MPF aponta crimes que podem levar Bolsonaro a 12 anos de prisão

Procuradores dizem que ao tentar reaver joias na Receita Federal, na base da carteirada, o ex-presidente pode ter cometido dois crimes Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que investigam o escândalo das joias enviadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo regime da Arábia Saudita finalmente se pronunciaram, pela primeira vez, sobre o caso. De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (27), já teriam encontrado os primeiros indícios do cometimento de crimes. Para os procuradores, o fato de Bolsonaro ter tentado enviar as caixas de joias ao seu patrimônio pessoal pode configurar desvio de recursos públicos. Neste caso, se a tese for comprovada, o ex-presidente pode ser indiciado por crime de peculato. A pena prevista é de 2 a 12 anos de prisão em caso de condenação. Além do peculato, Bolsonaro pode ser acusado de patrocinar interesses privados diante da administração fazendária. Nesse caso, a pena seria de 1 a 4 anos de prisão. A informação foi obtida pelo portal Uol, que teve acesso a uma investigação sigilosa sobre o caso na Procuradoria da República de Guarulhos (SP), que exerce uma função complementar em relação às investigações encabeçadas pela Polícia Federal de São Paulo. A presente investigação versa, principalmente, sobre o pacote de joias avaliado em R$ 16,5 milhões, supostamente destinado à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao chegar ao país por meio da comitiva do então ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que voltava da Arábia Saudita em outubro de 2021, as joias acabaram apreendidas pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Na mesma ocasião, um segundo pacote de joias, dessa vez supostamente enviado ao próprio Jair, passou pela alfândega às escuras, como contrabando. Esse segundo pacote, que havia sido avaliado em R$ 400 mil, foi entregue a Bolsonaro em novembro do ano passado. A entrega foi feita nas mãos de Michelle no Palácio do Alvorada. Depois que escândalo explodiu na imprensa, em março passado, Bolsonaro entregou o pacote à Caixa que o reavaliou e constatou que seu valor é R$ 2,5 milhões. Quase 6 vezes mais do que o declarado por Bolsonaro. Em relação ao primeiro pacote, a Receita Federal teria aberto um prazo para que o governo federal cumprisse com procedimentos previstos para retirar as joias. No entanto, o prazo se encerrou em julho de 2022. Com a expiração do prazo, foi decretado o “perdimento” do pacote de joias, o que significa que iria ser enviado ao patrimônio da União. Dessa forma, quando Bolsonaro e seu entorno tentaram recuperar as joias, em dezembro do ano passado – às vésperas da fuga aos EUA – não obteve sucesso. Essa tentativa, de acordo com o MPF, configura crime de peculato pois as joias já seriam oficialmente consideradas patrimônio público. “A partir da decretação de perdimento dos bens, os bens passam a ter natureza eminentemente pública, descabendo qualquer destinação particular, ainda que ao acervo pessoal do presidente da República”, diz trecho dos relatórios da investigação. Os procuradores acreditam que o objetivo de Bolsonaro era de fato incorporar as joias ao seu patrimônio pessoal. Nesse contexto, o ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, enviou um ofício à Receita antes de mandar um assessor, no dia 29 de dezembro, ao aeroporto de Guarulhos para retirar o material, sem sucesso. Bolsonaro viajaria para Miami no dia seguinte. Houve ainda uma forte pressão sobre Júlio César Vieira Gomes, então chefe da Receita. “As circunstâncias objetivas do caso sugerem uma possível tentativa de desvio das joias retidas para o patrimônio particular do ex-presidente da República, com possível patrocínio do ex-secretário especial da Receita Federal (Júlio César Vieira Gomes) perante a Administração Fazendária”, apontaram os procuradores Gabriela Saraiva e Alexandre Jabur. Segundo os dois, Mauro Cid teria tentado dar um verniz de legalidade na retirada das joias em dezembro passado. Os procuradores ainda apontam que a retirada só não foi possível “em razão da resistência dos servidores em descumprir a normativa fiscal”. A defesa de Bolsonaro declarou à imprensa que não se manifestará sobre o episódio e se limitará a atuar no sentido de defender o ex-presidente dos processos que devem correr em breve.

Silvio Almeida freia teatro de senador bolsonarista com feto plástico

Eduardo Girão tentou constranger ministro dos Direitos Humanos e teve que sair envergonhado após resposta – Ele abaixou a a cabeça e se retirou após resposta de Silvio Almeida em tentativa de constrangimento – Reprodução/TV Senado O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, mostrou ao senador bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE) como deve ser feito o debate político sério e respeitoso. Em audiência no Senado nesta quinta-feira (27), Almeida criticou Girão após tentativa de constrangimento com a entrega de um boneco plástico simulando um feto. “Com todo respeito, é uma exploração inaceitável de um problema muito sério que temos no país. Em nome da minha filha que vai nascer, eu me recuso a receber isso aí”, disse o ministro, sendo fortemente aplaudido pelas pessoas que compareceram à audiência. No início deste mês de abril, a esposa de Almeida, a estilista Ednéia Carvalho, anunciou a gestação da primeira filha do casal, que está junto há 17 anos. No episódio desta quinta, Girão seguiu a cartilha habitual dos parlamentares bolsonaristas no congresso, tentando fazer uma cena teatral de mau gosto para garantir “cortes” para as redes sociais. Ele se levantou da cadeira onde estava sentado e se dirigiu à mesa onde estava o ministro (veja o vídeo abaixo). Pra quê? ???? O senador Eduardo Girão tentou entregar uma réplica de um feto humano de 11 semanas ao ministro Silvio Almeida, que se recusou a receber. A "performance inaceitável", como classificou Silvio, aconteceu em audiência pública no Senado nesta quinta (27).#BrasildeFato pic.twitter.com/YUEvO6mLnv — Brasil de Fato (@brasildefato) April 27, 2023 “Já que a gente entrou na questão da dignidade humana, vou materializar a entrega dessa criança com 11 semanas de gestação”, disse o senador, enquanto se aproximava de Almeida. “Eu não quero receber isso, por um motivo muito simples. Eu vou ser pai, agora. Eu sei muito bem o que significa isso. É uma performance que eu repudio profundamente”, respondeu o ministro, com a elegância que lhe é habitual. “Isso é um escárnio. E falo com muito respeito, respeitando seu cargo. Eu não vou aceitar esse tipo de coisa. Eu sou um homem sério, e acredito que o senhor também seja. Esse tipo de performance aqui não é o que condiz com minha maneira de ver a política”, prosseguiu Almeida. Sem alternativas, Girão abaixou a cabeça e retornou à cadeira onde estava sentado, se limitando a dizer que respeitava a postura do ministro dos Direitos Humanos. “Se o senhor fizer uma pergunta séria eu vou com maior prazer, mas esse tipo de performance é inaceitável, uma exploração de um problema muito sério que nós temos no Brasil e no Mundo. Isso aí eu não aceito”, complementou o ministro. Repercussão O caso repercutiu fortemente nas redes sociais. A grande maioria das pessoas ressaltou a postura do ministro, destacando a seriedade com que derrubou a tentativa de constrangimento do senador. Sempre ativos nas redes sociais, os bolsonaristas evitaram dar espaço para o tema. Sílvio Almeida vai se tornando, dia após dia, um de nossos grandes. ???????????????????????? https://t.co/mx4rKZiyAj — Dawisson Belém Lopes (@dbelemlopes) April 27, 2023 Escárnio: Na comissão de DH aqui no Senado, Girão e Damares tentaram entregar um feto de 12 semanas ao Min. Silvio Almeida, que está prestes a ser pai. O ministro recusou por entender a maldade: “Eu sei o que isso significa”. Gente, não está fácil fazer política séria no Brasil! pic.twitter.com/In65htlfsO — Carol Dartora (@caroldartora13) April 27, 2023 Silvio Almeida mostrou como tratar os bolsonaristas durante a CPMI do Golpe. Eduardo Girão passou vergonha. — Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) April 27, 2023 ????????Como um senador da República se presta a um papel tão deplorável? Minha solidariedade ao ministro ⁦@silviolual⁩ e à esposa, Ednéia, grávida da primeira filha. https://t.co/w9om72zor0 — Flávia Oliveira (@flaviaol) April 27, 2023 Silvio Almeida lavando a alma de quem tá de saco cheio da política como performance para rede social. Precisa acabar PARA ONTEM essa era de profissionais (políticos, principalmente) influencers. PARA ONTEM. https://t.co/0irsrYB8CW — Guilherme Felitti (@gfelitti) April 27, 2023 É assim que queremos!Colocando esse sujeitos pequenos no lugar certo! pic.twitter.com/3pXJ5Ydmlr — Nós e Conexões (@noseconexoes) April 27, 2023 Silvio Almeida e Flávio Dino estão dando um curso intensivo sobre como tratar a escória fascista que ocupa parte do parlamento brasileiro. — Vinicius Duarte (@viniciusduarte) April 27, 2023 Brasil de Fato

Bancada evangélica quer “licença” para praticar homofobia

Parlamentares querem ‘garantia’ de que conteúdos bíblicos com ofensas à comunidade LGBTQIA+, por exemplo, não sejam derrubados pelas plataformas por serem considerados homofóbicos A bancada evangélica na Câmara dos Deputados está buscando incluir uma garantia no projeto de lei das Fake News que garante que o conteúdo compartilhado por esses parlamentares e seus seguidores não seja removido pelas plataformas por ser considerado ofensivo à comunidade LGBTQIA+. Líderes evangélicos se reuniram com o relator do projeto, Orlando Silva (PC do B-SP), nesta quarta-feira (26), para negociar uma forma de incluir a garantia no texto. Em contrapartida, a bancada articula com a oposição uma manobra para bloquear essa proposta e substituí-la por outro projeto, apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), na última terça-feira (25), mais ‘alinhado’ com a bancada. Os parlamentares justificam o pedido alegando que “a ausência de menção à liberdade religiosa no texto traz risco grave à divulgação de suas crenças em redes sociais, ao tornar as plataformas ‘corresponsáveis’ por postagens de usuários e ao abrir brecha para que elas retirem do ar conteúdo considerado intolerante por algum segmento social”, destaca texto de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Haddad e Tebet criticam Banco Central e pressionam por corte nos juros

Roberto Campos Neto, Fernando Haddad, Rodrigo Pacheco, Gustavo A. Sabóia Vieira e Simone Tebet, (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), realizaram nesta quinta-feira (27) uma “dobradinha” no Senado Federal durante debate promovido pela Casa sobre “Juros, Inflação e Crescimento”. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, instituição que reluta em cortar os juros e compromete a retomada do crescimento econômico do Brasil, também participou. Com a Selic em 13,75% ao ano, o país tem hoje a maior taxa de juros real do mundo. Haddad declarou que se a economia continuar desacelerando por conta da alta dos juros, poderá haver impactos fiscais: “não vejo a política fiscal, monetária e prudencial separadas umas das outras. Elas fazem parte da mesma engrenagem. Se a economia continuar desacelerando, por razões ligadas à política monetária [taxa de juros alta, fixada pelo Banco Central], vamos ter problemas fiscais, porque a arrecadação vai ser impactada. Não tem como separar. Se desacelero a economia, vou ter impactos fiscais”. “Se eu desacelero a economia, saindo de 4% para 3%, para 2%, para 1%, eu vou ter impactos fiscais [nas contas públicas], e nós estamos tomando medidas inclusive difíceis de tomar, impopulares, sobretudo por causa do populismo praticado [nas eleições], que surrupiou quase R$ 40 bilhões dos estados no ano passado, mais R$ 60 bilhões de Receita Federal – no ano passado”, acrescentou. O ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central estavam sentados lado a lado. Já Simone Tebet afirmou que “não há contradição em dizer: o Banco Central é autônomo, e é bom que o seja […] E portanto, o governo não interfere nas decisões técnicas do Banco Central. Mas o Banco Central não pode considerar que suas decisões são apenas técnicas. Também interferem na política, especialmente os seus comunicados e suas atas”. Se defendendo da pressão, Campos Neto se agarrou no argumento de que as decisões tomadas pelo Banco Central são – supostamente – “técnicas”.  “A inflação de curto prazo tem caído, mas muito lentamente, e os núcleos [que desconsideram fatores temporários] continuam altos. Esse último número que saiu, ficou um pouco acima. (…) O Banco Central toma decisões técnicas, têm muitas variáveis levadas em consideração. Olhamos a inflação corrente, o hiato [do produto interno bruto], ou seja, a capacidade de crescer sem gerar inflação, e as expectativas [de inflação]”.

Lula escala o time com bons de briga e os técnicos para massacrar os terroristas

Planalto monta estratégia com time dos ‘bons de briga’ e dos ‘técnicos’ para CPMI do 8 de janeiro – Lindbergh Farias, André Janones, Renan Calheiros e Fabiano Contarato (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Billy Boss/Câmara dos Deputados | Pedro França/Agência Senado | Marcos Oliveira/Agência Senado)  A estratégia do Palácio do Planalto para a CPMI do 8 de janeiro no Congresso Nacional está montada: a ideia é dividir em dois blocos os governistas no colegiado. O primeiro bloco será formado pelos parlamentares “palanqueiros” e “bons de briga”, isto é: nomes com habilidade para o embate direto com bolsonaristas, com capacidade rápida de resposta a provocações e com expertise para disputar a narrativa nas redes sociais. O segundo bloco terá deputados e senadores técnicos, que darão profundidade aos depoimentos e densidade política à versão do governo. “Articuladores do governo ainda estão mapeando quem é quem de acordo com as indicações dos partidos”, informa o jornal O Globo. Para o bloco dos “bons de briga” são cotados os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Avante-MG) – o Avante, porém, só terá direito a uma vaga reservada a um rodízio com outras cinco legendas. Do PT também são lembrados Rubens Pereira Junior (MA) e Rogério Correia (MG) – um deles deverá ficar na suplência. Já para o time de ‘técnicos’ são lembrados os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM), Fabiano Contarato (PT-ES) e Humberto Costa (PT-PE). As estratégias não acabam por aí: “o governo também quer evitar a todo custo que a oposição reduza as discussões da CPI aos atos de 8 de janeiro. Os aliados do governo estão sendo instruídos a alargar a discussão para os acampamentos golpistas em frente aos quartéis, que se iniciaram em novembro de 2022 e são considerados epicentro da trama golpista que resultou na invasão das sedes dos Três Poderes. O objetivo do Planalto é mostrar que os ataques foram maturados ao longo de semanas e que decisões do governo anterior culminaram nas invasões”, diz a reportagem. Há ainda a orientação que sai do Planalto para que a CPMI não abra uma nova crise do governo federal com os militares. Os responsáveis pela articulação do governo envolvendo a montagem da CPMI são os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Flavio Dino (Justiça), José Múcio Monteiro (Defesa), Jorge Messias (AGU) e Vinicius Carvalho (CGU).

Condenado por estupro, Cuca deixa o Corinthians após protesto da torcida

Recentemente, o técnico teve parte do seu discurso desmentido pelo advogado da vítima – O técnico Cuca (Foto: Edu Andrade/ Estadão Conteúdo) Por Mídia Ninja Após uma série de protestos liderados por torcedoras, o técnico Cuca deixou o comando do Corinthians com apenas dois jogos. A passagem de Cuca pelo Corinthians foi marcada por muita controvérsia, já que ele havia sido condenado por estupro na Suíça, em 1989. A diretoria do Corinthians afirmava que acreditava na inocência do treinador, mas desde sua chegada, ele foi alvo de protestos de parte da torcida do Timão que se opunha à sua contratação. Recentemente, o técnico teve parte do seu discurso desmentido pelo advogado da vítima. Cuca chegou a afirmar que por três vezes não havia sido reconhecido por ela como um dos abusadores. A versão foi rebatida pelo suíço Willi Egloff, o que causou ainda mais polêmica em torno da contratação do técnico. O caso teve início em 1987, quando Cuca e outros três jogadores do Grêmio foram detidos com a acusação de terem tido relações sexuais com uma garota, sem consentimento, durante uma excursão pela Europa. Eles foram condenados a 15 meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência, mas nunca cumpriram a pena, já que o Brasil não extradita seus cidadãos. Com todo o histórico polêmico em torno do técnico, a pressão da torcida do Corinthians se intensificou e acabou levando à sua saída do comando da equipe após apenas duas partidas.

Empresa Junior Unimontes completa 30 anos de existência

Nesta sexta-feira (28/04), a Empresa Junior Unimontes (EJU), do curso de Administração da Universidade Estadual de Montes Claros, completa 30 anos de fundação. A comemoração será marcada por uma programação especial, envolvendo professores e acadêmicos do curso, com a participação de fundadores e ex-diretores da entidade. As atividades serão iniciadas nesta quinta-feira (27/04), com uma visita técnica ao Supermercado Villefort (Avenida Dulce Sarmento), às 16 horas, que terá a participação de 15 alunos do curso de Administração. A visita será coordenada pela professora Silvânia Brandão. Na sexta-feira, será desenvolvida uma programação de palestras e debates, no formato híbrido – presencial e online, com transmissão pelo Youtube. As atividades serão realizadas no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), no prédio 1 do campus-sede da Unimontes. Está marcado para às 7h30min o debate sobre “As Startups e suas influências no mercado de trabalho”. O tema será abordado por Fernando Freire Madureira, graduado em Sistemas de Informação pela Unimontes gerente executivo da Superintendência do Banco do Nordeste em Minas Gerais e no Espírito Santo. A partir das 9 horas será discutido o tema “Finanças Pessoais”, com abordagem pelo professor Roberto César Faria e Silva, do curso de Administração da Unimontes. Ele é mestre em Gestão, Organização e Mudanças pelo Centro de Gestão Empreendedora (FEAD) e doutor em Ciências da Saúde pela Unimontes. As atividades terão continuidade às 14 horas, com visita técnica ao Montes Claros Shopping Center. Com a participação prevista de 40 alunos, a visita será coordenada pela professora Simone Gelmini. Às 19 horas, acontecerá uma mesa redonda, com as presenças de três fundadores da Empresa Junior Unimontes: Guilherme Santos, Jaques Dias e Leonardo Oliveira. Está prevista também a participação de diretores da EJU, professores e acadêmicos. A atividade será coordenada pelo diretor de Projetos da Empresa Junior, Nathan Alkmin, acadêmico do sexto período do curso de Administração. A presidente da EJU, Jheniffer Danielle Leite Leal, destaca a importância da comemoração das três décadas de criação da entidade. “Para nós da diretoria da Empresa Júnior Unimontes é uma honra fazermos parte desse projeto sem fins lucrativos que ao decorrer do tempo possibilitou que diversos universitários pudessem se capacitar e ingressar no mercado de trabalho por meio da aplicação prática que a EJU possibilita”, diz Jheniffer. “ A importância dessa comemoração se deve ao fato de que são 30 anos de história, de prêmios e amizades que se construíram por meio dela, atingindo o objetivo do projeto e formando bons profissionais da administração. Desejamos que essa história continue a ser contada por muitos anos”, afirma a presidente da EJU. Fundadores da EJU A Empresa Junior Unimontes (EJU) foi fundada em 28 de abril de 1993 por Anderson Veloso, Guilherme Santos, Hilton Gomes, Jaques Dias, Leonardo Oliveira e Luciano Faria (que eram acadêmicos do curso de Administração). Eles contaram com a colaboração dos professores Caius Marcellus Silveira, Marco Aurélio Durães (in memorian), Ruy Paulo Klassmann, Marcelo Martins Furtado e Simone Viana Duarte na gestão do então reitor da Unimontes, professor José Geraldo de Freitas Drumond (in memorian). A entidade foi criada com o objetivo preparar os estudantes para o mercado de trabalho e intensificar o relacionamento entre empresas e universidade, por meio da conversão de aprendizado em prática. Dessa forma, a EJU contribui para a formação dos acadêmicos, buscando sempre o desenvolvimento profissional. Conheça a Empresa Junior Unimontes A Empresa Júnior de Administração da Unimontes (EJU) é uma associação sem fins lucrativos, sediada no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro, que, por meio dos seus serviços e projetos, contribui com a economia local. A EJU proporciona aos estudantes de Administração a oportunidade de ter contato com uma empresa real e capacitada, colocando os seus conhecimentos teóricos adquiridos na sala de aula em prática e ampliando as suas vivências empresariais. Gerida por alunos, atualmente, a empresa conta com acadêmicos de diversos períodos do curso de Administração da Universidade, prestando serviços de gestão organizacional e projetos para micro e pequenos empreendedores, que já atuam no mercado ou que desejam entrar para o mesmo, dando oportunidade também a empresas de diversos seguimentos que desejam ter no seu espaço os serviços oferecidos pela mesma. Os principais serviços oferecidos pela EJU Consultoria na área de gestão em geral, desenvolvemos projetos nas áreas de Marketing, Finanças, Negócios, Recursos Humanos, Diagnóstico empresarial, POP (Procedimento operacional padrão), Plano de viabilidade econômica, Planejamento estratégico, Plano de Negócios, Pesquisa de Mercado, Plano Financeiro, Precificação, Pesquisa de satisfação, Pesquisa de clima organizacional e Capacitação. Como fazer contato com a EJU: Instagram, @Eju_Adm E-mail: eju.administracao@gmail.com Telefone: (38) 3229-8254 Fonte: Ascom/Unimontes

ALMG avança para proibir comércio e uso de coleiras de choque em cachorros

De autoria da deputada Ione Pinheiro (União), a proposta, aprovada em 1º turno nesta quarta (26), veta o comércio em lojas físicas e em meio virtual – Foto: Daniel Protzner/ALMG O plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta quarta-feira (26), em 1º turno, a proibição do comércio e do uso de coleiras de choque antilatidos em cachorros. De autoria da deputada Ione Pinheiro (União), o Projeto de Lei (PL) 889/2019, para ser aprovado em definitivo, passará antes pela Comissão de Desenvolvimento Econômico. Apenas o deputado estadual Caporezzo (PL) foi contrário à aprovação do texto. De acordo com ele, o PL 889/2019, caso aprovado seja, prejudicará a classe de adestradores. “É uma técnica de adestramento antiga, chamada condicionamento operante skinner. Se tirarmos esta ferramenta dos profissionais adestradores, vamos prejudicar o trabalho deles. O nosso trabalho aqui não pode ser levar dificuldades”, argumentou. Caporezzo ainda disse que já utilizou a técnica em um cachorro seu. “Eu tive um pastor alemão e sempre o tratei como se fosse um membro da família, mas precise utilizar a coleira de choque. Antes, falei (para o adestrador): ‘Não, você vai aplicar o choque em mim primeiro para ver se não vai maltratar o cachorro’”, contou o deputado estadual, que acrescentou que, assim como Ione, é contrário aos maus tratos. Após a manifestação de Caporezzo, Ione reiterou que a utilização das coleiras de choque é, sim, maus tratos. “Os cachorros e os animais são nossos companheiros, nossos amigos, e têm que ser bem tratados. Eu tenho certeza que são maus tratos. Peço aos colegas, nobres deputados, que votem ‘sim’ para proibir a comercialização das coleiras de choque”, rebateu a deputada estadual. Caso o PL 889/2019 seja aprovado em definitivo, a proibição se estenderia às vendas em lojas físicas ou em meio virtual. Além da apreensão do produto, o infrator estaria sujeito a uma multa de, aproximadamente, R$ 5 mil. Em caso de reincidência, a multa poderia chegar a cerca de R$ 250 mil.

Produtos do Cerrado – Agroextrativismo vira fonte de renda no Norte de Minas

Polpas de frutas , pequi e buriti, entre outros, têm se tornado importantes fontes de renda para agricultores da região por meio do Agroextrativismo – (Divulgação/Cooperativa Grande Sertão)  Aparecido Alves de Souza, Secretário da Cooperativa Grande Sertão, que conta com 280 associados e atua em 32 municípios, explica que a finalidade maior do Agroextrativismo é a soberania e segurança alimentar. Garantidos estes principios, o agricultor começa então a comercializar o excedente. “É uma complementação de renda muito importante para as famílias no período de safra dos produtos do Cerrado. É importante também para gerar consciência de conservação do bioma. A gente trabalha isso como um princípio muito forte. Precisamos conservar o Cerrado”, diz. O potencial da região é tão grande que o Buriti, um dos produtos trabalhados pela cooperativa, alcança um volume de produção de 20 toneladas de óleo. Parte dela é absorvida por exemplo, pela Natura, gigante brasileira de cosméticos que utiliza o óleo norte-mineiro na fabricação da linha Ekos. “O Buriti tem uma sazonalidade maior. A gente processa safras fortes a cada 4 anos. É uma quantidade significativa. Muita gente consome a marca e não sabe que o produto vem daqui”, diz o agricultor. O Pequi, outro produto encontrado com fartura na região, tem um vasto espectro de exploração. Polpa, caroço, pequi congelado, óleo e castanha, são algumas das ofertas que o fruto proporciona. Apenas a casca ainda não é objeto do manejo. O fruto Baru é o próximo alvo dos Agroextrativistas. “Estamos em fase de mapeamento da cadeia produtiva”, revela o cooperado. SEMINÁRIO O Agroextrativismo será tema de Seminário promovido pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas ( Codanorte) eu vai até quarta-feira (26), com o intuito de capacitar agricultores e fomentar parcerias no setor. A programação inclui palestras, Workshops, mesa redonda, painéis , oficinas, mostra científica e degustação de produtos do cerrado mineiro. E o pequi, fruto queridinho do Norte de Minas ganha um capítulo especial no evento com a reunião ordinária do Conselho Pró-Pequi, uma instância de participação social criada pelo governo de Minas Gerais para promover o desenvolvimento sustentável do Cerrado Mineiro. Entre os parceiros do evento estão a FUNORTE , Emater -MG, Unimontes, Epamig e Instituto de Ciências Agrárias – ICA/UFMG, local escolhido para sediar o seminário, a partir das 8h da manhã. Fonte: O Norte

Recuperação da rodovia MG-401 será concluída até o final de junho

Trecho de 140 quilômetros liga Janaúba a Matias Cardoso e já tem 86% dos serviços realizados As obras de recuperação asfáltica do trecho de 140 quilômetros da MG-401, entre o Porto de Matias Cardoso e Janaúba, já contam com 86% dos serviços executados. Executadas pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), as intervenções devem ser finalizadas até final de junho. As obras integram o Provias, maior pacote de intervenções rodoviárias da última década em Minas Gerais. De acordo com o diretor-geral do DER-MG, Rodrigo Tavares, os trabalhos favorecerão o desenvolvimento econômico da região, promovendo a melhoria das condições de tráfego de um corredor de grande importância para o Norte mineiro e que servirá de incremento à economia do Jaíba, um dos maiores polos da produção agrícola do Estado. “Com os serviços concluídos, o custo logístico para o transporte de produtos será menor, assim como o tempo de deslocamento pela rodovia”, acrescenta o diretor-geral. Atualmente, as equipes de trabalho finalizam os serviços de fresagem com aplicação de nova capa asfáltica. Após esta fase, o trecho vai receber sinalização horizontal e vertical, além de melhorias no sistema de drenagem. Provias Um dos principais eixos do Provias é a recuperação funcional, com objetivo de promover melhorias no pavimento das estradas em pior estado de conservação. No total, serão 55 obras de recuperação funcional em 1.770 quilômetros da malha rodoviária. O programa também prevê a pavimentação e construção de pontes, com foco em viabilizar novas ligações entre importantes regiões de Minas Gerais. Neste caso, serão 44 empreendimentos contemplados, que somam cerca de 807 quilômetros. Os recursos, da ordem de mais de R$ 2 bilhões, são oriundos do Termo de Reparação assinado com a Vale em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho, do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado entre o Governo de Minas e a Fundação Renova, além de convênios e emendas parlamentares estaduais e federais, parcerias com empresas e convênios com prefeituras. Agência Minas