Bolsonaro “desaparece” em menções nas redes sociais desde a derrota

Levantamento aponta que referências a seu nome caíram 94% no último domingo (13), em comparação ao dia após o 2º turno Segundo monitoramento realizado pelo Núcleo Jornalismo, as menções ao termo “Bolsonaro” nas redes sociais caíram 94% no último domingo (13), em comparação ao pico do período, registrado em 31 de outubro, dia seguinte à realização do segundo turno. O levantamento analisou 1,8 milhão de posts em sete redes sociais nos últimos 60 dias, monitorando contas, canais, grupos e hashtags do Núcleo em redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook, YouTube, Telegram, WhatsApp e TikTok. A redução coincide com uma queda no volume de publicações do chefe do Executivo. Outro levantamento, realizado pela Bites a pedido do site Poder360, aponta que, desde 1º de janeiro de 2022, Bolsonaro fazia, em média, 16 posts diários, índice que caiu para 0,8 post por dia entre 30 de outubro e 9 de novembro, ou seja, 20 vezes menos. O “sumiço” de Bolsonaro Não é apenas nas redes que o candidato derrotado do PL está ausente. Desde a segunda-feira pós-derrota, 31 de outubro, até esta segunda-feira (14), Bolsonaro ficou sete dias sem compromissos de acordo com a agenda presidencial. Suas reuniões têm sido realizadas somente no Palácio da Alvorada, residência oficial do chefe do Executivo. O sumiço não passou batido pelos internautas. No Twitter, a hashtag Bolsonaro Não Trabalha chegou a figurar entre as mais comentadas nesta segunda-feira, com diversas publicações fazendo referência às lacunas na agenda do atual presidente.

A QUEM INTERESSA UMA GUERRA CIVIL NO BRASIL? Por João Figueiredo*

       Não há dúvidas de que as pessoas que estão se manifestando em frente aos quartéis, pedindo por um golpe das Forças Armadas, sabem que uma tomada de poder nas condições que estão pedindo implica em provocar no país uma guerra civil. Nem todos, entretanto, têm ideia clara das consequências de uma guerra civil. Temos exemplos recentes de desastrosas guerras civis, pelo mundo, algumas delas duraram décadas, como em Angola por 27 anos, no Líbano por 15 anos, Iugoslávia por 10 anos, na Síria está em curso há 11 anos… Mas, a quem interessa uma guerra civil no Brasil? As tais manifestações se apresentam sob a justificativa de que o resultado das urnas em relação à eleição presidencial teria sido produto de fraude. Há suspeitas de que a própria coordenação da campanha eleitoral bolsonarista, se não o próprio Bolsonaro, esteja disfarçadamente estimulando tais manifestações. Vamos, então, tentar responder a indagação contida no primeiro parágrafo. Uma guerra civil nas condições que vem sendo preparada pelos partidários de Bolsonaro, a julgar pelo perfil e comportamento da maioria dos manifestantes, atenderia aos anseios aventureiros de muitos aposentados, homens e mulheres, civis e militares, carentes de peripécias que lhes aplaquem o tédio da vida cotidiana – em muitos casos o descompasso entre os desejos impulsionados pela libido e a incapacidade orgânica da explosão orgástica direcionam o indivíduo para a busca de outras formas de queima das energias acumuladas… Mas há outros interesses mais objetivos de diversos grupos, dentre eles: 1) Alguns militares ambiciosos, com sede de poder (acredita-se que não são maioria nas Forças Armadas); 2) Os derrotados nas urnas eleitorais em 2022, que veem a possibilidade de se manterem no poder, caso se efetive de fato o golpe reivindicado às Forças Armadas;  3) Os fabricantes de armas, munições e artefatos de guerra, assim como contrabandistas desses produtos, por razões óbvias; 3) Os comerciantes de gêneros de primeira necessidade, produtos farmacêuticos, etc., interessados nos lucros ao vender seus estoques com ágio, haja vista que o transporte de mercadorias ficaria prejudicado no caso de guerra; 4) Aqueles que costumam se apropriar dos despojos de guerra, para enriquecimento pessoal; 5) Os que se aproveitam da miséria e da fome da população atingida pela guerra, como um meio de se promoverem politicamente, com práticas demagogas. Os que defendem a tomada do poder pelos militares, acreditam, em sua maioria, que desta vez se repetiria o mesmo que ocorreu em 1964: a tomada de poder sem confronto armado e com pleno domínio dos militares – lembrando que confrontos armados desse tipo podem durar décadas seguidas, como alguns casos acima citados, com inúmeras mortes de combatentes envolvidos e de pessoas inocentes, com consequências graves para a qualidade de vida dos sobreviventes, como veremos mais adiante. Não percebem, os afoitos manifestantes, que em 1964, em plena Guerra Fria, os EUA apoiavam golpes desse tipo, em todo o continente americano e outras partes do planeta, por temor de que as então recentes ações ocorridas em Cuba (1959) e o apoio a elas dispensado pela então União Soviética, poderiam se repetir em outros países americanos e promover o domínio da URSS no continente. Assim, o serviço de inteligência da CIA colaborou na articulação do golpe no Brasil, inclusive na mobilização para a “Passeata da Família com Deus” que viria coroar todo o arcabouço de sustentação ideológica golpista. Os EUA também disponibilizaram, na época, o apoio militar direto de uma força-tarefa da Operação Brother Sam, estacionada no Caribe, para o caso de uma reação armada das forças leais a João Goulart – o presidente deposto preferiu não reagir, não obstante o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, ter proposto uma reação com tropas de militares leais a ele. Hoje a realidade é outra. Os EUA vêm adotando outras estratégias de política externa, nas quais não está incluído semelhante apoio, além do fato de que o governo de Joe Biden não é simpático às ações do governo Bolsonaro. Logo, uma guerra civil no Brasil hoje poderia se estender anos a fio com previsões trágicas para todos os brasileiros: mortes, fome, doenças, destruição de bens públicos e privados… Um detalhe de suma importância e que não se pode esquecer é que até o século XIX a América do Sul era dividida apenas em América Espanhola e América Portuguesa. A América Espanhola, a partir de conflitos armados internos, se dividiu em 33 territórios, dos quais 31 são países independentes e 02 são dependências de outros países: Guiana Francesa e Porto Rico. A América Portuguesa continuou intacta com apenas um território: o Brasil não se dividiu devido ao advento da vinda da Família Real, em 1808, e aqui ter sido estabelecida a sede do “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”. Uma guerra civil no país, hoje, além de todas as agruras, devastação e mortes que uma guerra provoca, poderia resultar na divisão territorial do país. Isto é, o Brasil acabaria dividido em dois ou mais países independentes. Um exemplo de divisão, após uma guerra civil, mais recente, que pode ser apontado para nós, é o caso da Iugoslávia, cujos conflitos internos de 1991 a 2001 a dividiu nos seguintes países: Eslovênia, Croácia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedônia. Alguém poderia tentar apresentar a justificativa de que a Iugoslávia era composta por uma diversidade étnica antes da guerra e que essa diversidade foi responsável pela divisão. Em resposta poderíamos indagar: e o Brasil, quantos povos compõem o povo brasileiro na atualidade?…           * Jornalista e escritor   

Reforma trabalhista completa 5 anos com piora de empregos e promessa de revisão

Vinicius Konchinsk – Brasil de Fato   Plenário da Câmara durante votação da reforma trabalhista de 2017; ao fundo, o então presidente da Casa, Rodrigo Maia – Antonio Cruz/Agência Brasil Vinicius Konchinsk – Brasil de Fato | A Reforma Trabalhista completa nesta sexta-feira (11) cinco anos de vigência. Proposta e aprovada durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), a mudança na legislação sobre o trabalho no país reduziu direitos de empregados e contribuiu para a queda de seus rendimentos. Por isso, deve passar por uma revisão durante o próximo governo. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu em carta divulgada dias antes do segundo turno construir uma nova legislação trabalhista que “assegure direitos mínimos –tanto trabalhistas como previdenciários– e salários dignos”. Já a reforma de 2017 visou exatamente ao oposto disso. Retirou da lei garantias de trabalhadores para, com isso, reduzir o custo da contratação de empregados para os empresários e gerar até 6 milhões de postos de trabalho – o que nunca ocorreu. Segundo o advogado Ricardo Mendonça, doutor em Ciências Jurídicas e Políticas na Universidade Pablo de Olavide, da Espanha, a reforma acabou precarizando as relações de trabalho e incentivando a terceirização. Também dificultou o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho, reduzindo o acesso gratuito aos tribunais e até prevendo que trabalhadores tenham que ressarcir empregadores caso percam processos. Por fim, reduziu o poder dos sindicatos em negociações e ainda comprometeu a sustentabilidade financeira das entidades tirando delas, por exemplo, o valor que era arrecadado por meio do imposto sindical. “Todas foram medidas para reduzir direitos dos trabalhadores e para ampliar a margem de lucro de empresários”, resumiu Mendonça. “O resultado foi desemprego, informalidade e concentração de renda.” Números comprovam fracasso Para Patrícia Pelatieiri, diretora adjunta do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam as consequências da reforma para o trabalhador. Ela lembrou que, no segundo trimestre de 2017 – ou seja, antes da Reforma Trabalhista –, um trabalhador brasileiro recebia em média R$ 2.744 (valores corrigidos pela inflação). Cinco anos depois, no 2º trimestre de 2022, ele ganhava R$ 2.652. Rendimento médio do trabalhador. Fonte: Pnad/IBGE. Elaboração : Dieese / Reprodução Citou também que a taxa de desemprego até caiu de 2017 para cá, mas ainda está acima da registrada há dez anos. E essa queda não deve ser vista necessariamente como algo totalmente positivo para o trabalhador. “Muitos trabalhadores foram empurrados para a informalidade, que bateu recorde neste ano, atingindo 39,3 milhões de pessoas”, afirmou. Taxa de desocupação. Fonte: Pnad/IBGE. Elaboração: Dieese / Reprodução Segundo o IBGE, cerca de 39% dos trabalhadores brasileiros são informais. Hoje, eles formam um contingente maior do que o de trabalhadores do setor privado com carteira assinada – 36,3 milhões, segundo dados oficiais. “A reforma deu errado porque o que amplia o emprego é o crescimento econômico”, complementou o economista David Deccache, assessor do PSOL na Câmara dos Deputados e diretor do Instituto de Finanças Funcionais para o Desenvolvimento (IFFD). “E o que amplia o crescimento é o investimento público, que caiu nos últimos anos.” Expectativa de reversão Deccache defende uma revisão da reforma e diz que ela é, sim, possível durante o próximo mandato de Lula. Para ele, o ex-presidente foi novamente eleito prometendo rever a reforma. A mobilização de entidades sindicais deve pressionar por isso. Pelatieiri também vê espaço para revisão e espera que ela seja proposta logo no início do novo governo, quando historicamente o novo presidente goza de maior prestígio político. Para ela, a revisão faria bem para que o país apontasse para o tipo de empregos ele quer gerar no futuro. “Não tem como gerar emprego sem crescimento”, afirmou. “Agora, nem todo crescimento gera emprego. É preciso uma intencionalidade para gerar trabalhos de qualidade.” Para Pelatieri, o Brasil precisa rever principalmente a precarização dos contratos de trabalho criada pela reforma. Ela defendeu também que seja devolvida aos acordos coletivos a importância sobre a definição de salários e outros direitos. Exemplo espanhol Pelatieri, aliás, lembrou que a Espanha fez isso em 2021, revertendo reformas trabalhistas de 2008 e 2012. Lá, os resultados foram bons. Em agosto, o Brasil de Fato publicou uma reportagem sobre a contrarreforma espanhola. Até ali, o número de trabalhadores desempregados havia caído de cerca de 3,1 milhões para 2,9 milhões só durante 2022, até julho Em julho de 2021, os desempregados na Espanha eram cerca de 3,4 milhões. Tanto Pelatieiri, do Dieese como o advogado Mendonça defendem que a Espanha seja vista como um exemplo para o Brasil nesse eventual processo de revisão. “É preciso construir novamente um ambiente de inclusão social por meio do trabalho”, disse Mendonça.

Padre Antônio Alvimar é o mais votado na lista tríplice para reitor da Unimontes

Atual reitor, Antônio Alvimar obtém 50,07% dos votos; Candidata a vice-reitora, Helena Papa teve 49,04% Foi concluída na noite sexta-feira (11), a apuração dos votos das Eleições para a composição da lista tríplice para reitor e vice-reitor(a) da Unimontes – Gestão 2023-2027. Conforme o processo eleitoral, no dia 22 de novembro, o Conselho Universitário (Consu) da instituição se reunirá extraordinariamente para homologação do resultado. Antônio Alvimar e Helena Papa foram os mais votados para os respectivos cargos nas eleições da Universidade para compor a lista tríplice. Antônio Alvimar obteve 50,07%% dos votos para reitor e Helena Papa obteve 49,04%% para o cargo de vice. Os votos na Unimontes são paritários, com os seguintes pesos: professor (70%), servidores técnico-administrativos e acadêmicos (peso de 15% cada categoria). Considerando esses pesos, o resultado ficou assim para os candidatos a reitor: professores Antônio Alvimar Souza (atual reitor), 50,07%; Wagner de Paulo Santiago 34,28%; e Geélisson Ferreira da Silva 15,66%. Para vice-reitor, o resultado foi: professora Helena Amália Papa, 49,04%, professor Dalton Caldeira Rocha, 31,11% e professor Danilo Fernando Macedo Narciso, 19,85%. Os trabalhos de apuração da Comissão Eleitoral duraram mais de 14 horas. O presidente da Comissão Eleitoral, professor Herbert Alcantara Ferreira, ao final do processo, entregou o relatório de votação ao atual reitor e também presidente do Consu, professor Antônio Alvimar Souza. Após a homologação pelo Consu, as listas tríplices serão encaminhadas ao governador Romeu Zema, para a nomeação dos futuros dirigentes da Universidade. A nomeação deverá ocorrer até 26 de dezembro de 2022, quando termina o mandato da atual gestão. O resultado das urnas seguirá o cronograma da Comissão Eleitoral. No dia 22, às 16h, haverá uma “reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consu) para a apreciação dos eventuais recursos interpostos quanto ao processo eleitoral para deliberar sobre a homologação do resultado eleitoral que formalizará a lista tríplice para Reitor e Vice-Reitora. Já no dia 23/11, o Consu deverá homologar o resultado eleitoral formalizando o resultado das eleições. O documento será encaminhado ao Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em ordem alfabética, para a nomeação dos dirigentes da Instituição, o que que deverá acontecer até 26 de dezembro, quando termina a atual gestão. CERCA DE 14 MIL VOTANTES – Ao todo, estiveram aptas a participar do processo eleitoral cerca de 14 mil pessoas, incluindo 954 professores efetivos e designados, 1.419 servidores técnico-administrativos efetivos e comissionados e 11,63 mil alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação, de Pós-Graduação Lato sensu e Stricto sensu, de educação profissional de nível técnico e tecnólogos, presenciais e a distância. Cada professor, servidor técnico-administrativo ou aluno votou na respectiva unidade onde é lotado. Fotos: Andrey Librelon/Unimontes

Visita de Lula – o que será que passou na cabeça de cada um desses ministros do STF?

“Já pararam pra pensar nos mil significados dessa foto? O advogado criminalista Dr. Roberto Portugal de Biazi publicou em seu Twitter, na última quarta-feira, 9, uma reflexão interessante sobre a reunião que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, teve na mesma quarta-feira, com 10 dos 11 ministros do STF. De fato, é preciso muito sangue frio e estômago – que só Lula parece demonstrar ter – para sentar-se à mesma mesa com quem tempos atrás o vilipendiaram política e humanamente. Vale a pena ler os comentários do advogado. Leia: “Já pararam pra pensar nos mil significados dessa foto? Ela é um registro das reviravoltas absurdas da História maluca do Brasil. O que será que passava na cabeça de cada um nessa reunião? Segue… O que será que pensou Toffoli? Como ele fica ao se encontrar com o Presidente Eleito Lula depois de tê-lo barrado de ir ao enterro do PRÓPRIO IRMÃO (direito assegurado em lei), enquanto estava preso? E o Fux? Como fica depois de ter barrado o Lula de ser entrevistado em 2018, em pleno período eleitoral, instituindo censura prévia? E a Carmen Lucia, que manipulou a pauta do STF para julgar um Habeas Corpus do Lula antes das ADCs da prisão em segunda instância, de modo a garantir que ele permaneceria preso, prorrogando o absurdo constrangimento ilegal a que ele foi submetido? E o Fachin, que negou TODOS os recursos do Lula que poderiam ter cessado as ilegalidades da Lava Jato, além de ter manipulado a competência da Turma e do Pleno do STF, para garantir a prevalência de seus votos em desfavor de Lula? E o Gilmar Mendes, que barrou o Lula de ser Ministro da Dilma, no auge da crise política que estávamos vivendo? E a Rosa Weber, que poderia ter dado o voto que asseguraria a liberdade de Lula, em um Habeas Corpus que estava afetado ao Pleno do STF, mas resolveu dar um voto dizendo que tinha opinião diferente, mas não podia dar sua opinião pq aquele processo não permitia mudar de opinião? E o Barroso, que impediu a candidatura de Lula em 2018, contrariando nada mais nada menos que uma LIMINAR INÉDITA da ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS? Em meio a todo os sofrimento que esses atores acabaram impondo a Lula, lá está ele, pleno, como um verdadeiro Estadista (e Democrata), respeitando as instituições. Uma grandeza dessas é raríssima. Não dá sequer para compreender a dimensão. Q delícia é ver a Democracia de volta! ” Texto de Roberto Portugal de Biazi (advogado criminalista)

Milton Nascimento, a despedida dos palcos e um domingo histórico no Mineirão

 Chega ao fim a turnê ‘A Última Sessão de Música’, mas não a história de Bituca com a canção; show será transmitido pela Globoplay  O aposentado Caio Túlio Egídio Rocha, 62, foi arrebatado pela música de Milton Nascimento ainda jovem. Ele tinha 16 anos. “A primeira vez que tive contato com a obra dele foi em um espetáculo do Grupo Corpo, ‘Maria, Maria’, que o Bituca compôs a trilha junto com Fernando Brant”, ele recorda. O espetáculo estreou em 1976 e virou um grande sucesso da companhia mineira, que levou a peça para vários países. “Depois daquele dia, comecei a acompanhar Milton de perto. Virou uma paixão”, acrescenta Rocha. Desde então, ele foi a incontáveis shows de Bituca. Nos últimos 40 e poucos anos, esteve na plateia em praticamente todas as vezes que Milton se apresentou em Belo Horizonte. O próximo, porém, trará um sentimento especial, ainda que o fã diga que a palavra “despedida” é só um rótulo: “Não tem como se despedir de uma pessoa como o Milton, esse ser iluminado que vai transcender gerações. Ele é atemporal, imortal e uma paixão para mim. E paixão a gente não explica”, comenta o fã. Neste domingo (13), às 18h30, no Mineirão, Milton Nascimento fará o último show de sua turnê de despedida, que teve início em junho, no Rio de Janeiro, e já passou por Estados Unidos (Orlando, Nova York, Boston, Los Angeles e Berkeley), Inglaterra (Londres), Itália (Turim e Veneza), Espanha (Barcelona) e Portugal (Braga, Castelo Branco, Lisboa e Porto), além de São Paulo, sempre com ingressos esgotados e plateias emocionadas. Em recente entrevista a O TEMPO, para uma matéria especial sobre seus 80 anos, completados em 26 de outubro, Bituca falou sobre a turnê e a recepção encontrada em cada cidade do giro internacional: “Tem sido uma experiência que eu jamais imaginei. Tanto os shows aqui no Brasil, passando pela Europa e, mais recentemente, nos Estados Unidos, foram muito emocionantes. O carinho do público, os encontros, as viagens, nunca pensei em viver tantas coisas como agora”. Assim que a turnê “A Última Sessão de Música” foi anunciada, Caio Túlio Egídio Rocha se programou para comprar ingressos não só para o show do Mineirão, mas para a estreia, no Rio, e a apresentação em São Paulo – depois, ele compraria entradas para ver Bituca novamente na capital fluminense. No Gigante da Pampulha, Caio Rocha e a família – a esposa, Marlene, e os filhos Vinicius e Ana Luiza, que mora na Alemanha, mas passa uma temporada por aqui – se juntarão às milhares de pessoas que estarão no gramado e nas arquibancadas do estádio para ver o último show de Milton. Belo Horizonte, claro, não foi escolhida como a última parada da turnê à toa. Bituca morou na capital mineira e aqui, mais precisamente no bairro de Santa Tereza, conheceu seus parceiros do Clube da Esquina, com quem lançaria um dos álbuns mais importantes da música popular brasileira, o primoroso “Clube da Esquina”, que completou 50 anos em abril passado. Para Milton, encerrar sua trajetória nos palcos em BH tem um significado muito grande. O coração, ele diz, já está batendo forte desde já. “Vai ser uma coisa muito forte reunir todo mundo em BH, onde praticamente tudo começou. Uma noite inesquecível, mesmo”, disse o cantor na entrevista já citada. Também será inesquecível para Caio Túlio Egídio Rocha. Ele não quer encarar o show de domingo como uma despedida porque “a música de Milton Nascimento vai perdurar por séculos”. O fã que já viu Bituca no palco dezenas e dezenas de vezes e escuta as músicas do ídolo todos os dias, como se fossem um santo remédio, não sabe como irá reagir quando seu ídolo começar a cantar os primeiros versos de “Ponta de Areia”, canção que abre o espetáculo. “Tem que sentir na pele. O sentimento vai brotar na hora, mas vai ser um impacto enorme. Vai ser muito tocante”, ele prevê. Ingressos esgotados Virou rotina na turnê “A Última Sessão de Música”. Por onde passou, o show de teve lotação máxima e, no Mineirão, não será diferente. Os ingressos para a última apresentação de Bituca ao vivo estão esgotados. Transmissão na Globoplay Segundo a assessoria de imprensa de Milton Nascimento, o show será transmitido na plataforma Globoplay com sinal aberto para não assinantes. Participações especiais ainda não foram divulgadas, mas a expectativa é que vários músicos e parceiros do Clube da Esquina subam ao palco com Bituca. Confira o repertório do show de Milton neste domingo (13): “Tambores de Minas (Incidental)/Ponta de Areia” “Catavento (Incidental)/Canção do Sal” “Morro Velho” “Outubro” “Veracruz” “Pai Grande” “Para Lennon e McCartney” “Cais” “Tudo o Que Você Podia Ser” “Cravo e Canela” “San Vicente” “Clube da Esquina 2” “Lília” “Nada Será Como Antes” “A Última Sessão de Música” “Fé Cega Faca Amolada/Paula e Bebeto” “Volver a Los 17” “Cálix Bento/Peixinhos do Mar/Cuitelinho” “O Cio da Terra” “Canção da América” “Caçador de Mim” “Nos Bailes da Vida” “Tema de Tostão (Incidental)/Bola de Meia, Bola de Gude” “Coração de Estudante” “Maria Maria” “Encontros e Despedidas” “Travessia”

Instituto LafargeHolcim investe em projetos sociais e ambientais em Montes Claros

O Instituto LafargeHolcim, responsável por administrar o investimento social da CSN Cimentos Brasil (antiga LafargeHolcim Brasil), alinhado ao compromisso da empresa com o meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades das áreas onde atua, apoia diversos projetos nas diferentes localidades onde localizam-se suas fábricas. Este ano, a companhia está investindo cerca de 500 mil reais em dez iniciativas desenvolvidas nos municípios de Montes Claros, Barroso e Pedro Leopoldo em Minas Gerais. “Os projetos apoiados pelo Instituto são promovidos por instituições locais e realizados nos municípios onde a companhia atua. Nosso objetivo é estimular o desenvolvimento da região e fortalecer essas entidades, a fim de que as iniciativas possam deixar um legado. Alguns projetos inclusive se tornaram referências regionais, impactando políticas públicas e servindo de modelo para ações realizadas em outros municípios”, explica Tatiana Brasil Nogueira, coordenadora de Responsabilidade Social Corporativa da Companhia. A coordenadora da Rede Comunitária em Ação, Marcia Adriana Lopes também confirma a importância desses projetos sociais para a conscientização ambiental da sociedade. “Outros municípios seguiram o modelo da construção de muros inteligentes, como Montes Claros e Barroso. Mais que construir os muros, é importante conscientizar o cidadão sobre suas escolhas e sua responsabilidade em relação a seus resíduos. Esse trabalho e as oficinas de grafite são realizados junto com o muro”, destaca. A EcoGalpão, criado em 2021, é uma das instituições apoiadas pelo instituto e recebe um pouco mais de 60 Agentes de Reciclagem cadastrados, que contribuem para a coleta de materiais recicláveis da região de Santos Reis, impactando a questão ambiental do município. O projeto realiza capacitações e assessoria técnica para estes profissionais e contribui para geração de renda, além de ganhos sociais e culturais para essas famílias. O EcoGalpão recebeu R$ 50 mil para melhorias de infraestrutura, a fim de aumentar sua produtividade em 60%. O projeto, nas ações de mobilização e sensibilização quanto ao cuidado e preservação com o meio ambiente, envolve diretamente cerca de 1.900 pessoas, em 16 comunidades. O objetivo é sensibilizar a população para a importância da destinação correta do lixo seco, contribuindo com a diminuição da poluição ambiental da região, além de que cada vez mais o lixo orgânico seja utilizado para a produção de adubo na nutrição das plantas cultivadas em suas residências. No último edital, a Associação Comunitária Recanto das Hortaliças (ACRH) foi contemplada com mais R$ 50 mil para construção da sala do empreendedorismo, local esse destinado a cursos e qualificação dos catadores, bem como aulas de reforço para os filhos dos catadores associados à cooperativa, e melhorias na estrutura do EcoGalpão. (Ascom ILH)

Polícia Federal abre inquérito contra Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF

Investigação vai apurar ação em blitz no segundo turno e no desbloqueio de rodovias – Silvinei Vasques está no alvo da Polícia Federal – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira (10) um inquérito para investigar se o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, cometeu alguma irregularidade em sua atuação na desmobilização de bloqueios de rodovias pelo país. O Ministério Público Federal (MPF) já havia solicitado que a corporação abrisse essa investigação, que vai tramitar na Superintendência da PF no Distrito Federal. Será investigado o crime de prevaricação e uma eventual associação aos manifestantes. No foco das apurações também está o objetivo de saber se Silvinei Vasques descumpriu uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao fazer blitz em estradas para dificultar o transporte de eleitores no dia do segundo turno das eleições (30 de outubro).

Copa do Mundo – Cemig alerta para os riscos de se ornamentar a fiação elétrica

Não é permitido a instalação de nenhum enfeite próximo à rede elétrica, independentemente do material. (ASCOM/CEMIG)  A menos de um mês para o início da Copa do Mundo FIFA 2022, os torcedores já começam os preparativos e a enfeitar as ruas em todo País. Mas a Cemig dá um alerta importante à população: é proibido instalar quaisquer objetos e itens de decoração em postes e outros componentes da rede elétrica, incluindo os padrões de energia das residências, pois o risco de acidentes é muito grande. “As orientações da companhia são fundamentais para que sejam evitados acidentes com a eletricidade, que podem ocorrer no momento de instalação ou da retirada dos enfeites, ou até mesmo o lançamento desses componentes contra o cabeamento de energia em função da força do vento, fenômeno característico neste período chuvoso que se inicia. Queremos que todos comemorem, brinquem e se divirtam, mas com segurança e sem correr riscos”, salienta o gerente da companhia, João José Magalhães Soares. A companhia tem intensificado a fiscalização dentro das ações de prevenção para a segurança da população. Dessa forma, equipes da empresa já começaram a identificar ornamentações em estruturas que comportam a rede elétrica de até 13,8 mil volts em sua área de concessão, um tipo de ação que não deve ser praticada e que pode causar acidentes gravíssimos. Em casos de acidente envolvendo redes elétricas, a empresa orienta que a população ligue imediatamente para o número 116 – que funciona 24 horas por dia, e aguarde a chegada dos técnicos especializados da Cemig. Além da Cemig, a população também pode acionar gratuitamente o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar: o telefone dos Bombeiros é 193, e o da PM é 190. O QUE NÃO PODE – Não pode lançar artefatos (serpentinas, confetes, entre outros) na rede elétrica, sejam metálicos ou não. – Não instalar nenhum enfeite próximo à rede elétrica, independentemente do material. – Com relação a estruturas para exibição de jogos em telões e apresentação de shows, na montagem e na desmontagem deve-se considerar a existência das redes elétricas aéreas e, em caso de escavação, de redes subterrâneas, nunca montando estes palanques embaixo da rede elétrica da Cemig. – A fixação das coberturas de palcos e assemelhados deve ser bem-feita para evitar o desprendimento e a possível projeção contra a rede elétrica, em casos de ventos fortes. – Aparelho de som, refrigeração, churrasqueiras elétricas e outros aparelhos deste tipo não devem ser ligados próximo a duchas ou piscinas. – Não utilizar improvisos (gambiarras), pois eles aumentam o risco de acidentes com a rede elétrica. – Outro alerta importante é em relação aos fogos de artifício, que devem ser manuseados somente por adultos e utilizados em locais distantes da rede elétrica, afastados de bandeirinhas e de demais enfeites ou materiais que apresentem risco de incêndio. – Não tentar socorrer as vítimas se houver contato com fio partido: acione, imediatamente, a Cemig e o Corpo de Bombeiros.

‘Conflito entra em fase decisiva’: analistas explicam retirada de tropas russas de Kherson

E specialistas destrincham estratégias da Defesa russa em movimentação de tropas em Kherson, assim como seus efeitos na operação militar Especialistas destrincham estratégias da Defesa russa em movimentação de tropas em Kherson, assim como seus efeitos na operação militar, e avaliam possibilidade de volta de negociações entre Moscou e Kiev. O recuo estratégico russo em Kherson pode ser o divisor de águas para uma fase decisiva do conflito entre Rússia e Ucrânia. Por ordem do ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, tropas russas se retiraram de partes do território para formar posições defensivas na margem esquerda do rio Dniepre, na quarta-feira (9), o que, segundo especialistas, pode significar o início de uma nova etapa da operação militar especial. A decisão foi tomada depois que o comandante de todas as forças russas na Ucrânia, o general Sergei Surovikin, alertou sobre planos de Kiev de lançar um ataque maciço de mísseis à represa de Kakhovka, cidade da região de Kherson, com ataques indiscriminados contra civis. Robinson Farinazzo, especialista militar e oficial da reserva da Marinha do Brasil, e o analista geopolítico Rogério Anitablian explicaram a situação e os novos contornos do conflito, no 129º episódio do podcast Mundioka, da Sputnik Brasil. “Ainda é cedo para um diagnóstico completo, mas a primeira impressão que tenho é que [os russos] estão encurtando a frente, porque essa posição defensiva que ocupavam em uma margem avançada do rio Dniepre dificultava muito a defesa”, avalia Farinazzo. Segundo o especialista militar, a medida permite poupar tropas da designadas na região e facilitar a coordenação com outras frentes. Ele acredita que Kiev faz a mesma leitura do movimento. Segundo o especialista militar, a medida permite poupar tropas da designadas na região e facilitar a coordenação com outras frentes. Ele acredita que Kiev faz a mesma leitura do movimento. Farinazzo divide a operação russa em etapas. De acordo com o especialista, a primeira foi a de avanço em colunas mecanizadas, com tropas russas avançando até as fronteiras de Kiev e depois retraindo. Na sequência, ele aponta que houve a fase de duelos no Donbass, com maciças concentrações de artilharia. De setembro para cá, a Ucrânia conseguiu recompor suas reservas e realizar avanços, com suporte militar, de treinamento e de inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), lembra. Em resposta, na fase seguinte, a Rússia usou armamentos de longo alcance, com mísseis e drones, para desarticular a infraestrutura ucraniana, tanto a logística como a industrial e energética, descreve. Agora, segundo ele, a Rússia deve encurtar suas linhas, “talvez para passar o inverno e receber ou adaptar novos reforços”. “É cedo para dizer a intenção de um lado ou de outro. A gente sabe que a intenção da Ucrânia é recuperar territórios, mas a gente ainda não sabe qual é a intenção da Rússia. Existe uma discussão entre os especialistas no sentido de saber se a Ucrânia chegou ao seu limite. Particularmente, acho que a Ucrânia pode ter chegado no limite das reservas, mas é muito cedo para dizer ainda”, analisa. Para Farinazzo, todos os movimentos de Moscou até agora foram “no sentido de poupar tropas”. Ou seja, sempre que identificaram que a Ucrânia “tinha superioridade de fogo ou de homens, retraíram para evitar grandes baixas”. O analista geopolítico Rogério Anitablian diz que o deslocamento de tropas russas no Dniepre parece “um movimento estratégico, cujo objetivo fundamental é a proteção da Crimeia e das fontes de água” oriundas da região de Kherson. Ele aponta que Moscou age para construir um “cinturão de defesa” da Crimeia mais robusto, prescindindo de áreas na margem do rio, “onde já por alguns meses existem assédios consecutivos de tropas ucranianas, naturalmente assistidas por todo a expertise da OTAN”. Paralelamente, Anitablian chama a atenção para outro ponto: os crescentes rumores de que os EUA autorizaram Kiev a negociar diretamente com Moscou, em decorrência dos ataques contra a infraestrutura de produção e distribuição de energia, no entorno da capital ucraniana. Segundo ele, a sinalização mostra “uma fadiga na capacidade de resistência” a ataques de mísseis e médio e longo alcance russos. Os estoques de peça de reposição para linhas de transmissão, turbinas, “muito provavelmente se esvaíram” ao longo do tempo, diz. “Me parece que o conflito entra em uma fase mais decisiva, onde verificamos que não existe possibilidade de solução militar, mesmo com todo o apoio da OTAN por parte dos ucranianos, em relação a suas ambições de reconquista territorial. Vejo como um momento bastante oportuno para que eventualmente tenhamos negociações de paz entre as partes sem viés político da OTAN”, afirma Anitablian.  O comando de Sergei Surovikin Para Robinson Farinazzo, a chegada de Sergei Surovikin para o comando de todas as tropas russas na operação é uma “mudança de paradigma”. Ele lembra que, antes do militar ser alçado ao posto, a Rússia sempre poupou a infraestrutura ucraniana e agora mudou a estratégia. O oficial da reserva da Marinha do Brasil aponta que Surovikin “acredita bastante na destruição da infraestrutura do inimigo”. “Pelo que observamos, a Ucrânia tem uma superioridade de fogos muito grande em Kherson. O front russo-ucraniano tem mais de mil quilômetros. Então, ninguém tem completa hegemonia e superioridade em todos os setores. A Ucrânia optou em concentrar forças em Kherson. A Rússia está forçando mais à frente do Donbass”, indica. “Talvez eles [os russos] tenham avaliado que se se mantivessem à margem de Dniepre, seria muito difícil de defender em virtude da superioridade de fogo e de homens do inimigo”. Segundo ele, Kherson é a principal cidade que a Rússia conquistou das forças ucranianas desde o início da operação. Por isso, Moscou precisa medir bem cada passo na região, alvo de ofensivas ucranianas. O especialista militar afirma que a evacuação de civis de Kherson é “um indicativo de que o comando russo esperava uma batalha violenta”. Com isso, apesar do ponto negativo de “mexer na confiabilidade” das novas regiões que votaram a favor do referendo de adesão à Rússia, “a vantagem é que evita baixas, retirando a população civil” da localidade, avalia.