social. Esses pontos visam trazer mais segurança e proteção aos trabalhadores das plataformas de transporte, garantindo direitos básicos e transparência nas relações laborais. É importante ressaltar que as informações que circulam sobre a nova legislação devem ser analisadas com cuidado. Muitas delas são distorcidas ou falsas, produzidas por grupos com interesses políticos diversos. O projeto de lei proposto pelo presidente Lula agora seguirá para o Congresso Nacional, onde será discutido e analisado pelos parlamentares. De acordo com o procedimento legislativo, a matéria deverá ser apreciada em um prazo máximo de 45 dias. Essa iniciativa do governo Lula representa um passo importante na busca por uma regulação mais justa e segura para os trabalhadores das plataformas de transporte por aplicativo.
Tecnologia da Unimontes será usada para produção de combustível a partir da macaúba

Projeto tem investimento de R$ 125 milhões e conta com o apoio do Governo de Minas A empresa Acelen Energia Renovável vai usar tecnologia desenvolvida pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para a germinação de sementes da macaúba no Centro de Inovação e Tecnologia Agroindustrial que o grupo vai instalar no município. A empresa, que faz parte do fundo Mubadala Investment Company, dos Emirados Árabes Unidos, vai investir R$ 125 milhões no projeto em Montes Claros, voltado ao desenvolvimento de biocombustíveis por meio da macaúba, contando com o apoio do Governo de Minas Gerais. A implantação do empreendimento foi anunciada pelo Estado durante a COP28, em novembro de 2023, em Dubai. A Acelen adquiriu um terreno de 150 hectares onde será construído o centro de pesquisa. O objetivo da empresa é o plantio de 200 mil mudas de macaúba, visando o aproveitamento energético. O projeto prevê a obtenção de dois produtos a partir do óleo do coco de macaúba: o biodiesel renovável, ou diesel verde (HVO), e o Combustível Sustentável da Aviação (SAF). De acordo com a empresa, no Centro de Inovação e Tecnologia em Montes Claros deverão ser gerados cerca de 500 postos de trabalho. Transferência de tecnologia Na última quinta-feira (29/2), foi realizada na Sala dos Conselhos a solenidade de assinatura do contrato de licenciamento entre a Unimontes e a Acelen Energia Renovável, permitindo à empresa o uso da patente Processo de germinação de palmeiras com dormência fisiológica especialmente Acrocomia aculeata, desenvolvido por pesquisadores da universidade. Também foi firmado um acordo para o desenvolvimento da “Tecnologia para superação da dormência seminal em macaúba”, que tem como objetivo a aplicação em escala industrial dos protocolos de germinação existentes e o desenvolvimento de novas tecnologias para otimizar a germinação da espécie. “Este é o primeiro licenciamento de uso de uma patente de tecnologia desenvolvida pela universidade. Mas, temos certeza que estamos tendo uma abertura de portas. Outros licenciamentos de uso de patentes e produtos desenvolvidos na nossa instituição virão. Pois, temos um corpo de professores, pesquisadores, acadêmicos e servidores altamente comprometidos com a tecnologia e a inovação”, afirmou o reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, ao presidir a solenidade. O reitor assinou o assinou o contrato de licenciamento com o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável, Dioger Teruel. O ato contou com a presença da equipe de pesquisadores responsável pelo estudo que resultou na patente do protocolo de germinação de sementes de macaúba, licenciado para a empresa multinacional: os professores Leonardo Monteiro Ribeiro e Maria Olivia Mercadante, Vanessa Sales (bolsista de iniciação científica) e Claudiana Agostinho, aluna do Programa de Mestrado em Biotecnologia. Na oportunidade, o reitor Wagner de Paulo Santiago ressaltou que o licenciamento da tecnologia desenvolvida pela Unimontes para o empreendimento da Acelen Energia Renovável demonstra a importância da pesquisa produzida na universidade para a região norte-mineira e para o estado de Minas Gerais. “A partir da pesquisa e da inovação tecnológica, a iniversidade exerce a sua função transformadora”, afirmou o professor Wagner Santiago. Ele anunciou que, em breve, será implantado um centro de pesquisa em excelência em pesquisa na Unimontes com recursos da Fundação de Amparo do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Na oportunidade, o vice-reitor, professor Dalton Caldeira Rocha, também falou a importância da parceria entre a Unimontes e a Acelen Energia Renovável no uso da nova tecnologia sobre a germinação de sementes de macaúba no Centro de Inovação e Tecnologia que a empresa vai implantar em Montes Claros. Ele ressaltou que a produção dos biocombustíveis a partir do coco de macaúba valoriza a biodiversidade e as espécies do Cerrado. A coordenadora de Inovação Tecnológica da Unimontes, professora Sara Gonçalves Antunes de Souza, a partir da parceria, pela primeira vez, é viabilizada a primeira transferência de tecnologia da Unimontes para uma empresa multinacional que investe no estado. “Além disso, trata-se da primeira tecnologia transferida por uma empresa por uma universidade estadual em Minas gerais”, completou a professora Sara Antunes que, por meio da Coordenadoria de Inovação Tecnológica, acompanhou todo o processo, dando apoio aos professores e pesquisadores envolvidos, promovendo a intermediação com a empresa, dentro da política de inovação da Unimontes. Processo de germinação mais eficiente A pesquisa realizada na Unimontes sobre a reprodução das palmeiras tem reconhecimento mundial e despertou o interesse da empresa, que propôs o acordo para o licenciamento da patente e transferência de tecnologia. “As sementes da macaúba naturalmente germinam lentamente. Para a produção de mudas em larga escala é necessária a aplicação de técnicas para a superação da dormência”, explica o professor Leonardo Monteiro Ribeiro, do Departamento de Biologia Geral Unimontes. Ele é coordenador do projeto de pesquisa e um dos autores da patente sobre o protocolo da germinação de sementes de macaúba. “A patente foi produto da dissertação de mestrado da aluna Vanessa Sales, desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da Unimontes”, informa Leonardo Monteiro. “Tanto o processo de patenteamento, quanto o acordo de inovação celebrado com a empresa só foram possíveis pelo fato de a Unimontes ter uma Coordenadoria de Inovação Tecnológica bem estruturada e que assessora os pesquisadores em todas as fases do desenvolvimento das atividades de inovação”, ressaltou. O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável, Dioger Teruel, enfatizou a importância da pesquisa e da tecnologia desenvolvidas pela Unimontes sobre a aceleração do processo de germinação da semente de macaúba. Ele disse que, na natureza, a semente de macaúba possui um índice de germinação muito baixo, que oscila entre 3% e 5%. “A partir da pesquisa e do processo desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Unimontes, a germinação das sementes de macaúba poderá alcançar percentuais de 50%, 60% e até 80%, assegurou o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável. Geração de emprego Segundo Dioger Teruel, além do aspecto da sustentabilidade ambiental, o projeto da Acelen Energia Renovável no Norte de Minas terá grande impacto na geração de emprego e renda. Segundo ele, o Centro de Inovação e Tecnologia Agroindustrial da empresa em Montes Claros