Índia ultrapassa China e agora é a maior nação; saiba quais são os dez países mais populosos do mundo

Imagem de mercado em Mumbai, na Índia, em 17 de março de 2023 — Foto: Rajanish Kakade/AP China perdeu o posto de país com maior população desde o começo da contagem da Organização das Nações Unidas, ONU, iniciada em 1950. Brasil está na sétima posição. A Índia está ultrapassando a China em tamanho de população ainda neste mês de abril, de acordo com projeção da Organização das Nações Unidas (ONU). Será a primeira vez que os chineses deixarão de ser a nação mais populosa do mundo. A data exata da mudança ainda não foi divulgada, mas a ONU confirmou ao g1 que ela aconteceu “algum momento” deste este mês. A estimativa da ONU contabiliza 1,428 bilhão de habitantes na Índia e 1,425 bilhão na China. As Nações Unidas contabilizam as populações dos países desde 1950 — desde então, a China sempre foi apontada como o país mais populoso. Uma nova campeã: Índia passa a China e se torna o país mais populoso do mundo E a distância de China e Índia para os outros países é grande. O terceiro colocado no ranking populacional são os Estados Unidos, com cerca de 334 milhões de pessoas, aproximadamente 23% da quantidade dos dois primeiros da lista. Já o Brasil aparece na sétima colocação, com cerca de 216 milhões. Com Índia e China no topo, confira a lista dos dez países com as maiores populações do mundo, segundo estimativa da ONU: Índia: 1,428 bilhão; China: 1,425 bilhão; Estados Unidos: 334,6 milhões; Indonésia: 281,6 milhões; Paquistão: 232,9 milhões; Nigéria: 220,5 milhões; Brasil: 216,4 milhões; Bangladesh: 169,3 milhões; Rússia: 146,1 milhões; México: 132,7 milhões. A mudança no topo do ranking pode ser compreendida pelo envelhecimento da população chinesa, que também teve seu crescimento estagnado nas últimas décadas — um dos fatores foi a política do filho único, implementada pelo governo chinês nos anos 1980. Enquanto isso, a Índia caminha no sentido contrário. A população é jovem se comparada à chinesa, com uma taxa de fertilidade anual mais alta e uma queda na mortalidade infantil desde os anos 1990.
Catopês de Montes Claros serão tema de escola de samba no Carnaval carioca

Com o yela ‘Um céu de fitas’, eles serão enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói, o anúncio foi feito nesta sexta-feira (28) durante uma coletiva de imprensa. Considerados como uma das manifestações culturais mais tradicionais da região, Catopês, Marujos e Caboclinhos, vão ganhar espaço em uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval do Rio de Janeiro. Com o tema “Um céu de fitas”, eles serão enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói, o anúncio foi feito nesta sexta-feira (28) durante uma coletiva de imprensa. “Através das nossas atividades, o pessoal da escola de samba viu a movimentação do que são os Catopês, a Marujada e os Caboclinhos, do que é essa cultura ancestral, entrou em contato com a gente e começamos o diálogo”, conta o mestre Zanza Júnior. O mestre conta que os trabalhos terão início em breve, com a vinda de uma comitiva da escola para o Norte de MG. “É muita alegria e gratidão, primeiramente ao meu pai, mestre Zanza, porque ele foi a raiz, junto om os mestres saudosos que não estão conosco. […] É uma vitória do povo de Montes Claros
Arthur Lira critica Padilha mas diz que não vai “sacanear o governo”

Em entrevista para o jornal O Globo publicada neste domingo (30), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez comentários sobre o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), e afirmou que não vai “sacanear” o governo do presidente Lula (PT). O momento em Brasília é decisivo, já que o Congresso está prestes a votar projetos importantes para o Planalto. Questionado se está agindo como um aliado do governo, Lira respondeu: “Claro. Trabalho para dar tranquilidade ao Brasil. Poderia ter sido eleito presidente da Câmara sem o PT, mas aceitei o apoio e não vou sacanear o governo. Não vou trabalhar contra nem atuar deliberadamente para prejudicar. Mas o presidente da Câmara não é um agregado, ele é um parceiro. Então, vamos ajudar nas pautas, como no projeto do arcabouço fiscal. Tudo o que pudermos fazer para que o ambiente de negócios fique melhor, com menos juros e inflação, faremos”. “Depois teremos a reforma tributária. Essas são as metas até julho. Agora, em determinados temas não dá para retroceder. O Congresso foi eleito num viés totalmente diferente do Executivo. Existem as questões do governo como, por exemplo, as alterações no Marco do Saneamento por meio de decretos. O Congresso não aceita que uma lei seja alterada assim”, completou Lira. Ele fez comentários sobre Alexandre Padilha, responsável pela articulação do governo com o poder legislativo. Lira descreveu Padilha como “um jeito fino e educado, mas que tem tido dificuldades”. “Não tem se refletido em uma relação de satisfação boa. Talvez a turma precise descentralizar mais, confiar mais. Se você centraliza, prende muito. Há muita dificuldade, talvez pelo tempo que o PT passou fora do poder”, comentou o presidente da Câmara.
Damares Alves é massacrada nas redes após ser rebatida por Silvio Luiz de Almeida

Internautas criticaram a senadora Damares (Republicanos-DF) após a parlamentar afirmar sentir “compaixão” por ele, porque o titular da pasta disse que a Comissão de Anistia foi abandonada. O deputado estadual no Rio de Janeiro Carlos Minc (PSB) afirmou que “Silvio Almeida dá aula de democracia, competência, humanismo, e desmascara senadora Damares, falando de esvaziamento da pasta porque ela e Bolsovírus odeiam direitos humanos, memória, ressarcimento às vítimas, e aplaudem ditadura e torturadores”. “Parabéns, lavou a alma!”. Ministro Silvio Almeida dá aula de democracia, competência, humanismo, e desmascara senadora Damares, falando de esvaziamento da pasta porque ela e Bolsovírus odeiam direitos humanos, memória, ressarcimento às vítimas, e aplaudem ditadura e torturadores. Parabéns, lavou a alma! pic.twitter.com/W9H4NArkIC — Carlos Minc (@minc_rj) April 28, 2023 Ensurdecedor o silêncio do Malafaia, Damares, Michelle, Marco Feliciano e Magno Malta sobre a condenação de dois pastores por assassinar, queimar e esconder o corpo do jovem de 21 anos Lucas Terra. Imagina o que falariam se os criminosos fossem de movimentos de esquerda. — Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) April 28, 2023 Ministro @silviolual dando uma escovada na Damares, uma pessoa abjeta. Parabéns! https://t.co/BiNlk8W6jW — Ultrajano (@ultrajano) April 28, 2023 Mas o Silvio Almeida se especializou em triturar os comparsas do Bolsonaro? Depois dessa, a Damares ainda vai ter coragem e cara de pau para aparecer outra vez no Congresso?"Isso é ação concreta. Ou seja, não é ficar fazendo live, não é ficar fazendo agito" pic.twitter.com/urlIZzqUd8 — Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) April 28, 2023
A maior tradição cultural de Montes Claros ganha mais um Terno de Catopê

Mestre Agostinho comandará os catopês do segundo terno de São Benedito – Foto: Catarina/Divulgação Em sua 182º edição, as Festas de Agosto ganharão mais uma atração, com a participação do recém-criado Terno de São Benedito. Isso ocorre diante da necessidade de agrupar centenas de catopês devotos de São Benedito, principalmente os dissidentes do Primeiro Terno de São Benedito e de dezenas de pessoas ligadas ao antigo grupo de Dona Custodinha. Assim, Montes Claros, que já é considerada um celeiro cultural, por suas tradições folclóricas e religiosas, terá seu Segundo Terno de São Benedito, o que dará mais colorido às festas, graças a devoção ao Santo, responsável pela preservação e fortalecimento das tradições culturais populares da cidade. Todos os anos, no mês de agosto, as ruas de Montes Claros se transformam num grande palco, com demonstração da cultura, religiosidade e música. É a síntese da alegria provocada pelos festejos protagonizados pelos catopês, marujos e caboclinhos. A festa representa o resgate das matrizes africana, portuguesa e indígena, responsáveis pela formação do povo norte-mineiro. Eles desfilam com suas roupas coloridas, homenageando o Divino, São Benedito e Nossa Senhora, pois as Festas de Agosto em Montes Claros é sinônimo de fé e alegria. E Viva São Benedito!
Lula assinará MP do salário mínimo de R$ 1.320 até 1º de maio

Em reunião, presidente definiu nova política do piso nacional – Foto: Marcello Casal Jr – Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar nos próximos dias a Medida Provisória (MP) para instituir o salário mínimo de R$ 1.320 este ano. A informação foi dada na noite desta quinta-feira (27) pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que participou de uma reunião do presidente com representantes das centrais sindicais, no Palácio da Alvorada. A MP tem efeito imediato, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. Marinho também anunciou que o governo vai enviar um projeto de lei para retomar a política de valorização real do salário mínimo, que vigorou ao longo dos governos petistas. Ela vai assegurar a recomposição da inflação, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o percentual de crescimento do PIB de dois anos anteriores. Ou seja, em 2024, se estiver em vigor, o reajuste será o INPC de 2023 mais o percentual de crescimento do PIB de 2022. “A política de recuperação e valorização permanente do salário mínimo irá por projeto de lei. Tem este ano para tramitar e a primeira validade será janeiro do ano seguinte [2024], considerando a reposição da inflação acrescida do PIB consolidado, ou seja, de dois anos anteriores. Esse é o resultado da conversa de hoje”, disse Marinho a jornalistas na residência oficial. Nesta sexta-feira (28), após compromissos em Brasília pela manhã, Lula embarca para São Paulo, onde deve passar o fim de semana. Segundo Luiz Marinho, ele deve participar do ato do Dia do Trabalhador, no dia 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, na capital paulista, organizado pelas centrais sindicais. O valor de R$ 1.320 já havia sido anunciado por Lula em fevereiro, quando ele confirmou que o reajuste deveria entrar em vigor em maio. Na mesma ocasião, segundo Lula, deve ser divulgada a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que passará de R$ 1.903,98 para R$ 2.640. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.302, conforme medida provisória editada em meados de dezembro pelo governo anterior. Esse valor considera a variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de ganho real de aproximadamente 1,4%. Entretanto, o valor aprovado pelo Congresso Nacional no Orçamento Geral da União de 2023 é de R$ 1.320, mas, para entrar em vigor, depende justamente uma nova MP do Executivo, que agora será assinada. Em março de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas no país deveria ter sido de R$ 6.571,52, ou 5,05 vezes o mínimo de R$ 1.302,00, de acordo com cálculos do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese). No Brasil, o salário mínimo é referência para cerca de 60,3 milhões de trabalhadores e aposentados. Edição: Marcelo Brandão
Montes Claros irá contar com o Centro de Convenções da Educação

Montes Claros irá contar, muito em breve, com o Centro de Convenções da Educação, um espaço multiuso para a realização de feiras, palestras, seminários, congressos e apresentações artísticas, entre outros eventos. O Centro de Convenções, cuja construção está em fase final, está sendo edificado pela Prefeitura de Montes Claros no coração da região norte da nossa cidade. De acordo com o vice-prefeito e secretário de Serviços Urbanos de Montes Claros, Guilherme Guimarães, o Centro de Convenções faz parte do projeto da Prefeitura de construir a “Montes Claros do Futuro”. “A Prefeitura está investindo em obras que, além de atender ao seu fim direto, contemplam a cidade de forma integral. E o Centro de Convenções traz esse conceito, ao descentralizar conhecimento, capacitação, cultura e arte”, explica. Segundo o vice-prefeito, a obra havia sido abandonada em 2009, mas “a Prefeitura de Montes Claros refez o projeto e retomou a obra, projetada inicialmente para oferecer espaço para a qualificação dos profissionais do sistema educacional do Município”. O Centro de Convenções contará com ampla área externa, salas para oficinas e palestras, e um auditório com capacidade para 400 pessoas, com acessibilidade, tratamento acústico e equipamentos apropriados, além de estacionamento, lanchonetes e estrutura de logística. “Montes Claros é conhecida como a ‘Cidade da Cultura’, e esse auditório, com cara de teatro, vai possibilitar levar arte e cultura para quem mais precisa, e que muitas vezes não tem acesso”, destaca Guimarães. Segundo o vice-prefeito, o espaço também irá fortalecer o turismo, tendo em vista que está estruturado para a realização de feiras e eventos técnicos. “É importante dizer que o Centro de Convenções faz parte da revitalização da região onde estão sediadas as indústrias de Montes Claros. O bairro Cidade Industrial está recebendo pavimentação, o bairro Vitória está recebendo escolas, ou seja, a Prefeitura organiza ainda mais a infraestrutura, sempre pensando a cidade em todas as dimensões – econômicas, sociais, culturais e ambientais”, conclui.
Audiência pública – Novo Ensino Médio recebe nota zero em Montes Claros

Montes Claros diz não ao Novo Ensino Médio. Esta é a conclusão da audiência pública, realizada na manhã dessa quinta-feira (27/4), no plenário da Câmara Municipal, agendada pelo vereador Daniel Dias (PCdoB). Para os debatedores, a instituição do Novo Ensino Médio, na verdade, será a privatização do ensino público, resultado de uma pressão da iniciativa privada, disposta a “abocanhar o segundo maior orçamento da União”. Segundo professores e estudantes, a reforma, idealizada em 2017, caminha para a precarização da educação e dos educadores. “A educação está sendo rendida”, disse uma estudante do 3º ano do Ensino Médio, enquanto professores, uníssonos, pediram a revogação do Novo Ensino Médio. Resumindo, a audiência pública na Câmara Municipal de Montes Claros serviu para alinhar o sentimento dos profissionais da educação da cidade com o de outros municípios brasileiros, que já fazem manifestação pela revogação do Novo Ensino Médio, o que deverá ser acatado pelo Governo Lula, como sinalizou a suspensão da implementação da reforma por 60 dias. Presidente da Comissão de Educação do Legislativo, o vereador Daniel Dias disse que o Novo Ensino Médio foi implantado através de uma medida provisória sem nenhum tipo de estudo aprofundado e que isso tem gerado aflição na comunidade escolar. Para o parlamentar, a principal questão foi a rapidez com que a proposta foi implantada, na qual existem mudanças drásticas na grade curricular dos alunos e na necessidade dos professores terem que se adequar. “Temos visto que propostas, mal elaboradas, que envolvem grandes mudanças que têm dificultado a vida da população. Prova disso, temos as reformas da previdência e a trabalhista que foram elaboradas de forma drástica”, enfatizou Daniel. De acordo com o Ministério da Educação, o Novo Ensino Médio tem o objetivo de ampliar o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais e definindo uma nova organização curricular, mais flexível, que contemple uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ofertando diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes, os itinerários formativos, com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional. DISCREPÂNCIA Contudo, a diretora do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro), Isabela Catrink, destacou que os informativos itinerários propostos na nova legislação trazem uma discrepância na qualidade de ensino fornecido entre as escolas públicas e privadas. “Enquanto as instituições da rede privada têm como disciplina itinerária de robótica a rede pública tem aula de como fazer brigadeiro gourmet. A desigualdade educacional é grande e isso impactará diretamente nos nossos alunos”, ponderou a diretora. Fernando Andrade é professor de história e já atua em escolas que oferecem o novo ensino médio. Segundo ele, foram retiradas disciplinas de história para colocar a de “receitas” no lugar. “Substituíram minhas aulas por outros conteúdos totalmente aleatórios, os quais não fui preparado para lecionar. Estou dando aula em três turnos, pois, aumentaram a quantidade de horas e disciplinas – agora são 21 por semana. Alunos de escola pública não conseguem acompanhar. Já as escolas particulares estão colocando essas matérias em outros turnos e cobrando a mais na mensalidade”, pontuou o professor que leciona nas escolas CAIC do Maracanã e Planalto Rural. O estudante Gabriel Soares Alves, diretor social do Grêmio Estudantil do INFMG, ressaltou que a implantação do novo ensino médio foi mal planejado, sendo necessária uma reavaliação, pois exclui disciplinas importantes que desenvolvem o senso crítico e democrático dos estudantes. “As escolas também não estão preparadas para receber esse novo ensino. Talvez se fosse melhor planejado feito de maneira adequada agregaria o futuro desses jovens”, finalizou. Presidente do Sind-UT, Célio Moreira informou que os servidores da educação do Estado de Minas Gerais fizeram greve, nessa semana, reivindicando o pagamento do piso salarial nacional e a revogação do novo ensino médio.
Líderes indígenas se unem contra projetos no Congresso

Lideranças indígenas de diferentes etnias participaram, nesta quinta-feira (27), em Brasília, de um seminário promovido pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados. O chamado 1º Seminário dos Povos Originários no Congresso Nacional reuniu lideranças e representantes de entidades da sociedade civil no contexto da 19ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), que terminará nesta sexta-feira (28), na capital federal, com a presença milhares de indígenas de todas as regiões do país. O ponto central dos debates foi a crítica ao avanço de projetos de lei que dificultam a demarcação de terras, como o PL 490/2007. A medida, que está pronta para ir à votação no plenário da Câmara dos Deputados, cria o chamado do marco temporal, estabelecendo que serão consideradas terras indígenas os lugares ocupados por povos tradicionais até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. A Carta Magna não prevê esse marco como critério, já que indígenas são povos originários que estão presentes no país muito antes da colonização europeia. Atualmente, o tema também é objeto de análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que vai decidir, ainda esse ano, se a tese do marco temporal é válida ou não. “É importante que essa Casa [Câmara dos Deputados] não vista roupagem de [Pedro Álvares] Cabral no Século XXI”, disse a deputada federal Célia Xabriaká (PSOL-MG), coordenadora da comissão e responsável pela realização do seminário. Direitos Uma das presenças mais importantes foi a do cacique Raoni Metuktire, líder da etnia Caiapó, em Mato Grosso, que tem 93 anos. “Faz tempo eu venho defendendo os nossos direitos para garantir a demarcação de terras indígenas, para gente manter nossos costumes e tradições. Os não indígenas chegaram aqui, vocês sabem o nome dele, o Cabral…chegou aqui com seu povo e matou nossos ancestrais. E, hoje, estamos aqui pela nossa resistência. Vocês que estão à frente lutando pelo seu povo têm que se unir para defender nossas terras. Os chefes dos brancos não gostam dos nossos direitos”, declarou a uma plateia formada por centenas de indígenas que participam do acampamento, montado na Esplanada dos Ministérios. Com o tema “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação não há democracia”, a 19ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2023) reforça a necessidade da criação de novos espaços territoriais destinados ao usufruto exclusivo indígena e garantia de proteção das áreas já homologadas. No Brasil, há 305 etnias indígenas identificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo Demográfico de 2010. Além do PL 490, que cria o marco temporal, outras iniciativas legislativas preocupam os indígenas, como o PL 191/2020, que autoriza a mineração em terras indígenas, o PL 6299/2002, que flexibiliza o uso de agrotóxicos, o PL 2159/2021, que afrouxa necessidade de licenciamento ambiental e os projetos de lei 2633/2020 e 510/2021, que podem facilitar grilagem de terras públicas. Luta coletiva “Continuam, através de leis, tentando nos colonizar. O meu recado é que nossa luta é coletiva porque não lutamos só. Nós não aceitaremos esses projetos de lei que querem acabar com nossos direitos e nossos territórios. Não há de se falar em democracia e justiça climática sem nossos territórios. Jamais, de novo, um Brasil sem nós”, enfatizou Txai Suruí, ativista indígena brasileira reconhecida no exterior. Ela é coordenadora do Movimento da Juventude Indígena. Suruí lembrou do papel central dos povos tradicionais na maior crise da atualidade: as mudanças climáticas. “Nós fazemos a missão mais importante para o planeta na maior crise que vivemos, que é a crise do clima, nós protegemos as florestas, protegemos a vida com nossas vidas”, acrescentou. Para a líder indígena Maíra Pankararu, integrante da Comissão de Anistia, setores ligados ao agronegócio usam expressões com tons supostamente ambientalistas para tentar avançar com projetos que ameaçam territórios tradicionais e o meio ambiente. “Existem expressões como mineração sustentável e uso sustentável do solo e dos recursos naturais nas terras indígenas. Mas não existe mineração sustentável. Como eles podem falar de uso econômico sustentável em terras indígenas sem consultar os povos indígenas?”, questionou. Oportunidade Integrante do Instituto Sócio Ambiental (ISA), onde atua como assessora política e direitos, Adriana Ramos destacou que a preservação das florestas e das terras indígenas se tornou uma agenda de importância mundial, no contexto de enfrentamento às mudanças climáticas. Ela ressaltou ser essencial que os setores econômicos, inclusive do agronegócio, compreendam que os países que compram produtos do Brasil estão cada vez mais fiscalizando a origem da produção. “Países e blocos econômicos, como a União Europeia, estão decidindo que não querem mais comprar produtos associados ao desmatamento. E o Brasil, como uma nação de grandes extensões florestais, é um dos países com maior potencial de suprir o mundo de alimentos em condições adequadas e sustentáveis de produção”, observou. Nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar o Acampamento Terra Livre. A expectativa é que ele assine demarcações de novas terras indígenas, que estão paralisadas há anos no país. Agência Brasil
Bob Fields Neto insiste em sabotar a economia – Por Altamiro Borges

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (25), o abutre financeiro que chefia o Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, voltou a explicitar que não dará trégua ao presidente Lula, sabotando o crescimento da economia com sua política de juros pornográficos. De forma arrogante, o neto do ministro da ditadura militar – que ficou famoso pelo seu entreguismo e, por isso, ganhou o apelido de Bob Fields – chantageou o novo governo afirmando que a taxa básica de juros, a Selic, só será reduzida quando forem implementadas medidas de austericídio fiscal, com corte de gasto e investimento. “É muito importante a gente entender que não tem mágica. Infelizmente, não tem bala de prata. Se a gente não tiver as contas em dia, a gente não consegue melhorar”, decretou Bob Fields Neto, que foi imposto no comando do BC “autônomo” pelo fascista Jair Bolsonaro. Ele não demonstrou qualquer sensibilidade com a maior taxa de juros do mundo, que asfixia o crédito, reduz o consumo, trava a produção e gera desemprego e queda de renda. Infiltrado bolsonarista no Banco Central O infiltrado bolsonarista na direção do BC também não mostrou qualquer temor diante das críticas recorrentes do presidente Lula à política monetária ortodoxa. Na prática, ele segue desafiando o novo governo, contando com o apoio dos banqueiros e da mídia rentista – como a Folha, que publicou editorial bajulando a postura do abutre na audiência no Senado. Diante dos seus desaforos na audiência, o senador Cid Gomes (PDT-CE) fez uma sugestão inusitada e deu um presente ao abutre financeiro. Ele sugeriu que Bob Fields Neto “peça para sair” do BC e entregou-lhe um boné do Santander – já que o serviçal bolsonarista foi membro do conselho executivo do banco no Brasil até 2018. “A política, por mais que o senhor não deseje, está presente. O senhor fez manifestações públicas em defesa do presidente Bolsonaro, vestindo camisinha amarela, uma declaração pública, notória”, fustigou o senador, que rechaçou sua falsa neutralidade técnica. Também lembrou que “no Banco Central, as pessoas vêm do mercado financeiro e voltam para o mercado financeiro”. Ao final, ironizou: “Com todo respeito, presidente, me perdoe, mas, nessa hora, eu queria lhe fazer uma sugestão. Pegue seu bonezinho [do Santander] e peça para sair”. Blog do Miro